
A Diocese de Roraima realiza neste fim de semana, dias 09 e 10, uma Coleta Especial em apoio à Diocese de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, onde atua Dom Vanthuy Neto. A arrecadação ocorrerá durante as celebrações, no momento do ofertório, e também por meio do QrCode divulgado nas redes sociais da Diocese de Roraima.
Do valor arrecadado, 50% ficará destinado às comunidades da Diocese de Roraima e os outros 50% serão enviados para apoiar a missão da Diocese de São Gabriel da Cachoeira.
A Diocese amazonense atende 24 povos indígenas e possui mais de 90% da população indígena. A missão enfrenta desafios por causa das grandes distâncias e do difícil acesso às comunidades, feito quase totalmente pelos rios da região amazônica.
A campanha busca ajudar nas despesas missionárias da Igreja em São Gabriel da Cachoeira, considerada a maior diocese das Américas. O bispo de Roraima, Dom Evaristo Spengler, destacou as dificuldades enfrentadas pela evangelização na Amazônia.
“Nós sabemos que a diocese enfrenta muitos desafios. São longas distâncias. É a maior diocese das Américas. Dom Vanthuy e os missionários precisam se deslocar, muitas vezes pelos rios, com grandes gastos de combustível e pouquíssimos recursos para manter a missão naquela região. Eu já trabalhei em uma diocese assim, que também enfrentava dificuldades de sustentabilidade. É sempre um desafio e uma preocupação: como manter os missionários, garantir alimentação e combustível para chegar até as comunidades”, disse Dom Evaristo.
Na Diocese de São Gabriel da Cachoeira, praticamente todo o deslocamento ocorre por voadeiras e pequenas embarcações. A realidade aumenta os custos com combustível e dificulta o trabalho missionário nas comunidades mais afastada.
Hoje, a diocese conta atualmente com apenas 19 padres e cerca de 35 religiosas para atender as comunidades espalhadas pela região. Dom Vanthuy Neto ressaltou os desafios da missão.
“Lá são faladas 18 línguas, então os desafios são enormes. O primeiro deles é a locomoção. Diferente da Igreja de Roraima, em São Gabriel da Cachoeira quase tudo é feito por voadeira e pequenos barcos. Isso gera um custo muito alto com combustível, não apenas nas minhas viagens, mas em todos os deslocamentos realizados pelas paróquias. São Gabriel possui apenas uma estrada de 80 quilômetros. Outro desafio é o número reduzido de missionários. Também enfrentamos o desafio da convivência e da proximidade entre os missionários. Em São Gabriel, os encontros acontecem apenas duas vezes por ano, durante o retiro dos presbíteros e da vida religiosa consagrada, além de um encontro anual de assembleia ou formação das lideranças”, contou.
O bispo agradeceu ainda o gesto de solidariedade da Igreja de Roraima e o apoio dos fiéis à missão desenvolvida junto aos povos indígenas.

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