Diocese de Roraima realiza formação para os Novos Missionários

Diocese de Roraima realiza formação para os Novos Missionários

Encontro convida os missionários a “pisar suavemente no chão de Roraima” e conhecer a realidade do povo e das comunidades.

Diocese de Roraima realiza formação para os Novos Missionários

Nesta segunda-feira (9), teve início a formação para os novos missionários da Diocese de Roraima, que segue até domingo (15). O encontro tem como tema “Pisar suavemente no chão de Roraima”, expressão que convida os missionários a conhecer, respeitar e compreender a realidade social, cultural e pastoral do estado.

Durante a semana, os missionários refletem sobre os desafios atuais da missão, com temas ligados à realidade pastoral, econômica e social vivida pelas comunidades da região.

A proposta da formação é oferecer uma visão ampla do território onde os missionários irão atuar, ajudando-os a compreender melhor a vida e as necessidades do povo de Roraima. Segundo o vigário episcopal da Diocese, padre Celso dos Santos, a formação vai além do aprendizado teórico e busca proporcionar um contato direto com a realidade local.

“É uma experiência bonita porque não se trata apenas de conhecimento intelectual. Eles também fazem uma experiência de encontro, visitando lugares e passando por diversas realidades. Como nos lembra o livro do Êxodo, é um momento de tirar as sandálias e pisar nesse chão sagrado que é o chão de Roraima”, destacou.

A programação também inclui momentos de estudo sobre questões históricas da Amazônia e da própria Igreja local, recordando os 300 anos de evangelização em Roraima, iniciados com a chegada dos primeiros missionários em 1725.

Entre os participantes está a irmã Luzia Amaral, da Congregação Filhas do Coração Imaculado de Maria, que veio de outro estado para iniciar sua missão e destacou a importância de conhecer a realidade da Diocese.

“A Diocese está sendo apresentada para todos nós que viemos de diversos lugares do Brasil. Está sendo muito bom conhecer a Diocese, conhecer a missão que ela assume aqui junto aos povos indígenas, aos migrantes e às comunidades de perto e de longe, onde se encontra presente a Igreja Católica”, afirmou.

Ela também ressaltou a alegria de iniciar a caminhada missionária no estado. “Espero conhecer ainda mais, porque trago comigo a alegria de vir somar na missão aqui em Roraima, junto com as minhas irmãs.”

Para o diácono Edmo Flores, missionário jesuíta, o encontro também é um tempo de escuta e de aprofundamento sobre a história e a atuação pastoral da Igreja em Roraima.

“Para mim é uma alegria viver esse momento juntamente com meus irmãos e irmãs de missão, nesses dias em que estamos conhecendo mais sobre a história da Diocese e do estado de Roraima, toda a dinâmica pastoral e missionária desta Igreja particular. É um tempo de escuta, de ver a realidade, de conhecer as obras e os serviços pastorais da Diocese e também de nos apaixonarmos por este território.”, disse.

Como parte da formação, os missionários realizaram nesta quarta-feira (12) uma visita ao município de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela. No local, eles conheceram alguns dos principais projetos e ações desenvolvidos pela Igreja e por outras instituições que atuam no atendimento e apoio aos migrantes.

A formação segue até o dia 15, com partilha e sobre a missão da Igreja em Roraima, preparando os participantes para viver uma presença missionária próxima das comunidades e atenta às realidades locais.

Leão XIV: a verdadeira comunhão nasce da capacidade de acolher

O Papa recebeu no Vaticano os participantes do encontro “Cátedra da Acolhida”, dedicado neste ano aos jovens. Em seu discurso, destacou a importância da presença e da custódia como expressões concretas da cultura cristã do encontro.

Na manhã desta quinta-feira, 12 de março, o Papa Leão XIV recebeu em audiência, no Vaticano, os participantes da IV edição da iniciativa “Cátedra da Acolhida”, promovida pela associação italiana Fraterna Domus em colaboração com diversas realidades eclesiais e sociais. O encontro propõe um espaço de reflexão sobre a cultura da hospitalidade e do encontro, reunindo pessoas comprometidas com a promoção da fraternidade na Igreja e na sociedade.

Em seu discurso, o Pontífice recordou que a vocação cristã está orientada a gerar proximidade entre as pessoas: “A comunhão nasce da capacidade de acolher os outros, oferecendo escuta, hospitalidade e assistência.”

Os jovens, presente vivo

A edição deste ano dedica atenção especial às novas gerações, convidando a refletir sobre a escuta e o acompanhamento dos jovens em um tempo marcado por profundas transformações culturais e sociais. Ao referir-se ao papel das novas gerações na vida da Igreja e da sociedade, Leão XIV destacou: 

“Os jovens — que naturalmente são o futuro da sociedade e da Igreja — na realidade já constituem o seu presente vivo e gerador. Suas perguntas e inquietações, de fato, convidam-nos a renovar o estilo de nossas relações. Acolher os jovens significa, antes de tudo, colocar-se à escuta de suas vozes, cruzar seus olhares e reconhecer que, em suas existências e em suas linguagens, o Espírito continua a agir e a sugerir caminhos renovados de presença e cuidado.”

  (@Vatican Media)

Presença e custódia

O Papa também deteve-se em duas palavras que iluminam o sentido cristão da acolhida: presença e custódia, dimensões inseparáveis da vida comunitária e da responsabilidade pelo outro. “Custodiar significa estar ao lado do outro com atenção, respeitar as suas escolhas e cuidar dele”, explica essa atitude, afirmou o Pontífice.

“A partir dessa perspectiva compreendemos que também a família humana é chamada a preservar aquilo que lhe foi confiado: as relações, a criação, a vida das irmãs e dos irmãos, sobretudo daqueles que sofrem e são mais frágeis. Assim, José nos mostra que presença e cuidado são dimensões inseparáveis: não se cuida sem estar presente, e não se está presente sem assumir a responsabilidade pelo outro.”

Buscar sempre o Senhor

Inspirando-se no episódio evangélico em que Maria e José encontram Jesus no Templo após três dias de busca, Leão XIV recordou que também na vida de fé pode surgir a experiência de aparente distância. Nesse contexto, o Santo Padre observou:

“Damos como certa a presença de Jesus em nossa existência, até que, de repente, parece que Ele não está mais onde o havíamos deixado. Sentimos um senso de desorientação. Na realidade, não é Ele que se perdeu, mas nós que nos afastamos. Quando isso acontece, somos chamados a procurá-lo com confiança, com a coragem de percorrer caminhos inexplorados, olhando o mundo com olhos novos, cheios de esperança. Desse modo deixaremos de procurar um Deus feito à nossa medida para encontrá-lo onde Ele habita. Procurar Jesus significa, portanto, passar da segurança de nossas convicções à responsabilidade do encontro, aprendendo a ver e acolher a presença de Deus, que está sempre além”.

Ao concluir o encontro, o Papa encorajou os participantes a continuar promovendo uma cultura de fraternidade e de acolhida na Igreja e na sociedade, recordando a importância da escuta do Espírito Santo. Como recordou o Pontífice ao citar São Paulo, “é amor, alegria, paz, magnanimidade, benevolência, bondade, fidelidade, mansidão, domínio de si.”

Fonte: Thulio Fonseca – Vatican News

CNBB manifesta preocupação com escalada de violência no Oriente Médio e convoca fiéis à oração pela paz

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota manifestando profunda preocupação com os recentes acontecimentos e a escalada de violência que ameaçam ampliar o conflito no Oriente Médio. No texto, os bispos alertam para as graves consequências da guerra para a população civil e para a estabilidade internacional.

Em comunhão com o Papa Leão XIV, a CNBB recorda o apelo recente do pontífice em favor da paz. Segundo o pontífice, “a estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas apenas através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”. A Presidência da entidade afirma unir-se ao chamado da Igreja em diversas partes do mundo para que prevaleçam a prudência, a responsabilidade política e o compromisso sincero com a paz.

A nota ressalta que os acontecimentos atuais recordam que a guerra nunca é solução para os conflitos entre os povos. Para os bispos, a violência armada provoca sofrimento incalculável, especialmente entre os mais vulneráveis, e aprofunda feridas que comprometem o futuro das nações.

A CNBB também expressa solidariedade às vítimas e às comunidades que vivem sob o peso da insegurança e do medo nas regiões afetadas. Ao mesmo tempo, encoraja os líderes das nações a não cederem à lógica da escalada militar, mas a retomarem com urgência os caminhos da diplomacia, do diálogo e da negociação.

Inspirada na tradição da Doutrina Social da Igreja, a Conferência recorda que a paz não é apenas ausência de guerra, mas fruto da justiça, da responsabilidade moral e da busca sincera pelo bem comum da família humana.

Proposta de oração

Na nota, os bispos brasileiros convidam ainda o povo a intensificar as orações pela paz, especialmente pelas populações atingidas pela violência. A CNBB propõe que, no dia 19 de março, na solenidade de São José, as comunidades rezem durante as celebrações eucarísticas e outros momentos de oração a prece da iniciativa Reza com o Papa, unindo-se espiritualmente à Igreja em todo o mundo pela causa do desarmamento e da paz.

Ao final da nota, a Presidência da CNBB pede a intercessão de São José, reconhecido como homem justo e guardião da Sagrada Família, para que os líderes das nações tenham sabedoria e coragem de escolher sempre os caminhos da vida, da dignidade humana e da paz.

Acesse a nota na íntegra:

https://www.cnbb.org.br/wp-content/uploads/test-for-pdf/Nota-da-Presidencia-sobre-a-urgencia-de-paz.pdf

 

Formação litúrgica reúne catequistas na Comunidade São Jorge, na Missão Indígena Surumu

Formação litúrgica reúne catequistas na Comunidade São Jorge, na Missão Indígena Surumu

O encontro teve como objetivo de fortalecer a caminhada pastoral e litúrgica das comunidades

Formação litúrgica reúne catequistas na Comunidade São Jorge, na Missão Indígena Surumu
Equipe Diocesana de Liturgia

A Equipe Diocesana de Liturgia realizou entre os dias 07 e 08 de março, uma formação para catequistas na Comunidade São Jorge, localizada na Missão Indígena Surumu, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, no município de Pacaraima.

O encontro teve como objetivo de fortalecer a caminhada pastoral e litúrgica das comunidades, além de auxiliar os missionários da região, padres Oscar e Alex, no processo de escuta e atualização do Diretório Sacramental da Diocese.

Equipe Diocesana Liturgica – Maria Joselha, Ivânio Monteiro e Angélica Alves 

A programação começou com acolhida, oração inicial por meio do Ofício Divino e a apresentação da equipe diocesana e dos catequistas participantes. Em seguida, foi realizada uma dinâmica em que os participantes refletiram, sobre o significado de ser Igreja e o que entendem por liturgia.

Na tarde do primeiro dia, os participantes acompanharam momentos formativos sobre o Ano Litúrgico e a Celebração da Palavra, com dinâmicas e vivências práticas que ajudam na compreensão e na preparação das celebrações nas comunidades.

Equipe Diocesana de Liturgia

Já no domingo, os participantes receberam orientações sobre como responder ao questionário relacionado ao Diretório Sacramental da Diocese, dentro do processo de escuta e atualização do documento.

 FONTE/CRÉDITOS: Da redação, Kayla Silva, com informações Angélica Alves

Igreja sem fronteiras: Vicariato Apostólico de Caroní celebra 104 anos de missão

Igreja sem fronteiras: Vicariato Apostólico de Caroní celebra 104 anos de missão

Igreja sem fronteiras: Vicariato Apostólico de Caroní celebra 104 anos de missão
Celebração Eucarística de Ordenação diaconal do seminarista Santo Aquiles Pérez / Foto: Padre Xavier

A Igreja do Vicariato de Caroni celebrou nesta última quarta-feira (4) um marco importante em sua presença missionária na Amazônia. O Vicariato Apostólico de Caroní completou 104 anos de fundação, reafirmando sua missão evangelizadora junto às comunidades indígenas e às populações que vivem dentro do seu território do Vicariato. Este abrange 80.000 km² e estende sua jurisdição aos fiéis católicos de rito latino residentes em parte do Estado de Bolívar, incluindo o município de Gran Sabana. A sede do Vicariato Apostólico está localizada na cidade de Santa Elena de Uairén, onde se encontra a Catedral de Santa Elena. Atualmente, o Vicariato é composto por seis paróquias.

A celebração contou com a presença do Núncio Apostólico na Venezuela, Dom Alberto Ortega Martín, representante do Papa no país. Durante a sua visita, ele enfatizou que uma das principais missões do Núncio é transmitir a proximidade e a bênção do Santo Padre, além de visitar as dioceses e vicariatos para para obter conhecimento em primeira mão da realidade pastoral da Igreja.

Segundo Dom Alberto, sua visita ao vicariato foi também uma oportunidade para apoiar o trabalho missionário realizado na região e compreender os desafios enfrentados pelas comunidades, como as vastas distâncias, a dificuldade de acesso a algumas comunidades e a necessidade de mais vocações sacerdotais para servir um território tão extenso.

“Estou muito contente de ter vindo ao Vicariato Apostólico do Caroní, que hoje celebra 104 anos desde a sua fundação. É uma alegria poder visitar este vicariato. Além disso, acontece a ordenação de um diácono indígena do povo Pemón, o que é um fruto da vitalidade desta Igreja missionária”, afirmou Dom Alberto.

A visita incluiu uma parada no Município de Pacaraima, região de fronteiriça onde a Igreja presta apoio e assistência a migrantes, especialmente venezuelanos que chegam ao Brasil em busca de melhores condições de vida.

Atualmente, o vicariato realiza sua missão com o apoio de padres, missionários e agentes pastorais que trabalham nas comunidades indígenas da região, principalmente entre o povo Pemón. Para o bispo Alberto, a presença de vocações indígenas é um sinal de esperança para a Igreja local.

“Já existem vários sacerdotes do povo Pemón e hoje será ordenado um novo diácono que, se Deus quiser, em breve também será sacerdote. É um grande sinal de esperança para este vicariato, onde se vive aquilo que o Papa Francisco chamava de sinodalidade: caminhar juntos e ser uma Igreja em saída, que leva a Boa-Nova a todos”, enfatizou.

História missionária

A presença missionária na região tem raízes que remontam ao início do século XX. Desde 1922, os frades capuchinhos trabalham no cuidado pastoral das comunidades dispersa desde a Gran Sabana até o Delta Amacuro. O Vicariato foi governado durante muito tempo pela Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Devido à escassez de missionários da mesma ordem, estes renunciaram ao seu Ius Commissionis, o que levou o Dicastério Missionário a conferir o Ius Commissionis à Diocese de San Cristóbal da Venezuela em 20 de julho de 2021, com todos os direitos e obrigações inerentes a este ofício.

Segundo o Bispo Gonzalo, que acompanha a missão no vicariato, o trabalho da Igreja continua focado principalmente ao atendimento às comunidades indígenas e ao fortalecimento da presença pastoral nas áreas mais remotas

“Estamos trabalhando na atenção pastoral aos nossos irmãos venezuelanos que vivem nesta região, sobretudo os que pertencem à etnia indígena Pemón. Trata-se de um território muito amplo, onde diversas comunidades estão presentes, e a missão da Igreja é acompanhar e servir a todas elas”, explicou.

Ele também enfatizou a importância da cooperação entre as igrejas de diferentes países, especialmente na região de fronteira.

“Compartilhamos a experiência de uma Igreja sem fronteiras. Com Dom Evaristo já tivemos vários encontros e seguimos essa mesma linha de trabalho: uma Igreja que se une, que participa e que fortalece os laços de proximidade em meio às necessidades do nosso povo”, comentou Dom Gonzalo.

Nova Vocação Indígena

Outro momento significativo das celebrações foi a ordenação diaconal do seminarista Santo Aquiles Pérez, de 27 anos, indígena do grupo étnico Pemón. O diácono ressaltou o desejo de servir às comunidades e incentivar novas vocações.

“O meu projeto é visitar as comunidades, levar o Evangelho e formar as pessoas para que também sejam missionárias. Convido especialmente os jovens, indígenas e não indígenas, a não terem medo de servir à Igreja. Precisamos de mais operários para a missão do Senhor”, concluiu.   

Foto: Padre Mattia Bezze
Foto: Padre Mattia Bezze
Dom Evaristo Spengler permanece como presidente da REPAM-Brasil

Dom Evaristo Spengler permanece como presidente da REPAM-Brasil

Recondução reforça continuidade da missão socioambiental na Amazônia.

Dom Evaristo Spengler permanece como presidente da REPAM-Brasil
REPAM-BRASIL

Em Assembleia realizada na última segunda-feira (02), a Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM-Brasil reelegeu a diretoria, reconduzindo os integrantes da presidência para um novo mandato e elegendo um novo Conselho Fiscal.

Permanecem na presidência:

Presidente: Dom Evaristo Pascoal Spengler
Vice-Presidente: Dom Pedro Brito Guimarães
Secretário: Dom Ionilton Lisboa de Oliveira

À frente da presidência segue Dom Evaristo Pascoal Spengler, bispo da Diocese de Roraima, que já exercia a função e foi reconduzido ao cargo. A permanência expressa a confiança na caminhada construída até aqui, marcada pelo compromisso com a defesa da vida, dos povos e dos territórios amazônicos, à luz da Ecologia Integral.

A Assembleia também elegeu o novo Conselho Fiscal, fortalecendo a governança e a corresponsabilidade na condução da missão da REPAM-Brasil.

O novo conselho fiscal é composto por:

Dom Adolfo Zon
Dom Irineu Roman
Keila Giffoni
Sonia Maria Pinheiro de Matos
Maria Petronila Neto

A Rede segue firme em sua atuação profética e articuladora, renovando seu compromisso com a justiça socioambiental, a escuta dos territórios e o cuidado com a Casa Comum.

FONTE/CRÉDITOS: REPAM-BRASIL

 

Papa Leão XIV nomeia Dom Mário Antônio como novo Arcebispo da arquidiocese de Aparecida

Papa Leão XIV nomeia Dom Mário Antônio como novo Arcebispo da arquidiocese de Aparecida

Dom Mário serviu à Igreja em Roraima entre os anos de 2016 e 2022

Papa Leão XIV nomeia Dom Mário Antônio como novo Arcebispo da arquidiocese de Aparecida
Foto: Arquivo da Diocese de Roraima
 

A nomeação foi feita pelo Papa Leão XIV, após o acolhimento do pedido de renúncia de Dom Orlando Brandes, conforme prevê o Código de Direito Canônico.

Dom Mário é atualmente arcebispo de Cuiabá, mas sua história pastoral possui um vínculo muito forte com a Igreja em Roraima. Entre 2016 e 2022, foi bispo da Diocese de Roraima, período marcado por grandes desafios pastorais, sobretudo pela extensão territorial do estado, pelas comunidades de difícil acesso e pela presença viva da igreja junto aos povos indígenas e também junto aos migrantes.

Em relato sobre sua passagem por Roraima, Dom Mário recordou que o tempo vivido no Estado foi, acima de tudo, um tempo de aprendizado com o povo. 

Sua trajetória também ganhou projeção nacional. Em 2015, Dom Mário foi eleito presidente do regional norte 1 da CNBB, função que exerceu por quatro anos. Em 2019, durante a assembleia geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, foi eleito segundo vice-presidente da CNBB, integrando a presidência da conferência episcopal até 2023. Desde 2020, é também presidente da Cáritas brasileira.

Nascido em Itararé, no interior de São Paulo, no dia 17 de outubro de 1966. Dom Mário foi ordenado sacerdote em 1991 e possui formação em teologia, com uma trajetória pastoral marcada pela organização e dinamização das estruturas da igreja em chave missionária.

Agora, à frente da Igreja em Aparecida, Dom Mário passa a conduzir uma das mais importantes arquidioceses do país, diretamente ligada ao Santuário Nacional de Aparecida, que acolhe, todos os anos, milhões de peregrinos.

Para a Igreja em Roraima, permanece o reconhecimento por um pastor que caminhou junto com o povo, valorizou as comunidades mais distantes, fortaleceu a presença missionária e construiu pontes de diálogo com as realidades locais.

A nomeação de Dom Mário para Aparecida também leva para o coração da Igreja no Brasil a experiência vivida na Amazônia, especialmente no chão de Roraima.

Construir pontes no diálogo: Regional Norte 1 inicia Encontro Regional de Coordenadores de Pastoral

Entre os dias 24 e 25 de fevereiro de 2026, com o tema “unidos construímos pontes, no diálogo”, ocorreu o encontro anual dos coordenadores e coordenadoras de Pastoral do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, no Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus. Um momento de encontro e partilha da caminhada de cada uma das Igrejas Locais. Durante dois dias os participantes realizarão estudo, socialização e encaminhamento das questões práticas das atividades em comum.

Na manhã do primeiro dia, Pe. Valdivino Araújo, da Diocese de Coari, conduziu a oração inicial. Em seguida, o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, expressou que esse encontro é “desejo do regional de fazer uma caminhada” em conjunto, por isso é incentivado pelos bispos como um modo de fortalecer um caminho comum dentro de cada realidade. Essa perspectiva, contribui para a concretização do Sínodo sobre a Sinodalidade e na iluminação das novas diretrizes da ação evangelizadora da CNBB Nacional.

Avanços e dificuldades

Em seguida, os coordenadores dispuseram de um tempo para apresentar os avanços e dificuldades nos processos pastorais que estão em construção. A criação, organização ou ampliação de conselhos e organismos pastorais tem favorecido as dinâmicas de Evangelização, principalmente pela adesão de leigos e leigas com o apoio dos bispos. Embora haja pequena resistência em alguns pontos, o caminho do diálogo sinodal tem prevalecida e oportunizado novos horizontes.

Na Diocese de Roraima, o apelo a unidade por meio da organização dos conselhos diocesanos corresponde ao caminho proposto pelo regional. A formação de novos missionários e missionárias também tem um papel fundamental pela alta rotatividade que acontece na diocese. Além de formações para fortalecimento da pastoral presbiteral, das missões nas áreas indígenas e nas áreas missionárias, alinhadas com as prioridades da diocese: iniciação a vida cristã, o decreto de proteção, e os conselhos pastorais e econômicos em todas as paróquias e a finalização do diretório sacramental.

O caminho coletivo na Diocese de Coari, composta por 7 cidades, é marcado pela Assembleia Diocesana Anual. Uma das dificuldades apontadas pelo coordenador de Pastoral, Pe. Valdivino Araújo, é de realizar atividades do programa de formação a nível diocesano, que agora se dividirá nos polos de Coari e Manacapuru. Ele também destacou a força vocacional ao longo da história da diocese, mas que nos últimos anos tem enfrentado um declínio, o que ocasiona uma sobrecarga do clero.

Ministerialidade

O coordenador de Pastoral da Diocese de Borba, Ademir Jackson Lima, apontou a descentralização das atividades como um caminho para o desenvolvimento das atividades pastorais. Essa iniciativa, permite que mais pessoas acompanhem as formações e vivenciem as propostas pastorais trabalhadas ao longo do ano. Outro destaque feito pelo coordenador, é da importância da presença das lideranças de leigos e leigas que sustentam e colaboram com a concretização da missão.

O representante da Diocese do Alto Solimões, o seminarista Leonan Barros, ressaltou que mesmo sem uma equipe de coordenação definida, o foco do trabalho pastoral diocesano é o fortalecimento da iniciação a vida cristã, a reestruturação das comunidades eclesiais de base trabalhando a ministerialidade. Além do aprofundamento do protocolo de proteção de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis e da questão vocacional.

Dinamismo

realidade amazônica impõe aos discípulos e discípulas missionários um intenso dinamismo. Durante o encontro, a palavra dinamismo foi muito utilizada, o que reverbera no comportamento pastoral assumido por cada igreja local. Os planos pastorais têm auxiliado nos desafios de articulação das bases, principalmente pelas distâncias geográficas.

Pe. Geraldo Bendaham, coordenador de pastoral da Arquidiocese Manaus, apontou o forte dinamismo presente na arquidiocese, como característica que fortalece o caminho sinodal abraçado pela Igreja na Amazônia. Ele apresentou que a grande participação de leigos e leigas nas lideranças colabora para o alcance pastoral efetivo. Essa realidade é comum, e presente nas nove Igrejas, o que possibilita a articulação das atividades regionais com forte anúncio profético, missionário e eclesial sempre no horizonte da plenitude do Reino de Deus.

Por Emmanuel Grieco – CNBB Regional Norte 1

A Conferência dos Religiosos do Brasil emite nota de solidariedade às Irmãs Servas de Maria Imaculada

A Conferência dos Religiosos do Brasil emite nota de solidariedade às Irmãs Servas de Maria Imaculada

“A Vida Religiosa Consagrada do Brasil une-se em luto diante da partida dolorosa da irmã que consagrou inteiramente sua existência ao serviço de Deus”

A Conferência dos Religiosos do Brasil emite nota de solidariedade às Irmãs Servas de Maria Imaculada
Foto: Redes Sociais

A Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) emitiu, nesta segunda-feira, dia 23, uma nota de solidariedade às Irmãs Servas de Maria Imaculada. A congregação foi surpreendida, no último sábado, dia 21, com o falecimento da irmã Nádia Gavanski, de 82 anos, encontrada morta no Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí, na região dos Campos Gerais, no Paraná, após a invasão de um homem ao local.

Confira a nota na íntegra abaixo:

Diocese de Roraima realiza Retiro Anual do Clero 

Diocese de Roraima realiza Retiro Anual do Clero 

Tempo de oração, reflexão e renovação da vocação sacerdotal.

Diocese de Roraima realiza Retiro Anual do Clero 
Foto: João Felipe

Entre os dias 23 e 27 de fevereiro, a Diocese de Roraima realiza o Retiro Anual do Clero, reunindo os padres da diocese para um tempo de oração, silêncio, reflexão e renovação da vocação sacerdotal. 

Todos os anos, os presbíteros são convidados a se afastar, por alguns dias, de suas atividades pastorais para viver uma semana de espiritualidade e avaliação da própria missão.

Neste ano, o retiro é acompanhado pelo arcebispo emérito de Manaus, Dom Luiz Soares, que destaca a importância desse momento para a vida dos sacerdotes.

“Eu vejo o retiro como um momento forte na vida dos padres, porque eles trabalham muito em nossa região. Os padres são muito exigidos e precisam, de vez em quando, parar, conversar com Deus, meditar, rever um pouco a vida e, principalmente, sair animados. O retiro é um tempo para parar, pensar, rever e se reanimar”, destacou o arcebispo.

Dom Luiz também deixa uma mensagem de incentivo aos padres da diocese.

“Coragem! Este retiro é um momento muito bonito e muito bom. Se Deus quiser, vocês sairão muito felizes, mais fortes e fortalecidos”.