CNBB manifesta preocupação com escalada de violência no Oriente Médio e convoca fiéis à oração pela paz

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota manifestando profunda preocupação com os recentes acontecimentos e a escalada de violência que ameaçam ampliar o conflito no Oriente Médio. No texto, os bispos alertam para as graves consequências da guerra para a população civil e para a estabilidade internacional.

Em comunhão com o Papa Leão XIV, a CNBB recorda o apelo recente do pontífice em favor da paz. Segundo o pontífice, “a estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas apenas através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”. A Presidência da entidade afirma unir-se ao chamado da Igreja em diversas partes do mundo para que prevaleçam a prudência, a responsabilidade política e o compromisso sincero com a paz.

A nota ressalta que os acontecimentos atuais recordam que a guerra nunca é solução para os conflitos entre os povos. Para os bispos, a violência armada provoca sofrimento incalculável, especialmente entre os mais vulneráveis, e aprofunda feridas que comprometem o futuro das nações.

A CNBB também expressa solidariedade às vítimas e às comunidades que vivem sob o peso da insegurança e do medo nas regiões afetadas. Ao mesmo tempo, encoraja os líderes das nações a não cederem à lógica da escalada militar, mas a retomarem com urgência os caminhos da diplomacia, do diálogo e da negociação.

Inspirada na tradição da Doutrina Social da Igreja, a Conferência recorda que a paz não é apenas ausência de guerra, mas fruto da justiça, da responsabilidade moral e da busca sincera pelo bem comum da família humana.

Proposta de oração

Na nota, os bispos brasileiros convidam ainda o povo a intensificar as orações pela paz, especialmente pelas populações atingidas pela violência. A CNBB propõe que, no dia 19 de março, na solenidade de São José, as comunidades rezem durante as celebrações eucarísticas e outros momentos de oração a prece da iniciativa Reza com o Papa, unindo-se espiritualmente à Igreja em todo o mundo pela causa do desarmamento e da paz.

Ao final da nota, a Presidência da CNBB pede a intercessão de São José, reconhecido como homem justo e guardião da Sagrada Família, para que os líderes das nações tenham sabedoria e coragem de escolher sempre os caminhos da vida, da dignidade humana e da paz.

Acesse a nota na íntegra:

https://www.cnbb.org.br/wp-content/uploads/test-for-pdf/Nota-da-Presidencia-sobre-a-urgencia-de-paz.pdf

 

Formação litúrgica reúne catequistas na Comunidade São Jorge, na Missão Indígena Surumu

Formação litúrgica reúne catequistas na Comunidade São Jorge, na Missão Indígena Surumu

O encontro teve como objetivo de fortalecer a caminhada pastoral e litúrgica das comunidades

Formação litúrgica reúne catequistas na Comunidade São Jorge, na Missão Indígena Surumu
Equipe Diocesana de Liturgia

A Equipe Diocesana de Liturgia realizou entre os dias 07 e 08 de março, uma formação para catequistas na Comunidade São Jorge, localizada na Missão Indígena Surumu, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, no município de Pacaraima.

O encontro teve como objetivo de fortalecer a caminhada pastoral e litúrgica das comunidades, além de auxiliar os missionários da região, padres Oscar e Alex, no processo de escuta e atualização do Diretório Sacramental da Diocese.

Equipe Diocesana Liturgica – Maria Joselha, Ivânio Monteiro e Angélica Alves 

A programação começou com acolhida, oração inicial por meio do Ofício Divino e a apresentação da equipe diocesana e dos catequistas participantes. Em seguida, foi realizada uma dinâmica em que os participantes refletiram, sobre o significado de ser Igreja e o que entendem por liturgia.

Na tarde do primeiro dia, os participantes acompanharam momentos formativos sobre o Ano Litúrgico e a Celebração da Palavra, com dinâmicas e vivências práticas que ajudam na compreensão e na preparação das celebrações nas comunidades.

Equipe Diocesana de Liturgia

Já no domingo, os participantes receberam orientações sobre como responder ao questionário relacionado ao Diretório Sacramental da Diocese, dentro do processo de escuta e atualização do documento.

 FONTE/CRÉDITOS: Da redação, Kayla Silva, com informações Angélica Alves

Igreja sem fronteiras: Vicariato Apostólico de Caroní celebra 104 anos de missão

Igreja sem fronteiras: Vicariato Apostólico de Caroní celebra 104 anos de missão

Igreja sem fronteiras: Vicariato Apostólico de Caroní celebra 104 anos de missão
Celebração Eucarística de Ordenação diaconal do seminarista Santo Aquiles Pérez / Foto: Padre Xavier

A Igreja do Vicariato de Caroni celebrou nesta última quarta-feira (4) um marco importante em sua presença missionária na Amazônia. O Vicariato Apostólico de Caroní completou 104 anos de fundação, reafirmando sua missão evangelizadora junto às comunidades indígenas e às populações que vivem dentro do seu território do Vicariato. Este abrange 80.000 km² e estende sua jurisdição aos fiéis católicos de rito latino residentes em parte do Estado de Bolívar, incluindo o município de Gran Sabana. A sede do Vicariato Apostólico está localizada na cidade de Santa Elena de Uairén, onde se encontra a Catedral de Santa Elena. Atualmente, o Vicariato é composto por seis paróquias.

A celebração contou com a presença do Núncio Apostólico na Venezuela, Dom Alberto Ortega Martín, representante do Papa no país. Durante a sua visita, ele enfatizou que uma das principais missões do Núncio é transmitir a proximidade e a bênção do Santo Padre, além de visitar as dioceses e vicariatos para para obter conhecimento em primeira mão da realidade pastoral da Igreja.

Segundo Dom Alberto, sua visita ao vicariato foi também uma oportunidade para apoiar o trabalho missionário realizado na região e compreender os desafios enfrentados pelas comunidades, como as vastas distâncias, a dificuldade de acesso a algumas comunidades e a necessidade de mais vocações sacerdotais para servir um território tão extenso.

“Estou muito contente de ter vindo ao Vicariato Apostólico do Caroní, que hoje celebra 104 anos desde a sua fundação. É uma alegria poder visitar este vicariato. Além disso, acontece a ordenação de um diácono indígena do povo Pemón, o que é um fruto da vitalidade desta Igreja missionária”, afirmou Dom Alberto.

A visita incluiu uma parada no Município de Pacaraima, região de fronteiriça onde a Igreja presta apoio e assistência a migrantes, especialmente venezuelanos que chegam ao Brasil em busca de melhores condições de vida.

Atualmente, o vicariato realiza sua missão com o apoio de padres, missionários e agentes pastorais que trabalham nas comunidades indígenas da região, principalmente entre o povo Pemón. Para o bispo Alberto, a presença de vocações indígenas é um sinal de esperança para a Igreja local.

“Já existem vários sacerdotes do povo Pemón e hoje será ordenado um novo diácono que, se Deus quiser, em breve também será sacerdote. É um grande sinal de esperança para este vicariato, onde se vive aquilo que o Papa Francisco chamava de sinodalidade: caminhar juntos e ser uma Igreja em saída, que leva a Boa-Nova a todos”, enfatizou.

História missionária

A presença missionária na região tem raízes que remontam ao início do século XX. Desde 1922, os frades capuchinhos trabalham no cuidado pastoral das comunidades dispersa desde a Gran Sabana até o Delta Amacuro. O Vicariato foi governado durante muito tempo pela Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Devido à escassez de missionários da mesma ordem, estes renunciaram ao seu Ius Commissionis, o que levou o Dicastério Missionário a conferir o Ius Commissionis à Diocese de San Cristóbal da Venezuela em 20 de julho de 2021, com todos os direitos e obrigações inerentes a este ofício.

Segundo o Bispo Gonzalo, que acompanha a missão no vicariato, o trabalho da Igreja continua focado principalmente ao atendimento às comunidades indígenas e ao fortalecimento da presença pastoral nas áreas mais remotas

“Estamos trabalhando na atenção pastoral aos nossos irmãos venezuelanos que vivem nesta região, sobretudo os que pertencem à etnia indígena Pemón. Trata-se de um território muito amplo, onde diversas comunidades estão presentes, e a missão da Igreja é acompanhar e servir a todas elas”, explicou.

Ele também enfatizou a importância da cooperação entre as igrejas de diferentes países, especialmente na região de fronteira.

“Compartilhamos a experiência de uma Igreja sem fronteiras. Com Dom Evaristo já tivemos vários encontros e seguimos essa mesma linha de trabalho: uma Igreja que se une, que participa e que fortalece os laços de proximidade em meio às necessidades do nosso povo”, comentou Dom Gonzalo.

Nova Vocação Indígena

Outro momento significativo das celebrações foi a ordenação diaconal do seminarista Santo Aquiles Pérez, de 27 anos, indígena do grupo étnico Pemón. O diácono ressaltou o desejo de servir às comunidades e incentivar novas vocações.

“O meu projeto é visitar as comunidades, levar o Evangelho e formar as pessoas para que também sejam missionárias. Convido especialmente os jovens, indígenas e não indígenas, a não terem medo de servir à Igreja. Precisamos de mais operários para a missão do Senhor”, concluiu.   

Foto: Padre Mattia Bezze
Foto: Padre Mattia Bezze
Dom Evaristo Spengler permanece como presidente da REPAM-Brasil

Dom Evaristo Spengler permanece como presidente da REPAM-Brasil

Recondução reforça continuidade da missão socioambiental na Amazônia.

Dom Evaristo Spengler permanece como presidente da REPAM-Brasil
REPAM-BRASIL

Em Assembleia realizada na última segunda-feira (02), a Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM-Brasil reelegeu a diretoria, reconduzindo os integrantes da presidência para um novo mandato e elegendo um novo Conselho Fiscal.

Permanecem na presidência:

Presidente: Dom Evaristo Pascoal Spengler
Vice-Presidente: Dom Pedro Brito Guimarães
Secretário: Dom Ionilton Lisboa de Oliveira

À frente da presidência segue Dom Evaristo Pascoal Spengler, bispo da Diocese de Roraima, que já exercia a função e foi reconduzido ao cargo. A permanência expressa a confiança na caminhada construída até aqui, marcada pelo compromisso com a defesa da vida, dos povos e dos territórios amazônicos, à luz da Ecologia Integral.

A Assembleia também elegeu o novo Conselho Fiscal, fortalecendo a governança e a corresponsabilidade na condução da missão da REPAM-Brasil.

O novo conselho fiscal é composto por:

Dom Adolfo Zon
Dom Irineu Roman
Keila Giffoni
Sonia Maria Pinheiro de Matos
Maria Petronila Neto

A Rede segue firme em sua atuação profética e articuladora, renovando seu compromisso com a justiça socioambiental, a escuta dos territórios e o cuidado com a Casa Comum.

FONTE/CRÉDITOS: REPAM-BRASIL

 

Papa Leão XIV nomeia Dom Mário Antônio como novo Arcebispo da arquidiocese de Aparecida

Papa Leão XIV nomeia Dom Mário Antônio como novo Arcebispo da arquidiocese de Aparecida

Dom Mário serviu à Igreja em Roraima entre os anos de 2016 e 2022

Papa Leão XIV nomeia Dom Mário Antônio como novo Arcebispo da arquidiocese de Aparecida
Foto: Arquivo da Diocese de Roraima
 

A nomeação foi feita pelo Papa Leão XIV, após o acolhimento do pedido de renúncia de Dom Orlando Brandes, conforme prevê o Código de Direito Canônico.

Dom Mário é atualmente arcebispo de Cuiabá, mas sua história pastoral possui um vínculo muito forte com a Igreja em Roraima. Entre 2016 e 2022, foi bispo da Diocese de Roraima, período marcado por grandes desafios pastorais, sobretudo pela extensão territorial do estado, pelas comunidades de difícil acesso e pela presença viva da igreja junto aos povos indígenas e também junto aos migrantes.

Em relato sobre sua passagem por Roraima, Dom Mário recordou que o tempo vivido no Estado foi, acima de tudo, um tempo de aprendizado com o povo. 

Sua trajetória também ganhou projeção nacional. Em 2015, Dom Mário foi eleito presidente do regional norte 1 da CNBB, função que exerceu por quatro anos. Em 2019, durante a assembleia geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, foi eleito segundo vice-presidente da CNBB, integrando a presidência da conferência episcopal até 2023. Desde 2020, é também presidente da Cáritas brasileira.

Nascido em Itararé, no interior de São Paulo, no dia 17 de outubro de 1966. Dom Mário foi ordenado sacerdote em 1991 e possui formação em teologia, com uma trajetória pastoral marcada pela organização e dinamização das estruturas da igreja em chave missionária.

Agora, à frente da Igreja em Aparecida, Dom Mário passa a conduzir uma das mais importantes arquidioceses do país, diretamente ligada ao Santuário Nacional de Aparecida, que acolhe, todos os anos, milhões de peregrinos.

Para a Igreja em Roraima, permanece o reconhecimento por um pastor que caminhou junto com o povo, valorizou as comunidades mais distantes, fortaleceu a presença missionária e construiu pontes de diálogo com as realidades locais.

A nomeação de Dom Mário para Aparecida também leva para o coração da Igreja no Brasil a experiência vivida na Amazônia, especialmente no chão de Roraima.