Celebração reuniu coroinhas e acólitos das paróquias e áreas missionárias da Diocese.
Fotos: Kayla Silva
No último sábado (15), a Diocese de Roraima celebrou uma Missa em honra a São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas e acólitos. A celebração foi realizada na Paróquia São Francisco das Chagas.
A Missa foi presidida pelo vigário-geral, padre Josimar Lobo. Durante a homilia, o sacerdote destacou o crescimento do número de coroinhas nas paróquias, comunidades e áreas da Diocese e ressaltou a importância do compromisso com o serviço litúrgico.
“Nos últimos tempos, o número de coroinhas nas paróquias, nas comunidades e nas áreas tem crescido, e isso é bonito. Mas também nos compromete, porque precisamos conhecer, amar, servir, nos envolver e nos empenhar. Porque, com isso, revelamos para as comunidades a beleza da religião”, disse o padre.
O padre Josimar também destacou que cada coroinha exerce uma função importante na celebração e que todos os serviços contribuem para a vida da comunidade.
“Cada um, com seu jeito e seu carisma, tem uma função, e todas são importantes. Um quer ficar no missal, outro é da vela, outro da cruz processional. Nenhum carisma pode ser colocado embaixo de uma vasilha; deve ser colocado à vista da comunidade. Nenhum serviço é menos importante do que o outro. Todos somam”, afirmou.
O tremor deixou ao menos 54 mortos, provocou um tsunami e mais de 1.600 réplicas.
O Papa Leão XIV manifestou sua proximidade às vítimas do forte terremoto que atingiu, no último sábado, 15 de agosto, a província de Nusa Tenggara Oriental, na Indonésia. Em telegrama enviado nesta segunda-feira (17/08) ao arcebispo de Ende, dom Paulus Budi Kleden, e assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, o Pontífice afirma ter recebido com profunda tristeza a notícia da devastação provocada pelo desastre.
Leão XIV assegura sua “solidariedade espiritual e proximidade àqueles que sofrem os efeitos persistentes desta catástrofe, particularmente aos numerosos deslocados e feridos”. O Papa também encoraja as autoridades eclesiais e civis que continuam prestando assistência humanitária às populações atingidas e reza pelos profissionais envolvidos nas operações de emergência e resgate. Ao confiar os mortos “à amorosa misericórdia de Deus Todo-Poderoso”, o Santo Padre invoca sobre todos os atingidos “as bênçãos divinas de consolação e força”.
Sobe para 54 o número de falecidos
O balanço mais recente da Agência Nacional de Gestão de Desastres da Indonésia (BNPB) elevou para 54 o número de mortos em consequência do terremoto. As equipes de emergência permanecem mobilizadas nas áreas atingidas, enquanto prosseguem as operações de busca, assistência à população e levantamento dos danos.
O terremoto de magnitude 7,7 atingiu a região de Flores, na província de Nusa Tenggara Oriental, na manhã de sábado. Segundo a Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia (BMKG), o epicentro foi localizado no mar, a cerca de 30 quilômetros a nordeste de Nagekeo, a uma profundidade de 15 quilômetros. O tremor foi classificado como superficial e relacionado à atividade tectônica na região de Flores. O abalo também provocou um tsunami. Alterações no nível do mar foram registradas em diferentes pontos da região, com ondas que chegaram a cerca de 1,6 metro em Pota, na regência de Manggarai Oriental. O alerta de tsunami emitido após o terremoto foi posteriormente encerrado pelas autoridades.
Mais de 1.600 tremores secundários
A atividade sísmica continua intensa na região. De acordo com a BMKG, até a manhã desta segunda-feira, 17 de agosto, já haviam sido registrados 1.624 tremores secundários, com magnitudes entre 1,3 e 6,2. Entre eles, 23 tiveram magnitude superior a 5 e 59 foram sentidos pela população.
As autoridades indonésias continuam prestando assistência aos moradores das áreas afetadas e pedem à população que permaneça atenta diante da possibilidade de novos tremores, evitando entrar em edifícios que apresentem danos ou cuja segurança ainda não tenha sido verificada.
Evento terá comidas típicas, bingo, apresentações musicais e premiações de até oito mil reais
Foto: Ministério de Comunicação RCC
A Renovação Carismática Católica (RCC) realiza neste sábado, 15, o Arraiá Festa do Céu. O evento será realizado na Igreja Menino Jesus, no bairro Mecejana, a partir das 19h.
A programação terá comidas típicas, bingo e premiações. O evento também contará com uma apresentação do Ministério de Música e Artes da RCC, com músicas tradicionais de festa junina e canções católicas em ritmo de arraial.
Foto: Ministério de Comunicação RCC
Segundo o coordenador da RCC, Cláudio Mourão, a proposta é reunir os integrantes dos grupos de oração e também receber o público em geral.
“A proposta é nos reunirmos enquanto família carismática, mas também é um encontro aberto para qualquer pessoa participar. O arraiá é, acima de tudo, um ambiente de fraternidade, onde os irmãos dos grupos de oração das comunidades também se reúnem para se alegrar na presença de Deus e dos irmãos”, disse.
A programação também tem caráter beneficente. A arrecadação será destinada ao projeto de evangelização da Renovação Carismática Católica ao longo de 2026 e 2027.
Conhecida como o “Anjo Bom da Bahia”, religiosa brasileira dedicou sua vida ao cuidado de pessoas pobres e enfermas.
A Igreja Católica recorda hoje Santa Dulce Lopes Pontes, também chamada de “Anjo bom da Bahia”, a “Irmã Dulce dos pobres”.
Maria Rita nasceu em 26 de maio de 1914, na freguesia de Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, Bahia, segunda filha do cirurgião dentista Augusto Lopes Pontes, professor de Odontologia, e Dona Dulce Maria de Souza. Foi batizada com o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes.
A menina era muito alegre, adorava brincar de boneca, empinar arraia e tinha especial predileção pelo futebol. De fato, era torcedora do Esporte Clube Ypiranga, time da classe operária e excluídos da sociedade.
Em 1921, aos sete anos, ficou órfã de sua mãe, falecida com apenas 26 anos de idade. No ano seguinte, junto com seus irmãos, Augusto e Dulcinha, fez a Primeira Comunhão na igreja de Santo Antônio Além do Carmo.
Aos 13 anos, graças à influência da sua família e ao seu senso de justiça, a jovenzinha passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando-a em um pequeno “centro de atendimento”, que ficou conhecido como “Portaria de São Francisco”. Na época, ao visitar com sua tia, a periferia da cidade, bairros onde moravam os pobres e excluídos, Maria Rita começou a manifestar, pela primeira vez, o desejo de dedicar-se à vida religiosa.
Irmã Dulce e suas numerosas atividades
Em 8 de fevereiro de 1933, após sua formatura em Magistério, Maria Rita entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em São Cristóvão, Sergipe, onde recebeu o hábito religioso, mudando seu nome para Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.
A primeira missão de Irmã Dulce como religiosa foi ensinar em um colégio, mantido pela sua Congregação, no bairro da Massaranduba, Cidade Baixa de Salvador. Mas, seu pensamento estava sempre voltado para o trabalho com os pobres.
Em 1935, começou a dar assistência à comunidade pobre de Alagados, conjunto de palafitas no bairro de Itapagipe, onde moravam numerosos trabalhadores. Ali, deu início a um posto médico, que, em 1936, se tornou “União Operária São Francisco”, a primeira organização católica do estado, que, depois, se transformou em “Círculo Operário da Bahia”, fundado em 1937, com Frei Hildebrando Kruthaup. Dois anos depois, Irmã Dulce inaugurou o “Colégio Santo Antônio”, uma escola pública para operários e seus filhos, no bairro da Massaranduba.
Relíquias da “Madre Teresa do Brasil”
A causa da Canonização de Irmã Dulce teve início em janeiro de 2000. Seus restos mortais, que, desde 1992 – ano de seu falecimento – jaziam na igreja da Conceição da Praia, foram transladados para a Capela do Convento Santo Antônio, sede das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), em Salvador.
A Congregação das Causa dos Santos, após a Positio, documento canônico sobre os dados biográficos, virtudes e testemunhos do processo de canonização, definiu a santa “Madre Teresa do Brasil” como a “Madre Teresa de Calcutá”, “conforto para os pobres e exame de consciência para os ricos”.
No dia 9 de junho de 2010, deu-se a exumação e translado das relíquias da Irmã Dulce para a Capela definitiva, na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, hoje, Santuário Santa Dulce dos Pobres, situado ao lado da sede da OSID (Obras Sociais Irmã Dulce), lugar onde a santa havia fundado o Círculo Operário da Bahia, na década de 40. Ali, se encontra o túmulo da Mãe dos Pobres, lugar de devoção e fé.
Em setembro de 2019, por ocasião da sua Canonização, presidida pelo Papa Francisco, o local foi reformado, ganhando um túmulo de vidro com uma efígie, em tamanho real, da Santa Dulce dos Pobres.
Obras sociais “Irmã Dulce”.
Maria Rita Pontes, sobrinha da Irmã Dulce, escreveu uma biografia sobre sua tia, na qual destaca os exemplos de bondade, caridade e amor ao próximo da “Mãe dos Pobres”.
O Papa expressa suas condolências a todas as pessoas atingidas pelo terremoto no país sul-americano. Em um telegrama assinado pelo Secretário de Estado, cardeal Parolin, o Pontífice assegura suas orações em sufrágio pelos falecidos e manifesta sua gratidão a todos os socorristas, invocando sobre o povo colombiano o dom da “esperança cristã”.
O Papa Leão XIV manifestou sua profunda tristeza pelas vítimas do forte terremoto que atingiu várias regiões da Colômbia, deixando mortos, feridos e graves danos materiais.
Em telegrama assinado pelo cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, e enviado ao presidente da Conferência Episcopal Colombiana, dom Francisco Javier Múnera Correa, o Santo Padre assegurou suas orações e sua proximidade à população atingida:
“O Santo Padre, profundamente consternado ao tomar conhecimento da dolorosa notícia do terremoto que afetou gravemente várias regiões da Colômbia, causando vítimas e numerosos feridos, bem como graves danos materiais, inclusive em muitas igrejas, oferece sufrágios pelo descanso eterno dos falecidos e eleva ao Senhor suas orações pela pronta recuperação das pessoas atingidas por esta tragédia.
Do mesmo modo, pede a Vossa Excelência que transmita as sentidas condolências de Sua Santidade Leão XIV aos familiares que, nesta hora de profunda dor, choram a perda de seus entes queridos. Igualmente, assegura sua proximidade espiritual e manifesta sua gratidão a todos aqueles que, com generosa dedicação, trabalham nas operações de busca, socorro e assistência às vítimas.
A catedral de Manizales foi danificada pelo terremoto que atingiu a Colômbia. (ANSA)
Ao mesmo tempo, por intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, pede ao Senhor que derrame sobre o querido povo colombiano os dons da fortaleza espiritual e da esperança cristã; e lhes concede, de coração, a Bênção Apostólica.”
O terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia na segunda-feira, 10 de agosto, com epicentro na região de San José del Palmar, no departamento de Chocó. Segundo os balanços mais recentes divulgados nesta terça-feira, ao menos 132 pessoas morreram, enquanto outras centenas ficaram feridas.
Mais de 1.600 edifícios foram danificados ou destruídos, e as operações de busca e resgate continuam em diferentes regiões do país, especialmente em cidades como Cali, Pereira, Quibdó e Manizales. As autoridades colombianas declararam estado de emergência nacional diante da dimensão da tragédia.
Em Roraima, 19 homens participam atualmente da formação para o diaconato permanente; Diocese já ordenou três diáconos.
A Igreja Católica celebra nesta segunda-feira (10) o Dia de São Lourenço, diácono e mártir. A data também é marcada pela lembrança do ministério dos diáconos permanentes, cuja atuação está ligada ao serviço à Igreja e às comunidades.
O diaconato é o primeiro dos três graus do Sacramento da Ordem, ao lado do presbiterado e do episcopado. Entre as atribuições do diácono estão o anúncio da Palavra, o serviço à liturgia e ações de caridade.
Na Diocese de Roraima, a formação de novos diáconos acontece por meio da Escola Diaconal. Atualmente, 19 homens casados participam do processo de formação, acompanhados pelas esposas. Segundo Vivaldo Filho, integrante da Escola Diaconal e ecônomo da Diocese, a formação segue as Diretrizes para o Diaconato Permanente da Igreja no Brasil, documento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Ao explicar a missão do diácono, ele cita o número 39 do documento, que afirma que “a missão do diácono está ligada ao Cristo Servo” e que o ministério evidencia a dimensão do serviço para todo o povo de Deus.
Diaconato em Roraima
A Diocese de Roraima já ordenou três diáconos permanentes. Antônio de Castro foi ordenado em 1992; Augusto Barbosa, em 1995 (in memoriam); e Alberto Martínez, em 2015.
O ministério do diácono não se restringe às celebrações. A atuação também envolve o serviço às comunidades, à família e à sociedade.
A própria veste litúrgica do diácono remete a essa missão. A estola, utilizada pelo ministro, recorda a toalha usada por Jesus no episódio do lava-pés, gesto associado ao serviço.
“Sua veste característica é a estola, que lembra a toalha do lava-pés, gesto da atitude diaconal de Cristo”, disse Vivaldo Filho.
Conta a história que o imperador Valeriano pediu que Lourenço entregasse todos os bens da Igreja.
A festa de São Lourenço, diácono e mártir, nesta segunda-feira, 10 de agosto, é um grande testemunho do silêncio e do poder de uma semente! Conta a história que o imperador Valeriano, em meados do século III, pediu que Lourenço entregasse todos os bens da Igreja, dos quais era administrador. Apontando para uma multidão de pobres e doentes que, todos os dias, amparava e cuidava, disse: «este é o tesouro da Igreja!». Três dias depois, Lourenço foi morto, por ordem de Valeriano, queimado sobre uma grelha.
De fato, o critério de amadurecimento que São Paulo sugere na Primeira Leitura permanece sempre atual: «Quem semeia pouco, colherá também pouco; e quem semeia com largueza colherá também com largueza» (2Cor 9,6-10). Trata-se do esforço na semeadura, não tanto da preocupação com o fruto. A marca de quem assume semear deve ser, como continua Paulo, «semear com alegria».
Alguns poderiam pensar que a semeadura de São Lourenço fracassou. Na verdade, semear também é saber perder: «se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto» (Jo 12,24-26). Perder a vida pode tornar-se um modo de ganhar a vida, porque a largueza não se mede pelo sucesso, mas pela capacidade de fazer a vida tornar-se mais vida. Não por acaso, a tradição cristã aprendeu a dizer: «o sangue dos mártires é semente de novos cristãos».
Jean Valjean, no leito de morte, ao final de Os Miseráveis, de Victor Hugo, sentencia: «Morrer não é nada, não viver é que é horrível!». Talvez esteja aí uma das grandes perguntas deixadas por São Lourenço: o que estamos fazendo da nossa vida?
A maior herança não é aquilo que acumulamos, mas aquilo que semeamos. A largueza da nossa história não será medida pelo tamanho dos frutos que conseguimos enxergar, mas pela generosidade com que fomos capazes de entregar a vida. Afinal, uma semente só se torna fecunda quando aceita desaparecer na terra. São Lourenço nos ensina: viver é semear! E semear é acreditar que a vida entregue por amor nunca é perdida.
A visita apostólica de Leão XIV à América do Sul, de 6 a 17 de novembro, colocará o Pontífice diante de três realidades eclesiais profundamente diferentes. O Uruguai, considerado o país mais secularizado da América Latina, registra cerca de 32% de população católica; a Argentina, 57%; e o Peru, 67%, segundo os dados compilados pelo professor Dr. Fernando Altemeyer Junior.
Foto: Papa Leão XIV (@Vatican Media)
O Papa Leão XIV realizará sua primeira Viagem Apostólica à América do Sul de 6 a 17 de novembro de 2026, com visitas ao Uruguai, à Argentina e ao Peru. O anúncio oficial foi feito pela Santa Sé no dia 5 de agosto, informando que o Pontífice aceitou os convites dos chefes de Estado e das autoridades eclesiásticas dos três países:
“O Santo Padre Leão XIV realizará uma Viagem Apostólica ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, de 6 a 17 de novembro de 2026, aceitando o convite dos Chefes de Estado e das Autoridades eclesiásticas dos respectivos países. Sua Santidade visitará Montevidéu, Paysandú e Florida, de 6 a 8 de novembro; Buenos Aires, Córdoba e Luján, de 8 a 11 de novembro; e Lima, Chiclayo, Cuzco e Pucallpa, de 11 a 17 de novembro. O programa da viagem será divulgado oportunamente”.
Durante onze dias, Leão XIV percorrerá dez cidades: Montevidéu, Paysandú e Florida, no Uruguai; Buenos Aires, Córdoba e Luján, na Argentina; e Lima, Chiclayo, Cuzco e Pucallpa, no Peru. O programa detalhado da visita será publicado posteriormente pela Santa Sé.
Uruguai: uma mensagem de esperança em um país profundamente secularizado
A primeira etapa da viagem será no Uruguai, de 6 a 8 de novembro. Leão XIV visitará Montevidéu, Paysandú e Florida. O cardeal Daniel Sturla, arcebispo de Montevidéu, destacou o significado da visita e afirmou que a Igreja uruguaia escolheu como lema do encontro: “Anuncio-vos uma grande alegria”. Para o arcebispo, a presença de Leão XIV representa uma mensagem de esperança para todos.
Segundo os dados compilados por Fernando Altemeyer Junior, professor assistente doutor da PUC-SP (Brasil), o Uruguai tem aproximadamente 3.382.500 habitantes, dos quais 1.100.000 são católicos, equivalentes a 32% da população. O país é considerado o mais secularizado da América Latina: cerca de metade da população declara não pertencer a nenhuma religião ou se identifica como ateia.
Essa realidade religiosa constitui um dos grandes desafios pastorais da visita. Segundo os mesmos dados, apenas cerca de 4% da população católica participa da missa dominical. A Igreja no Uruguai está organizada em nove circunscrições eclesiásticas — uma arquidiocese e oito dioceses, com 235 paróquias, 501 sacerdotes, 103 diáconos permanentes, 876 religiosas consagradas e 4.257 catequistas.
A presença do Papa terá, além disso, um significado histórico. São João Paulo II visitou o Uruguai em março de 1987 e retornou em maio de 1988, percorrendo Montevidéu, Salto, Melo e Florida. O país conta também com uma figura recente de santidade: Santa Francisca Rubatto, primeira santa do Uruguai, missionária nascida na Itália e canonizada em 2022.
Argentina: a terra do papa Francisco abre suas portas a Leão XIV
De 8 a 11 de novembro, Leão XIV estará na Argentina, onde visitará Buenos Aires, Córdoba e Luján. A visita terá um significado especial por se tratar da terra natal do Papa Francisco. A Argentina conta atualmente com cerca de 46 milhões de habitantes, dos quais aproximadamente 30 milhões são católicos, segundo os dados compilados pelo professor Fernando Altemeyer Junior. Isso representa cerca de 57% da população.
O país conta com 73 circunscrições eclesiásticas, 2.793 paróquias e mais de 10.000 centros de atendimento pastoral. Na Igreja argentina atuam atualmente 5.970 sacerdotes, 839 diáconos permanentes, 7.654 religiosas consagradas, 1.485 seminaristas maiores e mais de 99.000 catequistas.
A dimensão histórica também é relevante. A organização diocesana começou no século XVI, e as reduções jesuíticas constituíram uma das experiências religiosas mais significativas da história do país. A Argentina foi também a terra natal do cardeal Jorge Mario Bergoglio, eleito papa em 13 de março de 2013 com o nome de Francisco e falecido em Roma em 21 de abril de 2025.
A Conferência Episcopal Argentina convidou todo o país a viver a visita como um acontecimento de esperança e renovação. Em sua mensagem, os bispos afirmaram que, embora sejam poucos os dias e as cidades visitadas, “é a Argentina inteira que abre o coração e as portas ao sucessor de Pedro”. A CEA expressou também o desejo de que a presença de Leão XIV fortaleça o caminho de comunhão e incentive a Igreja a ser cada vez mais próxima, servidora e comprometida com a realidade do país.
Peru: sete dias na terra de missão de Leão XIV
A terceira e mais extensa etapa da viagem será no Peru, de 11 a 17 de novembro. Leão XIV visitará Lima, Chiclayo, Cuzco e Pucallpa. A visita terá um significado especialmente pessoal para o Pontífice. Leão XIV desenvolveu no Peru uma parte importante de sua experiência missionária e pastoral desde que chegou ao país, em 1985. Em Chiclayo, exerceu o ministério episcopal entre 2015 e 2023, antes de assumir como prefeito do Dicastério para os Bispos. Por isso, seu retorno será também um reencontro com uma Igreja e um povo com os quais mantém profundos vínculos.
O presidente da Conferência Episcopal Peruana, dom Carlos García Camader, recebeu com alegria a confirmação da visita e convocou os peruanos a se prepararem espiritualmente para receber o Santo Padre. “Sua presença entre nós será um verdadeiro presente para nosso povo e uma oportunidade para renovar nossa fé, fortalecer a esperança e caminhar unidos como Igreja a serviço do Evangelho”, afirmou.
Os dados apresentados pelo professor Fernando Altemeyer Junior mostram a dimensão da presença católica no Peru. O país tem aproximadamente 34,3 milhões de habitantes, dos quais 22,981 milhões são católicos, cerca de 67% da população. O território conta com 46 circunscrições eclesiásticas, 1.587 paróquias e 6.771 centros de atendimento pastoral. A Igreja peruana conta com 90 bispos, 3.260 sacerdotes, 61 diáconos permanentes, 11.361 missionários leigos, 1.826 seminaristas maiores, 5.697 religiosas consagradas e 55.963 catequistas.
O país possui, além disso, uma importante diversidade cultural e linguística. Juntamente com o espanhol, o quéchua e o aimará são línguas oficiais nos respectivos âmbitos, além da existência de dezenas de línguas indígenas. O percurso peruano levará Leão XIV de Lima a Chiclayo, posteriormente a Cuzco, nos Andes, e finalmente a Pucallpa, na Amazônia peruana. A chegada a Pucallpa adquire particular relevância para a dimensão missionária da viagem, em uma região marcada pela riqueza cultural dos povos amazônicos e pelos desafios sociais, ambientais e pastorais próprios da Amazônia.
O quinto Pontífice a visitar a América do Sul
Com esta viagem, Leão XIV será o quinto Pontífice a visitar a América do Sul. São Paulo VI foi o primeiro, quando chegou a Bogotá, na Colômbia, em 22 de agosto de 1968. Posteriormente, São João Paulo II realizou numerosas viagens apostólicas pela região, percorrendo mais de 20 países. Bento XVI visitou o Brasil, o México e Cuba, enquanto Francisco percorreu dez países: Brasil, Equador, Bolívia, Paraguai, Cuba, México, Colômbia, Chile, Peru e Panamá.
A visita de Leão XIV terá, assim, uma dimensão histórica, pastoral e missionária. Em onze dias, o Pontífice percorrerá três países com realidades eclesiais muito diferentes: um Uruguai profundamente secularizado, uma Argentina marcada pela memória do Papa Francisco e um Peru onde o atual Pontífice viveu anos decisivos de sua experiência missionária e episcopal.
Será, além disso, uma viagem que começará na Costa, atravessará os Pampas e os Andes, e culminará na Amazônia, com a visita a Pucallpa, colocando novamente no centro uma região que ocupa um lugar significativo na missão da Igreja latino-americana.
Três países, três rostos da Igreja e três desafios pastorais distintos receberão o sucessor de Pedro. No Uruguai, Leão XIV encontrará uma Igreja chamada a anunciar a alegria da fé em uma sociedade profundamente secularizada; na Argentina, uma comunidade que mantém viva a memória de Francisco; e no Peru, uma Igreja estreitamente vinculada à própria história missionária do Pontífice.
Encontro discutirá o uso dos florais de Bach no desenvolvimento infantil
Foto: Pastoral da Saúde da Diocese de Roraima
A Pastoral da Saúde da Diocese de Roraima realiza neste sábado (8) a 2ª Formação de Florais, com o tema “Florais e as Crianças”. O encontro ocorrerá das 8h às 12h, na Comunidade São Bento, localizada na Avenida Ataíde Teive, nº 2.686, no bairro Liberdade.
A formação será ministrada pela irmã Ivani Krenchinski, religiosa e naturoterapeuta, que compartilhará os resultados da monografia desenvolvida durante sua especialização. O trabalho acompanhou crianças com dificuldades de aprendizagem utilizando os florais de Bach como prática integrativa complementar.
Segundo a religiosa, o objetivo é apresentar como os florais podem contribuir para o acompanhamento de crianças que enfrentam desafios no processo de aprendizagem.
“Eu acompanhei crianças com várias dificuldades e essas crianças foram acompanhadas com os florais de Bach. A monografia mostrou a integralidade com que essas pessoas recuperaram as suas dificuldades, sendo superadas através do uso dos florais. Então, nós vamos trabalhar justamente esse assunto: como os florais de Bach atuam nas diversas dificuldades do aprendizado escolar”, disse a religiosa.
A formação é destinada aos agentes da Pastoral da Saúde e também ao público interessado no tema. Para participar, é necessário realizar inscrição antecipada junto à organização.
Mais informações:
Ivanilde (95) 99113-0353 ou Givaneide (95) 99135-7283.
Programação na Diocese de Roraima começa neste domingo (9), com Santa Missa na Área Missionária São João Batista.
Com o lema “O amor jamais acabará”, a Igreja no Brasil celebra, de 9 a 15 de agosto, a Semana Nacional da Família 2026. Na Diocese de Roraima, a programação terá início neste domingo (9), com missa às 9h, na Comunidade São João Batista, da Área Missionária São João Batista, no bairro Caranã, em Boa Vista.
Neste ano, a Semana Nacional da Família tem como tema “Família, torna-te aquilo que és” e convida as famílias a renovarem sua vocação e fortalecerem os laços de comunhão, inspiradas na Palavra de Deus e na missão da Igreja.
O assessor eclesiástico da Pastoral Familiar da Diocese de Roraima, padre Jefferson de Almeida, destaca que a programação acontece em sintonia com o Mês Vocacional e representa um convite para que as famílias vivam sua vocação com mais intensidade.
“Agora, nesse mês de agosto, mês dedicado às vocações, a Pastoral Familiar Diocesana está promovendo a Hora da Família e a Semana Nacional da Família. São dois momentos que nos colocam justamente diante desta vocação que é ser família, e a Igreja convida você, meu irmão e minha irmã, na oração e na participação, a estar junto conosco nesse momento de comunhão familiar com todas as famílias do Brasil e do mundo”, disse o padre.
A edição de 2026 marca os 30 anos da Semana Nacional da Família e também celebra duas importantes datas para a pastoral familiar da Igreja: os 45 anos da exortação apostólica Familiaris Consortio, de São João Paulo II, e os 10 anos da Amoris Laetitia, do Papa Francisco. Esses documentos continuam sendo referência para a evangelização e o acompanhamento das famílias.
Segundo o padre Jefferson, a proposta é que as comunidades utilizem o subsídio Hora da Família, promovendo encontros de oração, formação e reflexão ao longo da semana.
“Ao longo da semana, a Igreja convida a utilizarmos os encontros da Hora da Família, que abordam justamente os 30 anos da Semana Nacional da Família, os 45 anos da Familiaris Consortio, de São João Paulo II, e os 10 anos da Amoris Laetitia, do Papa Francisco, dois documentos fundamentais que norteiam os rumos da Pastoral Familiar em nossa Igreja”, ressaltou.
Durante toda a semana, paróquias e comunidades da Diocese de Roraima promoverão celebrações, encontros formativos e momentos de espiritualidade voltados às famílias.
Programação da Semana Nacional da Família
Dia 09/08: Missa de abertura da Semana Nacional da Família, às 9h, na Comunidade São João Batista, na Área Missionária São João Batista, localizada na Rua Parimé Brasil, nº 730, bairro Caranã.
De 10 a 15/08: Atividades pastorais nas comunidades.
Dia 15/08: IV Caminhada das Famílias, às 17h, com saída da Comunidade Santa Catarina, na Rua Euclides Gomes da Silva, nº 276, bairro Alvorada, em direção à Comunidade Sagrada Família, na Rua Barnabé Antônio de Lima, nº 912, bairro Alvorada, onde será celebrada a missa de encerramento da Semana Nacional da Família, às 19h30.