Programação inclui celebrações eucarísticas, procissões com o Santíssimo Sacramento e a tradicional confecção de tapetes.Pascom diocesana
Nesta quinta-feira, 04, a Igreja celebra a Solenidade de Corpus Christi. A expressão em latim significa “Corpo de Cristo”, celebrada sempre 60 dias após o Domingo de Páscoa.
A festa foi instituída pelo Papa Urbano IV após o Milagre de Bolsena, ocorrido na Itália em 1263. De acordo com a tradição da Igreja, durante uma celebração eucarística, uma hóstia consagrada teria apresentado sinais de sangue. A celebração recorda a presença de Cristo na Eucaristia e é o único dia do ano em que o Santíssimo Sacramento é levado em procissão pelas ruas.
O reitor do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, padre Luiz Botteon, destacou que Corpus Christi é o momento em que a comunidade católica manifesta publicamente a fé na presença real de Cristo na Eucaristia. “O pão já não é mais pão, mas o Corpo de Cristo. Da mesma forma, o vinho já não é mais vinho, mas o Sangue de Cristo. É o próprio Deus que se faz presente entre nós e se oferece como alimento para a nossa vida espiritual”, afirmou.
Tradição dos tapetes
Uma das marcas de Corpus Christi é a confecção dos tapetes ornamentais que recebem a passagem do Santíssimo Sacramento. A tradição surgiu em Portugal e chegou ao Brasil durante o período colonial. Os tapetes são produzidos com serragem, flores, areia e outros materiais. Foto: Pascom Diocesana
Padre Luiz ressalta que os tapetes manifestam o acolhimento e dignidade por onde o Santíssimo Sacramento passa. “Os tapetes confeccionados para a procissão de Corpus Christi representam o respeito, a fé e a devoção que a comunidade cristã dedica a Jesus presente na Eucaristia. Ao preparar esses tapetes, os fiéis manifestam o desejo de acolher o Senhor com dignidade, oferecendo um caminho ornamentado para a passagem do Santíssimo Sacramento pelas ruas da cidade”, disse.
Na Catedral Cristo Redentor, no Centro de Boa Vista, a celebração de Corpus Christi terá início às 6h30. A Santa Missa será presidida pelo bispo diocesano, Dom Evaristo Spengler. Em seguida, os fiéis seguirão em procissão até a Paróquia São Francisco das Chagas, no bairro São Francisco.
Programação:
PARÓQUIAS Área Pastoral do Centro 06h30 – Santa Missa na Catedral Cristo Redentor, em seguida procissão até a Igreja São Francisco. Paróquia Santo Antônio de Sant’Ana Galvão 19h00 – Comunidade Nossa Senhora de Guadalupe Rua Gideão, 584 – Nova Canaã Paróquia São Jerônimo 08h00 – Comunidade Nossa Senhora do Rosário Rua Udine Benedetti, nº 714 – Cinturão Verde Paróquia Santos Arcanjos 19h30 – Comunidade Santa Rita Rua Guanabara, 453 – Jóquei Clube ÁREAS MISSIONÁRIAS Área Missionária São Raimundo Nonato 17h00 – Comunidade Sant’Ana, na rua Raimundo Rodrigues Coelho, 600 – Sílvio Botelho. Em seguida, procissão com o Santíssimo Sacramento até a Comunidade Sagrada Família, na rua Barnabé Antônio de Lima, 912 – Alvorada. Área Missionária Sagrado Coração de Jesus 19h30 – Comunidade Nossa Senhora da Piedade Rua N, 360 – Cidade Satélite Área Missionária Santa Rosa de Lima 18h00 – Comunidade Nossa Senhora do Rosário,a na rua Raio de Lua, 55 – Aracelis. Após a missa, procissão até a Comunidade Nossa Senhora da Luz, na rua Universo, 1796 – Raiar do Sol. Área Missionária São João Batista 08h00 – Comunidade Nossa Senhora de Nazaré Rua Altair Pereira de Melo, 304 – Jardim Caranã 08h00 – Comunidade Santa Teresinha Rua Altair Pereira de Melo, 1098 – União 09h00 – Comunidade São João Batista Av. Parimé Brasil, 730 – Caranã PARÓQUIAS DO INTERIOR Paróquia São José Operário – Caracaraí 19h00 – Comunidade São José Operário Rua Sebastião Diniz, 257 Paróquia São Francisco de Assis – Rorainópolis 16h00 – Comunidade São Francisco de Assis – Nova Colina Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Mucajaí 17h30 – Praça Chaguinha Aguiar
Celebração realizada pela Diocese de Roraima reuniu comunidades da capital, do interior e das áreas missionárias no Parque Anauá.
Foto: Ewerthon Souza
Milhares de fiéis da Diocese de Roraima participaram, neste domingo (24), da Solenidade de Pentecostes 2026, realizada no Parque Anauá, em Boa Vista. A celebração, que recorda a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos cinquenta dias após a Páscoa, reuniu comunidades da capital, do interior e das áreas missionárias em um momento de oração, unidade e renovação da fé.
Com o tema “Coragem, eu venci o mundo” (Jo 16,33) e o lema “O Espírito Santo nos faz instrumentos de paz!”, a programação iniciou às 17h com animação, louvor e atendimento de confissões. A Santa Missa iniciou com a entrada das pastorais e movimentos, além da imagem de São Francisco de Assis, em referência ao Ano Jubilar Franciscano. Em seguida, Dom Evaristo Spengler conduziu a celebração, reunindo milhares de fiéis em oração e reflexão.
Foto: Pascom Diocesana
A celebração foi transmitida ao vivo pelo canal do YouTube da Rádio Monte Roraima FM 107,9 e pelas redes sociais da rádio e da Diocese de Roraima.
Além dos fiéis, a Solenidade de Pentecostes também reuniu autoridades, incluindo o governador interino de Roraima, Soldado Sampaio.
Durante a celebração, a imagem de Nossa Senhora de Fátima também foi conduzida até o altar, reforçando o pedido pela paz vivido ao longo da missa.
Neste ano, a celebração aconteceu no contexto do Ano Jubilar Franciscano e teve como principal reflexão o chamado à construção da paz em meio aos desafios enfrentados pela humanidade. Durante a homilia, Dom Evaristo destacou os conflitos internacionais, a violência e os desafios sociais vividos também na realidade local.
“O Papa Francisco alertava que o mundo vive uma terceira guerra mundial em pedaços. A guerra é sinônimo de destruição de vidas, destruição de sonhos, de afetos, de segurança, destruição da fraternidade, destruição da paz e da esperança”, afirmou.
Ao refletir sobre a realidade local, o bispo mencionou o crescimento das facções criminosas, roubos, tráfico de drogas, tráfico de armas, exploração sexual, trabalho escravo e outras formas de violência que afetam a sociedade. Segundo ele, Pentecostes é também um chamado à renovação da humanidade e ao fortalecimento de caminhos de paz.
“O Espírito Santo, Dom de Deus, não abençoa a morte. O Espírito Santo dá vida, renova, transforma, constrói a comunidade, faz nascer um novo ser humano. O Espírito Santo une os distintos credos em uma única missão. É dessa força renovadora, transformadora, doadora de vida, que viemos nos alimentar nesta celebração”, disse.
Durante a homilia, Dom Evaristo refletiu sobre o significado do milagre de Pentecostes e a importância da convivência fraterna, especialmente em Roraima, estado marcado pela diversidade cultural e presença de povos de diferentes origens.
“Na força do Espírito não há divisão, não há exclusão, o Espírito une a todos na mesma linguagem do amor”, destacou.
Ao falar sobre convivência e construção da paz, Dom Evaristo também relacionou a mensagem de Pentecostes ao período eleitoral, reforçando a importância do diálogo e do respeito às diferenças.
“Algumas eleições, no Brasil, dividiram famílias, dividiram comunidades, separaram amigos. O Espírito une, o diabo divide. Saibamos defender ideias, projetos, sem transformar adversários em inimigos”, afirmou.
Ao longo da homilia, Dom Evaristo ainda recordou os 11 anos da Encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, reforçando o cuidado com a casa comum, e recordou São Francisco de Assis como exemplo de fraternidade e construção da paz.
Foto: Ewerthon Souza
Como gesto concreto de solidariedade, a Diocese incentivou a doação de alimentos não perecíveis, destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social. A ação foi coordenada pela Cáritas Diocesana, com ponto de arrecadação instalado no local.
Segundo a secretária executiva da Cáritas, Joelma Costa, os cerca de 780 itens arrecadados serão destinados às pessoas acompanhadas pelos serviços sociais da igreja.
“Essa arrecadação de alimentos vai ser distribuída entre as Cáritas paroquiais e a Cáritas Diocesana. Pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social vão receber esse gesto de solidariedade”, afirmou.
Foto: Pascom Diocesana
Além da programação religiosa, pastorais e movimentos diocesanos participaram com a comercialização de lanches, artesanatos e artigos religiosos, fortalecendo o espírito de comunhão e participação comunitária.
A celebração também contou com o rito de apagamento do Círio Pascal, símbolo do Cristo Ressuscitado, marcando o encerramento do Tempo Pascal. Dentro do contexto do Ano Jubilar Franciscano, os fiéis também puderam vivenciar a indulgência plenária franciscana, reforçando o convite à reconciliação, à renovação espiritual e ao fortalecimento da caminhada de fé.
Considerada uma das maiores manifestações da fé católica em Roraima, a Solenidade de Pentecostes reuniu mais uma vez milhares de pessoas em um momento marcado pela espiritualidade, comunhão e renovação da missão cristã, reforçando o chamado para que os fiéis sejam instrumentos de paz e esperança.
A formação abordou comunicação digital, IA e redes sociais, reunindo participantes de diversos municípios de Roraima.
Foto: João Felipe – Pascom Diocesana
A Rádio Monte Roraima, PASCOM Diocesana e a Livraria Paulinas realizaram entre os dias 22 e 24 de maio o 3° Curso de Comunicação voltado para colaboradores, apresentadores, agentes de pastorais e comunicadores da Diocese de Roraima.
O primeiro dia de formação ocorreu no auditório da Rádio e reuniu colaboradores e apresentadores da emissora. Já o segundo momento aconteceu no Centro de Formação da Diocese, com a participação de agentes pastorais de diversos municípios do estado.
Com o tema “Comunicação digital, inteligência artificial e redes sociais”, a formação foi conduzida pela Irmã Gisely Pinheiro, fsp, das Irmãs Paulinas. A religiosa é graduada em Comunicação e Marketing pela UNIFACS e pós-graduanda em Digital Business pela USP/ESALQ.
Colaboradores e apresentadores da RádioComunicadores da Diocese de Roraima
Ao final do curso, a irmã destacou o envolvimento dos agentes e a importância da comunicação evangelizadora.
“Houve muito comprometimento dos pasconeiros, das pessoas que participaram e, principalmente, dos jovens nesse momento. Esse comprometimento me edificou. Fiquei feliz por ter participado e por estar aqui nesta Diocese de Roraima”, disse irmã Gizely.
A religiosa também deixou uma mensagem para a coordenadora da Pascom Diocesana, Kayla Silva, e para os comunicadores.
“Kayla para você, comunicadora, e para vocês, comunicadores da Diocese de Roraima, nunca percam sua essência. Nunca percam esse contato com a pessoa de Jesus Cristo. Ele é o nosso modelo de comunicador. Que possamos juntos levar a mensagem do Evangelho para cada vez mais pessoas”.
O curso também contou participação de representantes de municípios como Mucajaí, Caracaraí, Bonfim e Rorainópolis.
A participante Mariane Fagundes, da área missionária de Rorainópolis, falou sobre a importância da formação para fortalecer a evangelização nas comunidades.
“Eu não sou muito da área da PASCOM, faço parte de outras pastorais, mas me interessei muito porque é uma forma muito bonita de evangelizar. A minha área missionária está precisando focar muito nessa parte, então vai ser um apoio muito grande para nós”, disse Mariane.
Já Adriana Aloisio, do município de Bonfim, falou os aprendizados adquiridos durante os dois dias de formação.
“Uma experiência boa. Daqui levo muito aprendizado, muito conhecimento para a minha comunidade, para a minha igreja e também para as minhas crianças da catequese. Quero colocar em prática o que foi proposto nessa formação e estou muito feliz por participar desse curso”, contou.
No 135º aniversário da “Rerum novarum”, o Pontífice reflete, em sua primeira encíclica, “Magnifica humanitas”, sobre a Doutrina Social da Igreja na era da IA.
“A magnífica humanidade criada por Deus encontra-se hoje diante de uma escolha decisiva: erguer uma nova torre de Babel ou construir a cidade onde Deus e a humanidade habitam juntos”. O incipit da primeira encíclica de Leão XIV – Magnifica humanitas, “sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial” – resume suas razões fundamentais e seu objetivo. Publicada hoje, segunda-feira, 25 de maio, foi assinada pelo Pontífice no último dia 15 de maio, no 135º aniversário da promulgação da Rerum novarum de Leão XIII. E de seu predecessor, o Papa Prevost recolheu a herança, escrevendo uma encíclica social que aborda um dos principais desafios da época contemporânea: a inteligência artificial. Dividida em cinco capítulos, Magnifica humanitas parte de um pressuposto: a tecnologia não é uma “força antagônica em relação à pessoa” (4), nem “um mal em si mesma” (9). No entanto, ela “não é neutra, pois assume o rosto daqueles que a concebem, a financiam, a regulam e a utilizam”. Daí, o apelo do Pontífice para “construir o bem” e “permanecer humanos”, seguindo a lógica da corresponsabilidade corajosa e da comunhão.
No encontro com os participantes da conferência internacional “Preservar vozes e rostos humanos”, Leão XIV reiterou que o tema do uso das novas tecnologias no “está no coração da …
A Doutrina Social da Igreja
O primeiro capítulo – Um pensamento dinâmico fiel ao Evangelho – repercorre a Doutrina Social da Igreja (DSI) no magistério recente e no Concílio Vaticano II, destacando “o seu caráter dinâmico” (17). Longe de ser “um manual de princípios e normas a serem aplicados”, a DSI é antes uma “teologia da comunhão na história” (27) que orienta a leitura dos acontecimentos à luz do Evangelho. No segundo capítulo, Leão XIV enumera os Fundamentos e princípios da Doutrina Social da Igreja: entre os primeiros, inclui a dignidade da pessoa, criada à imagem e semelhança de Deus; a inviolabilidade dos direitos humanos, entre os quais o direito à vida “desde a concepção até ao seu fim natural”; o reconhecimento dos direitos das minorias, com especial atenção às mulheres, para que sejam verdadeiramente ouvidas e valorizadas (57).
Quanto aos princípios da DSC, Leão XIV aponta cinco: o primeiro é o bem comum, “forma social da dignidade reconhecida a cada um” (59). Em um ponto, o Papa é particularmente firme: “A promoção do bem comum nunca pode ser separada do respeito ao direito dos povos de existir, de preservar sua identidade e de contribuir com sua originalidade para a família das nações”. Consequentemente, “qualquer tentativa ou projeto de eliminar ou subjugar uma nação é gravemente imoral e, portanto, inaceitável” (64).
O Papa aprovou a instituição do órgão pelo cardeal Czerny, prefeito do Dicasterio para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, que será o coordenador. A Comissão é composta …
A tecnologia não deve estar nas mãos de poucos
O segundo princípio diz respeito à destinação universal dos bens: aí e em outros pontos da encíclica, Leão XIV insiste na necessidade de que as tecnologias não se concentrem nas mãos de poucos, alimentando a disparidade entre os incluídos e os excluídos da revolução digital (67). Daí decorrem o terceiro e o quarto princípios, a saber, a subsidiariedade (68) – que exige a superação do paternalismo e do assistencialismo em favor da corresponsabilidade – e a solidariedade (73), “princípio e virtude” que se opõe à indiferença.
A justiça social
O quinto princípio da DSC é a justiça social: na era digital, ela deve garantir a todos um acesso equitativo às oportunidades, proteger os mais vulneráveis, combater o ódio e a desinformação e submeter o uso das tecnologias ao controle público. Leão XIV aponta os migrantes como um “teste decisivo” nesse campo: a maneira como a sociedade os trata demonstra “se a ideia de justiça é guiada pelo medo ou pela fraternidade”. Daí, o apelo tanto para salvaguardar “o direito à esperança” daqueles que são forçados a partir, garantindo-lhes vias seguras e legais, acolhimento digno e integração; quanto para promover “o direito de permanecer” de cada um em sua terra, em paz e segurança, enfrentando “as causas profundas” das migrações (81). O Pontífice entende que os cinco princípios acima mencionados se dirigem também à Igreja, chamada a “um exame de consciência”, a ouvir as “vítimas de abusos espirituais, econômicos, institucionais, sexuais, de poder e de consciência”, pois isso “é parte integrante de um caminho de justiça, que compreende o reconhecimento do dano, a reparação justa e a prevenção” (89).
Um código ético para a IA
O terceiro capítulo – Técnica e domínio. A grandeza da pessoa humana diante das promessas da IA – ressalta que é preciso abordar a IA com cautela, mantendo clareza sobre as responsabilidades em todas as suas etapas (accountability) e apostando em políticas e marcos jurídicos adequados, vigilância independente e educação dos usuários. Acima de tudo, é necessário um código ético submetido a critérios de justiça social compartilhada, pois “não serve uma IA mais moral se essa moral for decidida por poucos” (107). Sem deixar de lado o impacto ambiental das novas tecnologias, que exigem grandes quantidades de energia e água, afetando a Criação (101).
Desarmar a IA
É preciso “desarmar a IA” – prossegue Leão XIV – para subtraí-la à lógica da competição militar, econômica e cognitiva; para romper a equivalência entre poder técnico e direito de governar; para subtraí-la aos monopólios e impedir que domine o humano. Amplo espaço é dedicado à crítica do transumanismo e do pós-humanismo, que interpretam o progresso como a superação dos limites do humano. Em vez disso, o limite não é um defeito a ser eliminado, mas uma dimensão constitutiva da pessoa, pois é na fragilidade e na finitude que amadurecem a relação e a abertura a Deus e ao outro. Fazer a tecnologia crescer eliminando os limites do humano significa, portanto, fazer o coração regredir. Magnífica e, ainda assim, ferida, a humanidade “não deve ser substituída nem superada”. A tecnologia pode aliviar seus sofrimentos e abrir-lhe novas possibilidades, mas não deve negá-la naquilo que lhe é próprio: “a capacidade de relação e de amor” (126). Diante da IA, a verdadeira alternativa não está entre o entusiasmo e o medo, mas entre duas formas de construir o progresso: a serviço da pessoa e dos povos ou das lógicas do poder (129).
Mensagem de Leão XIV, assinada pelo cardeal secretário de Estado Parolin, por ocasião da 102ª Jornada da Universidade Católica: “Um saber não orientado para o encontro e para a …
Uma ecologia da comunicação
No quarto capítulo – Preservar o humano na transformação. Verdade, trabalho, liberdade –, a encíclica defende uma “ecologia da comunicação” baseada na verdade. O Papa pede transparência nos critérios de seleção de conteúdos, proteção dos dados pessoais, um jornalismo sério fundamentado na argumentação e na verificação, uma nova consciência no uso “correto e crítico” da IA e a integração dos conhecimentos. Uma comunicação transparente e leal é exigida também da Igreja, sobretudo nos casos de injustiças e abusos. É fundamental também o apelo a uma aliança educativa renovada, para que nos jovens não se apague “o desejo de fazer perguntas” por causa de máquinas perfeitas que fazem parecer inútil o pensamento humano (140). Leão XIV pede ainda que se aposte na escola como lugar onde se aprende a “buscar e amar a verdade” (147).
A dignidade do trabalho
Na “quarta revolução industrial” representada pela transição digital, o Pontífice ressalta então a importância de proteger a dignidade do trabalho, projetando sistemas centrados na pessoa e não apenas no desempenho. A tecnologia pode certamente aliviar o homem de tarefas pesadas ou repetitivas, mas não deve levar ao desemprego em nome da redução de custos e do aumento do lucro. Nesse sentido, espera-se também uma renovação das organizações sindicais.
Paz e desenvolvimento
O Pontífice destaca, em seguida, a necessidade de superar o PIB como parâmetro do grau de desenvolvimento de um país, apostando, em vez disso, na dignidade do trabalho, na prosperidade compartilhada, na redução das desigualdades e na preservação do meio ambiente. A finança pela finança é, de fato, diferente da finança para o desenvolvimento (159-160). E, seguindo os passos de São Paulo VI, destaca-se a interdependência entre paz e desenvolvimento, almejando uma cooperação internacional capaz de definir estratégias comuns, sobretudo em favor dos países e dos grupos mais vulneráveis, pois a prosperidade contribui para a paz “somente se for difundida, inclusiva e sustentável” (163). É forte, ainda, a referência à família, fundada na união estável entre um homem e uma mulher: ela é “bem social primário”, “célula fundamental e insubstituível de toda organização comunitária” (165), que deve ser apoiada também por meio de políticas do trabalho em favor da estabilidade e de ritmos humanos, para assim proteger a capacidade social de “construir o futuro”.
Nos 50 anos do TG2, o telejornal do segundo canal da RAI na Itália, Leão XIV parabenizou pelo aniversário e recordou que a história do noticiário contada pelo convívio de “posições …
A “arquitetura da visibilidade”
Por fim, a questão da liberdade humana: numa época em que as plataformas digitais são projetadas para capturar o tempo dos usuários e explorar suas fragilidades, é preciso fortalecer a liberdade interior de cada um, enfrentando também o risco do controle social decorrente da coleta massiva de dados e do uso de sistemas algorítmicos. Perfilar, prever e orientar comportamentos, de fato, é “um novo poder” (171) que corre o risco de discriminar os mais fracos. O Papa deplora, em particular, a “arquitetura da visibilidade” que amplifica apenas o que é visível, moldando as opiniões.
Novas formas de escravidão e novo colonialismo
A IA também gera novas formas de escravidão, como a dos “corpos marcados, mutilados, consumidos” (173) daqueles que trabalham na extração das “terras raras” necessárias à tecnologia. Portanto, a luta contra as novas formas de escravidão é outro “teste decisivo para o discernimento ético” da transformação digital. Leão XIV ressalta que “a Igreja renova sua firme condenação contra toda forma de escravidão, tráfico e mercantilização de pessoas”. Ao mesmo tempo, o Papa pede “sinceramente perdão” pelo atraso com que a Igreja, no passado, condenou “o flagelo da escravidão” (174-176). A encíclica também faz referência às “novas terras raras do poder”, ou seja, as informações vitais – por exemplo, sobre saúde e demografia – utilizadas para orientar estratégias econômicas: trata-se de uma face inédita do colonialismo que transforma vidas pessoais em informações exploráveis, tornando o ambiente digital um “espaço de predação” (178-179).
Superar a teoria da “guerra justa”
No quinto capítulo — A cultura do poder e a civilização do amor —, Leão XIV volta seu olhar para a guerra: “A revolução digital está modificando a gramática dos conflitos” e, sem uma abordagem ética, as decisões sobre a vida e a morte das pessoas serão cada vez mais impessoais, com o recurso à força considerado uma “opção imediata e viável” (182-183). Na base de tudo está uma “cultura do poder” que normaliza a guerra e a reabilita como “instrumento de política internacional”, favorecendo o rearmamento. Sobre a opinião pública pesam hoje também as narrativas midiáticas polarizadoras, bem como “uma preocupante perda de memória histórica” que priva de uma visão de longo prazo (191). Consequentemente, hoje a paz não é mais entendida como uma tarefa a ser assumida, mas como um intervalo entre os conflitos. Por isso, Leão XIV reitera que – sem prejuízo do direito à legítima defesa no sentido mais estrito – é preciso superar a teoria da “guerra justa”, promovendo, em vez disso, o diálogo, a diplomacia e o perdão (192).
Em incisivo discurso na Universidade Sapienza de Roma, Leão XIV falou da vocação dos jovens de não se fecharem entre ideologias e fronteiras nacionais. E fez uma dura crítica …
Nenhum algoritmo torna a guerra moralmente aceitável
O Papa Prevost não deixa de deplorar o crescimento da indústria bélica, a corrida aos armamentos nucleares e o surgimento de novos atores armados – entre os quais os jihadistas – que visam perpetuar os conflitos como fonte de poder e de renda. É clara, ainda, a advertência contra o uso de armas ligadas à IA, pois “não existe algoritmo que possa tornar a guerra moralmente aceitável”. São necessárias restrições éticas rigorosas, compartilhadas internacionalmente, baseadas na responsabilidade pessoal e na proteção dos civis, pois “toda tecnologia que facilita atacar sem ver o rosto do outro abaixa o limiar moral do conflito” (199).
A crise do multilateralismo
A cultura do poder decorre também da crise do multilateralismo e do surgimento de um “multipolarismo desordenado e conflituoso” (201). A força do direito é substituída pelo direito do mais forte; as lógicas do poder prevalecem sobre a construção da paz e as instituições criadas para zelar pelo destino comum dos povos estão agora enfraquecidas. A esse respeito, o Papa deseja para a ONU “reformas profundas” que superem a atual crise de valores em favor do bem comum (226).
A civilização do amor
O cristão é chamado a responder à cultura do poder construindo “a civilização do amor” e escolhendo entre alimentar a lógica da força ou zelar pela paz. O Papa aponta cinco “caminhos de responsabilidade”: desarmar as palavras dizendo a verdade; construir a paz na justiça; assumir o olhar das vítimas tomando posição, pois há conflitos em que “não é justo permanecer neutro”; cultivar “um saudável realismo” que busque caminhos de paz viáveis com os fatos, não apenas com palavras. Por fim, relançar o diálogo, passando de uma cultura do poder para uma cultura da negociação. É decisivo também “o diálogo entre as religiões”, portador de uma mensagem de paz: “Quem usa o nome de Deus para legitimar o terrorismo, a violência ou a guerra trai o seu rosto” é a advertência de Leão XIV (223).
A magnífica humanidade
Ao concluir a carta, o Pontífice convida os fiéis a viver as novas tecnologias à luz do Evangelho, seguindo “um itinerário de vida cristã sóbrio e exigente”. Para que, mesmo na era da IA, todos possam testemunhar “a beleza de uma magnífica humanidade habitada por Deus”.
A celebração reúne milhares de fiéis no Parque Anauá para marcar o encerramento do Tempo Pascal.
Foto: João Felipe – Pascom diocesana
A Diocese de Roraima realiza neste domingo, 24 de maio, no Parque Anauá, a Solenidade de Pentecostes 2026. Com o tema “Coragem, eu venci o mundo” (Jo 16,33) e o lema “O Espírito Santo nos faz instrumentos de paz!”, a programação inclui confissão, louvor, animação, Santa Missa e gesto concreto de caridade.
As atividades começam às 17h com animação e louvor. Durante esse período, os fiéis poderão receber o sacramento da Reconciliação. A Santa Missa inicia às 18h e será presidida pelo bispo Diocesano, Dom Evaristo Spengler.
A Solenidade de Pentecostes recorda a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos reunidos no cenáculo, em Jerusalém, cinquenta dias após a Páscoa. A solenidade encerra o Tempo Pascal e marca o início de um novo tempo litúrgico para a Igreja.
O lema deste ano faz referência ao Ano Jubilar Franciscano, convocado pelo Papa Leão XVI e celebrado pela Igreja até janeiro de 2027. Segundo o bispo, Dom Evaristo Spengler, a celebração também será um momento de pedido pela Paz e de renovação na missão.
“Além desse encontro de confraternização e oração, o pedido pela paz também vai nortear a nossa celebração. É a força do Espírito Santo que nos conduz em missão neste Ano Jubilar Franciscano”, disse.
Foto: João Felipe – Pascom diocesana
Neste ano, a Diocese também incentiva a doação de alimentos não perecíveis, que serão destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social. A ação será coordenada pela Cáritas Diocesana, que terá ponto de arrecadação no local.
O evento também contará com vendas de lanches, artesanatos e artigos religiosos realizados pelas pastorais e movimentos da diocese.
A Diocese de Roraima realiza neste fim de semana, dias 09 e 10, uma Coleta Especial em apoio à Diocese de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, onde atua Dom Vanthuy Neto. A arrecadação ocorrerá durante as celebrações, no momento do ofertório, e também por meio do QrCode divulgado nas redes sociais da Diocese de Roraima.
Do valor arrecadado, 50% ficará destinado às comunidades da Diocese de Roraima e os outros 50% serão enviados para apoiar a missão da Diocese de São Gabriel da Cachoeira.
A Diocese amazonense atende 24 povos indígenas e possui mais de 90% da população indígena. A missão enfrenta desafios por causa das grandes distâncias e do difícil acesso às comunidades, feito quase totalmente pelos rios da região amazônica.
A campanha busca ajudar nas despesas missionárias da Igreja em São Gabriel da Cachoeira, considerada a maior diocese das Américas. O bispo de Roraima, Dom Evaristo Spengler, destacou as dificuldades enfrentadas pela evangelização na Amazônia.
“Nós sabemos que a diocese enfrenta muitos desafios. São longas distâncias. É a maior diocese das Américas. Dom Vanthuy e os missionários precisam se deslocar, muitas vezes pelos rios, com grandes gastos de combustível e pouquíssimos recursos para manter a missão naquela região. Eu já trabalhei em uma diocese assim, que também enfrentava dificuldades de sustentabilidade. É sempre um desafio e uma preocupação: como manter os missionários, garantir alimentação e combustível para chegar até as comunidades”, disse Dom Evaristo.
Na Diocese de São Gabriel da Cachoeira, praticamente todo o deslocamento ocorre por voadeiras e pequenas embarcações. A realidade aumenta os custos com combustível e dificulta o trabalho missionário nas comunidades mais afastada.
Hoje, a diocese conta atualmente com apenas 19 padres e cerca de 35 religiosas para atender as comunidades espalhadas pela região. Dom Vanthuy Neto ressaltou os desafios da missão.
“Lá são faladas 18 línguas, então os desafios são enormes. O primeiro deles é a locomoção. Diferente da Igreja de Roraima, em São Gabriel da Cachoeira quase tudo é feito por voadeira e pequenos barcos. Isso gera um custo muito alto com combustível, não apenas nas minhas viagens, mas em todos os deslocamentos realizados pelas paróquias. São Gabriel possui apenas uma estrada de 80 quilômetros. Outro desafio é o número reduzido de missionários. Também enfrentamos o desafio da convivência e da proximidade entre os missionários. Em São Gabriel, os encontros acontecem apenas duas vezes por ano, durante o retiro dos presbíteros e da vida religiosa consagrada, além de um encontro anual de assembleia ou formação das lideranças”, contou.
O bispo agradeceu ainda o gesto de solidariedade da Igreja de Roraima e o apoio dos fiéis à missão desenvolvida junto aos povos indígenas.
O Papa Leão XIV celebra o primeiro aniversário de sua eleição à Sé de Pedro em 8 de maio de 2026. Doze meses marcados por audiências, encontros, mensagens, grandes viagens ao Oriente Médio e à África, pelo Consistório com o Colégio Cardinalício, ajustes e renovações na Cúria Romana e por um compromisso com a paz expresso em vigorosos apelos e pelo trabalho diplomático nos bastidores.
O primeiro Habemus Papam, em 8 de maio de 2025, foi anunciado pela multidão reunida na Praça São Pedro ao ver o primeiro fio de fumaça branca que saiu da chaminé da Capela Sistina. Em seguida, veio o anúncio do Cardeal Protodiácono, às 19h12 locais: “Robertum Franciscum…” Por fim, a aparição do balcão central da Basílica Vaticana às 19h23 locais: vestindo uma murça vermelha, mãos unidas, um leve sorriso, olhos marejados de emoção. Robert Francisco Prévost é o 267º Sucessor de Pedro: Leão XIV.
“Que a paz esteja com todos vocês.”
Ao cair da tarde deste mesmo dia, doze meses atrás, a história bimilenar da Igreja iniciou um novo capítulo com a eleição de um novo Pontífice, escolhido num conclave rápido por 133 cardeais. O primeiro Papa oriundo dos Estados Unidos, nascido 69 anos atrás em Chicago, de espírito peruano depois de mais de 22 anos vividos naquele país latino-americano. Um “filho de Santo Agostinho”, proveniente da Ordem Agostiniana, da qual serviu dois mandatos como Prior Geral. Um Papa de origens mistas, especialista em matemática, línguas e Direito Canônico, pároco e bispo de Chulucanas, Trujillo e Chiclayo, e cardeal prefeito do Dicastério para os Bispos. Um Pontífice com uma formação multifacetada, que se dirigiu ao mundo em sua primeira aparição em italiano, espanhol e latim, lendo um texto de sua autoria, no qual a palavra “paz” apareceu dez vezes.
Esforços pela paz
Por esta paz — “desarmada e desarmante”, como ele a definiu em 8 de maio, com uma expressão que se tornou uma marca registrada de seu pontificado — o Papa Leão XIV fez apelos vigorosos ao longo deste ano: de o “Nunca mais a guerra!”, no primeiro Regina Caeli do balcão central da Basílica Vaticana, ao apontar o dedo para os senhores da guerra cujas mãos “pingam sangue”, durante a missa do Domingo de Ramos (29 de março), e ao denunciar quem é “escravo” da morte “para fazer de si mesmo e do próprio poder o ídolo mudo, cego e surdo ao qual sacrifica todos os valores e diante do qual pretende que o mundo inteiro se ajoelhe”, expresso na Vigília de Oração pela Paz na Basílica de São Pedro, em 11 de abril.
Pela paz, Leão encontrou-se com representantes do Hezbollah no Líbano, recebeu os presidentes da Palestina e de Israel, Abbas e Herzog, para reiterar a ambos a urgência do cessar-fogo em Gaza e da solução de dois Estados, e manteve conversas telefônicas com vários líderes de nações em guerra, incluindo o presidente russo Vladimir Putin, que durante o pontificado anterior do Papa Francisco não havia mostrado nenhum sinal de interlocução.
Apelos públicos e trabalho “nos bastidores”
Leão XIV promoveu o trabalho diplomático pela paz, talvez menos visível ao público em geral e aos holofotes da mídia, mas fundamental para a nobre causa do bem dos povos, objetivo primordial da Igreja. Esse trabalho acontece “nos bastidores”, como ele próprio confidenciou a jornalistas no voo de retorno do Líbano, destino de sua primeira viagem apostólica junto com a Turquia: “Nosso trabalho não é, primordialmente, algo público que declaramos nas ruas; é algo que acontece ‘nos bastidores'”. É algo que já fizemos e continuaremos a fazer, para tentar, digamos, convencer as partes a abandonarem as armas, a violência e a se reunirem à mesa de diálogo”.
Estas declarações do Papa são a chave para muitas iniciativas lançadas neste primeiro ano de pontificado, começando pela primeira disponibilidade, poucos dias após a sua eleição, de abrir as portas do Vaticano para acolher as negociações entre a Rússia e a Ucrânia. Esta proposta foi recebida com ceticismo por parte dos russos e entusiasmo por parte dos ucranianos, expresso pelo presidente Volodymyr Zelensky, com quem o Papa se encontrou três vezes. Duas dessas ocasiões foram em Castel Gandolfo, onde — após doze anos — Leão XIV retomou o retorno à residência de verão, deixando a Residência Papal como museu aberto ao público e passando a residir na Villa Barberini. Esta residência tornou-se familiar a muitos jornalistas que se encontram com o Papa todas as terças-feiras à noite, depois de ouvirem as suas declarações e observações sobre assuntos da atualidade. Ou apelos, mesmo que breves, mas sempre com o objetivo de instar os “grandes líderes mundiais” a “pôr fim à guerra” e trabalhar pela paz “não com armas”, mas “com diálogo”, ou a estimular a ação popular, como quando, após o ataque dos EUA ao Irã, ele exortou seus compatriotas estadunidenses a “encontrarem maneiras de se comunicar com os ‘membros do Congresso’, com as autoridades, para dizer que não queremos guerra, queremos paz!”. Essa ação sem precedentes provocou uma reação da administração dos Estados Unidos, com o presidente Donald Trump criticando duramente o Pontífice no mesmo dia em que ele embarcava para a Argélia, destino, juntamente com Camarões, Angola e Guiné Equatorial, de sua até então viagem apostólica mais longa (13 a 23 de abril). Solicitado por jornalistas no avião, o Papa não respondeu a essas críticas, mas sim recordou seu papel e missão: o de “pastor” e não o de “político”. Portanto, “nenhum debate” com Trump, nem “medo” de potenciais ataques daquela administração, mas apenas a missão de proclamar a “mensagem do Evangelho”, que infelizmente alguns hoje abusam. Palavras reiteradas recentemente em Castel Gandolfo: “A Igreja proclama o Evangelho, prega a paz. Se alguém quiser me criticar, que o faça com a verdade.”
Entre os dias 4 e 5 de maio, o Centro de Formação Maromba (AM), sediou o 2º encontro presencial dos chanceleres do Regional Norte 1 da CNBB.
Entre os dias 4 e 5 de maio aconteceu o 2º encontro presencial dos chanceleres da Arquidiocese, Dioceses e Prelazias do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), no Centro de Formação Maromba, em Manaus. Além de fortalecer a caminhada sinodal de cada uma de nossas Igrejas Particulares, o encontro é uma oportunidade de oração e troca de experiências dos caminhos da Evangelização e do funcionamento das Cúrias com seus processos sacramentais e gestão dos registros de documentos.
O Código do Direito Canônico indica que o Chanceler é responsável por cuidar da redação dos documentos da cúria e do seu arquivamento (Código de Direito Canônico, c. 482, § 1). Nessa perspectiva, incentivados por Ir. Sofia Quintans, Chanceler da Diocese de Roraima, surgiu a necessidade de unificação dos processos das chancelarias do regional. A partir disso, o primeiro encontro de formações foi realizado em 2025, antecedendo a reunião da Comissão de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis do Regional Norte 1, da qual todos os chanceleres participam.
Ainda em 2025, Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar de Manaus, foi escolhido para assessorar a equipe. Entre as atividades realizadas, os membros participaram de um curso on-line intensivo com uma grade curricular sistemática, acadêmica e prática para todos que trabalham nesse setor das cúrias, inclusive leigos e leigos.
A particularidade de cada Igreja
No último domingo (4), cada Chanceler apresentou a Cúria e Chancelaria de sua Prelazia e Diocese, destacando os pontos importantes da realidade vivenciada com fotos, dados reais e processos de sua Chancelaria-Secretaria. O panorama da Arquidiocese de Manaus, das Dioceses de Borba, Coari, do Alto Solimões, de Parintins e Roraima e das Prelazias de Itacoatiara e Tefé permite compreender a particularidade que cada uma apresenta.
“Cada chanceler trouxe apresentações, em PowerPoint, sobre os processos vividos nas cúrias, apresentações um panorama e dinâmica vivido por toda Igreja local. Trouxeram dados como quantidades de padres, congregações, paróquias. Neste sentido, foi possível que cada um tenha ideia de como caminha cada Igreja Particular, sentindo as necessidades e luzes presentes no caminho sinodal”, explicou Juliana Martins, Chanceler da Prelazia de Tefé.
Unificação do Processo Sacramental
Além das apresentações das dinâmicas de atuação, o grupo também abordou o Processo sacramental matrimonial com os documentos e roteiro seguidos em cada Diocese ou Prelazia. A intenção é, dentro das possibilidades de cada realidade, unificar o processo canônico- documental em todo o regional. Essa alternativa busca um consenso para quais são os documentos, canonicamente, são necessários.
“A gente tem a curiosidade de saber como que cada um trabalha, como é que é o procedimento na sua diocese. Não é que a gente vai dizer que o certo é lá em Coari, o certo é lá em Manaus, não. Hoje nós vamos chegar ao denominador comum, como é que nós trabalhamos e como é que a gente poderia trabalhar juntos essa unidade”, enfatizou Pe. Flávio Gomes, chanceler da Arquidiocese de Manaus.
Sinodalidade e unidade
Pela manhã do dia 5, os chanceleres estiveram na Cúria Arquidiocesana, aprofundando o estudo sobre os documentos que não podem faltar no arquivo da Chancelaria, os livros de registros sacramentais e a organização de arquivos e documentos. A formação, ministrada por Abigail Antony, arquivista da Arquidiocese de Manaus, e por Pe. Flávio Gomes, destaca a importância dos documentos assinados pelos bispos e chanceleres, reforça a caminhada de unidade entre as Igrejas e qualifica o trabalho realizado em nossas Dioceses e Prelazias.
“Então, essa equipe a nível regional, a nível de Brasil, esse grupo chanceleres no Norte 1, apresenta para nós aquilo que o Papa Francisco já dizia, que a questão sinodal é a unidade. E é isso que nós estamos fazendo, caminhando junto, para que a gente possa dar essa qualificação maior para o nosso Regional Norte 1”, completou Pe. Flávio.
Durante a tarde, os participantes avaliaram os dias de formação, organizaram as novas programações, como as próximas reuniões de chanceleres, on-line. Também participaram os chanceleres Pe. Josinaldo Placido, da Diocese de Coari, Pe. Marcos Aurélio, da Diocese de Parintins, Pe. Danilo Monteiro, da Prelazia de Itacoatiara, Pe. Jair Vieira, da Diocese de Borba e Diác. João Souza, da Diocese do Alto Solimões.
FONTE/CRÉDITOS: Por Emmanuel Grieco – CNNB Norte 1
Programação ocorreu nos dias 3 e 4 de maio, com visitas e celebrações em Jundiaí, São Paulo.
No último sábado (2), após participar da missa de posse de Dom Mário Antônio como novo arcebispo da Arquidiocese de Aparecida, o bispo diocesano de Roraima, Dom Evaristo Spengler, realizou visita à Diocese de Jundiaí (SP) para celebrar os 10 anos de parceria missionária entre as duas dioceses.
O bispo foi acolhido na residência episcopal de Dom Arnaldo Carvalheiro. A visita reuniu também o bispo emérito, Dom Vicente Costa e 16 padres que já atuaram em missão em Roraima.
Atualmente, a Diocese de Jundiaí mantém três padres em missão no estado. Eles atuam nos municípios de Caroebe, São João da Baliza e São Luiz do Anauá, com foco na evangelização e no fortalecimento das comunidades.
A programação foi realizada nos dias 03 e 4 de maio. As atividades incluíram celebrações na Catedral e no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Jundiaí. Dom Evaristo também visitou seminaristas e outras realidades da diocese, como o município de Várzea Paulista.
Durante a visita, o bispo destacou a importância da parceria missionária e agradeceu pelos frutos alcançados ao longo da dessa década.
Ao final, Dom Evaristo convidou bispos e padres da Diocese de Jundiaí para retornarem a Roraima no mês de julho. A Diocese realizará uma missa em ação de graças pelos 10 anos da missão.
O Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Seul 2027 anuncia os cinco Santos Patronos da Jornada Mundial da Juventude 2027, que será realizada em Seul. Para cada Jornada Mundial da Juventude, santos padroeiros são escolhidos como modelos de fé para os jovens e como guias pelo testemunho de suas vidas e espiritualidade.
Para a JMJ Seul 2027, os santos foram selecionados à luz dos temas espirituais do evento: verdade, amor e paz. Os cinco Santos Patronos da JMJ Seul 2027 são:
– São João Paulo II (1920–2005) — fundador da Jornada Mundial da Juventude, lembrado por sua atenção aos jovens, à família e à dignidade da vida humana. – Santo André Kim Taegon (1821–1846) e companheiros — o primeiro sacerdote católico coreano, um símbolo de fé e coragem, martirizado ainda jovem. – Santa Francisca Xavier Cabrini (1850–1917) — missionária conhecida por seu cuidado com migrantes e pobres. – Santa Josefina Bakhita (1869–1947) — ex-escrava que se tornou freira e testemunha de esperança, liberdade e fé transformadas pelo sofrimento. – São Carlo Acutis (1991–2006) — um jovem santo da era digital cuja vida permanece um modelo de evangelização digital.
O processo de seleção teve início no final de 2024 e incluiu uma pesquisa nacional com jovens, líderes de jovens e educadores, seguida por uma análise dos candidatos e uma seleção final pela COL.
Após a seleção, um grupo de jovens voluntários passou dois meses estudando a vida e a espiritualidade dos cinco Santos Patronos. Por meio de oração, discussão e reflexão conjunta, eles prepararam uma oração específica e um símbolo representativo para cada santo, buscando expressar o testemunho singular que cada um oferece à juventude atual.
O cardeal Kevin Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, afirma que “os santos patronos desempenham um papel fundamental na preparação de cada Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Eles convidam os jovens, educadores e pastores a refletir sobre o dom do chamado de Deus sobre vocação batismal, sacerdotal, religiosa e matrimonial, encorajando-nos a responder a ela com generosidade e coragem, seguindo Cristo, que venceu o mundo, como nos redorda o tema da próxima JMJ.”
“Que o testemunho desses santos patronos – conclui Farrell – inspire os jovens de todo o mundo, especialmente em contextos marcados por dificuldades e perseguições, a perceberem que a santidade não é um ideal distante, a fixarem o olhar em Cristo e a responderem generosamente ao Seu chamado.”
O arcebispo Peter Soon-taick Chung de Seul, presidente do Comitê Organizador Local da JMJ Seul 2027, afirmou que “esses santos patronos transcendem continentes e gerações, e cada um oferece um caminho concreto para vivenciar sua fé nas realidades que os jovens enfrentam hoje. Espero que os jovens descubram nesses santos exemplos para suas próprias vidas e, por meio da jornada de preparação para a Jornada Mundial da Juventude, estabeleçam uma profunda conexão espiritual com eles.”
O Comitê Organizador Local continuará apresentando a vida e a espiritualidade dos santos patronos por meio do site oficial da JMJ Seul 2027 e das redes sociais, além de desenvolver conteúdo e programas adicionais para ajudar os jovens a se envolverem mais profundamente com seu testemunho.
Em concomitância com este anúncio, o Comitê Organizador Local está lançando um recurso interativo intitulado “Descubra seu Santo Padroeiro!”. Concebido no estilo de testes de personalidade e quizzes interativos muito populares entre os jovens atualmente, o recurso convida os usuários a responderem a uma série de perguntas de múltipla escolha para descobrir qual dos cinco santos padroeiros mais se assemelha à sua personalidade.