Festejo de São Mateus terá missas, passeio ciclístico e programação comunitária em Boa Vista

Festejo de São Mateus terá missas, passeio ciclístico e programação comunitária em Boa Vista

Celebração será realizada no bairro Caçari e terá como tema “Anunciamos o Evangelho que gera vida e esperança”

Festejo de São Mateus terá missas, passeio ciclístico e programação comunitária em Boa Vista

A comunidade São Mateus realiza, de 18 a 21 de setembro, o festejo em honra ao padroeiro. A programação inclui missas, novena nas famílias, festividade e passeio ciclístico. A comunidade fica localizada na Rua Bacabeira, nº 664, no bairro Caçari.

Neste ano, a programação tem como tema “Anunciamos o Evangelho que gera vida e esperança” e como lema “Vós sois a luz do mundo”.

O tríduo começa no dia 18, com missa às 18h30 e participação do grupo Mãe Rainha.

No dia 19, às 6h, será realizado o passeio ciclístico até a Veredas do Rio Branco. Menores de idade devem participar acompanhados pelos pais. No retorno, haverá um café partilhado entre os participantes.

À noite, a comunidade realiza a festividade de São Mateus, com comidas típicas e bingo. No dia 20, será celebrada a missa do terceiro dia do tríduo.

O festejo termina no dia 21, data dedicada a São Mateus, com missa e bênção das finanças, realizada pelo pároco Deivith Zanioli.

Antônio Nazareno, membro da coordenação paroquial, deixa um convite aos fiéis.

“Venha participar conosco, porque teremos a bênção das finanças ao final. O nosso pároco vai proporcionar esse momento a todos os fiéis que estiverem participando da festividade do nosso padroeiro, São Mateus”, disse.

Foto: Antônio Nazareno 
Movimento Mãe Rainha realiza formação para missionários em Roraima

Movimento Mãe Rainha realiza formação para missionários em Roraima

Encontro reuniu missionários, coordenadores e famílias para fortalecer a atuação do movimento no estado

Movimento Mãe Rainha realiza formação para missionários em Roraima

O Movimento Mãe Rainha realizou, no último fim de semana, uma formação para missionários, coordenadores e famílias em Roraima. A atividade contou com a presença da irmã Mariana Galina, do Santuário da Mãe Rainha, em Atibaia, São Paulo.

A formação teve como objetivo fortalecer a atuação dos missionários e aprofundar a espiritualidade do movimento. Segundo a irmã Mariana, o encontro também é um momento de preparação para que os participantes possam dar continuidade à missão de levar a imagem da Mãe Peregrina às famílias.

“Essa formação é para que os missionários também sejam sustentados na espiritualidade, para dar continuidade à missão. Como missionários, não pode ser só o nome: é preciso realmente missionar. Essa formação é justamente para fortalecer esse vínculo com o santuário e também para que o missionário esteja à disposição para realizar essa missão, porque é uma grande missão. Eu digo sempre para os missionários: a missão do missionário é levar as famílias para o céu, e isso a gente sabe que não é fácil. Só mesmo a Mãe estando à nossa frente pode nos ajudar, para que todos possamos chegar um dia lá no céu”, disse a Irmã Mariana.

O Movimento Apostólico de Schoenstatt teve origem em 18 de outubro de 1914, na Alemanha. Naquele dia, o padre José Kentenich propôs aos jovens que a antiga Capela de São Miguel, em Schoenstatt, se tornasse um santuário dedicado à Virgem Maria. A proposta deu origem à Aliança de Amor com Maria, considerada o ato fundador do movimento.

No Brasil, o movimento chegou em 1935, com a chegada das irmãs. O primeiro santuário da Mãe Rainha no país foi inaugurado em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Em Roraima, o movimento conta com grupos formados por famílias que recebem a visita da imagem da Mãe Peregrina. A iniciativa também alcança crianças, jovens, enfermos e empresários.

A irmã Mariana atua na formação de missionários em diferentes regiões do Brasil. A religiosa contou que já visitou mais de mil cidades para acompanhar e orientar integrantes do movimento.

Após a passagem por Roraima, a religiosa segue para Manaus, onde permanecerá por dez dias para continuar o trabalho de formação com missionários, coordenadores e famílias.

Ao falar sobre a missão, a irmã destacou a importância da presença de Deus e de Maria nas famílias.

“A gente sabe que as famílias hoje precisam tanto da presença de Deus, e Maria vem trazendo a presença de Deus junto dos nossos lares. Então, que ela seja realmente esse caminho de esperança nas nossas vidas”, afirmou.

53ª Assembleia Regional Norte 1 debate novos caminhos para a evangelização na Amazônia

53ª Assembleia Regional Norte 1 debate novos caminhos para a evangelização na Amazônia

Encontro reúne 97 representantes de nove igrejas locais para atualizar as diretrizes da ação evangelizadora a partir da realidade amazônica

53ª Assembleia Regional Norte 1 debate novos caminhos para a evangelização na Amazônia

É a partir das diferentes realidades que a Igreja reúne experiências e pensa os caminhos da evangelização para os próximos anos. Em Manaus, o Centro de Formação Maromba recebe, até 17 de setembro, a 53ª Assembleia Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O encontro reúne 97 representantes das nove igrejas locais que integram o Regional Norte 1. Entre os participantes estão bispos, coordenadores de pastoral, leigos e leigas, representantes dos povos indígenas, da juventude e seminaristas.

Da Diocese de Roraima, participam o bispo diocesano, Dom Evaristo Spengler; o vigário episcopal, padre Celso Puttkammer; a chanceler da diocese, Irmã Sofia Quintans; a coordenadora de Pastoral, Irmã Monica Cestari; o coordenador da Pastoral Presbiteral, padre Jefferson de Almeida; a coordenadora da Pastoral da Juventude, Geslane Dourado; e a coordenadora da Catequese na Região das Serras, Deolinda Melquior.

Foto: CNBB Norte 1

As Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o período de 2026 a 2032 são o eixo central das discussões. A partir delas, os participantes trabalham na atualização das diretrizes regionais e na definição de caminhos para a ação evangelizadora na Amazônia.

Segundo Dom Evaristo Spengler, o processo representa um momento de comunhão entre as igrejas locais.

“Vamos fazer juntos as nossas diretrizes para a evangelização do nosso Regional, aqui na nossa Amazônia. Inspirados nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, também elaboradas neste ano. É um clima de grande comunhão, de fraternidade e de muita união”, disse.

Santa Missa presidida por Dom Evaristo Spengler, OFM. / Foto: CNBB Norte 1

Para o bispo da Diocese de São Gabriel da Cachoeira, Dom Vanthuir Neto, esse processo começa nas comunidades e reúne diferentes segmentos da Igreja.

“Pensar as diretrizes é pensar em toda uma dinâmica bonita que começa nas comunidades, passa pelos organismos, pelos serviços, pelos presbíteros e pela vida religiosa, com a participação especial de leigos e leigas comprometidos, para que a obra de Jesus Cristo e do Pai continue, iluminada pela força do Espírito Santo”, destacou.

As discussões também consideram as realidades dos povos originários e ribeirinhos, migrantes, mulheres, jovens e crianças. A defesa da vida e a opção preferencial pelos pobres estão entre os aspectos considerados na construção das propostas.

Ao longo da assembleia, os participantes devem reunir as experiências das igrejas locais e transformá-las em propostas para a atuação pastoral do Regional Norte 1.

Ao final do encontro, a expectativa é definir as novas Diretrizes Regionais da Ação Evangelizadora, levando em conta a realidade das comunidades e a identidade amazônica.

Sinodalidade marca início da 53º Assembleia Regional Norte 1

Sinodalidade marca início da 53º Assembleia Regional Norte 1

97 integrantes de nossas Igrejas Locais estão reunidos no Centro de Formação Maromba, em Manaus

Sinodalidade marca início da 53º Assembleia Regional Norte 1

A caminhada na Sinodalidade do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) ganha novo impulso com o início da 53ª Assembleia Regional. Os 97 integrantes de nossas Igrejas Locais estão reunidos no Centro de Formação Maromba, em Manaus. No período de 14 a 17 de setembro serão definidas as diretrizes regionais para a ação evangelizadora.

 Durante a missa de abertura da assembleia, o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner, recordou que a cruz é para nós um sinal de esperança. Mesmo com nossos limites e fraquezas, somos convidados a olhar para o crucificado-ressuscitado e sermos sinais da presença amorosa de Deus. Assim, continuaremos a construção de nossas diretrizes a partir da esperança, da libertação e da salvação.

Igreja dinâmica

Na continuidade da programação do primeiro dia, o cardeal Leonardo Steiner, presidente do Regional Norte 1, apresentou a pauta da Assembleia. Com a aprovação, Dom José Altevir, secretário do regional e Ir. Rose Bertoldo, secretária executiva, trouxeram o relatório das atividades da presidência nos quatro anos de atuação de uma Igreja eminentemente dinâmica.

O documento representa um apanhado das atividades de impacto para todo o Regional. Para complementação do material apresentado, Dom Zenildo Lima da Silva, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, destacou dois elementos: a grande presença da vida religiosa, especialmente feminina, atuante em todo o território de nosso regional e relevância das assembleias de cada uma de nossas 9 Igrejas Locais que constroem seus planos pastorais de acordo com a indicações regionais, o que ajuda a moldar a Igreja com rosto amazônico.

Dom Joaquim Hudson, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, enfatizou a incluir o percurso de “fazer memória” adotado pelo regional. Esse horizonte inclui trazer os nomes e histórias daqueles e daquelas que ajudaram a construir grande parte de história, como exemplo, o retorno à Santarém. Dom José Altevir reforçou essas iniciativas indicando que cada diocese e prelazia deve anexar esse Relatório em seus Livros Tombos e construir um histórico de todo o caminho percorrido.

Comunhão Sinodal

Outro ponto de vista levantado, para acréscimo no relatório, foi a importância da dinâmica regional oferecida pelo Seminário Arquidiocesano São José. Dom Evaristo Spengler, bispo da Diocese de Roraima, enfatizou que acolhida dos seminaristas de todas as Igrejas Locais garante uma formação de qualidade ao alcance de todas as Dioceses e Prelazias.

Esse modelo eclesial do Regional e a comunhão entre os bispos gera muita proximidade e facilita a comunhão sinodal. De acordo com o bispo da Diocese de Parintins, Dom José Albuquerque, é fundamental apontar a maneira como os serviços, ministérios e vocações são muito valorizadas no Regional, correspondendo às Diretrizes. Ele também destacou o esforço do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) que tem se articulado nas Igrejas Locais, priorizando a formação em missão de comunhão.

Essa característica de atuação dos cristãos leigos e leigas é muito significativa em nosso Regional, principalmente a atuação das mulheres. O Coordenador Conselho do Laicato, Francisco Meireles, ressaltou as mobilizações do Grito dos Excluídos e excluídas e os cursos de Fé e Política que estão acontecendo nas Igrejas Locais como fortalecimento dessa mobilização do laicato.

A Ir. Sofía Quintáns Bouzada, chanceler da Diocese de Roraima, reforçou a contaste renovação do cuidado da vida como sinal de profecia que permeia as ações e intuições do Regional Norte 1. E por fim, o cardeal Steiner recordou as iniciativas do ponto vista educacional. Como o Mestrado em Direito Canônico – Região Amazônica, promovido pela Faculdade de Direito Canônico São Paulo Apóstolo.

O curso é uma oportunidade de formação aos estudantes para atuar em tribunais e câmaras eclesiásticas, cúrias, chancelarias e demais serviços canônicos das dioceses e prelazias da região e contribuírem para o processo de Evangelização no Regional. Além do Programa de Pós-Graduação em Teologia, fundamental para o avanço do conhecimento teológico na região.

 FONTE/CRÉDITOS: Emmanuel Grieco – CNBB NORTE 1

Festa de São Francisco das Chagas 2026 terá programação especial em sintonia com o Ano Jubilar Franciscano

Festa de São Francisco das Chagas 2026 terá programação especial em sintonia com o Ano Jubilar Franciscano

Paróquia São Francisco das Chagas realiza programação de 17 a 26 de setembro, com novenário, confissões, bênçãos e arraial

Festa de São Francisco das Chagas 2026 terá programação especial em sintonia com o Ano Jubilar Franciscano
Comunidade São Francisco das Chagas / Foto: Kayla Silva

A Paróquia São Francisco das Chagas, da Diocese de Roraima, realiza, de 17 a 26 de setembro, a programação em honra ao padroeiro. Neste ano, a festa integra as celebrações do Ano Jubilar Franciscano e tem como tema “800 anos de um só coração: vivemos o Jubileu da Reconciliação” e como lema “Celebração, memória e esperança”.

A programação começa no dia 17, às 6h30, com a missa dos Estigmas de São Francisco. Após a celebração, haverá um mutirão de confissões das 7h às 18h, com atendimento de sacerdotes a cada hora. Às 19h, será celebrada a missa de abertura do novenário, que segue até o dia 25.

No dia 23, haverá a bênção dos idosos. No dia 24, será realizada a bênção das crianças. Já no dia 25, último dia da novena, será a vez da bênção dos animais.

No dia 26, haverá missa às 7h. À noite, às 19h, será realizada a festa social no pátio do Colégio Claretiano, com bingo e premiações de até R$ 15 mil, além de comidas típicas e atrações para as famílias.

O padre Josimar Lobo, pároco da São Francisco das Chagas, explica que a programação também marca o Ano Jubilar Franciscano e convida os fiéis a participarem das celebrações.

“Nós esperamos você para celebrar conosco este tempo de graça e este tempo de esperança para toda a Paróquia São Francisco e para toda a nossa comunidade. A festa é muito especial pelo fato de que nós estamos vivendo o Ano da Graça, o ano que o Papa Leão XIV proclamou como Ano Jubilar por esses 800 anos da Páscoa”, disse o padre.

                                                                          Padre Josimar Lobo

A Igreja São Francisco é uma das igrejas jubilares da Diocese. Durante o Ano Jubilar, os fiéis podem cumprir as condições para receber a indulgência plenária, que incluem a participação na Santa Missa, a realização de uma obra de caridade, a oração pela intenção do Santo Padre e a busca pelo sacramento da reconciliação.

Celebrações do dia 4 de outubro

A programação tradicional do dia 4 de outubro terá alterações neste ano. Segundo o padre Josimar, por causa do período eleitoral, não haverá procissão nem festa social na data.

As missas do dia 4 serão mantidas nos horários habituais: às 7h, 9h30 e 19h30.

A procissão e a celebração de encerramento do Ano Jubilar Franciscano serão realizadas no dia 9 de janeiro.

“Essas mudanças do dia 4, das procissões, não são mudanças nossas, são determinações da Justiça Eleitoral, são orientações não só para nós, mas para todo o Brasil”, afirmou.

Histórias, resistência e defesa dos povos indígenas: a trajetória do indigenista Egydio Schwade contada em dois livros

O lançamento das obras ocorreu na comunidade Barro, em Surumu, TI Raposa Serra do Sol, local da primeira Assembleia dos Povos Indígenas de Roraima

Lançamento dos livros “Memórias das Lutas à Construção do Indigenismo Encarnado” e “Da Causa Perdida ao Indigenismo Encarnado: a trajetória de Egydio Schwade nos anos de chumbo (1972 – 1980)”. Foto: Rede Wakywaa de Comunicadores do CIR

“Antes de estarem nas páginas de um livro, essas histórias foram vividas nos territórios. Histórias de resistências, mobilizações e lutas que atravessaram gerações e continuam presentes nos dias de hoje”. Assim, a comunicadora do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Luara Sapará, inicia sua fala sobre o lançamento dos livros de Egydio Schwade, um dos precursores do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), e do professor e historiador Tiago Santos, que contam as histórias e a trajetória do indigenista e sua contribuição com o movimento indígena e suas lutas por demarcação territorial e em defesa de seus direitos, culturas e formas de vida. 

“Memórias das Lutas à Construção do Indigenismo Encarnado” e “Da Causa Perdida ao Indigenismo Encarnado: a trajetória de Egydio Schwade nos anos de chumbo (1972 – 1980)” são as obras de Egydio e Tiago, respectivamente. A primeira traz uma coletânea de textos de Egydio sobre os momentos de tensão e/ou vitória do movimento indígena ao longo de sua trajetória missionária. A obra de Tiago, por sua vez, resultado da tese de doutorado desenvolvida pelo professor, traz um recorte da biografia de Egydio que abrange períodos da repressão militar, responsável pelo genocídio de muitos povos indígenas.

“É através dessas vivências e lutas de nossos antepassados que, no dia 31 de agosto, na comunidade indígena Barro, região Surumu, no Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol, o lançamento das obras foi realizado, com a presença de lideranças tradicionais, alunos e convidados, entre eles o Conselho Indígena de Roraima”, conta Luara em sua narração, destacando-se como jovem indígena que dá continuidade ao legado de luta e resistência de sua ancestralidade.

Luara é uma jovem de 26 anos, da região Amajari, Terra Indígena Aningal, em Roraima, estudante de jornalismo na Universidade Federal de Roraima, e diz que escolheu essa profissão para, justamente, registrar e contar as histórias dos povos indígenas. “As nossas histórias”, diz Luara.

“Atuo como comunicadora indígena desde 2020, quando se intensificou o período da pandemia. Desde então, estou na comunicação e, por isso, fui motivada a fazer jornalismo. Para poder contar a nossa história. Participei de um projeto de iniciação científica que era, justamente, para ouvir e contar as histórias de nossas lideranças, de como foram as lutas, de como foi a demarcação de nossos territórios. Só assim, iremos saber como nossa história aconteceu de verdade”, afirma Luara.

“Eu costumo dizer que os nossos anciãos são os nossos livros vivos, e temos que aproveitar essas oportunidades. Hoje, eu não sei muito sobre o meu povo, é um povo quase extinto, não sei falar a minha língua Sapará e muito menos sei da nossa história. Mas, hoje busco saber mais sobre o povo Sapará. Então, essas histórias [dos livros] são fundamentais para que a gente possa conhecer e entender a nossa cultura, o nosso povo, os nossos antepassados. E poder registrar esses momentos”, declarou.

“Todos esses senhores e os anciões nos informaram que essa terra era nossa. E que tínhamos que nos unir e lutar por ela”

Lançamento dos livros “Memórias das Lutas à Construção do Indigenismo Encarnado” e “Da Causa Perdida ao Indigenismo Encarnado: a trajetória de Egydio Schwade nos anos de chumbo (1972 – 1980)”. Foto: Rede Wakywaa de Comunicadores do CIR

Um apanhado de histórias

A escolha da comunidade Surumu para fazer o lançamento das histórias de Egydio e seu “indigenismo encarnado”, com o apoio do professor Tiago, teve sua raiz no ano de 1971, quando aconteceu a primeira Assembleia dos Tuxauas, na mesma comunidade Barro, em Surumu, região integrada à TI Raposa Serra do Sol.

A Assembleia foi um marco na organização, resistência e nas conquistas dos povos Macuxi, Wapichana, Taurepang, Ingarikó, Sapará e Patamona, que têm até hoje como símbolo histórico de união e resistência coletiva um feixe de varas: “uma vara sozinha é fácil de quebrar, mas todas juntas, unidas, ninguém quebra, impede a ação de invasores”, explica o CIR, que adotou o feixe de varas como representação simbólica da força que têm as suas comunidades unidas.

Foram décadas de sofrimento, enfrentando violências, crimes e invasões de fazendeiros até as lideranças realizarem a primeira assembleia na região. Depois dela, mais 30 anos se passaram para a conquista da demarcação do território. Hoje, a união consagrada naquela assembleia e nas conquistas que alcançaram no decorrer dos anos continua sendo o principal pilar de resistência contra novas ameaças.

Emocionada com as memórias que testemunharam a força da união dos povos indígenas, a Pajé Mariana Macuxi, da comunidade Barro, lembra das palavras dos Tuxauas Jacir Macuxi, da comunidade Bem Viver, e de Damásio Galé, já falecido, que era da comunidade do Perdiz, do Baixo Cotingo, lideranças que estavam, à época, na linha de frente nas articulações dos “parentes” e no enfrentamento dos políticos e fazendeiros, e que animavam e conclamavam para que os povos se unissem.

“Eu lembro quando o Jaci falava junto com o finado Damásio: ‘vamos se unir, vamos trazer coisas boas para nós e vamos demarcar nossa terra’. Eu agradeço muito, Paapa [Deus em Macuxi], porque ele me deu essa sabedoria. Ele me trouxe aqui na terra para mostrar que eu tenho mesmo a minha responsabilidade com o povo, entender a união e ter amor”, declarou.

Também emocionado, o Tuxaua Alcides Macuxi, da comunidade Barro, lembra dos “parentes” Raimundo Macuxi II, da comunidade Teso do Gavião, da TI Aningal, e Damásio, e relata o que viu e ouviu das lideranças, o que sofreram e os motivos que os impulsionavam a lutar.

“Eu lembro bem, o Raimundo Dois, assim que chamavam ele, foi em 1971, em uma reunião no Aningal, a gente tem muitas fotos de como as coisas realmente aconteceram com nossos parentes, veio muita violência, eles foram baleados, marcados com ferro quente”, lembra.

“Os anciões nos informaram tudo o que eles passaram [na luta pela demarcação do território]. Todos esses senhores e os anciões nos informaram que essa terra era nossa. E que tínhamos que nos unir e lutar por ela. E foi em 1987, fizemos um acordo que essa luta começou e ninguém ia parar mais. Onde tivesse violência contra os povos indígenas, as quatro regiões se uniriam para poder ajudar aquela região, aquela comunidade que estava sofrendo”, afirmou.

“Dia 5 de maio de 1988 fomos para a comunidade do Laimã, na região da Serra. Lá, já tinham queimado o retiro [lugar que estavam reunidos] dos parentes, a polícia tinha queimado. E nós fomos e tínhamos a ordem [entre nós], nenhum fazendeiro podia mexer com algum indígena que estivesse lá. Nós enfrentamos essa dificuldade e nós conseguimos, porque nós estávamos com as quatro regiões unidas”.

“E lá fomos presas 120 pessoas, foram levadas para Boa Vista, segundo eles [a polícia] era para conversar com o juiz e com as pessoas lá. [Depois elas foram libertadas] mas, lá ficamos 22 lideranças presas, passando 38 dias na cadeia. Eu sou uma das pessoas que vi, porque eu estava lá, fiquei preso durante esses 38 dias. E não tinha ninguém por nós. A Funai não estava por nós. Ao contrário, a Funai era muito contra a gente, dizia que estávamos invadindo a propriedade dos fazendeiros. Mas ninguém baixou a cabeça e caminhamos. E assim nós conseguimos vencer toda essa dificuldade, e onde os brancos diziam que era deles, nós começamos a ocupar a terra”, contou, relatando a conquista da demarcação da TI Raposa Serra do Sol.

O Tuxaua celebra a conquista e a dedica às lideranças que, apesar de tudo, persistiram e incentivaram as novas lideranças a continuar na luta, pelas novas gerações. “O Tuxaua Damásio trabalhou muitos anos e já com mais idade, ele repassou o cargo para mim. Eu assumi com orgulho esse cargo, eu tinha 21 anos de idade. E foi quando eu aprendi [a lutar], porque os anciões nos repassaram todo esse trabalho. E continuamos fazendo. Infelizmente alguns deles não chegaram a ver a terra demarcada, mas nós fizemos”, disse com orgulho.

Os livros de Egydio e Tiago também foram apresentados às comunidades acadêmicas das Universidades Federais do Amazonas e Roraima e na Universidade Estadual do Amazonas.

“Quanto mais nós apoiamos e nos dedicamos aos mais fracos e injustiçados, mais engradecemos a humanidade”

Lançamento dos livros “Memórias das Lutas à Construção do Indigenismo Encarnado” e “Da Causa Perdida ao Indigenismo Encarnado: a trajetória de Egydio Schwade nos anos de chumbo (1972 – 1980)”. Foto: Rede Wakywaa de Comunicadores do CIR

Os autores

Foram por essas histórias de força, coragem, resistência e conquista dos povos indígenas de Roraima, e para celebrar a vida das lideranças que as iniciaram, que Egydio e Tiago optaram pela região de Surumu para levar seus registros transformados em livros.

Sentindo a mesma emoção das lideranças que os receberam depois de tantos anos, Egydio declara a sua volta a Surumu. “Eu sinto bastante emoção de estar aqui, por estar de volta, justamente, aqui, nessa aldeia do Barro, onde passei umas horas, poucas, mas talvez as mais importantes da minha opção pela luta indígena”, confessou.

“Como jovem, eu tinha a vontade de trabalhar e dedicar a vida aos povos e às gentes que mais necessitassem. Isso me levou ao Seminário dos Jesuítas. E, em 1963, fui ao Mato Grosso trabalhar com nove povos indígenas daquela região”, conta Egydio.

“Precisávamos mudar a forma de estar junto com os indígenas. Ao invés de trazer os indígenas, especialmente as crianças, retirando elas das aldeias, era necessário encarnar-se na realidade indígena, indo até seu chão, conhecendo e vivendo suas dores e modos de vida e existência. Não mais doutriná-los, mas colher as sementes de Deus ocultas nos povos, porque realmente os valores de Deus estão escondidos nos povos, lá no chão onde vivem”.

“Os livros trazem a perspectiva histórica, a importância da causa indígena, das lutas ecológicas, de uma política pública que seja comprometida com o povo […]”

Lançamento dos livros “Memórias das Lutas à Construção do Indigenismo Encarnado” e “Da Causa Perdida ao Indigenismo Encarnado: a trajetória de Egydio Schwade nos anos de chumbo (1972 – 1980)”. Foto: Rede Wakywaa de Comunicadores do CIR

Para o professor Tiago, as mudanças no indigenismo da igreja foi um dos enfoques importantes em sua pesquisa sobre a trajetória do Egydio. “O livro vem discutir temas da década de 70 sobre a renovação do indigenismo na Igreja Católica, a chegada dos leigos, a criação de instituições não governamentais que vão apoiar a causa indígena e que vão enfrentar a política genocida dos governos militares, sobretudo para a Amazônia e também outras regiões do país, com os povos indígenas remanescentes”.

“A partir de um momento muito duro, que foi a década de 60, os povos indígenas viram fortalecer um conjunto de aliados, do qual Egydio fez parte, tanto na igreja católica como nas universidades. Essa resistência à ditadura militar e aos grandes projetos criou uma animosidade com a política indigenista oficial. E, lógico, os missionários também se tornaram alvo dos órgãos de segurança”, aponta o historiador.

Tiago também comenta que seu livro traz contribuições para discutir questões contemporâneas que estão se colocando para os indígenas na conjuntura política atual, e que a luta indígena deve ser registrada pela importância histórica que tem, pensando na juventude e nas futuras gerações.

“Os livros trazem a perspectiva histórica, a importância da causa indígena, das lutas ecológicas, de uma política pública que seja comprometida com o povo e não só com interesses excusos dos políticos em Brasília. Todo esse conjunto de ações ganha um conjunto significativo de histórias e memórias para que também a juventude possa se perceber em um contexto tão distópico em relação às questões ecológicas, ambientais, das políticas públicas orientadas pelos direitos humanos”, elenca o professor.

“Há 60 anos se falava que a questão indígena era uma causa perdida. Hoje, ninguém mais diz isso”

Lançamento dos livros “Memórias das Lutas à Construção do Indigenismo Encarnado” e “Da Causa Perdida ao Indigenismo Encarnado: a trajetória de Egydio Schwade nos anos de chumbo (1972 – 1980)”. Foto: Rede Wakywaa de Comunicadores do CIR

Egydio, ao olhar para as novas formas de ataques aos territórios e direitos indígenas que em tempos atuais ainda acontecem, faz um retorno aos ensinamentos dos antepassados.

“Acredito que os povos indígenas, suas lideranças e organizações, devem cuidar e compreender que existem muitas divisões de opiniões entre os povos indígenas e que na raiz disso está a situação de dependência, muitas vezes eletrônica. Estamos todos sendo bombardeados a partir da sociedade mercantil, em cima dos recursos naturais e dos povos indígenas, principalmente minérios, florestas, etc. Então, é preciso dar um basta nisso. E só uma união maior entre os povos indígenas vai garantir isso”, alertou o indigenista.

“Uma coisa muito positiva que ocorreu nesses últimos 60 anos, que atingiu todos os povos remanescentes indígenas do país, foi esse engrandecimento da população e, também, a ampliação das áreas de domínio deles, que continua acontecendo. Há 60 anos se falava que a questão indígena era uma causa perdida. Hoje, ninguém mais diz isso”, destaca Egydio, argumentando que a intensidade da luta evidenciou a existência indígena, inclusive “deixando o país mais bonito, com enfeites dos povos indígenas que coloriram o Brasil”.

Egydio ainda faz referência aos aliados que os povos indígenas têm em suas lutas, pois o avanço das explorações e destruição dos recursos naturais, compromete a todos. Se referindo à importância dos registros dos fatos e histórias, inclusive pelos comunicadores indígenas presentes no lançamento, falou da necessidade de registrar a história para fortalecer tais apoios. “Os povos indígenas vão ter cada vez mais apoio de aliados da sociedade nacional. E é importante sentir esse apoio. Registrando os fatos se conhece a realidade”, relevou, enfatizando que “o conhecimento mora na aldeia e não na Esplanada dos Ministérios”.

Para o missionário que dedicou sua vida à causa indígena e que sempre ouviu dos não indígenas que “essa era uma causa perdida”, a fé nos valores e a esperança na humanidade mostrou que não, os indígenas não perderam, e sua opção de vida foi acertada.

“Quanto mais nós apoiamos e nos dedicamos aos mais fracos e injustiçados, mais engradecemos a humanidade. Quanto mais nós a respeitamos, mais cresce a esperança para a existência do planeta”, profetiza e destaca a frase em latim “Non coerceri maximo, contineri tamen a minimo, divinum est – Não deixar-se limitar pelo máximo, mas caber no mínimo. Isso é divino”, dedicada a Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus.

 

FONTE: Por Lígia Apel, da assessoria de comunicação do Cimi Regional Norte I

Pastora sinodal visita Roraima e fala sobre presença da Igreja Luterana na Amazônia

Pastora sinodal visita Roraima e fala sobre presença da Igreja Luterana na Amazônia

Em visita a Roraima, Vera Lúcia Engerhar falou sobre presença das comunidades luteranas, desafios da região e parceria com outras igrejas

Pastora sinodal visita Roraima e fala sobre presença da Igreja Luterana na Amazônia
Pastora sinodal Vera Lúcia Engerhar e o Pastor Jadecir Rodrigues Coelho

A pastora sinodal Vera Lucia Engelhardt, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, está em Roraima para uma visita pastoral à comunidade luterana de Boa Vista. Durante entrevista à Rádio Monte Roraima, ela falou sobre a presença da igreja na Amazônia, os desafios enfrentados pelas comunidades e a atuação em pautas sociais e ambientais.

Como pastora sinodal, Vera é responsável pela coordenação das atividades das comunidades luteranas que integram o Sínodo da Amazônia. A área reúne comunidades no noroeste de Mato Grosso, além dos estados de Rondônia, Acre, Amazonas e Roraima.

Durante a visita a Roraima, a pastora participou de atividades com a comunidade luterana de Boa Vista e acompanhou demandas locais.

“Na função que exerço como pastora sinodal, tenho a responsabilidade de coordenar todas as atividades das comunidades luteranas na região amazônica. Por isso, realizamos visitas periódicas às comunidades. Neste momento, vim à comunidade luterana de Boa Vista para fazer essa visita pastoral, estar com a comunidade, celebrar, ouvir e também orientá-la naquilo que necessita e requer dessa tarefa sinodal”, disse Vera.

Presença luterana na Amazônia

A presença organizada da Igreja Luterana na Amazônia começou a se fortalecer a partir da década de 1970, com a chegada de famílias migrantes de outras regiões do país. Em Roraima, os primeiros luteranos chegaram nesse período e formaram a comunidade de Boa Vista.

A pastora também destacou a relação histórica entre as comunidades de Boa Vista e Manaus. Segundo ela, a comunidade manauara surgiu a partir do trabalho realizado por integrantes da igreja em Roraima.

Atualmente, o Sínodo da Amazônia reúne nove paróquias e cinco comunidades com funções paroquiais distribuídas pelos estados da região. Em Boa Vista, a comunidade mantém atividades com crianças, adolescentes, jovens e mulheres, além da participação em ações voltadas à população migrante.

Desafios

Entre os principais desafios apontados por Vera está a sustentabilidade das comunidades, especialmente a participação de pessoas dispostas a atuar de forma voluntária nas atividades.

A pastora também citou a necessidade de ampliar a formação de pessoas da própria Amazônia para o estudo teológico e o exercício do ministério religioso na região.

Para ela, um dos objetivos da igreja é fortalecer a presença nas comunidades amazônicas e fazer com que a instituição esteja inserida na realidade local.

Justiça socioambiental

Durante a entrevista, Vera também falou sobre a atuação da Igreja Luterana na área ambiental. Segundo ela, no último concílio da igreja, realizado em agosto, foi aprovada uma política de justiça socioambiental para ser implementada pelas comunidades a partir de 2027.

Entre as propostas estão o uso de energias renováveis, a redução de produtos descartáveis, o reaproveitamento de materiais e o consumo consciente. A proposta também prevê ações de conscientização desde as atividades com crianças e adolescentes.

A pastora afirmou que a iniciativa busca relacionar a fé com práticas de cuidado com o meio ambiente e com as pessoas.

Diálogo com outras igrejas

A atuação conjunta com outras denominações religiosas também faz parte da presença da Igreja Luterana na Amazônia. A pastora Vera Lúcia Engelhardt destacou que a instituição mantém uma perspectiva ecumênica e citou a parceria com a Igreja Católica em ações voltadas ao cuidado com pessoas em situação de vulnerabilidade e ao bem comum.

“Nós somos uma igreja ecumênica. Então, sempre trabalhamos em parceria com igrejas irmãs. Nós não somos concorrentes uns dos outros, umas das outras, mas trabalhamos juntos e juntas. Com a Igreja Católica, sempre tivemos uma parceria muito bonita e especial. Em muitos lugares, conseguimos unir forças para trabalhar e dar esse testemunho em conjunto”, destacou a pastora sinodal.

Diocese de Roraima promove formação sobre música litúrgica

A formação é realizada de 04 a 07 de setembro e é conduzida pelo Prof°. Dr°. José Reinaldo F. Martins Filho

A Diocese de Roraima realiza, entre os dias 4 e 7 de setembro, uma formação sobre música litúrgica. O encontro ocorre na Prelazia e é conduzido pelo professor doutor José Reinaldo Martins Filho (IFITEG/PUC Goiás).

A programação reúne cantores, instrumentistas e outros agentes que atuam nos diferentes serviços relacionados à música nas celebrações. Durante os três dias, serão abordados temas como o canto da Palavra e dos ritos, além da importância da música para a participação da comunidade na liturgia.

Segundo José Reinaldo, conhecer a tradição da música litúrgica contribui para aprofundar a vivência da fé.

“Conhecer a tradição litúrgica e, sobretudo, conhecer o patrimônio da música litúrgica da Igreja Católica é um aspecto fundamental para conhecer a nossa fé em profundidade e cultivá-la em comunidade”, explicou.

O José Reinaldo também destaca que a música pode contribuir para uma participação mais ativa dos fiéis durante as celebrações. Para ele, o canto comunitário é um dos elementos que ajudam a expressar a dimensão coletiva da liturgia.

Outro tema trabalhado na formação é a diferença entre música litúrgica e música religiosa. Embora ambas estejam relacionadas à fé, a música litúrgica possui uma finalidade específica dentro das celebrações.

“Nem toda música religiosa é litúrgica. A música litúrgica tem outro compromisso: é instrumento de oração comum, é instrumento de oração da Igreja, tem seu fundamento no rito e na Palavra de Deus”, disse.

A formação segue até segunda-feira, 7 de setembro.

32° Grito dos Excluídos 2026 acontece em Roraima no dia 7 de setembro

32° Grito dos Excluídos 2026 acontece em Roraima no dia 7 de setembro

Manifestação será realizada na Praça Principal do bairro Cidade Satélite, em Boa Vista

32° Grito dos Excluídos 2026 acontece em Roraima no dia 7 de setembro

          Fotos: Derlane Dourado

O 32º Grito dos Excluídos e Excluídas será realizado no dia 7 de setembro, em todo o Brasil. Neste ano, a mobilização tem como lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, mantendo a bandeira “Vida em Primeiro Lugar!”.

A manifestação ocorre tradicionalmente durante a Semana da Pátria e reúne movimentos populares, organizações sociais, pastorais e entidades em defesa de direitos e da justiça social.

Em Roraima, a concentração será realizada em Boa Vista, na Praça Principal do bairro Cidade Satélite. A mobilização está marcada para as 16 horas, com início do ato às 17 horas. Os participantes são orientados a levar garrafa com água, faixas e bandeiras.

Segundo a coordenadora das Pastorais Sociais da Diocese de Roraima, Rosé Ferreira, o tema deste ano dialoga com diferentes pautas sociais, entre elas o combate à violência contra as mulheres, o déficit habitacional e a defesa da soberania.

“É uma temática em sintonia com as lutas comunitárias, que esta edição vem trazendo como uma forma de combate à violência de gênero e também à questão do déficit habitacional e o complexo cenário geopolítico em defesa da soberania”, disse.

Rosé afirma ainda que a mobilização pretende denunciar casos de feminicídio e outras formas de violência contra as mulheres e convocar a sociedade para se posicionar diante desse cenário.

“A manifestação do sete de setembro reverbera nas lutas, nas dores e nas denúncias contra o feminicídio, contra a violência extrema que ceifa a vida feminina. O Grito dos Excluídos traz isso, traz essa defesa e, este ano, a nossa defesa é pela vida das mulheres. Não queremos nenhuma a menos”, destacou.

O Grito dos Excluídos surgiu em 1994, a partir da 2ª Semana Social Brasileira da CNBB, e realizou sua primeira manifestação nacional em 7 de setembro de 1995. A iniciativa busca transformar a data da Independência em um momento de reflexão, mobilização e reivindicação por direitos.

Catequistas da Diocese de Roraima participam da II Romaria Nacional em Aparecida

Catequistas da Diocese de Roraima participam da II Romaria Nacional em Aparecida

Encontro reuniu cerca de 4,7 mil participantes de diferentes regiões do país entre os dias 28 e 30 de agosto

Catequistas da Diocese de Roraima participam da II Romaria Nacional em Aparecida

Catequistas de diferentes comunidades e missões da Diocese de Roraima participaram da II Romaria Nacional de Catequistas, realizada entre os dias 28 e 30 de agosto, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo. O encontro reuniu cerca de 4,7 mil participantes, entre catequistas, coordenadores de catequese, ministros ordenados, religiosos e religiosas.

Promovida pela Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a romaria teve como tema “Transmitir a fé hoje” e como lema “O que vimos e ouvimos, vos anunciamos” (1Jo 1,3).

Durante três dias, os participantes participaram de momentos de formação, oração, celebração e convivência, com reflexões sobre a identidade e a missão dos catequistas no anúncio do Evangelho.

A Diocese de Roraima esteve representada por catequistas de comunidades de Boa Vista, Bonfim e das missões indígenas Maturuca e Surumu.

Participaram Deolinda, da Missão Maturuca; Dioneide, da Missão Surumu; Vera, da Comunidade Matriz Nossa Senhora do Carmo; Rosimeire, da Comunidade São Francisco; Consolata, da Comunidade Santo André; Fabiane, da Comunidade Santa Rita de Cássia; Vagna, da Comunidade Nossa Senhora Auxiliadora; Gondim, Ana Lúcia, Tânia e Ivânio, da Catedral; e Nara, da Comunidade São Francisco, em Bonfim.

Confira algumas fotos: