Dia Internacional da Fraternidade Humana é marcado pela reflexão e ações sociais em Roraima

Dia Internacional da Fraternidade Humana é marcado pela reflexão e ações sociais em Roraima

Data reforça valores de solidariedade, diálogo e promoção da dignidade humana.

Dia Internacional da Fraternidade Humana é marcado pela reflexão e ações sociais em RoraimaFundação Fé e Alegria – RR

Celebrado em 4 de fevereiro, o Dia Internacional da Fraternidade Humana convida a sociedade a refletir sobre a importância do respeito às diferenças, da solidariedade e do cuidado com o próximo. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data busca fortalecer o diálogo e a construção da paz, especialmente em contextos marcados por desigualdades sociais.

Para a Igreja Católica, a fraternidade é um compromisso central de sua missão. De acordo com o padre Fabiano de Oliveira, a fraternidade humana tem como objetivo superar diferenças e até mesmo pensamentos opostos.

“A fraternidade visa superar diferenças, às vezes pensamentos opostos. A fraternidade humana é um dos grandes objetivos e um dos focos principais da própria Igreja”, explicou.

Em Roraima, esse princípio se traduz em ações concretas desenvolvidas por instituições sociais, como a Fundação Fé e Alegria, ligada à Companhia de Jesus. A entidade atua na promoção da educação popular, da inclusão social e da defesa da dignidade humana, especialmente junto a famílias em situação de vulnerabilidade.

Segundo o coordenador da Fundação em Boa Vista, José Romero, a instituição possui uma atuação ampla, tanto no Brasil quanto em outros países.

“A Fundação Fé e Alegria é um movimento de educação popular. Estamos presentes em 22 países; no Brasil, já são 40 anos de atuação, em 14 estados, oferecendo apoio a diversas famílias em situação de vulnerabilidade”, destacou José.

José Romero ressaltou ainda que a fraternidade está no centro da missão da instituição. “Um dos valores é a construção de uma sociedade fraterna e democrática. Trabalhamos aliados a diversas instituições para defender a educação como um direito universal. Construímos uma sociedade nova, forjada por relações fraternas, livre de toda violência e em paz com a natureza”, afirmou.

Em um estado marcado pela diversidade cultural e por desafios sociais complexos, iniciativas como as da Fé e Alegria demonstram que a fraternidade vai além do discurso. Ao unir educação, cidadania e trabalho em rede, as ações desenvolvidas em Roraima reforçam o sentido do Dia Internacional da Fraternidade Humana como um chamado à transformação social e à construção de uma sociedade mais justa e solidária.

 FONTE/CRÉDITOS: Luana de Oliveira

Dom Vanthuy Neto celebra dois anos de Ordenação Episcopal

Dois anos de dedicação à Diocese de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas

Nesta quarta-feira, 04 de fevereiro, Dom Vanthuy Neto, bispo da Diocese de São Gabriel da Cachoeira, celebra seus 2 anos de ordenação episcopal. Seu lema episcopal é “Servire in Caritate e Spe” – Servir na Caridade e na Esperança. Neste momento, o bispo encontra-se em Borba (AM), participando do Encontro Anual dos bispos do Regional Norte 1.

O Cardeal da Amazônia, Dom Leonardo Steiner, deixou uma mensagem ao bispo.

“Nós queremos dar os parabéns a Dom Vanthuy, mas, sobretudo, agradecer a Deus pelo seu ministério episcopal, que hoje completa dois anos em São Gabriel da Cachoeira. Queremos também agradecer pela sua disponibilidade em aceitar esse ministério na Igreja, que tem feito tão bem à Diocese de São Gabriel. Vamos rezar por ele, para que, cada vez mais, a nossa Igreja, que está na Amazônia, seja testemunha da verdade, da bondade e da justiça.”

Da esquerda para a direita: Dom Evaristo, Dom Vanthuy, Dom Leonardo e Dom Samuel, durante o Encontro Anual dos Bispos do Regional Norte 1

Dom Vanthuy nasceu em 10 de maio de 1973, na cidade de Pau dos Ferros, no sertão nordestino do Brasil, na Diocese de Mossoró, Rio Grande do Norte. Sua história é marcada por sua migração para a Amazônia, especificamente para Roraima na década de 1980. Ingressou no Seminário São José da Arquidiocese de Manaus, onde realizou seus estudos de Filosofia. Ele foi ordenado Diácono em 11 de julho de 1999 e, posteriormente, Presbítero em 3 de junho de 2001.

Em Roraima, ele desempenhou funções como pároco em diferentes paróquias, incluindo Nossa Senhora Consolata (2001-2004), Catedral Cristo Redentor e Matriz Nossa Senhora do Carmo (2005-2013) em Boa Vista. Em 2018, foi vigário da Área Missionária do Município do Cantá.

Festa do protetor das gargantas é celebrada nesta terça-feira (3)

Festa do protetor das gargantas é celebrada nesta terça-feira (3)

Haverá missa com a benção da garganta no Santuário de Aparecida e na Comunidade São José, da Paróquia Frei Galvão

Festa do protetor das gargantas é celebrada nesta terça-feira (3)

A Igreja Católica celebra nesta terça-feira, 3 de fevereiro, a festa de São Brás, conhecido como protetor das gargantas. Na Diocese de Roraima, a data será marcada por celebrações eucarísticas com a tradicional bênção das gargantas, realizadas no Santuário Nossa Senhora Aparecida, em Boa Vista, e na Comunidade São José, da Paróquia Frei Galvão.

No Santuário de Aparecida, a celebração eucarística ocorre às 19h. Já na Comunidade São José, que fica localizada a Rua Jafet, nº 273, bairro Pintolândia, a missa será às 19h30.

Conheça a história de São Brás, protetor da garganta

São Brás, médico do século III, viveu uma profunda crise existencial. Apesar de ser um excelente profissional e prestar relevantes serviços à sociedade, sentia que algo lhe faltava. Sua inquietação não estava na medicina, mas no sentido da vida. Essa busca interior o conduziu a um encontro transformador com Deus, que deu um novo rumo à sua existência. Pelo testemunho de fé e pela busca da santidade, muitas pessoas passaram a se aproximar do cristianismo.

Com o tempo, São Brás sentiu o chamado para uma vida mais retirada e escolheu o Monte Argeu como lugar de penitência, oração e intercessão, dedicando-se a rezar para que outros encontrassem a verdadeira felicidade, vivida por ele em Cristo e na Igreja. São Brás viveu durante um período de intensa perseguição aos cristãos, no governo do imperador Licínio. Por razões políticas e religiosas, o prefeito de Sebaste ordenou sua prisão. Mesmo diante de ameaças e pressões para renunciar à fé, permaneceu firme em Cristo.

No ano 316, São Brás preferiu entregar a própria vida a negar sua fé, sendo degolado e tornando-se mártir da Igreja. Um dos milagres mais conhecidos atribuídos a São Brás ocorreu quando, a caminho do martírio, ele salvou uma criança que se engasgava com uma espinha de peixe. Por esse motivo, é venerado como protetor da garganta. São Brás também é padroeiro dos operários da construção civil, veterinários, pedreiros, escultores e garotos.

 FONTE/CRÉDITOS: Kayla Silva / Com informações da Canção Nova
Dom Evaristo Spengler: “A vida religiosa é esse testemunho de Jesus Cristo”

Dom Evaristo Spengler: “A vida religiosa é esse testemunho de Jesus Cristo”

Irmã Maria Ângela, Padre Paco e irmã Ângela Maria partilham o chamado à vida consagrada

Dom Evaristo Spengler: “A vida religiosa é esse testemunho de Jesus Cristo”

A Igreja celebra, nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, a Festa da Apresentação do Senhor e o Dia Mundial da Vida Religiosa Consagrada, recordando o valor e a missão de homens e mulheres que dedicam suas vidas ao serviço de Deus e do povo.

A data destaca a beleza da vocação consagrada, vivida a partir dos votos de pobreza, castidade e obediência, como testemunho de esperança, fé e compromisso com o Reino de Deus.

O bispo da diocese, Dom Evaristo Spengler ressalta que a vida religiosa é testemunho de Jesus Cristo nos diversos carismas.

“Nesses vários carismas, a partir de um fundador ou de uma fundadora, que sempre aponta para Jesus no mundo e para o Reino definitivo, para o qual todo cristão deseja ser conduzido. Em nossa Amazônia, temos um belíssimo testemunho de evangelização por meio da vida religiosa.”

Segundo mensagem divulgada pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) – Regional Manaus (AM e RR), a vida religiosa continua sendo um dom precioso para a Igreja e para a sociedade, especialmente em tempos de desafios, nos quais a coragem de responder ao chamado de Deus se torna um sinal vivo de esperança.

Vida Religiosa em Roraima

Na Diocese de Roraima, atuam atualmente 27 Ordens, Congregações e Institutos Religiosos. Muitas dessas presenças estão nas missões indígenas, nos municípios do interior, nas comunidades ribeirinhas, no trabalho junto aos migrantes, além da participação ativa nas equipes de pastorais da diocese.

A coordenadora da CRB-RR, irmã Maria Ângela, atua em Roraima há dois anos. Ela fala sobre sua admiração pela vida religiosa e deixa uma mensagem aos missionários que atuam em Roraima.

“A minha vocação começou a partir da admiração por um grupo de mulheres que viviam diariamente a serviço dos outros. Esse jeito de viver seduziu o meu coração. A partir dessa experiência muito profunda, estou aqui. Gostei e desejei viver do mesmo jeito. Se eu voltasse a ter 22 anos e pudesse viver aquela mesma experiência, escolheria novamente essa vida. Um abraço a todos e um desejo de uma feliz vida, vocação e missão a todos os meus irmãos e irmãs consagrados na vida religiosa.”

Já o padre Francisco de Assis, conhecido com Padre Paco, missionário jesuíta, destaca sua vocação como um chamado a servir.

“Eu não me sinto mais do que qualquer cristão ou cristã; é apenas uma maneira concreta de seguir Jesus. Desde jovem, quando tinha 17 anos, senti que Ele me chamava a fazer algo pelos outros, especialmente pelos mais pobres e pelos doentes. Cheguei até a pensar em estudar Medicina, com a ideia de trabalhar alguns anos gratuitamente para ajudar as pessoas. Depois refleti melhor e me perguntei se Jesus não me chamava a dedicar toda a minha vida ao serviço dos outros, em vez de formar uma família ou cuidar apenas da minha própria família, consagrando, assim, a minha vida ao serviço do próximo.”

Quem também partilha sobre sua experiência vocacional é a irmã Ângela Maria, Missionária Salesiana, que ressalta sua vocação enraizada nos valores familiares.

“Fui educada em uma família muito cristã, com uma convivência familiar bonita, marcada por um compromisso sério com o trabalho, com a comunidade e com a Igreja, além da ajuda mútua entre as famílias. Esses foram valores cristãos que recebi em casa. Quando saí de casa, já trazia, por causa da minha experiência de Igreja e de comunidade, o desejo de ser missionária”.

Djavan André é o novo padre da Diocese de Roraima

A Diocese de Roraima celebrou, neste sábado, 31 de janeiro, a Ordenação Presbiteral de Djavan André da Silva, que passa a integrar oficialmente o presbitério diocesano como novo padre da Igreja Católica de Roraima. A celebração aconteceu na Catedral Cristo Redentor, no Centro Cívico de Boa Vista, e foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Evaristo Pascoal Spengler.

O momento reuniu diversos fiéis vindos de várias regiões do estado, incluindo comunidades do interior e terras indígenas, que acompanharam de forma participativa e emocionada este momento histórico para a Diocese.

A missa de ordenação presbiteral é uma das celebrações mais solenes da Igreja Católica e foi marcada por ritos carregados de simbolismo. Entre os momentos centrais estiveram a apresentação e eleição do candidato, a Ladainha de Todos os Santos, quando Djavan se prostrou em sinal de entrega e humildade, a imposição das mãos pelo bispo e pelos presbíteros presentes, a prece de ordenação e a unção das mãos com o óleo do Santo Crisma.

O novo presbítero também foi abraçado pelo bispo e pelos demais padres, simbolizando sua acolhida no presbitério, recebeu a entrega do pão e do vinho, sinais da missão sacerdotal, foi revestido com as vestes próprias do sacerdote e concedeu a primeira bênção aos pais. Ao final, já como presbítero, Djavan concelebrou a Eucaristia pela primeira vez.

Homilia: missão, cuidado e fidelidade ao povo

Na homilia, Dom Evaristo destacou que a ordenação de Djavan é motivo de alegria para toda a Igreja que peregrina em Roraima, especialmente por se tratar de um filho do povo Macuxi, chamado a servir como presbítero no chão amazônico.

O bispo ressaltou que o sacerdócio nasce da iniciativa de Deus e é sempre um chamado ao serviço, à proximidade e ao cuidado com o povo.

“O presbítero, como o profeta, é chamado a ser sinal da presença de Deus que consola, que levanta os abatidos e que anuncia que a vida sempre tem sentido, mesmo em meio a dores e lutas. O padre não é dono do rebanho, mas o servidor e o cuidador. É chamado a conhecer suas ovelhas, caminhar com elas e dar a vida por elas”, afirmou Dom Evaristo.

Ao comentar o Evangelho, no qual Jesus se apresentar como o bom pastor, o bispo exortou o novo padre a viver um ministério marcado pela fidelidade, pela coragem profética e pela defesa dos mais vulneráveis.

“O padre não pode se deixar aliciar pelos lobos que atacam os pobres, os indígenas, os migrantes e a comunhão dentro da Igreja. O sacerdote é chamado a manter viva a chama da profecia”, destacou.

Dom Evaristo também enfatizou que Djavan leva para o ministério sacerdotal a riqueza da cultura indígena, a língua macuxi, os símbolos e a história de seu povo, como um dom para toda a Diocese.

Palavra do novo padre

Pouco antes da celebração, Djavan André falou sobre a emoção de viver este momento ao lado das comunidades, amigos e familiares.

“É com muita alegria que o meu coração se exulta. É um momento de comunhão, de realmente festejar juntos. Foram muitos anos de estudo e preparação. É toda uma caminhada de fé e de vida, buscando sempre fazer com que a vontade de Deus seja feita, seguindo Jesus Cristo”, afirmou.

Durante a celebração, já como presbítero, Djavan também dirigiu uma palavra à assembleia e recordou que sua vocação nasceu ainda antes de seu nascimento. Ele relembrou a fé de sua mãe, que rezava dizendo que, se nascesse menina, seria irmã religiosa, e se nascesse menino, seria padre missionário.

Em sua fala, destacou que, ao olhar para a Diocese de Roraima, reconhece que sua vocação também nasce desta terra, onde aprendeu a ser igreja e a viver a fé de forma comunitária. Disse que leva consigo uma experiência viva construída no chão amazônico, especialmente a partir da convivência e do aprendizado com os povos indígenas.

Ao assumir o ministério sacerdotal, Djavan afirmou que deseja ser um padre que escuta, que ajuda e que serve, fazendo do seu ministério um sinal de comunhão e uma ponte entre culturas. Segundo ele, o compromisso é caminhar junto com o povo, para que, unidos, seja possível construir uma igreja cada vez mais fraterna e sinodal.

Djavan nasceu em 12 de abril de 1997, na Comunidade Indígena Maturuca, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Filho de Djacir Melquior e Sarlene André, construiu sua vocação a partir da vivência comunitária, da fé simples aprendida nas comunidades e da caminhada missionária da Igreja em Roraima.

Djavan e os pais

 

Djavan e os pais: Djacir Melquior e Sarlene André

Durante a celebração, Djavan também recebeu homenagens das comunidades indígenas, que o presentearam com símbolos da cultura de seu povo, entre eles um cocar, gesto que expressa o carinho, a gratidão e a comunhão entre fé, cultura e missão.

Sobre a missão após a ordenação, o novo padre informou que seguirá atuando, inicialmente, na Área Missionária Santa Rosa de Lima, dando continuidade ao trabalho pastoral já desenvolvido.

Registro oficial da ordenação

Durante a celebração, foi lida e assinada a Ata da Ordenação Presbiteral, que oficializou o rito sacramental realizado na Catedral Cristo Redentor. O documento registrou a presença de Dom Gonzalo Alfredo Ontiveros Vivas, bispo do Vicariato Apostólico de Caroní, na Venezuela, além de presbíteros, diáconos, religiosas, religiosos, fiéis leigos e leigas das paróquias, áreas missionárias e missões indígenas, bem como autoridades civis e militares.

Dom Gonzalo destacou a importância do fortalecimento das vocações para a vida e a missão da Igreja.

“É motivo de grande alegria estar presente nesta celebração. O fortalecimento da Igreja passa pelas vocações sacerdotais, religiosas e pela vida consagrada, algo que nunca podemos descuidar, mas que precisamos fortalecer cada vez mais. Que o Senhor continue multiplicando as vocações para levar a Palavra de Deus e o Evangelho de Jesus Cristo a todos os lugares e a todas as pessoas”, afirmou.

Na ata, lida pela Chanceler da Cúria, Irmã Sofia Quintáns, a ordenação de Djavan foi destacada como sinal de esperança e expressão de uma Igreja verdadeiramente universal, aberta às culturas e fiel à missão de anunciar o Evangelho.

Com a ordenação de Djavan André, a Diocese de Roraima retoma as ordenações presbiterais e celebra o dom de um novo padre, chamado a servir com alegria, simplicidade e compromisso com o povo de Deus.

 FONTE/CRÉDITOS: Lauany Gonçalves | com colaboração de Kayla Silva
Igreja Católica em Roraima ordena o segundo padre indígena macuxi diocesano

Igreja Católica em Roraima ordena o segundo padre indígena macuxi diocesano

Djavan André será o 12° padre diocesano ordenado nesta terra de Roraima

Igreja Católica em Roraima ordena o segundo padre indígena macuxi diocesano
Foto: Kayla Silva

A Diocese de Roraima realiza neste sábado, 31 de janeiro, a Ordenação Presbiteral do diácono Djavan André da Silva, indígena do povo macuxi. A celebração ocorre às 18h, na Catedral Cristo Redentor, no Centro Cívico de Boa Vista e, será presidida pelo bispo diocesano, Dom Evaristo Spengler. A ordenação presbiteral integra o sacramento da ordem, missão confiada por Cristo aos apóstolos e continuada pelos sacerdotes.

O evento marca a retomada das ordenações presbiterais após seis anos. O primeiro sacerdote ordenado foi Alvino Andrade, em 1990, o primeiro indígena Macuxi a receber a ordenação, que posteriormente deixou o ministério. Desde então, mais de dez presbíteros foram ordenados. A última celebração ocorreu em 2019, com a ordenação do padre Jefferson de Almeida. Com a celebração deste sábado, Djavan André torna-se o 12º padre diocesano.

 Dom Evaristo e Djavan André, imposição das mãos durante a ordenação diaconal no Jubileu dos Povos Indígenas – Foto: Pablo Sérgio Bezerra

Conheça o Diácono que será ordenado sacerdote

Nascido em 12 de abril de 1997, na comunidade Indígena Maturuca, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Filho de Djacir Melquior e Sarlene André. Recebeu o sacramento do batismo em 1998, aos 13 anos o sacramento da eucaristia, e em 2015, a crisma. Seu processo vocacional começou cedo, ainda em sua comunidade de origem.

Em 2016, o jovem ingressou no seminário diocesano Nossa Senhora Aparecida, em Boa Vista. Entre 2017 e 2023, cursou filosofia e teologia no seminário arquidiocesano São José, em Manaus. Em 2023, retornou a Roraima para dar continuidade à sua caminhada pastoral.

O primeiro grau da ordem ocorreu em abril de 2025, durante o Jubileu dos Povos Indígenas, no Surumu, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

Segundo o bispo diocesano, Dom Evaristo Spengler, a ordenação sacerdotal representa um momento significativo para a igreja local.

“A ordenação de Djavan é um marco, sobretudo porque ele vem de uma comunidade muito comprometida. Foi em Maturuca que começou toda a história da aliança da nossa Diocese com os povos indígenas. Por isso, a ordenação de Djavan é um selo dessa aliança forte da Igreja de Roraima com os povos indígenas.”

Para Djavan, o ministério presbiteral é fruto de fé e compromisso.

“Essa caminhada exige amadurecimento da fé e compromisso com a Igreja local. É um objetivo de seguir Jesus por meio do ministério e continuar perseverando na caminhada. Eu sinto essa alegria e essa graça de Deus que habita em mim, nas pessoas e nas comunidades”.

O futuro padre ainda ressaltou que o seu desejo é poder ajudar, servir e se colocar à disposição.

Dom Evaristo também destacou a missão de um sacerdote.

“O padre é alguém que se entrega a Deus e ao seu povo para anunciar a Palavra de Deus. Isso acontece nas celebrações, na formação de novos catequistas e na preparação de novas lideranças nas comunidades. Ele santifica o povo por meio dos sacramentos. É uma alegria poder reconhecer que, na pessoa do padre, é o próprio Cristo que age, transformando o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo, e oferecendo a Eucaristia aos fiéis. O padre está profundamente ligado à vida do povo, buscando santificá-lo por meio dos sacramentos.”

Dom Evaristo Spengler e Djavan André durante a consagração do pão e vinho na missa de ordenação diaconal  – Foto: Pablo Sérgio Bezerra

Djavan André é fruto de uma missão evangelizadora

O Padre Giorgio Dal Bem, que veio da Itália, deu início à Missão Maturuca em 1972. A iniciativa abriu um caminho de compromisso com o anúncio profético da palavra de Deus no coração dos povos indígenas.

O padre Giorgio recorda que a missão encontrou pessoas dispostas a escutar a mensagem do Evangelho. “A palavra de Deus encontrou corações abertos.”, destacou.

Em 1977, aconteceu uma reunião histórica conhecida como “vai ou racha”, quando lideranças do povo tomaram a decisão de romper com a bebida e assumir a responsabilidade de preservar a vida do povo indígena e fortalecer a comunidade. A partir desse momento, muitos projetos foram construídos e desenvolvidos ao longo dessa trajetória.

“A raiz da transformação começou quando, em poucas palavras, a proposta de Jesus Cristo se mostrou mais atraente e mais forte, vencendo a sedução das bebedeiras, das desordens, das violências e de toda a confusão que assolava as comunidades. A partir desse pequeno núcleo, que se manteve firme com esforço heroico e uma decisão corajosa, começou a se destacar o tuxaua Jacir, e dali passaram a surgir frutos de vida nova. Esse foi o início de uma caminhada de dignidade e também de liberdade, na qual as pessoas passaram a descobrir a responsabilidade em suas próprias vidas.”, ressaltou o padre Giorgio.

Padre Giorgio Dal Bem e Djavan André – Foto: Pablo Sérgio Bezerra

A avó de Djavan, Eldina Gabriel, destacou que essa vocação é fruto de muitas lutas e que hoje surge como uma luz para sua comunidade, tornando-se um elo de Deus com os Povos Indígenas.

“A vocação do Djavan representa uma esperança que nós aguardávamos. Aquilo que esperávamos para 2026 já se tornou um fruto, e esse fruto está aqui, como resultado do trabalho dele. Com toda a luta que enfrentou para chegar até este momento, ele deixa hoje uma semente que vai se espalhar entre nós, povos indígenas. Essa árvore que foi plantada, agora começa a se expandir. E nós esperamos que haja continuidade, para que esse fruto cresça e essa árvore continue dando muitos resultados.”

Segundo Jacir de Souza, avô de Djavan, com a ordenação do neto, ele verá um sonho se tornar realidade, o de ver o jovem celebrar a missa em sua língua tradicional.

“Meu neto esteve fora, mas agora com certeza, com a volta dele, ele vai começar a estudar a língua tradicional, e celebrar a missa em macuxi. Isso me deixa muito feliz”.

                                              Jacir de Souza e Eldina Gabriel, avós de Djavan André – Foto: Kayla Silva
 
FONTE/CRÉDITOS: Kayla Silva – Rádio Monte Roraima 
Atividades no Seminário Nossa Senhora Aparecida, em Boa Vista, iniciaram nesta quarta-feira, 28

Atividades no Seminário Nossa Senhora Aparecida, em Boa Vista, iniciaram nesta quarta-feira, 28

Missa de acolhida marcou o início do ano formativo com novos vocacionados

Atividades no Seminário Nossa Senhora Aparecida, em Boa Vista, iniciaram nesta quarta-feira, 28

Na manhã desta quarta-feira, 28, o Seminário Nossa Senhora Aparecida, em Boa Vista, deu início às suas atividades com missa de acolhida, presidida por Dom Evaristo Spengler, que contou com a presença de vocacionados.

Durante a celebração eucarística, foram acolhidos os três jovens que, neste ano, ingressam no Propedêutico do seminário de Nossa Senhora Aparecida. Gabriel Gomes e Luan Peterson vêm de São João da Baliza, enquanto Kaick Gabriel é da Área Missionária Santa Rosa de Lima, em Boa Vista.

O reitor do seminário, Padre Josimar Lobo, destacou que este passo é para formar uma fraternidade.

“Nós iremos formar uma fraternidade para conviver, nos encontrar, nos alimentar da Palavra, da Eucaristia, do conhecimento da pessoa de Jesus e ajudar esses jovens a se prepararem para, futuramente, ingressarem no Seminário Maior, estudar, discernir e se preparar para serem ordenados presbíteros da Igreja em Roraima, se Deus quiser.”

Além dos jovens em formação em Boa Vista, a diocese conta com dois seminaristas no Seminário São José, em Manaus. Neste ano, o seminário recebe mais um jovem para o processo vocacional, somando-se a outro que já mora no seminário desde 2023. Vinicyus Andrade, da Paróquia São José Operário, em Caracaraí, inicia os estudos em Filosofia.  Já Lucas Santos, da Paróquia Santo Isidoro, em Alto Alegre, começa sua formação em teologia.

“Estamos felizes porque temos dois jovens no Seminário Maior, em Manaus, três aqui no Seminário Propedêutico e mais sete jovens que estão se preparando, pensando, rezando e se encontrando, para que também possam tomar a decisão de ingressar ou não no seminário”, ressaltou o reitor do seminário menor, padre Josimar Lobo.

 

Diocese de Roraima celebra início do Ano Jubilar Franciscano

Diocese de Roraima celebra início do Ano Jubilar Franciscano

Missa e peregrinação marcaram a abertura oficial do período dedicado a São Francisco de Assis

Diocese de Roraima celebra início do Ano Jubilar Franciscano
Foto: Kayla Silva

A Diocese de Roraima abriu oficialmente o Ano Jubilar Franciscano com a celebração eucarística, realizada nesta terça-feira (27), na paróquia São Francisco das Chagas, em Boa Vista. A santa missa foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Evaristo Spengler.

A programação teve início com uma peregrinação, que saiu do salão paroquial Santa Maria, ao lado da paróquia, e seguiu até a igreja, onde foi celebrada a missa.

Foto: Kayla Silva 

Durante a celebração, foi abençoada a placa do Ano Franciscano, indicando que a Paróquia passa a ser reconhecida como igreja peregrina durante o Ano Jubilar. Também foram apresentados os cinco seminaristas da diocese: Lucas Santos, do primeiro ano de teologia; Vinicyus Andrade, do primeiro ano de filosofia, ambos se preparam no seminário São José, em Manaus; Gabriel Gomes, Luan Peterson e Kaick Gabriel, que ingressam no Propedêutico, no seminário de Nossa Senhora Aparecida.

Foto: Kayla Silva 

O Ano Jubilar Franciscano foi proclamado pelo Papa Leão XVI e será celebrado de 10 de janeiro de 2026 a 10 de janeiro de 2027. Trata-se de um tempo em que a igreja faz memória dos oitocentos anos da morte de São Francisco de Assis. Sobre a vida e o exemplo deste santo, o bispo ressalta que São Francisco foi uma pessoa reconciliada com Deus, reconciliada com os irmãos e também com a natureza, a casa comum. Ele ainda acrescenta:

“Ele nos ensina a sermos instrumentos de paz e do bem, a buscar, antes de tudo, a Deus em nossas vidas e a ajudar na construção de uma fraternidade universal, na qual todos sejam, de fato, irmãos e irmãs em Jesus Cristo”, destacou.

O pároco da Paróquia São Francisco, padre Josimar Lobo, explicou que durante o Ano Jubilar Franciscano os fiéis podem receber indulgência plenária.

“Aqueles que comungarem, rezarem a intenção do Santo Padre, fizerem um ato de caridade, rezarem sufrágio pelos nossos irmãos e irmãs que já partiram e se comprometerem a realizar uma obra de caridade receberão o perdão dos pecados”, afirmou o padre.

Para viver o Ano Jubilar, os fiéis são convidados a peregrinar a uma igreja peregrina dedicada a São Francisco, participar da Eucaristia, confessar-se, rezar pela intenção do Papa e realizar um ato concreto de caridade.

Leão XIV: a Igreja permanece firme contra toda forma de antissemitismo

Por ocasião do Dia da Memória, o Papa reafirma, em publicação na rede social X, a fidelidade à posição expressa na Nostra Aetate e a condenação de toda discriminação ou perseguição por motivos étnicos, linguísticos, de nacionalidade ou religião.

Foto: 81º aniversário da libertação do campo de concentração e extermínio de Auschwitz 

Nesta terça-feira, 27 de janeiro, celebra-se o Dia da Memória, data instituída para recordar as vítimas do Holocausto, quando milhões de judeus e pessoas pertencentes a outros grupos foram assassinados pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial. A comemoração tem como objetivo convidar a humanidade a não esquecer as tragédias provocadas pelo ódio, pelo racismo e pela ideologia da exclusão, bem como renovar o compromisso com a dignidade humana, a paz e a fraternidade entre os povos.

Neste contexto, o Papa Leão XIV publicou uma mensagem em sua conta “@Pontifex” na rede social X, na qual condena toda forma de antissemitismo à luz da Declaração Nostra Aetate, documento do Concílio Vaticano II que marcou uma nova etapa nas relações da Igreja Católica com o povo judeu e com as outras religiões, promovendo o diálogo, o respeito mútuo e a rejeição de qualquer forma de discriminação religiosa:

“Hoje, Dia da Memória, gostaria de recordar que a Igreja permanece fiel à firme posição da Declaração #NostraAetate contra todas as formas de antissemitismo e rejeita qualquer discriminação ou assédio por motivos étnicos, linguísticos, de nacionalidade ou religião.”

 

Thulio Fonseca – Vatican News

Diocese de Roraima realiza abertura do Ano Jubilar Franciscano nesta terça-feira, 27

Diocese de Roraima realiza abertura do Ano Jubilar Franciscano nesta terça-feira, 27

O Ano Jubilar Franciscano foi estabelecido em memória dos oitocentos anos da morte de São Francisco de Assis

Diocese de Roraima realiza abertura do Ano Jubilar Franciscano nesta terça-feira, 27
Foto: Kayla Silva

O Ano Jubilar Franciscano foi proclamado pelo Papa Leão XIV e será celebrado de 10 de janeiro de 2026 a 10 de janeiro de 2027. Na Diocese de Roraima, a abertura do Jubileu acontece nesta terça-feira, dia 27, às 19h30, na Paróquia São Francisco das Chagas, localizada na Av. Capitão Júlio Bezerra, 775, bairro São Francisco.

O Ano Jubilar Franciscano foi estabelecido em memória dos oitocentos anos da morte de São Francisco de Assis. Durante este período, os fiéis são convidados a realizar peregrinação a uma igreja franciscana ou a um local de culto dedicado a São Francisco de Assis.

Este ano é dirigido, de modo especial, aos membros das Famílias Franciscanas da Primeira, Segunda e Terceira Ordens, tanto regulares quanto seculares, bem como aos Institutos de Vida Consagrada. No entanto, a graça jubilar se estende a todos os fiéis que desejam seguir o exemplo de São Francisco de Assis.

Indulgência plenária 

A Igreja Católica oferece aos fiéis a oportunidade de obter a indulgência plenária, que é o perdão total das penas temporais ligadas aos pecados já confessados. Neste ano jubilar, a Penitenciaria Apostólica concedeu Indulgência Plenária, nas condições habituais da Igreja, aos fiéis que participarem das celebrações do Jubileu, em continuidade com o Jubileu Ordinário de 2025.