Diocese

História cronológica dos Bispos de Roraima

A Igreja católica do Rio Branco, hoje Roraima, foi a segunda a ser desmembrada da Diocese do Amazonas, que na época compreendia os estados  AM, RO, AC e RR.  Em 15 de Agosto de 1907, o decreto pontifício do Papa Pio X, “E Brasilianae Reipublicae Diocesibus” elevavam estas terras a Missão Nullius do Rio Branco, desligando-a da Diocese do Amazonas.

O primeiro bispo-prelado foi Dom Gerardo Van Caloen, monge beneditino, belga.  Ordenado em 1906, bispo titular de Phocéa e prelado Nullius do Rio Branco. Morou em Boa Vista de 1914 a 1918. Iniciou as obras de reconstrução da Igreja Matriz do Carmo e instalou a missão no meio dos Povos Indígenas no Surumú, trouxe a linha de telegrafo e fundou a Sociedade de Melhoramentos do Rio Branco, no Rio de Janeiro.

O segundo prelado do Rio Branco foi Dom Pedro Eggerath, monge beneditino, alemão. Em 1921 a Santa Sé, através da constituição apostólica “Romani Pontífices”, agrega a prelazia Nullius do Rio Branco diretamente à Abadia do Rio de Janeiro e elege o abade da mesma como o novo prelado do Rio Branco, que a governou de 1921 a 1929. Ele construiu a sede da Prelazia, o hospital Nossa Senhora de Fátima, a Escola São José, o internato para jovens no Calungá, a residência das Irmãs Beneditinas, hoje Casa João XXIII, fez a 1ª estrada Boa Vista – Caracaraí, trouxe para cidade uma fábrica de carne enlatada e a energia elétrica.

O terceiro bispo-prelado foi Dom Lourenço Zeller, monge beneditino, alemão. Em 1934 foi nomeado prelado do Rio Branco e bispo titular de Doriléia. Em 31 de agosto de 1944, o papa Pio XI pela bula “Ad maius animarum bonum” elevou a missão á Prelazia do Rio Branco. Um ano antes, em 13 de setembro 1943, o Presidente da República havia desmembrado a Bacia do Rio Branco do Estado do Amazonas, constituindo o Território Federal do Rio Branco. Mandou que os monges Beneditinos colhessem todo material etnográfico e antropológico dos índios do rio Branco. Em maio de 1948 os heroicos Monges Beneditinos entregaram a Prelazia aos Missionários da Consolata de Turim.

O quarto bispo-prelado do foi Dom José Nepote Fus, missionário da Consolata, italiano. Ordenado bispo titular de Helensi e prelado do Rio Branco em 1952. Reabriu a missão do Surumú, construiu as igrejas de São Francisco, São Vicente, o novo Colégio São José, o ginásio Euclides da Cunha, a oficina do Calungá e o novo hospital Nossa Senhora de Fátima.

O quinto bispo-prelado foi Dom Servilio Conti, missionário da Consolata, italiano. Ordenado bispo titular de Turburbo Maior e prelado de Roraima em 1968. No seu ministério os missionários passaram a residir em meio aos Povos Indígenas, surgindo às missões de Normandia, Taiano, Serra da Lua e Maturuca. Iniciou a missão do Catrimani junto aos povos Yanomami em 1965. No dia 01 de novembro de 1968 aconteceu o martírio do Pe João Calleri.  Seu marco foi à construção da Catedral Cristo Redentor.  É vivo e mora em Aparecida de São Manuel, São Paulo.

O sexto bispo foi Dom Aldo Mongiano, missionário da Consolata, italiano  Foi ordenado bispo de Roraima em 1975. Seu episcopado foi marcado pela luta em favor dos direitos dos Povos Indígenas de Roraima. No seu episcopado a Igreja Particular de Roraima foi levada a Diocese no dia 07 de dezembro de 1979. Neste ano também teve início a experiência da Diocese-Irmã de Santa Maria–RS. Abriu o seminário, ordenou o primeiro padre diocesano e introduziu também o diaconato permanente. Está vivo e mora em Turim, Itália.

O sétimo bispo de Roraima foi Dom Apparecido José Dias, missionário do Verbo Divino, paulista. Foi ordenado bispo de Registro SP, em 1975,  e pela experiência no trabalho junto aos Povos Indígenas como presidente do CIMI – Conselho Indigenista Missionário, foi transferido para a Diocese de Roraima em 1996. Acolheu na Diocese a segunda experiência de Igreja-Irmã de Piacenza – Itália e os ordenou quatro novos padres diocesanos. Fundou a Rádio FM Roraima e movimento Nós existimos.

O oitavo bispo de Roraima é Dom Roque Paloschi, do Clero diocesano gaúcho. Reorganizou a Diocese em quatro grandes áreas pastorais  – indígena, migrante, cidade e acolheu como igrejas irmãs: Brasília, Vicenza/Itália e afogados da Ingazeira/PE.

Texto: Pe. Vanthuy Neto

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