Igreja Católica realiza Caminhada da Paz neste domingo (11) em Boa Vista

Foto: Pascom diocesana 

A Diocese de Roraima, por meio da Região Pastoral das Paróquias e Áreas Periféricas (PAP), realiza neste domingo, 11 de janeiro, a Caminhada da Paz 2026, a partir das 17h. A caminhada tem como tema “A paz se realiza no respeito à vida” e é inspirada no versículo bíblico de Mateus 5,9 “Bem-aventurados os que promovem a paz!”.

A concentração será na Comunidade Nossa Senhora Da Imaculada Conceição, localizada na rua Rua Raimundo Penafort, 446, no bairro Buritis. De lá, os fiéis seguem em caminhada até a Comunidade Sant’Ana, no Bairro Dr. Silvio Leite, onde acontecerá a missa campal.

A caminhada, que ocorre tradicionalmente no dia 1º de janeiro, em alusão ao Dia Mundial da Paz, foi adiada para o dia 11 neste ano, com o objetivo de facilitar a participação de todos. Em 2025, o evento não foi realizado em razão da abertura do Ano Jubilar na Diocese.

Como gesto concreto, os fiéis são convidados a levar 1 kg de alimento não perecível, que será destinado à Pastoral dos Migrantes.

A coordenadora da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) em Roraima, irmã Ângela Maria, destaca o objetivo da caminhada.

“A gente celebra essa caminhada para elevar as nossas vozes, para nos manifestar e tornar pública a nossa oração. É uma caminhada de alguns quilômetros, neste ano quase cinco, para rezar junto com o povo e expressar a nossa discordância diante das injustiças e da violência que acontecem com frequência.”, ressaltou.

A religiosa ainda destacou que a nossa oração precisa ir além das palavras. Segundo ela, não se trata apenas rezar, mas cantar, pedir, nos unir, e também agir e assumir o compromisso com a realidade.

Fonte:  Kayla Silva – Rádio Monte Roraima 

O Papa fecha a Porta Santa: é bom continuar a sermos peregrinos de esperança

A Porta Santa desta Basílica que, por último, hoje foi fechada, recebeu o fluxo de inúmeros homens e mulheres, peregrinos de esperança, a caminho da Cidade cujas portas estão sempre abertas, a nova Jerusalém. Na presença do Senhor nada permanece como antes. Este é o início da esperança. Foi o que disse Leão XIV na manhã desta terça-feira nesta solenidade da Epifania do Senhor, cuja celebração marcou o encerramento do Jubileu da Esperança, com o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro.

“Queridos irmãos e irmãs, é bom sermos peregrinos de esperança. E é bom continuar a sê-lo, juntos!”: foram palavras do Santo Padre na solenidade da Epifania do Senhor esta terça-feira, 6 de janeiro, cuja celebração marcou o encerramento do Jubileu da Esperança, com o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro, concluindo assim oficialmente o Ano Santo iniciado em 24 de dezembro de 2024.

Missa na Epifania do Senhor e fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro   (@VATICAN MEDIA)

Fechamento da Porta Santa da Basílica Vaticana

De fato, a celebração teve início com o rito de fechamento da Porta Santa da Basílica Vaticana, por onde passaram mais de 33 milhões de fiéis e peregrinos ao longo deste Ano jubilar. Na homilia da solene celebração, com a participação de 5.800 fiéis e peregrinos na Basílica e 10 mil que acompanharam a Missa dos telões na Praça São Pedro, Leão XIV destacou:

“A Porta Santa desta Basílica que, por último, hoje foi fechada, recebeu o fluxo de inúmeros homens e mulheres, peregrinos de esperança, a caminho da Cidade cujas portas estão sempre abertas, a nova Jerusalém. Quem foram eles e o que os motivava? No final do Ano Jubilar, questiona-nos com particular seriedade a busca espiritual dos nossos contemporâneos, muito mais rica do que talvez possamos compreender. Milhões deles atravessaram a soleira da Igreja. E o que encontraram? Que corações, que atenção, que acolhimento?”

Celebramos hoje a Epifania do Senhor, conscientes de que, na sua presença, nada permanece como antes. Este é o início da esperança, ressaltou o Pontífice, lembrando que somos vidas a caminho. Os lugares santos, como as catedrais, as basílicas, os santuários, que se tornaram destinos de peregrinação jubilar, devem difundir o perfume da vida, a impressão indelével de que um outro mundo começou. “Perguntemo-nos: há vida na nossa Igreja? Há espaço para o que está a nascer? Amamos e anunciamos um Deus que nos põe novamente a caminho?”

O Papa Leão XIV na Missa da Epifania do Senhor, encerramento do Jubileu   (@Vatican Media)

O Jubileu veio para nos lembrar que é possível recomeçar

Os Magos trazem a Jerusalém uma pergunta simples e essencial: “Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer?”, prosseguiu o Papa. Como é importante que quem atravessa a porta da Igreja sinta que o Messias acaba de nascer ali e que ali se reúne uma comunidade na qual surgiu a esperança e que ali está a acontecer uma história de vida!

“O Jubileu veio para nos lembrar que é possível recomeçar, ou melhor, que estamos ainda no início, que o Senhor deseja crescer no meio de nós, deseja ser o Deus-conosco. Sim, Deus põe em questão a ordem existente: tem sonhos que ainda hoje inspira nos seus profetas; está determinado a resgatar-nos de antigas e novas escravidões; envolve jovens e idosos, pobres e ricos, homens e mulheres, santos e pecadores nas suas obras de misericórdia, nas maravilhas da sua justiça. Não faz barulho, mas o seu Reino já está a germinar em todo o mundo.”

Quantas epifanias nos são concedidas ou estão prestes a ser concedidas! No entanto, elas devem ser desviadas das intenções de Herodes, dos medos sempre prontos a transformar-se em agressão. “Desde o tempo de João Baptista até agora, o Reino do Céu tem sido objeto de violência e os violentos apoderam-se dele à força”. Esta misteriosa expressão de Jesus, relatada no Evangelho de Mateus, disse o Santo Padre, não pode deixar de nos fazer pensar nos numerosos conflitos com os quais os homens podem resistir e até mesmo atingir o Novo que Deus reserva para todos. Amar a paz e procurá-la significa proteger o que é santo e, por isso mesmo, nascente: pequeno, delicado, frágil como uma criança. À nossa volta, uma economia distorcida tenta tirar proveito de tudo. Vemo-lo: o mercado transforma em negócios até mesmo a sede humana de procurar, viajar e recomeçar.

Maria, Estrela da Manhã, caminhará sempre à nossa frente

Perguntemo-nos: o Jubileu ensinou-nos a fugir desse tipo de eficiência que reduz tudo a um produto e o ser humano a um consumidor? Depois deste ano, estaremos mais capacitados para reconhecer no visitante um peregrino, no desconhecido um buscador, no distante um vizinho, no diferente um companheiro de viagem?

“O Menino que os Magos adoram é um Bem sem preço, nem medida. É a Epifania da gratuidade. Não nos aguarda em lugares prestigiados, mas nas realidades humildes”, frisou ainda o Pontífice.

O Santo Padre concluiu afirmando-nos que a fidelidade de Deus continuará a surpreender-nos. “Se não reduzirmos as nossas igrejas a monumentos, se as nossas comunidades forem casas, se resistirmos unidos às seduções dos poderosos, então seremos a geração da aurora”, disse, ressaltando por fim que “Maria, Estrela da Manhã, caminhará sempre à nossa frente!”

Fonte: Raimundo de Lima – Vatican News

Presidência CNBB: solidariedade ao povo venezuelano

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou uma carta à Presidência da Conferência Episcopal Venezuelana

Na mensagem, os bispos reafirmam o compromisso da Igreja com a defesa da dignidade humana, da paz, do diálogo e do bem comum, e asseguram orações pela missão pastoral da Igreja na Venezuela e por todo o seu povo.

Estimados irmãos no episcopado,

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispo do Brasil deseja manifestar sua profunda comunhão fraterna com a Igreja que peregrina na Venezuela, neste momento marcado por tensões, sofrimentos e incertezas que atingem o povo venezuelano.

Unimo-nos espiritualmente às vossas orações e iniciativas pastorais, expressando nossa solidariedade às vítimas da violência, aos feridos e às famílias enlutadas. Como pastores da Igreja na América Latina, partilhamos a dor do povo que sofre e renovamos nossa esperança na força do Evangelho da paz desarmada e desarmante.

Reafirmamos, com convicção, que o diálogo sincero, iluminado pela verdade, pela justiça, pelo respeito à dignidade da pessoa humana e à soberania das Nações, é o único caminho capaz de promover o bem comum, fortalecer a democracia e construir uma convivência social marcada pela reconciliação e pela paz duradoura.

Que o Espírito Santo continue a sustentar a missão profética da Igreja na Venezuela, concedendo serenidade, sabedoria e fortaleza a todos, e conduzindo o povo venezuelano pelos caminhos da unidade e da esperança. Que Nossa Senhora de Coromoto interceda por todo o povo venezuelano.

Saudações em Cristo,

Dom Jaime Cardeal Spengler

Arcebispo da Arquidiocese de Porto Alegre – RS

Presidente da CNBB

Dom João Justino de Medeiros Silva

Arcebispo da Arquidiocese de Goiânia -GO

1 º Vice-Presidente da CNBB

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa

Arcebispo da Arquidiocese De Olinda e Recife – PE

2° Vice-Presidente da CNBB

Dom Ricardo Hoepers

Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília – DF

Secretário-Geral da CNBB

Fonte: CNBB

Bispos venezuelanos: rezemos pelo bem do país, a unidade e a paz

Foto: Manifestantes em Caracas  (ANSA)

À luz dos acontecimentos no país, o episcopado dirige uma mensagem à população, invocando Deus para que conceda “a todos os venezuelanos serenidade, sabedoria e força” e expressando solidariedade aos “feridos” e às “famílias dos falecidos”. Os bispos convidam a população “a viver a esperança com mais intensidade” e a rezar pela paz.

“Perseveremos na oração pela unidade”: esta é a mensagem de apoio e proximidade que a Conferência Episcopal da Venezuela dirige ao povo de Deus por meio de suas redes sociais.

“Diante dos acontecimentos em nosso país, pedimos a Deus que conceda a todos os venezuelanos serenidade, sabedoria e força”, escreveram os bispos após o ataque dos EUA a Caracas, ordenado pelo presidente Donald Trump, para capturar o presidente Maduro e sua esposa e julgá-los por tráfico de drogas e terrorismo.

Rezar pela paz nos corações e na sociedade

Os bispos, que expressam sua solidariedade aos “feridos” e às “famílias dos falecidos”, convidam a população a “viver mais intensamente a esperança e a fervorosa oração pela paz” nos “corações e na sociedade”.

“Rejeitamos todas as formas de violência”, acrescentam os bispos, incentivando o “encontro” e o “apoio recíproco”, fazendo votos “que as decisões tomadas sejam sempre pelo bem” do povo. Por fim, invocam Nossa Senhora de Coromoto para que acompanhe o caminho de todos.

 

Irmã Joana da Silva é enviada para nova missão no Sul do Brasil

Foto: Irmã Joana e a apresentadora Rejane Silva 

Após cinco anos de missão em Roraima, a Irmã Joana da Silva, da Congregação das Irmãs Scalabrinianas, deixa o estado para assumir uma nova missão em Foz do Iguaçu (PR). A religiosa atuou na Pastoral dos Migrantes e apresentou o programa “30 minutos com a Pastoral dos Migrantes”, na Rádio Monte Roraima fm.

Durante sua atuação em Roraima, Irmã Joana trabalhou no atendimento a migrantes e refugiados que chegaram ao estado, desenvolvendo ações de acolhida e acompanhamento pastoral.

A religiosa afirmou que o seu serviço em Roraima foi um tempo de preparação e continuidade  dos trabalhos desenvolvidos.

“Eu acredito que foi um tempo de semear, de jogar a semente na terra, e agora cabe a cada um colher os frutos que Deus vai proporcionar”, disse.

Segundo Irmã Joana, aceitar a nova missão foi uma decisão pessoal e também uma resposta às necessidades da Congregação. Ela explicou que a comunidade de Foz do Iguaçu enfrenta a redução no número de religiosas, após a transferência de uma irmã para tratamento de saúde.

“O sim é Deus que chama e a gente vai dando essa resposta. Essa nova missão também acontece por uma necessidade da comunidade”, explicou.

Irmã Joana chegou a Roraima em 28 de janeiro de 2020, pouco antes do início da pandemia da Covid-19, período em que passou a conhecer as comunidades atendidas. Ela destacou que, embora a missão com migrantes faça parte do trabalho da Congregação, cada local apresenta características próprias.

A religiosa segue agora para a nova missão, dando continuidade ao trabalho da Congregação em Foz do Iguaçu (PR).