Diocese de Roraima recebe visita de missionários da Diocese de São Mateus (ES)

Foto: Kayla Silva – Rádio Monte Roraima fm

Entre os dias 25 de agosto e 11 de setembro, a Diocese de Roraima recebe o coordenador do Conselho Missionário Diocesano, padre João Batista, e o coordenador do Regional Leste 3 da Infância e Adolescência Missionária (IAM), o leigo Francisco Malacarne, da Diocese de São Mateus (ES), para uma experiência missionária com o objetivo de conhecer a realidade local.

Em 2019, a Diocese de São Mateus realizou uma Assembleia Geral. Entre as propostas aprovadas estava em prioridade “Missão e Comunhão na Igreja Diocesana”, que busca promover a animação e a cooperação missionária por meio do fortalecimento dos Conselhos Missionários Paroquiais. A missão já está acontecendo nas comunidades e paróquias, mas para um avanço ainda maior, a Diocese de Roraima foi escolhida para dar continuidade à essa missão.

O padre João Batista ressaltou o motivo desta visita:

“A nossa visita em Roraima tem como finalidade dar continuidade ao processo de discernimento iniciado em sua diocese. Por meio de escuta, aproximação e diálogo com a Igreja local.”

O Padre João também destacou que a cooperação missionária pode ocorrer de três formas: espiritual, por meio da oração; material, através de apoio financeiro ou projetos; e pessoal, com o envio de missionários. A possibilidade de estabelecer essa cooperação será discutida entre os bispos das duas dioceses.

 

Bispos da Pan-Amazônia enviam ao Papa Leão XIV a “cruz amazônica” e a “pombinha da paz”

Gesto simbólico desde o encontro de Bogotá reafirma o compromisso com a defesa da vida, dos povos e da Casa Comum

No marco do Encontro de Bispos da Pan-Amazônia, realizado em Bogotá de 17 a 20 de agosto, os participantes enviaram ao Papa Leão XIV dois significativos presentes: a cruz amazônica e a pombinha mensageira da paz, símbolos de comunhão, esperança e compromisso com a defesa da Casa Comum e da paz.

No marco do Encontro de Bispos da Pan-Amazônia, realizado em Bogotá de 17 a 20 de agosto, os participantes enviaram ao Papa Leão XIV dois significativos presentes: a cruz amazônica e a pombinha mensageira da paz, símbolos de comunhão, esperança e compromisso com a defesa da Casa Comum e da paz.

A cruz amazônica: vida que brota da dor

Os bispos receberam durante o encontro cruzes amazônicas elaboradas pelo artesão boliviano José Dorado, de San Miguel de Velasco. São 130 peças confeccionadas com madeira proveniente de árvores queimadas na Chiquitania, região boliviana duramente atingida pelos incêndios florestais.

Abençoadas por Dom Robert Flock, bispo de San Ignacio de Velasco, as cruzes representam a dor da terra ferida e, ao mesmo tempo, a esperança de que do sofrimento possa renascer a vida. Este gesto busca manter viva a memória dos 2,8 milhões de hectares devastados em 2024, o pior ano de incêndios em duas décadas na Amazônia.

A pombinha mensageira da paz

O segundo presente, a “pombinha da paz”, foi trazido do Peru por Carmen de los Ríos e está envolto em tecido da comunidade nativa amazônica Ashaninka. Confeccionada por povos andinos, simboliza o desejo de que “da Amazônia rezamos pela paz”. Símbolo universal da paz, a pombinha, na tradição católica, representa o Espírito Santo, sinal de pureza, paz e presença divina.

O cardeal Pedro Barreto, presidente da CEAMA, destacou que este sinal nos convida a ser instrumentos do Espírito Santo, a fortalecer o serviço missionário e a reconhecer os povos originários como guardiões da Casa Comum.

Envio ao Papa Leão XIV

Ambos os presentes foram entregues ao cardeal Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral e representante do Vaticano no encontro. Durante a Eucaristia de encerramento, na Catedral Primaz de Bogotá, em 20 de agosto, Czerny recebeu a cruz e a pombinha em nome dos bispos, comprometendo-se a levá-los pessoalmente ao Papa Leão XIV.

Com este gesto, os bispos da Pan-Amazônia reafirmam sua missão de ser construtores da paz e guardiões da criação, em comunhão com toda a Igreja universal.

Encontro de bispos da Amazônia

Durante quatro dias, 90 bispos de 75 jurisdições amazônicas, convocados pela Conferência Eclesial da Amazônia – CEAMA, juntamente com representantes de organismos como o CELAM, a CLAR, a Cáritas ALC, a REPAM, o Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral e várias conferências episcopais, participaram do encontro realizado em Bogotá, na sede do Conselho Episcopal Latino-americano – CELAM. As jornadas foram marcadas por espaços de escuta, oração e diálogo, nos quais foram compartilhados avanços, desafios e resistências do processo sinodal.

Segundo os organizadores, o objetivo foi apresentar propostas concretas que permitissem consolidar a missão da CEAMA como organismo eclesial capaz de acompanhar de maneira mais próxima as comunidades da região.

Nesse contexto, o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, ofereceu uma mensagem que animou os participantes a redescobrirem a força do seguimento de Jesus como motor do compromisso pastoral e da missão da Igreja na Amazônia. “Não se tratou de uma nova organização, mas de um espírito que renova e dá sentido à nossa forma de ser Igreja”, afirmou, sublinhando a dimensão espiritual que deu identidade ao encontro.

 

 FONTE/CRÉDITOS: Julio Caldeira imc

 

Conclui-se em Bogotá o encontro da CEAMA

Conclui-se em Bogotá o encontro da CEAMA

Conclui-se em Bogotá o encontro da CEAMA
CEAMA reuniu em Bogotá mais de 90 bispos da Pan-Amazônia

Um encontro com um grande potencial sinalizador, disse o bispo auxiliar da arquidiocese de Manaus vice-presidente da Conferência Eclesial da Amazônia, dom Zenildo Lima. No final do encontro que reuniu em Bogotá mais de 90 bispos da Pan-Amazônia, de 17 a 20 de agosto, ele enfatizou o “cansaço histórico que nós vivemos nesses contextos tão violentos, tão intolerantes e que produzem, geram relações de descarte. Por isso mesmo, tão agressivas com a nossa região da Amazônia, com a ausência de experiências, espaços de convivências que sejam sadias e esperançosas”.


Dom Zenildo Lima.

Um caminho de construção de novas relações

Segundo o bispo auxiliar de Manaus, “já há alguns anos, a consciência de seu papel evangelizador, anunciador de Jesus Cristo, a nossa Igreja católica tem assumido esse caminho, caminho de aproximação, caminho de construção de novas relações. Caminho de vivência, de experiência de Igreja a partir de relações que estamos chamando de sinodalidade.” Ele recordou a importância do Sínodo para a Amazônia, em 2019, “como um grande sinal”, que provocou o surgimento de novos sinais, sendo a Conferência Eclesial como “a visibilização desse sinal de relações novas, de relações de cuidado, de experiência religiosa que seja esperançosa”.

Nessa perspectiva o bispo destacou como muito oportuno, perceber no encontro que as igrejas locais são “espaço por excelência da experiência da sinodalidade”, e que é aí que “estas experiências novas estão acontecendo”, o que faz da Igreja que está na Amazônia “um grande sinal da presença de Deus junto ao seu povo, tão machucado por essas relações violentas”.

Dom Zenildo Lima enfatizou que foi um encontro de igrejas, dado que “os bispos trouxeram consigo, de suas igrejas locais, o testemunho desta sinodalidade, o testemunho desta novidade.” Um encontro que tem ajudado a perceber que o Sínodo e a sinodalidade “é uma realidade viva, latente em nossas igrejas”, sendo o encontro uma oportunidade para perceber que “estamos avançando, estamos juntos, estamos fortes”.


Encontro CEAMA

Povos amazônicos condutores da história

O bispo ressaltou o saber e conhecimento dos povos amazônicos, assim como sua consciência muito clara das relações que se estabelecem, sendo assim “construtores e condutores de história.” Diante da reunião dos presidentes da região amazônica, o bispo disse que “muito além de correspondências formais que podem receber dentro de um protocolo, são muito bem conhecedores dos grandes processos, das grandes tensões, dos grandes desafios e das grandes responsabilidades que tem em mãos”.

Dos responsáveis pela governança, ele disse esperar “uma capacidade de escolha, de decisão política, a partir de suas consciências, pela vida, pelas relações, pelo bioma.” O bispo pediu decisões para o bem dos povos, dado que “as populações indígenas, os povos tradicionais, aqueles que são os grandes conhecedores das dinâmicas deste território, continuam nos conduzindo, continuam nos inspirando, continuam nos oferecendo os elementos para que o nosso discernimento se faça também segundo uma grande sabedoria que paira sobre esse nosso continente”.

Escutar, discernir e compartilhar a caminhada

Um encontro que voltou a evidenciar o compromisso da Igreja da Amazônia de levar “este anúncio do evangelho de Jesus para descobrir a grande riqueza das culturas indígenas, e também o grande desafio que temos diante dos efeitos das mudanças climáticas e do desmatamento”, como destacou o arcebispo emérito de Huancayo (Peru) e presidente da CEAMA, cardeal Pedro Barreto, que vê o encontro como um momento para assumir o compromisso de trabalhar juntos, além das fronteiras.

O cardeal peruano insistiu que encontro foi oportunidade para “escutar, discernir e compartilhar nossa caminhada juntos, como pastores das Igrejas Particulares que peregrinam na Amazônia.” Da mesma forma, ele afirmou que “a Igreja com rosto amazônico anuncia Jesus Cristo, crucificado e ressuscitado, a partir da Conferência Eclesial da Amazônia – CEAMA, acompanha e serve às Igrejas particulares em sua missão evangelizadora.” Isso porque “o anúncio, a organização e o compromisso eclesial devem ser acompanhados por um verdadeiro encontro”, chamando a não viver como ilhas, a não se fechar em si mesmo, mas a “amar e ser amado”, ser sinais da “ternura de Jesus, nosso Bom Pastor, que nos chama a participar de sua missão, não por nossos méritos nem pelo tempo que estamos em seu rebanho, mas por sua bondade e misericórdia”.

Cardeal Michael Czerny.

Momento de amadurecimento

Uma experiência de escuta que tem a ver com o bioma amazônico, nas palavras da vice-presidente da CEAMA, Patricia Gualinga, bem como com a realidade dos povos indígenas, as ameaças que sofrem e a evangelização a partir da inculturação. Uma dinâmica que levou à descoberta de que “todos estamos compartilhando realidades comuns”, segundo a indígena equatoriana, que insistiu na crise climática, que levou a Amazônia a um ponto sem volta, que tem a ver com muitas violações aos povos.

O prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral do Vaticano, cardeal Michael Czerny, felicitou a CEAMA pela iniciativa desta reunião dos bispos. Ele disse esperar que este encontro “seja um momento de amadurecimento, um novo começo”, que produzirá coisas novas e interessantes sobre “como a Igreja continua tentando acompanhar o povo de Deus e o grande dom de Deus que é a Amazônia”.

 FONTE/CRÉDITOS: Padre Modino – Bogotá
Papa convida fiéis a viver o dia 22 de agosto em jejum e oração pela paz

Papa convida fiéis a viver o dia 22 de agosto em jejum e oração pela paz

O Pontífice pediu orações pelo fim das guerras na Terra Santa, na Ucrânia e em tantas outras.

Papa convida fiéis a viver o dia 22 de agosto em jejum e oração pela paz
VATICAN MEDIA

Na conclusão da Audiência Geral desta quarta-feira, 20 de agosto, o Papa Leão XIV lançou um apelo aos fiéis, recordando a celebração litúrgica da memória da Bem-Aventurada Virgem Maria Rainha, que será comemorada na próxima sexta-feira, 22 de agosto:


“Maria é Mãe dos que acreditam aqui na terra e é invocada também como Rainha da Paz, enquanto a nossa terra continua a ser ferida por guerras na Terra Santa, na Ucrânia e em muitas outras regiões do mundo. Convido todos os fiéis a viverem o dia 22 de agosto em jejum e oração, suplicando ao Senhor que nos conceda paz e justiça, e que enxugue as lágrimas daqueles que sofrem por causa dos conflitos armados em curso. Maria, Rainha da Paz, interceda para que os povos encontrem o caminho da paz.”


Dirigindo-se aos fiéis de língua portuguesa, o Papa Leão, que dedicou sua catequese ao nobre gesto de perdoar, recordou o pressuposto fundamental da convivência pacífica entre os povos e entre as pessoas: “Sem perdão nunca haverá paz!”


Ao saudar os peregrinos poloneses presentes em Roma, bem como aqueles vindos do Santuário de Nossa Senhora de Jasna Góra, na Polônia, onde se conserva o ícone de Nossa Senhora de Częstochowa, pediu-lhes que “incluam em suas intenções a súplica pelo dom da paz – desarmada e desarmante – para todo o mundo, em particular para a Ucrânia e o Oriente Médio”.

Fonte: Vatican News

Papa conversa com um dos religiosos do Santuário de Mentorella

Leão XIV visita o Santuário de Nossa Senhora das Graças de Mentorella

Papa conversa com um dos religiosos do Santuário de Mentorella

Papa conversa com um dos religiosos do Santuário de Mentorella   (@Vatican Media)

Na manhã desta terça-feira, 19 de agosto, Leão XIV realizou uma visita privada ao Santuário de Nossa Senhora das Graças de Mentorella, na fração de Guadagnolo de Capranica, na diocese de Palestrina. Depois de ter rezado e visitado o Santuário, o Pontífice permaneceu com os religiosos Poloneses da Ressurreição, que animam este lugar, e em seguida retornou a Castel Gandolfo. Está previsto para esta noite o retorno do Papa ao Vaticano, após a permanência de seis dias na residência de verão.

O Santuário, localizado entre ásperas rochas, ergue-se ao longo do versante oriental dos Montes Prenestinos, sobre um rochedo no verdejante vale do Giovenzano. No cume do monte Guadagnolo, o ponto habitado mais elevado da região do Lácio (1.218 metros), ergue-se o Monumento ao Redentor, erguido no final do século XIX por Leão XIII, dominando a paisagem do vale do Tibre. Antigas tradições remontam a fundação do Santuário ao tempo do imperador Constantino. Foi também lugar de oração para São Bento — e ali ainda resta a gruta por ele habitada — e para São Gregório Magno.

Um momento da visita do Papa ao Santuário de Mentorella

Um momento da visita do Papa ao Santuário de Mentorella   (@Vatican Media)

Vários Pontífices visitaram o Santuário, entre eles São João Paulo II e o Papa Inocêncio XIII. Wojtyła, como cardeal e depois como Papa, visitou-o várias vezes, considerando-o um lugar de especial devoção. Em lembrança de sua presença frequente neste local, existe um caminho a ele dedicado. A Congregação dos Religiosos da Ressurreição, fundada para exercer obra de apostolado entre os numerosos exilados e refugiados poloneses que chegaram à França após o fracasso da insurreição de 1830-1831 contra o domínio russo, dedica-se hoje à pastoral paroquial e educativa. Presente em âmbito internacional, a Congregação estabeleceu precisamente no Santuário de Mentorella o centro espiritual da comunidade.

Primeiro dia do encontro dos bispos da Pan-Amazônia

Leão XIV: que Jesus seja anunciado com clareza e caridade na Amazônia

Primeiro dia do encontro dos bispos da Pan-Amazônia

Primeiro dia do encontro dos bispos da Pan-Amazônia 

“É necessário que Jesus Cristo, em quem se recapitulam todas as coisas, seja anunciado com clareza e imensa caridade entre os habitantes da Amazônia”, escreveu o Papa ao Encontro de Bispos da Pan-Amazônia que está sendo realizado em Bogotá, na Colômbia, até a próxima quarta-feira (20/08). Além da dimensão do anúncio do Evangelho, Leão XIV também analisou a missão da Igreja na região através do cuidado da casa comum, um “direito e dever” que “Deus Pai nos confiou como administradores solícitos”.

O Papa Leão XIV também se fez presente nas atividades do Encontro de Bispos da Pan-Amazônia através de um telegrama. A mensagem, assinada pelo secretário de Estado, o cardeal Pietro Parolin, foi enviada nesta segunda-feira (18/08), segundo dia do evento que termina na próxima quarta-feira, 20 de agosto, em Bogotá, na Colômbia, convocado pela Conferência Eclesial da Amazônia (Ceama).

Mais de 90 bispos de 76 jurisdições eclesiásticas nos 9 países amazônicos estão reunidos em espírito sinodal para discernir sobre os desafios pastorais e missionários da região, onde moram mais de 33 milhões de pessoas, entre elas, indígenas, ribeirinhos, camponeses e afrodescendentes. Esse é o primeiro grande encontro episcopal após o Sínodo para a Amazônia de 2019, o Documento Final e a Exortação Apostólica Querida Amazonia do Papa Francisco, um movimento em prol de novos caminhos de evangelização e cuidados do meio ambiente e dos pobres que deu força para a própria criação da Ceama, aprovada pelo Pontífice argentino em 2021.

 

O rosto da Igreja católica na Amazônia e o seu caminho sinodal


O telegrama de Leão XIV foi inclusive dirigido ao cardeal Pedro Ricardo Barreto Jimeno, presidente da Conferência Eclesial da Amazônia, uma organização que reúne além do episcopado, também leigos, agentes pastorais, mulheres e indígenas. É a primeira conferência de caráter “eclesial” na história recente da Igreja, tanto que o Papa reconhece e agradece os bispos pelo “esforço realizado para promover o maior bem da Igreja em favor dos fiéis do amado território amazônico e, tendo em conta o que se aprendeu no Sínodo sobre a escuta e participação de todas as vocações na Igreja, exorta-os a procurar, com base na unidade e na colegialidade própria de um ‘organismo episcopal’, como ajudar de forma concreta e eficaz os bispos diocesanos e os vigários apostólicos a levar a cabo a sua missão”.

Missa durante o primeiro dia do encontro dos bispos da Pan-Amazônia

Missa durante o primeiro dia do encontro dos bispos da Pan-Amazônia

Anunciar Jesus com clareza e caridade 

A esse respeito, continua o telegrama, Leão XIV convida todos os participantes do encontro que estão em Bogotá a refletir sobre “três dimensões que estão interconectadas na ação pastoral dessa região: a missão da Igreja de anunciar o Evangelho a todos os homens, o tratamento justo aos povos que ali habitam e o cuidado da casa comum”. E o Pontífice aprofundou o argumento:

“É necessário que Jesus Cristo, em quem se recapitulam todas as coisas, seja anunciado com clareza e imensa caridade entre os habitantes da Amazônia, de tal forma que temos de nos esforçar por lhes dar o pão fresco e límpido da Boa Nova e o alimento celeste da Eucaristia, único meio para ser verdadeiramente o povo de Deus e o corpo de Cristo. Nesta missão, move-nos a certeza, confirmada pela história da Igreja, de que ali onde se prega o nome de Cristo a injustiça retrocede proporcionalmente, pois, como assegura o Apóstolo Paulo, toda a exploração do homem pelo homem desaparece se somos capazes de nos recebermos uns aos outros como irmãos.”

A mensagem do Papa, assinada pelo cardeal Parolin, é finalizada com a bênção apostólica e uma referência a Santo Inácio de Loyola ao interpretar o caminho para a salvação, através do cuidado com a criação divina:

“No âmbito desta doutrina perene, não menos evidente é o direito e o dever de cuidar da ‘casa’ que Deus Pai nos confiou como administradores solícitos, de modo que ninguém destrua irresponsavelmente os bens naturais que falam da bondade e beleza do Criador, nem, muito menos, se submeta a eles como escravo ou adorador da natureza, pois as coisas nos foram dadas para alcançarmos o nosso objetivo de louvar a Deus e, assim, obter a salvação de nossas almas.”

 

Fonte: Andressa Collet – Vatican News

Irmã Lucimara Martins professa votos perpétuos na Comunidade Indígena da Barata

Irmã Lucimara Martins professa votos perpétuos na Comunidade Indígena da Barata

Irmã Lucimara Martins professa votos perpétuos na Comunidade Indígena da Barata
Foto: Lucas Rossetti – Rádio Monte Roraima fm

Neste sábado (16), na Diocese de Roraima, a religiosa indígena Wapichana, Irmã Lucimara Martins, professou seus votos perpétuos em celebração realizada na Comunidade Indígena da Barata, no Município de Alto Alegre.

A Chanceler da diocese, Irmã Sofia Quintans Bouzada, expressou sua alegria e destacou que esta celebração é sinal de aliança entre a diocese e os povos originários. “Para nós, como Diocese de Roraima, é uma grande alegria. Sentimos neste ano jubilar sinais da presença e do amor de Deus fiel em nós. Essa aliança com os povos indígenas se renova desde o chamado que Deus faz aos jovens das comunidades indígenas como Alto Alegre, Maturuca e Normandia. A resposta da Irmã Lucimara renova essa profecia, essa luta e esse compromisso da diocese com os povos indígenas, povos migrantes e todos os que habitam esta terra de Macunaíma.”

A programação começou pela manhã com apresentação cultural, incluindo a dança Parixana, com apresentações do Grupo de Dança Dona Ana, Grupo de Dança Dona Cacilda e da Associação Kaipó. Dentro da programação, ocorreram exposições dos carismas da vida religiosa consagrada que estavam presentes. Entre elas, Servas do Espírito Santo, Irmãs Scalabrinianas, Missionárias de Nossa Senhora das Dores, Franciscanas de Cristo Rei, Irmãs Mãe do Divino Pastor, Irmãs Franciscanas Bernardinas, Irmãos Combonianos, Irmãs Pastorinhas e Irmã Ursulinas.

Foto: Lucas Rossetti – Rádio Monte Roraima fm

A celebração eucarística dos votos ocorreu à tarde. A Santa Missa foi celebrada por Frei Armando Mariane e concelebrada pelos padres Mattia Bezze, Oscar Liofo, Frei João Carlos Karling, de Porto Alegre, e pelo Diácono Djavan André.

Frei Armando Mariane, que celebrou os votos perpétuos ressaltou o início da caminhada da jovem religiosa. Segundo ele, Lucimara é uma jovem que começou uma caminhada de forma muito simples, sem se manifestar, mas demonstrando uma grande atenção. Uma pessoa com uma atenção incrível aos outros. Ela foi, aos poucos, integrando os grupos de jovens e, mais tarde, também decidiu pela vida religiosa.

A celebração contou também com a presença de pessoas vindas de diferentes regiões, incluindo representantes das dioceses do Ceará e do Rio Grande do Sul. A Ministra Provincial das Irmãs Franciscanas Bernadinas, Irmã Gilbetânia de Andrade, destacou que participar desta celebração tem um grande significado cultural:

“Para nós, Irmãs Franciscanas Bernardinas, participar desta celebração foi como um banho de cultura. Desde de manhã, acompanhamos as apresentações dos povos Macuxi e Wapichana. Foi significativo presenciar esse momento que nos conecta aos nossos ancestrais.”

Foto: João Felipe – Pascom diocesana

A Irmã Lucimara Martins deixou uma mensagem aos jovens que sentem o desejo de seguir a vida religiosa:

“Não tenham medo. Deus nos chama para algo novo, e mesmo que a insegurança exista, Ele abre o caminho e se faz presente. Se você sente esse chamado, permita que ele ecoe no seu coração e dê o primeiro passo.”

 FONTE/CRÉDITOS: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa

Santa Helena, mãe do imperador Constantino

Origens 

Santa Helena, de família plebeia e pagã, nasceu em meados do século III, provavelmente em Drepamin, na Bitínia, no Golfo da Nicomédia (hoje, Turquia); essa cidade, mais tarde, foi chamada Helenópolis, em sua honra, pelo seu filho e futuro imperador Constantino. 

Segundo Santo Ambrósio, Helena exercia o cargo de “estabulária”, ou seja, a estalajadeira encarregada dos estábulos.

A modéstia e a delicadeza de Helena levaram o jovem oficial, Constâncio Cloro, a apaixonar-se por ela, apesar do seu nível social mais elevado. No entanto, quis casar-se com ela, levando-a consigo para Dardania, nos Bálcãs.

A jovem, que não tinha direito ao título honorífico do seu marido, foi uma esposa fiel. No ano 280, em Naisso, na Sérvia, deu à luz ao filho Constantino.

Fragilidades 

Constâncio, esposo de Helena, consentiram-lhe obter, junto com Galério, o título de César (co-regente); mas era preciso ratificar a sua elevação pelo novo sistema político da Tetrarquia. 

Por isso, os imperadores Diocleciano e Maximiano, em 293, obrigaram-no a divorciar-se da sua esposa e de unir-se em matrimônio com a enteada do segundo, Teodora. Isso era possível porque a lei romana não reconhecia o casamento entre nobres e plebeus. Helena foi obrigada a deixar sua família e seu filho. 

Humildade na adversidade 

Helena se fez pequena, afastada da família e do filho, que até então havia educado com dedicação e amor; ela nunca desanimou. Pelo contrário, permaneceu, humildemente, na sombra, enquanto Constantino foi elevado à corte de Diocleciano.

Conversão 

Com a morte de Constâncio em 306, Constantino mandou buscar a mãe para junto de si na Corte. Não sabemos quando se fez cristã; se ela que influiu na conversão de Constantino ou se, como escreve Eusébio de Cesareia, foi ele quem a converteu a ela. Tornou-se uma cristã fervorosa e piedosa.  

Tinha-lhe muito amor e não parou de encher de honras. Entre as suas primeiras medidas, o novo imperador mandou chamar imediatamente a sua mãe, Helena Flávia Júlia, a qual foi condecorada com o título de Augusta. 

Virtude da Humildade 

As honras jamais influenciaram seu coração, pelo contrário, estimularam a sua atenção inata para com o próximo, que se concretizou em dar esmolas, satisfazer as necessidades materiais dos pobres e libertar numerosas pessoas das prisões, das minas e do exílio.

Luminosa e contagiosa, a ponto de muitos perceberem a influência que teve na conversão do seu filho e na promulgação do Edito de Milão, em 313, que concedeu a liberdade de culto aos cristãos após três séculos de perseguição.

Dizem que Helena participava das celebrações religiosas, usando roupas modestas, para se confundir com a multidão, e convidava os famintos para o almoço, servindo-os pessoalmente.

Cruz na Terra Santa

Em 326, um acontecimento perturbou a vida da família: Constantino mandou matar. Primeiro, seu filho Crispo, por instigação da madrasta, Fausta, sua segunda mulher, também suspeita de acometer a sua honra. Diante dessa tragédia, com 78 anos de idade, Helena manteve firme a sua fé fazendo uma peregrinação penitencial à Terra Santa.

Ali, mandou construir duas Basílicas: a da Natividade, em Belém, e a da Ascensão, no Monte das Oliveiras. Essa iniciativa inspirou Constantino a construir também a Basílica da Ressurreição.

No Gólgota, ao mandar destruir os edifícios pagãos, construídos pelos romanos, aconteceu uma prodigiosa descoberta da verdadeira Cruz: o cadáver de um homem, que jazia sobre o madeiro, encontrou milagrosamente a vida. 

Os três cravos que perfuraram o Corpo de Jesus foram doados por Santa Helena para Constantino: um foi encastrado na Coroa de Ferro, conservado na Catedral de Monza, como lembrar que não existe soberano que não deve sucumbir à vontade de Deus. As preciosas relíquias estão guardadas, hoje, na Basílica romana de Santa Cruz de Jerusalém.

Páscoa

Santa Helena morreu em 329, aos 80 anos de idade, em um lugar não identificado. Ainda moribunda, foi assistida por seu filho, que, depois, levou seu corpo para a Via Labicana, em Roma, onde foi sepultado em um mausoléu em sua homenagem. Seu sarcófago de pórfiro, transportado ao Latrão, no século XI, hoje está conservado no Museu Vaticano.

Minha oração

“Querida Helena, que, por teu imenso amor ao catolicismo, influenciaste o teu filho, assim como também uma nação, ajudai as mães de todo o mundo a serem influenciadoras de suas famílias. Por Jesus Nosso Senhor. Amém!”

Santa Helena, rogai por nós!

Cardeal Steiner no encontro da CEAMA: “um momento muito importante para podermos todos juntos refletir e caminhar”

Mais de 80 bispos da Pan-amazônia, com a participação dos bispos do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), estão reunidos na sede do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), em Bogotá (Colômbia), de 17 a 20 de agosto de 2025. Um encontro de escuta para ajudar nos processos de construção de um Plano Sinodal para a Igrejas da Pan-Amazônia.

Um encontro para retomar o Sínodo

Uma dinâmica que tem sido ressaltada pelo arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da CNBB na missa de abertura, onde foi celebrada a Missa da Criação: “estamos aqui para retomar o Sínodo, nos colocarmos mais uma vez a caminho, tentando assim expressar também o sínodo nas nossas dioceses, nas nossas Igrejass particulares”, afirmou. Ele sublinhou que “é um momento muito importante para a Igrejas que se encontra na Pan-Amazônia, para podermos assim todos juntos refletir e caminhar”, vendo no texto do Evangelho do dia um elemento que “pode nos ajudar nesse caminho”.

No “vem e segue-me” de Jesus, o cardeal Steiner vê “uma atratividade de eternidade.” Ele citou as palavras de São João Crisóstomo, que disse que “não foi um ardor medíocre que o jovem revelou, estava como que apaixonado”, ressaltando que a diferença de outros, o jovem, “aproximou-se de Jesus para conversar da eternidade, a vida eterna”, dado que “o jovem viu em Jesus certamente um caminho, o caminho da bondade, da compaixão, da misericórdia, da transformação, da eternidade”.

A riqueza dos mandamentos

O arcebispo de Manaus refletiu sobre os mandamentos, que “às vezes soam como norma, como obrigação, como preceitos. Mas mandamentos são sinalizações, indicações, são iluminações, é o caminho que havia percorrido.” Mandamentos que cardeal definiu como “exercitar-se continuamente nessas tarefas do Espírito, sim, conhecer as riquezas, as transformações, as maturações que os mandamentos possibilitam, a possibilidade de desabrochar a vida, a possibilidade de chegar à maturidade da fé do povo de Deus”.

O presidente do Regional Norte 1 refletiu sobre as atitudes do jovem, mostrando os passos dados, mas “ele havia intuído que em Jesus havia algo mais. Em Jesus havia mais que bondade, havia mais do que caridade”, destacou o cardeal Steiner. Daí a resposta de Jesus: “só te falta uma coisa, vai e vende tudo que tens e dá aos pobres e terás um tesouro no céu. Vem e segue-me”, reconhecendo que “Jesus propõe um passo a mais. Tudo a partir de um grande amor. Um amor livre, gratuito. Um tesouro que dá sentido a tudo. Seguir, mas segui-lo na liberdade”.

Seguir Jesus é um grande tesouro

Isso porque “seguir tem a força, o vigor de uma ruptura. É um salto mortal, um salto existencial inigualável. É como que morrer para viver em Cristo, de Cristo, entrar no seu seguimento”, afirmou o arcebispo de Manaus. Ele reforçou: “seguir Jesus é um grande tesouro. Um movimento maravilhoso e transformador que é mais do que a abnegação cristã. É a liberdade do Crucificado Ressuscitado”.

Frente a isso a resposta do jovem, que mostra que “o terreno era fértil, mas esbarrou na gratuidade do seguimento, na pobreza do seguimento. Desapareceu a ligeireza, a prontidão, a disponibilidade, a busca. O que sobrou? A tristeza, a lentidão dos passos, não mais perguntas pela eternidade. E distanciou-se de Jesus com passos lentos, com ar de frustração. Tinha dado a impressão que era um homem livre, pronto, mas não era. Carregava demais, tinha amarras demais. Por isso saiu desiludido, não descobriu o tesouro do viver, a vida eterna, feita pobreza, feita gratuidade”.

Uma dinâmica que envolva as Igrejas da Pan-Amazônia

O evangelho de hoje, enfatizou o cardeal Steiner, “nos provoca ao seguimento, a razão de ser de uma dinâmica que envolva todas as nossas Igrejas particulares, todas as nossas Igrejas da Pan-Amazônia. É aquele convite de vender tudo e seguir, seguir para viver da grandeza, da bondade do Reino de Deus. As nossas Igrejas, as nossas comunidades serem sinal, visibilização do Reino de Deus, da sinodalidade”.

Para isso, ele pediu que “o convite do seguimento na gratuidade possa nos ajudar no caminho que iniciamos com o Sínodo para a Amazônia. A deixar-nos guiar pelos sonhos de Querida Amazônia.” O cardeal insistiu em que “não se trata de uma nova organização, mas de uma inspiração. Um espírito que renova e funda o modo de ser Igrejas.” Por isso, ele fez ver aos bispos reunidos que “fomos colocados à frente das nossas Igrejass, nas nossas Igrejass. Todas as nossas Igrejass despertadas pelo ‘Se tu queres ser perfeito, vai e vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás o tesouro do céu. Vem e segue-me’. As nossas Igrejass particulares no seguimento gratuito de Jesus.” Diante disso ele questionou: “Então, o que importa?”, respondendo que “o que dá razão a nossa vida, a nossa Igrejas, às nossas Igrejass é o seguimento de Jesus, que é o modo do reino de Deus”.

Fonte: Luis Miguel Modino – CNBB NORTE 1

Ceama

Encontro dos Bispos da Amazônia: Um Encontro para a História – Cardeal Pedro Barreto

Ceama

Com profundo sentido pastoral e em chave sinodal, a Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) anuncia com alegria a realização do Encontro de Bispos da Amazônia, que será realizado pela primeira vez,de 17 a 20 de agosto de 2025, na cidade de Bogotá, Colômbia.

Este encontro, convocado pela CEAMA, reunirá os bispos das jurisdições eclesiais amazônicas dos nove países (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela) que compartilham o bioma. Será uma ocasião privilegiada para fortalecer a colegialidade episcopale continuar a dar passos na construção de uma Igreja com face amazônica, sinodal, profético e comprometido com a vida dos povos e da Casa Comum.

Uma experiência inédita de comunhão e missão

El Cardeal Pedro Barreto, presidente da CEAMA, destacou o caráter histórico deste encontro:

“Nos encontraremos pela primeira vez na América Latina, todos nós que servimos ao Senhor como bispos e pastores da Igreja. O bispo preside a Igreja particular, mas também temos a responsabilidade de viver a colegialidade episcopal além das nossas próprias fronteiras. A língua amazônica não conhece fronteiras.”

O encontro acontece num ano particularmente significativo para a vida da Igreja. Em 2025, 60 anos do Concílio Vaticano II, um evento que promoveu o caminho da renovação eclesial numa perspectiva sinodal, e também recorda a cinco Conferências Gerais do Episcopado Latino-Americano, com especial destaque para a segunda, realizada em Medellín (1968), que concretizou as diretrizes conciliares para a nossa região.

Inspirado pelo Sínodo para a Amazônia e pelo pontificado de Francisco

O Cardeal Barreto também lembrou a proximidade constante do Papa Francisco com a Amazônia:

Desde o início do seu pontificado, o Papa tinha a Amazônia como foco. Em julho de 2013, no Rio de Janeiro, ele já nos dizia que precisávamos relançar o processo de evangelização nessa região.

O Encontro será também uma oportunidade para avaliar os frutos do Sínodo para a Amazônia (2019) e os cinco anos de existência da CEAMA como espaço sinodal de escuta, discernimento e ação eclesial no território.

Um espaço de diálogo entre gerações

O encontro contará com bispos com vasta experiência na região, além de novos pastores que se juntam com entusiasmo à jornada amazônica.

“Que alegria é estarmos reunidos, todos e cada um de nós: aqueles que já têm alguma experiência nesta jornada amazônica, e aqueles jovens bispos, pastores das Igrejas particulares, que juntos podem dar esse rosto amazônico à nossa Igreja”, disse o Cardeal Barreto.

Uma Igreja que caminha junta na vida do território

Com este apelo, a CEAMA reafirma o seu compromisso com uma Igreja que caminha ao ritmo do povo, que escuta os clamores da Amazônia, que cuida de sua biodiversidade e se deixa transformar por suas culturas.

Este Encontro não é apenas um encontro institucional, mas sim uma expressão concreta da sinodalidade missionária, onde os pastores poderão compartilhar seus desafios, experiências, aprendizados e propostas para continuar construindo juntos uma Igreja com o sabor, a cor e o coração da Amazônia.

“Que Deus nos abençoe e esperamos vocês com muito amor.”, conclui o Cardeal Barreto.

Fonte: CEAMA – CONFERÊNCIA ECLESIAL DA AMAZÔNIA