Missa Crismal na diocese de Roraima: “Deus unge os seus para servir e para transformar a realidade”

A diocese de Roraima celebrou no dia 15 de abril a Missa dos Santos Óleos, “um dia de alegria e de festa!”, segundo o bispo diocesano, dom Evaristo Spengler. Ele disse que “a missa crismal deste ano é especial”, dado que a diocese celebra 300 anos de evangelização e o Papa convocou o Ano Jubilar, fazendo um chamado a caminhar como peregrinos e peregrinas da esperança.

Ungidos para servir

O bispo lembrou a presença de mais de 20 novos missionários na diocese, que foram apresentados. Em sua reflexão falou sobre o óleo da Aliança. Ele enfatizou que “Deus unge os seus para servir e para transformar a realidade onde estamos inseridos.” Dom Evaristo refletiu sobre os três vasos sagrados presentes na celebração: o Óleo dos Catecúmenos, o Óleo dos Enfermos e o óleo do Santo Crisma.

Segundo o bispo, o óleo “é um sinal sagrado.” Analisando o texto de Isaias 61, sublinhou que “pelo batismo, Deus nos escolheu para sermos ‘sacerdotes do seu povo’ para levar a alegria do Evangelho aos que sofrem, para sermos instrumentos de misericórdia.” Junto com isso, ele vê que “o óleo é para romper correntes e esquemas.” No Salmo 88, o bispo destacou que “esta unção não é para nosso prestígio”, ressaltando que “essa é a nossa missão: vida a serviço.”

Já em Apocalipse 1,5-8, dom Evaristo enfatizou que “esta unção nos compromete: somos chamados a ser profetas que denunciam as injustiças, sacerdotes que santificam o mundo no amor, pastores que governam com humildade e serviço. Somos povo de Deus, todos ungidos e chamados para ungir.” Por sua vez, no Evangelho (Lc 4,16-21), sublinhou que ‘o óleo do Crisma nos recorda que, como presbíteros, religiosos/as e leigos, não somos meros funcionários do sagrado. Somos outros ‘cristos’ – ungidos – para estar no mundo a serviço do Evangelho. Como presbíteros, nosso ministério não é um status, mas um chamado ao serviço, especialmente aos mais pobres. Como religiosos e religiosas somos convocados para servir e testemunhar a profecia do Reino de Deus. Os leigos e as leigas são chamados, a partir do seu Batismo e Confirmação, a serem ‘sal da terra, luz do mundo’ (cf. Mt 5,13-16), e fermento na massa (Lc 13,20-21).”

Significado dos Óleos

Na benção dos óleos descobrimos, segundo o bispo, que “Deus, no seu amor, caminha conosco em todas as etapas marcantes da vida. E nos unge, nos consagra, nos cura e nos envia em missão. É o amor do próprio Deus que se faz presença, fidelidade e ternura.” Isso porque “cada óleo é expressão do amor e do cuidado de Deus, de um carisma, de um serviço e de um ministério específico.”

Dom Evaristo Spengler refletiu sobre o sentido de cada um deles: o óleo da consagração, o óleo da cura e o óleo da missão. No Óleo da Consagração, destacou que “somos chamados a viver o amor até o extremo.” Algo que acontece no Batismo, pois “não somos reis para dominar, mas para servir”; na Crisma, que “nos envia para a missão de viver e testemunhar a fé recebida no batismo”; e na Ordenação, em que “o candidato se entrega totalmente a serviço da Igreja, povo de Deus, neste caminho sinodal.”

Bálsamo das Feridas da Humanidade

O Óleo da Cura, ele e visto pelo bispo como “Bálsamo das Feridas da Humanidade”. Ele falou de diversas doenças, pedindo pessoas ungidas para o cuidado da casa comum, pessoas ungidas para ajudar na superação de extremismos e de exclusões, pessoas ungidas para ajudar a superar as gritantes desigualdades em uma sociedade que acumula riqueza à custa dos pobres. Uma cura que também precisa o ser humano, segundo o bispo de Roraima.

Do óleo da Missão, o bispo destacou que ele é “a fidelidade ao evangelho no percurso da missão, que nos prepara para o encontro com o Esposo, o Cristo.” Dom Evaristo advertiu que “não podemos nos conformar com uma fé superficial ou apenas herdada da família ou da tradição. Somos chamados a fazer um encontro pessoal e comunitário com o Cristo Morto-Ressuscitado.” Para isso, “nós, os cristãos, somos chamados a viver em estado de vigilância ativa, cultivando uma vida de fé, de oração e de boas obras, sem nos deixar levar pela negligência ou pelo comodismo espiritual. A missão do cristão não é apenas crer, mas testemunhar com ações concretas o amor de Deus no mundo. Isso significa colocar em prática o que assumimos no nosso Batismo e confirmamos na Crisma.”

Sentido do óleo em cada ministério

O bispo fez um chamado aos presbíteros, para que eles “não deixem secar o óleo da unção, do primeiro amor, da entrega total em seus corações, em suas mãos, em seus pés. Vão às periferias sociais e às fronteiras existenciais, e contemplem a consolação de Deus, a presença de Deus, o amor de Deus.” Um óleo que não é “guardar para si”, é para “gastar nos caminhos enlameados e esburacados.”

Aos religiosos e religiosas, ele pediu ser o “bom perfume” de Deus para evangelizar as mais variadas realidades. Para ser “uma presença terna e fraterna, especialmente em meio aos mais vulneráveis.” Aos leigos e leigas, o bispo lembrou que eles são “ungidos para santificar o mundo a partir de dentro de cada realidade.” Por isso lhes pediu que “sejam protagonistas da evangelização, assumindo cada vez mais a missão de animar e fortalecer as comunidades, sendo uma presença cristã autêntica na sua família, no seu trabalho, na roda de amigos, em todas as realidades da vida.”

Finalmente, aos enfermos e idosos, lhes disse que “a vida de vocês é um óleo precioso que unge a Igreja com o perfume da paciência e da fé. Em um mundo que idolatra a juventude, a produtividade e a velocidade, a paciência dos idosos e dos enfermos é um antídoto contra a cultura do descarte. Através da aceitação serena das dores e dos limites impostos pela idade, vocês são testemunhas de que a vida tem valor em todas as suas fases e em todas as situações!” Para isso, dom Evaristo pediu a intercessão de Maria, que chamo de “Arca da Aliança”, para que “nos ensine a ser, como Ela, vasos transbordantes de graça.”

Fotos: João Felipe Cláudio Amaral – Rádio Monte Roraima

Fonte: Luis Miguel Modino – CNBB Regional norte 1

 

 

 

 

 

 

 

 

Retiro Anual dos Missionários(as) da Diocese de Roraima

Nos dias 14 e 15 de abril, foi realizado o Retiro dos Missionários e Missionárias da Diocese, em preparação para a Páscoa.

O encontro teve início no dia 14, propocionando um tempo de espiritualidade e comunhão fraterna. O retiro encerra na noite do dia 15 com a Missa do Crisma, momento em que ocorre a benção dos Santos Oléos e a renovação das promessas sacerdotais.

A Diocese de Roraima recebe com alegria os novos missionários

A Diocese de Roraima acolhe com alegria e gratidão os novos missionários que chegam para fortalecer a evangelização em nosso Estado. Vindos de diferentes regiões do Brasil e até de outros países, esses missionários foram enviados por suas congregações com o desejo de servir, partilhar experiências e viver a espiritualidade junto ao povo de nossa diocese.

Ao todo, são cinco novos missionários — entre padre, religiosas e uma leiga — que atuarão em diferentes paróquias e áreas pastorais, com destaque para as regiões periféricas.

A Irmã Maria da Penha, da Congregação de São José, foi enviada da Bahia para atuar em Pacaraima. Ela expressou sua admiração e gratidão pela acolhida:

“Olhar para essa igreja me deixa muito confiante, porque é uma igreja humanizada, fraterna, que aponta para a defesa da vida. É uma igreja com um jeito diferente de ser, de acolher, um lugar de proteção e cuidado. Eu agradeço muito por estar aqui.”

A Irmã Maria Elena, Franciscana Bernadina, também compartilhou sua alegria:

“É uma alegria estar aqui nessa nova missão. A gente tem que desapegar e se apegar ao novo que está chegando com alegria. Para mim está sendo muito bom participar, porque estou conhecendo os novos missionários, que eu não conhecia. E eu estou sentindo que é uma diocese muito aberta, com um bispo muito fraterno que acolhe a todos.”

Conheça os novos missionários:
• Irmã Maria Luzia – Congregação das Filhas do Coração Imaculado de Maria

• Irmã Maria da Penha – Congregação de São José

• Irmã Maria Elena – Franciscana Bernadina

• Giulia Bagnara – Leiga missionária da Itália

• Pe. José (Pepe) Castillo, SJ

Encenação da Paixão de Cristo em Boa Vista celebra 15 anos com cenas inéditas e preparo espiritual

O evento ocorre na sexta-feira,18, às 18 horas, no palco Aderval da Rocha Ferreira na Praça Germano Augusto Sampaio no bairro Pintolândia.

Foto: Evangelista Siqueira

A Diocese de Roraima, por meio da Juventude da Área Missionária São Raimundo Nonato, promove a XV Encenação da Paixão de Cristo em Boa Vista. O evento acontecerá na sexta-feira Santa, 18 de abril, às 18h, no palco Aderval da Rocha Ferreira na Praça Germano Augusto Sampaio no bairro Pintolândia, zona Oeste da Capital.

Mais de 90 pessoas estão envolvidas no evento que este ano completa 15 anos de existência e traz como novidades novas cenas da história Bíblica. Cenários e figurinos estão sendo minunciosamente preparados, após uma pesquisa realizada pela equipe em documentos históricos, filmes e consultas a religiosos especialistas no tema.

A experiência começou na Comunidade Sant’Ana, há 15 anos atrás, quando os jovens da área missionária resolveram promover a primeira encenação em frente à igreja. “A apresentação foi um sucesso e despertou nos jovens de outras comunidades o desejo de participarem. Com isso, o evento passou a fazer parte do calendário de atividades das comunidades e o grupo foi aumentando a cada ano”, disse o responsável pela comunicação do evento, Evangelista Siqueira.

Com base no que a bíblia descreve e com as orientações dos religiosos da Diocese, a encenação retrata os últimos acontecimentos da vida de Jesus Cristo, sua paixão, morte e ressurreição. Cenários, figurino, iluminação e momento de oração completam a dinâmica do evento.

Os jovens, que há três meses estão ensaiando, também participaram de momentos de formação e retiros espirituais para melhor compreenderem o Mistério Pascal de Cristo e conhecer os personagens que irão interpretar.

ENSAIOS – Os ensaios da XV Encenação da Paixão de Cristo estão ocorrendo todos os sábados e domingos na comunidade São Raimundo Nonato que fica localizada na rua Solon Rodrigues Pessoa, 1873, no bairro Santa Luzia. 

Diocese de Roraima divulga programação da Semana Santa 2025 com celebrações em Boa Vista e no interior

Diocese de Roraima divulga programação da Semana Santa 2025 com celebrações em Boa Vista e no interior

A programação oficial da Semana Santa 2025, que acontecerá de 12 a 20 de abril em todas as paróquias da capital e do interior do estado.

Diocese de Roraima divulga programação da Semana Santa 2025 com celebrações em Boa Vista e no interior

A Diocese de Roraima divulgou nesta semana a programação oficial da Semana Santa 2025, que acontecerá de 12 a 20 de abril em todas as paróquias da capital e do interior do estado. Neste ano, um fato raro marca o período: a coincidência das datas da Páscoa Cristã e da Páscoa Judaica (Pessach), que serão celebradas simultaneamente por cristãos e judeus, em virtude do alinhamento entre os calendários solar e lunar.

O bispo diocesano Dom Evaristo Pascoal Spengler, junto com os párocos e coordenadores de comunidades, convida os fiéis a vivenciarem intensamente os momentos da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A Semana Santa é considerada o tempo mais importante para os cristãos católicos, marcado por momentos de oração, silêncio, jejum, reflexão e esperança.

Em mensagem à comunidade, o padre Luiz Botteon destacou que “a liturgia da Semana Santa nos ajuda a compreender o amor incondicional de Deus por nós, revelado na entrega de Jesus. Cada rito, cada gesto, cada silêncio tem um profundo significado espiritual”.

A programação inclui as tradicionais celebrações do Domingo de Ramos, Missa dos Santos Óleos, Tríduo Pascal e Domingo da Ressurreição, com atividades em todas as regiões pastorais. Celebrações especiais também estão previstas nas áreas missionárias e comunidades do interior.

 

PROGRAMAÇÃO COMPLETA DAS PARÓQUIAS E COMUNIDADES

PROGRAMAÇÃO COMPLETA DAS PARÓQUIAS E COMUNIDADES

           PARÓQUIA SÃO JERÔNIMO – BOA VISTA/RR

Comunidades: Imaculada Conceição, Santa Clara, Nossa Senhora das Graças

Quinta-feira Santa (17/04): 19h30 – Missa da Ceia do Senhor com o rito do lava-pés

Sexta-feira Santa (18/04): 5h – Via-Sacra (saída da comunidade Santa Clara e chegada na comunidade N. Sra. das Graças)15h – Celebração da Paixão e Morte do Senhor (em todas as comunidades)

Sábado Santo (19/04): 19h – Vigília Pascal (em todas as comunidades)

Domingo de Páscoa (20/04): Missas nas três comunidades (horários definidos localmente)

 ÁREA MISSIONÁRIA SANTA ROSA DE LIMA – BOA VISTA/RR

Comunidades: Santa Inês, São Sebastião, N. Sra. da Luz, Santa Rosa de Lima, São Lucas, N. Sra. de Fátima, Sagrado Coração de Jesus, São Lázaro

Domingo de Ramos (13/04): Missas com bênção dos ramos em todas as comunidades

Quinta-feira Santa (17/04): 19h – Missa da Ceia do Senhor com lava-pés

Sexta-feira Santa (18/04): 6h – Via-Sacra nas comunidades Sagrado Coração e N. Sra. de Fátima15h – Celebração da Paixão e Morte do Senhor

Sábado Santo (19/04): 20h – Vigília Pascal (comunidade São Sebastião)

Domingo de Páscoa (20/04): Missas nas comunidades (programação local)

ÁREA MISSIONÁRIA SÃO JOÃO BATISTA – DIOCESE DE RORAIMA

DOMINGO DE RAMOS (13/04) Nossa Senhora Auxiliadora – 08h30São João Batista – 09h00Santa Edwiges – 18h00Divino Espírito Santo – 19h30

QUINTA-FEIRA SANTA (17/04) São João Batista – 19h30Nossa Senhora da Saúde – 19h30

SEXTA-FEIRA SANTA (18/04) São João Batista – 15h00Nossa Senhora do Livramento – 15h00 Via-Sacra – 05h10

SABADO SANTO (19/04)Santíssima Trindade – 19h00São João Batista – 19h30

DOMINGO SANTO (20/04)Nossa Senhora de Nazaré – 07h30São Frei Galvão – 09h00

Santo Expedito – 09h00Santa Teresinha – 19h00Nossa Senhora de Fátima – 19h30

PARÓQUIA CATEDRAL CRISTO REDENTOR – BOA VISTA/RR

Locais: Catedral Cristo Redentor, Matriz N. Sra. do Carmo, Igreja Menino Jesus

Domingo de Ramos (13/04):

Missas: 7h30, 9h30, 11h15 e 19h30

Terça-feira Santa (15/04): 19h –

Missa dos Santos Óleos com todo o clero da Diocese (Catedral)

Quarta-feira (16/04):  

18h30 – celebração penitencial e reconciliação ( Matriz n sª do Carmo)

19h30 – celebração penitencial e reconciliação (Catedral)

Quinta-feira Santa (17/04):  

18h00 – Celebração do do lava-pés – (Matriz N.Sª do Carmo)19h30 – Celebração do do lava-pés – (Catedral)

Sexta-feira Santa (18/04):  

5h30 – Via-Sacra 11h – Celebração da Paixão e Adoração da Cruz – (Matriz N.Sª do Carmo)

15h – Celebração da Paixão e Adoração da Cruz – (Catedral)

Sábado Santo (19/04):

18h00 – Vigília Pascal (Matriz N.Sª do Carmo)

19h30 – Vigília Pascal   (Catedral)

Domingo de Páscoa (20/04):Missas em diversos horários nas três igrejas

SANTUÁRIO NOSSA SENHORA APARECIDA – BOA VISTA/RR

DIA 12/04 (SÁBADO) – DOMINGO DE RAMOS18h – Celebração de Ramos da Catequese

DIA 13/04 (DOMINGO DE RAMOS)09h – Missa com bênção de ramos

DIA 14/04 (SEGUNDA-FEIRA SANTA)18h30 – Terço dos Homens19h – Santa Missa

DIA 15/04 (TERÇA-FEIRA SANTA)19h – Missa dos Santos Óleos (Catedral) Não haverá missa no Santuário

DIA 16/04 (QUARTA-FEIRA SANTA)18h30 – Oração das Dores de Nossa Senhora19h – Santa Missa

DIA 17/04 (QUINTA-FEIRA SANTA)19h30 – Missa da Instituição da Eucaristia (Lava-pés) Até 22h – Adoração ao Santíssimo Sacramento

DIA 18/04 (SEXTA-FEIRA SANTA) 05h30 – Via-Sacra (da Matriz ao Santuário) 07h – Apresentação teatral (Palco do Santuário) 08h-12h – Confissões13h-18h – Confissões09h – Via-Sacra (Catequese e famílias)10h – Hora Santa Eucarística (Ministros)15h – Paixão do Senhor (Adoração da Cruz)18h – Procissão do Senhor Morto + Via-Sacra

DIA 19/04 (SÁBADO SANTO)Durante todo o dia – Confissões19h – Vigília Pascal – TRAZER: sal, água e vela para bênção

DIA 20/04 (DOMINGO DE PÁSCOA)09h – Missa Pascal (com catequizandos)18h – Missa Pascal

OUTRAS PARÓQUIAS E CIDADES DO INTERIOR

PARÓQUIA SÃO MATEUS – BOA VISTA/RR

 SÁBADO (12/04)18h00 – Missa na Igreja São Mateus

DOMINGO DE RAMOS (13/04) 08h00 – Missa na Igreja Santíssimo Sacramento18h30 – Missa na Igreja São Mateus

QUINTA-FEIRA SANTA (17/04)05h30 – Missa do Lava-pés na Igreja Santíssimo Sacramento18h30 – Missa na Igreja São Mateus

SEXTA-FEIRA SANTA (18/04) 05h30 – Via-Sacra (saída da Matriz até o Santuário N. Sra. Aparecida)15h00 – Celebração da Paixão na Igreja N. Sra. da AnunciaçãoConfissões após a celebração

SÁBADO SANTO (19/04)18h30 – Vigília Pascal na Igreja São Mateus

DOMINGO DE PÁSCOA (20/04)08h00 – Missa na Igreja Santíssimo Sacramento10h30 – Missa na Igreja N. Sra. da Anunciação18h30 – Missa na Igreja São Mateus

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONSOLATA – BOA VISTA/RR

 Paróquia Nossa Senhora da Consolata

SÁBADO (12/04/2025) -17h00 – Comunidade Santo Expedito 18h00 – Comunidade São Vicente19h30 – Comunidade Santo Expedito

DOMINGO (13/04/2025) – Domingo de Ramos Celebrações em todas as comunidades da paróquia

QUINTA-FEIRA SANTA (17/04/2025) 18h00 – Santa Missa da Ceia do Senhor (com lava-pés)

SEXTA-FEIRA SANTA (18/04/2025)05h00 – Via Sacra15h00 – Celebração da Paixão de Cristo (com beijo da cruz)

SÁBADO SANTO (19/04/2025)18h00 – Santa Missa da Vigília Pascal

DOMINGO DE PÁSCOA (20/04/2025)

 Santa Missa em todas as comunidades da paróquia

PARÓQUIA SÃO FRANCISCO – BOA VISTA/RR

DOMINGO DE RAMOS (13/04)Igreja São Francisco

7h | 9h30 | 19h30 Comunidade São Pedro

17h

SEGUNDA-FEIRA SANTA (14/04)Comunidade São Pedro

19h – Missa das Trevas

TERÇA-FEIRA SANTA (15/04)Novenas:

6h30 | 17h | 18h15Não haverá missa às 19h30 (Missa dos Santos Óleos na Catedral)

QUARTA-FEIRA SANTA (16/04)Comunidade São Paulo

19h – Missa do Perdão

QUINTA-FEIRA SANTA (17/04)Comunidade São Francisco

19h – Santa Ceia e Lava-pésAdoração ao Santíssimo até 00h

SEXTA-FEIRA SANTA (18/04) Comunidade São Francisco

15h – Celebração da Paixão (Beijo da Cruz)

SÁBADO SANTO (19/04)Comunidade Santo André

19h – Vigília Pascal

DOMINGO DE PÁSCOA (20/04) Igreja São Francisco

7h | 9h30 | 19h30

Comunidade São Pedro

17h

 PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO – MUCAJAÍ/RR

 DOMINGO DE RAMOS (13/04)17h00 – ProcissãoSaída: Capela Nossa Senhora Consolata Missa: Igreja São Francisco de Assis

QUARTA-FEIRA SANTA (16/04)19h30 – Missa PenitencialCelebrante: Dom Evaristo Pascoal Spengler (Bispo Diocesano)Local: Cenário Cenográfico da Paixão de Cristo

QUINTA-FEIRA SANTA (17/04)19h30 – Missa da Ceia do Senhor (com Lava-pés)Local: Igreja Matriz Nossa Senhora de Fátima

SEXTA-FEIRA SANTA (18/04)06h00 – Via Sacra 08h-15h – Adoração ao Santíssimo Sacramento15h00 – Celebração da Paixão e Morte do SenhorLocal: Igreja Matriz Nossa Senhora de Fátima

SÁBADO SANTO (19/04)19h30 – Solene Vigília PascalLocal: Igreja Matriz Nossa Senhora de Fátima

DOMINGO DE PÁSCOA (20/04)Missas da Ressurreição em todas as comunidades (horários locais)

PARÓQUIA SÃO JOSÉ OPERÁRIO – CARACARAÍ/RR

DOMINGO DE RAMOS (13/04)17h00 – Procissão SoleneSaída: Santuário Nossa Senhora do LivramentoMissa: Igreja São José Operário

QUINTA-FEIRA SANTA (17/04)20h00 – Missa da Ceia do Senhor (com Lava-pés) Local: Igreja São José OperárioÚnica celebração deste dia

SEXTA-FEIRA SANTA (18/04)15h00 – Celebração da Paixão do SenhorLocal: Igreja São José Operário

SÁBADO SANTO (19/04)

 20h00 – Solenidade da Vigília Pascal

Local: Igreja São José Operário

DOMINGO DE PÁSCOA (20/04)

 17h00 – Missa Pascal

Local: Santuário Nossa Senhora do Livramento

19h00 – Missa Pascal

Local: Igreja São José Operário

A Diocese orienta que os fiéis consultem as secretarias paroquiais para confirmar horários específicos de confissões e outras atividades locais. Cada comunidade também poderá adaptar a programação de acordo com suas realidades.

Proteção contra Abusos no Regional Norte 1: Ser uma Igreja que cuida, que sabe consolar

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) tem como causa permanente em suas Diretrizes para a Ação Evangelizadora o enfrentamento ao abuso sexual e a exploração de crianças e adolescentes. Uma urgência que tem avançado com passos concretos que ajudam a ir adiante no caminho percorrido pelo Regional e pelas nove igrejas locais que fazem parte dele.

Formação e partilha dos passos dados

Nesse caminho, o encontro da Comissão Ampliada de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis do Regional Norte1, que está acontecendo em Manaus de 4 a 6 de abril de 2025, está sendo um momento de grande importância. Um espaço de formação, mas também um momento de partilha dos passos que estão sendo dados como Regional Norte 1 e como igrejas locais.

Esse caminho comum como Regional Norte 1 é algo muito presente no trabalho da comissão ampliada. Diante das dificuldades que existem na região, o trabalho como comissão é um modo de “nós como Igreja ajudar”, segundo o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, cardeal Leonardo Ulrich Steiner. Ele insistiu em que é “uma verdadeira pastoral, porque se trata do cuidado”, mostrando o grande esforço dos bispos das nove igrejas locais, dado que “nós queremos como Igreja trabalhar juntos.”

Aprender a cuidar, estar presentes, consolar

Com relação ao encontro, o presidente do Regional Norte 1 ressaltou sus importância, “para irmos devagarinho entrando na dinâmica que a Igreja pede e para trocar ideias que permitam ajudar às famílias.” Daí a necessidade de “aprender para podermos ser uma Igreja que cuida, uma Igreja que esteja presente, uma Igreja que sabe consolar”, e faz isso como Regional. Um aprendizado mútuo, dado que “às vezes a gente não sabe”, afirmou.

É por isso que “todos queremos aprender como podemos melhor servir, um serviço evangelizador porque é um serviço de escuta, é um serviço de cura”, seguindo o exemplo de Jesus, que cura primeiro o coração, a alma. O cardeal Steiner enfatiza que “podemos dar uma grande colaboração como Igreja, aos poucos isso vai entrando nas comunidades.” Nesse sentido, o arcebispo de Manaus relata situações de pessoas adultas que foram abusadas sendo crianças, “mas a ferida está aí”, o que demanda, segundo ele, “ver como dar uma resposta a essas pessoas.”

O presidente do Regional Norte 1 agradeceu explicitamente a participação de cada um e cada uma que faz parte da comissão ampliada, “numa iniciativa da Igreja do Regional para o cuidado”, que ele define como “disponibilidade de irmos aprendendo para melhor servir.” Essa é uma experiência única no Brasil, o trabalho conjunto como Regional no enfrentamento ao abuso e exploração de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis.

Um caminho que vai se concretizando

Um caminho que vai se concretizando de diversos modos nas igrejas locais do Regional Norte 1, que estão realizando formação em diversos níveis, algo que ajuda a perceber a seriedade dessa temática e dessa prática do combate ao abuso e exploração de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis. Um caminho que ajuda a aprender novos conceitos, daí a importância do “Decreto, Regulamento e Manual de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis”, elaborado pelo Regional Norte 1, e que é visto pelos membros da comissão ampliada como um norte no trabalho, não só para a Igreja católica como para a sociedade para trabalhar na linha da prevenção.

Nessa perspectiva, se faz necessário, como foi partilhado no encontro, a necessidade de cuidar e deixar se cuidar. Para isso, está sendo apresentado o Manual nas assembleias diocesanas, o que ajuda o povo a tomar consciência. Um trabalho que também está sendo realizado com os catequistas e outras pastorais e espaços eclesiais. Isso ajuda a, diante de um tema muito delicado, o povo ter esperança de que a Igreja está tendo cuidado, a Igreja está se interessando na prevenção, está aprendendo a caminhar.

Uma temática a ser conhecida pelas lideranças

Algo presente na realidade do Regional Norte 1, que também condiciona o trabalho da comissão, são as grandes distancias dentro das igrejas locais. Não pode ser esquecido que esse é um tema que precisa de conscientização, ainda mais diante da rejeição de algumas pessoas ao trabalho de prevenção. Se faz necessário aprofundar cada vez mais no conhecimento do Manual, que seu conteúdo seja levado ao conhecimento do povo. Um trabalho, que dada a realidade de algumas igrejas do Regional Norte 1 ultrapassa as fronteiras do Brasil.

Um encontro que pretende ajudar a perceber em que nível está cada Igreja local para diante da diversidade poder articular o trabalho em rede. Para isso, se pretende avançar na construção da Rede de Proteção, de um sistema de garantia de direito, a partir daquilo que já se tem no Regional e cada uma das nove igrejas locais, em vista de um melhor atendimento e acompanhamento, sempre em conexão, em rede.

Luis Miguel Modino

Proteção de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis: “Que em qualquer suposto abuso, ele não deixe de encontrar um espaço de escuta”

Recordar a própria infância e adolescência é uma atitude que ajuda a se colocar no lugar dos outros, sobretudo no lugar daqueles que sofrem em consequência do abuso e exploração de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis. Essa recordação foi o ponto de partida do encontro da Comissão Ampliada de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que acontece em Manaus de 4 a 6 de abril de 2025, com a participação de quase 30 representantes das nove igrejas locais do Regional.

Capacitar para atuar de maneira eficaz

Um encontro para contribuir na capacitação da comissão ampliada, proporcionando-lhes o conhecimento e as habilidades necessárias para atuar de maneira eficaz e sensível na prevenção ao abuso, exploração sexual de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis.

O Papa Francisco insiste em que “cuidar é compartilhar paixão eclesial e competências com o compromisso de formar o maior número possível de agentes pastorais. Desta forma promove-se uma verdadeira mudança cultural que coloca os mais pequenos e mais vulneráveis no centro da Igreja e da sociedade”, um pano de fundo presente no encontro.

Cuidar para que exista uma cultura de proteção

A dívida com as crianças, adolescentes e adultos vulneráveis é muito grande, segundo o bispo auxiliar de Manaus e assessor da comissão dom Hudson Ribeiro, que insiste no apelo do Papa Francisco no Motu Próprio Vos Estis Lux Mundi de cuidar para exista uma cultura de proteção, algo que passa por uma consciência, por uma conversão ao respeito às crianças e adolescentes, que leve a promover os seus direitos.

O bispo auxiliar de Manaus lembrou o pedido de Jesus no Evangelho para se fazer criança como condição para entrar no Reino dos Céus. Nessa perspectiva, dom Hudson disse que “tudo isso nos leva a acreditar que a gente encontra nas palavras de Jesus, a força para que a gente possa contagiar pessoas pela causa da criança e do adolescente”, algo que as igrejas do Regional Norte 1 da CNBB estão assumindo por meio da comissão ampliada e das comissões nas dioceses e prelazias.

O objetivo é fazer com que as comissões tenham condições de receber informações, de refletir sobre a temática, de poder partilhar as experiências que já estão acontecendo nas dioceses e prelazias, lembra o bispo. Uma construção que ele define como sinodal, de escuta, de partilha de experiências, em vista de construir o que dom Hudson chama de mosaico da esperança, especialmente neste ano do Jubileu da Esperança, um tempo em que “a gente encontra pessoas disponíveis” para assumir essa causa, algo que ninguém pode abrir mão e que faz com que a cultura do cuidado passe do desejo, do sonho, para a realização.

Um olhar de sensibilidade

Para isso, o bispo ressalta que “o nosso olhar tem que ser um olhar de muita sensibilidade para ajudar a identificar quem já faz, quem já cuida, para poder otimizar essas ações, ajudar a dar uma forma mais organizada”, algo que tem criado um pouco mais de consistência, de continuidade, de construção de processos em continuidade. Igualmente, dom Hudson destaca o envolvimento cada vez maior de crianças na rede de proteção, que deve ajudar a criar uma nova cultura que surge a partir das crianças e adolescentes, que começam a se envolver nessas ações, o que ele define como maravilhoso.

Entre os passos concretos dados pela comissão, o bispo auxiliar destaca que as comissões foram instaladas em todas as dioceses e prelazias do Regional Norte 1. Isso tem ajudado, pois os casos de suposto abuso estão chegando, e existe uma comissão metropolitana que recebe esses casos para serem analisados e procura estudar os casos e dar resposta às pessoas. Existem canais onde as pessoas já podem acessar, existe um protocolo de proteção, que ele é parâmetro norteador para todas as comissões, sublinha o bispo.

Ele destaca que tem sido um trabalho realizado por muitas mãos, onde tem participado os bispos do Regional e muitas outras pessoas, seguindo a metodologia sinodal de escuta, de participação, de construção, de revisão, de se colocar humildemente, em um processo que não é concluído, mas que já vem dando frutos, que possibilitam avançar nesta dinâmica do cuidado com a vida, do cuidado com os mais vulneráveis. Tudo em vista de que “em qualquer suposto abuso, ele não deixe de encontrar um espaço de escuta. Criar espaço de acolhida e de escuta é um desafio, mas graças a Deus é uma realidade que está acontecendo”, concluiu dom Hudson.

Luis Miguel Modino

Encontro de chanceleres do Regional Norte 1: “Se a Igreja não é encarnada, a chancelaria é uma alfândega”

Os e as chanceleres das igrejas locais que fazem parte do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil estão reunidos nos dias 3 e 4 de abril de 2025 na Casa de Espiritualidade Crostarosa de Manaus. Um encontro que pretende refletir sobre a “Missão do/a chanceler numa Igreja Sinodal com rosto amazônico”.

Chancelaria numa Igreja sinodal

Uma missão assumida por padres, diáconos permanentes, religiosas e leigas, que tiveram como ponto de partida uma reflexão sobre o conceito de chanceler na dimensão eclesiológica sinodal, seu perfil e sua função, buscando criar sensibilidade de Regional, interajuda, numa mentalidade não clerical, com a assessoria do bispo auxiliar de Manaus, dom Zenildo Lima.

O encontro é uma novidade, sendo uma oportunidade para conhecer, aprofundar, esclarecer, receber orientações desde a ajuda mútua, e assim responder às necessidades da Igreja e acompanhar a vida das dioceses e prelazias, o que faz com que o encontro seja de grande valia para os participantes, pudendo superar as dificuldades e desafios.

Chancelaria como expressão de comunicação da Igreja

O bispo auxiliar de Manaus refletiu sobre como a chancelaria pode ser expressão de comunicação da Igreja, sobre a lógica e dinâmicas de comunicação da Igreja, ajudando a encontrar as pessoas em suas individualidades. Dom Zenildo Lima insistiu em que o chanceler lida com pessoas que chegam com seus pedidos e exigências, não chegam com problemas.

A chancelaria é mais do que um trabalho com papeis, com documentos, é evangelizar. “O objeto do nosso trabalho são pessoas, não são documentos”, enfatizou dom Zenildo Lima, colocando diversos exemplos concretos de quem são essas pessoas, mas sublinhando que são sempre pessoas. Na Igreja da Amazônia isso tem se concretizado a partir do conceito de encarnação, um conceito que aparece em Santarém 1972, sendo retomado 50 anos depois, buscando assim ser hospital de campanha e não alfândega, segundo diz o Papa Francisco.

Necessidade da encarnação

Se a Igreja não é encarnada, a cúria é burocrática, a chancelaria é uma alfândega”, disse o bispo auxiliar de Manaus. Não se trata de eficiência e sim de evangelização, segundo dom Zenildo. Ele lembrou que a chancelaria não pode ser uma estrutura pesada, refletindo sobre a Constituição Apostólica “Praedicate Evangelium” do Papa Francisco, que trata sobre a Cúria Romana e seu serviço à Igreja no mundo, e suas repercussões nas igrejas locais. O bispo auxiliar apresentou alguns elementos presentes no Magistério em relação à Cúria, no Concílio Vaticano I, Vaticano II e os Códigos de Direito Canônico.

Na perspectiva do Concílio Vaticano II, da Pastores Gregis, as características dos colaboradores da Cúria têm a ver com a competência, zelo pastoral e integridade da vida cristã, preparação teológica e técnica, fazendo um chamado aos bispos a escutá-los, a realizar trabalhos evangelizadores e evitar uma mentalidade burocrática.

Chancelaria na estrutura da Igreja

Na perspectiva do Sínodo sobre a Sinodalidade, a partir do Documento Final do Sínodo, dom Zenildo destacou o coração da sinodalidade e refletiu sobre as motivações que sustentam a sinodalidade e suas concreções, do ser, estruturar e fazer da Igreja. Nessa perspectiva, a chancelaria tem a ver com a estrutura da Igreja, sendo instrumento que ajuda o bispo a governar a Igreja.

Nesse sentido, o bispo refletiu sobre as novas relações em torno à chancelaria, sobre o fato de no Regional Norte 1 a chancelaria seja exercida por mulheres, por diáconos permanentes. Igualmente, sobre os processos, sobre o jeito de fazer os discernimentos, tomar as decisões e acompanhar essas decisões. Mas também sobre os vínculos, que leva a entender a chancelaria como um serviço à Igreja local no horizonte da evangelização, do serviço às pessoas, como expressão e salvaguarda da sinodalidade na Igreja local.

Chancelaria a serviço da memória

O serviço da chancelaria em chave sinodal tem a ver com a redação dos documentos, que deve ter presente o conjunto da Igreja local, não se reduzindo a um ato isolado, também com o registro, em vista da própria memória da Igreja particular, como ferramenta a serviço da memória, bem como um testemunho da encarnação eclesial em determinado período da história.

Um encontro que aborda as atribuições, competências e responsabilidades do/a chanceler em vista da corresponsabilidade e a missão dentro e fora da Igreja sinodal. Uma temática que está em relação com a dimensão pastoral e sinodal da missão da Igreja com rosto amazônico e as prioridades para Ação Evangelizadora no Regional Norte 1 da CNBB. Tudo isso numa dinâmica de partilha de experiências da missão de chanceler nas igrejas locais, igrejas com fragilidade estrutural, mas que quer avançar nesse caminho em vista de um serviço organizado.

Chancelaria que conhece a Pastoral

Tudo isso, segundo insistiu dom Zenildo Lima, desde uma visão ampla, conhecendo e assumindo os planos de evangelização da Igreja local, do Regional, da Igreja do Brasil e da Igreja universal. Ninguém pode esquecer que o Direito Canónico está ao serviço do serviço pastoral, pois “aplicar o Direito exige conhecer a pastoral e exige conhecer a evangelização”, segundo o bispo auxiliar de Manaus.

Nesse sentido, ele refletiu sobre as implicações das Diretrizes para a Ação Evangelizadora na chancelaria, numa Igreja Discípula Missionária, que assume e vivencia a ministerialidade de forma dinâmica. Uma Igreja discípula da Palavra, se questionando até que ponto a Palavra inspira a estrutura da Igreja, dado que a Palavra inspira e permite o diálogo e a escuta, permite a interculturalidade. Uma Igreja servidora e defensora da vida, com causas comuns, que atende os vulneráveis e articula o serviço de fé e cidadania.

Fonte: Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

 

A ministerialidade das mulheres chanceleres no Regional Norte 1

Na Igreja da Amazônia, a ministerialidade especifica-se de modos poucos comuns em outras realidades eclesiais. São expressões ministeriais que tem a ver com uma Igreja Sinodal com rosto amazônico, uma Igreja sustentada no Batismo, uma Igreja em que as mulheres assumem espaços de responsabilidade, que historicamente não tinham um rosto feminino à sua frente.

Padre Modino – Regional Norte 1

Na diocese de Roraima, a chancelaria é assumida pela irmã. Sofia Quintans Bouzada, enquanto na prelazia de Tefé é uma leiga, Juliana de Souza Martins, que desempenha esse serviço. Isso é uma novidade na práxis, que de modo nenhum contradiz o Direito Canônico, mas que tem que ser visto como um processo de mudança neste momento histórico que a Igreja universal e a Igreja da Amazônia estão vivendo.

As reformas que o Papa Francisco vai introduzindo na Cúria Vaticana, com nomeação de mulheres para postos de responsabilidade, aos poucos também vão se fazendo presentes em algumas igrejas locais. O serviço da chancelaria, tradicionalmente assumido por padres, agora exercido por mulheres, é um exemplo disso. Segundo a chanceler da prelazia de Tefé, “com todo esse convite do Papa, a gente percebe também que os nossos bispos também se abrem a esse novo.” É uma aposta dos bispos para as mulheres estar nesses espaços, como é a chancelaria, que mostra que “nossos bispos também estão neste caminho de abertura da Igreja, para esse momento novo com a inserção das mulheres nessas funções”, sublinha Juliana de Souza Martins.

A ministerialidade das mulheres chanceleres no Regional Norte 1

As mulheres maioria nas comunidades

Ninguém pode esquecer que “as mulheres fazemos parte das comunidades de base, somos a maioria nas comunidades, somos as que alentamos os processos, acompanhamos as pastorais, estamos como verdadeiras diaconisas nas igrejas locais”, segundo a Ir. Sofia Quintans. A religiosa afirma que assumir esses serviços “é simplesmente reconhecer aquilo que já fazemos no dia a dia na igreja local, nas comunidades de base.” A chanceler da diocese de Roraima, afirma que “com nossa competência e nosso modo de ser e estar, ajudamos também para que esta Igreja seja inclusiva, integre a todos, todos, todos, como disse o Papa Francisco, e haja processos novos de relação, processos de inclusão e outra nova sensibilidade incorporada nos processos eclesiais, nas tomadas de decisão, na formação, em tudo.”

A irmã Sofia insiste em que “a mulher faz parte da Igreja, fazemos parte da Igreja faz muito tempo, e nos reconhecermos como chanceleres é algo que é possível na Igreja faz muito tempo. Só que temos inércias incorporadas e se faz necessário quebrar essas inércias.” De fato, as mulheres na chancelaria enfrentam diversos desafios, que em primeiro lugar surgem da grande responsabilidade assumida, da confiança depositada nelas para vivenciar um processo que é uma corresponsabilidade com o Ministério Pastoral do bispo.

A chanceler da diocese de Roraima destaca a necessidade do respeito muito profundo à caminhada histórica da Igreja local, “e tentar fazer de ponte com as comunidades, as paróquias, áreas missionárias, áreas indígenas, com a caminhada pastoral da Igreja, com a realidade local e os novos desafios da realidade migratória, dos povos indígenas e também com os desafios dos missionários”, sublinhando que a importância da Cúria ser um lugar de hospitalidade, de encontro e de Igreja em saída, de fazer uma caminhada em conjunto, sinodal.

A ministerialidade das mulheres chanceleres no Regional Norte 1

A capacidade e o papel das mulheres

Olhando para a Igreja da Amazônia, Juliana de Souza Martins reflete sobre o desafio de reconhecer que o papel da chanceler e do chanceler é um papel importantíssimo, fundamental, dentro da cúria, dar visibilidade. No plano da ministerialidade feminina, uma dinâmica que teve um grande impulso no atual pontificado, se faz necessário da parte das mulheres, “nos dar conta da capacidade e do papel que nós temos dentro da Igreja. Às vezes, com o desafio, por sermos ainda uma Igreja muito masculina, muito paternal.”

Ela reconhece o sofrimento das mulheres, mas também os passos já dados, os avanços, afirmando que “é algo muito presente, muito enraizado ainda dentro da nossa Igreja e às vezes isso acaba nos limitando no nosso pensar e no nosso agir. Mas eu acredito que se nós permanecermos firmes enquanto mulheres, nos reconhecermos como figuras transformadoras, importantíssimas para a evangelização da nossa Igreja, eu acredito que é nesse caminho que a gente deve continuar e persistir.”

A ministerialidade das mulheres chanceleres no Regional Norte 1

Reconhecer os serviços das mulheres

A irmã Sofia faz um chamado às mulheres para um reconhecimento mútuo, um apoio mútuo, para assumir que “temos qualidades e competências, além de uma experiência espiritual muito forte que sustenta a Igreja toda.” Ela também insiste em “reconhecer os nossos serviços que já estamos a vivenciar na Igreja, dentro das comunidades, dentro das pastorais, de lideranças, com ministérios reconhecidos.”

Trata-se de “abrir caminho para outros ministérios que podem ser mesmo reconhecidos, ocupando os espaços, sem ter que pedir licença, dando-nos confiança mútua, mulheres e homens, homens e mulheres, tentando vivenciar essa experiência de missão conjunta, de missão em equipe”, com “conhecimento, responsabilidade, visibilidade, confiança mútua, vivenciando tudo juntos e juntas, em igualdade, com a mesma dignidade, mas em igualdade”, concluiu a religiosa.

Fonte: Vatican News

REPAM-Brasil avançam no diálogo sobre demandas da Amazônia com o Ministro Paulo Teixeira

O Ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, recebeu, junto com sua equipe e o presidente do INCRA, César Fernando Schiavon Aldrighi, os bispos da Amazônia para uma devolutiva ao Caderno de Respostas, documento elaborado pelo governo a partir das reivindicações apresentadas pela REPAM-Brasil. O encontro, realizado no ministério, teve como objetivo fortalecer a interlocução entre as comunidades amazônicas e o governo federal, buscando soluções para os desafios enfrentados nos territórios.

A pauta, intitulada A Escuta aos Povos Amazônicos, foi entregue anteriormente à Secretaria-Geral da Presidência da República (SG-PR) e sistematiza demandas coletadas em uma ampla consulta territorial. Essa iniciativa surgiu a partir de um compromisso assumido pelo ministro durante a primeira visita da REPAM-Brasil ao governo, em 2023.

Estiveram presentes na reunião Dom Evaristo Spengler, presidente da REPAM-Brasil; Dom Pedro Brito, vice-presidente; Dom Ionilton Lisboa, secretário da organização; Irmã Irene Lopes, secretária executiva; e o assessor Melillo Dinis.

Entre as principais iniciativas debatidas, destacam-se a implementação de programas informativos, a criação de meios organizativos para facilitar o acesso das comunidades às políticas públicas e o desenvolvimento de um plano de mapeamento territorial.

“A dificuldade não está na inexistência de políticas públicas, mas no acesso a elas. Ribeirinhos, indígenas e extrativistas enfrentam barreiras burocráticas que os impedem de acessar direitos que já existem”, destacou Dom Ionilton Lisboa, bispo da Prelazia do Marajó.

Uma das soluções propostas durante o encontro foi o envolvimento de institutos técnicos e universidades em programas de extensão, facilitando o cadastramento, a documentação e o acesso a financiamentos e créditos. “Essas instituições podem desempenhar um papel fundamental na regularização documental, na estruturação da produção local e no apoio ao acesso aos editais disponíveis”, explicou o ministro Paulo Teixeira.

Além disso, foi definido um compromisso para ampliar a comunicação entre o governo e as comunidades, por meio da realização de lives explicativas sobre o acesso a programas, da elaboração de boletins informativos e da presença mais frequente de agentes públicos nos territórios.

“O tempo é agora. As comunidades precisam estar mobilizadas para garantir que os recursos disponíveis sejam utilizados de maneira eficaz e cheguem a quem mais precisa”, reforçou o ministro.

Dom Evaristo Spengler ressaltou a importância da continuidade desse processo de diálogo: “As questões do povo da Amazônia são sempre novas. Novas demandas surgem constantemente, e a REPAM tem essa missão de ouvir e trazer essas questões ao governo. Muita gratidão pelo idealismo com que vocês trabalham, buscando um mundo mais justo, com menos violência e mais fraternidade.”

Como desdobramento, foi instituído um grupo de trabalho interinstitucional para monitorar e apoiar a execução das iniciativas discutidas. “Nosso desafio é construir pontes entre os recursos disponíveis e as comunidades que mais necessitam, garantindo que o Estado esteja presente de forma ativa e eficiente”, concluiu o ministro Paulo Teixeira.

Fonte: REPAM – Rede Eclesial Pan-Amazônica