Cardeal Steiner destaca importância do voto e da participação política nas eleições

Cardeal da Amazônia chama atenção para o papel do Legislativo, o combate à desinformação e a defesa do bem comum.

Cardeal Steiner destaca importância do voto e da participação política nas eleições

Estamos no tempo que antecede ao dia do voto! O dia do voto está próximo e vamos recebendo informações, desinformações, notícias e notícias falsas. É necessário estar atento às propostas que recebemos da parte dos candidatos e candidatas, seja ao executivo, seja ao legislativo; executivo nacional e estadual, legislativo estadual, legislativo nacional. No nacional teremos votação além de deputados/as, senadores/senadoras.

O Papa Francisco quando esteve no Brasil, firmou a política como uma das formas mais altas da caridade. Ele resgatava o pensamento de predecessores como São Paulo VI e Bento XVI. A Caridade Política desperta para o bem comum, para a fraternidade, a justiça, o serviço aos mais frágeis e colocados à margem da sociedade. Podemos colocar as pessoas à margem também pela compra de voto.

Damos pouca importância à eleição para o legislativo. O legislativo faz as leis, propõe e aprova projetos. Às vezes, o executivo pode fazer muito pouco diante de um legislativo que impede projetos em favor da sociedade como um todo. A nível nacional basta lembrar a PL da Devastação (Projeto de Lei 2.159/2021), a nova lei geral do licenciamento ambiental que flexibilizou e simplificou as regras para concessão de licenças a empreendimentos no Brasil e a PEC “Blindagem”, a PEC 3/2021, também nominada “PEC das Prerrogativas”. Uma proposta de Emenda à Constituição que ampliava a imunidade de deputados e senadores contra investigações e processos criminais. Aprovada pela Câmara dos Deputados, acabou rejeitada por unanimidade pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Foi necessário a “manifestação das ruas” para que o Legislativo acordasse.

Eleger pessoas que estejam dispostas a ver a sociedade como todo, retomar o sentido e a necessidade da política como o cuidado do bem comum. É urgente eleger para o legislativo pessoas, mulheres e homens, que visem o bem da sociedade, a casa comum, a justiça, a solidariedade e não as vantagens de um grupo. 

O tempo que estamos a experimentar exige de todos nós cristãos e da sociedade brasileira coragem para gestar um projeto de país que não pactue com a grave injustiça social. Vale lembrar que a Igreja Católica não tem partido, mas tem causas: o Evangelho e os necessitados.

Um grupo de bispos publicou um texto onde afirmam que estamos do lado dos pobres, de quem defende a democracia e a soberania do país; de quem é contra a manipulação política da religião; de quem é contra a avalanche de mentiras e a disseminação do ódio pelas avenidas digitais.

Democracia se manifesta e é assegurada pelo voto de cada cidadão, de cada cidadã. Ela expressa a participação pela responsabilidade do cuidado para com o Brasil e o estado do Amazonas. Eleger pessoas, mulheres e homens, que governem olhando para o bem de toda a sociedade, de todas as comunidades.

Participando de debates, diálogos, tenhamos atitudes, gestos e palavras, que nos comprometam com a irmandade, façam florescer a justiça, a fraternidade e a esperança! Sempre é possível um mundo melhor! As eleições sejam uma celebração de cidadania para o bem de todos!

FONTE/CRÉDITOS: Artigo Cardeal Leonardo Steiner

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