XVI Paixão de Cristo em Boa Vista

Encenação será no Palco Aderval da Rocha Ferreira, no Pintolândia

A Área Missionária São Raimundo Nonato, por meio da Juventude do grupo de teatro Jovens da Arte, promove a XVI Encenação da Paixão de Cristo, que acontecerá na sexta-feira Santa, 03 de abril, às 17 horas, no palco Aderval da Rocha Ferreira, na praça Germano Sampaio, bairro Pintolândia, zona Oeste da Capital. 

Mais de 100 pessoas estão envolvidas no evento, que este ano traz como novidades novas cenas da história Bíblica, além de cenários e figurinos que estão sendo minunciosamente preparados, após uma pesquisa realizada pela equipe em documentos históricos, filmes e consultas a religiosos especialistas no tema.

A experiência começou na Comunidade Sant’Ana, há 16 anos, quando os jovens da área missionária resolveram promover a primeira encenação em frente à igreja. “Devido ao êxito dessa apresentação e o desejo de outros jovens participarem, o evento passou a fazer parte do calendário de atividades das comunidades e o grupo foi aumentando a cada ano”, disse o responsável pela comunicação do evento, Evangelista Siqueira. 

Com base no que a bíblia descreve e com as orientações dos religiosos da diocese, a encenação retrata os últimos acontecimentos da vida de Jesus Cristo, sua paixão, morte e ressurreição. Cenários, figurinos, iluminação, momento de oração e apresentação de bandas católicas completam a dinâmica do evento. 

Os jovens, que há três meses estão organizando o evento, também participaram de momentos de formação e retiros espirituais para melhor compreenderem o Mistério Pascal de Cristo e conhecer os personagens que irão interpretar.

 FONTE/CRÉDITOS: Evangelista Siqueira/coordenador de comunicação do evento

 

MISSA DOS SANTOS ÓLEOS REÚNE SACERDOTES DA DIOCESE DE RORAIMA NA TERÇA-FEIRA SANTA, 31.

MISSA DOS SANTOS ÓLEOS REÚNE SACERDOTES DA DIOCESE DE RORAIMA NA TERÇA-FEIRA SANTA, 31.

A celebração será presidida pelo bispo diocesano, Dom Evaristo Spengler, às 19h, na Catedral Cristo Redentor.

MISSA DOS SANTOS ÓLEOS REÚNE SACERDOTES DA DIOCESE DE RORAIMA NA TERÇA-FEIRA SANTA, 31.
Foto: Lucas Rossetti – Rádio Monte Roraima fm

A Diocese de Roraima realiza, nesta terça-feira (31), a tradicional Missa dos Santos Óleos, celebração que integra a programação da Semana Santa e reúne os sacerdotes de toda a Diocese. A celebração será presidida pelo bispo diocesano, Dom Evaristo Spengler, às 19h, na Catedral Cristo Redentor, localizada no Centro de Boa Vista.

Durante a missa, os padres renovam as promessas sacerdotais assumidas no dia da ordenação, reafirmando o compromisso com o serviço pastoral e a missão evangelizadora da Igreja. Na ocasião, também são abençoados os três óleos utilizados nos sacramentos ao longo do ano: o Óleo dos Catecúmenos, o Óleo dos Enfermos e o Óleo do Santo Crisma.

Tradicionalmente, a Missa dos Santos Óleos é celebrada na Quinta-feira Santa, data que recorda a instituição do sacerdócio e da Eucaristia. Na Diocese de Roraima, a celebração ocorre na Terça-feira Santa por circunstâncias pastorais, permitindo a participação dos sacerdotes que atuam nas diversas paróquias do Estado.

A celebração também é conhecida como Missa da Unidade, por reunir o bispo e os padres em um momento de comunhão e renovação das promessas sacerdotais, fortalecendo a unidade da Igreja.

Foto: Lucas Rossetti

SANTOS ÓLEOS

Os óleos abençoados durante a celebração são utilizados em diferentes sacramentos da Igreja Católica ao longo do ano.

Óleo do Santo Crisma: Utilizado nos sacramentos do Batismo e da Crisma, nas ordenações sacerdotais e na consagração de altares.

Óleo dos Enfermos: Utilizado no sacramento da Unção dos Enfermos.

Óleo dos Catecúmenos: Utilizado na preparação para o Batismo.

Celebrado no próximo dia 29, Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa

Celebrado no próximo dia 29, Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa

Igrejas realizam procissões e bênção dos ramos em um dos períodos mais importantes da fé cristã.

Celebrado no próximo dia 29, Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa
Foto: Lauany Gonçalves

O Domingo de Ramos, celebrado no próximo dia 29, abre a Semana Santa e convida os fiéis a um momento de fé e reflexão. A data relembra a entrada de Jesus em Jerusalém, acolhido pelo povo com ramos nas mãos.

Nas igrejas, a celebração começa geralmente do lado de fora, com a bênção dos ramos e a procissão, um gesto que simboliza esse caminho feito por Jesus.

De acordo com o padre Josimar Lobo, a data tem um significado profundo para os cristãos e marca o início de um dos períodos mais importantes da fé.

“O Domingo de Ramos nos introduz na Semana Santa e nos ajuda a compreender o caminho de Jesus, que começa com a acolhida do povo, mas segue até a cruz e culmina na ressurreição. É um momento que une alegria e reflexão, porque nos convida a olhar para esse amor que se entrega até o fim”, explicou.

Além da procissão, a celebração também traz a leitura da Paixão de Cristo, que já antecipa os acontecimentos centrais da fé cristã.

Os ramos abençoados, levados para casa pelos fiéis, também têm um significado especial e não devem ser descartados.

“Os ramos são sacramentais, sinais sagrados que acompanham a nossa vida ao longo do ano. Por isso, a Igreja orienta que sejam guardados em um lugar especial nas casas. No ano seguinte, esses mesmos ramos são recolhidos, queimados e transformados nas cinzas usadas na Quarta-feira de Cinzas, marcando o início de um novo tempo de preparação”, destacou o padre.

A programação da Semana Santa começa no Domingo de Ramos e segue ao longo da próxima semana, incluindo o Tríduo Pascal, que recorda a paixão, morte e ressurreição de Jesus.

O padre Josimar reforça o convite para que a comunidade viva intensamente esse período.

“A Semana Santa não é apenas um tempo de descanso, mas um chamado à vivência profunda da fé. Participar das celebrações, caminhar com Jesus nesses dias e se deixar transformar por esse mistério é o que dá verdadeiro sentido à Páscoa”, concluiu.

 FONTE/CRÉDITOS: Lauany Gonçalves
Dom Evaristo Spengler completa três anos à frente da Diocese de Roraima

Dom Evaristo Spengler completa três anos à frente da Diocese de Roraima

Bispo celebra aniversário de posse canônica destacando missão junto a comunidades vulneráveis e povos indígenas.

Dom Evaristo Spengler completa três anos à frente da Diocese de Roraima
Arquivo Rádio Monte Roraima

Três anos de missão, escuta e proximidade com o povo. É assim que se resume o trabalho de Dom Evaristo Pascoal Spengler à frente da Diocese de Roraima, cujo aniversário de posse canônica é celebrado nesta quarta-feira, 25 de março. Nomeado pelo Papa Francisco em 2023, Dom Evaristo rapidamente se destacou por uma atuação sensível e atenta às necessidades de comunidades vulneráveis, incluindo povos indígenas e migrantes.

Nos últimos três anos, o bispo implementou uma gestão colegiada, criou conselhos e comissões especializadas, fundou novas pastorais e revitalizou iniciativas que estavam inativas, fortalecendo a comunhão e a vida pastoral da diocese.

O alcance de sua missão vai além das fronteiras do estado. Dom Gonzalo Alfredo Ontiveros, bispo do Vicariato Apostólico de Caroní, na Venezuela, destaca a fraternidade e o espírito de colaboração que Dom Evaristo mantém com a Igreja vizinha:

“Vivemos uma bonita experiência de fraternidade e proximidade com a Igreja de Roraima, como Igrejas irmãs, sem fronteiras. É inspirador ver sua dedicação e proximidade com o povo. Desejo que Deus continue iluminando seus passos e abençoando esta missão tão generosa em Roraima.”

Dentro da Igreja, o carinho pelo bispo também é sentido pelos religiosos. A irmã Neire Ribeiro, em nome da Conferência dos Religiosos do Brasil Roraima, celebra seu compromisso pastoral:

“Nosso coração se enche de gratidão pelo seu serviço incansável. Dom Evaristo conduz sua missão com ternura, guiando a comunidade com cuidado e atenção a cada necessidade.”

Entre os colegas bispos da Amazônia, Dom Samuel Ferreira de Lima, bispo auxiliar de Manaus, lembra o testemunho de fé e esperança que ele deixa:

“Dom Evaristo é um sinal vivo da presença de Deus entre nós. Que sua caminhada continue a iluminar os corações de todos que têm a sorte de caminhar ao seu lado.”

Para os fiéis, sua proximidade é uma marca constante. A leiga Joana D’arc comenta:

“Desde o primeiro dia, Dom Evaristo esteve perto das comunidades, ouvindo cada pessoa, caminhando lado a lado com os irmãos. Ele nos mostra que um verdadeiro pastor está sempre presente.”

Além de conduzir a Diocese de Roraima, Dom Evaristo preside a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM Brasil), e atua em comissões importantes da igreja no país, com destaque para o enfrentamento ao tráfico humano e a missão na Amazônia.

Após a celebração dos 300 anos da evangelização em Roraima em 2025, este ano ele realiza visitas jubilares de retorno às comunidades, reafirmando seu compromisso e fortalecendo a presença da igreja junto ao povo. Três anos de dedicação que transformam vidas e reforçam a fé no coração da Amazônia.

FONTE/CRÉDITOS: Lauany Gonçalves | colaboração de Kayla Silva
Em comunhão com a CEAMA, Diocese de Roraima fortalece caminhada sinodal e missão na Amazônia

Em comunhão com a CEAMA, Diocese de Roraima fortalece caminhada sinodal e missão na Amazônia

Diocese de Roraima participa da assembleia, reafirmando seu compromisso com uma Igreja de rosto amazônico

Em comunhão com a CEAMA, Diocese de Roraima fortalece caminhada sinodal e missão na Amazônia
Emmanuel Grieco – CNBB Norte 1

A VI Assembleia Geral da Conferência Eclesial da Amazônia, realizada de 16 a 20 de março, em Bogotá, integra o caminho iniciado após o Sínodo para a Amazônia, com o objetivo de fortalecer a comunhão entre as Igrejas da região e articular ações pastorais em todo o território amazônico.

Criada em 2020, por iniciativa do Papa Francisco, a CEAMA reúne dioceses e outras estruturas eclesiais dos nove países da Amazônia, promovendo uma caminhada baseada na escuta, no diálogo e na sinodalidade.

Nesse contexto, a Diocese de Roraima participa da assembleia, reafirmando seu compromisso com uma Igreja de rosto amazônico.

Em Roraima, esse caminho já é vivido de forma concreta. Segundo o bispo diocesano, Dom Evaristo Spengler, a sinodalidade se fortalece por meio dos conselhos existentes, como o Conselho Diocesano de Evangelização, os conselhos paroquiais e o Conselho Econômico, ampliando a participação do povo de Deus.

“Caminhar sinodalmente significa esvaziar-se de ser protagonista da evangelização e deixar que o Espírito Santo seja o verdadeiro protagonista”, destaca.

A diocese também conta com uma coordenação sinodal, formada por lideranças pastorais e membros da cúria, que animam o processo de escuta nas comunidades. Em 2025, foram realizadas visitas pastorais em todas as paróquias, áreas missionárias e missões indígenas. Em 2026, o objetivo é avaliar avanços, identificar desafios e definir novos caminhos.

Entre as prioridades estão a iniciação à vida cristã, o fortalecimento das comunidades, a valorização dos ministérios e a promoção de espaços de escuta, como círculos bíblicos e celebrações.

Outro ponto central é a realidade indígena. Em Roraima, mais de 100 mil indígenas, de 12 etnias, fazem parte do território. A Igreja mantém presença junto a povos como Wapixana, Makuxi e Yanomami, em uma caminhada histórica de defesa dos direitos e da dignidade. Esse compromisso inclui a proteção dos territórios diante de ameaças como o marco temporal e o avanço urbano.

“Hoje, precisamos ter uma visão de mundo diferente daquela do passado. Mas o grande desafio é: como garantir o território, preservar a cultura, a língua e o modo de ser dos povos indígenas? Trata-se de uma riqueza profunda, expressa em sua espiritualidade, em sua forma de ver o mundo e a natureza, e na capacidade de perceber Deus em todas as coisas. Os povos indígenas têm muito a nos ensinar.”,  afirmou Dom Evaristo.

A participação na assembleia reafirma o compromisso da Diocese de Roraima com uma Igreja que caminha junto, escuta seu povo e se deixa conduzir pelo Espírito Santo, fortalecendo sua missão na Amazônia.

 

Nova presidência da CEAMA (2026–2030): uma Igreja com rosto amazônico, sinodal e pluricultural

Nova presidência da CEAMA (2026–2030): uma Igreja com rosto amazônico, sinodal e pluricultural

Neste novo tempo, a CEAMA reafirma seu compromisso com a defesa da vida, a dignidade dos povos e o cuidado da Casa Comum

Nova presidência da CEAMA (2026–2030): uma Igreja com rosto amazônico, sinodal e pluricultural
FOTO: CEAMA

A CEAMA inicia uma nova etapa com a renovação de sua presidência para o período 2026–2030, consolidando um caminho eclesial profundamente sinodal, onde convergem diversas vocações, ministérios e culturas a serviço da vida na Amazônia.

Esta nova presidência expressa com clareza o rosto de uma Igreja que caminha com os povos: bispos, presbíteros, leigos, líderes indígenas e vida religiosa, unidos na missão de anunciar o Evangelho e defender a Casa Comum em um dos territórios mais desafiadores e promissores do mundo.

Presidência da CEAMA 2026–2030

Presidente – Episcopado

Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, OFM, arcebispo de Manaus (Brasil), assume a presidência da CEAMA. Sua trajetória pastoral na Amazônia e seu compromisso com uma Igreja próxima, defensora da vida e promotora da justiça socioambiental fazem dele uma figura-chave para este novo tempo eclesial. Sua liderança se caracteriza por uma profunda sensibilidade para com os povos amazônicos e por seu impulso a uma Igreja sinodal e missionária.

Vice-presidente – Presbíteros

Pe. Jesús Huamán Conisilla, do Vicariato Apostólico de Puerto Maldonado (Peru), representa os presbíteros. Com experiência em contextos amazônicos, seu ministério tem sido marcado pela proximidade com as comunidades e pelo acompanhamento pastoral em territórios de grande diversidade cultural e social.

Vice-presidente – Povos indígenas

Juan Urañavi, do povo guaraya (Bolívia), e vinculado ao Vicariato Apostólico de Ñuflo de Chávez, representa os povos indígenas. Com uma vida dedicada ao serviço eclesial e comunitário, sua liderança reúne a sabedoria ancestral e a experiência viva de seu povo. Sua presença na presidência reafirma o protagonismo dos povos originários na vida da Igreja amazônica.

Vice-presidente – Leigos

Marva Joy Hawksworth, da Diocese de Georgetown (Guiana), assume a vice-presidência em representação do laicato. Pertencente ao povo Macushi, sua vocação educativa e seu compromisso com a interculturalidade fortalecem os processos formativos na Amazônia, integrando fé, cultura e identidade.

Vice-presidente – Vida religiosa

A Ir. Sônia Maria Pinho de Matos, da Arquidiocese de Manaus (Brasil) e membro da Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo, representa a vida religiosa. Com ampla experiência pastoral na Amazônia, seu serviço tem sido marcado pela proximidade com as comunidades e um profundo conhecimento do território, sendo sinal de uma presença profética e comprometida.

Nova presidência: Sinal de sinodalidade

Esta nova presidência é um sinal concreto da sinodalidade que impulsiona a CEAMA: uma Igreja que caminha em conjunto, que valoriza a diversidade de dons e que se deixa interpelar pela realidade do território. É também uma expressão viva do sonho de uma Igreja com rosto amazônico, onde a interculturalidade, a participação e a corresponsabilidade são pilares fundamentais.

Neste novo tempo, a CEAMA reafirma seu compromisso com a defesa da vida, a dignidade dos povos e o cuidado da Casa Comum, caminhando ao lado da Amazônia com esperança, fé e profunda convicção missionária.

 FONTE/CRÉDITOS: CEAMA

 

“Sem território e sem água não há vida”: voz indígena na VI Assembleia Geral da CEAMA

A líder indígena Ernestina Afonso, Makuxi, participa como delegada do Brasil, representando os povos originários da TI Raposa Serra do Sol

No âmbito da VI Assembleia Geral da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), que se realiza em Bogotá, a líder indígena Ernestina Afonso de Souza, do povo Makushi, participa como delegada do Brasil, representando os povos originários do território indígena Raposa Serra do Sol, no estado de Roraima.

Com alegria e senso de responsabilidade, Ernestina expressou que sua presença na Assembleia é uma oportunidade para compartilhar a experiência dos povos indígenas no cuidado do território e da Casa Comum.

“Estou aqui com muita alegria e honra participando como delegada, representando os povos indígenas de Roraima, trazendo nossas expectativas e o trabalho que realizamos junto com a Igreja”.

Uma visão de vida profundamente conectada com a natureza

Durante sua intervenção, a representante indígena destacou a profunda relação que os povos originários mantêm com a natureza, entendida como fonte de vida e parte essencial de sua identidade.

“Nós, povos originários, trabalhamos de forma interconectada com a natureza porque ela é nossa mãe. Como diz o Papa Francisco, tudo está interconectado”.

Essa visão, explicou ela, orienta o compromisso das comunidades indígenas com a defesa da terra, da água e da vida.

Território, água e vida

Ernestina ressaltou que a defesa do território é uma condição fundamental para a vida dos povos amazônicos.

“Sem água e sem território não há vida. Sem território não há saúde, não há educação, não há sustentabilidade”.

Por isso, os povos indígenas buscam contribuir com sua experiência e sabedoria ancestral nos espaços de diálogo da Assembleia, compartilhando suas preocupações e propostas para o futuro da Amazônia.

Compartilhar experiências e caminhar juntos

A delegada também destacou a importância deste encontro como um espaço de intercâmbio entre diferentes povos, Igrejas e realidades do território amazônico.

A Assembleia reúne representantes de diversos países, comunidades e pastorais que trabalham pelo cuidado da Casa Comum e pela defesa da vida na Amazônia.

Nesse sentido, Ernestina expressou sua esperança de que este espaço permita fortalecer o trabalho conjunto entre a Igreja e os povos indígenas, promovendo caminhos de diálogo, respeito e compromisso com o território.

Sua participação reflete a importância da voz dos povos indígenas no caminho sinodal da CEAMA, onde suas experiências, saberes e lutas contribuem para a construção de uma Igreja que caminha ao lado dos povos da Amazônia e a serviço da vida.

 FONTE/CRÉDITOS: CEAMA

Pastoral do Batismo realiza capacitação e inicia inscrições para o primeiro semestre de 2026 na Paróquia São Jerônimo

A Pastoral do Batismo da Paróquia São Jerônimo realizou, no último sábado (14), uma capacitação com representantes das setes comunidades que compõem a paróquia. O encontro teve como objetivo aprofundar o estudo do Diretório Sacramental e apresentar os materiais que irão contribuir para a atualização do documento.

Durante a formação, os participantes assistiram o vídeo explicativo e receberam a carta e um questionário que servirão como base para a reflexão e construção do novo Diretório Sacramental.

A Pastoral do Batismo também iniciou oficialmente as inscrições para os batismos do primeiro semestre de 2026, conforme o calendário paroquial. Durante a Santa Missa realizada neste domingo, os agentes receberam a benção e o envio para a missão ao longo de 2026.

Fonte: Com informações, Pascom São Jerônimo

Diocese de Roraima realiza formação para os Novos Missionários

Diocese de Roraima realiza formação para os Novos Missionários

Encontro convida os missionários a “pisar suavemente no chão de Roraima” e conhecer a realidade do povo e das comunidades.

Diocese de Roraima realiza formação para os Novos Missionários

Nesta segunda-feira (9), teve início a formação para os novos missionários da Diocese de Roraima, que segue até domingo (15). O encontro tem como tema “Pisar suavemente no chão de Roraima”, expressão que convida os missionários a conhecer, respeitar e compreender a realidade social, cultural e pastoral do estado.

Durante a semana, os missionários refletem sobre os desafios atuais da missão, com temas ligados à realidade pastoral, econômica e social vivida pelas comunidades da região.

A proposta da formação é oferecer uma visão ampla do território onde os missionários irão atuar, ajudando-os a compreender melhor a vida e as necessidades do povo de Roraima. Segundo o vigário episcopal da Diocese, padre Celso dos Santos, a formação vai além do aprendizado teórico e busca proporcionar um contato direto com a realidade local.

“É uma experiência bonita porque não se trata apenas de conhecimento intelectual. Eles também fazem uma experiência de encontro, visitando lugares e passando por diversas realidades. Como nos lembra o livro do Êxodo, é um momento de tirar as sandálias e pisar nesse chão sagrado que é o chão de Roraima”, destacou.

A programação também inclui momentos de estudo sobre questões históricas da Amazônia e da própria Igreja local, recordando os 300 anos de evangelização em Roraima, iniciados com a chegada dos primeiros missionários em 1725.

Entre os participantes está a irmã Luzia Amaral, da Congregação Filhas do Coração Imaculado de Maria, que veio de outro estado para iniciar sua missão e destacou a importância de conhecer a realidade da Diocese.

“A Diocese está sendo apresentada para todos nós que viemos de diversos lugares do Brasil. Está sendo muito bom conhecer a Diocese, conhecer a missão que ela assume aqui junto aos povos indígenas, aos migrantes e às comunidades de perto e de longe, onde se encontra presente a Igreja Católica”, afirmou.

Ela também ressaltou a alegria de iniciar a caminhada missionária no estado. “Espero conhecer ainda mais, porque trago comigo a alegria de vir somar na missão aqui em Roraima, junto com as minhas irmãs.”

Para o diácono Edmo Flores, missionário jesuíta, o encontro também é um tempo de escuta e de aprofundamento sobre a história e a atuação pastoral da Igreja em Roraima.

“Para mim é uma alegria viver esse momento juntamente com meus irmãos e irmãs de missão, nesses dias em que estamos conhecendo mais sobre a história da Diocese e do estado de Roraima, toda a dinâmica pastoral e missionária desta Igreja particular. É um tempo de escuta, de ver a realidade, de conhecer as obras e os serviços pastorais da Diocese e também de nos apaixonarmos por este território.”, disse.

Como parte da formação, os missionários realizaram nesta quarta-feira (12) uma visita ao município de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela. No local, eles conheceram alguns dos principais projetos e ações desenvolvidos pela Igreja e por outras instituições que atuam no atendimento e apoio aos migrantes.

A formação segue até o dia 15, com partilha e sobre a missão da Igreja em Roraima, preparando os participantes para viver uma presença missionária próxima das comunidades e atenta às realidades locais.

Leão XIV: a verdadeira comunhão nasce da capacidade de acolher

O Papa recebeu no Vaticano os participantes do encontro “Cátedra da Acolhida”, dedicado neste ano aos jovens. Em seu discurso, destacou a importância da presença e da custódia como expressões concretas da cultura cristã do encontro.

Na manhã desta quinta-feira, 12 de março, o Papa Leão XIV recebeu em audiência, no Vaticano, os participantes da IV edição da iniciativa “Cátedra da Acolhida”, promovida pela associação italiana Fraterna Domus em colaboração com diversas realidades eclesiais e sociais. O encontro propõe um espaço de reflexão sobre a cultura da hospitalidade e do encontro, reunindo pessoas comprometidas com a promoção da fraternidade na Igreja e na sociedade.

Em seu discurso, o Pontífice recordou que a vocação cristã está orientada a gerar proximidade entre as pessoas: “A comunhão nasce da capacidade de acolher os outros, oferecendo escuta, hospitalidade e assistência.”

Os jovens, presente vivo

A edição deste ano dedica atenção especial às novas gerações, convidando a refletir sobre a escuta e o acompanhamento dos jovens em um tempo marcado por profundas transformações culturais e sociais. Ao referir-se ao papel das novas gerações na vida da Igreja e da sociedade, Leão XIV destacou: 

“Os jovens — que naturalmente são o futuro da sociedade e da Igreja — na realidade já constituem o seu presente vivo e gerador. Suas perguntas e inquietações, de fato, convidam-nos a renovar o estilo de nossas relações. Acolher os jovens significa, antes de tudo, colocar-se à escuta de suas vozes, cruzar seus olhares e reconhecer que, em suas existências e em suas linguagens, o Espírito continua a agir e a sugerir caminhos renovados de presença e cuidado.”

  (@Vatican Media)

Presença e custódia

O Papa também deteve-se em duas palavras que iluminam o sentido cristão da acolhida: presença e custódia, dimensões inseparáveis da vida comunitária e da responsabilidade pelo outro. “Custodiar significa estar ao lado do outro com atenção, respeitar as suas escolhas e cuidar dele”, explica essa atitude, afirmou o Pontífice.

“A partir dessa perspectiva compreendemos que também a família humana é chamada a preservar aquilo que lhe foi confiado: as relações, a criação, a vida das irmãs e dos irmãos, sobretudo daqueles que sofrem e são mais frágeis. Assim, José nos mostra que presença e cuidado são dimensões inseparáveis: não se cuida sem estar presente, e não se está presente sem assumir a responsabilidade pelo outro.”

Buscar sempre o Senhor

Inspirando-se no episódio evangélico em que Maria e José encontram Jesus no Templo após três dias de busca, Leão XIV recordou que também na vida de fé pode surgir a experiência de aparente distância. Nesse contexto, o Santo Padre observou:

“Damos como certa a presença de Jesus em nossa existência, até que, de repente, parece que Ele não está mais onde o havíamos deixado. Sentimos um senso de desorientação. Na realidade, não é Ele que se perdeu, mas nós que nos afastamos. Quando isso acontece, somos chamados a procurá-lo com confiança, com a coragem de percorrer caminhos inexplorados, olhando o mundo com olhos novos, cheios de esperança. Desse modo deixaremos de procurar um Deus feito à nossa medida para encontrá-lo onde Ele habita. Procurar Jesus significa, portanto, passar da segurança de nossas convicções à responsabilidade do encontro, aprendendo a ver e acolher a presença de Deus, que está sempre além”.

Ao concluir o encontro, o Papa encorajou os participantes a continuar promovendo uma cultura de fraternidade e de acolhida na Igreja e na sociedade, recordando a importância da escuta do Espírito Santo. Como recordou o Pontífice ao citar São Paulo, “é amor, alegria, paz, magnanimidade, benevolência, bondade, fidelidade, mansidão, domínio de si.”

Fonte: Thulio Fonseca – Vatican News