Após 16 anos de missão em Roraima, religiosa ursulina se despede da Diocese e parte para Moçambique

Após 16 anos de missão em Roraima, religiosa ursulina se despede da Diocese e parte para Moçambique

Irmã Antônia Storti atuou em diferentes frentes da Igreja e deixa Roraima para assumir uma nova missão missionária em outro continente

Após 16 anos de missão em Roraima, religiosa ursulina se despede da Diocese e parte para Moçambique
Fotos: Kayla Silva – Rádio Monte Roraima

Após 16 anos de missão em Roraima, a religiosa ursulina Irmã Antônia Storti se despediu da Diocese de Roraima durante uma celebração eucarística realizada neste sábado, 29 de agosto, na Comunidade Nossa Senhora de Fátima, na Área Missionária Santa Rosa de Lima. O momento foi marcado por gratidão, emoção e pela partilha de pessoas que acompanharam sua caminhada missionária no Estado.

Durante sua permanência em Roraima, Irmã Antônia participou de diferentes serviços e organismos da Igreja. Entre eles, esteve o Serviço de Animação Vocacional (SAV), a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e o movimento Um Grito pela Vida. A religiosa também atuou no projeto O Poço da Samaritana, na área missionária onde estava inserida.

Ao longo desse período, sua atuação esteve ligada a diferentes iniciativas de evangelização, formação e acompanhamento. Para o bispo de Roraima, Dom Evaristo Spengler, a despedida representa também o reconhecimento pela contribuição da religiosa à caminhada da Diocese.

“Nós queremos agradecer a Deus por esse tempo dessa grande missionária, que estava sempre pronta, com o sorriso aberto, para acolher, ajudar e apoiar as diversas necessidades missionárias da nossa Diocese de Roraima. Peço a Deus que envie sobre ela o seu Espírito e possa conduzi-la nessa missão que lhe é confiada em Moçambique”, destacou o bispo.

Além dos serviços pastorais, Irmã Antônia também desenvolveu um trabalho de acompanhamento espiritual. Durante nove anos, esteve junto à Equipe de Nossa Senhora, inicialmente como acompanhante espiritual.

Segundo os integrantes do movimento, a convivência ao longo dos anos fez com que a religiosa se tornasse mais do que uma acompanhante: passou a ser uma presença amiga e importante na caminhada de fé.

“Estamos com o coração cheio de sentimentos. Gratidão, saudade e, acima de tudo, alegria por sabermos que Deus a chama para a nova missão. Há nove anos, a senhora chegou à nossa equipe como acompanhante espiritual. Mas logo, ao longo dessa caminhada, tornou-se mais que isso”, disse Ivaneide Moura, da Equipe 05, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Para o padre David Romero, da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Irmã Antônia também deixa como marca a generosidade, a sensibilidade e a alegria vivenciadas no serviço à Igreja.

Uma nova missão

Durante a despedida, Irmã Antônia Storti também falou sobre os elementos que considera fundamentais para a vivência missionária. Para ela, oração, serviço, Palavra de Deus, escuta e alegria precisam caminhar juntos.

Oração que se faz serviço. O serviço que não pode ser feito sozinho, mas sempre com os outros. O serviço que é alimentado cada dia com a Palavra de Deus. A escuta, a escuta do Senhor e dos outros, e a alegria”.

Agora, a religiosa segue para uma nova etapa de sua caminhada. Moçambique será seu próximo destino missionário. Ela deixa Roraima levando as experiências vividas ao longo de 16 anos, além dos vínculos construídos com comunidades, grupos e pessoas que fizeram parte de sua missão no Estado.

Diocese de Roraima celebra posse de dois padres missionários

Nesta quarta-feira (26), a Diocese de Roraima celebrou a Missa de Posse dos padres Mattia Bezze, da Diocese de Pádua, e Giuseppe Danieli, da Diocese de Treviso, que passam a atuar oficialmente como missionários na Diocese de Roraima.

A celebração foi presidida por Dom Evaristo Spengler e reuniu a comunidade em um momento de acolhida e ação de graças pelo ministério dos sacerdotes.

Os padres já estavam atuando pastoralmente no município de Pacaraima, e a celebração marcou oficialmente o início do serviço missionário deles na Diocese de Roraima.

Confira algumas fotos:

Bispo da Diocese de Roraima alerta para tráfico de pessoas e vulnerabilidade de crianças e adolescentes nas fronteiras

Bispo da Diocese de Roraima alerta para tráfico de pessoas e vulnerabilidade de crianças e adolescentes nas fronteiras

Dom Evaristo Spengler destacou os impactos do garimpo ilegal, da migração e da posição geográfica de Roraima durante oficina realizada em Pacaraima

Bispo da Diocese de Roraima alerta para tráfico de pessoas e vulnerabilidade de crianças e adolescentes nas fronteiras
Foto: Joelma Costa

A realidade de Roraima, marcada pela fronteira internacional, pelo garimpo ilegal e pelo intenso fluxo migratório, amplia os desafios para a prevenção e o enfrentamento ao tráfico de pessoas, à exploração sexual e ao trabalho escravo. O alerta foi feito pelo bispo da Diocese de Roraima, Dom Evaristo Spengler, durante a oficina “Migrantes, Indígenas e o Combate ao Tráfico Humano”, realizada nesta quinta-feira, 27, em Pacaraima.

Promovida pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de Roraima (CEDCAR/RR), a atividade reuniu representantes do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA), instituições públicas, organismos internacionais e entidades que atuam na proteção de crianças e adolescentes na região de fronteira.

Além do bispo diocesano, estiveram presentes a chanceler da Diocese, Irmã Sofia Bouzada; os párocos de Pacaraima, padres Mattia Bezze e Giuseppe Danieli; e a secretária executiva da Cáritas Diocesana, Joelma Costa.

Durante a oficina, Dom Evaristo destacou que o tráfico de pessoas ainda é uma realidade pouco percebida pela sociedade, apesar dos relatos e situações de violência registrados no estado.

“Em 2024, a Comissão de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e ao Trabalho Escravo, da CNBB, esteve em Roraima. Durante as visitas realizadas pela comissão a diferentes estados do Brasil, era comum ouvir que, nesses locais, o tráfico era velado. Quando a comissão chegou a Roraima, porém, a conclusão foi outra: aqui, o tráfico é visível”, disse.

Segundo o bispo, três características do estado contribuem para aumentar a vulnerabilidade da população: a condição de fronteira, a presença do garimpo ilegal e o fluxo migratório.

“Eu quero ressaltar três coisas importantes em nosso estado. Nós somos um estado de fronteira. Somos um estado com muito garimpo ilegal. E aqui nós somos um estado com muitos migrantes. Essas realidades, elas potencializam o trabalho escravo e potencializam o tráfico de pessoas”, destacou.

Para Dom Evaristo, a localização geográfica de Roraima favorece a circulação de pessoas entre diferentes territórios e dificulta o controle sobre situações de exploração. O bispo também chamou atenção para os riscos enfrentados por pessoas atraídas por falsas oportunidades de trabalho no garimpo.

Outro ponto abordado durante a oficina foi a situação de pessoas migrantes que chegam a Roraima em busca de melhores condições de vida e podem se tornar vítimas de redes de exploração.

Igreja atua no enfrentamento ao tráfico humano

Durante a fala, Dom Evaristo também apresentou o histórico da atuação da Igreja Católica no enfrentamento ao tráfico de pessoas. Ele lembrou que a temática ganhou espaço na Igreja no Brasil a partir de iniciativas de conscientização e articulação com outras instituições.

Em 2014, a Campanha da Fraternidade teve como tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e o lema bíblico “É para a liberdade que Cristo nos libertou”, inspirado na Carta de São Paulo aos Gálatas.

O bispo explicou que, naquele período, ainda havia dificuldade para reconhecer o tráfico de pessoas como uma realidade presente no cotidiano.

“Naquela época eu trabalhava na Baixada Fluminense, nós fazíamos sempre todos os anos um curso para preparar as pessoas sobre a Campanha da Fraternidade. E naquele ano foi o tema mais difícil, porque na verdade as pessoas não acreditavam que essa realidade ainda fosse existente em nossos dias, no século XXI”, contou.

Dom Evaristo destacou que a falta de percepção sobre o problema contribui para que situações de exploração permaneçam invisíveis.

“As pessoas não conseguem levantar esse véu da realidade e perceber o que está por trás dela. Às vezes, algo está acontecendo debaixo dos nossos narizes, mas permanece invisível aos nossos olhos e não é percebido pela sociedade”, ressaltou.

Proteção de crianças e adolescentes

A oficina realizada em Pacaraima teve como objetivo fortalecer a articulação entre órgãos públicos, instituições e entidades que atuam na garantia dos direitos de crianças e adolescentes, especialmente indígenas e migrantes.

A programação incluiu discussões sobre o fortalecimento do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente, políticas públicas de proteção, ações realizadas pelas instituições que atuam na fronteira e a apresentação do Guia da Resolução nº 232 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA).

A atividade contou ainda com a participação da presidenta do CONANDA, Deila Martins, ampliando a articulação entre as ações locais e nacionais de proteção.

Ao final, Dom Evaristo reforçou a necessidade de ações permanentes para enfrentar as situações de exploração e proteger crianças e adolescentes.

“Estão debaixo dos nossos olhos e é preciso tomar providências sérias, para que mais uma vez as nossas crianças não sejam massacradas e as nossas crianças sejam respeitadas”, concluiu.

Equipes de resgate em ação após a inundação no Nepal

A dor do Papa pelas vítimas da inundação no Nepal

Leão XIV expressa seu pesar pelo desastre natural que atingiu o país por meio de um telegrama assinado pelo cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin. O Pontífice confia a Deus as almas daqueles que perderam a vida, reza pelas equipes de resgate e manifesta sua “proximidade espiritual” a todas as pessoas afetadas.
Equipes de resgate em ação após a inundação no Nepal

Leão XIV recebeu com “dor” a trágica notícia das numerosas vítimas e da “devastação” causada pela recente inundação que atingiu o Nepal. Em um telegrama assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, o Papa confia as “almas dos falecidos” à misericórdia de Deus e expressa suas “mais sentidas condolências” aos familiares das vítimas. Pelo menos 290 pessoas morreram e mais de 1.300 estão desaparecidas em decorrência da catástrofe natural. Os danos materiais são de grandes proporções: estradas, pontes, moradias e infraestruturas hidrelétricas foram destruídas. O Pontífice assegura sua “proximidade espiritual” a todas as pessoas atingidas por essa “tragédia”, garante suas orações por todos os “profissionais dos serviços de emergência”, que continuam empenhados nas operações de resgate, e invoca sobre todos a “proteção divina”.

  (AFP or licensors)

Grandes perdas humanas e materiais

Embora a causa do desastre ainda esteja sendo investigada por especialistas, imagens de satélite e análises sísmicas indicariam que ontem, quarta-feira, 26 de agosto, o colapso de uma geleira em grande altitude teria provocado a cheia repentina do rio Bhote Koshi, no distrito de Rasuwa, perto da fronteira entre o Tibete e a China. As localidades de Timure, Syaphrubesi e outros povoados ao longo do rio foram duramente atingidos pela inundação.

Fonte: Vatican News

A partir do Vaticano, a América Latina inicia um diálogo sobre as drogas

A partir do Vaticano, a América Latina inicia um diálogo sobre as drogas

O encontro internacional promovido pelo CELAM, pela CAL e pela OEA, de 25 a 27 de agosto, reúne experiências de prevenção, recuperação e integração.

A partir do Vaticano, a América Latina inicia um diálogo sobre as drogas
Alguns participantes do encontro internacional em Roma.

Não se trata apenas de falar sobre drogas. Nem apenas de falar sobre quem as consome. No Vaticano, o diálogo internacional sobre a resposta baseada na fé às drogas e ao recrutamento criminoso de jovens trouxe à tona uma questão mais profunda: que tipo de comunidades são necessárias para que um adolescente ou jovem encontre nelas um senso de pertencimento, acolhimento, dignidade e um projeto de vida antes que outros ocupem esse lugar.

De 25 a 27 de agosto, representantes da América Latina e do Caribe, juntamente com experiências provenientes da Ásia, África e Europa, participam do encontro “Resposta baseada na fé às drogas e ao recrutamento criminoso de jovens: um diálogo da América Latina e do Caribe para o mundo”, promovido pela Pastoral Latino-Americana de Acompanhamento e Prevenção de Dependências (PLAPA) do CELAM, pela Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL) e pela Comissão Interamericana para o Controle do Abuso de Drogas (CICAD) da OEA.

Por meio da metodologia das “Conversas no Espírito”, são criados espaços de escuta, reflexão, ressonância e discernimento coletivo para identificar desafios comuns e possíveis respostas. O congresso será encerrado com uma audiência com o Santo Padre Leão XIV, a quem serão apresentadas as conclusões deste evento.

A iniciativa tem suas raízes em uma experiência que surgiu na Argentina durante o período em que Jorge Mario Bergoglio era arcebispo de Buenos Aires: a “Grande Família” do “Hogar de Cristo”, voltada para a recuperação de jovens afetados por dependências e para acompanhá-los em sua reintegração social. A partir daí, a experiência começou a se expandir para a América Latina e, posteriormente, a se articular com a OEA. O resultado desse percurso é um método de acompanhamento que agora busca ampliar seu alcance por meio de um manual elaborado coletivamente.

Denise Ferreira, coordenadora nacional da Pastoral da Sobriedade do Brasil e que participa do evento, destacou à Rádio Vaticano – Vatican News, a relevância de integrar os esforços de organizações religiosas e voluntárias no enfrentamento dessas problemáticas.

Capilaridade pastoral e a força do voluntariado

Presença nas bases: a Igreja Católica possui uma ampla capilaridade que alcança periferias, centros urbanos, zonas rurais e comunidades vulneráveis, permitindo que as ações preventivas cheguem onde o Estado nem sempre está presente.

Rede de voluntários: no Brasil, a Pastoral da Sobriedade atua em articulação direta com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mobilizando voluntários comprometidos em oferecer acolhimento e auxílio na busca por sentido de vida.

Troca de experiências globais: o fórum no Vaticano possibilita o intercâmbio de práticas bem-sucedidas adotadas por diferentes países no tratamento e na prevenção às dependências.

A família como primeiro núcleo de proteção: Durante o encontro, ressaltou-se que a prevenção eficaz passa pelo fortalecimento do convívio e do diálogo familiar. O ambiente doméstico deve se consolidar como um espaço seguro e acolhedor para impedir que adolescentes e jovens busquem pertencimento em redes de criminalidade.

Convivência afeto-protetiva: o diálogo constante entre pais e filhos cria um refúgio seguro, reduzindo a vulnerabilidade dos jovens ao aliciamento externo.

Perguntas fundamentais de acompanhamento: a Pastoral orienta as famílias a manterem um acompanhamento atento por meio de três questionamentos básicos:

Onde o seu filho está neste momento?

Com quem ele está?

O que ele está fazendo?

Estratégia transversal nas ações da Igreja

Para além das iniciativas voltadas especificamente à dependência química, Denise Ferreira destacou a necessidade de aprofundar o debate sobre a prevenção ao recrutamento criminal em diversas frentes pastorais. A proposta é criar estratégias transversais que envolvam a catequese, a Pastoral Familiar e lideranças leigas, garantindo um enfrentamento sistêmico e contínuo dessa problemática nas comunidades.

 FONTE/CRÉDITOS: Sebastián Sansón Ferrari, Silvonei José — Vatican News

“Caminhar juntos” a serviço da Amazônia: encontro do Cardeal Leonardo Steiner com a Secretaria Executiva da CEAMA

Em um ambiente de comunhão, escuta e serviço eclesial, o Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, OFM, presidente da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), realizou sua primeira visita à sede da Secretaria Executiva da CEAMA, localizada nas instalações do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), em Bogotá, na Colômbia.

O encontro teve como objetivo fortalecer o caminho institucional e pastoral da CEAMA, compartilhar orientações e desafios e renovar o compromisso de acompanhar as igrejas locais, os povos e as comunidades da Amazônia. O dia contou com momentos de diálogo entre o Presidente e o Secretário Executivo, Marcelo Lemos, bem como uma reunião com a equipe da Secretaria Executiva. A agenda institucional incluiu, além disso, um momento de saudação e diálogo com o CELAM.

Participaram do encontro, juntamente com o Cardeal Steiner, Marcelo Lemos, Secretário Executivo; Irmã Carolina Forero, HJK, Assistente da Secretaria Executiva; Viviana Granada, Diretora Administrativa e Financeira; Libia Beltrán, Assistente Administrativa e Financeira; e Fernando Rueda, Coordenador de Comunicações.

Também acompanhou os assuntos relacionados à área administrativa e financeira o Pe. Jesús Huamán, vice-presidente da CEAMA para a vocação dos presbíteros e membro do Conselho Econômico.

De forma virtual, de Lima, onde participa no âmbito da Assembleia dos Bispos do Peru, conectou-se Dom Martín Quijano, bispo do Vicariato Apostólico de Pucallpa e bispo delegado da CEAMA. Durante esse encontro, foram compartilhados aspectos relacionados à visita que o Papa Leão XIV realizará a Pucallpa no próximo domingo, 15 de novembro, especialmente sob a perspectiva do significado pastoral e eclesial desse encontro para a Amazônia.

Um caminho compartilhado entre a CEAMA e o CELAM

Durante sua permanência na sede do CELAM, o Cardeal Steiner cumprimentou o Pe. Eric García (Secretário-Geral Adjunto do CELAM), com quem manteve um breve diálogo sobre os caminhos que o CELAM e a CEAMA trilham atualmente.

Esse gesto expressa a importância de continuar fortalecendo a articulação e a comunhão entre as instituições eclesiais que acompanham os processos pastorais da América Latina e do Caribe, particularmente no serviço à Amazônia.

Encerramos o encontro com a Eucaristia de envio

O encontro foi encerrado com a celebração da Eucaristia, presidida pelo Cardeal Leonardo Steiner. A celebração foi um momento de ação de graças pelo caminho percorrido e, ao mesmo tempo, de renovação do compromisso da CEAMA com uma Igreja que escuta, acompanha e serve a partir das realidades concretas dos povos e das comunidades da Amazônia.

Em sua homilia, o presidente da CEAMA convidou a contemplar a dinâmica do Evangelho em que “os últimos serão os primeiros”, ressaltando a força transformadora dessa perspectiva evangélica e a necessidade de se abrir a novas relações, nas quais o serviço, a escuta e a fraternidade ocupem um lugar central.

A reflexão adquire um significado particular para o caminho da CEAMA, chamada a continuar construindo uma Igreja com rosto amazônico, capaz de caminhar ao lado dos povos, reconhecer seus saberes e experiências e acompanhar suas buscas e esperanças. As comunidades da Amazônia são as primeiras no Reino.

Ao final da celebração, o Cardeal Steiner expressou sua gratidão à equipe da Secretaria Executiva pelo serviço que presta às igrejas locais na Amazônia. Ele reconheceu especialmente o trabalho cotidiano que, a partir das diferentes áreas, contribui para sustentar os processos de articulação, acompanhamento e animação da CEAMA.

Confiamos nossa jornada a Nossa Senhora de Aparecida, com quem quisemos tirar uma foto, certos de que ela acompanha nosso caminho de serviço missionário

Caminhar juntos para servir melhor

A visita do presidente da CEAMA permitiu fortalecer os laços entre a Presidência e a Secretaria Executiva, compartilhar responsabilidades e renovar uma convicção fundamental: O caminho da CEAMA constrói-se na comunhão, na participação e no serviço.

Nesse horizonte, a Secretaria Executiva continua colocando suas capacidades a serviço das igrejas locais e dos povos da Amazônia, compartilhando os processos que refletem a espiritualidade sinodal, na qual valores como a proximidade, a escuta e a tomada de decisões são fundamentais em prol da missão intercultural e comprometida com a vida.

O dia 18 de agosto torna-se, assim, um novo passo no caminho da CEAMA: caminhar juntos, ouvir juntos e servir juntos à Amazônia, a partir da comunhão eclesial e com o olhar voltado para os desafios e as esperanças dos povos que habitam este território.

Fonte: CEAMA

Mensagem do Papa Leão XIV para o Dia da Criação impulsiona apelo pela construção da paz e pelo cuidado com a criação

    O Papa Leão XIV publicou sua mensagem para o XI Dia Mundial de Oração pela Criação, que será celebrado no próximo dia 1º de setembro. No texto, o Pontífice relaciona os conflitos armados à crise ambiental e faz um apelo a uma conversão pessoal e coletiva para construir a paz e cuidar da criação.

    Com o título “Transformarão as suas espadas em relhas de arados e as suas lanças em foices (Is 2,4)”, o Pontífice convida a contemplar o dom da vida e a valorizar a terra que a sustenta como uma forma concreta de louvar o Criador.

    Leão XIV adverte em sua mensagem que as atuais crises humanas e ecológicas não podem ser compreendidas separadamente: “Esses fenômenos não estão dissociados; são um único apelo por cura e paz que brota de um mundo ferido”.

    O Papa destaca ainda que os conflitos armados e a degradação ambiental geram ciclos de destruição que afetam os ecossistemas, contaminam recursos essenciais como o ar e a água, reduzem a segurança alimentar e alimentam novas situações de pobreza, desigualdade e conflito.

    “Os danos da guerra e a deterioração da terra estão, portanto, profundamente ligados à condição do coração humano”, afirma Leão XIV.

    O apelo ocorre em um contexto de múltiplas ondas de calor extremo que estão batendo recordes em todo o mundo. A ONU alertou recentemente que “o alarme climático ressoa por toda parte”.

    Recursos para preparar as celebrações de 1º de setembro

    A publicação da mensagem acontece enquanto dioceses, paróquias e comunidades cristãs de todo o mundo começam a preparar as celebrações litúrgicas do Dia da Criação.

    Com esse objetivo, o site DiaCriacao.com reúne recursos litúrgicos e pastorais para facilitar as celebrações do próximo dia 1º de setembro e do fim de semana seguinte.

    Entre os materiais disponíveis estão os textos da nova Missa pelo Cuidado da Criação, com o formulário das orações litúrgicas e as respectivas leituras bíblicas.

    Preparado por organismos episcopais continentais como CELAM e diversas redes eclesiais, o site também oferece recursos pastorais com sugestões para a preparação da celebração, incluindo propostas de cantos, sugestões para homilias, orações dos fiéis e ideias para atividades após a Missa.

    Sacerdotes, responsáveis diocesanos e equipes paroquiais também podem acessar materiais de formação sobre a história do Dia Mundial de Oração, o significado teológico e pastoral da celebração e os aspectos práticos relacionados ao novo formulário e lecionário.

    Os conteúdos estão disponíveis em vários idiomas, entre eles português, espanhol, inglês, italiano e francês.

    Uma nova Missa para celebrar o Dia da Criação

    As celebrações litúrgicas do Dia ganharam um novo impulso depois que Leão XIV promulgou, em 2025, a nova Missa pelo Cuidado da Criação, incorporada ao Missal Romano.

    Ao anunciá-la no ano passado, o Dicastério para o Culto Divino explicou que a Missa havia sido promulgada tendo em vista seu uso no Dia Mundial de Oração pela Criação.

    A nova celebração conta com um conjunto específico de orações e leituras bíblicas relacionadas à criação, tornando possível, pela primeira vez, celebrar o Dia de 1º de setembro com um formulário eucarístico especificamente dedicado a esse tema.

    Após as primeiras celebrações litúrgicas do Dia no ano passado, espera-se que neste ano a participação se amplie ainda mais, com muitas Conferências Episcopais disponibilizando traduções da Missa em novos idiomas.

    A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibilizou o texto da missa em português. Acesse (aqui).

    Uma festa com raízes antigas e caráter ecumênico

    O Dia da Criação é celebrado todos os anos em 1º de setembro e se inspira em uma antiga festa litúrgica da Igreja Oriental, que atribui a essa data o simbolismo do ato criador de Deus. A comemoração da criação do mundo se torna, assim, uma motivação para cuidar do fruto desse ato criador: o mundo criado.

    Em 2015, o Papa Francisco instituiu oficialmente esse Dia para a Igreja Católica, unindo-se assim a uma celebração que já havia sido promovida pela Igreja Ortodoxa e acolhida por muitas outras igrejas cristãs que também celebram essa data como a “Festa da Criação em Cristo” em seus calendários. Em suma, trata-se de “unidade na diversidade”, à medida que celebramos esse dia especial com nossas diversas modalidades litúrgicas.

    O Dia também marca o início do chamado Tempo da Criação, uma celebração ecumênica que se estende até 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis.

    Todos os recursos

    Os textos litúrgicos, materiais pastorais, recursos de formação e orientações práticas para celebrar o Dia da Criação estão disponíveis (aqui).

    A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibilizou o texto da missa em português. Acesse (aqui).

    Fonte: CNBB

    Papa: na liturgia, a música não é decoração, cantar e tocar significa rezar

    (@Vatican Media)

    A música sacra foi o tema da reflexão do Papa Leão XIV na Audiência Geral desta quarta-feira, 19 de agosto, realizada pela terceira semana consecutiva na Basílica de São Pedro. O Santo Padre deu continuidade ao ciclo de catequeses dedicado à Constituição Sacrosanctum Concilium, do Concílio Vaticano II, detendo-se desta vez no sexto capítulo do documento, dedicado à música na liturgia.

    Logo no início, Leão XIV recordou as palavras do Concílio, que define a tradição musical da Igreja como “um tesouro de inestimável valor” e o canto sagrado, quando intimamente unido ao texto, como parte necessária ou integrante da liturgia solene.

    “Cantar é próprio de quem ama”

    Ao aprofundar a função ministerial da música, o Papa ressaltou que ela não é um elemento meramente decorativo, mas faz parte da própria ação litúrgica.

    “A música, de fato, faz parte da ação litúrgica e não é mera decoração da celebração. Na liturgia, cantar e tocar significa rezar, sintonizando o próprio coração com o das irmãs e dos irmãos e com Deus, na participação ativa no mistério celebrado. Em particular, a música expressa a dimensão afetiva da oração, como afirma Santo Agostinho: «Cantare amantis est», ou seja, «cantar é próprio de quem ama». Isto é muito importante, porque ajuda a abrir o coração à ação de Deus na graça e a deixar-se moldar por ela.”

    O canto, prosseguiu Leão XIV, possui uma dimensão comunitária: “através da sinfonia das vozes, contribui para a união dos espíritos, superando as diferenças entre as pessoas e reunindo todos no louvor a Deus. Torna-se assim uma epifania da Igreja, uma manifestação tangível da comunhão que pertence à sua própria natureza.”

    Para além das modas

    A importância teológica do canto sacro, explicou o Pontífice, exige também atenção àquilo que é escolhido para cada celebração: “Para além das modas ou das sensibilidades particulares dos autores, este deve corresponder, a todos os níveis, ao que é mais adequado para o momento celebrativo. A forma, por sua vez, especialmente no seu aspecto melódico, deve ser simultaneamente nobre e simples, de elevada qualidade musical e de fácil execução, sobretudo quando se destina a ser cantada por toda a assembleia.” O mesmo cuidado deve ser dedicado aos textos:

    “O Concílio recomenda que também os textos sejam adequados, profundos e, ao mesmo tempo, de fácil compreensão, inspirados principalmente na Sagrada Escritura, nos livros litúrgicos e na Tradição espiritual da Igreja. É necessário velar por isso, para que se mantenha viva e cresça a dinâmica expressa no antigo princípio «lex orandi lex credendi», ou seja, a lei da oração é também a lei da fé.”

    Participação dos fiéis e silêncio sagrado

    Leão XIV abordou ainda a participação ativa dos fiéis, recordando que ela nasce de uma maior consciência do mistério celebrado e de sua relação com a vida cotidiana. No âmbito da música sacra, a Sacrosanctum Concilium indica um equilíbrio entre as diferentes formas de participação e os momentos de silêncio, e completou: “promovam-se as aclamações dos fiéis, as respostas, a salmodia, as antífonas, os cânticos” e “um silêncio sagrado”.

    O Papa recordou que o Concílio atribui grande valor ao canto gregoriano, sem excluir outros gêneros de música sacra, e dedica especial atenção ao órgão. Outros instrumentos também podem ser utilizados, desde que sejam adequados ao uso sacro, respeitem a dignidade do templo e favoreçam a edificação dos fiéis.

      (@Vatican Media)

    O patrimônio musical e as diferentes culturas

    A catequese abordou também o tema da inculturação. Segundo o Concílio, as tradições musicais dos diferentes povos devem ser levadas em consideração como parte de sua vida religiosa e social, promovendo, quando possível, sua presença também nas escolas e nas celebrações. Leão XIV destacou ainda a missão dos compositores, chamados a preservar o patrimônio musical da Igreja e, ao mesmo tempo, criar novas composições a serviço da liturgia:

    “O compositor de música sacra é chamado a conhecer e a preservar o património musical da Igreja, deixando-se inspirar por ele para dar vida a novas composições ao serviço da liturgia, no respeito pela sensibilidade contemporânea e pelas diversas tradições culturais.”

    Promover uma formação adequada

    O Papa ressaltou ainda a importância de promover a formação e a prática da música sacra nos seminários, noviciados, casas de formação religiosa, institutos e escolas católicas, além de assegurar uma sólida formação litúrgica aos músicos e cantores. Leão XIV encerrou a catequese recordando a importância atribuída pelos Padres da Igreja ao canto litúrgico como símbolo da comunhão eclesial e citando as palavras de Santo Inácio de Antioquia:

    “Vós, um por um, tornai-vos um coro a fim de que, harmoniosos no acorde e assumindo a tonalidade de Deus na unidade, canteis em uníssono por meio de Jesus Cristo ao Pai, para que vos ouça e, pelas boas obras que realizais, reconheça que sois membros do seu Filho.”

      (@Vatican Media)

    Fonte: Por Thulio Fonseca – Vatican News

    Vocação à Vida Consagrada: “Deus nos escolhe antes mesmo de sermos concebidos no ventre da mãe”, disse Irmã Hesed MC.

    Vocação à Vida Consagrada: “Deus nos escolhe antes mesmo de sermos concebidos no ventre da mãe”, disse Irmã Hesed MC.

    Religiosa relata sua experiência na vida consagrada

    Vocação à Vida Consagrada: “Deus nos escolhe antes mesmo de sermos concebidos no ventre da mãe”, disse Irmã Hesed MC.
    Irmã Hesed MC / Foto: Kayla Silva

    Celebrado em agosto, durante o Mês Vocacional, o Dia da Vida Consagrada é dedicado a homens e mulheres que escolheram seguir a Cristo por meio da vida religiosa e de diferentes formas de consagração.

    A vida consagrada reúne diferentes carismas e congregações, com atuação em áreas como evangelização, educação, saúde, assistência social e missões. Em Roraima, religiosas desenvolvem trabalhos voltados ao atendimento de comunidades e pessoas em situação de vulnerabilidade.

    Entre essas experiências está a missão das Missionárias da Caridade, congregação fundada por Santa Teresa de Calcutá. A irmã Hesed está em Roraima há cerca de dois meses e meio e atua na missão de Pacaraima, na região de fronteira com a Venezuela.

    Natural de Fortaleza, no Ceará, a religiosa conta que o desejo de servir aos mais pobres surgiu ainda na infância.

    “É uma graça muito grande de Deus, primeiramente, porque é uma vocação, é um chamado. Desde pequena tinha uma atração muito grande pelos pobres, que já era natural para mim esse desejo de fazer algo pelos pobres, pelas crianças que eu acolhia nas ruas de Fortaleza”, conta a religiosa.

    Quarto voto: aos mais pobres entre os pobres

    A congregação segue os votos de pobreza, castidade e obediência e possui ainda um quarto voto, dedicado ao serviço gratuito aos mais pobres entre os pobres. Esse compromisso representa a doação da própria vida aos mais vulneráveis, por meio do serviço, da solidariedade e do amor àqueles que mais precisam.

    Missão em Roraima

    Depois de experiências missionárias em diferentes locais, a religiosa chegou a Roraima para atuar em uma realidade marcada pela presença de povos indígenas e migrantes.

    “É uma alegria muito grande servir as pessoas da periferia, e vou nessa missão de Pacaraima, que é justamente uma nova realidade para mim, porque é trabalhar com os indígenas, com os migrantes, outra língua. Está sendo muito interessante a missão”, disse Irmã Hesed.

     Da oração ao serviço

    Para a religiosa, a oração e a Eucaristia são parte fundamental da vida consagrada e dão suporte ao trabalho desenvolvido junto às comunidades.

    “A Eucaristia é a nossa força. Nós temos missas diárias, adoração diária, todos os dias. Isso é o que nos fortalece para ver e servir Jesus, que está no mesmo pão da Eucaristia, que está naquele pobre que a gente vai dar o alimento”.

     Escutar o chamado

    Para quem percebe sinais de um possível chamado à vida religiosa, a irmã Hesed orienta a buscar acompanhamento espiritual.

    “Procure um diretor espiritual, um padre para orientá-los. Fica aí o nosso desejo de que vocês acolham a Palavra de Deus no coração e sirvam de todo o coração”, conclui.

    Alargar a tenda: Diocese de Roraima reúne missionários e missionárias em formação

    Alargar a tenda: Diocese de Roraima reúne missionários e missionárias em formação

    Encontro, realizado entre os dias 12 e 14 de agosto, abordou o tema “Alargando a Tenda: a Igreja do Brasil em caminho sinodal”

    Alargar a tenda: Diocese de Roraima reúne missionários e missionárias em formação

    Entre os dias 12 e 14 de agosto, a Diocese de Roraima realizou uma formação para missionários e missionárias. O encontro teve como tema “Alargando a Tenda: a Igreja do Brasil em caminho sinodal” e promoveu momentos de estudo e reflexão sobre a missão da Igreja diante dos desafios pastorais atuais.

    A formação contou com a assessoria do padre Edson Thomassim, da Comissão Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que destacou a importância do cuidado como metodologia pastoral e como dimensão organizativa para fortalecer o trabalho missionário.

    “O momento formativo é muito importante porque ele vai criando sinergia e força dos missionários e das missionárias na diocese para construir um rosto diocesano também”, disse.

    Segundo o assessor, o conceito de “alargar a tenda”, inspirado no livro do profeta Isaías, está relacionado à construção de uma Igreja que acolhe e inclui diferentes realidades.

    “Alargar a tenda é transformar estruturas, ampliando para que todos possam sentir a presença de ser e estar na Igreja”, explicou.

    Outro ponto trabalhado durante a formação foi as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil nas diferentes realidades pastorais. Para o padre Edson, é necessário considerar a diversidade existente no país e buscar caminhos que respondam às necessidades de cada comunidade.

    Formação e cuidado com os missionários

    A religiosa Irmã Maria Madalena, Missionária Serva do Espírito Santo, que já havia atuado na Diocese de Roraima, retornou recentemente à Igreja local. Durante a formação, ela destacou a importância do encontro anual, que contribui para que os agentes desenvolvam a missão de forma mais consciente e integrada.

    “A formação, trabalhando o pessoal de cada missionário, de cada um de nós, é fundamental para que a nossa missão lá nas bases também floresça de uma maneira muito autêntica, coerente e de uma maneira leve”, disse a irmã.