Faculdade Católica do Amazonas inicia curso de Realidade Amazônica em Manaus

A Faculdade Católica do Amazonas, em parceria com o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), iniciou o Curso de Extensão Universitária ‘Realidade Amazônica’, no Centro de Formação Maromba, em Manaus. Entre os dias 20 e 30 de julho, os 21 participantes, vindos da Etiópia, Itália, Camarões, Quênia e outras regiões do Brasil, terão a oportunidade de refletir o serviço missionário no chão amazônico.

Fé antecede sinais

Na missa de abertura, Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus e reitor da Faculdade Católica, recordou que a Amazônia é o lugar do amor de Deus. Ele enfatizou que “a fé antecede os sinais”, e, por isso, “nós não precisamos de provas reais, concretas, empíricas para afirmar a presença de Deus no meio de nós”, Ele se revela.

 O bispo insistiu que a fé implica adesão e abertura para Deus que se revela na realidade de cada ser humano. Reconhecer essa revelação de Deus “implica querer aprender” e se dispor “a escutar e a caminhar juntos”, o caminho sinodal. Durante os 10 dias de formação, os inscritos participaram de atividades de conhecimento teórico e vivência pastoral nas comunidades da Arquidiocese de Manaus.

“Nessa beleza de Deus. Deus faz com que tudo possibilite o diálogo, quando existe vontade de amar e de servir. Não tem nada que não possa, de fato, ser transformado. Quando há a intenção de semear, de se doar, de poder aprender e de poder também se realizar por aqui”, afirmou Dom Joaquim Hudson.

Durante sua homilia, Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus, reforça a necessidade de servir as melhor as pessoas. Capela do Centro de Formação Maromba, Manaus, 2026.

Metodologia participativa

A metodologia sinodal, decolonial e intercultural busca configurar os agentes de pastoral nas comunidades eclesiais e serviços pastorais na Região Amazônica. Assim, colaborar para padres, diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas, participantes do curso sejam capazes de promover propostas concretas de ação libertadora e encarnada na realidade em que estão inseridos.

De acordo com a organização do curso, a exepectitiva é possibilitar uma imersão em informações sistematizadas no território, nas histórias e temáticas contemporâneas da realidade amazônica. Adotando uma reflexão sobre as questões pastorais emergentes para compreender a missão da Igreja, como “amazonizar” a teologia e as práticas missionárias. Além de atividades de campo nas periferias e comunidades ribeirinhas da Arquidiocese de Manaus.

Módulo ‘Inculturação Interculturalidade’ com o professor Dr Bruno Miranda, Auditório do Centro de Formação Maromba. Manaus, 2026.

Conhecimentos teóricos

Entre os conhecimentos teóricos oferecidos, está uma análise de conjuntura da realidade socioambiental, político-econômica, cultural e eclesial da Amazônia. Essa perspectiva inclui o estudo de ‘Cidades na Amazônia‘, com a professora Ma. Deusa Costa. Também uma abordagem sobre a ‘História da Igreja na Amazônia‘, com a professora Dra. Elisângela Maciel e ‘Comunidades Amazônicas‘, ministrada pela Ma. Núbia Gonzaga e Me. Franco Lindemberg.

Nos horizontes geográficos e movimentos sociais na Amazônia, os inscritos aprenderão sobre a ‘Realidade Política e Socioambiental’ com a professora Dra. Socorros Chaves, e ‘Territorialidade, Bioma e Recursos na Amazônia’, ministrada pela professora Dra. Neila Picanço. No que diz respeito a História, cultura e sociedade serão abordadas as ‘Tradições Religiosas da Amazônia: Indígena e Afro’ e ‘Inculturação Interculturalidade’ com o professor Dr. Bruno Miranda.

Ainda nesse eixo, os participantes trabalharam os ‘Aspectos Sociopsicológicos‘ com Ir. Maria Couto e a ‘Igreja Ministerial Amazônica’, com a professora Dra. Andreza Weil. Outro eixo de estudo é a Espiritualidade e vozes da Amazônia, que abordará a ‘Ecologia Integral e Laudato Si’, com o professor Dr. Rodrigo Fadul. ‘Sínodo para a Amazônia e Sinodalidade’ com o professor Dr. Pe. Ricardo Castro e o Manual Proteção de Crianças e Adolescentes e Adultos Vulneráveis (CNBB Norte 1), com a Ir. Roselei Bertoldo.

Grupo dos participantes do curso, professores e membros da Faculdade Católica do Amazonas no final do 1º módulo teórico.

Texto e fotos: Emmanuel Grieco

Comunhão, discernimento e missão digital marcam conferência da Comissão para a Comunicação

Em diálogo com mais de 1.500 agentes da Pastoral da Comunicação reunidos em Aparecida, Dom Valdir José de Castro, Dom Edilson Soares Nobre e Dom Amilton Manoel da Silva refletiram sobre a dimensão humana da comunicação, a missão evangelizadora da Igreja e os desafios do ambiente digital. Mais de 1.500 agentes da.

Em diálogo com mais de 1.500 agentes da Pastoral da Comunicação reunidos em Aparecida, Dom Valdir José de Castro, Dom Edilson Soares Nobre e Dom Amilton Manoel da Silva refletiram sobre a dimensão humana da comunicação, a missão evangelizadora da Igreja e os desafios do ambiente digital.

Mais de 1.500 agentes da Pastoral da Comunicação (Pascom), representantes dos 19 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), participam, entre os dias 24 e 26 de julho, do 9º Encontro Nacional da Pascom, realizado no Santuário Nacional de Aparecida. Com o tema “Evangelização em Movimento: a dimensão pastoral da comunicação”, o encontro promove dias de formação, espiritualidade e partilha de experiências, convidando os comunicadores a aprofundarem sua identidade missionária e a refletirem sobre os desafios e as possibilidades da evangelização em um mundo cada vez mais conectado.

Na noite de sexta-feira, 24 de julho, a segunda conferência do encontro reuniu os três bispos que integram a Comissão Episcopal para a Comunicação Social da CNBB: Dom Valdir José de Castro, bispo da Diocese de Campo Limpo e presidente da Comissão; Dom Edilson Soares Nobre, bispo da Diocese de Guarabira (PB); e Dom Amilton Manoel da Silva, bispo da Diocese de Guarapuava (PR). Em um diálogo marcado pela complementaridade das reflexões, os bispos abordaram os desafios e as perspectivas da comunicação evangelizadora, conduzindo os participantes a uma profunda reflexão sobre a missão da Pascom na Igreja e na sociedade contemporânea.

Abrindo a conferência, Dom Valdir José de Castro conduziu a reflexão para a dimensão mais essencial da comunicação: a pessoa humana. Para o bispo, antes de qualquer técnica ou ferramenta tecnológica, comunicar é um ato profundamente humano.

Ao apresentar Jesus Cristo como o comunicador por excelência, Dom Valdir destacou que sua comunicação ia muito além das palavras. Ela acontecia por meio dos gestos, do olhar, da escuta, da proximidade e da compaixão. Inspirado pelas mensagens do Papa Francisco sobre a comunicação, reforçou que o comunicador cristão é chamado a “ir e ver” a realidade, aproximar-se das pessoas, escutá-las com o “ouvido do coração” e estabelecer um diálogo marcado pela cordialidade e pela verdade.

Outro ponto central de sua conferência foi o convite à vivência da comunhão. Segundo ele, a unidade na Igreja não significa uniformidade de pensamentos, mas a capacidade de caminhar juntos mesmo diante das diferenças. Para Dom Valdir, comunicar também é construir pontes e favorecer uma cultura do encontro, onde o diálogo prevalece sobre as divisões.

Na sequência, Dom Edilson Soares Nobre conduziu os participantes por um percurso histórico da comunicação eclesial no Brasil. Recordou que comunicar o Evangelho sempre fez parte da missão da Igreja e citou o trabalho dos primeiros missionários, especialmente o padre José de Anchieta, co-padroeiro do Brasil, que elaborou gramáticas e aprendeu as línguas indígenas para anunciar a Boa Nova de forma compreensível aos povos originários.

O bispo também recordou a evolução dos meios de comunicação católicos ao longo das décadas, passando pelo surgimento das editoras, jornais e emissoras de rádio, até chegar aos atuais desafios da comunicação digital.

Mais do que revisitar a história, Dom Edilson lançou um apelo aos agentes da Pascom: que a pastoral não se limite à cobertura de celebrações e eventos. Segundo ele, a comunicação da Igreja deve revelar seu “rosto samaritano”, tornando visível a presença junto aos pobres, aos que sofrem, aos marginalizados e a todos aqueles que vivem situações de dor e angústia. Para isso, ressaltou que espiritualidade e compromisso social caminham juntos.

O bispo também chamou atenção para a necessidade do discernimento diante do grande volume de informações produzido diariamente pelos meios de comunicação. Em sua avaliação, a missão da Igreja não é simplesmente reproduzir discursos, mas contribuir para a formação de uma opinião pública crítica, iluminada pelo Evangelho e pela doutrina da Igreja.

Encerrando a conferência, Dom Amilton Manoel da Silva voltou o olhar para aquele que definiu como um dos maiores desafios missionários da atualidade: o continente digital.

Ao afirmar que “a comunicação é missão e a missão é comunicação”, o bispo recordou que a iniciativa missionária nasce do próprio Deus, a Missio Dei, e que a Igreja, por sua própria natureza, existe para evangelizar.

No ambiente digital, explicou, é preciso evitar dois extremos: a demonização das redes sociais e a sua idealização. Para Dom Amilton, a presença da Igreja nas plataformas digitais deve ser equilibrada, ética e profundamente comprometida com a promoção da vida e da comunhão.

Como síntese de sua reflexão, apresentou um decálogo para a missão digital, destacando princípios como não ter medo da tecnologia, reconhecer que nenhuma máquina substitui a riqueza das relações humanas e compreender que comunicar significa, antes de tudo, compartilhar a vida e não apenas transmitir informações. Também alertou para o risco do autorreferencialismo e reforçou a importância de que toda ação comunicativa esteja em sintonia com o bispo e com a comunidade eclesial local.

Ao final da conferência, os participantes puderam dirigir perguntas aos três bispos e também ao prefeito do Dicastério para a Comunicação da Santa Sé, o jornalista Paolo Ruffini, que havia realizado a conferência de abertura do encontro. O diálogo ampliou ainda mais as reflexões sobre os desafios da evangelização em uma sociedade marcada pelas rápidas transformações culturais e tecnológicas.

Mais do que apresentar conceitos, a conferência evidenciou que a comunicação na Igreja nasce do encontro, da escuta e da missão. Em diferentes perspectivas, humana, histórica e missionária, os três bispos convergiram em um mesmo ponto: comunicar o Evangelho exige muito mais do que dominar ferramentas; requer testemunho, discernimento, comunhão e um coração capaz de se deixar tocar pela realidade do outro.

Assim, o 9º Encontro Nacional da Pascom reafirma sua vocação de fortalecer uma rede de comunicadores comprometidos com uma Igreja em saída, preparada para anunciar a Boa Nova com criatividade, competência e, sobretudo, humanidade. Entre conferências, oficinas e momentos de espiritualidade, Aparecida segue sendo o lugar onde a comunicação se encontra com a missão e onde evangelizar continua sendo, acima de tudo, um ato de proximidade.

Por: Andrea Rodrigues dos Santos – Diocese de Campo Limpo/SP

Fotos: Leonardo Mayer, Pe. Renan Dantas e Maurício Aoki

Dom Evaristo Spengler participa da 22ª Assembleia Geral Diocesana e fortalece laços missionários entre São Mateus e Roraima

A 22ª Assembleia Geral Diocesana de Pastoral conta com a presença de Dom Evaristo Spengler Pascoal Spengler, bispo da Diocese de Roraima, que visita a Diocese de São Mateus para um momento de partilha, comunhão e fortalecimento da missão da Igreja.

Durante a Assembleia, Dom Evaristo apresentou aos participantes a realidade pastoral, social e missionária da Diocese de Roraima, destacando os desafios e as esperanças vividos pela Igreja na região amazônica. A partilha proporcionou aos representantes das paróquias da Diocese de São Mateus um maior conhecimento da caminhada evangelizadora daquela Igreja Particular, despertando o espírito missionário e a solidariedade entre as comunidades.

Ao acolher o bispo visitante, Dom Paulo Bosi Dal’Bó ressaltou que a Assembleia vive um momento especial ao ampliar o horizonte missionário da Diocese. Segundo ele, a aproximação com Roraima representa um novo passo no projeto de cooperação entre Igrejas, que já contempla comunidades e paróquias irmãs e agora avança para a possibilidade de uma parceria entre dioceses. Dom Paulo também convidou toda a Diocese a rezar pelo êxito da Assembleia e pela missão evangelizadora desenvolvida pela Igreja de Roraima.

Em sua fala, Dom Evaristo agradeceu a acolhida fraterna e destacou que a Diocese de Roraima, embora possua mais de 300 anos de evangelização, continua sendo uma Igreja jovem em sua ação missionária. O bispo explicou que a Diocese conta com poucos padres diocesanos e que sua missão é fortalecida pela presença da vida religiosa e pela cooperação de dioceses irmãs.

Ao dirigir-se aos participantes da Assembleia, Dom Evaristo manifestou o desejo de estreitar os laços entre as duas Igrejas Locais, convidando Dom Paulo, os presbíteros e os fiéis de São Mateus a conhecerem a realidade missionária de Roraima. “Queremos fortalecer essa caminhada com a Diocese de São Mateus”, afirmou, pedindo ainda as orações de toda a comunidade por sua missão na Amazônia.

A presença de Dom Evaristo marca um importante passo no diálogo entre as dioceses de São Mateus e Roraima, que iniciam um processo de discernimento sobre a possibilidade de estabelecer um vínculo de Dioceses Irmãs. A iniciativa busca fortalecer a comunhão eclesial por meio da cooperação missionária, da troca de experiências pastorais e do compromisso comum com a evangelização.

Mais do que uma visita fraterna, o encontro reafirma que a missão da Igreja ultrapassa fronteiras geográficas, unindo comunidades em torno do anúncio do Evangelho e fortalecendo uma Igreja cada vez mais sinodal, missionária e solidária.

Serviço de Animação Vocacional promove retiro para jovens neste domingo em Boa Vista

Serviço de Animação Vocacional promove retiro para jovens neste domingo em Boa Vista

Encontro será realizado na Casa da Caridade e terá momentos de oração, reflexão, convivência e discernimento.

Serviço de Animação Vocacional promove retiro para jovens neste domingo em Boa Vista
Foto: Lauany Gonçalves

O Serviço de Animação Vocacional da Diocese de Roraima promove, neste domingo, dia 26 de julho, um retiro vocacional para Jovens. O encontro será realizado das 8h às 17h, na Casa da Caridade, localizada na Rua Floriano Peixoto, número 402, no Centro de Boa Vista.

A programação é voltada para jovens que desejam refletir sobre o propósito da vida, ouvir o chamado de Deus e discernir os caminhos da própria vocação. Segundo a organização, o retiro não é destinado apenas a quem pensa em seguir a vida religiosa, mas a todos os jovens que desejam refletir sobre o próprio caminho e as escolhas para a vida.

A Irmã Antônia Storti, integrante do Serviço de Animação Vocacional, explica que a vocação está presente em diferentes momentos da vida e também pode ser percebida nas pequenas ações e no serviço ao próximo.

“A vocação é um chamado. E o chamado, na nossa vida, é presente em todas as pessoas. Então, se a gente entende qual é o chamado, o simples chamado do dia a dia, por exemplo, em uma comunidade, eu me sinto chamada a fazer a catequista, já estou respondendo a um chamado de Deus. Me sinto chamada a fazer o papel de coordenadora. Me sinto chamada a ir limpar a igreja. É um chamado, é se colocar a serviço.”

Para a religiosa, a vocação também pode estar relacionada à forma como cada pessoa exerce sua profissão e se coloca a serviço dos outros.

“A vocação é responder a um chamado pelo bem do outro. Se a gente entende, escuta a palavra de Deus, reconhece a palavra de Deus, a voz de Deus dentro de nós, nas pequenas coisas, depois podemos também reconhecer maiormente as palavras de Deus quando Ele nos chama para algo mais importante, que é a escolha definitiva da nossa vida.”

A programação inclui momentos de acolhida, oração, reflexão pessoal, atividades em grupo, adoração e lazer. Também haverá a celebração da Santa Missa, às 11h15, na igreja matriz.

A integrante do Serviço de Animação Vocacional, Nara Carvalho, reforça que o retiro é voltado para o discernimento da vida e não apenas para aqueles que pensam em seguir a vida religiosa.

“É o discernimento de vida. É o discernimento para a vida. A verdade é que o leigo, hoje, dentro das comunidades, ele tem grande força. Então, nós sempre buscamos fazer com que eles compreendam que não é só a vida religiosa. Tem o matrimonial, tem o leigo dentro da Igreja, que é fundamental.”

A taxa de participação é simbólica de R$ 10 e inclui almoço e lanche. Os participantes devem levar a Bíblia e também são orientados a levar uma garrafinha ou copo reutilizável.

As inscrições podem ser feitas por meio do formulário divulgado pela organização. Quem ainda tiver dúvidas pode entrar em contato com a Irmã Antônia pelo telefone (95) 98109-9164.

31º Festejo da Comunidade Sant’Ana tem noite carismática nesta sexta-feira e arraial no sábado

31º Festejo da Comunidade Sant’Ana tem noite carismática nesta sexta-feira e arraial no sábado

Programação em honra à padroeira segue até domingo, com momentos de oração, confraternização, procissão e missa.

31º Festejo da Comunidade Sant’Ana tem noite carismática nesta sexta-feira e arraial no sábado
Foto: Pascom Sant’ana

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A Comunidade Sant’Ana, da Área Missionária São Raimundo Nonato, realiza nesta semana o 31º Festejo em honra à padroeira Sant’Ana. Com o tema “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho” (Mc 16,15), a programação reúne momentos de fé, oração, alegria e confraternização entre as famílias da comunidade.

Nesta sexta-feira (24), a programação segue com a Noite Carismática, a partir das 19h15, conforme a programação oficial divulgada pela comunidade. O momento será marcado por louvor e espiritualidade.

Em entrevista ao programa Manhã Viva, da 107,9 FM, a integrante da Pastoral da Liturgia, da Pastoral Familiar e serva do Grupo de Oração Fogo Santo, Sueli Félix, falou sobre a importância do festejo para a comunidade.

“Esse momento representa para a comunidade vivência de fé e compromisso com o Reino de Deus que segue vivo no meio de nós. A cada festejo, a gente também faz memória e recorda as sementes que foram lançadas lá atrás, em 1995, por Dona Bertolina e por tantas mulheres corajosas que começaram essa história”, afirmou.

Segundo Sueli, ao longo de mais de três décadas, a comunidade foi crescendo e mantendo vivas as sementes lançadas pelas primeiras integrantes.

Arraial da Comunidade 

O tradicional arraial será realizado neste sábado (25), a partir das 19h, na sede da comunidade, localizada na Rua Raimundo Rodrigues Coelho, nº 600, bairro Silvio Botelho.

A programação terá comidas típicas, pescaria, pula-pula, apresentações de quadrilhas, música ao vivo e o tradicional bingo da comunidade.

Entre as apresentações estão a Quadrilha da Santaninha e a quadrilha do GEPAC – Geração Esperança para a Comunidade, ligada à Pastoral da Juventude.

O tradicional bingo também já está sendo vendido pela comunidade. Por R$ 10, os participantes concorrem a quatro premiações:

  • 1º prêmio: R$ 500;
  • 2º prêmio: R$ 500;
  • 3º prêmio: R$ 1.000;
  • 4º prêmio: R$ 2.000.

De acordo com a programação informada na entrevista, o bingo será realizado durante o arraial, com início previsto para as 20h.

Programação até domingo

O encerramento do festejo será no domingo (26), dia dedicado à padroeira Sant’Ana. A programação começa às 16h, com a procissão, seguida pela Missa Solene, às 17h.

Sueli Félix reforçou o convite para que os fiéis participem da programação e aproveitem o momento para fortalecer os encontros presenciais e a convivência comunitária.

“Nós estamos vivendo muito tempo de conexão virtual. E eu acredito que as nossas comunidades, quando fazem esses festejos, nos proporcionam uma conexão presencial. A gente precisa ter o olho no olho, aquele abraço gostoso. Então, meu irmão, minha irmã, faça esse esforço: saia de casa, deixe um pouco a série de lado, saia do sofá e venha se conectar de forma presencial no Arraial de Santana. Convida toda a família, os amigos e os vizinhos”, convidou.

A programação do 31º Festejo da Comunidade Sant’Ana é aberta ao público.

CNBB apresenta Campanha da Fraternidade 2027 com foco no cuidado e proteção das crianças

Nova edição terá como tema “Fraternidade e o Cuidado das Crianças” e traz identidade visual, oração e hino voltados à valorização da infância.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta a identidade visual, a letra do hino e a oração da Campanha da Fraternidade 2027, que terá como tema “Fraternidade e o Cuidado das Crianças” e como lema “Quem recebe uma criança em meu nome, a mim recebe” (Mt 18,5).

A Campanha tem como objetivo geral promover um caminho de conversão cristã para a corresponsabilidade no cuidado das crianças, reconhecendo, à luz do Reino de Deus, a infância como tempo sagrado de desenvolvimento integral, em um ambiente de relações seguras, marcadas pelo amor e pelo respeito.

Segundo o secretário-executivo de Campanhas da CNBB, padre Jean Poul Hansen, a principal intenção da CF 2027 é fazer com que a reflexão sobre o cuidado e a proteção das crianças alcance as diferentes realidades e comunidades da Igreja no Brasil:

“A principal intuição, o principal desejo da Campanha da Fraternidade de 2027 é fazer chegar às nossas comunidades mais distantes e aos grupos de coroinhas, de catequese, de Infância e Adolescência Missionária e às diversas pastorais e movimentos das nossas comunidades a consciência de que precisamos promover uma cultura do cuidado e da proteção das crianças e, com elas, também dos adolescentes e adultos vulneráveis”, afirma.

A proposta da CF 2027 busca colocar no centro da reflexão o cuidado, a proteção, os direitos, a inclusão, a família e o desenvolvimento integral das crianças. Ao mesmo tempo, chama a atenção para realidades que ameaçam a infância, como situações de exploração, tráfico, abusos, violações, omissões e marginalização.

Para o secretário-executivo, a temática ultrapassa as fronteiras do Brasil e dialoga com desafios enfrentados em diferentes partes do mundo:

“Essa é uma pauta relevante não apenas para o nosso Brasil, mas para o mundo. Era uma preocupação do Papa Francisco a situação das crianças no mundo. As guerras, os refugiados e tantas outras situações de abandono, descuido e abuso das nossas crianças tornam esse tema muito relevante e necessário para a nossa conversão pessoal, comunitária e social”, destaca padre Jean Poul.

Uma identidade visual em movimento

A identidade visual da Campanha da Fraternidade 2027 foi concebida como um sistema adaptável, escalável e dinâmico, capaz de assumir diferentes configurações e aplicações em cartazes, materiais impressos, livros, vídeos, redes sociais, sites, camisetas, outdoors, telões e outros formatos de comunicação.

Segundo o autor da identidade visual, Francenilton Klava, da Assessoria de Comunicação da CNBB, a proposta foi pensada desde o início como um sistema visual, e não apenas como um cartaz:

“A Campanha da Fraternidade alcança diferentes contextos e mídias, por isso era importante que a linguagem fosse flexível e se adaptasse a diversos formatos. Além disso, os elementos visuais foram criados para estimular a interação, permitindo que crianças, escolas e comunidades também possam se apropriar dessa identidade de forma criativa”, explica.

A composição visual utiliza recortes e colagens de papel que remetem às experiências criativas próprias da infância. Fotografias de crianças se unem a símbolos relacionados à família, à fé, à educação e aos valores cristãos. A proposta é comunicar o cuidado com as crianças a partir de uma perspectiva positiva e inspiradora, apresentando-as acolhidas, felizes e saudáveis.

De acordo com o designer, essa escolha buscou evitar uma abordagem centrada apenas nas situações de vulnerabilidade:

“Desde a concepção do cartaz, procuramos evitar uma abordagem apelativa ou centrada apenas nas situações de vulnerabilidade. A ideia foi destacar aquilo que é próprio da infância: o brincar, a imaginação, a experimentação e a criatividade. O cuidado com as crianças aparece justamente na defesa do direito de viver plenamente essa fase da vida, com alegria, dignidade e esperança”, afirma Francenilton.

Cores vibrantes, uma tipografia de caráter lúdico e elementos gráficos inspirados no universo infantil ajudam a expressar conceitos como alegria, esperança e desenvolvimento integral.

Também são utilizadas ilustrações com traços orgânicos, irregulares e texturizados, inspirados nos desenhos feitos pelas próprias crianças e na linguagem do giz de cera e do desenho manual. Entre os símbolos estão elementos como a casa, a cruz, o coração, o livro, peças de quebra-cabeça, a pomba, a flor, a bola, a borboleta, a pipa e o arco-íris. Mais do que recursos decorativos, eles buscam reforçar valores como cuidado, acolhimento, proteção, fé e esperança.

De acordo com padre Jean Poul, secretário-executivo de Campanhas da CNBB, a identidade visual também tem a missão de despertar as comunidades para a construção de uma cultura do cuidado, na qual as crianças possam crescer e viver plenamente. Para ele, um dos destaques da proposta visual é justamente a presença das crianças e a perspectiva de alegria e esperança que atravessa as diferentes aplicações:

“O que me encanta no cartaz deste ano é a presença das crianças e o seu tom pascal. Embora a Campanha da Fraternidade comece no tempo da Quaresma, a Quaresma existe em função da Páscoa, é um tempo de preparação para a celebração solene dos mistérios pascais. Por isso, o cartaz deste ano já traz esse tom da alegria, do cuidado, da vida e do bem viver das crianças no meio de nós e nas nossas comunidades cristãs”, explica.

Para o autor da identidade visual, Francenilton Klava, participar da criação da identidade da Campanha da Fraternidade 2027 também representa a realização de um sonho de infância:

“Na infância, sonhava em ser desenhista. Passei grande parte da minha infância desenhando e criando histórias na imaginação. Hoje, poder desenvolver a identidade visual de uma campanha que celebra justamente esse universo lúdico e criativo da infância é algo muito significativo para mim, tanto profissionalmente quanto pessoalmente”, relata Francenilton.

O sol como símbolo de cuidado e vida

Um dos elementos presentes na identidade visual é o sol, representado com traços que remetem aos desenhos infantis. O símbolo expressa a simplicidade, a alegria e a esperança próprias da infância e aponta para a necessidade de garantir às crianças cuidado, proteção e oportunidades para seu pleno desenvolvimento.

Na perspectiva da fé cristã apresentada pela identidade da Campanha, o sol também remete a Jesus Cristo, apresentado como o Sol da Justiça. Assim como o sol ilumina, aquece e sustenta a vida, a imagem recorda Cristo que, por meio de sua Palavra e de seu amor, acompanha cada criança em seu caminho de crescimento.

Cores que retomam a história da Campanha da Fraternidade

A escolha das cores também estabelece um diálogo com a trajetória histórica da Campanha da Fraternidade. A paleta foi inspirada em cartazes de edições anteriores que abordaram questões relacionadas à fraternidade, à defesa da vida, à superação da violência e ao cuidado com a dignidade humana.

Entre as referências estão as Campanhas da Fraternidade de 1967, sobre corresponsabilidade; de 1983, sobre fraternidade e violência; e de 1984, sobre fraternidade e vida. A proposta busca, assim, estabelecer uma ponte entre diferentes momentos da caminhada da Igreja no Brasil e reafirmar o cuidado com as crianças como parte de uma missão permanente de acolhimento, proteção e promoção da vida.

A identidade visual pode ser baixada (aqui).

Atualização da marca da CF

Além da identidade visual da CF 2027, este ano marca a renovação da logo da Campanha da Fraternidade. Criada em 1995, o símbolo da CF ganha agora um traço mais leve e desenhado, atualização que preserva os elementos reconhecidos pelo público ao longo de três décadas, resultando em uma marca mais atual e ao mesmo tempo fiel à sua origem.


Oração da CF 2027
Confira, abaixo, a oração da CF 2027:

Deus Pai, fonte da vida,

cada criança é um milagre!

O pecado, contudo, gera exclusão, violência e morte.

O abuso, que é um crime, gera feridas que precisam ser curadas

e que clamam por justiça.

Suscitai em nós, em nossas famílias, comunidades

e na sociedade inteira,

atitudes concretas de conversão

à ternura, à escuta, à proteção e à cultura do cuidado.



Senhor Jesus,

vós que acolhestes e abençoastes as crianças,

ensinai-nos a ser semelhantes a elas,

para entrarmos no Reino dos Céus,

que buscamos e para o qual caminhamos.



Espírito Santo,

vós que inspirastes a mãe Maria

a bem cuidar do menino Deus,

ajudai-nos a acolher, proteger, respeitar e

amar as crianças,

reconhecendo-as e valorizando-as

como expressão do vosso amor.



Letra do hino da CF 2027

Confira, abaixo, a letra do hino da CF 2027:

Hino da Campanha da Fraternidade 2027

Letra: Ismael Oliveira do Nascimento
Melodia: João Vitor de Oliveira Teixeira

O cuidado e a atenção aos pequeninos,
missão de todos, compromisso de amor.
“Quem recebe uma criança em meu nome
A mim recebe”, ensinou nosso Senhor.

Em Nazaré manifestou-se a alegria
do céu trazida na imagem da criança,
que foi cuidada com o amor da Mãe Maria,
e entre nós se fez grandeza e aliança.
São nossos filhos dom de Deus, diz a Escritura,
e do Senhor já se confirma sua herança.
Do Pai a imagem em bondade e em ternura,
em Jesus Cristo nos foi dada em esperança.
Ao garantir o crescimento integral,
toda criança tem direito à plena vida
É a família sua base essencial
refúgio próprio de aconchego e acolhida.
Em nosso meio, nos pequenos acolhidos,
a plena face de Jesus se reconhece.
Todo serviço que protege a infância,
por nossa voz, em nosso canto, se faz prece.

Texto: Larissa Carvalho
Foto: CNBB📅 Prazo: 23/07/2026

Dom Evaristo Spengler realiza visita pastoral à Diocese de São Mateus, no Espírito Santo

O bispo da Diocese de Roraima, Dom Evaristo Spengler, está em visita à Diocese de São Mateus, no Espírito Santo. A programação inclui encontros, celebrações, visitas a paróquias e a participação na 22ª Assembleia Geral Diocesana, realizada entre os dias 24 e 26 de julho de 2026.

A assembleia reúne representantes da igreja local para um momento de avaliação da caminhada pastoral e definição das prioridades para a ação evangelizadora da Diocese de São Mateus.

Durante a visita, Dom Evaristo também conhece os trabalhos sociais desenvolvidos pela Igreja, incluindo as ações da Cáritas Diocesana, além de fortalecer os laços de comunhão e partilha entre as dioceses de Roraima e São Mateus.

Foto: Divulgação

Dom Evaristo explicou que a visita faz parte de um momento de aproximação com a diocese irmã e destacou a acolhida recebida durante a programação.

“Estou fazendo uma visita à nossa diocese irmã de São Mateus, que a partir de sexta-feira terá a sua assembleia, da qual também irei participar. Durante esses dias, terça, quarta, quinta e sexta-feira, estarei conhecendo as paróquias e os trabalhos sociais”, afirmou Dom Evaristo.

O bispo contou ainda que foi acolhido por Dom Paulo Dal’bó, bispo da Diocese de São Mateus, e acompanhado pelo padre João Batista, que já esteve em visita à Diocese de Roraima.

“Conhecemos algumas paróquias, o trabalho da Cáritas Diocesana, visitamos o bispo emérito e, à noite, participamos de uma missa solene com grande participação do povo, na paróquia Nossa Senhora de Fátima”, relatou.

Dom Evaristo também ressaltou a relação de oração e fraternidade entre as duas dioceses.

“Aqui todos rezam pela Diocese de Roraima, e nós, Diocese de Roraima, continuaremos a rezar por esta Diocese de São Mateus, de modo especial agora pela sua assembleia diocesana, em que vamos fazer a sua avaliação e tirar as prioridades para a sua ação evangelizadora”, destacou.

A visita reforça os laços de comunhão entre as dioceses e promove a troca de experiências entre as comunidades, fortalecendo a missão da Igreja na evangelização e nos trabalhos sociais.

Igreja Católica celebra nesta quarta-feira (22) Santa Maria Madalena, a “Apóstola dos Apóstolos”

Santa Maria Madalena – Foto: Daniela Silva

Discípula de Jesus é reconhecida como a primeira testemunha da ressurreição de Cristo.

O Dia de Santa Maria Madalena é celebrado nesta quarta-feira, 22 de julho. Na Igreja Católica, a data marca a festa litúrgica da santa, reconhecida como a primeira testemunha da ressurreição de Jesus Cristo e como a “Apóstola dos Apóstolos”.

Maria Madalena foi uma discípula de Jesus Cristo e aparece em diferentes passagens dos Evangelhos. Ela acompanhou Jesus até a cruz e também esteve presente no sepulcro. Segundo o padre Luiz Botteon, reitor do Santuário Nossa Senhora Aparecida, Maria Madalena passou a seguir Jesus e também colaborou com o anúncio do Evangelho.

“para nós cristãos, Maria Madalena é um sinal da discípula de Jesus. Alguém que deixa o passado para trás e segue a proposta de Jesus. E vai com ele, perseverando, até a cruz.”

De acordo com o Evangelho de João, Maria Madalena foi ao sepulcro e encontrou a pedra removida. Depois, ela teria sido a primeira pessoa a ver Jesus ressuscitado e a receber a missão de anunciar aos apóstolos que Ele estava vivo.

O padre Luiz Botteon destaca a importância desse momento na história de Maria Madalena:

“ela tem a graça de ser a primeira mulher a descobrir que Jesus está ressuscitado. Ele aparece para Madalena, dizendo, ‘eu estou vivo, conte para os meus irmãos que eu ressuscitei’.”

Por ter sido a primeira a testemunhar a ressurreição e a anunciar a notícia aos discípulos, Maria Madalena recebe o título de “Apóstola dos Apóstolos”.

A festa litúrgica de Maria Madalena foi elevada à categoria de festa pelo Papa Francisco em 2016, durante o Jubileu da Misericórdia. A decisão buscou ressaltar a importância da discípula na evangelização e como testemunha da ressurreição de Cristo.

Para o padre Luiz Botteon, a mensagem deixada por Maria Madalena continua atual e também representa um chamado para que os cristãos anunciem a fé.

Maria Madalena é celebrada pela Igreja Católica como exemplo de fé, perseverança e compromisso com o anúncio do Evangelho. Sua história também reforça a mensagem central do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo.

Texto: Lauany Gonçalves
Foto: Revista Arautos

Papa entregará em outubro a primeira “Medalha Leão XIV para a Sustentabilidade”

A Universidade Villanova e seu Setor para a Sustentabilidade instituíram a Medalha Papa Leão XIV para a Sustentabilidade, uma nova honraria internacional destinada a reconhecer pessoas cuja liderança tenha promovido a sustentabilidade, a responsabilidade ecológica e o desenvolvimento humano integral. Segundo explicam os idealizadores em um comunicado, a Medalha pretende homenagear “aqueles cujo trabalho demonstra uma visão holística da sustentabilidade, integrando o cuidado com o meio ambiente, a justiça social, a atenção às populações vulneráveis e a gestão responsável dos recursos econômicos e naturais”. Diferentemente dos prêmios de caráter secular, a distinção considera a ecologia integral como um compromisso ético de cuidar dos marginalizados, aproximando o rigor científico da convicção moral. Os agraciados poderão ser provenientes de qualquer área ou disciplina e serão escolhidos com base no impacto concreto de sua atuação na promoção de um mundo mais sustentável e justo.

A Medalha será entregue pelo Papa em Castel Gandolfo, em outubro

A primeira Medalha Papa Leão XIV para a Sustentabilidade será entregue pelo Papa Leão XIV, em Castel Gandolfo, durante a Conferência Internacional sobre Sustentabilidade da Universidade Villanova, que terá como tema “Responder ao clamor da terra e dos pobres” e será realizada de 12 a 15 de outubro de 2026. A Conferência reunirá cerca de 300 participantes — entre acadêmicos, pesquisadores, representantes da Igreja, fundações e líderes dos setores público e privado — em um fórum transdisciplinar concebido para transformar o diálogo em ações concretas e colaborativas. O vencedor da primeira edição da Medalha será anunciado em setembro de 2026, antes da Conferência e da cerimônia oficial de premiação, que acontecerá no Borgo Laudato Si’, em Castel Gandolfo.

Um prêmio para promover a proteção ambiental e o bem comum

“A Medalha Papa Leão XIV para a Sustentabilidade reflete uma convicção profundamente enraizada na Universidade Villanova: a de que o cuidado com a nossa casa comum e o cuidado mútuo são inseparáveis”, afirmou o reitor da Universidade Villanova, padre Peter M. Donohue. “Ao reconhecer líderes cujo trabalho promove tanto a proteção ambiental quanto o bem comum, esperamos inspirar um impacto significativo e duradouro em comunidades de todo o mundo”, acrescentou.

A Universidade Villanova e Robert Prevost

A Universidade Villanova, instituição católica agostiniana, mantém um vínculo especial com o Pontífice. O Papa Leão XIV, então Robert Prevost, concluiu a graduação em Matemática na Universidade Villanova em 1977 e, posteriormente, recebeu da instituição o título de doutor honoris causa em Humanidades, em 2014. A Medalha foi instituída como uma honraria permanente, concedida a cada dois anos pela Universidade Villanova, destacando o compromisso contínuo da instituição com a promoção de iniciativas globais de sustentabilidade e o fortalecimento da ecologia integral. A entrega ocorrerá no âmbito da programação oficial da Conferência Internacional sobre Sustentabilidade da Universidade Villanova.

O comitê de seleção dos candidatos

Para a primeira edição do Prêmio, em 2026, os candidatos foram avaliados por um comitê de seleção composto por membros do Conselho de Liderança em Sustentabilidade da Universidade, após um rigoroso processo de análise baseado em critérios multidimensionais de sustentabilidade. A criação da Medalha ocorre em um momento de crescente conscientização sobre a profunda interdependência entre os desafios ambientais e sociais. O prêmio expressa uma visão de sustentabilidade que vai além da simples proteção do meio ambiente, abrangendo também a busca mais ampla pelo bem-estar humano, pela justiça social e pela responsabilidade de longo prazo para com as futuras gerações.

A Conferência Internacional sobre Sustentabilidade

A Conferência Internacional sobre Sustentabilidade de 2026 será realizada entre o Patristicum, em Roma, e o Borgo Laudato Si’, em Castel Gandolfo. A realização do encontro em Roma o coloca no centro da doutrina social da Igreja e valoriza os vínculos institucionais exclusivos da Universidade Villanova com a Ordem de Santo Agostinho e com o Vaticano, unindo a ciência ambiental à liderança moral em nível global. A Conferência está sendo desenvolvida em diálogo com diversos parceiros institucionais, entre eles o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, e conta com o apoio do Centro de Alta Formação Laudato Si’, instituição vaticana fundada pelo Papa Francisco para promover a formação em ecologia integral, a educação para a sustentabilidade e iniciativas inspiradas na encíclica Laudato si’.

Baggio: por uma ecologia que responda ao clamor da terra e dos pobres

O cardeal Fabio Baggio, diretor-geral do Centro de Alta Formação Laudato Si’, acolheu com satisfação a iniciativa e explicou que: “A Medalha Papa Leão XIV para a Sustentabilidade homenageia pessoas cujas vidas testemunham o vínculo inseparável entre o cuidado da criação e a promoção da dignidade humana, enraizados na luz da nossa fé. Ao reconhecer esse compromisso extraordinário, a Medalha celebra líderes cujo exemplo inspira as futuras gerações a abraçar uma ecologia integral que responda, com esperança, tanto ao clamor da Terra quanto ao clamor dos pobres”.

Uma Conferência que convida pesquisadores a promover novas perspectivas

Inspirada no magistério do Papa Francisco, especialmente nas encíclicas Laudato si’ e Laudate Deum, bem como nos ensinamentos do Papa Leão XIV, em particular no apelo da Dilexi Te em favor do cuidado dos pobres e dos marginalizados, a Conferência Internacional sobre Sustentabilidade de 2026 concentra sua atenção na crescente convergência entre a degradação ecológica e a desigualdade social. Seu objetivo é enfrentar essa crise convidando pesquisadores que promovam novas perspectivas sobre a sustentabilidade nas ciências, na filosofia, na enfermagem, no direito, na economia, na engenharia, nas ciências humanas e em diversas outras áreas do conhecimento.

Diocese de Roraima participa do Pré-Congresso Vocacional em Manaus

Diocese de Roraima participa do Pré-Congresso Vocacional em Manaus

Encontro reuniu representantes do Regional Norte 1 da CNBB e prepara a Igreja no Brasil para o 5º Congresso Vocacional, que será realizado em setembro

Diocese de Roraima participa do Pré-Congresso Vocacional em Manaus
Fotos: SAV

O Serviço de Animação Vocacional da Diocese de Roraima (SAV) participou, entre os dias 10 e 12 de julho, do Pré-Congresso Vocacional 2026, realizado no Centro de Formação Maromba, em Manaus (AM). O encontro reuniu representantes das dioceses e prelazias do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como preparação para o 5º Congresso Vocacional do Brasil, que acontecerá de 4 a 6 de setembro, em Aparecida (SP).

Com o tema “Comunidades Vocacionais: encontro, testemunho e missão” e o lema “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46), o pré-congresso promoveu o estudo do Texto-Base do congresso nacional e momentos de formação, espiritualidade, convivência e partilha entre os participantes.

Para o bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, Dom Zenildo Lima, a animação vocacional deve estar profundamente ligada à vida das comunidades.

“Redescobrimos, a partir do Texto-Base do 5º Congresso Vocacional, a importância das nossas comunidades eclesiais. Não podemos distanciar a animação vocacional da missão das nossas comunidades. É nelas que acontecem o encontro, o testemunho e a missão”, afirmou.

A irmã Uezineire Ribeiro, membro do Serviço de Animação Vocacional (SAV), destacou que a participação no encontro fortalece o trabalho desenvolvido na diocese, especialmente no acompanhamento dos jovens e no fortalecimento do serviço vocacional.

Segundo ela, também é fundamental investir na iniciação à vida cristã desde a infância para despertar novas vocações e fortalecer o compromisso das comunidades com esse processo.

O encontro contou com a assessoria do padre Valmir de Costa (RCJ), que ressaltou que os participantes retornam às suas dioceses com a missão de multiplicar a experiência vivida durante o encontro.

“Cada participante é convidado a levar para sua diocese essa experiência comunitária vocacional, construída por meio da reflexão, da oração, da convivência e da partilha, para que toda a Igreja possa viver cada vez mais como uma comunidade vocacional”, disse.