Mensagem do Papa Leão XIV para o Dia da Criação impulsiona apelo pela construção da paz e pelo cuidado com a criação

    O Papa Leão XIV publicou sua mensagem para o XI Dia Mundial de Oração pela Criação, que será celebrado no próximo dia 1º de setembro. No texto, o Pontífice relaciona os conflitos armados à crise ambiental e faz um apelo a uma conversão pessoal e coletiva para construir a paz e cuidar da criação.

    Com o título “Transformarão as suas espadas em relhas de arados e as suas lanças em foices (Is 2,4)”, o Pontífice convida a contemplar o dom da vida e a valorizar a terra que a sustenta como uma forma concreta de louvar o Criador.

    Leão XIV adverte em sua mensagem que as atuais crises humanas e ecológicas não podem ser compreendidas separadamente: “Esses fenômenos não estão dissociados; são um único apelo por cura e paz que brota de um mundo ferido”.

    O Papa destaca ainda que os conflitos armados e a degradação ambiental geram ciclos de destruição que afetam os ecossistemas, contaminam recursos essenciais como o ar e a água, reduzem a segurança alimentar e alimentam novas situações de pobreza, desigualdade e conflito.

    “Os danos da guerra e a deterioração da terra estão, portanto, profundamente ligados à condição do coração humano”, afirma Leão XIV.

    O apelo ocorre em um contexto de múltiplas ondas de calor extremo que estão batendo recordes em todo o mundo. A ONU alertou recentemente que “o alarme climático ressoa por toda parte”.

    Recursos para preparar as celebrações de 1º de setembro

    A publicação da mensagem acontece enquanto dioceses, paróquias e comunidades cristãs de todo o mundo começam a preparar as celebrações litúrgicas do Dia da Criação.

    Com esse objetivo, o site DiaCriacao.com reúne recursos litúrgicos e pastorais para facilitar as celebrações do próximo dia 1º de setembro e do fim de semana seguinte.

    Entre os materiais disponíveis estão os textos da nova Missa pelo Cuidado da Criação, com o formulário das orações litúrgicas e as respectivas leituras bíblicas.

    Preparado por organismos episcopais continentais como CELAM e diversas redes eclesiais, o site também oferece recursos pastorais com sugestões para a preparação da celebração, incluindo propostas de cantos, sugestões para homilias, orações dos fiéis e ideias para atividades após a Missa.

    Sacerdotes, responsáveis diocesanos e equipes paroquiais também podem acessar materiais de formação sobre a história do Dia Mundial de Oração, o significado teológico e pastoral da celebração e os aspectos práticos relacionados ao novo formulário e lecionário.

    Os conteúdos estão disponíveis em vários idiomas, entre eles português, espanhol, inglês, italiano e francês.

    Uma nova Missa para celebrar o Dia da Criação

    As celebrações litúrgicas do Dia ganharam um novo impulso depois que Leão XIV promulgou, em 2025, a nova Missa pelo Cuidado da Criação, incorporada ao Missal Romano.

    Ao anunciá-la no ano passado, o Dicastério para o Culto Divino explicou que a Missa havia sido promulgada tendo em vista seu uso no Dia Mundial de Oração pela Criação.

    A nova celebração conta com um conjunto específico de orações e leituras bíblicas relacionadas à criação, tornando possível, pela primeira vez, celebrar o Dia de 1º de setembro com um formulário eucarístico especificamente dedicado a esse tema.

    Após as primeiras celebrações litúrgicas do Dia no ano passado, espera-se que neste ano a participação se amplie ainda mais, com muitas Conferências Episcopais disponibilizando traduções da Missa em novos idiomas.

    A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibilizou o texto da missa em português. Acesse (aqui).

    Uma festa com raízes antigas e caráter ecumênico

    O Dia da Criação é celebrado todos os anos em 1º de setembro e se inspira em uma antiga festa litúrgica da Igreja Oriental, que atribui a essa data o simbolismo do ato criador de Deus. A comemoração da criação do mundo se torna, assim, uma motivação para cuidar do fruto desse ato criador: o mundo criado.

    Em 2015, o Papa Francisco instituiu oficialmente esse Dia para a Igreja Católica, unindo-se assim a uma celebração que já havia sido promovida pela Igreja Ortodoxa e acolhida por muitas outras igrejas cristãs que também celebram essa data como a “Festa da Criação em Cristo” em seus calendários. Em suma, trata-se de “unidade na diversidade”, à medida que celebramos esse dia especial com nossas diversas modalidades litúrgicas.

    O Dia também marca o início do chamado Tempo da Criação, uma celebração ecumênica que se estende até 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis.

    Todos os recursos

    Os textos litúrgicos, materiais pastorais, recursos de formação e orientações práticas para celebrar o Dia da Criação estão disponíveis (aqui).

    A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibilizou o texto da missa em português. Acesse (aqui).

    Fonte: CNBB

    Papa: na liturgia, a música não é decoração, cantar e tocar significa rezar

    (@Vatican Media)

    A música sacra foi o tema da reflexão do Papa Leão XIV na Audiência Geral desta quarta-feira, 19 de agosto, realizada pela terceira semana consecutiva na Basílica de São Pedro. O Santo Padre deu continuidade ao ciclo de catequeses dedicado à Constituição Sacrosanctum Concilium, do Concílio Vaticano II, detendo-se desta vez no sexto capítulo do documento, dedicado à música na liturgia.

    Logo no início, Leão XIV recordou as palavras do Concílio, que define a tradição musical da Igreja como “um tesouro de inestimável valor” e o canto sagrado, quando intimamente unido ao texto, como parte necessária ou integrante da liturgia solene.

    “Cantar é próprio de quem ama”

    Ao aprofundar a função ministerial da música, o Papa ressaltou que ela não é um elemento meramente decorativo, mas faz parte da própria ação litúrgica.

    “A música, de fato, faz parte da ação litúrgica e não é mera decoração da celebração. Na liturgia, cantar e tocar significa rezar, sintonizando o próprio coração com o das irmãs e dos irmãos e com Deus, na participação ativa no mistério celebrado. Em particular, a música expressa a dimensão afetiva da oração, como afirma Santo Agostinho: «Cantare amantis est», ou seja, «cantar é próprio de quem ama». Isto é muito importante, porque ajuda a abrir o coração à ação de Deus na graça e a deixar-se moldar por ela.”

    O canto, prosseguiu Leão XIV, possui uma dimensão comunitária: “através da sinfonia das vozes, contribui para a união dos espíritos, superando as diferenças entre as pessoas e reunindo todos no louvor a Deus. Torna-se assim uma epifania da Igreja, uma manifestação tangível da comunhão que pertence à sua própria natureza.”

    Para além das modas

    A importância teológica do canto sacro, explicou o Pontífice, exige também atenção àquilo que é escolhido para cada celebração: “Para além das modas ou das sensibilidades particulares dos autores, este deve corresponder, a todos os níveis, ao que é mais adequado para o momento celebrativo. A forma, por sua vez, especialmente no seu aspecto melódico, deve ser simultaneamente nobre e simples, de elevada qualidade musical e de fácil execução, sobretudo quando se destina a ser cantada por toda a assembleia.” O mesmo cuidado deve ser dedicado aos textos:

    “O Concílio recomenda que também os textos sejam adequados, profundos e, ao mesmo tempo, de fácil compreensão, inspirados principalmente na Sagrada Escritura, nos livros litúrgicos e na Tradição espiritual da Igreja. É necessário velar por isso, para que se mantenha viva e cresça a dinâmica expressa no antigo princípio «lex orandi lex credendi», ou seja, a lei da oração é também a lei da fé.”

    Participação dos fiéis e silêncio sagrado

    Leão XIV abordou ainda a participação ativa dos fiéis, recordando que ela nasce de uma maior consciência do mistério celebrado e de sua relação com a vida cotidiana. No âmbito da música sacra, a Sacrosanctum Concilium indica um equilíbrio entre as diferentes formas de participação e os momentos de silêncio, e completou: “promovam-se as aclamações dos fiéis, as respostas, a salmodia, as antífonas, os cânticos” e “um silêncio sagrado”.

    O Papa recordou que o Concílio atribui grande valor ao canto gregoriano, sem excluir outros gêneros de música sacra, e dedica especial atenção ao órgão. Outros instrumentos também podem ser utilizados, desde que sejam adequados ao uso sacro, respeitem a dignidade do templo e favoreçam a edificação dos fiéis.

      (@Vatican Media)

    O patrimônio musical e as diferentes culturas

    A catequese abordou também o tema da inculturação. Segundo o Concílio, as tradições musicais dos diferentes povos devem ser levadas em consideração como parte de sua vida religiosa e social, promovendo, quando possível, sua presença também nas escolas e nas celebrações. Leão XIV destacou ainda a missão dos compositores, chamados a preservar o patrimônio musical da Igreja e, ao mesmo tempo, criar novas composições a serviço da liturgia:

    “O compositor de música sacra é chamado a conhecer e a preservar o património musical da Igreja, deixando-se inspirar por ele para dar vida a novas composições ao serviço da liturgia, no respeito pela sensibilidade contemporânea e pelas diversas tradições culturais.”

    Promover uma formação adequada

    O Papa ressaltou ainda a importância de promover a formação e a prática da música sacra nos seminários, noviciados, casas de formação religiosa, institutos e escolas católicas, além de assegurar uma sólida formação litúrgica aos músicos e cantores. Leão XIV encerrou a catequese recordando a importância atribuída pelos Padres da Igreja ao canto litúrgico como símbolo da comunhão eclesial e citando as palavras de Santo Inácio de Antioquia:

    “Vós, um por um, tornai-vos um coro a fim de que, harmoniosos no acorde e assumindo a tonalidade de Deus na unidade, canteis em uníssono por meio de Jesus Cristo ao Pai, para que vos ouça e, pelas boas obras que realizais, reconheça que sois membros do seu Filho.”

      (@Vatican Media)

    Fonte: Por Thulio Fonseca – Vatican News

    Vocação à Vida Consagrada: “Deus nos escolhe antes mesmo de sermos concebidos no ventre da mãe”, disse Irmã Hesed MC.

    Vocação à Vida Consagrada: “Deus nos escolhe antes mesmo de sermos concebidos no ventre da mãe”, disse Irmã Hesed MC.

    Religiosa relata sua experiência na vida consagrada

    Vocação à Vida Consagrada: “Deus nos escolhe antes mesmo de sermos concebidos no ventre da mãe”, disse Irmã Hesed MC.
    Irmã Hesed MC / Foto: Kayla Silva

    Celebrado em agosto, durante o Mês Vocacional, o Dia da Vida Consagrada é dedicado a homens e mulheres que escolheram seguir a Cristo por meio da vida religiosa e de diferentes formas de consagração.

    A vida consagrada reúne diferentes carismas e congregações, com atuação em áreas como evangelização, educação, saúde, assistência social e missões. Em Roraima, religiosas desenvolvem trabalhos voltados ao atendimento de comunidades e pessoas em situação de vulnerabilidade.

    Entre essas experiências está a missão das Missionárias da Caridade, congregação fundada por Santa Teresa de Calcutá. A irmã Hesed está em Roraima há cerca de dois meses e meio e atua na missão de Pacaraima, na região de fronteira com a Venezuela.

    Natural de Fortaleza, no Ceará, a religiosa conta que o desejo de servir aos mais pobres surgiu ainda na infância.

    “É uma graça muito grande de Deus, primeiramente, porque é uma vocação, é um chamado. Desde pequena tinha uma atração muito grande pelos pobres, que já era natural para mim esse desejo de fazer algo pelos pobres, pelas crianças que eu acolhia nas ruas de Fortaleza”, conta a religiosa.

    Quarto voto: aos mais pobres entre os pobres

    A congregação segue os votos de pobreza, castidade e obediência e possui ainda um quarto voto, dedicado ao serviço gratuito aos mais pobres entre os pobres. Esse compromisso representa a doação da própria vida aos mais vulneráveis, por meio do serviço, da solidariedade e do amor àqueles que mais precisam.

    Missão em Roraima

    Depois de experiências missionárias em diferentes locais, a religiosa chegou a Roraima para atuar em uma realidade marcada pela presença de povos indígenas e migrantes.

    “É uma alegria muito grande servir as pessoas da periferia, e vou nessa missão de Pacaraima, que é justamente uma nova realidade para mim, porque é trabalhar com os indígenas, com os migrantes, outra língua. Está sendo muito interessante a missão”, disse Irmã Hesed.

     Da oração ao serviço

    Para a religiosa, a oração e a Eucaristia são parte fundamental da vida consagrada e dão suporte ao trabalho desenvolvido junto às comunidades.

    “A Eucaristia é a nossa força. Nós temos missas diárias, adoração diária, todos os dias. Isso é o que nos fortalece para ver e servir Jesus, que está no mesmo pão da Eucaristia, que está naquele pobre que a gente vai dar o alimento”.

     Escutar o chamado

    Para quem percebe sinais de um possível chamado à vida religiosa, a irmã Hesed orienta a buscar acompanhamento espiritual.

    “Procure um diretor espiritual, um padre para orientá-los. Fica aí o nosso desejo de que vocês acolham a Palavra de Deus no coração e sirvam de todo o coração”, conclui.

    Alargar a tenda: Diocese de Roraima reúne missionários e missionárias em formação

    Alargar a tenda: Diocese de Roraima reúne missionários e missionárias em formação

    Encontro, realizado entre os dias 12 e 14 de agosto, abordou o tema “Alargando a Tenda: a Igreja do Brasil em caminho sinodal”

    Alargar a tenda: Diocese de Roraima reúne missionários e missionárias em formação

    Entre os dias 12 e 14 de agosto, a Diocese de Roraima realizou uma formação para missionários e missionárias. O encontro teve como tema “Alargando a Tenda: a Igreja do Brasil em caminho sinodal” e promoveu momentos de estudo e reflexão sobre a missão da Igreja diante dos desafios pastorais atuais.

    A formação contou com a assessoria do padre Edson Thomassim, da Comissão Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que destacou a importância do cuidado como metodologia pastoral e como dimensão organizativa para fortalecer o trabalho missionário.

    “O momento formativo é muito importante porque ele vai criando sinergia e força dos missionários e das missionárias na diocese para construir um rosto diocesano também”, disse.

    Segundo o assessor, o conceito de “alargar a tenda”, inspirado no livro do profeta Isaías, está relacionado à construção de uma Igreja que acolhe e inclui diferentes realidades.

    “Alargar a tenda é transformar estruturas, ampliando para que todos possam sentir a presença de ser e estar na Igreja”, explicou.

    Outro ponto trabalhado durante a formação foi as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil nas diferentes realidades pastorais. Para o padre Edson, é necessário considerar a diversidade existente no país e buscar caminhos que respondam às necessidades de cada comunidade.

    Formação e cuidado com os missionários

    A religiosa Irmã Maria Madalena, Missionária Serva do Espírito Santo, que já havia atuado na Diocese de Roraima, retornou recentemente à Igreja local. Durante a formação, ela destacou a importância do encontro anual, que contribui para que os agentes desenvolvam a missão de forma mais consciente e integrada.

    “A formação, trabalhando o pessoal de cada missionário, de cada um de nós, é fundamental para que a nossa missão lá nas bases também floresça de uma maneira muito autêntica, coerente e de uma maneira leve”, disse a irmã.

    Diocese de Roraima celebra Missa em honra a São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas

    Diocese de Roraima celebra Missa em honra a São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas

    Celebração reuniu coroinhas e acólitos das paróquias e áreas missionárias da Diocese.  

    Diocese de Roraima celebra Missa em honra a São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas
    Fotos: Kayla Silva

    No último sábado (15), a Diocese de Roraima celebrou uma Missa em honra a São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas e acólitos. A celebração foi realizada na Paróquia São Francisco das Chagas.

    A Missa foi presidida pelo vigário-geral, padre Josimar Lobo. Durante a homilia, o sacerdote destacou o crescimento do número de coroinhas nas paróquias, comunidades e áreas da Diocese e ressaltou a importância do compromisso com o serviço litúrgico.

    “Nos últimos tempos, o número de coroinhas nas paróquias, nas comunidades e nas áreas tem crescido, e isso é bonito. Mas também nos compromete, porque precisamos conhecer, amar, servir, nos envolver e nos empenhar. Porque, com isso, revelamos para as comunidades a beleza da religião”, disse o padre.

    O padre Josimar também destacou que cada coroinha exerce uma função importante na celebração e que todos os serviços contribuem para a vida da comunidade.

    “Cada um, com seu jeito e seu carisma, tem uma função, e todas são importantes. Um quer ficar no missal, outro é da vela, outro da cruz processional. Nenhum carisma pode ser colocado embaixo de uma vasilha; deve ser colocado à vista da comunidade. Nenhum serviço é menos importante do que o outro. Todos somam”, afirmou.

    Papa manifesta proximidade às vítimas do terremoto na Indonésia

    Papa manifesta proximidade às vítimas do terremoto na Indonésia

    O tremor deixou ao menos 54 mortos, provocou um tsunami e mais de 1.600 réplicas.

    Papa manifesta proximidade às vítimas do terremoto na Indonésia

    O Papa Leão XIV manifestou sua proximidade às vítimas do forte terremoto que atingiu, no último sábado, 15 de agosto, a província de Nusa Tenggara Oriental, na Indonésia. Em telegrama enviado nesta segunda-feira (17/08) ao arcebispo de Ende, dom Paulus Budi Kleden, e assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, o Pontífice afirma ter recebido com profunda tristeza a notícia da devastação provocada pelo desastre.

    Leão XIV assegura sua “solidariedade espiritual e proximidade àqueles que sofrem os efeitos persistentes desta catástrofe, particularmente aos numerosos deslocados e feridos”. O Papa também encoraja as autoridades eclesiais e civis que continuam prestando assistência humanitária às populações atingidas e reza pelos profissionais envolvidos nas operações de emergência e resgate. Ao confiar os mortos “à amorosa misericórdia de Deus Todo-Poderoso”, o Santo Padre invoca sobre todos os atingidos “as bênçãos divinas de consolação e força”.

    Sobe para 54 o número de falecidos 

    O balanço mais recente da Agência Nacional de Gestão de Desastres da Indonésia (BNPB) elevou para 54 o número de mortos em consequência do terremoto. As equipes de emergência permanecem mobilizadas nas áreas atingidas, enquanto prosseguem as operações de busca, assistência à população e levantamento dos danos.

    O terremoto de magnitude 7,7 atingiu a região de Flores, na província de Nusa Tenggara Oriental, na manhã de sábado. Segundo a Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia (BMKG), o epicentro foi localizado no mar, a cerca de 30 quilômetros a nordeste de Nagekeo, a uma profundidade de 15 quilômetros. O tremor foi classificado como superficial e relacionado à atividade tectônica na região de Flores. O abalo também provocou um tsunami. Alterações no nível do mar foram registradas em diferentes pontos da região, com ondas que chegaram a cerca de 1,6 metro em Pota, na regência de Manggarai Oriental. O alerta de tsunami emitido após o terremoto foi posteriormente encerrado pelas autoridades.

    Mais de 1.600 tremores secundários

    A atividade sísmica continua intensa na região. De acordo com a BMKG, até a manhã desta segunda-feira, 17 de agosto, já haviam sido registrados 1.624 tremores secundários, com magnitudes entre 1,3 e 6,2. Entre eles, 23 tiveram magnitude superior a 5 e 59 foram sentidos pela população.

    As autoridades indonésias continuam prestando assistência aos moradores das áreas afetadas e pedem à população que permaneça atenta diante da possibilidade de novos tremores, evitando entrar em edifícios que apresentem danos ou cuja segurança ainda não tenha sido verificada.

     FONTE/CRÉDITOS: Thulio Fonseca – Vatican News

    Renovação Carismática Católica realiza Arraiá Festa do Céu neste sábado em Boa Vista

    Renovação Carismática Católica realiza Arraiá Festa do Céu neste sábado em Boa Vista

    Evento terá comidas típicas, bingo, apresentações musicais e premiações de até oito mil reais

    Renovação Carismática Católica realiza Arraiá Festa do Céu neste sábado em Boa Vista
    Foto: Ministério de Comunicação RCC

    A Renovação Carismática Católica (RCC) realiza neste sábado, 15, o Arraiá Festa do Céu. O evento será realizado na Igreja Menino Jesus, no bairro Mecejana, a partir das 19h.

    A programação terá comidas típicas, bingo e premiações. O evento também contará com uma apresentação do Ministério de Música e Artes da RCC, com músicas tradicionais de festa junina e canções católicas em ritmo de arraial.

    Foto: Ministério de Comunicação RCC

    Segundo o coordenador da RCC, Cláudio Mourão, a proposta é reunir os integrantes dos grupos de oração e também receber o público em geral.

    “A proposta é nos reunirmos enquanto família carismática, mas também é um encontro aberto para qualquer pessoa participar. O arraiá é, acima de tudo, um ambiente de fraternidade, onde os irmãos dos grupos de oração das comunidades também se reúnem para se alegrar na presença de Deus e dos irmãos”, disse.

    A programação também tem caráter beneficente. A arrecadação será destinada ao projeto de evangelização da Renovação Carismática Católica ao longo de 2026 e 2027. 

    Santa Dulce dos Pobres: uma vida dedicada a amar e servir

    Santa Dulce dos Pobres: uma vida dedicada a amar e servir

    Conhecida como o “Anjo Bom da Bahia”, religiosa brasileira dedicou sua vida ao cuidado de pessoas pobres e enfermas.

    Santa Dulce dos Pobres: uma vida dedicada a amar e servir

    A Igreja Católica recorda hoje Santa Dulce Lopes Pontes, também chamada de “Anjo bom da Bahia”, a “Irmã Dulce dos pobres”.

    Maria Rita nasceu em 26 de maio de 1914, na freguesia de Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, Bahia, segunda filha do cirurgião dentista Augusto Lopes Pontes, professor de Odontologia, e Dona Dulce Maria de Souza. Foi batizada com o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes.

    A menina era muito alegre, adorava brincar de boneca, empinar arraia e tinha especial predileção pelo futebol. De fato, era torcedora do Esporte Clube Ypiranga, time da classe operária e excluídos da sociedade.

    Em 1921, aos sete anos, ficou órfã de sua mãe, falecida com apenas 26 anos de idade. No ano seguinte, junto com seus irmãos, Augusto e Dulcinha, fez a Primeira Comunhão na igreja de Santo Antônio Além do Carmo.

    Aos 13 anos, graças à influência da sua família e ao seu senso de justiça, a jovenzinha passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando-a em um pequeno “centro de atendimento”, que ficou conhecido como “Portaria de São Francisco”. Na época, ao visitar com sua tia, a periferia da cidade, bairros onde moravam os pobres e excluídos, Maria Rita começou a manifestar, pela primeira vez, o desejo de dedicar-se à vida religiosa.

    Irmã Dulce e suas numerosas atividades

    Em 8 de fevereiro de 1933, após sua formatura em Magistério, Maria Rita entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em São Cristóvão, Sergipe, onde recebeu o hábito religioso, mudando seu nome para Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.

    A primeira missão de Irmã Dulce como religiosa foi ensinar em um colégio, mantido pela sua Congregação, no bairro da Massaranduba, Cidade Baixa de Salvador. Mas, seu pensamento estava sempre voltado para o trabalho com os pobres.

    Em 1935, começou a dar assistência à comunidade pobre de Alagados, conjunto de palafitas no bairro de Itapagipe, onde moravam numerosos trabalhadores. Ali, deu início a um posto médico, que, em 1936, se tornou “União Operária São Francisco”, a primeira organização católica do estado, que, depois, se transformou em “Círculo Operário da Bahia”, fundado em 1937, com Frei Hildebrando Kruthaup. Dois anos depois, Irmã Dulce inaugurou o “Colégio Santo Antônio”, uma escola pública para operários e seus filhos, no bairro da Massaranduba.

    Relíquias da “Madre Teresa do Brasil”

    A causa da Canonização de Irmã Dulce teve início em janeiro de 2000. Seus restos mortais, que, desde 1992 – ano de seu falecimento – jaziam na igreja da Conceição da Praia, foram transladados para a Capela do Convento Santo Antônio, sede das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), em Salvador.

    A Congregação das Causa dos Santos, após a Positio, documento canônico sobre os dados biográficos, virtudes e testemunhos do processo de canonização, definiu a santa “Madre Teresa do Brasil” como a “Madre Teresa de Calcutá”, “conforto para os pobres e exame de consciência para os ricos”.

    No dia 9 de junho de 2010, deu-se a exumação e translado das relíquias da Irmã Dulce para a Capela definitiva, na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, hoje, Santuário Santa Dulce dos Pobres, situado ao lado da sede da OSID (Obras Sociais Irmã Dulce), lugar onde a santa havia fundado o Círculo Operário da Bahia, na década de 40. Ali, se encontra o túmulo da Mãe dos Pobres, lugar de devoção e fé.

    Em setembro de 2019, por ocasião da sua Canonização, presidida pelo Papa Francisco, o local foi reformado, ganhando um túmulo de vidro com uma efígie, em tamanho real, da Santa Dulce dos Pobres.

    Obras sociais “Irmã Dulce”.

    Maria Rita Pontes, sobrinha da Irmã Dulce, escreveu uma biografia sobre sua tia, na qual destaca os exemplos de bondade, caridade e amor ao próximo da “Mãe dos Pobres”.

    IRMÃ DULCE COMPARADA COM “MADRE TERESA”

    (Congregação das Causas dos Santos)

     FONTE/CRÉDITOS: Vatican News

    Terremoto na Colômbia

    Leão XIV: “profunda dor” e oração pelas vítimas do terremoto na Colômbia

    O Papa expressa suas condolências a todas as pessoas atingidas pelo terremoto no país sul-americano. Em um telegrama assinado pelo Secretário de Estado, cardeal Parolin, o Pontífice assegura suas orações em sufrágio pelos falecidos e manifesta sua gratidão a todos os socorristas, invocando sobre o povo colombiano o dom da “esperança cristã”.

    Terremoto na Colômbia

    O Papa Leão XIV manifestou sua profunda tristeza pelas vítimas do forte terremoto que atingiu várias regiões da Colômbia, deixando mortos, feridos e graves danos materiais.

    Em telegrama assinado pelo cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, e enviado ao presidente da Conferência Episcopal Colombiana, dom Francisco Javier Múnera Correa, o Santo Padre assegurou suas orações e sua proximidade à população atingida:

    “O Santo Padre, profundamente consternado ao tomar conhecimento da dolorosa notícia do terremoto que afetou gravemente várias regiões da Colômbia, causando vítimas e numerosos feridos, bem como graves danos materiais, inclusive em muitas igrejas, oferece sufrágios pelo descanso eterno dos falecidos e eleva ao Senhor suas orações pela pronta recuperação das pessoas atingidas por esta tragédia.

    Do mesmo modo, pede a Vossa Excelência que transmita as sentidas condolências de Sua Santidade Leão XIV aos familiares que, nesta hora de profunda dor, choram a perda de seus entes queridos. Igualmente, assegura sua proximidade espiritual e manifesta sua gratidão a todos aqueles que, com generosa dedicação, trabalham nas operações de busca, socorro e assistência às vítimas.

    A catedral de Manizales foi danificada pelo terremoto que atingiu a Colômbia.

    A catedral de Manizales foi danificada pelo terremoto que atingiu a Colômbia.   (ANSA)

    Ao mesmo tempo, por intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, pede ao Senhor que derrame sobre o querido povo colombiano os dons da fortaleza espiritual e da esperança cristã; e lhes concede, de coração, a Bênção Apostólica.”

    O terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia na segunda-feira, 10 de agosto, com epicentro na região de San José del Palmar, no departamento de Chocó. Segundo os balanços mais recentes divulgados nesta terça-feira, ao menos 132 pessoas morreram, enquanto outras centenas ficaram feridas.

    Mais de 1.600 edifícios foram danificados ou destruídos, e as operações de busca e resgate continuam em diferentes regiões do país, especialmente em cidades como Cali, Pereira, Quibdó e Manizales. As autoridades colombianas declararam estado de emergência nacional diante da dimensão da tragédia.

    Vatican News

    Dia de São Lourenço: conheça a missão dos diáconos permanentes

    Dia de São Lourenço: conheça a missão dos diáconos permanentes

    Em Roraima, 19 homens participam atualmente da formação para o diaconato permanente; Diocese já ordenou três diáconos.

    Dia de São Lourenço: conheça a missão dos diáconos permanentes

    A Igreja Católica celebra nesta segunda-feira (10) o Dia de São Lourenço, diácono e mártir. A data também é marcada pela lembrança do ministério dos diáconos permanentes, cuja atuação está ligada ao serviço à Igreja e às comunidades.

    O diaconato é o primeiro dos três graus do Sacramento da Ordem, ao lado do presbiterado e do episcopado. Entre as atribuições do diácono estão o anúncio da Palavra, o serviço à liturgia e ações de caridade.

    Na Diocese de Roraima, a formação de novos diáconos acontece por meio da Escola Diaconal. Atualmente, 19 homens casados participam do processo de formação, acompanhados pelas esposas. Segundo Vivaldo Filho, integrante da Escola Diaconal e ecônomo da Diocese, a formação segue as Diretrizes para o Diaconato Permanente da Igreja no Brasil, documento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

    Ao explicar a missão do diácono, ele cita o número 39 do documento, que afirma que “a missão do diácono está ligada ao Cristo Servo” e que o ministério evidencia a dimensão do serviço para todo o povo de Deus.

    Diaconato em Roraima

    A Diocese de Roraima já ordenou três diáconos permanentes. Antônio de Castro foi ordenado em 1992; Augusto Barbosa, em 1995 (in memoriam); e Alberto Martínez, em 2015.

    O ministério do diácono não se restringe às celebrações. A atuação também envolve o serviço às comunidades, à família e à sociedade.

    A própria veste litúrgica do diácono remete a essa missão. A estola, utilizada pelo ministro, recorda a toalha usada por Jesus no episódio do lava-pés, gesto associado ao serviço.

    “Sua veste característica é a estola, que lembra a toalha do lava-pés, gesto da atitude diaconal de Cristo”, disse Vivaldo Filho.