Encontro será realizado na Casa da Caridade e terá momentos de oração, reflexão, convivência e discernimento.
Foto: Lauany Gonçalves
O Serviço de Animação Vocacional da Diocese de Roraima promove, neste domingo, dia 26 de julho, um retiro vocacional para Jovens. O encontro será realizado das 8h às 17h, na Casa da Caridade, localizada na Rua Floriano Peixoto, número 402, no Centro de Boa Vista.
A programação é voltada para jovens que desejam refletir sobre o propósito da vida, ouvir o chamado de Deus e discernir os caminhos da própria vocação. Segundo a organização, o retiro não é destinado apenas a quem pensa em seguir a vida religiosa, mas a todos os jovens que desejam refletir sobre o próprio caminho e as escolhas para a vida.
A Irmã Antônia Storti, integrante do Serviço de Animação Vocacional, explica que a vocação está presente em diferentes momentos da vida e também pode ser percebida nas pequenas ações e no serviço ao próximo.
“A vocação é um chamado. E o chamado, na nossa vida, é presente em todas as pessoas. Então, se a gente entende qual é o chamado, o simples chamado do dia a dia, por exemplo, em uma comunidade, eu me sinto chamada a fazer a catequista, já estou respondendo a um chamado de Deus. Me sinto chamada a fazer o papel de coordenadora. Me sinto chamada a ir limpar a igreja. É um chamado, é se colocar a serviço.”
Para a religiosa, a vocação também pode estar relacionada à forma como cada pessoa exerce sua profissão e se coloca a serviço dos outros.
“A vocação é responder a um chamado pelo bem do outro. Se a gente entende, escuta a palavra de Deus, reconhece a palavra de Deus, a voz de Deus dentro de nós, nas pequenas coisas, depois podemos também reconhecer maiormente as palavras de Deus quando Ele nos chama para algo mais importante, que é a escolha definitiva da nossa vida.”
A programação inclui momentos de acolhida, oração, reflexão pessoal, atividades em grupo, adoração e lazer. Também haverá a celebração da Santa Missa, às 11h15, na igreja matriz.
A integrante do Serviço de Animação Vocacional, Nara Carvalho, reforça que o retiro é voltado para o discernimento da vida e não apenas para aqueles que pensam em seguir a vida religiosa.
“É o discernimento de vida. É o discernimento para a vida. A verdade é que o leigo, hoje, dentro das comunidades, ele tem grande força. Então, nós sempre buscamos fazer com que eles compreendam que não é só a vida religiosa. Tem o matrimonial, tem o leigo dentro da Igreja, que é fundamental.”
A taxa de participação é simbólica de R$ 10 e inclui almoço e lanche. Os participantes devem levar a Bíblia e também são orientados a levar uma garrafinha ou copo reutilizável.
As inscrições podem ser feitas por meio do formulário divulgado pela organização. Quem ainda tiver dúvidas pode entrar em contato com a Irmã Antônia pelo telefone (95) 98109-9164.
Programação em honra à padroeira segue até domingo, com momentos de oração, confraternização, procissão e missa.
Foto: Pascom Sant’ana
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A Comunidade Sant’Ana, da Área Missionária São Raimundo Nonato, realiza nesta semana o 31º Festejo em honra à padroeira Sant’Ana. Com o tema “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho” (Mc 16,15), a programação reúne momentos de fé, oração, alegria e confraternização entre as famílias da comunidade.
Nesta sexta-feira (24), a programação segue com a Noite Carismática, a partir das 19h15, conforme a programação oficial divulgada pela comunidade. O momento será marcado por louvor e espiritualidade.
Em entrevista ao programa Manhã Viva, da 107,9 FM, a integrante da Pastoral da Liturgia, da Pastoral Familiar e serva do Grupo de Oração Fogo Santo, Sueli Félix, falou sobre a importância do festejo para a comunidade.
“Esse momento representa para a comunidade vivência de fé e compromisso com o Reino de Deus que segue vivo no meio de nós. A cada festejo, a gente também faz memória e recorda as sementes que foram lançadas lá atrás, em 1995, por Dona Bertolina e por tantas mulheres corajosas que começaram essa história”, afirmou.
Segundo Sueli, ao longo de mais de três décadas, a comunidade foi crescendo e mantendo vivas as sementes lançadas pelas primeiras integrantes.
Arraial da Comunidade
O tradicional arraial será realizado neste sábado (25), a partir das 19h, na sede da comunidade, localizada na Rua Raimundo Rodrigues Coelho, nº 600, bairro Silvio Botelho.
A programação terá comidas típicas, pescaria, pula-pula, apresentações de quadrilhas, música ao vivo e o tradicional bingo da comunidade.
Entre as apresentações estão a Quadrilha da Santaninha e a quadrilha do GEPAC – Geração Esperança para a Comunidade, ligada à Pastoral da Juventude.
O tradicional bingo também já está sendo vendido pela comunidade. Por R$ 10, os participantes concorrem a quatro premiações:
1º prêmio: R$ 500;
2º prêmio: R$ 500;
3º prêmio: R$ 1.000;
4º prêmio: R$ 2.000.
De acordo com a programação informada na entrevista, o bingo será realizado durante o arraial, com início previsto para as 20h.
Programação até domingo
O encerramento do festejo será no domingo (26), dia dedicado à padroeira Sant’Ana. A programação começa às 16h, com a procissão, seguida pela Missa Solene, às 17h.
Sueli Félix reforçou o convite para que os fiéis participem da programação e aproveitem o momento para fortalecer os encontros presenciais e a convivência comunitária.
“Nós estamos vivendo muito tempo de conexão virtual. E eu acredito que as nossas comunidades, quando fazem esses festejos, nos proporcionam uma conexão presencial. A gente precisa ter o olho no olho, aquele abraço gostoso. Então, meu irmão, minha irmã, faça esse esforço: saia de casa, deixe um pouco a série de lado, saia do sofá e venha se conectar de forma presencial no Arraial de Santana. Convida toda a família, os amigos e os vizinhos”, convidou.
A programação do 31º Festejo da Comunidade Sant’Ana é aberta ao público.
Nova edição terá como tema “Fraternidade e o Cuidado das Crianças” e traz identidade visual, oração e hino voltados à valorização da infância.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta a identidade visual, a letra do hino e a oração da Campanha da Fraternidade 2027, que terá como tema “Fraternidade e o Cuidado das Crianças” e como lema “Quem recebe uma criança em meu nome, a mim recebe” (Mt 18,5).
A Campanha tem como objetivo geral promover um caminho de conversão cristã para a corresponsabilidade no cuidado das crianças, reconhecendo, à luz do Reino de Deus, a infância como tempo sagrado de desenvolvimento integral, em um ambiente de relações seguras, marcadas pelo amor e pelo respeito.
Segundo o secretário-executivo de Campanhas da CNBB, padre Jean Poul Hansen, a principal intenção da CF 2027 é fazer com que a reflexão sobre o cuidado e a proteção das crianças alcance as diferentes realidades e comunidades da Igreja no Brasil:
“A principal intuição, o principal desejo da Campanha da Fraternidade de 2027 é fazer chegar às nossas comunidades mais distantes e aos grupos de coroinhas, de catequese, de Infância e Adolescência Missionária e às diversas pastorais e movimentos das nossas comunidades a consciência de que precisamos promover uma cultura do cuidado e da proteção das crianças e, com elas, também dos adolescentes e adultos vulneráveis”, afirma.
A proposta da CF 2027 busca colocar no centro da reflexão o cuidado, a proteção, os direitos, a inclusão, a família e o desenvolvimento integral das crianças. Ao mesmo tempo, chama a atenção para realidades que ameaçam a infância, como situações de exploração, tráfico, abusos, violações, omissões e marginalização.
Para o secretário-executivo, a temática ultrapassa as fronteiras do Brasil e dialoga com desafios enfrentados em diferentes partes do mundo:
“Essa é uma pauta relevante não apenas para o nosso Brasil, mas para o mundo. Era uma preocupação do Papa Francisco a situação das crianças no mundo. As guerras, os refugiados e tantas outras situações de abandono, descuido e abuso das nossas crianças tornam esse tema muito relevante e necessário para a nossa conversão pessoal, comunitária e social”, destaca padre Jean Poul.
Uma identidade visual em movimento
A identidade visual da Campanha da Fraternidade 2027 foi concebida como um sistema adaptável, escalável e dinâmico, capaz de assumir diferentes configurações e aplicações em cartazes, materiais impressos, livros, vídeos, redes sociais, sites, camisetas, outdoors, telões e outros formatos de comunicação.
Segundo o autor da identidade visual, Francenilton Klava, da Assessoria de Comunicação da CNBB, a proposta foi pensada desde o início como um sistema visual, e não apenas como um cartaz:
“A Campanha da Fraternidade alcança diferentes contextos e mídias, por isso era importante que a linguagem fosse flexível e se adaptasse a diversos formatos. Além disso, os elementos visuais foram criados para estimular a interação, permitindo que crianças, escolas e comunidades também possam se apropriar dessa identidade de forma criativa”, explica.
A composição visual utiliza recortes e colagens de papel que remetem às experiências criativas próprias da infância. Fotografias de crianças se unem a símbolos relacionados à família, à fé, à educação e aos valores cristãos. A proposta é comunicar o cuidado com as crianças a partir de uma perspectiva positiva e inspiradora, apresentando-as acolhidas, felizes e saudáveis.
De acordo com o designer, essa escolha buscou evitar uma abordagem centrada apenas nas situações de vulnerabilidade:
“Desde a concepção do cartaz, procuramos evitar uma abordagem apelativa ou centrada apenas nas situações de vulnerabilidade. A ideia foi destacar aquilo que é próprio da infância: o brincar, a imaginação, a experimentação e a criatividade. O cuidado com as crianças aparece justamente na defesa do direito de viver plenamente essa fase da vida, com alegria, dignidade e esperança”, afirma Francenilton.
Cores vibrantes, uma tipografia de caráter lúdico e elementos gráficos inspirados no universo infantil ajudam a expressar conceitos como alegria, esperança e desenvolvimento integral.
Também são utilizadas ilustrações com traços orgânicos, irregulares e texturizados, inspirados nos desenhos feitos pelas próprias crianças e na linguagem do giz de cera e do desenho manual. Entre os símbolos estão elementos como a casa, a cruz, o coração, o livro, peças de quebra-cabeça, a pomba, a flor, a bola, a borboleta, a pipa e o arco-íris. Mais do que recursos decorativos, eles buscam reforçar valores como cuidado, acolhimento, proteção, fé e esperança.
De acordo com padre Jean Poul, secretário-executivo de Campanhas da CNBB, a identidade visual também tem a missão de despertar as comunidades para a construção de uma cultura do cuidado, na qual as crianças possam crescer e viver plenamente. Para ele, um dos destaques da proposta visual é justamente a presença das crianças e a perspectiva de alegria e esperança que atravessa as diferentes aplicações:
“O que me encanta no cartaz deste ano é a presença das crianças e o seu tom pascal. Embora a Campanha da Fraternidade comece no tempo da Quaresma, a Quaresma existe em função da Páscoa, é um tempo de preparação para a celebração solene dos mistérios pascais. Por isso, o cartaz deste ano já traz esse tom da alegria, do cuidado, da vida e do bem viver das crianças no meio de nós e nas nossas comunidades cristãs”, explica.
Para o autor da identidade visual, Francenilton Klava, participar da criação da identidade da Campanha da Fraternidade 2027 também representa a realização de um sonho de infância:
“Na infância, sonhava em ser desenhista. Passei grande parte da minha infância desenhando e criando histórias na imaginação. Hoje, poder desenvolver a identidade visual de uma campanha que celebra justamente esse universo lúdico e criativo da infância é algo muito significativo para mim, tanto profissionalmente quanto pessoalmente”, relata Francenilton.
O sol como símbolo de cuidado e vida
Um dos elementos presentes na identidade visual é o sol, representado com traços que remetem aos desenhos infantis. O símbolo expressa a simplicidade, a alegria e a esperança próprias da infância e aponta para a necessidade de garantir às crianças cuidado, proteção e oportunidades para seu pleno desenvolvimento.
Na perspectiva da fé cristã apresentada pela identidade da Campanha, o sol também remete a Jesus Cristo, apresentado como o Sol da Justiça. Assim como o sol ilumina, aquece e sustenta a vida, a imagem recorda Cristo que, por meio de sua Palavra e de seu amor, acompanha cada criança em seu caminho de crescimento.
Cores que retomam a história da Campanha da Fraternidade
A escolha das cores também estabelece um diálogo com a trajetória histórica da Campanha da Fraternidade. A paleta foi inspirada em cartazes de edições anteriores que abordaram questões relacionadas à fraternidade, à defesa da vida, à superação da violência e ao cuidado com a dignidade humana.
Entre as referências estão as Campanhas da Fraternidade de 1967, sobre corresponsabilidade; de 1983, sobre fraternidade e violência; e de 1984, sobre fraternidade e vida. A proposta busca, assim, estabelecer uma ponte entre diferentes momentos da caminhada da Igreja no Brasil e reafirmar o cuidado com as crianças como parte de uma missão permanente de acolhimento, proteção e promoção da vida.
A identidade visual pode ser baixada (aqui).
Atualização da marca da CF
Além da identidade visual da CF 2027, este ano marca a renovação da logo da Campanha da Fraternidade. Criada em 1995, o símbolo da CF ganha agora um traço mais leve e desenhado, atualização que preserva os elementos reconhecidos pelo público ao longo de três décadas, resultando em uma marca mais atual e ao mesmo tempo fiel à sua origem.
Oração da CF 2027 Confira, abaixo, a oração da CF 2027:
Deus Pai, fonte da vida,
cada criança é um milagre!
O pecado, contudo, gera exclusão, violência e morte.
O abuso, que é um crime, gera feridas que precisam ser curadas
e que clamam por justiça.
Suscitai em nós, em nossas famílias, comunidades
e na sociedade inteira,
atitudes concretas de conversão
à ternura, à escuta, à proteção e à cultura do cuidado.
Senhor Jesus,
vós que acolhestes e abençoastes as crianças,
ensinai-nos a ser semelhantes a elas,
para entrarmos no Reino dos Céus,
que buscamos e para o qual caminhamos.
Espírito Santo,
vós que inspirastes a mãe Maria
a bem cuidar do menino Deus,
ajudai-nos a acolher, proteger, respeitar e
amar as crianças,
reconhecendo-as e valorizando-as
como expressão do vosso amor.
Letra do hino da CF 2027
Confira, abaixo, a letra do hino da CF 2027:
Hino da Campanha da Fraternidade 2027
Letra: Ismael Oliveira do Nascimento Melodia: João Vitor de Oliveira Teixeira
O cuidado e a atenção aos pequeninos, missão de todos, compromisso de amor. “Quem recebe uma criança em meu nome A mim recebe”, ensinou nosso Senhor.
Em Nazaré manifestou-se a alegria do céu trazida na imagem da criança, que foi cuidada com o amor da Mãe Maria, e entre nós se fez grandeza e aliança. São nossos filhos dom de Deus, diz a Escritura, e do Senhor já se confirma sua herança. Do Pai a imagem em bondade e em ternura, em Jesus Cristo nos foi dada em esperança. Ao garantir o crescimento integral, toda criança tem direito à plena vida É a família sua base essencial refúgio próprio de aconchego e acolhida. Em nosso meio, nos pequenos acolhidos, a plena face de Jesus se reconhece. Todo serviço que protege a infância, por nossa voz, em nosso canto, se faz prece.
O bispo da Diocese de Roraima, Dom Evaristo Spengler, está em visita à Diocese de São Mateus, no Espírito Santo. A programação inclui encontros, celebrações, visitas a paróquias e a participação na 22ª Assembleia Geral Diocesana, realizada entre os dias 24 e 26 de julho de 2026.
A assembleia reúne representantes da igreja local para um momento de avaliação da caminhada pastoral e definição das prioridades para a ação evangelizadora da Diocese de São Mateus.
Durante a visita, Dom Evaristo também conhece os trabalhos sociais desenvolvidos pela Igreja, incluindo as ações da Cáritas Diocesana, além de fortalecer os laços de comunhão e partilha entre as dioceses de Roraima e São Mateus.
Foto: Divulgação
Dom Evaristo explicou que a visita faz parte de um momento de aproximação com a diocese irmã e destacou a acolhida recebida durante a programação.
“Estou fazendo uma visita à nossa diocese irmã de São Mateus, que a partir de sexta-feira terá a sua assembleia, da qual também irei participar. Durante esses dias, terça, quarta, quinta e sexta-feira, estarei conhecendo as paróquias e os trabalhos sociais”, afirmou Dom Evaristo.
O bispo contou ainda que foi acolhido por Dom Paulo Dal’bó, bispo da Diocese de São Mateus, e acompanhado pelo padre João Batista, que já esteve em visita à Diocese de Roraima.
“Conhecemos algumas paróquias, o trabalho da Cáritas Diocesana, visitamos o bispo emérito e, à noite, participamos de uma missa solene com grande participação do povo, na paróquia Nossa Senhora de Fátima”, relatou.
Dom Evaristo também ressaltou a relação de oração e fraternidade entre as duas dioceses.
“Aqui todos rezam pela Diocese de Roraima, e nós, Diocese de Roraima, continuaremos a rezar por esta Diocese de São Mateus, de modo especial agora pela sua assembleia diocesana, em que vamos fazer a sua avaliação e tirar as prioridades para a sua ação evangelizadora”, destacou.
A visita reforça os laços de comunhão entre as dioceses e promove a troca de experiências entre as comunidades, fortalecendo a missão da Igreja na evangelização e nos trabalhos sociais.
Discípula de Jesus é reconhecida como a primeira testemunha da ressurreição de Cristo.
O Dia de Santa Maria Madalena é celebrado nesta quarta-feira, 22 de julho. Na Igreja Católica, a data marca a festa litúrgica da santa, reconhecida como a primeira testemunha da ressurreição de Jesus Cristo e como a “Apóstola dos Apóstolos”.
Maria Madalena foi uma discípula de Jesus Cristo e aparece em diferentes passagens dos Evangelhos. Ela acompanhou Jesus até a cruz e também esteve presente no sepulcro. Segundo o padre Luiz Botteon, reitor do Santuário Nossa Senhora Aparecida, Maria Madalena passou a seguir Jesus e também colaborou com o anúncio do Evangelho.
“para nós cristãos, Maria Madalena é um sinal da discípula de Jesus. Alguém que deixa o passado para trás e segue a proposta de Jesus. E vai com ele, perseverando, até a cruz.”
De acordo com o Evangelho de João, Maria Madalena foi ao sepulcro e encontrou a pedra removida. Depois, ela teria sido a primeira pessoa a ver Jesus ressuscitado e a receber a missão de anunciar aos apóstolos que Ele estava vivo.
O padre Luiz Botteon destaca a importância desse momento na história de Maria Madalena:
“ela tem a graça de ser a primeira mulher a descobrir que Jesus está ressuscitado. Ele aparece para Madalena, dizendo, ‘eu estou vivo, conte para os meus irmãos que eu ressuscitei’.”
Por ter sido a primeira a testemunhar a ressurreição e a anunciar a notícia aos discípulos, Maria Madalena recebe o título de “Apóstola dos Apóstolos”.
A festa litúrgica de Maria Madalena foi elevada à categoria de festa pelo Papa Francisco em 2016, durante o Jubileu da Misericórdia. A decisão buscou ressaltar a importância da discípula na evangelização e como testemunha da ressurreição de Cristo.
Para o padre Luiz Botteon, a mensagem deixada por Maria Madalena continua atual e também representa um chamado para que os cristãos anunciem a fé.
Maria Madalena é celebrada pela Igreja Católica como exemplo de fé, perseverança e compromisso com o anúncio do Evangelho. Sua história também reforça a mensagem central do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo.
A Universidade Villanova e seu Setor para a Sustentabilidade instituíram a Medalha Papa Leão XIV para a Sustentabilidade, uma nova honraria internacional destinada a reconhecer pessoas cuja liderança tenha promovido a sustentabilidade, a responsabilidade ecológica e o desenvolvimento humano integral. Segundo explicam os idealizadores em um comunicado, a Medalha pretende homenagear “aqueles cujo trabalho demonstra uma visão holística da sustentabilidade, integrando o cuidado com o meio ambiente, a justiça social, a atenção às populações vulneráveis e a gestão responsável dos recursos econômicos e naturais”. Diferentemente dos prêmios de caráter secular, a distinção considera a ecologia integral como um compromisso ético de cuidar dos marginalizados, aproximando o rigor científico da convicção moral. Os agraciados poderão ser provenientes de qualquer área ou disciplina e serão escolhidos com base no impacto concreto de sua atuação na promoção de um mundo mais sustentável e justo.
A Medalha será entregue pelo Papa em Castel Gandolfo, em outubro
A primeira Medalha Papa Leão XIV para a Sustentabilidade será entregue pelo Papa Leão XIV, em Castel Gandolfo, durante a Conferência Internacional sobre Sustentabilidade da Universidade Villanova, que terá como tema “Responder ao clamor da terra e dos pobres” e será realizada de 12 a 15 de outubro de 2026. A Conferência reunirá cerca de 300 participantes — entre acadêmicos, pesquisadores, representantes da Igreja, fundações e líderes dos setores público e privado — em um fórum transdisciplinar concebido para transformar o diálogo em ações concretas e colaborativas. O vencedor da primeira edição da Medalha será anunciado em setembro de 2026, antes da Conferência e da cerimônia oficial de premiação, que acontecerá no Borgo Laudato Si’, em Castel Gandolfo.
Um prêmio para promover a proteção ambiental e o bem comum
“A Medalha Papa Leão XIV para a Sustentabilidade reflete uma convicção profundamente enraizada na Universidade Villanova: a de que o cuidado com a nossa casa comum e o cuidado mútuo são inseparáveis”, afirmou o reitor da Universidade Villanova, padre Peter M. Donohue. “Ao reconhecer líderes cujo trabalho promove tanto a proteção ambiental quanto o bem comum, esperamos inspirar um impacto significativo e duradouro em comunidades de todo o mundo”, acrescentou.
A Universidade Villanova e Robert Prevost
A Universidade Villanova, instituição católica agostiniana, mantém um vínculo especial com o Pontífice. O Papa Leão XIV, então Robert Prevost, concluiu a graduação em Matemática na Universidade Villanova em 1977 e, posteriormente, recebeu da instituição o título de doutor honoris causa em Humanidades, em 2014. A Medalha foi instituída como uma honraria permanente, concedida a cada dois anos pela Universidade Villanova, destacando o compromisso contínuo da instituição com a promoção de iniciativas globais de sustentabilidade e o fortalecimento da ecologia integral. A entrega ocorrerá no âmbito da programação oficial da Conferência Internacional sobre Sustentabilidade da Universidade Villanova.
O comitê de seleção dos candidatos
Para a primeira edição do Prêmio, em 2026, os candidatos foram avaliados por um comitê de seleção composto por membros do Conselho de Liderança em Sustentabilidade da Universidade, após um rigoroso processo de análise baseado em critérios multidimensionais de sustentabilidade. A criação da Medalha ocorre em um momento de crescente conscientização sobre a profunda interdependência entre os desafios ambientais e sociais. O prêmio expressa uma visão de sustentabilidade que vai além da simples proteção do meio ambiente, abrangendo também a busca mais ampla pelo bem-estar humano, pela justiça social e pela responsabilidade de longo prazo para com as futuras gerações.
A Conferência Internacional sobre Sustentabilidade
A Conferência Internacional sobre Sustentabilidade de 2026 será realizada entre o Patristicum, em Roma, e o Borgo Laudato Si’, em Castel Gandolfo. A realização do encontro em Roma o coloca no centro da doutrina social da Igreja e valoriza os vínculos institucionais exclusivos da Universidade Villanova com a Ordem de Santo Agostinho e com o Vaticano, unindo a ciência ambiental à liderança moral em nível global. A Conferência está sendo desenvolvida em diálogo com diversos parceiros institucionais, entre eles o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, e conta com o apoio do Centro de Alta Formação Laudato Si’, instituição vaticana fundada pelo Papa Francisco para promover a formação em ecologia integral, a educação para a sustentabilidade e iniciativas inspiradas na encíclica Laudato si’.
Baggio: por uma ecologia que responda ao clamor da terra e dos pobres
O cardeal Fabio Baggio, diretor-geral do Centro de Alta Formação Laudato Si’, acolheu com satisfação a iniciativa e explicou que: “A Medalha Papa Leão XIV para a Sustentabilidade homenageia pessoas cujas vidas testemunham o vínculo inseparável entre o cuidado da criação e a promoção da dignidade humana, enraizados na luz da nossa fé. Ao reconhecer esse compromisso extraordinário, a Medalha celebra líderes cujo exemplo inspira as futuras gerações a abraçar uma ecologia integral que responda, com esperança, tanto ao clamor da Terra quanto ao clamor dos pobres”.
Uma Conferência que convida pesquisadores a promover novas perspectivas
Inspirada no magistério do Papa Francisco, especialmente nas encíclicas Laudato si’ e Laudate Deum, bem como nos ensinamentos do Papa Leão XIV, em particular no apelo da Dilexi Te em favor do cuidado dos pobres e dos marginalizados, a Conferência Internacional sobre Sustentabilidade de 2026 concentra sua atenção na crescente convergência entre a degradação ecológica e a desigualdade social. Seu objetivo é enfrentar essa crise convidando pesquisadores que promovam novas perspectivas sobre a sustentabilidade nas ciências, na filosofia, na enfermagem, no direito, na economia, na engenharia, nas ciências humanas e em diversas outras áreas do conhecimento.
Encontro reuniu representantes do Regional Norte 1 da CNBB e prepara a Igreja no Brasil para o 5º Congresso Vocacional, que será realizado em setembro
Fotos: SAV
O Serviço de Animação Vocacional da Diocese de Roraima (SAV) participou, entre os dias 10 e 12 de julho, do Pré-Congresso Vocacional 2026, realizado no Centro de Formação Maromba, em Manaus (AM). O encontro reuniu representantes das dioceses e prelazias do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como preparação para o 5º Congresso Vocacional do Brasil, que acontecerá de 4 a 6 de setembro, em Aparecida (SP).
Com o tema “Comunidades Vocacionais: encontro, testemunho e missão” e o lema “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46), o pré-congresso promoveu o estudo do Texto-Base do congresso nacional e momentos de formação, espiritualidade, convivência e partilha entre os participantes.
Para o bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, Dom Zenildo Lima, a animação vocacional deve estar profundamente ligada à vida das comunidades.
“Redescobrimos, a partir do Texto-Base do 5º Congresso Vocacional, a importância das nossas comunidades eclesiais. Não podemos distanciar a animação vocacional da missão das nossas comunidades. É nelas que acontecem o encontro, o testemunho e a missão”, afirmou.
A irmã Uezineire Ribeiro, membro do Serviço de Animação Vocacional (SAV), destacou que a participação no encontro fortalece o trabalho desenvolvido na diocese, especialmente no acompanhamento dos jovens e no fortalecimento do serviço vocacional.
Segundo ela, também é fundamental investir na iniciação à vida cristã desde a infância para despertar novas vocações e fortalecer o compromisso das comunidades com esse processo.
O encontro contou com a assessoria do padre Valmir de Costa (RCJ), que ressaltou que os participantes retornam às suas dioceses com a missão de multiplicar a experiência vivida durante o encontro.
“Cada participante é convidado a levar para sua diocese essa experiência comunitária vocacional, construída por meio da reflexão, da oração, da convivência e da partilha, para que toda a Igreja possa viver cada vez mais como uma comunidade vocacional”, disse.
Turma iniciou os estudos em 2024 e concluiu a formação após dois anos; nova turma já está com matrículas abertas.
Foto: Pascom Catedral
A Diocese de Roraima concluiu, neste domingo (12), o Curso de Teologia Pastoral com uma Missa em Ação de Graças, na Catedral Cristo Redentor, que marcou a formatura de 13 agentes. A turma iniciou a formação em 2024 e, ao longo de dois anos, participou de aulas realizadas aos sábados.
Durante o curso, os participantes estudaram disciplinas voltadas à formação pastoral e teológica, como Cristologia, Eclesiologia, Sagrada Escritura, Pneumatologia, Mariologia, História da Igreja, Antropologia, Psicologia e Liturgia. Os conhecimentos adquiridos servirão de base para a atuação dos formandos nas diversas pastorais e serviços da Igreja.
De acordo com o padre Deivith Zanioli, a formação busca preparar agentes pastorais para exercerem suas atividades com maior conhecimento da fé e da missão da Igreja.
Uma nova turma do Curso de Teologia Pastoral já teve início neste ano e segue com matrículas abertas. As aulas começam no dia 1º de agosto. Os interessados podem procurar a Cúria da Diocese de Roraima para obter informações sobre inscrições e participação.
Somos todos vocacionados a semear a Palavra. Foram as palavras do cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus, durante celebração Eucarística das 7h30, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição. Os mais de 70 congressistas do Pré-Congresso Vocacional Regional estiveram presentes na celebração que marcou o último dia do encontro. Em sua homilia o cardeal recordou que todos somos convidados a ser terra fértil que dá frutos, e nos leva à plenitude da vida.
Os bispos Dom Wilfried Theising, auxiliar da Diocese de Münster (Alemanha), em visita à Arquidiocese de Manaus e Dom José Albuquerque, da Diocese de Parintins e Referencial para o Serviço de Animação Vocacional Nacional (SAV) concelebraram a Eucaristia.
Além de Pe. Valmir Costa, coordenador do Departamento de Formação do Instituto Pastoral Vocacional (IPV), assessor do pré-congresso; os padres Leonardo dos Santos, assessor do SAV arquidiocesano e Pedro Cavalcante, Reitor do Seminário Arquidiocesano São José; Pe. Alex Mota, da Prelazia de Itacoatiara, os padres Marco Aurélio e Lyvio Costa, da Diocese de Parintins; Pe. Josinaldo da Silva, da Diocese de Coari e Pe. Pedro Cezar do Amaral, de Tabatinga, Diocese do Alto Solimões.
Você confere abaixo a homilia do cardeal Leonardo Steiner:
O semeador saiu a semear. A palavra que desde toda a eternidade está semeando. Desde toda a eternidade está semeando. Semeou, estrelas, semeou sóis, luas, plantas, águas, animais. Vemos a mão generosa que lança sementes e que os números não controlam, os cálculos enlouquecem. Não foi a Palavra que tudo criou, nos gerou? Semeou um povo que gerou o Filho de Deus, a filha de Sião, e semeou esperança, libertação, coragem, fidelidade, e continua a semear. E nós somos os receptadores, receptadoras da Palavra. A Palavra do amor, a Palavra da conversão, a Palavra da esperança, a Palavra da libertação, a Palavra do afeto.
Quantas sementes a quase enlouquecer o nosso coração. O semeador é esparramar palavras. Quase nos foi dado vir o cair das sementes pela abundância do semeador. Generoso, abundante, desmedido, a semear. Semeia à beira do caminho, semeia entre pedras, entre espinhos, até encontrar a terra boa. Semeia, semeia sempre. Teimosamente semeia. Não houve lugar onde as sementes não caíssem. E semeou, espalhou, espargiu como se desejasse que toda a terra recebesse o dom da semente. Não que distribuísse as sementes, pois era generoso demais em apenas entregar ou deixar cair.
Ao lançar com a mão semeadora, buscava espaços para que a semente pudesse germinar, mais, frutificar. Sementes irradiadoras não porque sobrassem, mas porque ele procura e busca o lugar para germinar e frutificar. Talvez possam crescer também à beira do caminho, talvez até entre pedras, talvez até entre espinhos. E na medida em que acompanhamos a palavra que é lançada em todas as direções, em todos os espaços, somos tomados de uma espécie de encanto, admiração pela abundância, a generosidade do semeador. Esperança de quem ao semear deseja germinação, frutificação. A sementeira foi feita pelos apóstolos e pelos profetas, mas é Jesus quem semeia, nos diz Santo Agostinho.
Semeando, pois, entre as nações, o que disse Cristo? Um semeador saiu a semear. No outro texto, os semeadores foram enviados para colher. Agora, o semeador sai para semear. Não se queixa, no entanto, do trabalho. Com efeito, que importa que o grão de trigo caia beiro do caminho sobre as pedras ou entre espinhos? Se ele se deixasse desencorajar por esses lugares ingratos, não avançaria e não chegaria até a terra boa. É de nós que fala o texto, nos diz Santo Agostinho.
Ele está a falar de cada um de nós. Seremos esse caminho, essas pedras, esses espinhos? Somos a terra boa? Dispomos o nosso coração para produzir 30 vezes, 60 vezes, 100 vezes, poderíamos dizer mil vezes. 30 vezes, mil vezes, sempre trigo, apenas trigo. A graça, a força da Palavra. Não sejamos mais esse caminho onde a semente é pisada por quem passa e onde o nosso inimigo agarra. Nem essas pedras onde a terra é pouco profunda faz germinar rapidamente um grão que não consegue resistir ao calor do sol. Nunca mais esses espinhos, as ambições deste mundo, esse hábito de fazer o mal. E conclui Santo Agostinho, com efeito, que coisa pior pode haver do que aplicar todos os esforços a uma vida que impede chegar à plenitude da vida? Que coisa mais infeliz que escolher a vida para perder a vida? Que coisa mais triste que temer a morte para sucumbir ao poder da morte? Arranquemos os espinhos, preparemos o terreno, recebamos a semente, aguentemos até a colheita, aspiremos por poder dar muito fruto.
Então, queridos irmãos, queridas irmãs, dispomos a nossa pessoa, o nosso ser, para sermos aqueles, aquelas que produzem 100 vezes mais, 60 vezes mais, 30 vezes mais. Não sejamos esse caminho onde a semente é pisada por quem passa, não sejamos as pedras com pouca umidade, não sejamos os espinhos que sufocam a graça da Palavra. Jesus é o semeador, mas ao mesmo tempo a semente.
A Palavra, a Palavra que saiu de Deus e veio semear, e semeia e continua a semear sempre, senão não estaríamos aqui, senão não faríamos um pré-congresso vocacional, se não tivéssemos recebido a graça da Palavra, a semente da Palavra de Deus. A generosidade e a gratuidade de quem semeia não está preocupado com o grão de trigo que cai à beira do caminho, sob as pedras ou entre os espinhos. Ele se deixa desencorajar por esses lugares ingratos? Não, porque senão não avançaria até a terra boa. Não importa o terreno, as dificuldades ou contrariedades, muito menos as perspectivas de sucesso da colheita. O que importa é semear, é espargir.
Como Deus, queridos irmãos e irmãs, é extraordinário, está insistentemente semeando em cada um de nós. Semeando em cada um de nós em todas as nossas situações existenciais em todos os nossos fechamentos e distrações em todas as nossas rejeições e afastamentos em todas as nossas recusas assim mesmo ele semeia não deixa de semear sejamos então terra boa.
A terra é boa, o semeador o mesmo e as sementes as mesmas, e, no entanto, como é que um deu 100, outro 60, outro 30? Aqui a diferença depende também de quem recebe, isto é, de cada um de nós. Porque mesmo sendo a terra boa, há muita diferença entre uma parcela do terreno e outra. Pois vê que a culpa não é do lavrador, nem da semente, mas da terra que recebe. Na transformação, queridos irmãos, queridas irmãs, somos enviados como semeadores e semeadoras.
Pré-Congresso Vocacional
O cardeal recordou a participção dos irmãos e irmãs que participaram do pré-Congresso Vocacional Regional. Ele foi uma preparação para o Congresso Vocacional Nacional, que terá como tema “Comunidades Vocacionais: Encontro, Testemunho e Missão” e acontecerá na cidade de Aparecida (SP), de 4 a 6 de setembro de 2026.
“Somos todos, por graça da semente, somos todos discípulos missionários, discípulas missionárias, somos todos vocacionados a semear a Palavra. Somos todos enviados para sermos testemunhas do Reino novo. O batismo nos vocacionou, nos vocacionou para o anúncio, para o testemunho. Todas as vocações na Igreja são enviadas para entregar e oferecer a semente da esperança. Da vida que possa desabrochar em plenitude, semear grãos de esperança, semear a paz que deixa resplandecer a liberdade. Semear energia e vitalidade para enfrentar as dificuldades da vida, semear consolo, semear ousadia e conforto para reerguer os caídos, semear amor e consolo com o bálsamo dos nossos pés cansados, abundância e generosidade, sim, semear sempre, abundantemente”, explicou o cardeal.
O arcebispo resgatou o ensinamento da primeira leitura, onde o profeta Isaías nos diz que a “Palavra que sai de minha boca não voltará vazia. Antes, realizará tudo que for da minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi ao enviá-la”. Segundo cardeal, essas palavras nos recordam que “somos enviados como semeadores e semeadoras para que a Palavra de Deus justifique em todos os corações”. Ele acrescentou que o Evangelho de hoje “nos incita a perceber que apesar do aparente fracasso, a Palavra, no entanto, frutifica. Recordemos, a Palavra de Deus não voltará sem produzir fruto, se formos um terreno bom e generoso”.
“Ó Jesus, a todos generosamente ofereceis vossa Palavra, vossa doutrina. Como não faz o semeador de extinção na terra que lavra, mas semeia simplesmente e generosamente em toda parte, assim também vós, na pregação, não distingues o rico do pobre. O douto do ignorante, o fervoroso do preguiçoso, o corajoso do covarde, mas a todos indistintamente entregais a semente da Palavra. A todos ofereceis a salvação”, finalizou o arcebispo com esta oração.
De 10 a 12 de julho de 2026, no Centro de Formação Maromba, em Manaus.
CNBB – NORTE 1
O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou o Pré-Congresso Vocacional. Com o tema “Comunidades Vocacionais: encontro, testemunho e missão” e lema “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46). De 10 a 12 de julho de 2026, no Centro de Formação Maromba, em Manaus. O encontro é uma preparação colaborativa para o 5º Congresso Vocacional do Brasil, promovido pela CNBB.
A primeira noite contou com uma apresentação do SAV Regional por Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins e referencial nacional do SAV e por Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus. Em sua fala, Dom Zenildo Lima recordou que desde a década de 70 os bispos pensavam em um formato de Igrejas Locais que correspondessem às realidades da Amazônia.
Embora existisse uma profunda gratidão à “forte da presença das congregações missionárias”, alguns nomes do episcopado da época desejam que se constituísse um Igreja com rostos pertencentes ao território amazônico. Nomes como Dom Adalberto Marzi, no Alto Solimões e Dom Gutemberg Regis, em Coari. Dom Jorge Marskell, em Itacoatiara, Dom Arcângelo Cerqua, em Parintins, e Dom João de Sousa Lima em Manaus tiveram a percepção do o sínodo hoje chama de “Igreja com rosto amazônico”.
“São lideranças que pensaram isso: A gente tem que levar para frente a vida dessa Igreja. Somos profundamente agradecidos aos missionários Ad Gentes que atravessaram o oceano para vir para cá, mas temos que ter o projeto de Igreja. Um dos mais lúcidos, nesse sentido, foi o bispo de Coari (Dom Gutembeg Regis) que pensou um projeto muito claro de agentes autóctones não somente clero, né?! Depois então começamos um caminho de pastoral vocacional”, explicou o bispo.
Caminho vocacional
Ao recordar o caminho vocacional do regional, Dom Zenildo lima destacou que inicialmente a animação da Pastoral Vocacional era feita por presbíteros. Nas décadas de 70 e 80, a pastoral procurava compreender o homem e a mulher amazônidas. Isto é, havia uma preocupação com a pessoa com a qual se trabalharia, nas palavras do bispo, “um peso antropológico”.
“Depois, num outro momento da nossa animação vocacional, sempre dentro desse projeto de Igreja, a gente pensou assim, precisamos diversificar a ministerialidade. Então, a preocupação de ter clero local sempre foi um desafio para as nossas dioceses e prelazias. Mas, sobretudo, a preocupação de uma Igreja que fosse servida além do ministro presbítero, outros ministros também. Nos últimos anos, a gente retomou muito esse discurso da ministerialidade”, recordou bispo.
Ao pensar sobre a ministerialidade, o bispo recordou que as últimas diretrizes do nosso regional “a comunidade aparece como um elemento muito significativo”. E relembrou que o cardeal Leonardo Steiner, tem insistido nos seus recentes discursos que “onde tem a comunidade, tem a igreja”. Uma abordagem a partir da comunidade que permite sua diversidade de sujeitos.
Homens e mulheres comprometidos
Inicialmente a animação vocacional envolvia os presbíteros. Depois, as mulheres da vida religiosa construíram um legado da animação. Também os cristãos leigos e leigas sempre estiveram presentes. A exemplo na Diocese de Parintins, que conta com da presença de casais, da vocação matrimonial dentro dessa perspectiva da animação vocacional”, afirmou Dom Zenildo Lima.
Ainda que a animação vocacional do regional transmita a sensação de constantes recomeços, o auxiliar enfatizou que eles nunca iniciam do zero. Esses recomeços são sempre construídos em cima daquilo que em algum momento da história já foi trabalhado. Por esse motivo, é capaz de formar discípulos missionários, comprometidos com a realidade e com o exercício de serviços ministeriais na Amazônia.
“Comprometidos com a realidade histórica dessa região, comprometidos com as questões socioambientais, comprometidos com a questão do cuidado com a casa comum. Comprometidos com algumas lutas que a gente trava, algumas questões que são permanentes para nós, como o combate à violência, o combate ao tráfico de pessoas, essas coisas que foram entrando na nossa pauta, mas não simplesmente como um ponto solto dentro da dinâmica pastoral”, disse Dom Zenildo Lima.
Frutos do trabalho missionário
Dom José Albuquerque destacou que a presença de rostos amazônicos no encontro é fruto do trabalho de missionários vindos de “diversas partes do Brasil e do mundo”. Eles contribuíram para que nos compreendêssemos como vocacionados. Com isso, a Igreja na Amazônia assumiu uma forte característica missionária. Com “o cheiro das ovelhas”, que pisa no chão, na lama, que anda de rabeta, de canoa, enfrenta temporais, que dorme em rede”.
“É uma igreja que é marcada por essa dimensão missionária, que isso é muito original. E é também uma igreja onde a força dos cristãos leigos e leigas é inegável. Principalmente das mulheres. As mulheres são protagonistas. Ai de nós bispos e padres, se não fossem as religiosas, as leigas, nos mais diversos serviços pastorais. A força da mulher aqui é algo muito bonito, que a gente precisa também saber valorizar. E as mulheres não estão assim como auxiliares, não são apenas assessoras, são protagonistas”, pontuou o bispo.
A expectativa do Congresso Nacional é fortalecer a consciência de que a comunidade eclesial é o ambiente fundamental para a animação, discernimento e vivência vocacional. Essa promoção de uma cultura vocacional, traz como novidade a perspectiva de uma nova linguagem para alcançar as novas realidades.
Com assessoria de Pe. Valmir de Costa, RCJ, Religioso Rogacionista. Doutor em Filosofia e Coordenador do Departamento de Formação do Instituto de Pastoral Vocacional. Os mais de 70 participantes enfatizam a missão como elemento constitutivo do Serviço de Animação Vocacional.