Emissora avança na expansão do sinal e segue para a fase de aprovação técnica das novas retransmissoras.
Foto: Kayla Silva – Rádio Monte Roraima
A Rádio Monte Roraima venceu o processo de seleção para a implantação de sete repetidoras no interior de Roraima. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (26) pelo diretor-geral, padre Luiz Botteon.
As novas retransmissoras serão instaladas nos municípios de São João da Baliza, Rorainópolis, Caracaraí, Alto Alegre, Normandia, Pacaraima e Uiramutã, ampliando o alcance da programação para diferentes regiões do estado.
O processo teve início em 2022, quando o Ministério das Comunicações abriu um edital destinado às emissoras da Amazônia Legal interessadas em instalar repetidoras. A Rádio Monte Roraima participou da seleção e conquistou o primeiro lugar.
Nesta sexta-feira, o ministério publicou as frequências destinadas a cada município. Segundo o padre Luiz Botteon, essa é mais uma etapa concluída e garante à emissora o direito de seguir com o processo de implantação das repetidoras.
Com a definição das frequências, o próximo passo será a análise da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A emissora deverá apresentar projetos técnicos e a documentação necessária para obter a autorização de funcionamento de cada repetidora.
Para viabilizar a implantação da estrutura, a Rádio Monte Roraima também lançou a campanha “Empresários na Frequência do Bem”, com o objetivo de ampliar o número de apoiadores culturais e patrocinadores.
A expectativa é que, após a conclusão de todas as etapas, a programação da emissora chegue às comunidades mais distantes de Roraima.
Quer fazer parte da campanha e anunciar o seu negócio na Rádio Monte Roraima?
Entre em contato com a nossa central de atendimento: (95) 99144-4785.
O Papa também reconheceu o martírio de sacerdotes espanhóis, mortos por ódio à fé em 1936, e as virtudes heroicas de religiosas italianas, espanhola e
Servo de Deus Júlio Maria De Lombaerde
Durante a audiência concedida na manhã desta quinta-feira (18/06), ao prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos, cardeal Marcello Semeraro, o Sumo Pontífice autorizou o mesmo Dicastério a promulgar os Decretos referentes:
– ao martírio dos Servos de Deus Juan Torres Torres e 19 Companheiros, sacerdotes diocesanos, assassinados entre agosto e setembro de 1936, por ódio à fé, no território da Diocese de Ibiza (Espanha), no contexto da mesma perseguição;
– às virtudes heroicas do Servo de Deus Júlio Maria De Lombaerde (nascido Júlio Emílio Alberto De Lombaerde), sacerdote professo da Congregação dos Missionários da Sagrada Família e fundador da Congregação das Filhas do Imaculado Coração de Maria, da Congregação dos Missionários de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento e da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, nascido em Waregem (Bélgica) em 7 de janeiro de 1878 e falecido próximo ao atual município de Alto Jequitibá (Brasil) em 24 de dezembro.
O Servo de Deus Júlio Maria De Lombaerde foi um missionário católico belga naturalizado brasileiro, tendo se destacado como escritor e evangelizador. Sua vida e legado religioso são marcados por numerosas realizações. Nascido na Bélgica, adotou o nome “Maria” por devoção à Virgem Santíssima e suprimiu “Emílio Alberto”. Chegou ao Brasil em 1913. Atuou por 16 anos no Norte e Nordeste (como no Amapá) e 16 anos em Minas Gerais. Faleceu tragicamente em um acidente automobilístico em 24 de dezembro de 1944, em Alto Jequitibá (MG), aos 66 anos. Além da fundação das três Congregações religiosas, escreveu dezenas de obras literárias de apologética e catequese, além de atuar fortemente na construção de hospitais, patronatos e escolas para os vulneráveis.
O Santo Padre também autorizou o mesmo Dicastério a promulgar os Decretos referentes:
– às virtudes heroicas da Serva de Deus Maria Teresa Tallon (nascida Julia Teresa), fundadora da Congregação das Visitadoras Paroquiais de Maria Imaculada, nascida em 6 de maio de 1867, em Hanover, EUA, e falecida em 10 de março de 1954, em Monroe, EUA;
– às virtudes heroicas da Serva de Deus Maria Agnese Tribbioli, religiosa professa e fundadora da Congregação das Irmãs Pias Operárias de São José, nascida em 20 de abril de 1879, em Florença, Itália, e lá falecida em 27 de janeiro de 1965;
– às virtudes heroicas da Serva de Deus Clara Andreu y Malferit (nascida Barbara Onofria), monja professa do Mosteiro dos Jerônimos de San Bartolomeo de Inca, nascida em 4 de dezembro de 1596, em Palma de Maiorca, Espanha, e falecida em 24 de junho de 1628, em Inca, Espanha;
– às virtudes heroicas da Serva de Deus Maria Petra Giordano (nascida Nicoletta), monja professa da Ordem das Pregadoras, nascida em 4 de julho de 1912, em Nápoles, Itália, e falecida em 21 de junho de 2006, em Bibbiena, Itália.
Lideranças indígenas, Igreja e organismos internacionais discutem proteção territorial, direitos e os impactos do garimpo na TIY.
Foto: Kayla Silva – Rádio Monte Roraima
A defesa dos povos indígenas e os desafios enfrentados na Terra Indígena Yanomami pautam a 8ª Assembleia Ordinária da Associação Hutukara. Realizada entre os dias 15 e 18 de junho, no Centro Regional Lago Caracaranã, em Normandia, norte de Roraima. O encontro reúne lideranças indígenas, representantes de associações e instituições para discutir temas relacionados à saúde, educação, proteção territorial e governança da Terra Indígena Yanomami.
A programação desta quarta-feira (17) contou com a participação do bispo da Diocese de Roraima, Dom Evaristo Spengler, e de representantes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Antes da mesa de debates, os convidados foram recebidos com cantos e danças tradicionais apresentados pelos Yanomami.
Criada em 2004, a Hutukara Associação Yanomami (HAY) é umas das principais organizações indígenas do país. A entidade atua na articulação política dos povos Yanomami e Ye’kwana.
O vice-presidente da HAY, Dário Kopenawa, ressaltou os avanços conquistados pela organização ao longo dos anos.
“Nós sofremos muito, mas também tivemos bastantes conquistas. Por exemplo, no combate aos invasores da Terra Indígena Yanomami, conseguimos expulsar grande parte deles do território. Realizamos diversos encontros com as associações e promovemos fóruns de lideranças na Terra Indígena Yanomami. Também fortalecemos a articulação com organizações parceiras, como os povos Munduruku, Kayapó e Yanomami”.
Apesar dos avanços conquistados, Dário ressaltou que ainda há desafios pela frente. Segundo ele, a Hutukara continuará trabalhando para garantir os direitos dos povos indígenas e a proteção de seus territórios.
Dário Kopenawa – Foto: Kayla Silva
A Igreja reafirma compromisso com os povos originários
Durante sua fala, Dom Evaristo recordou a trajetória da Igreja junto aos povos originários de Roraima e reafirmou o compromisso da instituição com a defesa da vida e dos direitos humanos.
“Há décadas, a Igreja local escolheu estar ao lado das comunidades indígenas para viver o evangelho na história, partilhando suas alegrias e sofrimentos, escutando seus clamores e assumindo, com elas, a defesa da vida, da terra e da dignidade”, disse o bispo.
O bispo destacou ainda que a missão da Igreja não está ligada ao poder público, mas à promoção da dignidade humana.
“Como Igreja, não temos poder de governo, mas estamos junto ao povo Yanomami cobrando ações do Governo e da Justiça. O povo Yanomami sempre é protagonista de suas próprias ações,” ressaltou.
Dom Evaristo Spengler – Foto: Kayla Silva
Representantes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) ressaltaram a importância de ouvir diretamente as lideranças indígenas e conhecer a realidade vivida pelas comunidades.
Segundo a CIDH, já existem diversos diagnósticos e evidências sobre os impactos da mineração ilegal nos territórios indígenas. A comissão colocou à disposição mecanismos de acompanhamento e defesa dos direitos humanos, reforçando a necessidade de manter o diálogo com as lideranças locais.
Lideranças denunciam impactos do garimpo
Durante os debates, lideranças indígenas manifestaram preocupação com os impactos da mineração ilegal na Terra Indígena Yanomami. Umas das lideranças afirmou que o garimpo ameaça a sobrevivência das comunidades e pediu que as denúncias sejam levadas às autoridades.
“Eu não quero que aconteça sofrimento na nossa terra por causa da mineração, pois nós somos moradores da terra. Esses garimpos nós não queremos. Levem minhas palavras para vossas autoridades. Essa terra é nossa mãe. Se estragar nossa terra, como vamos viver?”.
Outra liderança reforçou a rejeição dos Yanomami à exploração mineral dentro do território.
“Nós, Yanomami, somos povo da terra e não permitimos projeto de lei de mineração. Sabemos que a mineração explora a Terra Indígena Yanomami e não queremos isso. Levem essa mensagem para a Câmara dos Deputados. Não queremos mais contaminação da terra”.
Também houve pedidos por mais ações de proteção territorial e fortalecimento da vigilância nas comunidades.
“Peço que o governo tome providências para a proteção de nossas terras. Nós, mulheres Yanomami, não queremos a invasão dos nossos territórios. Nossos rios, lagos e florestas precisam permanecer vivos para garantir o futuro de nossos filhos”, disse uma liderança presente.
Mensagem do Vaticano à Assembleia da Hutukara
A Secretaria de Estado do Vaticano enviou uma mensagem aos participantes da 8ª Assembleia da Hutukara Associação Yanomami. No texto, transmitido pelo secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, o Papa Leão XIV assegura suas orações pelo encontro e pelos povos indígenas.
A mensagem, encaminhada ao bispo da Diocese de Roraima, Dom Evaristo Spengler, destaca a importância da assembleia para o fortalecimento da união dos povos em torno de seus valores e princípios tradicionais
Na Diocese de Roraima programação segue até 20 de junho com celebrações, colóquio e caminhada solidária.
Foto: cnbb
Começa neste domingo, dia 14, e segue até 21 de junho a 41ª Semana do Migrante. A mobilização é promovida pelo Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM), organismo ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB.
Neste ano, a campanha traz como tema “Migração e Moradia” e o lema “Eu Não Tenho Onde Morar”. A iniciativa busca chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas por migrantes, refugiados e pessoas em situação de deslocamento, especialmente no acesso à moradia digna.
A temática também está em sintonia com a Campanha da Fraternidade de 2026. Segundo a secretária-executiva da Cáritas Diocesana, Joelma Costa, a falta de moradia adequada está entre os principais desafios enfrentados pela população migrante.
“Esses temas convidam a Igreja e a sociedade a refletirem sobre uma das principais dificuldades enfrentadas pelos migrantes: o acesso à moradia digna. A proposta é sensibilizar a população para a realidade de milhares de pessoas que deixam suas terras em busca de melhores condições de vida”, disse Joelma Costa.
Durante a semana, a Diocese de Roraima e a Articulação dos Serviços Eclesiais aos Migrantes e Refugiados (ASEMIR) promovem atividades voltadas à reflexão sobre a realidade vivida por migrantes e refugiados.
A programação conta com celebrações religiosas, a Festa das Tendas, um colóquio sobre migração e moradia, além de uma caminhada solidária e inter-religiosa.
PROGRAMAÇÃO:
14/06 – 11h15
Santa Missa na Matriz Nossa Senhora do Carmo, após a missa haverá a Festa das Tendas.
19/06 – 15h00
V Colóquio: Migração e Moradia, no PPGSOF-UFRR.
20/06 – 08h30
Encerramento: Caminhada solidária e inter-religiosa, com saída da Comunidade Santa Luzia, no bairro 13 de Setembro, até a Rodoviária Internacional de Boa Vista.
Frei William Ramos atua na Área Missionária de Rorainópolis e será ordenado sacerdote neste sábado, 13.
Foto: Pascom Rorainópolis
A Diocese de Roraima se alegra com a ordenação sacerdotal do frei William Ramos Maciel, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos da Custódia do Amazonas e Roraima. A celebração eucarística será realizada neste sábado, dia 13, às 10h, e será presidida pelo bispo auxiliar de Manaus, Dom Zenildo Lima, na Paróquia São Bento, no bairro Cidade Nova, em Manaus (AM).
Missionário na Diocese de Roraima, frei William atua na Área Missionária de Rorainópolis, no sul do estado. Sua ordenação diaconal foi celebrada em 6 de junho de 2025, na Comunidade Nossa Senhora da Assunção. Para a ordenação sacerdotal, escolheu como lema a passagem bíblica: “Seduziste-me, Senhor, e eu me deixei seduzir” (Jr 20,7).
Foto: Arquivo Pessoal
Sua história vocacional começou ao admirar a forma como sua mãe acolhia os padres. Aquele gesto despertou no frei o desejo de seguir o sacerdócio. Quando compartilhou essa decisão com a mãe, encontrou resistência inicial. Mesmo assim, perseverou nos encontros vocacionais e seguiu firme no discernimento. Com o tempo, ela compreendeu e apoiou sua escolha, chegando a consagrá-lo a Nossa Senhora da Imaculada Conceição.
Frei William recorda que, antes de ingressar no convento, foi questionado pela mãe sobre a certeza de sua decisão. Convicto de sua vocação, respondeu que aquele era o caminho que desejava seguir. Em seguida, recebeu dela uma benção.
“A partir de hoje, vou consagrá-lo a Nossa Senhora da Conceição. Em todas as suas dores, crises e momentos de fraqueza, recorra a ela, pois ela iluminará os seus passos”, contou frei William.
Para o religioso, receber a ordenação sacerdotal durante o Ano Jubilar Franciscano torna esse momento ainda mais significativo.
“É um privilégio muito grande ser ordenado sacerdote da Igreja para servir ao povo de Deus”, disse.
Em mensagem aos fiéis de Roraima, especialmente aos jovens, frei William recorda um ensinamento de Santa Clara de Assis: “Nunca perca de vista o seu ponto de partida.”
Ele também pede orações para que possa exercer o ministério sacerdotal com fidelidade, humildade e dedicação à missão que recebeu de Deus.
Programação inclui celebrações eucarísticas, procissões com o Santíssimo Sacramento e a tradicional confecção de tapetes.Pascom diocesana
Nesta quinta-feira, 04, a Igreja celebra a Solenidade de Corpus Christi. A expressão em latim significa “Corpo de Cristo”, celebrada sempre 60 dias após o Domingo de Páscoa.
A festa foi instituída pelo Papa Urbano IV após o Milagre de Bolsena, ocorrido na Itália em 1263. De acordo com a tradição da Igreja, durante uma celebração eucarística, uma hóstia consagrada teria apresentado sinais de sangue. A celebração recorda a presença de Cristo na Eucaristia e é o único dia do ano em que o Santíssimo Sacramento é levado em procissão pelas ruas.
O reitor do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, padre Luiz Botteon, destacou que Corpus Christi é o momento em que a comunidade católica manifesta publicamente a fé na presença real de Cristo na Eucaristia. “O pão já não é mais pão, mas o Corpo de Cristo. Da mesma forma, o vinho já não é mais vinho, mas o Sangue de Cristo. É o próprio Deus que se faz presente entre nós e se oferece como alimento para a nossa vida espiritual”, afirmou.
Tradição dos tapetes
Uma das marcas de Corpus Christi é a confecção dos tapetes ornamentais que recebem a passagem do Santíssimo Sacramento. A tradição surgiu em Portugal e chegou ao Brasil durante o período colonial. Os tapetes são produzidos com serragem, flores, areia e outros materiais. Foto: Pascom Diocesana
Padre Luiz ressalta que os tapetes manifestam o acolhimento e dignidade por onde o Santíssimo Sacramento passa. “Os tapetes confeccionados para a procissão de Corpus Christi representam o respeito, a fé e a devoção que a comunidade cristã dedica a Jesus presente na Eucaristia. Ao preparar esses tapetes, os fiéis manifestam o desejo de acolher o Senhor com dignidade, oferecendo um caminho ornamentado para a passagem do Santíssimo Sacramento pelas ruas da cidade”, disse.
Na Catedral Cristo Redentor, no Centro de Boa Vista, a celebração de Corpus Christi terá início às 6h30. A Santa Missa será presidida pelo bispo diocesano, Dom Evaristo Spengler. Em seguida, os fiéis seguirão em procissão até a Paróquia São Francisco das Chagas, no bairro São Francisco.
Programação:
PARÓQUIAS Área Pastoral do Centro 06h30 – Santa Missa na Catedral Cristo Redentor, em seguida procissão até a Igreja São Francisco. Paróquia Santo Antônio de Sant’Ana Galvão 19h00 – Comunidade Nossa Senhora de Guadalupe Rua Gideão, 584 – Nova Canaã Paróquia São Jerônimo 08h00 – Comunidade Nossa Senhora do Rosário Rua Udine Benedetti, nº 714 – Cinturão Verde Paróquia Santos Arcanjos 19h30 – Comunidade Santa Rita Rua Guanabara, 453 – Jóquei Clube ÁREAS MISSIONÁRIAS Área Missionária São Raimundo Nonato 17h00 – Comunidade Sant’Ana, na rua Raimundo Rodrigues Coelho, 600 – Sílvio Botelho. Em seguida, procissão com o Santíssimo Sacramento até a Comunidade Sagrada Família, na rua Barnabé Antônio de Lima, 912 – Alvorada. Área Missionária Sagrado Coração de Jesus 19h30 – Comunidade Nossa Senhora da Piedade Rua N, 360 – Cidade Satélite Área Missionária Santa Rosa de Lima 18h00 – Comunidade Nossa Senhora do Rosário,a na rua Raio de Lua, 55 – Aracelis. Após a missa, procissão até a Comunidade Nossa Senhora da Luz, na rua Universo, 1796 – Raiar do Sol. Área Missionária São João Batista 08h00 – Comunidade Nossa Senhora de Nazaré Rua Altair Pereira de Melo, 304 – Jardim Caranã 08h00 – Comunidade Santa Teresinha Rua Altair Pereira de Melo, 1098 – União 09h00 – Comunidade São João Batista Av. Parimé Brasil, 730 – Caranã PARÓQUIAS DO INTERIOR Paróquia São José Operário – Caracaraí 19h00 – Comunidade São José Operário Rua Sebastião Diniz, 257 Paróquia São Francisco de Assis – Rorainópolis 16h00 – Comunidade São Francisco de Assis – Nova Colina Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Mucajaí 17h30 – Praça Chaguinha Aguiar
Celebração realizada pela Diocese de Roraima reuniu comunidades da capital, do interior e das áreas missionárias no Parque Anauá.
Foto: Ewerthon Souza
Milhares de fiéis da Diocese de Roraima participaram, neste domingo (24), da Solenidade de Pentecostes 2026, realizada no Parque Anauá, em Boa Vista. A celebração, que recorda a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos cinquenta dias após a Páscoa, reuniu comunidades da capital, do interior e das áreas missionárias em um momento de oração, unidade e renovação da fé.
Com o tema “Coragem, eu venci o mundo” (Jo 16,33) e o lema “O Espírito Santo nos faz instrumentos de paz!”, a programação iniciou às 17h com animação, louvor e atendimento de confissões. A Santa Missa iniciou com a entrada das pastorais e movimentos, além da imagem de São Francisco de Assis, em referência ao Ano Jubilar Franciscano. Em seguida, Dom Evaristo Spengler conduziu a celebração, reunindo milhares de fiéis em oração e reflexão.
Foto: Pascom Diocesana
A celebração foi transmitida ao vivo pelo canal do YouTube da Rádio Monte Roraima FM 107,9 e pelas redes sociais da rádio e da Diocese de Roraima.
Além dos fiéis, a Solenidade de Pentecostes também reuniu autoridades, incluindo o governador interino de Roraima, Soldado Sampaio.
Durante a celebração, a imagem de Nossa Senhora de Fátima também foi conduzida até o altar, reforçando o pedido pela paz vivido ao longo da missa.
Neste ano, a celebração aconteceu no contexto do Ano Jubilar Franciscano e teve como principal reflexão o chamado à construção da paz em meio aos desafios enfrentados pela humanidade. Durante a homilia, Dom Evaristo destacou os conflitos internacionais, a violência e os desafios sociais vividos também na realidade local.
“O Papa Francisco alertava que o mundo vive uma terceira guerra mundial em pedaços. A guerra é sinônimo de destruição de vidas, destruição de sonhos, de afetos, de segurança, destruição da fraternidade, destruição da paz e da esperança”, afirmou.
Ao refletir sobre a realidade local, o bispo mencionou o crescimento das facções criminosas, roubos, tráfico de drogas, tráfico de armas, exploração sexual, trabalho escravo e outras formas de violência que afetam a sociedade. Segundo ele, Pentecostes é também um chamado à renovação da humanidade e ao fortalecimento de caminhos de paz.
“O Espírito Santo, Dom de Deus, não abençoa a morte. O Espírito Santo dá vida, renova, transforma, constrói a comunidade, faz nascer um novo ser humano. O Espírito Santo une os distintos credos em uma única missão. É dessa força renovadora, transformadora, doadora de vida, que viemos nos alimentar nesta celebração”, disse.
Durante a homilia, Dom Evaristo refletiu sobre o significado do milagre de Pentecostes e a importância da convivência fraterna, especialmente em Roraima, estado marcado pela diversidade cultural e presença de povos de diferentes origens.
“Na força do Espírito não há divisão, não há exclusão, o Espírito une a todos na mesma linguagem do amor”, destacou.
Ao falar sobre convivência e construção da paz, Dom Evaristo também relacionou a mensagem de Pentecostes ao período eleitoral, reforçando a importância do diálogo e do respeito às diferenças.
“Algumas eleições, no Brasil, dividiram famílias, dividiram comunidades, separaram amigos. O Espírito une, o diabo divide. Saibamos defender ideias, projetos, sem transformar adversários em inimigos”, afirmou.
Ao longo da homilia, Dom Evaristo ainda recordou os 11 anos da Encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, reforçando o cuidado com a casa comum, e recordou São Francisco de Assis como exemplo de fraternidade e construção da paz.
Foto: Ewerthon Souza
Como gesto concreto de solidariedade, a Diocese incentivou a doação de alimentos não perecíveis, destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social. A ação foi coordenada pela Cáritas Diocesana, com ponto de arrecadação instalado no local.
Segundo a secretária executiva da Cáritas, Joelma Costa, os cerca de 780 itens arrecadados serão destinados às pessoas acompanhadas pelos serviços sociais da igreja.
“Essa arrecadação de alimentos vai ser distribuída entre as Cáritas paroquiais e a Cáritas Diocesana. Pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social vão receber esse gesto de solidariedade”, afirmou.
Foto: Pascom Diocesana
Além da programação religiosa, pastorais e movimentos diocesanos participaram com a comercialização de lanches, artesanatos e artigos religiosos, fortalecendo o espírito de comunhão e participação comunitária.
A celebração também contou com o rito de apagamento do Círio Pascal, símbolo do Cristo Ressuscitado, marcando o encerramento do Tempo Pascal. Dentro do contexto do Ano Jubilar Franciscano, os fiéis também puderam vivenciar a indulgência plenária franciscana, reforçando o convite à reconciliação, à renovação espiritual e ao fortalecimento da caminhada de fé.
Considerada uma das maiores manifestações da fé católica em Roraima, a Solenidade de Pentecostes reuniu mais uma vez milhares de pessoas em um momento marcado pela espiritualidade, comunhão e renovação da missão cristã, reforçando o chamado para que os fiéis sejam instrumentos de paz e esperança.
A formação abordou comunicação digital, IA e redes sociais, reunindo participantes de diversos municípios de Roraima.
Foto: João Felipe – Pascom Diocesana
A Rádio Monte Roraima, PASCOM Diocesana e a Livraria Paulinas realizaram entre os dias 22 e 24 de maio o 3° Curso de Comunicação voltado para colaboradores, apresentadores, agentes de pastorais e comunicadores da Diocese de Roraima.
O primeiro dia de formação ocorreu no auditório da Rádio e reuniu colaboradores e apresentadores da emissora. Já o segundo momento aconteceu no Centro de Formação da Diocese, com a participação de agentes pastorais de diversos municípios do estado.
Com o tema “Comunicação digital, inteligência artificial e redes sociais”, a formação foi conduzida pela Irmã Gisely Pinheiro, fsp, das Irmãs Paulinas. A religiosa é graduada em Comunicação e Marketing pela UNIFACS e pós-graduanda em Digital Business pela USP/ESALQ.
Colaboradores e apresentadores da RádioComunicadores da Diocese de Roraima
Ao final do curso, a irmã destacou o envolvimento dos agentes e a importância da comunicação evangelizadora.
“Houve muito comprometimento dos pasconeiros, das pessoas que participaram e, principalmente, dos jovens nesse momento. Esse comprometimento me edificou. Fiquei feliz por ter participado e por estar aqui nesta Diocese de Roraima”, disse irmã Gizely.
A religiosa também deixou uma mensagem para a coordenadora da Pascom Diocesana, Kayla Silva, e para os comunicadores.
“Kayla para você, comunicadora, e para vocês, comunicadores da Diocese de Roraima, nunca percam sua essência. Nunca percam esse contato com a pessoa de Jesus Cristo. Ele é o nosso modelo de comunicador. Que possamos juntos levar a mensagem do Evangelho para cada vez mais pessoas”.
O curso também contou participação de representantes de municípios como Mucajaí, Caracaraí, Bonfim e Rorainópolis.
A participante Mariane Fagundes, da área missionária de Rorainópolis, falou sobre a importância da formação para fortalecer a evangelização nas comunidades.
“Eu não sou muito da área da PASCOM, faço parte de outras pastorais, mas me interessei muito porque é uma forma muito bonita de evangelizar. A minha área missionária está precisando focar muito nessa parte, então vai ser um apoio muito grande para nós”, disse Mariane.
Já Adriana Aloisio, do município de Bonfim, falou os aprendizados adquiridos durante os dois dias de formação.
“Uma experiência boa. Daqui levo muito aprendizado, muito conhecimento para a minha comunidade, para a minha igreja e também para as minhas crianças da catequese. Quero colocar em prática o que foi proposto nessa formação e estou muito feliz por participar desse curso”, contou.
No 135º aniversário da “Rerum novarum”, o Pontífice reflete, em sua primeira encíclica, “Magnifica humanitas”, sobre a Doutrina Social da Igreja na era da IA.
“A magnífica humanidade criada por Deus encontra-se hoje diante de uma escolha decisiva: erguer uma nova torre de Babel ou construir a cidade onde Deus e a humanidade habitam juntos”. O incipit da primeira encíclica de Leão XIV – Magnifica humanitas, “sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial” – resume suas razões fundamentais e seu objetivo. Publicada hoje, segunda-feira, 25 de maio, foi assinada pelo Pontífice no último dia 15 de maio, no 135º aniversário da promulgação da Rerum novarum de Leão XIII. E de seu predecessor, o Papa Prevost recolheu a herança, escrevendo uma encíclica social que aborda um dos principais desafios da época contemporânea: a inteligência artificial. Dividida em cinco capítulos, Magnifica humanitas parte de um pressuposto: a tecnologia não é uma “força antagônica em relação à pessoa” (4), nem “um mal em si mesma” (9). No entanto, ela “não é neutra, pois assume o rosto daqueles que a concebem, a financiam, a regulam e a utilizam”. Daí, o apelo do Pontífice para “construir o bem” e “permanecer humanos”, seguindo a lógica da corresponsabilidade corajosa e da comunhão.
No encontro com os participantes da conferência internacional “Preservar vozes e rostos humanos”, Leão XIV reiterou que o tema do uso das novas tecnologias no “está no coração da …
A Doutrina Social da Igreja
O primeiro capítulo – Um pensamento dinâmico fiel ao Evangelho – repercorre a Doutrina Social da Igreja (DSI) no magistério recente e no Concílio Vaticano II, destacando “o seu caráter dinâmico” (17). Longe de ser “um manual de princípios e normas a serem aplicados”, a DSI é antes uma “teologia da comunhão na história” (27) que orienta a leitura dos acontecimentos à luz do Evangelho. No segundo capítulo, Leão XIV enumera os Fundamentos e princípios da Doutrina Social da Igreja: entre os primeiros, inclui a dignidade da pessoa, criada à imagem e semelhança de Deus; a inviolabilidade dos direitos humanos, entre os quais o direito à vida “desde a concepção até ao seu fim natural”; o reconhecimento dos direitos das minorias, com especial atenção às mulheres, para que sejam verdadeiramente ouvidas e valorizadas (57).
Quanto aos princípios da DSC, Leão XIV aponta cinco: o primeiro é o bem comum, “forma social da dignidade reconhecida a cada um” (59). Em um ponto, o Papa é particularmente firme: “A promoção do bem comum nunca pode ser separada do respeito ao direito dos povos de existir, de preservar sua identidade e de contribuir com sua originalidade para a família das nações”. Consequentemente, “qualquer tentativa ou projeto de eliminar ou subjugar uma nação é gravemente imoral e, portanto, inaceitável” (64).
O Papa aprovou a instituição do órgão pelo cardeal Czerny, prefeito do Dicasterio para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, que será o coordenador. A Comissão é composta …
A tecnologia não deve estar nas mãos de poucos
O segundo princípio diz respeito à destinação universal dos bens: aí e em outros pontos da encíclica, Leão XIV insiste na necessidade de que as tecnologias não se concentrem nas mãos de poucos, alimentando a disparidade entre os incluídos e os excluídos da revolução digital (67). Daí decorrem o terceiro e o quarto princípios, a saber, a subsidiariedade (68) – que exige a superação do paternalismo e do assistencialismo em favor da corresponsabilidade – e a solidariedade (73), “princípio e virtude” que se opõe à indiferença.
A justiça social
O quinto princípio da DSC é a justiça social: na era digital, ela deve garantir a todos um acesso equitativo às oportunidades, proteger os mais vulneráveis, combater o ódio e a desinformação e submeter o uso das tecnologias ao controle público. Leão XIV aponta os migrantes como um “teste decisivo” nesse campo: a maneira como a sociedade os trata demonstra “se a ideia de justiça é guiada pelo medo ou pela fraternidade”. Daí, o apelo tanto para salvaguardar “o direito à esperança” daqueles que são forçados a partir, garantindo-lhes vias seguras e legais, acolhimento digno e integração; quanto para promover “o direito de permanecer” de cada um em sua terra, em paz e segurança, enfrentando “as causas profundas” das migrações (81). O Pontífice entende que os cinco princípios acima mencionados se dirigem também à Igreja, chamada a “um exame de consciência”, a ouvir as “vítimas de abusos espirituais, econômicos, institucionais, sexuais, de poder e de consciência”, pois isso “é parte integrante de um caminho de justiça, que compreende o reconhecimento do dano, a reparação justa e a prevenção” (89).
Um código ético para a IA
O terceiro capítulo – Técnica e domínio. A grandeza da pessoa humana diante das promessas da IA – ressalta que é preciso abordar a IA com cautela, mantendo clareza sobre as responsabilidades em todas as suas etapas (accountability) e apostando em políticas e marcos jurídicos adequados, vigilância independente e educação dos usuários. Acima de tudo, é necessário um código ético submetido a critérios de justiça social compartilhada, pois “não serve uma IA mais moral se essa moral for decidida por poucos” (107). Sem deixar de lado o impacto ambiental das novas tecnologias, que exigem grandes quantidades de energia e água, afetando a Criação (101).
Desarmar a IA
É preciso “desarmar a IA” – prossegue Leão XIV – para subtraí-la à lógica da competição militar, econômica e cognitiva; para romper a equivalência entre poder técnico e direito de governar; para subtraí-la aos monopólios e impedir que domine o humano. Amplo espaço é dedicado à crítica do transumanismo e do pós-humanismo, que interpretam o progresso como a superação dos limites do humano. Em vez disso, o limite não é um defeito a ser eliminado, mas uma dimensão constitutiva da pessoa, pois é na fragilidade e na finitude que amadurecem a relação e a abertura a Deus e ao outro. Fazer a tecnologia crescer eliminando os limites do humano significa, portanto, fazer o coração regredir. Magnífica e, ainda assim, ferida, a humanidade “não deve ser substituída nem superada”. A tecnologia pode aliviar seus sofrimentos e abrir-lhe novas possibilidades, mas não deve negá-la naquilo que lhe é próprio: “a capacidade de relação e de amor” (126). Diante da IA, a verdadeira alternativa não está entre o entusiasmo e o medo, mas entre duas formas de construir o progresso: a serviço da pessoa e dos povos ou das lógicas do poder (129).
Mensagem de Leão XIV, assinada pelo cardeal secretário de Estado Parolin, por ocasião da 102ª Jornada da Universidade Católica: “Um saber não orientado para o encontro e para a …
Uma ecologia da comunicação
No quarto capítulo – Preservar o humano na transformação. Verdade, trabalho, liberdade –, a encíclica defende uma “ecologia da comunicação” baseada na verdade. O Papa pede transparência nos critérios de seleção de conteúdos, proteção dos dados pessoais, um jornalismo sério fundamentado na argumentação e na verificação, uma nova consciência no uso “correto e crítico” da IA e a integração dos conhecimentos. Uma comunicação transparente e leal é exigida também da Igreja, sobretudo nos casos de injustiças e abusos. É fundamental também o apelo a uma aliança educativa renovada, para que nos jovens não se apague “o desejo de fazer perguntas” por causa de máquinas perfeitas que fazem parecer inútil o pensamento humano (140). Leão XIV pede ainda que se aposte na escola como lugar onde se aprende a “buscar e amar a verdade” (147).
A dignidade do trabalho
Na “quarta revolução industrial” representada pela transição digital, o Pontífice ressalta então a importância de proteger a dignidade do trabalho, projetando sistemas centrados na pessoa e não apenas no desempenho. A tecnologia pode certamente aliviar o homem de tarefas pesadas ou repetitivas, mas não deve levar ao desemprego em nome da redução de custos e do aumento do lucro. Nesse sentido, espera-se também uma renovação das organizações sindicais.
Paz e desenvolvimento
O Pontífice destaca, em seguida, a necessidade de superar o PIB como parâmetro do grau de desenvolvimento de um país, apostando, em vez disso, na dignidade do trabalho, na prosperidade compartilhada, na redução das desigualdades e na preservação do meio ambiente. A finança pela finança é, de fato, diferente da finança para o desenvolvimento (159-160). E, seguindo os passos de São Paulo VI, destaca-se a interdependência entre paz e desenvolvimento, almejando uma cooperação internacional capaz de definir estratégias comuns, sobretudo em favor dos países e dos grupos mais vulneráveis, pois a prosperidade contribui para a paz “somente se for difundida, inclusiva e sustentável” (163). É forte, ainda, a referência à família, fundada na união estável entre um homem e uma mulher: ela é “bem social primário”, “célula fundamental e insubstituível de toda organização comunitária” (165), que deve ser apoiada também por meio de políticas do trabalho em favor da estabilidade e de ritmos humanos, para assim proteger a capacidade social de “construir o futuro”.
Nos 50 anos do TG2, o telejornal do segundo canal da RAI na Itália, Leão XIV parabenizou pelo aniversário e recordou que a história do noticiário contada pelo convívio de “posições …
A “arquitetura da visibilidade”
Por fim, a questão da liberdade humana: numa época em que as plataformas digitais são projetadas para capturar o tempo dos usuários e explorar suas fragilidades, é preciso fortalecer a liberdade interior de cada um, enfrentando também o risco do controle social decorrente da coleta massiva de dados e do uso de sistemas algorítmicos. Perfilar, prever e orientar comportamentos, de fato, é “um novo poder” (171) que corre o risco de discriminar os mais fracos. O Papa deplora, em particular, a “arquitetura da visibilidade” que amplifica apenas o que é visível, moldando as opiniões.
Novas formas de escravidão e novo colonialismo
A IA também gera novas formas de escravidão, como a dos “corpos marcados, mutilados, consumidos” (173) daqueles que trabalham na extração das “terras raras” necessárias à tecnologia. Portanto, a luta contra as novas formas de escravidão é outro “teste decisivo para o discernimento ético” da transformação digital. Leão XIV ressalta que “a Igreja renova sua firme condenação contra toda forma de escravidão, tráfico e mercantilização de pessoas”. Ao mesmo tempo, o Papa pede “sinceramente perdão” pelo atraso com que a Igreja, no passado, condenou “o flagelo da escravidão” (174-176). A encíclica também faz referência às “novas terras raras do poder”, ou seja, as informações vitais – por exemplo, sobre saúde e demografia – utilizadas para orientar estratégias econômicas: trata-se de uma face inédita do colonialismo que transforma vidas pessoais em informações exploráveis, tornando o ambiente digital um “espaço de predação” (178-179).
Superar a teoria da “guerra justa”
No quinto capítulo — A cultura do poder e a civilização do amor —, Leão XIV volta seu olhar para a guerra: “A revolução digital está modificando a gramática dos conflitos” e, sem uma abordagem ética, as decisões sobre a vida e a morte das pessoas serão cada vez mais impessoais, com o recurso à força considerado uma “opção imediata e viável” (182-183). Na base de tudo está uma “cultura do poder” que normaliza a guerra e a reabilita como “instrumento de política internacional”, favorecendo o rearmamento. Sobre a opinião pública pesam hoje também as narrativas midiáticas polarizadoras, bem como “uma preocupante perda de memória histórica” que priva de uma visão de longo prazo (191). Consequentemente, hoje a paz não é mais entendida como uma tarefa a ser assumida, mas como um intervalo entre os conflitos. Por isso, Leão XIV reitera que – sem prejuízo do direito à legítima defesa no sentido mais estrito – é preciso superar a teoria da “guerra justa”, promovendo, em vez disso, o diálogo, a diplomacia e o perdão (192).
Em incisivo discurso na Universidade Sapienza de Roma, Leão XIV falou da vocação dos jovens de não se fecharem entre ideologias e fronteiras nacionais. E fez uma dura crítica …
Nenhum algoritmo torna a guerra moralmente aceitável
O Papa Prevost não deixa de deplorar o crescimento da indústria bélica, a corrida aos armamentos nucleares e o surgimento de novos atores armados – entre os quais os jihadistas – que visam perpetuar os conflitos como fonte de poder e de renda. É clara, ainda, a advertência contra o uso de armas ligadas à IA, pois “não existe algoritmo que possa tornar a guerra moralmente aceitável”. São necessárias restrições éticas rigorosas, compartilhadas internacionalmente, baseadas na responsabilidade pessoal e na proteção dos civis, pois “toda tecnologia que facilita atacar sem ver o rosto do outro abaixa o limiar moral do conflito” (199).
A crise do multilateralismo
A cultura do poder decorre também da crise do multilateralismo e do surgimento de um “multipolarismo desordenado e conflituoso” (201). A força do direito é substituída pelo direito do mais forte; as lógicas do poder prevalecem sobre a construção da paz e as instituições criadas para zelar pelo destino comum dos povos estão agora enfraquecidas. A esse respeito, o Papa deseja para a ONU “reformas profundas” que superem a atual crise de valores em favor do bem comum (226).
A civilização do amor
O cristão é chamado a responder à cultura do poder construindo “a civilização do amor” e escolhendo entre alimentar a lógica da força ou zelar pela paz. O Papa aponta cinco “caminhos de responsabilidade”: desarmar as palavras dizendo a verdade; construir a paz na justiça; assumir o olhar das vítimas tomando posição, pois há conflitos em que “não é justo permanecer neutro”; cultivar “um saudável realismo” que busque caminhos de paz viáveis com os fatos, não apenas com palavras. Por fim, relançar o diálogo, passando de uma cultura do poder para uma cultura da negociação. É decisivo também “o diálogo entre as religiões”, portador de uma mensagem de paz: “Quem usa o nome de Deus para legitimar o terrorismo, a violência ou a guerra trai o seu rosto” é a advertência de Leão XIV (223).
A magnífica humanidade
Ao concluir a carta, o Pontífice convida os fiéis a viver as novas tecnologias à luz do Evangelho, seguindo “um itinerário de vida cristã sóbrio e exigente”. Para que, mesmo na era da IA, todos possam testemunhar “a beleza de uma magnífica humanidade habitada por Deus”.
A celebração reúne milhares de fiéis no Parque Anauá para marcar o encerramento do Tempo Pascal.
Foto: João Felipe – Pascom diocesana
A Diocese de Roraima realiza neste domingo, 24 de maio, no Parque Anauá, a Solenidade de Pentecostes 2026. Com o tema “Coragem, eu venci o mundo” (Jo 16,33) e o lema “O Espírito Santo nos faz instrumentos de paz!”, a programação inclui confissão, louvor, animação, Santa Missa e gesto concreto de caridade.
As atividades começam às 17h com animação e louvor. Durante esse período, os fiéis poderão receber o sacramento da Reconciliação. A Santa Missa inicia às 18h e será presidida pelo bispo Diocesano, Dom Evaristo Spengler.
A Solenidade de Pentecostes recorda a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos reunidos no cenáculo, em Jerusalém, cinquenta dias após a Páscoa. A solenidade encerra o Tempo Pascal e marca o início de um novo tempo litúrgico para a Igreja.
O lema deste ano faz referência ao Ano Jubilar Franciscano, convocado pelo Papa Leão XVI e celebrado pela Igreja até janeiro de 2027. Segundo o bispo, Dom Evaristo Spengler, a celebração também será um momento de pedido pela Paz e de renovação na missão.
“Além desse encontro de confraternização e oração, o pedido pela paz também vai nortear a nossa celebração. É a força do Espírito Santo que nos conduz em missão neste Ano Jubilar Franciscano”, disse.
Foto: João Felipe – Pascom diocesana
Neste ano, a Diocese também incentiva a doação de alimentos não perecíveis, que serão destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social. A ação será coordenada pela Cáritas Diocesana, que terá ponto de arrecadação no local.
O evento também contará com vendas de lanches, artesanatos e artigos religiosos realizados pelas pastorais e movimentos da diocese.