Santa Maria Isabel Hesselblad e seu retorno à fé católica

Origem
Maria Isabel Hesselblad nasceu em Faglavik, Suécia, em 1870, em uma família de fé luterana, vivida de modo diário e concreto. Desde a escola primária, pelo seu sensível grau de observação, notava que seus colegas de classe professavam as crenças cristãs mais diversas, mas achava que não devia ser assim. Por isso, começou a pôr-se em busca da única Verdade.

Enfermeira em Nova Iorque
Aos 18 anos, Maria Isabel Hesselblad decidiu emigrar para Nova Iorque para ajudar, financeiramente, a sua família. Lá, começou a trabalhar como enfermeira no Hospital Roosevelt. Seu contato direto com o mundo do sofrimento e da enfermidade a deixou profundamente impressionada. Naquele período, ocorreu um episódio, narrado em sua biografia, que demonstra quanto a futura Santa era agraciada por Deus.

O Episódio
Certa noite, por descuido, ficou fechada no necrotério do hospital; por isso, decidiu passar o tempo rezando ao lado de cada um dos cadáveres. Ajoelhada ao lado do corpo de um homem, teve a impressão de sentir uma espécie de respiro, mesmo se fraco. Em seu certificado médico dizia que ele tinha falecido por ataque cardíaco. Mas, Isabel sentia aquele respiro sempre mais forte e claro. Como boa enfermeira, sabia que aquele cadáver, no estado entre a vida e a morte, precisava de calor para voltar à vida. Então, cobriu-o com sua roupa. No dia seguinte, ela foi encontrada assim, rezando ao lado daquele jovem, que reviveu.

Santa Maria Isabel Hesselblad e a Reforma da Ordem de Santa Brígida

Retorno à Europa como católica
Nos Estados Unidos, Isabel tinha como diretor espiritual o jesuíta Padre Johann Hagen. Graças a ele, abraçou definitivamente a fé católica e foi batizada no dia da Assunção de Nossa Senhora, em 1902. Logo, voltou à Europa como católica: primeiro visitou sua família na Suécia e, depois, foi para Roma, onde ficou hospedada na casa que era de Santa Brígida, mas depois utilizada pelas Carmelitas.

Permissão de Papa Pio X
Ali, com uma permissão especial do Papa Pio X, recebeu o hábito religioso das Brigidinas e aprofundou a espiritualidade deste Instituto, originário da sua terra natal. Assim, entendeu qual era a sua vocação: refundar a Ordem, segundo as exigências daquele tempo, mas também fiel à tradição do carisma contemplativo e à solene celebração litúrgica. Transcorria o ano 1911.

Autobiografia – “O rebanho”
Em seus escritos autobiográficos, emergiu que Isabel ficou fascinada, em tenra idade, por uma frase do Novo Testamento, que se referia a um único rebanho, para o qual o Senhor, Bom Pastor, reconduziria todos. Passeando pela natureza extensa e sem confins do seu país, começou a se interrogar qual seria aquele rebanho único. Porém, ao invés de desanimar, diante de todas aquelas perguntas sem resposta, recebeu, como dom de Deus, um grande conforto e uma força incrível. Ouviu até uma voz, que lhe fez uma promessa: iria descobrir, um dia, qual seria este único rebanho. Ao sentir a presença do Senhor, tão perto de si, Isabel se tranquilizou.

Refundação da Ordem
Desde então, Isabel, que acrescentou ao seu nome o de Nossa Senhora, se esforçou para levar, novamente, a Ordem de Santa Brígida à Suécia, que conseguiu em Djursholm, em 1923, e, enfim, em Vadstena, em 1935. Dedicou toda a sua vida à caridade concreta com todos, sobretudo com os necessitados e mais frágeis. Durante a II Guerra Mundial, junto com suas coirmãs, acolheu muitos judeus perseguidos, transformando sua casa em centro de distribuição de alimentos e roupas para quem não tinha nada.

O Falecimento e a Orações a Santa Maria Isabel Hesselblad

Páscoa
Cansada, fisicamente, mas não de espírito, Maria Isabel faleceu em Roma, em 1957, onde foi beatificada, durante o Grande Jubileu do 2000, e canonizada pelo Papa Francisco, em 2016.

Oração
Maria Isabel escreveu de próprio punho e o deu à sua avó, antes de retornar aos Estados Unidos, em 1903: “Eu vos adoro, grande prodígio do céu, por dar-me alimento espiritual em vestes terrenas! Vós me consolais nos momentos obscuros, quando se dissipam, em mim, todas as esperanças! Ao coração de Jesus, junto ao balaústre do altar, estarei unida, eternamente, por amor”.

Minha oração
“Ao seu tempo, haverá um só pastor e um só rebanho. Dai-nos, querida santa, o amor e o trabalho pela unidade das nossas comunidades e da Igreja, a fim de que Cristo Reine sobre tudo e sobre todos.”

Santa Maria Isabel Hesselblad, rogai por nós!


Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 24 de abril

  • São Fiel de Sigmaringa, presbítero e mártir em Seewis, na Suíça, foi massacrado pelos hereges, morrendo pela fé católica. († 1622)
  • Maria Cléofas e Salomé, que, juntamente com Maria Madalena, ao amanhecer o dia da Páscoa se dirigiram ao sepulcro do Senhor para ungir o seu corpo e foram as primeiras a ouvir o anúncio da ressurreição em Jerusalém.
  •  Santo Alexandre, mártir em Lião, cidade da Gália, na atual França. († 178)
  • Santo Antimo, bispo, e companheiros, mártires em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia. († 303)
  • São Gregório, bispo em Elvira, na Hispânia Bética. († s. IV)
  • São Deusdado, diácono e abade em Blois, na Gália Lionense, na atual França. († s. VI)
  • São Melito, bispo em Cantuária, na Inglaterra.(† 624)
  • São Vilfredo, bispo em York, no território de Nortúmbria, na Inglaterra. († 709)
  • Santo Egberto, presbítero e monge em Iona, ilha da Escócia. († 729)
  • São Guilherme Firmato, eremita em Mortain, na Normandia, região da França. († 1103)
  • Santa Maria de Santa Eufrásia (Rosa Virgínia Pelletier), virgem em Angers, na França. († 1868)
  • São Bento (Ângelo) Ménni, presbítero da Ordem de São João de Deus, que fundou a Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus. Em Dinant, na França. († 1914)

Fontes:

  • vaticannews.va
  • Martirológio Romano
  • Liturgia das Horas
  • Diretório de Liturgia da Igreja no Brasil [Ed CNBB 2022]
  • Livro “Um santo para cada dia” – Mário Sgarbossa – Luigi Giovannini [Paulus, Roma, 1978]
  • Livro “Santos de cada dia” – José Leite, SJ [Editorial A.O. Braga, 2003]
  • Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aqui [Cléofas 2007]

– Pesquisa: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova

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São Jorge, o santo comparado a “São Miguel” no Oriente

Origens
São Jorge, cujo nome de origem grega significa “agricultor”, nasceu na Capadócia, por volta do ano 280, em uma família cristã. Transferiu-se para a Palestina, onde se alistou no exército de Diocleciano. Em 303, quando o imperador emanou um edito para a perseguição dos cristãos, Jorge doou todos os seus bens aos pobres e, diante de Diocleciano, rasgou o documento e professou a sua fé em Cristo. Por isso, sofreu terríveis torturas e, no fim, foi decapitado.

As lendas do Santo
São inúmeras as narrações fantasiosas, que nasceram em torno da figura de São Jorge. Um dos seus episódios mais conhecidos é o do dragão e a jovem, salva pelo santo, que remonta ao período das Cruzadas. Narra-se que na cidade de Selém, Líbia, havia um grande pântano, onde vivia um terrível dragão. Para aplacá-lo, os habitantes ofereceram-lhe dois cabritos, por dia e, vez por outra, um cabrito e um jovem tirado à sorte. Certa vez, a sorte coube à filha do rei. Enquanto a princesa se dirigia ao pântano, Jorge passou por ali e matou o dragão com a sua espada. Este seu gesto tornou-se símbolo da fé que triunfa sobre o mal.

Validação Histórica
No lugar da sua sepultura, em Lida, – um tempo capital da Palestina, agora cidade israelense, situada perto de Telavive, – foi construída uma Basílica, cujas ruínas ainda são visíveis. Até aqui, a Passio Georgii classificada, pelo Decreto Gelasianum, no ano 496, entre as obras hagiográficas é definida Passio lendária. Entre os documentos mais antigos, que atestam a existência de São Jorge, uma epígrafe grega, do ano 368, – descoberta em Eraclea de Betânia, – fala da “casa ou igreja dos santos e triunfantes mártires, Jorge e companheiros”. Foram muitas, ao longo dos anos, as narrações posteriores à Passio.

São Jorge: Padreoiro dos cavaleiros, soldados, escoteiros, esgrimistas e arqueiros

Padroeiro
São Jorge é considerado Padroeiro dos cavaleiros, soldados, escoteiros, esgrimistas e arqueiros. Ele é invocado ainda contra a peste, a lepra e as serpentes venenosas. O Santo é honrado também pelos muçulmanos, que lhe deram o apelativo de “profeta”.

Curiosidade
Entre os cristão do oriente, sejam católicos latinos ou de outros ritos, assim como os ortodoxos, a devoção a São Jorge é bem expressiva. Comparando com os cristãos do ocidente, é invocado na mesma proporção que São Miguel Arcanjo.

De mártir a Santo guerreiro
Os cruzados contribuíram muito para a transformação da figura de São Jorge de mártir em Santo guerreiro, comparando a morte do dragão com a derrota do Islamismo. Com os Normandos, seu culto arraigou-se profundamente na Inglaterra, onde, em 1348, o rei Eduardo III instituiu a “Ordem dos Cavaleiros de São Jorge”. Durante toda a Idade Média, a sua figura tornou-se objeto de uma literatura épica, que concorria com os ciclos bretão e carolíngio.

Devoção a São Jorge

Memória Facultativa
Na falta de notícias sobre a sua vida, em 1969, a Igreja mudou a sua celebração: de festa litúrgica passou a ser memória facultativa, sem alterar seu culto. As relíquias de São Jorge encontram-se em diversos lugares do mundo. Em Roma, na igreja de São Jorge em Velabro é conservado seu crânio, por desejo do Papa Zacarias. Como acontece com outros santos, envolvidos por lendas, poder-se-ia concluir que também a função histórica de São Jorge é recordar ao mundo uma única ideia fundamental: que o bem, com o passar do tempo, vence sempre o mal. A luta contra o mal é uma dimensão sempre presente na história humana, mas esta batalha não se vence sozinhos: São Jorge matou o dragão porque Deus agiu por meio dele. Com Cristo, o mal jamais terá a última palavra!

Oração
Ó São Jorge, meu Santo Guerreiro, invencível na fé em Deus, que trazeis em vosso rosto a esperança e confiança, abre meus caminhos. Eu andarei vestido e armado com vossas armas para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não peguem, tendo olhos não me enxerguem e nem pensamentos possam ter para me fazerem mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrar. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estendei vosso escudo e vossas poderosas armas, defendendo-me com vossa força e grandeza. Ajudai-me a superar todo desânimo e a alcançar a graça que vos peço (fazer o seu pedido). Dai-me coragem e esperança, fortalecei minha fé e auxiliai-me nesta necessidade. Amém.

Minha oração
“Poderoso guerreiro, defendei-nos do mal e da tentação, assim como ensinai-nos a defender a nossa fé e os mais necessitados, tudo por amor a Cristo. Amém.”

São Jorge, rogai por nós!


Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 23 de abril

  • Santo Adalberto (Vojtech), bispo de Praga e mártir. († 997)
  • Santo Eulógio, bispo em Edessa, na Síria, hoje Sanliurfa, na Turquia. († 387)
  • São Marolo, bispo em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália. († s. V)
  • São Gerardo, bispo em Toul, na Lotaríngia, atualmente na França.(† 994)
  • São Jorge, bispo em Suélli, na Sardenha. († 1117)
  • Beato Gil de Assis, religioso da Ordem dos Menores em Perúgia na Úmbria, região da Itália. († 1262)
  • Beata Helena Valentíni, viúva, que, decidida a viver só para Deus, teve grande actividade na Ordem secular de Santo Agostinho em Údine, na Venécia, hoje em Friuli-Venezia Giúlia, região da Itália.(† 1458)
  • Beata Teresa Maria da Cruz (Teresa Manétti), virgem, fundadora da Congregação das Carmelitas de Santa Teresa.
  • Beata Maria Gabriela Saghéddu, virgem no mosteiro cisterciense de Grottaferrata, no território de Frascáti, próximo de Roma. († 1939)

Fontes:

  • vaticannews.va
  • Martirológio Romano
  • Liturgia das Horas
  • Diretório de Liturgia da Igreja no Brasil [Ed CNBB 2022]
  • Livro “Um santo para cada dia” – Mário Sgarbossa – Luigi Giovannini [Paulus, Roma, 1978]
  • Livro “Santos de cada dia” – José Leite, SJ [Editorial A.O. Braga, 2003]
  • Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aqui [Cléofas 2007]
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Santa Senhorinha, modelo de oração, contemplação e trabalho

Origens
Santa Senhorinha foi uma abadessa beneditina portuguesa, canonizada santa pela Igreja Católica em 1130. Seu nome original era Domitilla Ufes. Senhorinha de Basto, era filha da condessa D. Teresa Soares e do conde D. Ufo Ufes. Senhorinha fazia parte de uma família de nobres. Logo após a morte prematura de sua mãe, D. Ufo Ufes, seu pai passou a chamá-la de Senhorinha, que significa “pequena senhora”.

A vida monástica
Aos quinze anos de idade, recusou-se a casar com um nobre pretendente, ingressando pouco tempo depois na vida monástica, sob a guarda de sua tia materna D. Godinha, que também era abadessa no Mosteiro de São João de Vieira do Minho, da ordem de São Bento. Quando professou seu noviciado, fez os votos e adotou o nome de Irmã Senhorinha.

Abadessa
Anos mais tarde, quando estava com seus 36 anos, após a morte da sua tia, que também se tornou santa, Santa Senhorinha tornou-se abadessa do Mosteiro de São João de Vieira do Minho, transferindo-se pouco depois, com as suas religiosas, para um mosteiro em São Jorge de Basto, no município de Cabeceiras de Basto, passando a localidade a figurar no nome da santa portuguesa.

Santa Senhorinha e a Espiritualidade de São Bento

Fidelidade e simplicidade
Muitos identificavam nela a espiritualidade de São Bento, pois a sua vida foi marcada pela dedicação à oração, ao trabalho e a sempre estar disposta a ouvir aqueles que se aproximavam dela.

Páscoa
Santa Senhorinha faleceu no dia 22 de abril do ano de 982, aos 58 anos. Foi sepultada na igreja do mosteiro, próximo aos túmulos dos santos, Santa Godinha e São Gervásio, respectivamente tia e irmão.

Devoção a Santa Senhorinha

Cidade de Basto (Portugal)
O padroeiro seria São Jorge, mas com os vários milagres que aconteceram, devido à devoção à santa, como quando o Bispo da cidade quis fazer o levantamento do seu túmulo e o povo ali reunido pôde presenciar um grande milagre: um cego começou a ver. E, entre outros milagres, estão o transformar a água em vinho, acalmar tempestades e multiplicar farinha.

Fonte
A fonte de Senhorinha, que fica na igreja dela, é muito conhecida como fonte de milagres, até hoje existe uma grande devoção a Santa Senhorinha, como pelo fato de, naquela região, ainda hoje, muitos aderirem ao nome de Santa Senhorinha.

Igreja
A Igreja é uma das mais antigas da arquidiocese de Braga, e essa devoção milenar sempre é celebrada com uma grande festa, mostrando também muito da fé que o povo tem na intercessão da Senhorinha de Basto.

Minha oração
“Santa Senhorinha, tu que se fizestes pequena e fiel às obrigações próprias da ordem religiosa, faz-me ser fiel, pequena e obediente aos ensinamentos de Jesus para a vida que Ele me vocaciona. Que meu coração nunca deixe de crer nos pequenos milagres que acontecem na vida cotidiana. Faz-me ter um coração orante e mãos trabalhadoras. Amém!”

Santa Senhorinha de Basto, rogai por nós!


Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 22 de abril

  • São Soter, papa, caridoso com os irmãos, os peregrinos necessitados, os aflitos pela miséria e os condenados a trabalhos forçados. († 175)
  • Santo Epipódio, que, depois de quarenta e oito gloriosos mártires desta cidade, foi preso juntamente com o seu amigo Alexandre e consumou o martírio sendo decapitado, na atual França. († 178)
  • São Leónidas, mártir, que foi morto ao fio da espada pela sua fé em Cristo, deixando ainda criança o seu filho, no Egito. († 204)
  • São Caio, papa, que, livrando-se da perseguição do imperador Diocleciano, morreu como confessor da fé. († 296)
  • São Mariab, quer dizer «o Senhor anuncia», corepíscopo e mártir na Pérsia. († 342)
  • Santo Agapito I, papa, que se empenhou com firmeza para que o bispo de Roma fosse livremente escolhido pelo clero da Urbe. († 536)
  • São Leão, bispo, na França. († s. VI)
  • São Teodoro, bispo e hegúmeno, que, movido pelo amor à solidão desde a infância, optou por vida austera, na atual Turquia. († 613)
  • Santa Oportuna, abadessa, célebre pela sua rigorosa abstinência e austeridade, na atual França. († c. 770)
  • Beato Francisco Venimbéni, presbítero da Ordem dos Menores, que foi exímio pregador da palavra de Deus, nas Marcas, região da Itália. († 1322)

Fontes:

  • Livro “Terras portuguesas” – Camões, Baptista de Lima
  • Padre João Carlos – Pároco da Igreja Santa Senhorinha
  • Vídeo de entrevista Canção Nova Portugal – youtube.com/watch?v=HX6aIYQwTVg
  • Martirológio Romano
  • Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aqui [Cléofas 2007]
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Santo Anselmo, bispo da Cantuária e Doutor da Igreja

Origens
Nasceu em Piamonte no ano de 1033. Seu pai era Conde Gondulfo e a senhora Ermemberga, que garantiu uma educação baseada nos valores cristãos. Santo Anselmo, teve como mestre um clérigo e depois foi educado pelos beneditinos, fazendo com que desperta-se o desejo de viver uma vida contemplativa. Contudo, devido ao mau relacionamento com ele, saiu de casa, apenas com um burrinho e um servo se dirigindo para França.

Tesouro Maior
Foi em busca da ciência, mas também se entregando aos prazeres. Era cristão, mas não de vivência. Devido aos estudos, ‘bateu’ no Mosteiro de Bec e conheceu Lanfranc, um religioso e mestre beneditino. Por meio dessa amizade edificante, descobriu um tesouro maior: Jesus Cristo.

Vida Religiosa
Nesse processo de conversão, abriu-se ao chamado à vida religiosa e entrou para a família beneditina. Seu mestre amigo foi escolhido para ser bispo em Cantuária e Anselmo ocupou o lugar do Mestre, chegando a ser também Superior. Um homem sábio, humilde, um formador para as autoridades, um pai. Um verdadeiro Abade.

“Não quero compreender para crer, mas crer para compreender, pois bem sei que, sem a fé, eu não compreenderia nada de nada.”  (Santo Anselmo)

Páscoa
Por obediência à Mãe Igreja, foi substituir seu amigo, que havia falecido, no Arcebispado de Cantuária. Viveu grandes desafios lá, retornando a Piamonte. Devido a uma enfermidade faleceu em 21 de abril de 1109. Com esta fama de santidade e testemunho de fidelidade e amor a Cristo e à verdade.

Obras
Santo Anselmo foi um santo e teólogo-filósofo, como Santo Agostinho. Foi o fundador da teologia escolástica, a Igreja Católica deu-lhe o título de “Doutor Magnífico”. As duas obras mais conhecidas são o Monologion (Monólogo), ou modo de meditar sobre as razões da fé, e o Proslogion (Colóquio), ou a fé que procura a inteligência.

Minha Oração
“Santo Anselmo, santo teólogo e filósofo da Igreja, suscitai em nossos corações o interesse pela Doutrina da Igreja Católica, fazendo com que busquemos a Verdade, com inteligência, no Evangelho. Amém.”

Santo Anselmo, rogai por nós!

Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 21 de abril

  • Em Roma, a comemoração de Santo Apolónio, filósofo e mártir. († 185)
  • Em Alexandria, no Egipto, Santo Aristo, presbítero e mártir. († data inc.)
  • No monte Sinai, Santo Anastásio, hegúmeno, que defendeu incansavelmente a verdadeira fé contra os monofisitas. († c. 700)
  • No mosteiro de Aplecross, localidade da Escócia, São Melrúbio, abade. († 722)
  • Nas Marcas, região da Itália, o Beato João Saziári, religioso da Ordem Terceira de São Francisco.  († c. 1371)
  • Em Cervere, junto de Fossano, no Piemonte, região da Itália, o Beato Bartolomeu Cérvere, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. († 1466)
  • Em Altötting, na Baviera, região da Alemanha, São Conrado de Parzham (João Birndorfer), religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. († 1891)
  • Em Nochistlan, no território de Guadalajara, no México, São Romão Adame, presbítero e mártir, que durante a perseguição contra a Igreja, sofreu o martírio por confessar a fé em Cristo Rei. († 1927)

Fonte:

  • Livro “Um santo para cada dia” – Mário Sgarbossa – Luigi Giovannini [Paulus, Roma, 1978]
  • Livro “Santos de cada dia” – José Leite, SJ [Editorial A.O. Braga, 2003]
  • Martirológio Romano
  • Vaticannews.va
  • Vatican.va

Santa Inês de Montepulciano, tornou prostitutas em freiras

Origem
Italiana, nasceu numa aldeia chamada Graciano, vizinha da cidade de Montepulciano. Filha de uma rica família chamada Segni, aos 4 anos já sabia rezar as orações do Pai-Nosso e Ave-Maria. Desde os seis anos, disse aos pais que queria se tornar freira, eles porém, não aceitavam. 

Espiritualidade mística
Santa Inês viveu experiências místicas e de forte combate espiritual. Uma delas foi quando sofreu um ataque por demônios que assumiram a forma de corvos e feriram sua cabeça com as garras e bicos. Ao chegar em casa, os pais ficaram muito preocupados com o que aconteceu, e mesmo a contragosto, permitiram a entrada tão cedo, aos 9 anos, no convento das freiras de São Domingos. Aos 15 anos, foi eleita superiora devido à grande percepção da realidade, sua maturidade. 

Êxtase espiritual
Em sua vida de oração, quando rezava entrava em êxtase e até demoradas levitações. Brotavam rosas e lírios com perfume onde ela ajoelhava para rezar. Devido aos inúmeros acontecimentos sobrenaturais, as irmãs de sua congregação testemunharam muitos destes fenômenos.

 “Minhas filhas, amai-vos umas às outras, porque a caridade é o sinal dos filhos de Deus!” – Santa Inês de Montepulciano

Evangelizou no prostíbulo
Possuía uma grande determinação, o dom da profecia e uma vida de santidade já em sua juventude. Dispôs-se a evangelizar um famoso prostíbulo que havia próximo do local onde vivia. Ela profetizou que ali seria um convento. Evangelizou um grande número de mulheres naquele local, anunciando o Evangelho de Jesus, mostrando-lhes um sentido novo para suas vidas e a misericórdia de Deus. Grande foi a conversão daquelas mulheres que deixaram a prostituição e o local se tornou um convento habitado por ex-prostitutas e se destacou por modelo de virtude, de ordem, de amor, de oração e de fraternidade entre as irmãs. Testemunho da presença e ação de Deus na recuperação das pessoas que não tinham mais esperança. 

Corpo incorrupto
Inês faleceu no dia 20 de abril de 1317, aos 43 anos, acometida por uma grave e dolorosa enfermidade. Seu túmulo passou a ser local de peregrinação e grandes milagres aconteceram ali por sua intercessão. Seu corpo se encontra incorrupto. Foi encontrado em perfeito estado de conservação e enviado para a Igreja Dominicana em Orvieto, onde se encontra até hoje. Em 1726, foi canonizada pelo Papa Bento XIII.

Minha oração
Santa Inês, exemplo de humildade, caridade, vigilância, vida de intensa oração, abençoai-me e olhai para mim. Pois vos olho como quem intercederá junto a Jesus por mim e minha família,  já que necessitamos de tantas virtudes e graças. Concedei-nos a vossa fé, vossa beleza interior, o vosso amor. Que assim seja. Amém.”

Santa Inês de Montepulciano, rogai por nós!


Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 20 de abril

  • Santo Aniceto, Papa, que recebeu São Policarpo, para dialogar sobre o dia da Páscoa. († c.166)
  • Santos Sulpício e Serviciano, mártires, Roma. ( † data inc.)
  • São Secundino, mártir. († s. IV)
  • São Marcelino, bispo, natural da África. († c.374)
  • São Marciano, monge, na França († c. 488)
  • São Teodoro, que, chamado Triquinas por causa do áspero cilício de crinas que usava sempre, na Turquia († s. V)
  • Santo Anastásio, bispo e mártir, que foi assassinado por sicários, na Turquia († 609)
  • Santa Heliena, virgem, na Campânia, região da Itália. († s. VII)
  • São Vião, bispo, natural da Frísia. († 804)
  • Beato Geraldo de Sales, eremita que fundou numerosas casas de cónegos regrantes, na França. († 1120)
  • Beato Domingos Vernagálli, presbítero da Ordem Camaldulense, na Itália. († 1218)
  • Beato Simão de Tódi Rinaldúcci, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, que instruiu os jovens estudantes e o povo, na Itália. († 1322)
  • Beatos Jaime Bell e João Finch, mártires, na Inglaterra. († 1584)
  • Beatos Ricardo Sargeant e Guilherme Thomson, presbíteros e mártires, que, padeceram no patíbulo de Tyburn o extremo suplício. († 1584)
  • Beato Maurício MacKenraghty, presbítero e mártir, que, foi condenado ao suplício do patíbulo, na Irlanda. († 1585)
  • Beato António Page, presbítero e mártir, que foi condenado a cruéis torturas em ódio ao sacerdócio, na Inglaterra. († 1593)
  • Beatos Francisco Page, da Companhia de Jesus, e Roberto Watkinson, presbíteros e mártires, na Inglaterra. († 1602)
  • Beata Clara Bossatta (Dina Bossatta), virgem, que, com o auxílio de São Luís Guanella, fundou o Instituto das Filhas de Santa Maria da Providência, na Itália. († 1887)
  • Beato Anastásio Pankiewicz, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que, deu testemunho da sua fé até à morte, na Áustria. († 1942)

Fontes:

  • vaticannews.va
  • Martirológio Romano
  • dominicanos.org.br
  • irmaspassionistas.org.br
  • arautos.org
Analise conjuntura social

60ª Assembleia CNBB, análise de conjuntura social: “Ação, concreta, responsável e ética, que una a todos em torno de nosso futuro”

Abordar os grandes desafios da sociedade brasileira tem sido o propósito da análise de conjuntura social apresentada aos bispos no primeiro dia da 60ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que está sendo realizada em Aparecida de 19 a 28 de abril de 2023.

Elaborada pelo Grupo de Análise de Conjuntura da CNBB – Padre Thierry Linard, a análise, apresentada por Dom Francisco Lima, parte da ideia da dificuldade de realizá-la em um momento histórico “em que as transformações, possivelmente, estão mais velozes que a nossa própria percepção”, e quer ser um instrumento que ajude na vivência dos próximos passos da CNBB. O início de 2023 é visto como “uma espécie de kairós, em uma conjuntura que se apresentou com diversos e complexos elementos logo após as eleições nacionais de outubro”, o que se concretizou em “estratégias de resistência ante a mudança no Poder Executivo”, buscando “tentar mudar a realidade eleitoral” fora da Constituição, o que foi combatido pelo Poder Judiciário, chegando em um ponto final em que “a democracia foi vitoriosa!”.

O texto relata as diversas posições dentro das Forças Armadas, a cooptação por parte de setores radicalizados das Polícias Militares de muitos Estados e a Polícia Rodoviária Federal, a saída do país do Ex-presidente, ou o ataque aos poderes da República no domingo 8 de janeiro de 2023, por adeptos mais radicais do “bolsonarismo”, visto como “uma articulação de forças empresariais, financeiras, políticas e sociais”. Diante dessa realidade, os analistas afirmam que “o governo Lula está posto, mas ainda não está totalmente composto!”, um governo que iniciou seu mandato com um caráter popular, com a presença na posse do Presidente da República de “homens e mulheres carregados de histórias e lutas”.

O mundo está marcado por incertezas, pelo que o Papa Francisco define como “uma guerra mundial em pedaços”, que está conduzindo ao “parto de um outro mundo multipolar”, com tensões surgidas dos mesmos velhos motivos: economia, território, tecnologia e terror. Isso num mundo determinado pela desigualdade social, pelo aumento da imigração, pela crise da democracia representativa, o incremento das tecnologias digitais, o recrudescimento de governos autocráticos e de movimentos autoritários cada vez mais atuantes, a partir de estratégias de desinformação, com eleições polarizadas e sociedades divididas. Tudo isso repercute na realidade latino-americana, que é analisada, mostrando um olhar sobre como o processo eleitoral brasileiro de 2022 impactou no reordenamento geopolítico global e regional.

O texto apresenta os grandes desafios brasileiros, no campo da economia, marcado pela financeirização, o neoliberalismo e o lucro financeiro, que se contrapõe à “deterioração dos serviços públicos essenciais oferecidos a parcelas imensas do povo brasileiro”; no campo da política, abordando a questão da governabilidade e governança pública e a atual realidade política que o Brasil vive, analisando os passos que estão sendo dados entre os diferentes poderes da República.

No campo da política foi refletido sobre sua relação com a religião, mostrando como uma questão crucial o uso da religião “para a manipulação político-eleitoral ou para a difusão de discursos de ódio e fake News”, inclusive para a ascensão da extrema-direita. Do mesmo modo, foi refletido sobre a militarismo e sua relação com a política, que incide na democracia e aumenta as polarizações.

No campo da sociedade e da cultura, a análise de conjuntura social reflete sobre o drama da desigualdade social e racial, consequência das “muitas e severas sequelas da crise econômica causada pela pandemia”, que levou 33,1 milhões de pessoas a passar fome no Brasil, ao aumento de jovens que nem estudam, nem trabalham, a um maior endividamento da população, com um racismo estrutural e cotidiano que machuca o tecido social brasileiro. No mesmo campo, o drama socioambiental e cuidado com a Casa Comum, destacando a determinação do governo Lula na reconstrução da agenda ambiental brasileira. Isso tem se concretizado numa maior valorização dos povos indígenas, com a criação do Ministério dos Povos Indígenas e ações estratégicas e integradas para o combate ao desmatamento, e a mineração.

A análise aborda a questão do desarmamento e a cultura da paz frente às violências, com o novo governo enfrentando desde o primeiro dia da política de incentivo ao armamento da população, uma urgência diante dos ataques às escolas nos últimos dias. Também foi abordada a crise do pertencimento e o problema das identidades, insistindo em que “parece ter-se perdido a referência da comunidade”.

Finalmente, a análise apresentou sinais dos tempos e de esperança, destacando os resultados do diálogo do governo federal com os outros poderes, o protagonismo dos movimentos sociais e o respeito aos conselhos de controle social, o multilateralismo nas relações internacionais. Diante disso se destaca a importância da formação política, da educação, vendo como uma urgência um grande projeto de pacificação nacional. Para isso, “o nosso mais importante sinal é o da ação, concreta, responsável e ética, que una a todos em torno de nosso futuro. A maior esperança é esperançar-nos todos os dias e em todas as circunstâncias. Sem medo, pois a esperança é a nossa coragem!”.

São Leão IX, 152º Papa da Igreja Católica, exemplo de defesa à Igreja 

Origem
São Leão IX, Brunone dos Condes de Egisheim, seu nome de Batismo, nasceu em Eguisheim, região da Alsácia (território francês). Pertencia a uma família de grandes vassalos (classe do período medieval, responsável por servir aos seus senhores feudais).

Vida e início do serviço à Igreja
Foi confiado aos cuidados e educação do Bispo de Toul, que o fez doutorar em direito canônico. Ao completar 18 anos, tornou-se cônego e, aos 22, diácono. Obediente ao Bispo e Rei, no ano de 1025, comandou cavaleiros alemães na batalha, conforme costume da época. Em seguida, em virtude do serviço prestado, recebeu uma sede episcopal e, em 1027, tornou-se Bispo de Toul, função que ocuparia pelos próximos 25 anos. Como Bispo, ficou conhecido por sua defesa valorosa à Igreja. Reformou a vida nos conventos e a forma de evangelização na diocese.

Eleito Papa
Em 1049, aos 47 anos, foi eleito Papa e sucedeu ao curto papado de Dâmaso II. Relutou em aceitar a sua escolha como Pontífice e só aceitou após a aprovação do clero romano e do povo. Como Papa, empenhou-se em reformas na vida do clero e extinguiu a simonia, que é a venda de favores divinos, como, por exemplo, a “venda” de bênçãos. É tido como iniciador da Reforma Gregoriana. Convocou, ao longo de seu papado, vários sínodos.

São Leão IX: defendeu o celibato sacerdotal

Luta contra simonia
Lutou fortemente contra o fim da simonia, defendeu o celibato sacerdotal, foi contra a nomeação de Bispos como príncipes imperiais, buscou restabelecer os valores do cristianismo primitivo. Foi também o primeiro Papa a realizar viagens pela Europa. Selou a paz entre Hungria e Alemanha, evitando uma guerra iminente.

Cisma do Oriente
Foi durante o seu papado que o Patriarca de Constantinopla, Miguel Cerulário, começou a agir de forma contrária e crítica aos ritos comuns à Igreja Latina. O Papa defendeu a tradição latina; e, com a atitude inacessível de Miguel, enviou um representante para negociar com o Patriarca e evitar conflitos maiores, mas, devido às divergências existentes, as tentativas resultaram nas excomunhões mútuas, mesmo após a morte do Papa, que levaram ao Grande Cisma, a separação da Igreja Romana e Ortodoxa.

Perseguição e morte 
Os normandos invadiram a Itália e, em defesa do povo, o Papa e os habitantes pegam em armas, com apoio e reforço do Império. Mas os normandos venceram e, entre junho de 1053 e março de 1054, foi mantido prisioneiro. Ainda que foi tratado com respeito pelos seus adversários, enfraqueceu-se e assim que retornou a Roma, morreu pouco depois, em abril de 1054. Com apenas 5 anos de Pontificado, é tido como como um guia revolucionário da Igreja. No dia de sua morte, é celebrado sua festa. Seu corpo se encontra na Basílica de São Pedro em Roma.

Minha oração
“Que São Leão IX seja este exemplo de defesa e exemplo a favor da Igreja. Que ele possa interceder, principalmente por aqueles que são autoridades eclesiásticas, para que busquem sempre a defesa da Fé e do povo de Deus.”

São Leão IX, rogai por nós!


Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 19 de abril

  • São Mapálico, mártir, que recomendou que à sua mãe e à sua irmã, impelidas sob tortura à apostasia, fosse concedida a paz eclesiástica, enquanto ele foi levado ao tribunal e coroado com o martírio. A ele se associa a memória de outros santos mártires, entre os quais Basso na pedreira, Fortúnio no cárcere, Paulo no tribunal, Fortunata, Vitorino, Vítor, Herémio, Crédula, Hereda, Donato, Firmo, Venusto, Fruto, Júlia, Marcial Aristão, todos eles mortos de fome no cárcere. († 250)
  • Santa Marta, virgem e mártir, na antiga Pérsia. († 341)
  • São Jorge, bispo, que morreu no exílio por defender o culto das sagradas imagens, na atual Turquia. († 818)
  • São Geroldo, eremita, que, segundo a tradição, viveu em regime de rigorosa penitência na região de Voralberg, na atual Alemanha. († c. 978)
  • Santo Elfego, bispo de Cantuária e mártir, que, durante a devastação sangrenta dos Dinamarqueses na cidade, se ofereceu a si mesmo para poupar o seu povo e, recusando ser resgatado por dinheiro, foi cruelmente ferido com ossos de animais e finalmente degolado, na Inglaterra. († 1012)
  • São Bernardo Penitente, que, para expiar com rigorosa penitência os pecados da juventude, decidiu partir para o exílio e, descalço, com vestes de feltro e contentando-se com pouco alimento, seguiu incansavelmente em peregrinação para a Terra Santa. († 1182)
  • Beato mártir Jaime Dukett, homem casado, que, denunciado por vender na sua livraria livros católicos, esteve preso durante nove anos e foi enforcado no reinado de Isabel I, juntamente com o seu denunciante, a quem, prestes a morrer, incitou a aceitar a morte pela fé católica na Inglaterra. († 1602)

Fontes:

  • vaticannews.va
  • Martirológio Romano
  • pt.aleteia.org

Convite para o encontro das CEBs

Tema: CEBs: Igreja em saída, na busca da vida plena para todos e todas!
Lema: “Vejam! Eu vou criar Novo Céu e uma Nova Terra” (Is 65,17)

Prezados/as Irmãos/as, somos todos/as convidados/as a caminhar juntos/as estabelecendo processos em vista da construção de uma sociedade com as marcas de “um novo céu e uma nova terra”. Tempo de reconstrução.
Tempo de recomeçar.
Pedimos que cada participante faça sua inscrição pelo link abaixo e, no final da inscrição, a colaboração para fins de alimentação no valor de R$ 50,00.

Data do encontro: 19 a 21 de maio de 2023
Inscrições até 12/05/23

Link para inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScpJHbWiiITwLgy1BlUJzunRRSona9Mwp8sbk-bzZJvJj0UvA/viewform

ENCERRADO O 1ª ENCONTRO DE FORMAÇÃO DA PASCOM DIOCESANA EM RORAIMA

A formação ocorreu durante 4 dias e contou com a participação de membros das pastorais da comunicação de Boa Vista, Bonfim, Cantá e Normandia.

Neste domingo, 16, finalizou-se o 1º encontro de Formação promovido pela a Pastoral da Comunicação Diocesana de Roraima (Pascom/RR), com o objetivo de integrar e  articular  a espiritualidade do comunicador,  além de  estruturar as atividades do ramo da comunicação existentes nas comunidades e paróquias do estado, o curso ocorreu no período de 15 a 16 de abril.

Participaram do encontro padres, religiosos e religiosas, leigos e leigas, catequistas, agentes de pastorais, movimentos e ministros da palavra,  da capital Boa Vista e  municípios de Normandia, Cantá e Bonfim. 

O curso teve como formadora a irmã Helena Corazza, graduada em Letras e Jornalismo, Mestra e Doutora em Ciências da Comunicação pela USP, ela concedeu durante 4 dias, formações para assessoria de comunicação e Pascom Diocesana, segundo Corazza, o intuito do curso é formar a espiritualidade do Comunicador além de trabalhar os eixos da ação pastoral das comunidades.

“Essa formação é específica, pois ela ajuda  a termos os elementos para o planejamento e para uma visão integrada da comunicação, pois como fazermos parte de diversas comunidades, áreas pastorais, e paróquias, precisamos saber se comunicar com o público de maneira eficiente, para que consigamos levar mais transparência em nossa missão de comunicadores de Cristo”, fomentou.

No sábado,15, a formação se estendeu aos colaboradores da Rádio Monte Roraima, para o jornalista Kayo Granbel, o curso veio aperfeiçoar e agregar os trabalhos que já são realizados na emissora.

“Foi uma formação importante para percebermos que estamos no caminho certo, e ter o discernimento de como devemos trabalhar a parte da espiritualidade no jornalismo e juntamente com a Diocese de Roraima”, afirmou.

Já no domingo,16, a vez da formação foi voltada ´para a pastoral diocesana, um dos participantes é o padre Marcelo da Conceição, chegado  recentemente em Roraima, com o Bispo Dom Evaristo Spengler, para ele essa formação não vai ajudar somente os leigos mas aqueles desejam se comunicar melhor.

“ Então, as pessoas perderam o referencial a respeito do que é a verdade,  então este curso é bom para nos orientar nesse sentido,  a respeito de se comunicar melhor e dialogar melhor  além de viver em comunhão com nossas irmãos”.

 Aileen kethleen de 22 anos, veio do município de Normandia, com uma equipe de 4 pessoas para a formação, ela atua na Pastoral da Comunicação do município e diz que vai aplicar todo o aprendizado na sua comunidade. 

  “Eu soube do curso pelas redes sociais e pela minha coordenadora da paróquia  ela disse que era importante, que a pastoral da comunicação estivesse presente, e se formando, buscando ter conhecimento, se atualizando e por ser este primeiro encontro acredito que está sendo bem enriquecedor pra nós, e eu também estou entrando na pastoral da comunicação está sendo bem gratificante. 

A participante Flavia Dantas, faz parte da liturgia da Paróquia de São Francisco, e está começando na Pascom-Boa Vista, para ela a comunicação religiosa, tem que promover a cultura de paz. 

“A formação de hoje está sendo riquíssima,  porque agrega muito valor pra gente,  aprendemos que ela gera comunhão, participação e missão. Então é importante que as pessoas do outro lado entendam que  nós agentes comunicadores não somos apenas pessoas para registrar momentos, eventos, mas que vejam com aumento de espiritualidade na maneira de se comunicar, como uma fala não violenta,  mas numa comunicação que promova a cultura de paz e evangelização”, finalizou. 

O presidente da Fundação Educativa Cultural José Allamano, padre Josimar Lobo,  trouxe a irmã Helena Corazza, de São Paulo, para elucidar os feitos da arte da comunicação religiosa em Roraima, para ele a formação foi um grande sucesso.

“ Estamos muito agradecidos, pela participação e envolvimentos de todos e todas, e poder contribuir na formação dos nossos irmãos e irmãs na área comunicação é um processo enriquecedor não somente aos que já atuam no segmento, mas para aqueles que estão começando agora e vão sair daqui prontos para ensinar o próximo”, agradeceu o padre.

 FONTE/CRÉDITOS: Dennefer Costa – MONTE RORAIMA FM