Diocese de Roraima promove formação sobre música litúrgica

A formação é realizada de 04 a 07 de setembro e é conduzida pelo Prof°. Dr°. José Reinaldo F. Martins Filho

A Diocese de Roraima realiza, entre os dias 4 e 7 de setembro, uma formação sobre música litúrgica. O encontro ocorre na Prelazia e é conduzido pelo professor doutor José Reinaldo Martins Filho (IFITEG/PUC Goiás).

A programação reúne cantores, instrumentistas e outros agentes que atuam nos diferentes serviços relacionados à música nas celebrações. Durante os três dias, serão abordados temas como o canto da Palavra e dos ritos, além da importância da música para a participação da comunidade na liturgia.

Segundo José Reinaldo, conhecer a tradição da música litúrgica contribui para aprofundar a vivência da fé.

“Conhecer a tradição litúrgica e, sobretudo, conhecer o patrimônio da música litúrgica da Igreja Católica é um aspecto fundamental para conhecer a nossa fé em profundidade e cultivá-la em comunidade”, explicou.

O José Reinaldo também destaca que a música pode contribuir para uma participação mais ativa dos fiéis durante as celebrações. Para ele, o canto comunitário é um dos elementos que ajudam a expressar a dimensão coletiva da liturgia.

Outro tema trabalhado na formação é a diferença entre música litúrgica e música religiosa. Embora ambas estejam relacionadas à fé, a música litúrgica possui uma finalidade específica dentro das celebrações.

“Nem toda música religiosa é litúrgica. A música litúrgica tem outro compromisso: é instrumento de oração comum, é instrumento de oração da Igreja, tem seu fundamento no rito e na Palavra de Deus”, disse.

A formação segue até segunda-feira, 7 de setembro.

32° Grito dos Excluídos 2026 acontece em Roraima no dia 7 de setembro

32° Grito dos Excluídos 2026 acontece em Roraima no dia 7 de setembro

Manifestação será realizada na Praça Principal do bairro Cidade Satélite, em Boa Vista

32° Grito dos Excluídos 2026 acontece em Roraima no dia 7 de setembro

          Fotos: Derlane Dourado

O 32º Grito dos Excluídos e Excluídas será realizado no dia 7 de setembro, em todo o Brasil. Neste ano, a mobilização tem como lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, mantendo a bandeira “Vida em Primeiro Lugar!”.

A manifestação ocorre tradicionalmente durante a Semana da Pátria e reúne movimentos populares, organizações sociais, pastorais e entidades em defesa de direitos e da justiça social.

Em Roraima, a concentração será realizada em Boa Vista, na Praça Principal do bairro Cidade Satélite. A mobilização está marcada para as 16 horas, com início do ato às 17 horas. Os participantes são orientados a levar garrafa com água, faixas e bandeiras.

Segundo a coordenadora das Pastorais Sociais da Diocese de Roraima, Rosé Ferreira, o tema deste ano dialoga com diferentes pautas sociais, entre elas o combate à violência contra as mulheres, o déficit habitacional e a defesa da soberania.

“É uma temática em sintonia com as lutas comunitárias, que esta edição vem trazendo como uma forma de combate à violência de gênero e também à questão do déficit habitacional e o complexo cenário geopolítico em defesa da soberania”, disse.

Rosé afirma ainda que a mobilização pretende denunciar casos de feminicídio e outras formas de violência contra as mulheres e convocar a sociedade para se posicionar diante desse cenário.

“A manifestação do sete de setembro reverbera nas lutas, nas dores e nas denúncias contra o feminicídio, contra a violência extrema que ceifa a vida feminina. O Grito dos Excluídos traz isso, traz essa defesa e, este ano, a nossa defesa é pela vida das mulheres. Não queremos nenhuma a menos”, destacou.

O Grito dos Excluídos surgiu em 1994, a partir da 2ª Semana Social Brasileira da CNBB, e realizou sua primeira manifestação nacional em 7 de setembro de 1995. A iniciativa busca transformar a data da Independência em um momento de reflexão, mobilização e reivindicação por direitos.

Catequistas da Diocese de Roraima participam da II Romaria Nacional em Aparecida

Catequistas da Diocese de Roraima participam da II Romaria Nacional em Aparecida

Encontro reuniu cerca de 4,7 mil participantes de diferentes regiões do país entre os dias 28 e 30 de agosto

Catequistas da Diocese de Roraima participam da II Romaria Nacional em Aparecida

Catequistas de diferentes comunidades e missões da Diocese de Roraima participaram da II Romaria Nacional de Catequistas, realizada entre os dias 28 e 30 de agosto, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo. O encontro reuniu cerca de 4,7 mil participantes, entre catequistas, coordenadores de catequese, ministros ordenados, religiosos e religiosas.

Promovida pela Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a romaria teve como tema “Transmitir a fé hoje” e como lema “O que vimos e ouvimos, vos anunciamos” (1Jo 1,3).

Durante três dias, os participantes participaram de momentos de formação, oração, celebração e convivência, com reflexões sobre a identidade e a missão dos catequistas no anúncio do Evangelho.

A Diocese de Roraima esteve representada por catequistas de comunidades de Boa Vista, Bonfim e das missões indígenas Maturuca e Surumu.

Participaram Deolinda, da Missão Maturuca; Dioneide, da Missão Surumu; Vera, da Comunidade Matriz Nossa Senhora do Carmo; Rosimeire, da Comunidade São Francisco; Consolata, da Comunidade Santo André; Fabiane, da Comunidade Santa Rita de Cássia; Vagna, da Comunidade Nossa Senhora Auxiliadora; Gondim, Ana Lúcia, Tânia e Ivânio, da Catedral; e Nara, da Comunidade São Francisco, em Bonfim.

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Diocese de Roraima mobiliza comunidades para o Tempo da Criação 2026

Diocese de Roraima mobiliza comunidades para o Tempo da Criação 2026

Período de oração e ações em defesa da Casa Comum será realizado de 1º de setembro a 4 de outubro

Diocese de Roraima mobiliza comunidades para o Tempo da Criação 2026
Bispo da Diocese de Roraima, Dom Evaristo Spengler/Foto: Kayla Silva

A Diocese de Roraima convida comunidades, paróquias e fiéis a participarem do Tempo da Criação 2026, período ecumênico dedicado à oração, reflexão e ações em defesa do meio ambiente. A programação começa em 1º de setembro, Dia Mundial de Oração pela Criação, e segue até 4 de outubro, Festa de São Francisco de Assis, padroeiro da ecologia.

Neste ano, o tema é “Fonte de água viva”, inspirado no capítulo 47 do livro do profeta Ezequiel, que apresenta a água como símbolo de vida e cura. A proposta chama a atenção para a importância da preservação dos recursos naturais diante de problemas como secas, enchentes, poluição e escassez de água.

Durante o período, a Diocese incentiva ações que podem ser realizadas pelas comunidades e também no dia a dia. Entre as propostas estão o plantio e cuidado de árvores, mutirões de limpeza de ruas, rios e igarapés, redução do uso de plásticos descartáveis, economia de água e energia e valorização da produção agroecológica e de alimentos regionais.

Após 16 anos de missão em Roraima, religiosa ursulina se despede da Diocese e parte para Moçambique

Após 16 anos de missão em Roraima, religiosa ursulina se despede da Diocese e parte para Moçambique

Irmã Antônia Storti atuou em diferentes frentes da Igreja e deixa Roraima para assumir uma nova missão missionária em outro continente

Após 16 anos de missão em Roraima, religiosa ursulina se despede da Diocese e parte para Moçambique
Fotos: Kayla Silva – Rádio Monte Roraima

Após 16 anos de missão em Roraima, a religiosa ursulina Irmã Antônia Storti se despediu da Diocese de Roraima durante uma celebração eucarística realizada neste sábado, 29 de agosto, na Comunidade Nossa Senhora de Fátima, na Área Missionária Santa Rosa de Lima. O momento foi marcado por gratidão, emoção e pela partilha de pessoas que acompanharam sua caminhada missionária no Estado.

Durante sua permanência em Roraima, Irmã Antônia participou de diferentes serviços e organismos da Igreja. Entre eles, esteve o Serviço de Animação Vocacional (SAV), a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e o movimento Um Grito pela Vida. A religiosa também atuou no projeto O Poço da Samaritana, na área missionária onde estava inserida.

Ao longo desse período, sua atuação esteve ligada a diferentes iniciativas de evangelização, formação e acompanhamento. Para o bispo de Roraima, Dom Evaristo Spengler, a despedida representa também o reconhecimento pela contribuição da religiosa à caminhada da Diocese.

“Nós queremos agradecer a Deus por esse tempo dessa grande missionária, que estava sempre pronta, com o sorriso aberto, para acolher, ajudar e apoiar as diversas necessidades missionárias da nossa Diocese de Roraima. Peço a Deus que envie sobre ela o seu Espírito e possa conduzi-la nessa missão que lhe é confiada em Moçambique”, destacou o bispo.

Além dos serviços pastorais, Irmã Antônia também desenvolveu um trabalho de acompanhamento espiritual. Durante nove anos, esteve junto à Equipe de Nossa Senhora, inicialmente como acompanhante espiritual.

Segundo os integrantes do movimento, a convivência ao longo dos anos fez com que a religiosa se tornasse mais do que uma acompanhante: passou a ser uma presença amiga e importante na caminhada de fé.

“Estamos com o coração cheio de sentimentos. Gratidão, saudade e, acima de tudo, alegria por sabermos que Deus a chama para a nova missão. Há nove anos, a senhora chegou à nossa equipe como acompanhante espiritual. Mas logo, ao longo dessa caminhada, tornou-se mais que isso”, disse Ivaneide Moura, da Equipe 05, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Para o padre David Romero, da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Irmã Antônia também deixa como marca a generosidade, a sensibilidade e a alegria vivenciadas no serviço à Igreja.

Uma nova missão

Durante a despedida, Irmã Antônia Storti também falou sobre os elementos que considera fundamentais para a vivência missionária. Para ela, oração, serviço, Palavra de Deus, escuta e alegria precisam caminhar juntos.

Oração que se faz serviço. O serviço que não pode ser feito sozinho, mas sempre com os outros. O serviço que é alimentado cada dia com a Palavra de Deus. A escuta, a escuta do Senhor e dos outros, e a alegria”.

Agora, a religiosa segue para uma nova etapa de sua caminhada. Moçambique será seu próximo destino missionário. Ela deixa Roraima levando as experiências vividas ao longo de 16 anos, além dos vínculos construídos com comunidades, grupos e pessoas que fizeram parte de sua missão no Estado.

Diocese de Roraima celebra posse de dois padres missionários

Nesta quarta-feira (26), a Diocese de Roraima celebrou a Missa de Posse dos padres Mattia Bezze, da Diocese de Pádua, e Giuseppe Danieli, da Diocese de Treviso, que passam a atuar oficialmente como missionários na Diocese de Roraima.

A celebração foi presidida por Dom Evaristo Spengler e reuniu a comunidade em um momento de acolhida e ação de graças pelo ministério dos sacerdotes.

Os padres já estavam atuando pastoralmente no município de Pacaraima, e a celebração marcou oficialmente o início do serviço missionário deles na Diocese de Roraima.

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Bispo da Diocese de Roraima alerta para tráfico de pessoas e vulnerabilidade de crianças e adolescentes nas fronteiras

Bispo da Diocese de Roraima alerta para tráfico de pessoas e vulnerabilidade de crianças e adolescentes nas fronteiras

Dom Evaristo Spengler destacou os impactos do garimpo ilegal, da migração e da posição geográfica de Roraima durante oficina realizada em Pacaraima

Bispo da Diocese de Roraima alerta para tráfico de pessoas e vulnerabilidade de crianças e adolescentes nas fronteiras
Foto: Joelma Costa

A realidade de Roraima, marcada pela fronteira internacional, pelo garimpo ilegal e pelo intenso fluxo migratório, amplia os desafios para a prevenção e o enfrentamento ao tráfico de pessoas, à exploração sexual e ao trabalho escravo. O alerta foi feito pelo bispo da Diocese de Roraima, Dom Evaristo Spengler, durante a oficina “Migrantes, Indígenas e o Combate ao Tráfico Humano”, realizada nesta quinta-feira, 27, em Pacaraima.

Promovida pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de Roraima (CEDCAR/RR), a atividade reuniu representantes do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA), instituições públicas, organismos internacionais e entidades que atuam na proteção de crianças e adolescentes na região de fronteira.

Além do bispo diocesano, estiveram presentes a chanceler da Diocese, Irmã Sofia Bouzada; os párocos de Pacaraima, padres Mattia Bezze e Giuseppe Danieli; e a secretária executiva da Cáritas Diocesana, Joelma Costa.

Durante a oficina, Dom Evaristo destacou que o tráfico de pessoas ainda é uma realidade pouco percebida pela sociedade, apesar dos relatos e situações de violência registrados no estado.

“Em 2024, a Comissão de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e ao Trabalho Escravo, da CNBB, esteve em Roraima. Durante as visitas realizadas pela comissão a diferentes estados do Brasil, era comum ouvir que, nesses locais, o tráfico era velado. Quando a comissão chegou a Roraima, porém, a conclusão foi outra: aqui, o tráfico é visível”, disse.

Segundo o bispo, três características do estado contribuem para aumentar a vulnerabilidade da população: a condição de fronteira, a presença do garimpo ilegal e o fluxo migratório.

“Eu quero ressaltar três coisas importantes em nosso estado. Nós somos um estado de fronteira. Somos um estado com muito garimpo ilegal. E aqui nós somos um estado com muitos migrantes. Essas realidades, elas potencializam o trabalho escravo e potencializam o tráfico de pessoas”, destacou.

Para Dom Evaristo, a localização geográfica de Roraima favorece a circulação de pessoas entre diferentes territórios e dificulta o controle sobre situações de exploração. O bispo também chamou atenção para os riscos enfrentados por pessoas atraídas por falsas oportunidades de trabalho no garimpo.

Outro ponto abordado durante a oficina foi a situação de pessoas migrantes que chegam a Roraima em busca de melhores condições de vida e podem se tornar vítimas de redes de exploração.

Igreja atua no enfrentamento ao tráfico humano

Durante a fala, Dom Evaristo também apresentou o histórico da atuação da Igreja Católica no enfrentamento ao tráfico de pessoas. Ele lembrou que a temática ganhou espaço na Igreja no Brasil a partir de iniciativas de conscientização e articulação com outras instituições.

Em 2014, a Campanha da Fraternidade teve como tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e o lema bíblico “É para a liberdade que Cristo nos libertou”, inspirado na Carta de São Paulo aos Gálatas.

O bispo explicou que, naquele período, ainda havia dificuldade para reconhecer o tráfico de pessoas como uma realidade presente no cotidiano.

“Naquela época eu trabalhava na Baixada Fluminense, nós fazíamos sempre todos os anos um curso para preparar as pessoas sobre a Campanha da Fraternidade. E naquele ano foi o tema mais difícil, porque na verdade as pessoas não acreditavam que essa realidade ainda fosse existente em nossos dias, no século XXI”, contou.

Dom Evaristo destacou que a falta de percepção sobre o problema contribui para que situações de exploração permaneçam invisíveis.

“As pessoas não conseguem levantar esse véu da realidade e perceber o que está por trás dela. Às vezes, algo está acontecendo debaixo dos nossos narizes, mas permanece invisível aos nossos olhos e não é percebido pela sociedade”, ressaltou.

Proteção de crianças e adolescentes

A oficina realizada em Pacaraima teve como objetivo fortalecer a articulação entre órgãos públicos, instituições e entidades que atuam na garantia dos direitos de crianças e adolescentes, especialmente indígenas e migrantes.

A programação incluiu discussões sobre o fortalecimento do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente, políticas públicas de proteção, ações realizadas pelas instituições que atuam na fronteira e a apresentação do Guia da Resolução nº 232 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA).

A atividade contou ainda com a participação da presidenta do CONANDA, Deila Martins, ampliando a articulação entre as ações locais e nacionais de proteção.

Ao final, Dom Evaristo reforçou a necessidade de ações permanentes para enfrentar as situações de exploração e proteger crianças e adolescentes.

“Estão debaixo dos nossos olhos e é preciso tomar providências sérias, para que mais uma vez as nossas crianças não sejam massacradas e as nossas crianças sejam respeitadas”, concluiu.

Equipes de resgate em ação após a inundação no Nepal

A dor do Papa pelas vítimas da inundação no Nepal

Leão XIV expressa seu pesar pelo desastre natural que atingiu o país por meio de um telegrama assinado pelo cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin. O Pontífice confia a Deus as almas daqueles que perderam a vida, reza pelas equipes de resgate e manifesta sua “proximidade espiritual” a todas as pessoas afetadas.
Equipes de resgate em ação após a inundação no Nepal

Leão XIV recebeu com “dor” a trágica notícia das numerosas vítimas e da “devastação” causada pela recente inundação que atingiu o Nepal. Em um telegrama assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, o Papa confia as “almas dos falecidos” à misericórdia de Deus e expressa suas “mais sentidas condolências” aos familiares das vítimas. Pelo menos 290 pessoas morreram e mais de 1.300 estão desaparecidas em decorrência da catástrofe natural. Os danos materiais são de grandes proporções: estradas, pontes, moradias e infraestruturas hidrelétricas foram destruídas. O Pontífice assegura sua “proximidade espiritual” a todas as pessoas atingidas por essa “tragédia”, garante suas orações por todos os “profissionais dos serviços de emergência”, que continuam empenhados nas operações de resgate, e invoca sobre todos a “proteção divina”.

  (AFP or licensors)

Grandes perdas humanas e materiais

Embora a causa do desastre ainda esteja sendo investigada por especialistas, imagens de satélite e análises sísmicas indicariam que ontem, quarta-feira, 26 de agosto, o colapso de uma geleira em grande altitude teria provocado a cheia repentina do rio Bhote Koshi, no distrito de Rasuwa, perto da fronteira entre o Tibete e a China. As localidades de Timure, Syaphrubesi e outros povoados ao longo do rio foram duramente atingidos pela inundação.

Fonte: Vatican News

A partir do Vaticano, a América Latina inicia um diálogo sobre as drogas

A partir do Vaticano, a América Latina inicia um diálogo sobre as drogas

O encontro internacional promovido pelo CELAM, pela CAL e pela OEA, de 25 a 27 de agosto, reúne experiências de prevenção, recuperação e integração.

A partir do Vaticano, a América Latina inicia um diálogo sobre as drogas
Alguns participantes do encontro internacional em Roma.

Não se trata apenas de falar sobre drogas. Nem apenas de falar sobre quem as consome. No Vaticano, o diálogo internacional sobre a resposta baseada na fé às drogas e ao recrutamento criminoso de jovens trouxe à tona uma questão mais profunda: que tipo de comunidades são necessárias para que um adolescente ou jovem encontre nelas um senso de pertencimento, acolhimento, dignidade e um projeto de vida antes que outros ocupem esse lugar.

De 25 a 27 de agosto, representantes da América Latina e do Caribe, juntamente com experiências provenientes da Ásia, África e Europa, participam do encontro “Resposta baseada na fé às drogas e ao recrutamento criminoso de jovens: um diálogo da América Latina e do Caribe para o mundo”, promovido pela Pastoral Latino-Americana de Acompanhamento e Prevenção de Dependências (PLAPA) do CELAM, pela Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL) e pela Comissão Interamericana para o Controle do Abuso de Drogas (CICAD) da OEA.

Por meio da metodologia das “Conversas no Espírito”, são criados espaços de escuta, reflexão, ressonância e discernimento coletivo para identificar desafios comuns e possíveis respostas. O congresso será encerrado com uma audiência com o Santo Padre Leão XIV, a quem serão apresentadas as conclusões deste evento.

A iniciativa tem suas raízes em uma experiência que surgiu na Argentina durante o período em que Jorge Mario Bergoglio era arcebispo de Buenos Aires: a “Grande Família” do “Hogar de Cristo”, voltada para a recuperação de jovens afetados por dependências e para acompanhá-los em sua reintegração social. A partir daí, a experiência começou a se expandir para a América Latina e, posteriormente, a se articular com a OEA. O resultado desse percurso é um método de acompanhamento que agora busca ampliar seu alcance por meio de um manual elaborado coletivamente.

Denise Ferreira, coordenadora nacional da Pastoral da Sobriedade do Brasil e que participa do evento, destacou à Rádio Vaticano – Vatican News, a relevância de integrar os esforços de organizações religiosas e voluntárias no enfrentamento dessas problemáticas.

Capilaridade pastoral e a força do voluntariado

Presença nas bases: a Igreja Católica possui uma ampla capilaridade que alcança periferias, centros urbanos, zonas rurais e comunidades vulneráveis, permitindo que as ações preventivas cheguem onde o Estado nem sempre está presente.

Rede de voluntários: no Brasil, a Pastoral da Sobriedade atua em articulação direta com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mobilizando voluntários comprometidos em oferecer acolhimento e auxílio na busca por sentido de vida.

Troca de experiências globais: o fórum no Vaticano possibilita o intercâmbio de práticas bem-sucedidas adotadas por diferentes países no tratamento e na prevenção às dependências.

A família como primeiro núcleo de proteção: Durante o encontro, ressaltou-se que a prevenção eficaz passa pelo fortalecimento do convívio e do diálogo familiar. O ambiente doméstico deve se consolidar como um espaço seguro e acolhedor para impedir que adolescentes e jovens busquem pertencimento em redes de criminalidade.

Convivência afeto-protetiva: o diálogo constante entre pais e filhos cria um refúgio seguro, reduzindo a vulnerabilidade dos jovens ao aliciamento externo.

Perguntas fundamentais de acompanhamento: a Pastoral orienta as famílias a manterem um acompanhamento atento por meio de três questionamentos básicos:

Onde o seu filho está neste momento?

Com quem ele está?

O que ele está fazendo?

Estratégia transversal nas ações da Igreja

Para além das iniciativas voltadas especificamente à dependência química, Denise Ferreira destacou a necessidade de aprofundar o debate sobre a prevenção ao recrutamento criminal em diversas frentes pastorais. A proposta é criar estratégias transversais que envolvam a catequese, a Pastoral Familiar e lideranças leigas, garantindo um enfrentamento sistêmico e contínuo dessa problemática nas comunidades.

 FONTE/CRÉDITOS: Sebastián Sansón Ferrari, Silvonei José — Vatican News

“Caminhar juntos” a serviço da Amazônia: encontro do Cardeal Leonardo Steiner com a Secretaria Executiva da CEAMA

Em um ambiente de comunhão, escuta e serviço eclesial, o Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, OFM, presidente da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), realizou sua primeira visita à sede da Secretaria Executiva da CEAMA, localizada nas instalações do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), em Bogotá, na Colômbia.

O encontro teve como objetivo fortalecer o caminho institucional e pastoral da CEAMA, compartilhar orientações e desafios e renovar o compromisso de acompanhar as igrejas locais, os povos e as comunidades da Amazônia. O dia contou com momentos de diálogo entre o Presidente e o Secretário Executivo, Marcelo Lemos, bem como uma reunião com a equipe da Secretaria Executiva. A agenda institucional incluiu, além disso, um momento de saudação e diálogo com o CELAM.

Participaram do encontro, juntamente com o Cardeal Steiner, Marcelo Lemos, Secretário Executivo; Irmã Carolina Forero, HJK, Assistente da Secretaria Executiva; Viviana Granada, Diretora Administrativa e Financeira; Libia Beltrán, Assistente Administrativa e Financeira; e Fernando Rueda, Coordenador de Comunicações.

Também acompanhou os assuntos relacionados à área administrativa e financeira o Pe. Jesús Huamán, vice-presidente da CEAMA para a vocação dos presbíteros e membro do Conselho Econômico.

De forma virtual, de Lima, onde participa no âmbito da Assembleia dos Bispos do Peru, conectou-se Dom Martín Quijano, bispo do Vicariato Apostólico de Pucallpa e bispo delegado da CEAMA. Durante esse encontro, foram compartilhados aspectos relacionados à visita que o Papa Leão XIV realizará a Pucallpa no próximo domingo, 15 de novembro, especialmente sob a perspectiva do significado pastoral e eclesial desse encontro para a Amazônia.

Um caminho compartilhado entre a CEAMA e o CELAM

Durante sua permanência na sede do CELAM, o Cardeal Steiner cumprimentou o Pe. Eric García (Secretário-Geral Adjunto do CELAM), com quem manteve um breve diálogo sobre os caminhos que o CELAM e a CEAMA trilham atualmente.

Esse gesto expressa a importância de continuar fortalecendo a articulação e a comunhão entre as instituições eclesiais que acompanham os processos pastorais da América Latina e do Caribe, particularmente no serviço à Amazônia.

Encerramos o encontro com a Eucaristia de envio

O encontro foi encerrado com a celebração da Eucaristia, presidida pelo Cardeal Leonardo Steiner. A celebração foi um momento de ação de graças pelo caminho percorrido e, ao mesmo tempo, de renovação do compromisso da CEAMA com uma Igreja que escuta, acompanha e serve a partir das realidades concretas dos povos e das comunidades da Amazônia.

Em sua homilia, o presidente da CEAMA convidou a contemplar a dinâmica do Evangelho em que “os últimos serão os primeiros”, ressaltando a força transformadora dessa perspectiva evangélica e a necessidade de se abrir a novas relações, nas quais o serviço, a escuta e a fraternidade ocupem um lugar central.

A reflexão adquire um significado particular para o caminho da CEAMA, chamada a continuar construindo uma Igreja com rosto amazônico, capaz de caminhar ao lado dos povos, reconhecer seus saberes e experiências e acompanhar suas buscas e esperanças. As comunidades da Amazônia são as primeiras no Reino.

Ao final da celebração, o Cardeal Steiner expressou sua gratidão à equipe da Secretaria Executiva pelo serviço que presta às igrejas locais na Amazônia. Ele reconheceu especialmente o trabalho cotidiano que, a partir das diferentes áreas, contribui para sustentar os processos de articulação, acompanhamento e animação da CEAMA.

Confiamos nossa jornada a Nossa Senhora de Aparecida, com quem quisemos tirar uma foto, certos de que ela acompanha nosso caminho de serviço missionário

Caminhar juntos para servir melhor

A visita do presidente da CEAMA permitiu fortalecer os laços entre a Presidência e a Secretaria Executiva, compartilhar responsabilidades e renovar uma convicção fundamental: O caminho da CEAMA constrói-se na comunhão, na participação e no serviço.

Nesse horizonte, a Secretaria Executiva continua colocando suas capacidades a serviço das igrejas locais e dos povos da Amazônia, compartilhando os processos que refletem a espiritualidade sinodal, na qual valores como a proximidade, a escuta e a tomada de decisões são fundamentais em prol da missão intercultural e comprometida com a vida.

O dia 18 de agosto torna-se, assim, um novo passo no caminho da CEAMA: caminhar juntos, ouvir juntos e servir juntos à Amazônia, a partir da comunhão eclesial e com o olhar voltado para os desafios e as esperanças dos povos que habitam este território.

Fonte: CEAMA