Pastoral da Saúde realiza 1° Congresso Regional

Mais de 80 agentes de pastoral do Regional Norte 1 participaram do 1º Congresso Regional da Pastoral da Saúde, refletindo sobre a presença samaritana na Amazônia. Guiados pelo tema: “Samaritanos e samaritanas no cuidado com a vida” e o lema “Viu e sentiu compaixão” (Lc 10,33), o encontro estreitou os laços de comunhão e fraternidade para a aprofundar a missão do cuidado.

O Congresso aconteceu nos dias 17 e 18 de outubro, no Auditório Mãe Paula, em Manaus. A programação do primeiro dia contou com a presença do bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, Dom Joaquim Hudson Ribeiro. Em sua palestra, o bispo abordou a necessidade de curar as feridas visíveis e invisíveis que atravessam a existência humana pela perspectiva da Psicologia.

Outra temática pertinente ao serviço da Pastoral da Saúde é o acolhimento ao luto. O Ir. Enzo Hernan, do Instituto Camiliano de Pastoral da Saúde (ICAPS), trabalhou formas concretas de promover cuidado e esperança por meio do acolhimento da dor, a compreensão do luto e a oferta da presença junto a pessoas enlutadas.

Oferecer o cuidado

O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), presidiu a missa de encerramento (18). Em sua reflexão, o arcebispo destacou que nós somos criados a imagem e semelhança de Deus. Por isso, oferecemos aos que mais necessitam o cuidado.

O arcebispo enfatizou que no processo político em que vivemos há o perigo de misturar política e religião. Por isso é importante dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César. Isto não significa nos abstermos, mas sim fazer nossas escolhas pautadas nos ensinamentos do Evangelho. Isto implica reconhecer, cobrar e lutar pela ampliação da saúde no Interior, por exemplo.

Isto porque cotidianamente muitos de nossos irmãos e irmãs precisam percorrer longas distâncias para chegar até à capital. O acesso a saúde pública esbarra nas peculiaridades territoriais da Amazônia. Sem esquecermos realidade precária do saneamento básico de muitos municípios. Para a Ir. Roselei Bertoldo, Secretária Executiva do Regional, o congresso foi uma oportunidade de compreender a integralidade da pessoa humana que perpassa pela dimensão política.

Em sua fala, Ir. Rose apontou a importância de cuidar da saúde por dois aspectos: o pessoal, individual e o social e coletivo, consequentemente político. Nas palavras da secretária, “pensar em saúde, é pensar em políticas públicas” como saneamento básico e alimentação saudável. Nessa perspectiva, o agente de pastoral da saúde deve integrar a vida como um todo, pensar a saúde para todos, mas com um olhar especial para os mais empobrecidos.

Dimensões

A coordenadora regional da Pastoral da Saúde, Guadalupe Peres, enfatizou que o primeiro congresso colaborou no aprofundamento da ação libertadora de Cristo presente no mundo na área da saúde, em três dimensões: solidária, comunitária e sociotransformadora. Na primeira dimensão se trabalha a vivência e presença samaritana junto aos doentes e sofredores em instituições de saúde, nas famílias e comunidades.

Esse acompanhamento inclui portadores do vírus HIV e de enfermidades crônico degenerativas e endêmicas, neoplasias, portadores de deficiência, tóxico-dependentes, alcoolizados, vítimas da exclusão social e das inúmeras formas de violência, saúde mental, tabagismo, entre outras. Nessas realidades complexas busca-se atender a pessoa integralmente, nas dimensões física, psíquica, social e espiritual.

A segunda dimensão aborda a educação para a saúde. A atuação dos agentes concentra-se na promoção, prevenção e educação para a saúde, valoriza as diversidades regionais. A pastoral se encarrega de promover debates, palestras, encontros educativos sobre prevenção de doenças, alimentação adequada, saneamento básico e higiene.

Quanto a atuação na dimensão sociotrasnformadora, os agentes se aproximam dos órgãos e instituições públicas e privadas que prestam serviços e formam profissionais na área de saúde. A presença da pastoral nessa esfera busca garantir que haja reflexão Bioética e de Humanização, formação ética e uma política de saúde acessível e responsável, participando ainda das instâncias colegiadas do Controle Social na Saúde Pública.

Ressonâncias

Durante o momento de partilha, os participantes destacaram a importância do silêncio como opção diante da incapacidade de transmitir uma mensagem com palavras. O silêncio torna-se uma atitude dinâmica de cuidado. Outro destaque, foi quanto a importância de cuidar de si para poder cuidar do próximo.

A postura do agente de pastoral da saúde passa pelo acolhimento nas dificuldades. Os congressistas recordaram as palavras de Dom Joaquim Hudson, onde reforçava a necessidade de não ignorar as queixas do outro, como no luto presente em vários aspectos da vida humana. Além disso, apontaram as três dimensões da própria pastoral como caminho para compreender a integralidade da pessoa humana que passa pela esfera individual e coletiva.

Fonte: Emmanuel Grieco

Comissão Sociotransformadora da CNBB disponibiliza material de apoio para a Jornada Mundial dos Pobres

Comissão Sociotransformadora da CNBB disponibiliza material de apoio para a Jornada Mundial dos Pobres

Promovida pela Cepast/CNBB, a mobilização convoca comunidades e a sociedade civil a fortalecer a justiça social, defender territórios e ouvir as populações

Comissão Sociotransformadora da CNBB disponibiliza material de apoio para a Jornada Mundial dos Pobres

A Igreja Católica no Brasil celebra, de 8 a 15 de novembro, a X Jornada Mundial dos Pobres (10ª JMP), que traz o lema bíblico “O Senhor é o refúgio do pobre” (cf. Sl 14, 6) e o chamado mobilizador “Minha comunidade eclesial transforma o mundo”.

Animada pela Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora (Cepast) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a mobilização convoca paróquias, dioceses, pastorais sociais e a sociedade civil a avançar do assistencialismo para um compromisso estrutural com a justiça social, a defesa dos territórios e a escuta ativa das populações mais vulneráveis.

Instituída pelo Papa Francisco em 2016 e celebrada anualmente no 33º Domingo do Tempo Comum, a JMP chega neste ano de 2026 à sua 10ª edição e inspira também a memória dos 800 anos da morte de São Francisco de Assis. A mensagem pontifícia para esta edição enfatiza uma mudança profunda de paradigma: os empobrecidos não são meros destinatários de ajuda ou de distribuição pontual de alimentos, mas sim os verdadeiros sujeitos e protagonistas de sua própria história e da missão da Igreja.

Diferente de um evento isolado, a edição de 2026 foi estruturada como uma caminhada missionária: propõe o despertar, a mobilização e as ações concretas, promovendo um pacto de compromissos que podem se estender ao longo dos próximos 12 meses.

A proposta fundamenta-se no tripé:

Acolher (a Igreja como refúgio): tornar paróquias e comunidades espaços seguros de cuidado, proteção e garantia de direitos.

Escutar (os pobres como sujeitos): Romper com a postura de “falar sobre” os vulneráveis para construir a dinâmica de “falar e aprender com” eles, reconhecendo sua sabedoria e voz.

Transformar (da solidariedade à justiça): avançar na incidência política, na organização popular, na garantia da moradia digna, na soberania alimentar e na superação das desigualdades.
Subsídio e reflexão social.

Materiais de apoio

Para apoiar paróquias e movimentos, a Comissão preparou o subsídio X Jornada Mundial dos Pobres, que reúne sugestões para iniciativas locais; propostas para mobilização de comunicação; propostas litúrgicas, com o Ofício Divino das Comunidades e artigos temáticos assinados por lideranças pastorais.

O subsídio ancora sua reflexão em dados alarmantes da realidade brasileira, onde a pobreza monetária ainda atinge 25,1% da população (mais de 53 milhões de pessoas em extrema vulnerabilidade) e a crise habitacional se expressa em mais de 350 mil pessoas em situação de rua.

O tema da moradia conecta-se diretamente à continuidade dos debates da Campanha da Fraternidade 2026.

Um processo contínuo de transformação

A identidade visual da X Jornada Mundial dos Pobres nasce da imagem de um Cristo próximo, acolhedor e profundamente unido à vida dos pobres.

A ilustração de Anderson Augusto Pereira apresenta Jesus no centro, envolvido por pessoas, comunidades, crianças, trabalhadores, famílias, envolve também a natureza, revelando a dimensão da justiça socioambiental, além de paisagens do cotidiano. Não é um Cristo distante da realidade: é o Cristo que caminha com o povo, participa de sua vida e se torna refúgio, presença e esperança.

O tema “Deus é o refúgio dos pobres” encontra na obra uma tradução visual sensível e vigorosa. O refúgio não aparece como um lugar de fuga ou isolamento, mas como uma presença que protege, reúne, alimenta e devolve dignidade. Em torno de Jesus, a vida se organiza como uma grande comunidade, marcada pela partilha, pela solidariedade e pelo cuidado.

A X Jornada Mundial dos Pobres encontra, nessa obra, uma imagem de fé encarnada: Deus é refúgio dos pobres quando a comunidade se torna casa, a mesa se torna partilha e a esperança se transforma em compromisso com a vida.

Gestos concretos e alianças nos territórios

A Cepast sugere às comunidades um “cardápio” de ações práticas que fortalecem a convivência e a cidadania:

Mesas compartilhadas:
Momentos de alimentação onde voluntários e acolhidos sentam-se lado a lado à mesa, quebrando relações hierárquicas.


Cozinhas solidárias e hortas comunitárias:
Incentivo à economia solidária e à segurança alimentar.


Cidadania e direitos:
Mutirões de documentação e acesso ao Cadastro Único em parceria com a Defensoria Pública e órgãos governamentais.


Presença nos territórios:
Visitas a ocupações, vilas periféricas e mutirões de melhoria habitacional.


Assembleias locais
: Mapeamento da pobreza no bairro para definir prioridades concretas de ação pastoral para o ano seguinte.

Acesse o Subsídio (aqui)
Acesse materiais de mobilização e visibilidade (aqui)

Fiéis lotam as ruas na romaria de Nossa Senhora Aparecida em Boa Vista

A procissão foi marcada por relatos de fé, promessas e agradecimento a Nossa Senhora Aparecida.

Foto: Camila Valente – Pascom Diocesana

Uma grande quantidade de fiéis tomou as ruas de Boa Vista na tarde desta segunda-feira (12) para participar da 42ª Romaria de Nossa Senhora Aparecida. A procissão começou por volta das 17h20, após uma bênção do bispo de Roraima, Dom Evaristo Spengler, e reuniu devotos em uma caminhada marcada pela fé, gratidão e histórias de devoção à padroeira do Brasil.

A romaria saiu da Igreja Nossa Senhora da Consolata, no bairro São Vicente, e seguiu pela avenida Ville Roy. Durante o percurso, os participantes fizeram uma parada na Praça do Garimpeiro para um momento de oração. Em seguida, a caminhada continuou pela avenida Ville Roy, no sentido do bairro Canarinho, e pela avenida Presidente Dutra, até o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, no bairro Aparecida.

A romaria também contou com a presença de missionários da Arquidiocese de Manaus, que participaram da caminhada com um grupo de fiéis. A presença dos missionários integrou a participação de diferentes comunidades religiosas na celebração em homenagem a Nossa Senhora Aparecida.

Para Dom Evaristo Spengler, a romaria já faz parte da tradição religiosa da Diocese de Roraima e representa uma oportunidade de fortalecer a união dos fiéis. O bispo destacou que a caminhada também é uma forma de renovar a espiritualidade e apresentar a Nossa Senhora as necessidades da população.

“Essa romaria já é tradicional em nossa Diocese de Roraima, atraindo pessoas de vários municípios do estado. Aqui, caminhando, queremos manifestar a nossa unidade em torno da fé, sob a proteção de Nossa Senhora, ela que é nossa medianeira, nossa intercessora junto ao seu Filho Jesus. Quem confia em Maria não está sozinho”, afirmou.

O bispo também ressaltou que a peregrinação ajuda os devotos a fortalecer a caminhada cristã.

“A caminhada vai elevar o nosso espírito para Deus, vai nos fortalecer no caminho, no seguimento de Jesus, e também rezar por todas as necessidades do nosso povo aqui de Roraima”, declarou.

Entre os participantes estava Fabiana Aparecida, que tem uma história de devoção ligada a uma promessa feita pela mãe quando ela ainda era bebê. Segundo Fabiana, a mãe pediu a intercessão de Nossa Senhora Aparecida pela recuperação da filha e prometeu dar a ela o nome da santa caso ficasse curada.

“Ela disse que, se eu curasse, ia colocar meu nome de Aparecida e entregar um vestidinho meu no túmulo de uma criancinha que tinha morrido em São Paulo. No caso, eu nasci em São Paulo. Desde então, eu sou devota de Aparecida”, contou.

Há três anos, Fabiana comprou uma imagem da santa durante uma visita ao santuário em São Paulo. Depois de ornamentá-la, decidiu preparar o próprio andor para participar da romaria.

“Eu não enfeitei no mesmo ano, mas, no ano seguinte, eu já enfeitei ela. E esse ano eu quis eu mesma ter meu próprio andor”, relatou.

A caminhada também foi marcada por gestos de agradecimento pelas graças alcançadas. A devota Tatiana Lopes participou da procissão distribuindo velas confeccionadas para cumprir uma promessa feita pelo pai dela após o nascimento prematuro do filho mais velho, Gustavo, hoje com 15 anos.

“Meu filho mais velho, Gustavo, nasceu de parto prematuro. Enquanto ele estava no berçário, o meu pai fez a promessa de que, se ele saísse com vida da maternidade, nós iríamos vir pagar essa promessa de entregar a vela durante a procissão”, explicou Tatiana.

Ao relembrar a situação enfrentada pela família, ela destacou a gratidão pela recuperação do filho.

“Ele não tinha expectativa de sobreviver, porque tinha nascido muito pequeno, de baixo peso, hoje está aqui pagando a promessa, agradecendo a intercessão de Nossa Senhora Aparecida pela vida dele”, afirmou.

Após a chegada dos romeiros ao santuário, a programação religiosa agora prossegue com a missa em homenagem à padroeira do Brasil. A celebração está sendo transmitida pelo canal da Rádio Monte Roraima no YouTube, permitindo que outras pessoas acompanhem o momento de fé.

Missa de Nossa Senhora Aparecida em Boa Vista destaca defesa da vida, dos povos indígenas e da Amazônia

Missa de Nossa Senhora Aparecida em Boa Vista destaca defesa da vida, dos povos indígenas e da Amazônia

Missa em Boa Vista destacou a fé, a justiça social e a proteção da Amazônia.

Missa de Nossa Senhora Aparecida em Boa Vista destaca defesa da vida, dos povos indígenas e da Amazônia
Kayla Silva

Celebrado em 12 de outubro, o Dia de Nossa Senhora Aparecida homenageia a padroeira do Brasil e representa uma das datas mais importantes do calendário católico. Em Boa Vista, a devoção à santa tem raízes históricas que remontam ao período dos padres beneditinos, quando uma pequena imagem foi colocada na Igreja Matriz da Missão de Nossa Senhora do Carmo. Em 1968, foi fundada uma comunidade dedicada a Nossa Senhora Aparecida e, em 1984, teve início a Romaria Diocesana, que se consolidou como uma das principais manifestações religiosas de Roraima.

A data foi marcada por uma celebração que reuniu fé e compromisso com a transformação da sociedade. A missa em honra à padroeira do Brasil foi presidida pelo bispo de Roraima, Dom Evaristo Spengler, e destacou a importância de colocar os ensinamentos do Evangelho em prática, especialmente na defesa da vida e dos direitos das pessoas em situação de vulnerabilidade.

Durante a homilia, a devoção mariana foi apresentada como um chamado à ação, à solidariedade e à atenção ao sofrimento do próximo. Ao refletir sobre o exemplo de Maria, Dom Evaristo ressaltou que a fé não deve afastar os cristãos dos problemas enfrentados pela sociedade.

“A verdadeira devoção mariana nunca nos cega diante da realidade do sofrimento dos irmãos”, afirmou o bispo.

A reflexão abordou questões sociais, com destaque para os direitos trabalhistas e previdenciários, o acesso à saúde, a proteção das mulheres e dos jovens e a garantia dos direitos dos povos indígenas. Na mensagem apresentada pelo religioso, a vivência da fé também exige posicionamento diante de situações que ameaçam a dignidade humana.

Fé, consciência política e proteção da Amazônia

A homilia também trouxe uma mensagem sobre a responsabilidade dos eleitores e os riscos da manipulação religiosa. Ao pedir a intercessão de Nossa Senhora Aparecida pelo povo brasileiro, Dom Evaristo relacionou a devoção à necessidade de escolhas conscientes e à defesa dos direitos coletivos.

“Maria ilumina o nosso povo nas urnas”, declarou, ao fazer um alerta contra a venda de votos e o uso da religião para enganar os fiéis.

A proteção da Amazônia e dos povos indígenas também esteve entre os temas abordados. O bispo criticou interesses que, segundo ele, ameaçam a riqueza do país e os direitos dos povos originários, reforçando a necessidade de compromisso com a preservação ambiental e com as populações mais vulneráveis.

Ao longo da reflexão, a mensagem central foi a de que a devoção a Nossa Senhora deve estar associada à prática do Evangelho. “A verdadeira devoção mariana nos torna discípulos missionários de Jesus”, afirmou Dom Evaristo, ao destacar o compromisso dos cristãos com a transformação da realidade.

Celebração também marca envio de missionários

Outro momento da missa foi o envio de missionários, em referência ao mês de outubro, dedicado às missões na Igreja Católica. Durante a celebração, Dom Evaristo agradeceu aos missionários do regional pela partilha da fé e pelo serviço desenvolvido na Diocese de Roraima.

O envio missionário representa o compromisso de anunciar o Evangelho e levar a mensagem cristã às comunidades. O momento também reforçou a dimensão missionária da celebração, que associou a devoção mariana à responsabilidade de servir ao próximo e atuar junto à população.

Ao final da homilia, o bispo pediu a proteção de Nossa Senhora para as famílias, os jovens, as crianças e aqueles que se dedicam à evangelização. Em oração, recorreu à intercessão da padroeira para fortalecer o trabalho missionário da Igreja.

“Maria, Rainha das Missões, acompanhai a obra evangelizadora em todos os recantos da Terra. Abençoai os nossos missionários e missionárias e guardai o vosso povo na esperança”, rezou.

A celebração do Dia de Nossa Senhora Aparecida em Boa Vista reuniu, assim, a tradição religiosa e o chamado à vivência concreta da fé, com atenção à justiça social, à defesa dos povos indígenas, à preservação da Amazônia e à missão evangelizadora da Igreja.

FONTE/CRÉDITOS: Luana de Oliveira

Diocese de Roraima recebe a 13ª Experiência Missionária

Diocese de Roraima recebe a 13ª Experiência Missionária

Missionários vão atuar em paróquias, áreas missionárias, comunidades indígenas e regiões do Baixo Rio Branco, entre os dias 10 e 19 de outubro.

Diocese de Roraima recebe a 13ª Experiência Missionária

A Diocese de Roraima recebe 84 participantes da 13ª Experiência Missionária, entre seminaristas, padres, religiosas, religiosos e leigos. O envio missionário foi realizado durante a missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, na Reitoria de Nossa Senhora Aparecida, em Boa Vista.

Com o tema “Seminaristas em Cristo, unidos na missão”, a iniciativa reúne participantes de diferentes dioceses do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). As atividades ocorrem de 10 a 19 de outubro, em paróquias, áreas missionárias, comunidades indígenas e Baixo Rio Branco.

A experiência busca aproximar os participantes das diferentes realidades sociais, culturais e pastorais da Amazônia. Para Giselle Gomes, da coordenação da Catequese Arquidiocesana de Manaus, a missão também é uma oportunidade de conhecer outras comunidades e aprender com suas vivências.

“É poder ver a realidade e interpretar também a realidade de outras pessoas. Não estar só no nosso mundo, mas viver e vivenciar cada momento com pessoas diferentes, com pensamentos diferentes e aprendizados diferentes”, disse.

O seminarista Hércules Vitorino, indígena do povo Ticuna e seminarista da Diocese de Alto Solimões, também destacou a expectativa de conhecer novas realidades durante a missão. Ele foi designado para atuar no município de Cantá, em Roraima.

A irmã Sofia Quintans, chanceler da Diocese de Roraima, ressaltou a importância da presença dos missionários nas comunidades locais. Segundo ela, a experiência contribui para fortalecer o compromisso com a evangelização e a caminhada da Igreja na Amazônia.

Para o seminarista Luiz Fernando, da Arquidiocese de Manaus, a experiência permite conhecer diferentes realidades dentro do Regional Norte 1 e contribui para a formação dos futuros padres.

“Para nós é sempre uma experiência muito rica experimentar da realidade do povo, experimentar da realidade de outra Diocese, ainda que no mesmo regional, muito diversa”, afirmou.

A 13ª Experiência Missionária está em sintonia com a Campanha Missionária de 2026, que tem como tema “Um em Cristo, unidos na missão”, inspirado no Evangelho de João 17,21.

Festa de Nossa Senhora Aparecida será celebrada de 2 a 12 de outubro em Boa Vista

Festa de Nossa Senhora Aparecida será celebrada de 2 a 12 de outubro em Boa Vista

Programação inclui novena, coroação, troca do manto, passeio ciclístico e romaria

Festa de Nossa Senhora Aparecida será celebrada de 2 a 12 de outubro em Boa Vista
Foto: Kayla Silva

A Reitoria de Nossa Senhora Aparecida, em Boa Vista, realiza de 2 a 12 de outubro a programação em homenagem à Padroeira do Brasil. A novena preparatória será realizada entre os dias 2 e 10, com celebrações diárias. Neste ano, o tema é “Com Maria em comunidade, conhecer e praticar a Palavra”.

No dia 10 de outubro, às 18h, ocorre a coroação da imagem de Nossa Senhora Aparecida e a troca do manto. Segundo o padre Luiz Botteon, reitor da Reitoria de Nossa Senhora Aparecida, a encenação terá a participação de crianças, jovens e adultos da catequese.

“Este ano, nós contaremos a história do encontro de Nossa Senhora Aparecida nas águas. Quem vai contar essa história será Jesus e Maria que, lá do céu, com os anjos, vão dizer como tudo aconteceu. As crianças, os jovens e os adultos da catequese vão representar. Será uma cerimônia muito bonita”, disse.

Coroação e apresentação do manto / Foto: Kayla Silva

No dia 11 de outubro, às 7h, será realizado o passeio ciclístico “Pedalando com Maria”, com saída em frente à igreja.

“Estou aqui para te fazer um convite. Se você é um ciclista, tem uma bike, venha. Vamos percorrer as ruas da cidade, levando a imagem de Nossa Senhora Aparecida, abençoando as nossas famílias”, convidou o padre.

Foto: Lauany Gonçalves

No dia 12 de outubro, haverá missas ao longo do dia. Às 17h, começa a romaria, com saída da Igreja Nossa Senhora da Consolata, na Rua Uraricoera, 671, bairro São Vicente.

A programação termina às 19h, com missa presidida por Dom Evaristo Spengler, bispo de Roraima.

A Reitoria de Nossa Senhora Aparecida fica na Rua Roberto Costa, 519, bairro Aparecida, em Boa Vista.

Foto: João Felipe

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA

2 de outubro (sexta-feira) 19h – Missa e início da Novena de Nossa Senhora Aparecida.

3 de outubro (sábado) 18h – Santa Missa e 2º dia da Novena.

4 de outubro (domingo) 9h – Missa 18h – Santa Missa e 3º dia da Novena.

5 de outubro (segunda-feira) 18h30 – Terço dos Homens. 19h – Santa Missa e 4º dia da Novena.

6 de outubro (terça-feira) 19h – Santa Missa e 5º dia da Novena.

7 de outubro (quarta-feira) 19h – Santa Missa e 6º dia da Novena.

8 de outubro (quinta-feira) 19h – Santa Missa e 7º dia da Novena.

9 de outubro (sexta-feira) 19h – Santa Missa e 8º dia da Novena.

10 de outubro (sábado) 18h – Coroação da imagem de Nossa Senhora Aparecida e celebração da troca do manto.

11 de outubro (domingo)

Passeio ciclístico “Pedalando com Maria”

7h – Saída e chegada na Igreja de Nossa Senhora Aparecida.

9h – Missa e encerramento da pedalada. 16h – Missa com unção dos enfermos. 18h – Santa Missa.

12 de outubro (segunda-feira)

Dia da Padroeira do Brasil

5h – Missa com padre Revislande e Paróquia da Consolata. 7h – Missa com padre Luiz Botteon e Terço dos Homens – Santa Clara. 9h – Missa com padre Josimar e Paróquia São Francisco. 11h – Missa com padre Vitor e Paróquia São Jerônimo. 15h – Missa com padre Deividh e Paróquia São Mateus.

17h – Início da Romaria com saída será na Igreja Nossa Senhora da Consolata.

19h – Santa Missa presidida por Dom Evaristo Spengler, bispo de Roraima.

Igreja no Brasil enviará R$ 2.921.575,76 para ajudar famílias atingidas por terremotos na Venezuela

Igreja no Brasil enviará R$ 2.921.575,76 para ajudar famílias atingidas por terremotos na Venezuela

O valor em dinheiro será encaminhado para a Cáritas Venezuela e atenderá no processo de reconstrução de vidas das famílias

Igreja no Brasil enviará R$ 2.921.575,76 para ajudar famílias atingidas por terremotos na Venezuela

A Igreja no Brasil arrecadou com a organização da Campanha “SOS Venezuela – Solidariedade e Fraternidade” até o momento um total de R$ 2.921.575,76 e se prepara, neste momento, para enviar ajuda às famílias atingidas por terremotos na Venezuela.

A Campanha surgiu como forma de solidariedade que não conhece fronteiras logo após as regiões do país terem sido atingidas por dois fortes terremotos, em junho deste ano, provocando perdas humanas, destruição de moradias e milhares de pessoas afetadas. Dados do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), até 24 de agosto, registraram 6.509 mortes e ao menos 1,3 milhão de pessoas afetadas.

O valor em dinheiro será encaminhado para a Cáritas Venezuela e atenderá no processo de reconstrução de vidas das famílias que enfrentaram a tragédia humanitária. Recursos que apoiarão no atendimento dessas pessoas, no apoio abrangente às comunidades, na reconstrução de moradias, recuperação dos meios de vida e compra de itens essenciais.

Agradecimento de dom Mário Antônio

O arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Cáritas Brasileira, dom Mário Antônio, agradeceu as doações feitas até agora: “Nosso trabalho como Cáritas é realmente fazer sobressair a caridade, a caridade da nossa Igreja, a caridade de todos aqueles que nos ajudam”, disse.

Dom Mário também garantiu que o recurso arrecadado não vai para nenhuma instituição política ou individual, mas será destinada em benefício da população venezuelana, por meio da Cáritas Venezuela.

Organização da Campanha

A solidariedade esteve em ação desde o primeiro momento. Nos primeiros dias, recursos emergenciais da rede Cáritas pelo mundo, por meio de apoio voluntário e financeiro, foram direcionados ao país. No dia 1º de julho, a Igreja Católica no Brasil se mobilizou em solidariedade às famílias atingidas pelos terremotos, lançando a campanha “SOS Venezuela: Solidariedade e Fraternidade”.

Foram parceiras na organização da Campanha, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cáritas Brasileira, Rede Clamor, Instituto Migrações e Direitos Humanos, Fundação Scalabriniana e Signis Brasil.

SOS Venezuela

Inspirada na primeira encíclica do Papa Leão XIV, Magnifica humanitas, a campanha reafirma o compromisso da Igreja com a promoção da vida, da fraternidade e da solidariedade diante das situações de sofrimento humano: “Com a mesma fé de Maria, tornemo-nos tecelões de esperança no nosso mundo, partilhando o que somos e o que temos”.

Mais informações em: caritas.org.br e cnbb.org.br

FONTE/CRÉDITOS: CNBB NACIONAL