Diocese de Roraima participa do Pré-Congresso Vocacional em Manaus

Diocese de Roraima participa do Pré-Congresso Vocacional em Manaus

Encontro reuniu representantes do Regional Norte 1 da CNBB e prepara a Igreja no Brasil para o 5º Congresso Vocacional, que será realizado em setembro

Diocese de Roraima participa do Pré-Congresso Vocacional em Manaus
Fotos: SAV

O Serviço de Animação Vocacional da Diocese de Roraima (SAV) participou, entre os dias 10 e 12 de julho, do Pré-Congresso Vocacional 2026, realizado no Centro de Formação Maromba, em Manaus (AM). O encontro reuniu representantes das dioceses e prelazias do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como preparação para o 5º Congresso Vocacional do Brasil, que acontecerá de 4 a 6 de setembro, em Aparecida (SP).

Com o tema “Comunidades Vocacionais: encontro, testemunho e missão” e o lema “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46), o pré-congresso promoveu o estudo do Texto-Base do congresso nacional e momentos de formação, espiritualidade, convivência e partilha entre os participantes.

Para o bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, Dom Zenildo Lima, a animação vocacional deve estar profundamente ligada à vida das comunidades.

“Redescobrimos, a partir do Texto-Base do 5º Congresso Vocacional, a importância das nossas comunidades eclesiais. Não podemos distanciar a animação vocacional da missão das nossas comunidades. É nelas que acontecem o encontro, o testemunho e a missão”, afirmou.

A irmã Uezineire Ribeiro, membro do Serviço de Animação Vocacional (SAV), destacou que a participação no encontro fortalece o trabalho desenvolvido na diocese, especialmente no acompanhamento dos jovens e no fortalecimento do serviço vocacional.

Segundo ela, também é fundamental investir na iniciação à vida cristã desde a infância para despertar novas vocações e fortalecer o compromisso das comunidades com esse processo.

O encontro contou com a assessoria do padre Valmir de Costa (RCJ), que ressaltou que os participantes retornam às suas dioceses com a missão de multiplicar a experiência vivida durante o encontro.

“Cada participante é convidado a levar para sua diocese essa experiência comunitária vocacional, construída por meio da reflexão, da oração, da convivência e da partilha, para que toda a Igreja possa viver cada vez mais como uma comunidade vocacional”, disse.

Diocese de Roraima conclui curso de Teologia Pastoral com formação de 13 agentes

Turma iniciou os estudos em 2024 e concluiu a formação após dois anos; nova turma já está com matrículas abertas.

Foto: Pascom Catedral

A Diocese de Roraima concluiu, neste domingo (12), o Curso de Teologia Pastoral com uma Missa em Ação de Graças, na  Catedral Cristo Redentor, que marcou a formatura de 13 agentes. A turma iniciou a formação em 2024 e, ao longo de dois anos, participou de aulas realizadas aos sábados.

Durante o curso, os participantes estudaram disciplinas voltadas à formação pastoral e teológica, como Cristologia, Eclesiologia, Sagrada Escritura, Pneumatologia, Mariologia, História da Igreja, Antropologia, Psicologia e Liturgia. Os conhecimentos adquiridos servirão de base para a atuação dos formandos nas diversas pastorais e serviços da Igreja.

De acordo com o padre Deivith Zanioli, a formação busca preparar agentes pastorais para exercerem suas atividades com maior conhecimento da fé e da missão da Igreja.

Uma nova turma do Curso de Teologia Pastoral já teve início neste ano e segue com matrículas abertas. As aulas começam no dia 1º de agosto. Os interessados podem procurar a Cúria da Diocese de Roraima para obter informações sobre inscrições e participação.

Cardeal Steiner: Somos todos vocacionados a semear a Palavra

Somos todos vocacionados a semear a Palavra. Foram as palavras do cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus, durante celebração Eucarística das 7h30, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição. Os mais de 70 congressistas do Pré-Congresso Vocacional Regional estiveram presentes na celebração que marcou o último dia do encontro. Em sua homilia o cardeal recordou que todos somos convidados a ser terra fértil que dá frutos, e nos leva à plenitude da vida.

Os bispos Dom Wilfried Theising, auxiliar da Diocese de Münster (Alemanha), em visita à Arquidiocese de Manaus e Dom José Albuquerque, da Diocese de Parintins e Referencial para o Serviço de Animação Vocacional Nacional (SAV) concelebraram a Eucaristia.

Além de Pe. Valmir Costa, coordenador do Departamento de Formação do Instituto Pastoral Vocacional (IPV), assessor do pré-congresso; os padres Leonardo dos Santos, assessor do SAV arquidiocesano e Pedro Cavalcante, Reitor do Seminário Arquidiocesano São José; Pe. Alex Mota, da Prelazia de Itacoatiara, os padres Marco Aurélio e Lyvio Costa, da Diocese de Parintins; Pe. Josinaldo da Silva, da Diocese de Coari e Pe. Pedro Cezar do Amaral, de Tabatinga, Diocese do Alto Solimões.

Você confere abaixo a homilia do cardeal Leonardo Steiner:

O semeador saiu a semear. A palavra que desde toda a eternidade está semeando. Desde toda a eternidade está semeando. Semeou, estrelas, semeou sóis, luas, plantas, águas, animais. Vemos a mão generosa que lança sementes e que os números não controlam, os cálculos enlouquecem. Não foi a Palavra que tudo criou, nos gerou? Semeou um povo que gerou o Filho de Deus, a filha de Sião, e semeou esperança, libertação, coragem, fidelidade, e continua a semear. E nós somos os receptadores, receptadoras da Palavra. A Palavra do amor, a Palavra da conversão, a Palavra da esperança, a Palavra da libertação, a Palavra do afeto.

Quantas sementes a quase enlouquecer o nosso coração. O semeador é esparramar palavras. Quase nos foi dado vir o cair das sementes pela abundância do semeador. Generoso, abundante, desmedido, a semear. Semeia à beira do caminho, semeia entre pedras, entre espinhos, até encontrar a terra boa. Semeia, semeia sempre. Teimosamente semeia. Não houve lugar onde as sementes não caíssem. E semeou, espalhou, espargiu como se desejasse que toda a terra recebesse o dom da semente. Não que distribuísse as sementes, pois era generoso demais em apenas entregar ou deixar cair.

Ao lançar com a mão semeadora, buscava espaços para que a semente pudesse germinar, mais, frutificar. Sementes irradiadoras não porque sobrassem, mas porque ele procura e busca o lugar para germinar e frutificar. Talvez possam crescer também à beira do caminho, talvez até entre pedras, talvez até entre espinhos. E na medida em que acompanhamos a palavra que é lançada em todas as direções, em todos os espaços, somos tomados de uma espécie de encanto, admiração pela abundância, a generosidade do semeador. Esperança de quem ao semear deseja germinação, frutificação. A sementeira foi feita pelos apóstolos e pelos profetas, mas é Jesus quem semeia, nos diz Santo Agostinho.

Semeando, pois, entre as nações, o que disse Cristo? Um semeador saiu a semear. No outro texto, os semeadores foram enviados para colher. Agora, o semeador sai para semear. Não se queixa, no entanto, do trabalho. Com efeito, que importa que o grão de trigo caia beiro do caminho sobre as pedras ou entre espinhos? Se ele se deixasse desencorajar por esses lugares ingratos, não avançaria e não chegaria até a terra boa. É de nós que fala o texto, nos diz Santo Agostinho.

Ele está a falar de cada um de nós. Seremos esse caminho, essas pedras, esses espinhos? Somos a terra boa? Dispomos o nosso coração para produzir 30 vezes, 60 vezes, 100 vezes, poderíamos dizer mil vezes. 30 vezes, mil vezes, sempre trigo, apenas trigo. A graça, a força da Palavra. Não sejamos mais esse caminho onde a semente é pisada por quem passa e onde o nosso inimigo agarra. Nem essas pedras onde a terra é pouco profunda faz germinar rapidamente um grão que não consegue resistir ao calor do sol. Nunca mais esses espinhos, as ambições deste mundo, esse hábito de fazer o mal. E conclui Santo Agostinho, com efeito, que coisa pior pode haver do que aplicar todos os esforços a uma vida que impede chegar à plenitude da vida? Que coisa mais infeliz que escolher a vida para perder a vida? Que coisa mais triste que temer a morte para sucumbir ao poder da morte? Arranquemos os espinhos, preparemos o terreno, recebamos a semente, aguentemos até a colheita, aspiremos por poder dar muito fruto.

Então, queridos irmãos, queridas irmãs, dispomos a nossa pessoa, o nosso ser, para sermos aqueles, aquelas que produzem 100 vezes mais, 60 vezes mais, 30 vezes mais. Não sejamos esse caminho onde a semente é pisada por quem passa, não sejamos as pedras com pouca umidade, não sejamos os espinhos que sufocam a graça da Palavra. Jesus é o semeador, mas ao mesmo tempo a semente.

A Palavra, a Palavra que saiu de Deus e veio semear, e semeia e continua a semear sempre, senão não estaríamos aqui, senão não faríamos um pré-congresso vocacional, se não tivéssemos recebido a graça da Palavra, a semente da Palavra de Deus. A generosidade e a gratuidade de quem semeia não está preocupado com o grão de trigo que cai à beira do caminho, sob as pedras ou entre os espinhos. Ele se deixa desencorajar por esses lugares ingratos? Não, porque senão não avançaria até a terra boa. Não importa o terreno, as dificuldades ou contrariedades, muito menos as perspectivas de sucesso da colheita. O que importa é semear, é espargir.

Como Deus, queridos irmãos e irmãs, é extraordinário, está insistentemente semeando em cada um de nós. Semeando em cada um de nós em todas as nossas situações existenciais em todos os nossos fechamentos e distrações em todas as nossas rejeições e afastamentos em todas as nossas recusas assim mesmo ele semeia não deixa de semear sejamos então terra boa.

A terra é boa, o semeador o mesmo e as sementes as mesmas, e, no entanto, como é que um deu 100, outro 60, outro 30? Aqui a diferença depende também de quem recebe, isto é, de cada um de nós. Porque mesmo sendo a terra boa, há muita diferença entre uma parcela do terreno e outra. Pois vê que a culpa não é do lavrador, nem da semente, mas da terra que recebe. Na transformação, queridos irmãos, queridas irmãs, somos enviados como semeadores e semeadoras.

Pré-Congresso Vocacional

O cardeal recordou a participção dos irmãos e irmãs que participaram do pré-Congresso Vocacional Regional. Ele foi uma preparação para o Congresso Vocacional Nacional, que terá como tema “Comunidades Vocacionais: Encontro, Testemunho e Missão” e acontecerá na cidade de Aparecida (SP), de 4 a 6 de setembro de 2026.

“Somos todos, por graça da semente, somos todos discípulos missionários, discípulas missionárias, somos todos vocacionados a semear a Palavra. Somos todos enviados para sermos testemunhas do Reino novo. O batismo nos vocacionou, nos vocacionou para o anúncio, para o testemunho. Todas as vocações na Igreja são enviadas para entregar e oferecer a semente da esperança. Da vida que possa desabrochar em plenitude, semear grãos de esperança, semear a paz que deixa resplandecer a liberdade. Semear energia e vitalidade para enfrentar as dificuldades da vida, semear consolo, semear ousadia e conforto para reerguer os caídos, semear amor e consolo com o bálsamo dos nossos pés cansados, abundância e generosidade, sim, semear sempre, abundantemente”, explicou o cardeal.

O arcebispo resgatou o ensinamento da primeira leitura, onde o profeta Isaías nos diz que a “Palavra que sai de minha boca não voltará vazia. Antes, realizará tudo que for da minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi ao enviá-la”. Segundo cardeal, essas palavras nos recordam que “somos enviados como semeadores e semeadoras para que a Palavra de Deus justifique em todos os corações”. Ele acrescentou que o Evangelho de hoje “nos incita a perceber que apesar do aparente fracasso, a Palavra, no entanto, frutifica. Recordemos, a Palavra de Deus não voltará sem produzir fruto, se formos um terreno bom e generoso”.

“Ó Jesus, a todos generosamente ofereceis vossa Palavra, vossa doutrina. Como não faz o semeador de extinção na terra que lavra, mas semeia simplesmente e generosamente em toda parte, assim também vós, na pregação, não distingues o rico do pobre. O douto do ignorante, o fervoroso do preguiçoso, o corajoso do covarde, mas a todos indistintamente entregais a semente da Palavra. A todos ofereceis a salvação”, finalizou o arcebispo com esta oração.

Por Emmanuel Grieco

Regional Norte 1 da CNBB inicia Pré-Congresso Vocacional em Manaus

Regional Norte 1 da CNBB inicia Pré-Congresso Vocacional em Manaus

De 10 a 12 de julho de 2026, no Centro de Formação Maromba, em Manaus.

Regional Norte 1 da CNBB inicia Pré-Congresso Vocacional em Manaus
CNBB – NORTE 1

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou o Pré-Congresso Vocacional. Com o tema “Comunidades Vocacionais: encontro, testemunho e missão” e lema “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46). De 10 a 12 de julho de 2026, no Centro de Formação Maromba, em Manaus. O encontro é uma preparação colaborativa para o 5º Congresso Vocacional do Brasil, promovido pela CNBB.

A primeira noite contou com uma apresentação do SAV Regional por Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins e referencial nacional do SAV e por Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus. Em sua fala, Dom Zenildo Lima recordou que desde a década de 70 os bispos pensavam em um formato de Igrejas Locais que correspondessem às realidades da Amazônia.

Embora existisse uma profunda gratidão à “forte da presença das congregações missionárias”, alguns nomes do episcopado da época desejam que se constituísse um Igreja com rostos pertencentes ao território amazônico. Nomes como Dom Adalberto Marzi, no Alto Solimões e Dom Gutemberg Regis, em Coari. Dom Jorge Marskell, em Itacoatiara, Dom Arcângelo Cerqua, em Parintins, e Dom João de Sousa Lima em Manaus tiveram a percepção do o sínodo hoje chama de “Igreja com rosto amazônico”.

“São lideranças que pensaram isso: A gente tem que levar para frente a vida dessa Igreja. Somos profundamente agradecidos aos missionários Ad Gentes que atravessaram o oceano para vir para cá, mas temos que ter o projeto de Igreja. Um dos mais lúcidos, nesse sentido, foi o bispo de Coari (Dom Gutembeg Regis) que pensou um projeto muito claro de agentes autóctones não somente clero, né?! Depois então começamos um caminho de pastoral vocacional”, explicou o bispo.

Caminho vocacional

Ao recordar o caminho vocacional do regional, Dom Zenildo lima destacou que inicialmente a animação da Pastoral Vocacional era feita por presbíteros. Nas décadas de 70 e 80, a pastoral procurava compreender o homem e a mulher amazônidas. Isto é, havia uma preocupação com a pessoa com a qual se trabalharia, nas palavras do bispo, “um peso antropológico”.

“Depois, num outro momento da nossa animação vocacional, sempre dentro desse projeto de Igreja, a gente pensou assim, precisamos diversificar a ministerialidade. Então, a preocupação de ter clero local sempre foi um desafio para as nossas dioceses e prelazias. Mas, sobretudo, a preocupação de uma Igreja que fosse servida além do ministro presbítero, outros ministros também. Nos últimos anos, a gente retomou muito esse discurso da ministerialidade”, recordou bispo.

Ao pensar sobre a ministerialidade, o bispo recordou que as últimas diretrizes do nosso regional “a comunidade aparece como um elemento muito significativo”. E relembrou que o cardeal Leonardo Steiner, tem insistido nos seus recentes discursos que “onde tem a comunidade, tem a igreja”. Uma abordagem a partir da comunidade que permite sua diversidade de sujeitos.

Homens e mulheres comprometidos

Inicialmente a animação vocacional envolvia os presbíteros. Depois, as mulheres da vida religiosa construíram um legado da animação. Também os cristãos leigos e leigas sempre estiveram presentes. A exemplo na Diocese de Parintins, que conta com da presença de casais, da vocação matrimonial dentro dessa perspectiva da animação vocacional”, afirmou Dom Zenildo Lima.

Ainda que a animação vocacional do regional transmita a sensação de constantes recomeços, o auxiliar enfatizou que eles nunca iniciam do zero. Esses recomeços são sempre construídos em cima daquilo que em algum momento da história já foi trabalhado. Por esse motivo, é capaz de formar discípulos missionários, comprometidos com a realidade e com o exercício de serviços ministeriais na Amazônia.

“Comprometidos com a realidade histórica dessa região, comprometidos com as questões socioambientais, comprometidos com a questão do cuidado com a casa comum. Comprometidos com algumas lutas que a gente trava, algumas questões que são permanentes para nós, como o combate à violência, o combate ao tráfico de pessoas, essas coisas que foram entrando na nossa pauta, mas não simplesmente como um ponto solto dentro da dinâmica pastoral”, disse Dom Zenildo Lima.

Frutos do trabalho missionário

Dom José Albuquerque destacou que a presença de rostos amazônicos no encontro é fruto do trabalho de missionários vindos de “diversas partes do Brasil e do mundo”. Eles contribuíram para que nos compreendêssemos como vocacionados. Com isso, a Igreja na Amazônia assumiu uma forte característica missionária. Com “o cheiro das ovelhas”, que pisa no chão, na lama, que anda de rabeta, de canoa, enfrenta temporais, que dorme em rede”.

“É uma igreja que é marcada por essa dimensão missionária, que isso é muito original. E é também uma igreja onde a força dos cristãos leigos e leigas é inegável. Principalmente das mulheres. As mulheres são protagonistas. Ai de nós bispos e padres, se não fossem as religiosas, as leigas, nos mais diversos serviços pastorais. A força da mulher aqui é algo muito bonito, que a gente precisa também saber valorizar. E as mulheres não estão assim como auxiliares, não são apenas assessoras, são protagonistas”, pontuou o bispo.

A expectativa do Congresso Nacional é fortalecer a consciência de que a comunidade eclesial é o ambiente fundamental para a animação, discernimento e vivência vocacional. Essa promoção de uma cultura vocacional, traz como novidade a perspectiva de uma nova linguagem para alcançar as novas realidades.

Com assessoria de Pe. Valmir de Costa, RCJ, Religioso Rogacionista. Doutor em Filosofia e Coordenador do Departamento de Formação do Instituto de Pastoral Vocacional. Os mais de 70 participantes enfatizam a missão como elemento constitutivo do Serviço de Animação Vocacional.

 FONTE/CRÉDITOS: Por Emmanuel Grieco

“Antes de te chamar, Deus te amou”, afirma Dom Arnaldo Neto durante missa com os padres de Jundiaí e Roraima.

“Antes de te chamar, Deus te amou”, afirma Dom Arnaldo Neto durante missa com os padres de Jundiaí e Roraima.

A celebração reuniu missionários das duas dioceses e integrou a programação pelos 10 anos do Projeto Igrejas Irmãs.

“Antes de te chamar, Deus te amou”, afirma Dom Arnaldo Neto durante missa com os padres de Jundiaí e Roraima.
Foto: Kayla Silva

A celebração eucarística desta quinta-feira (9), na Prelazia da Diocese de Roraima, reuniu padres das dioceses de Roraima e Jundiaí (SP) como parte da programação da visitar pastoral que celebra os 10 anos do  Projeto Igrejas Irmãs – Norte 1/Sul.

Durante a homilia, o bispo da diocese de Jundiaí, Dom Arnaldo Neto, destacou que a missão nasce do amor de Deus e lembrou que todo missionário é chamado, antes de tudo, a viver essa experiência.

“Antes de sermos chamados e enviados, somos todos amados por Deus”, disse.

Dom Arnaldo também ressaltou que o anúncio do Evangelho se manifesta na realidade amazônica, juntos aos povos indígenas e migrantes. Segundo ele, a missão compartilhada entre as duas dioceses é um testemunho do Reino de Deus e dos frutos gerados ao longo da última década.

Foto: Kayla Silva

Um dos pioneiros da missão, o padre José Roberto, que atuou em Roraima no inicio do projeto, em 2015, afirmou que a experiência marcou profundamente sua caminhada sacerdotal.

Para ele, os desafios pastorais enfrentados fortaleceram seu ministério e proporcionaram um grande aprendizado sobre a realidade da Igreja na Amazônia.

“Foi uma oportunidade muito boa, um aprendizado muito grande. Levo essa experiência para toda a minha vida sacerdotal”, contou.

Padre José Roberto também destacou a hospitalidade do povo roraimense e agradeceu o carinho recebido durante a missão.

Outro missionário pioneiro, padre Noberto Savietto, relembrou o impacto do primeiro contato com a Igreja na Amazônia. Apesar das diferenças culturais e das grandes distâncias, afirmou que a acolhida das comunidades tornou a experiência enriquecedora.

Já o padre Diego Araújo, que esteve no Sul de Roraima como seminarista em 2019 e retornou neste ano como sacerdote, destacou o crescimento das comunidades. Segundo ele, foi possível perceber o amadurecimento da vida pastoral e da participação dos fiéis em São Luiz, São João da Baliza e Caroebe

Novenário de Nossa Senhora do Carmo segue com programação até 18 de julho em Boa Vista

Novenário de Nossa Senhora do Carmo segue com programação até 18 de julho em Boa Vista

Confira a programação da festa da padroeira de Roraima

Novenário de Nossa Senhora do Carmo segue com programação até 18 de julho em Boa Vista
Foto: Kayla Silva

A Matriz Nossa Senhora do Carmo realiza o Novenário em honra à padroeira de Roraima com uma programação que se estende até o dia 18 de julho.

Entre os dias 7 e 11 de julho, os fiéis participam diariamente do Santo Terço, às 17h30, seguido da Santa Missa, às 18h30. No dia 12 de julho, serão celebradas duas missas, às 11h15 e às 18h.

As atividades religiosas continuam entre os dias 13 e 15 de julho, com Santo Terço às 17h30 e missa às 18h30. No último dia do novenário, após a celebração, será realizada uma carreata com a imagem de Nossa Senhora do Carmo em direção à Catedral Cristo Redentor.

O ponto alto das festividades ocorre em 16 de julho, data dedicada à padroeira. Às 19h, será realizada a procissão, com saída da Catedral Cristo Redentor até a Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo. Em seguida, os fiéis participam da Santa Missa.

Encerrando a programação, no dia 18 de julho, às 19h, a comunidade promove o tradicional Arraial da Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo.

A Paróquia Matriz Nossa Senhora do Carmo está localizada na Rua Floriano Peixoto, s/n, no Centro de Boa Vista. Toda a programação é aberta à participação da comunidade.

CRB Nacional divulga carta e convoca religiosos a promoverem discernimento durante o processo eleitoral

CRB Nacional divulga carta e convoca religiosos a promoverem discernimento durante o processo eleitoral

O documento reafirma o compromisso da Vida Religiosa Consagrada com a defesa da democracia, dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana.

CRB Nacional divulga carta e convoca religiosos a promoverem discernimento durante o processo eleitoral

A Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional) divulga a Carta intitulada “Pelo discernimento ético e democrático no processo eleitoral brasileiro”, na qual conclama religiosas, religiosos e pessoas de boa vontade a promoverem um processo de reflexão, oração, diálogo e formação diante das eleições de 2026. O documento reafirma o compromisso da Vida Religiosa Consagrada com a defesa da democracia, dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana.

Assinada pela presidente da CRB Nacional, Ir. Maria do Disterro Rocha Santos, FCIM, pelo primeiro vice-presidente, Pe. Francisco Sydney de Macêdo Gonçalves, SDS, e pela Coordenação da Equipe Interdisciplinar, Ir. Edgar Genuino Nicodem , FSC, Coordenador da Equipe Interdisciplinar e Ir. Sueli Aparecida Belatto, CNSCSA, Vice-Coordenadora da Equipe Interdisciplinar, a carta afirma que o período eleitoral representa um momento de discernimento sobre os rumos do país, os projetos em disputa e os valores que orientam a vida pública.

No texto, a CRB convida comunidades religiosas, institutos e congregações a promoverem espaços de estudo e reflexão sobre temas como defesa da democracia, direitos humanos, políticas públicas, combate às desigualdades, proteção da vida, liberdade de consciência, ecologia, cultura da paz e responsabilidade dos cristãos na vida pública. A proposta é fortalecer a participação com base na Doutrina Social da Igreja e no Evangelho.

A carta também manifesta preocupação com o crescimento da desinformação, da disseminação de fake news e da manipulação digital durante o processo eleitoral. Segundo o documento, o uso das novas tecnologias, especialmente da Inteligência Artificial, pode comprometer a liberdade de consciência e o discernimento da população por meio da criação de conteúdos falsos, imagens alteradas e discursos.

Ao abordar esse tema, a CRB recorda os alertas do Papa Leão XIV sobre os impactos da Inteligência Artificial. O documento afirma que o desenvolvimento tecnológico deve estar a serviço da dignidade humana, da verdade, da fraternidade e do bem comum, e não ser utilizado como instrumento de manipulação ou desumanização.

Outro ponto abordado é a preocupação com o uso da religião para fins eleitorais. A Conferência afirma que a fé cristã não pode ser reduzida a instrumento ou mecanismo de controle das consciências e alerta para o uso da religião para justificar intolerâncias, violências ou projetos. A entidade também incentiva religiosas e religiosos a cultivarem o pensamento, o discernimento e a autonomia de consciência.

A CRB também reforça a importância da formação sociopolítica nas comunidades religiosas, incentivando práticas de escuta, estudo e diálogo que favoreçam a análise das informações compartilhadas nas redes sociais, nos ambientes religiosos e no debate público. O documento ressalta que a democracia depende da participação da sociedade e que o compromisso cristão exige responsabilidade na busca e na divulgação da verdade.

Ao concluir a carta, a Conferência recorda a trajetória da Vida Religiosa Consagrada no Brasil junto aos pobres, à educação, à promoção dos direitos humanos e à construção da paz. A entidade convida as comunidades religiosas a intensificarem, nos próximos meses, momentos de reflexão, estudo, diálogo e oração sobre o processo eleitoral, iluminados pela Palavra de Deus e pela Doutrina Social da Igreja, para que as eleições contribuam para o fortalecimento da democracia, da esperança e da responsabilidade.

Clique aqui e leia a carta na íntegra.

 FONTE/CRÉDITOS: Por Neusa Santos – CRB

Missa em ação de graças marca os 10 anos da missão entre as dioceses de Roraima e Jundiaí

Missa em ação de graças marca os 10 anos da missão entre as dioceses de Roraima e Jundiaí

Celebração em Caroebe e encontro entre missionários integraram a programação comemorativa.

Missa em ação de graças marca os 10 anos da missão entre as dioceses de Roraima e Jundiaí
Fotos: Samuel Vidilli

Os 10 anos do Projeto Igrejas Irmãs – Norte 1/Sul 1 foram celebrados neste domingo (5), com uma Missa em ação de graças no município de Caroebe, no Sul de Roraima. A celebração reuniu bispos, padres, missionários e fiéis para marcar uma década da parceria entre as dioceses de Roraima e Jundiaí.

A celebração eucarística foi presidida pelo bispo diocesano de Roraima, Dom Evaristo Spengler, e concelebrada por Dom Arnaldo Neto, juntamente com padres das duas dioceses.

Na segunda-feira (6), foi realizado um encontro entre os missionários que atuam em Roraima e os padres da Diocese de Jundiaí, na Paróquia São João Batista e São Luiz. O momento incluiu partilha de experiências sobre a atuação missionária e celebrou os 10 anos da parceria entre as duas Igrejas.

 FONTE/CRÉDITOS: Por Kayla Silva

Comissão da CNBB fortalece ações da Campanha Coração Azul com alerta sobre tráfico de pessoas

Comissão da CNBB fortalece ações da Campanha Coração Azul com alerta sobre tráfico de pessoas

Comissão de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas intensifica ações em julho para combater o crime e disponibiliza materiais informativos para atividade

Comissão da CNBB fortalece ações da Campanha Coração Azul com alerta sobre tráfico de pessoas

O dia 30 de julho marca o Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Com o avanço tecnológico e a expansão das redes sociais, as organizações criminosas encontraram novas rotas para a exploração humana. Diante desse cenário, a Comissão Episcopal Especial de Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEETH- CNBB) dedica todo o mês de julho para fortalecer a Campanha Coração Azul. Este ano, a iniciativa traz o lema: “Por trás de cada tela virtual existe uma vida: Pessoas não são mercadorias. Diga não ao tráfico de pessoas. Denuncie.”

A  temática sobre o tráfico de pessoas no brasil é grave. Dados recentes do Governo Federal revelam um cenário de preocupação, segundo o Disque 100, o número de denúncias de tráfico de pessoas aumentou 102% no primeiro semestre de 2026, enquanto o número de violações registradas cresceu 128%. Ao todo, o país contabilizou 398 denúncias e 590 violações comprovadas no período.

Ambiente virtual e reflexão pontifícia

A mobilização busca articular as diretrizes globais de combate ao crime com as recentes reflexões da encíclica Magnifica Humanitas, do Papa Leão XIV. O documento pontifício acende um alerta sobre como a Inteligência Artificial (IA) e as infraestruturas digitais vêm sendo apropriadas para o aliciamento e o controle de vítimas, incluindo crianças e adolescentes. Trata-se de um crime silencioso que, em sua dinâmica atual, utiliza o ambiente virtual para explorar pessoas.

Historicamente associado a fronteiras físicas e abordagens presenciais, o tráfico de pessoas hoje opera também por meio de perfis falsos, promessas de emprego e interações privadas em aplicativos de mensagens. A campanha deste ano convoca a sociedade a olhar com atenção para essa realidade e para a assimetria de poder exercida pelas grandes corporações tecnológicas, fatores que ampliam a vulnerabilidade social e facilitam a violação de direitos humanos.

Em 2026, a Comissão celebra uma década de missão no enfrentamento e na denúncia desse crime de  forma firme em defesa da vida e da dignidade humana. Para o organismo, é imperativo que as empresas de tecnologia adotem critérios rigorosos de averiguação ética preventiva. Além das ações criminosas que transitam entre os mundos real e digital, a CEETH defende que as plataformas sejam tensionadas a cooperar com a segurança pública, deixando de ser espaços predatórios.

Mobilização e denúncia 

Ao longo de todo o mês, a Campanha Coração Azul impulsionará ações em todo o país. Para subsidiar as atividades, a Comissão preparou materiais informativos como cartazes e faixas para paróquias, praças e escolas, além de spots de rádio, materiais digitais para redes sociais e o subsídio do Roteiro Orante para celebrações comunitárias.

Sobre a Comissão 

A Comissão Episcopal Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEETH) é um organismo da CNBB dedicado a articular ações de prevenção, combate e incidência em políticas públicas no Brasil. A comissão é  composta por leigos(as), religiosas e bispos que atuam em organizações e pastorais no enfrentamento ao tráfico de pessoas, como a Rede Um Grito Pela Vida, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (Asbrad) e conta também com a parceria da Rede Clamor Brasil.

 FONTE/CRÉDITOS: CEETH-CNBB

Dioceses de Roraima e Jundiaí celebram 10 anos de parceria missionária

Dioceses de Roraima e Jundiaí celebram 10 anos de parceria missionária

Celebração reúne as duas dioceses para recordar a caminhada missionária iniciada pelo Projeto Missionário Sul 1 – Norte 1, da CNBB.

Dioceses de Roraima e Jundiaí celebram 10 anos de parceria missionária

A Diocese de Roraima e a Diocese de Jundiaí celebram neste domingo (5) uma Missa em Ação de Graças pelos 10 anos de parceria missionária entre as duas Igrejas. A celebração eucarística será às 10h, na Igreja Matriz Santo Isidoro, no município de Caroebe.

A comemoração marca uma década da presença de missionários enviados pela Diocese de Jundiaí para atuar em Roraima. A parceria faz parte do Projeto Missionário Sul 1 – Norte 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), criado para fortalecer a comunhão e a colaboração entre as Igrejas do Estado de São Paulo e da Amazônia.

O arcebispo de Porto Velho, Dom Roque Paloschi, que era bispo da Diocese de Roraima quando a parceria missionária foi iniciada, relembra a criação do projeto e avalia os frutos dessa caminhada.

“Guardo com muita gratidão o empenho, o esforço e a dedicação do nosso irmão Dom Vicente Costa para articular a missão, bem como a presença fraterna dos meus irmãos padre Norberto e padre José Roberto. Tudo é graça. Foram eles que deram os primeiros passos. Que esse caminho de grande comunhão continue, porque a missão tem duas mãos: a de quem recebe e a de quem envia. Tudo isso gera fraternidade, solidariedade e comunhão”, disse.

O bispo da Diocese de Jundiaí, Dom Arnaldo Neto, ressalta que o projeto missionário demostra a unidade da Igreja, mesmo diante das distâncias geográficas.

“São 10 anos de partilha, comunhão e amor entre irmãos que, embora separados por muitos quilômetros, se reconhecem como uma só família na fé. Esse projeto é um sinal vivo de que a Igreja não conhece distâncias. O que nos une é o mesmo Cristo, o mesmo Evangelho e o mesmo desejo de servir”.

Atualmente, a parceria mantém três padres de Jundiaí em atuação na Diocese de Roraima: Padre Edmilson de Abreu, Padre Raphael Pitthan e Padre Samuel Romão. Eles desenvolvem o trabalho pastoral nas paróquias São João Batista e São Luiz, nos municípios de São Luiz do Anauá e São João da Baliza; na Área Missionária Santo Isidoro, em Caroebe; e na Paróquia Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, em Boa Vista.

Padre Raphael Pitthan, atua na Paróquia São João Batista e São Luiz, no interior do estado. Para ele, os 10 anos de parceria representa um momento gratidão e memória pela caminhada construída ao lado das comunidades

“É um momento de reviver e relembrar essa história e tudo aquilo que Deus fez ao longo desses dez anos nessa terra de missão”, disse o sacerdote. Segundo ele, os fiéis guardam com carinho a passagem dos padres, diáconos e seminaristas que integraram a equipe missionária ao longo desse período.

O padre Samuel Romão, de Caroebe, destaca que a celebração também fortalece os vínculos entre as dioceses e ajuda a renovar o compromisso com a missão da Igreja.

“Esse momento histórico ajuda a fazer uma síntese do propósito inicial da missão e também a construir caminhos renovados para fortalecer o que já foi realizado e projetar o futuro”, disse.