Papa Leão XIV expressa apoio aos cristãos vítimas de violência e perseguição

Papa Leão XIV expressa apoio aos cristãos vítimas de violência e perseguição

O Pontífice lembrou os cinquenta anos da declaração de Helsinque que deram início a uma nova era geopolítica favorecendo uma reaproximação

Papa Leão XIV expressa apoio aos cristãos vítimas de violência e perseguição
VATICAN MEDIA

Ao término da audiência geral desta quarta-feira, Leão XIV renovou seu pesar pelo recente ataque terrorista na República Democrática do Congo em que morreram mais de quarenta cristãos. O Pontífice lembrou os cinquenta anos da declaração de Helsinque que deram início a uma nova era geopolítica favorecendo uma reaproximação entre o Oriente e o Ocidente, animada pelo desejo de garantir a segurança no contexto da Guerra Fria, e destacou a participação ativa da Santa Sé na Conferência de Helsinque. Foi a exortação do Santo Padre ao término da audiência geral desta quarta-feira (30/07), realizada na Praça São Pedro, ao retomar o habitual encontro semanal com fiéis e peregrinos provenientes de todas as partes do mundo.

”Renovo meu profundo pesar pelo brutal ataque terrorista ocorrido na noite de 26 para 27 de julho em Komanda, no leste da República Democrática do Congo, onde mais de quarenta cristãos foram mortos na igreja durante uma vigília de oração e em suas casas. Ao confiar as vítimas à amorosa misericórdia de Deus, rezo pelos feridos e pelos cristãos em todo o mundo que continuam a sofrer violência e perseguição, exortando aqueles com responsabilidades locais e internacionais a trabalharem juntos para evitar tragédias semelhantes”, essa foi a exortação do Santo Padre ao término da audiência geral desta quarta-feira (30/07), realizada na Praça São Pedro, ao retomar o habitual encontro semanal com fiéis e peregrinos provenientes de todas as partes do mundo. 

Em seguida, o Pontífice lembrou que na próxima sexta-feira, 1º de agosto, recorre o cinquentenário da assinatura da Ata Final de Helsinque. “Motivados pelo desejo de garantir a segurança no contexto da Guerra Fria, 35 países inauguraram uma nova era geopolítica, promovendo uma reaproximação entre o Oriente e o Ocidente”, destacou o Papa Leão XIV, ressaltando a participação ativa da Santa Sé.

Aquele evento também marcou um interesse renovado pelos direitos humanos, com especial atenção à liberdade religiosa, considerada um dos fundamentos da então incipiente arquitetura de cooperação, de Vancouver a Vladivostok. A participação ativa da Santa Sé na Conferência de Helsinque, representada pelo arcebispo Agostino Casaroli, contribuiu para fomentar o compromisso político e moral com a paz. Hoje, mais do que nunca, é essencial preservar o “espírito de Helsinque”, perseverar no diálogo, fortalecer a cooperação e fazer da diplomacia o meio privilegiado para prevenir e resolver conflitos.

 FONTE/CRÉDITOS: VATICAN NEWS

Jubileu dos Jovens tem início com Santa Missa e presença surpresa do Papa Leão XIV

Aproximadamente 120 mil jovens participaram nesta terça-feira (29/07) da celebração eucarística presidida por dom Rino Fisichella

Praça São Pedro durante a celebração   (@Vatican Media)

“Queridos amigos, em nome do Papa Leão XIV, dou a vocês as boas-vindas. Sou o pro-prefeito do Dicastério para a Evangelização, responsável pela organização do Jubileu. Há muito tempo esperávamos por vocês, e agora vocês estão aqui. Obrigado por terem aceitado o convite do Papa para participar deste Jubileu, que é dedicado a vocês e à esperança que cada um traz dentro de si.”

Essas foram as palavras de acolhida proferidas por dom Rino Fisichella no início da missa de abertura do Jubileu dos Jovens, na Praça São Pedro. Aos 120 mil jovens reunidos, o responsável pelos eventos jubilares saudou os presentes em seis idiomas diferentes:

“Vocês vieram de todas as partes do mundo. Há amigos que vêm também de zonas de guerra — da Ucrânia à Palestina —; que a todos chegue o abraço da fraternidade que nos une e faz de nós um só corpo; que não lhes falte o sinal da amizade de vocês.”

 

 

Viver o Jubileu com alegria e espiritualidade

Ao lembrar que muitos jovens fizeram grandes sacrifícios para estar em Roma, dom Fisichella ressaltou que “o Senhor não os desiludirá”, e completou:

“Ele virá ao encontro de vocês, e que vocês estejam atentos para perceber a sua presença. Vivam estes dias com alegria e espiritualidade, descobrindo novas amizades, mas, sobretudo, contemplando Roma e as muitas obras de arte que são expressão da fé que gerou tanta beleza. Estamos aqui para transmitir a fé e compreender o grande valor que Jesus Cristo tem em nossa vida. Respondamos com entusiasmo: nestes dias, Roma — com tudo aquilo que ela representa — está em suas mãos.”

O Senhor vem ao nosso encontro

A celebração, com a participação ativa dos jovens, suas bandeiras e sorrisos nos lábios, prosseguiu com o sentimento jubilar presente no coração de todos. Na homilia, o pro-prefeito do Dicastério para a Evangelização, de forma espontânea, refletiu sobre o Evangelho do dia e também sobre a importância do Jubileu:

“A fé é um encontro, mas o primeiro que vem ao nosso encontro é Jesus. Ele vem até nós quando quer, como quer, no tempo estabelecido por Ele, não por nós. Nós somos chamados apenas a responder. Uma vez que percebemos que Ele vem ao nosso encontro, somos também chamados a caminhar em direção a Ele.”

Dom Rino Fisichella também recordou “que vivemos um período de grande violência, que não está apenas nos territórios de guerra. A violência está nas nossas ruas, nas nossas cidades, está ao nosso lado, nas escolas”, e exortou:

“Devemos transmitir a certeza da esperança de que o amor sempre vence, que a bondade supera a violência, e que precisamos ser construtores de paz todos os dias, na simplicidade da nossa vida. Se construirmos a paz, o mundo terá paz.”

Papa Leão XIV durante o encontro com os jovens   (@Vatican Media)

Papa Leão faz supresa aos jovens

Ao final da missa, o Papa Leão XIV fez questão de comparecer à Praça São Pedro para saudar a juventude. A bordo do papamóvel, o Santo Padre percorreu os corredores da praça vaticana e toda a Via da Conciliação, acenando e recebendo o afeto dos presentes, que acolheram com grande alegria a surpresa do Pontífice. Ele dirigiu aos fiéis palavras de acolhimento e fez um convite à oração pela paz no mundo em inglês, italiano e espanhol:

“Esperamos que todos vocês sejam sempre sinais de esperança! Hoje estamos começando. Nos próximos dias, vocês terão a oportunidade de ser uma força que pode levar a graça de Deus, uma mensagem de esperança, uma luz para a cidade de Roma, para a Itália e para todo o mundo. Caminhemos juntos com a nossa fé em Jesus Cristo. E o nosso grito deve ser também pela paz no mundo”, e fez um pedido aos jovens:

“Digamos todos: Queremos a paz no mundo!”

“Rezemos pela paz e sejamos testemunhas da paz de Jesus Cristo, da reconciliação, essa luz do mundo que todos estamos buscando. Nos vemos. Nos encontraremos em Tor Vergata. Boa semana!”, concluiu o Papa. 

Papa Leão XIV   (@Vatican Media)

Nos próximos dias 30 e 31 de julho, os participantes são convidados a vivenciar os momentos chamados “Diálogos com a cidade”. Na sexta-feira, a proposta é celebrar um “Dia Penitencial”, que irá preparar os participantes para o ápice do maior evento jubilar: no sábado, 2 de agosto, se realiza a Festa e Vigília de Oração com o Santo Padre, seguida, no domingo, 3 de agosto, da Santa Missa presidida por Leão XIV.

https://youtu.be/kouw1DeDOBU

 FONTE/CRÉDITOS: Thulio Fonseca – Vatican News

Celebração histórica reúne fiéis e marca 300 anos da presença católica em Roraima

Celebração histórica reúne fiéis e marca 300 anos da presença católica em Roraima

Presidida por Dom Evaristo Spengler, a missa jubilar celebrou a caminhada da fé no estado e inspirou novos passos da evangelização.

Celebração histórica reúne fiéis e marca 300 anos da presença católica em Roraima
Fiéis de diferentes regiões se reuniram na Catedral Cristo Redentor – Foto: Kayla Silva
 

A Diocese de Roraima realizou neste sábado (19), a Celebração Eucarística Jubilar em ação de graças pelos 300 anos de evangelização no estado. A missa, presidida por Dom Evaristo Pascoal Spengler, bispo diocesano, reuniu dezenas de fiéis de diferentes regiões de Roraima, na Catedral Cristo Redentor, localizada no centro de Boa Vista.

Com o tema: “300 anos de fidelidade e novos desafios numa Igreja Sinodal”, o evento fez parte das comemorações do Ano Jubilar da Diocese e recordou o início da presença missionária católica em Roraima, oficialmente iniciada em 1725.

“É um ponto alto de tudo o que aconteceu até agora, e também um impulso para que essa igreja continue sendo fiel ao evangelho nos próximos 300 anos. É importante que cada um tenha consciência de que os missionários do passado fizeram sua parte, e agora cabe a nós continuar essa bela história de evangelização”, destacou Dom Evaristo Spengler.

Dom Evaristo Pascoal Spengler, bispo diocesano – Foto: Kayla Silva

 

Em sua homilia, o bispo diocesano trouxe à reflexão de três símbolos que iluminam o caminho de um fiel: a semente que é plantada, o óleo que unge e o rio que corre. Com eles, relembrou os três séculos da presença missionária no estado, enfatizando que a evangelização em Roraima nunca foi de colonização, mas de inculturação, sempre encarnada no chão e na história do povo. Ao final, deixou um convite: que sejamos “semeadores do reino, ungidos do espírito e como um rio que leva esperança.”

Estiveram presentes na celebração o governador de Roraima, Antonio Denarium; o prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique; além de secretários estaduais, municipais e demais autoridades.

A missa contou ainda com a presença especial de Dom Gonzalo Ontiveros, bispo do Vicariato Apostólico de Caroní, Venezuela.

TRADIÇÃO E COMPROMISSO

Maria Júlia, de 71 anos, também participou da santa missa. Católica “desde o útero da mãe”, como ela mesmo afirmou, contou que o momento foi de grande alegria.

“Eu tenho certeza que Deus, os anjos e os santos estão todos fazendo festa no céu, porque esses 300 anos são uma conquista muito linda, fruto de um trabalho feito com gosto e com garra”, disse entusiasmada.

Maria Júlia, fiel católica – Foto: Lauany Gonçalves

 

Outro fiel presente foi Kauã Melo, de 20 anos. Acompanhado da namorada, ele expressou admiração pelo trabalho realizado pela diocese.

“Quando a gente para pra pensar em toda essa caminhada, percebe a importância que a igreja tem, não só para os fiéis, mas também de forma histórica, contribuindo com o crescimento e o surgimento do estado. Além disso, percebemos, dentro das nossas famílias, como as tradições vão sendo passadas. Isso gera em nós um senso de responsabilidade e fidelidade com a igreja”, destacou.

INDULGÊNCIA PLENÁRIA

Ao final da missa, Dom Evaristo Spengler realizou o envio dos integrantes da Pastoral da Visitação, 29 pessoas responsáveis por levar alegria e fé aos hospitais do estado.

Na sequência, o bispo concedeu a indulgência plenária aos fiéis presentes que preenchiam os requisitos necessários para recebê-la.

Em 2025, a Igreja Católica propõe novamente a celebração do Ano Jubilar como um tempo especial de remissão e perdão, uma oportunidade para vivenciar a cura e a libertação dos pecados. Nesse contexto, a possibilidade de pedir e obter indulgências faz parte integrante da tradição dos Jubileus.

Momento da Indulgência Plenária – Foto: Kayla Silva

 

O vigário geral da Diocese, padre Josimar Lobo, explica que esse ato ocorre após o fiel ter feito sua confissão, recebido a comunhão eucarística e rezado de acordo com as intenções do Papa.

“Assim, no final da missa, o bispo diocesano concedeu a indulgência plenária, ou seja, o perdão de todos os pecados, àqueles que se arrependeram e se dispuseram a viver uma vida nova a partir de agora. É bonito, porque temos a graça de recebê-la como uma oferta de Deus, um Deus que é misericordioso”, destacou.

Após conceder a indulgência plenária, Dom Evaristo Spengler abençoou mudas de plantas que serão entregues aos coordenadores e responsáveis por cada área e paróquia da Diocese de Roraima. O gesto simboliza o compromisso com a casa comum e reforça o cuidado com a criação, inspirando a todos a plantarem, cuidarem e cultivarem a vida em suas comunidades.

A celebração foi transmitida ao vivo pela Rádio Monte Roraima FM 107,9, pelo canal da Diocese no YouTube e pelas redes sociais, garantindo que os fiéis que não puderam estar presentes fisicamente também participassem do momento.

 

 FONTE/CRÉDITOS: Lauany Gonçalves
300 anos da evangelização: caminhada reúne fiéis para celebrar avanços

300 anos da evangelização: caminhada reúne fiéis para celebrar avanços

A procissão partiu da Igreja Matriz em direção à Catedral Cristo Redentor em um percurso de aproximadamente 1,5 km

300 anos da evangelização: caminhada reúne fiéis para celebrar avanços
Foto: Tiago Côrtes

Do perdão à celebração! Para celebrar os 300 anos de evangelização em Roraima, a Diocese de Roraima realizou uma caminhada na tarde deste sábado, 19. Debaixo de chuva, os fiéis se reuniram na Igreja Matriz, mas, sob um pôr do sol com o céu limpo, caminharam até a Catedral Cristo Redentor para uma missa.

No percurso, estava reunido todo o corpo de Cristo — a Igreja. Assim, participaram do evento as diversas pastorais de Roraima, movimentos sociais e católicos, organizações humanitárias e demais grupos de voluntários que trabalham em prol do evangelho.

Pastoral da comunicação

Convertida à fé católica há dois anos, Giovana dos Santos, 20 anos, serve na paróquia São Mateus, comunidade Santíssimo Sacramento. Motivada pelo amor em Cristo, ela destaca que celebrar três séculos de evangelização é um momento de alegria e reflexão.

“Eu fico refletindo sobre essa caminhada e sobre os padres jesuítas lá no início, sobre tudo o que aconteceu para a gente estar aqui agora. Eu me sinto imensamente feliz e grata por fazer parte desse momento”, ressaltou a coroinha.

Para o bispo de Roraima, Dom Evaristo Pascoal, o evento é para lembrar o trabalho dos missionários do passado e continuar com a evangelização. “É um momento de celebrar tudo o que aconteceu até agora e buscar impulso para que essa Igreja continue sendo fiel ao evangelho nos próximos 300 anos e até o fim do mundo. A partir de agora, nós temos que fortalecer nossas comunidades para que nós andemos no caminho de Jesus”, ressaltou Dom Evaristo.

Da esquerda à direita: Dom Evaristo, governador Antonio Denairum e Dom Gonzalo Ontiveros

O governador de Roraima, Antonio Denarium é declarado publicamente cristão católico. Ele esteve presente na caminhada de celebração do trabalho de evangelização da Igreja Católica no estado.

“Sou batizado, fiz a primeira comunhão e estou do lado de todas as pessoas que acreditam em Deus. Tudo o que nós temos aqui hoje, nasceu do trabalho das mãos da Igreja Católica de um momento em que nem era constituído o estado de Roraima”, disse o governador.

O prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique, marcou presença no evento. “A história da diocese de Roraima está ligada ao desenvolvimento da capital. A diocese teve um papel fundamental na vida das pessoas que aqui vivem, não apenas no fortalecimento da fé, mas também com trabalhos sociais”, destacou Arthur Henrique.

Antes da caminhada, os fiéis puderam se confessar com os padres na Igreja Matriz. Assim, seguiram para a Catedral Cristo Redentor para a celebração eucarística de indulgências — ocasião em que o bispo concede indulgência plenária. O ato ocorre durante um ano santo jubilar, como o proclamado pelo Papa Francisco para 2025.

 FONTE/CRÉDITOS: Repórter: Tiago Côrtes
300 anos de evangelização e o testemunho  de missionários e missionárias da vida religiosa consagrada

300 anos de evangelização e o testemunho de missionários e missionárias da vida religiosa consagrada

Nestes 300 anos de evangelização, a Diocese de Roraima homenageia a vida religiosa consagrada na história da missão no estado.

300 anos de evangelização e o testemunho  de missionários e missionárias da vida religiosa consagrada
Foto: Kayla Silva – Rádio Monte Roraima

Ao longo de três séculos de evangelização em Roraima, a vida religiosa consagrada tem sido um pilar invisível, mas indispensável, no anúncio do Evangelho e no serviço aos mais pobres. Irmãs, irmãos e padres de diferentes congregações, vindos de vários países e regiões do Brasil, dedicaram suas vidas à missão na fronteira norte da Amazônia brasileira, especialmente junto aos povos indígenas, comunidades ribeirinhas e populações urbanas em situação de vulnerabilidade.

Como parte das comemorações dos 300 anos de evangelização, a Rádio Monte Roraima fm, por meio da Diocese de Roraima ouviu missionários e missionárias que atuam há décadas no estado, testemunhas do compromisso da Igreja com a justiça, a dignidade e a fé.

A irmã Ângela Santana, da Congregação Franciscana Missionária da Mãe do Divino Pastor, com origem na Argentina, define a vida religiosa como uma presença de escuta, partilha e compromisso. “A gente, quando está em partilha da vida, não é indiferente. A vida religiosa sempre se envolveu com as necessidades, com as lutas sociais, com as injustiças”, afirmou.

Mesmo com pouco tempo em Roraima, ela reconhece a trajetória das religiosas e religiosos que vieram antes: “Sempre houve, e haverá, homens e mulheres corajosos que entregam a vida por essa missão”.

Uma história de coragem e resistência

Com 78 anos de idade e mais de quatro décadas de missão em Roraima, a irmã Maria da Silva Ferreira, portuguesa, da Congregação das Missionárias da Consolata, relembra os primeiros passos da vida religiosa feminina no estado. “Chegamos em 1949, recebidas pelos missionários e pelas beneditinas. Logo no início, enfrentamos a resistência do povo com a saída das irmãs anteriores, mas nos mantivemos firmes, assumimos internatos, hospitais e a catequese”, relata.

Ela destaca que, ao longo do tempo, as religiosas assumiram papel de protagonismo nas paróquias e na formação cristã. “Fazíamos quase tudo, menos celebrar missa. Batizávamos, preparávamos casamentos, visitávamos famílias. Foi uma caminhada muito rica, feita na simplicidade.”

Evangelizar com os pés no chão

A irmã Renata, da congregação das Ursulinas do Sagrado Coração de Maria, com 80 anos de idade e quase 18 de atuação em Roraima, lembra o chamado da Igreja para olhar para a Amazônia com mais atenção: “Viemos porque o Papa Paulo VI nos indicava a Amazônia como horizonte. E aqui encontramos uma terra encantadora, mas profundamente empobrecida e marcada pela injustiça social”.

Para ela, evangelizar na Amazônia exige estar com o povo, escutá-lo, aprender com sua espiritualidade e resistir às estruturas que negam a dignidade. “A vida religiosa tem de ser profética, solidária, capaz de caminhar com as dores e as esperanças do povo.”

Ela também destaca a necessidade de comunhão entre as congregações e com a diocese: “Aqui não dá pra caminhar sozinho. Precisamos dos jesuítas, das irmãs vicentinas, dos fidei donum, da Consolata. A missão só é possível se for coletiva”.

60 anos de missão

O irmão Carlos Zacquini, missionário da Consolata, chegou em Roraima em 1965 e nunca mais saiu. Aos 88 anos, é referência histórica da presença missionária no estado. Ele relembra as mudanças vividas após o Concílio Vaticano II e as dificuldades para implementar uma nova visão de Igreja: “Foi um processo de resistência, até hoje é. A vida religiosa precisou se repensar, mudar metodologias, abrir-se ao diálogo com os povos indígenas”.

O irmão Carlos, que também coordena o Centro de Documentação Indígena, vê a missão como um processo constante de escuta e conversão. “Muita coisa mudou. A Igreja aprendeu com os povos indígenas, e isso transformou a missão.”

Desafios atuais e o futuro da missão

Mesmo com tantos testemunhos inspiradores, os desafios permanecem. A vida religiosa em Roraima enfrenta escassez de vocações, envelhecimento de muitos missionários e uma realidade social marcada por conflitos, pobreza e exclusão. Ainda assim, o compromisso permanece.

Como diz a irmã Renata: “Roraima é terra de mártires, de pessoas que deram a vida em silêncio. Nós precisamos seguir o caminho com o povo, com coragem e esperança. O Evangelho continua sendo boa notícia, especialmente aqui”.

Um chamado ao engajamento

A Diocese de Roraima reforça que a vida religiosa não é um capítulo do passado, mas uma presença viva, que segue necessária. Missionários e missionárias convidam os leigos e leigas a se engajarem com os mesmos ideais: solidariedade, justiça e evangelização.

“Os povos indígenas não precisam de nós. Somos nós que precisamos deles. Eles têm muito a ensinar sobre o cuidado com a terra, com a vida, com a espiritualidade”, conclui o irmão Simão Balsi, da Pastoral Indigenista, resumindo o espírito da vida religiosa consagrada em Roraima: humilde, comprometida, enraizada.

 FONTE/CRÉDITOS: Dennefer Costa – Rádio Monte Roraima

Boa Vista celebra a padroeira Nossa Senhora do Carmo nesta quarta-feira, 16

Boa Vista celebra a padroeira Nossa Senhora do Carmo nesta quarta-feira, 16

A festa integra as comemorações pelos 300 anos da presença Missionária em Roraima

Boa Vista celebra a padroeira Nossa Senhora do Carmo nesta quarta-feira, 16
Foto: Angélica Alves – Rádio Monte Roraima FM

Nesta quarta-feira, 16 de julho, a cidade de Boa Vista celebra o dia de sua padroeira, Nossa Senhora do Carmo. Ao longo do dia, serão realizadas celebrações eucarísticas em honra à Virgem Santíssima, dentro da programação da tradicional Festa da Padroeira, que neste ano tem como tema: “Flor do Carmelo, 300 anos semeando esperança.”

Duas missas especiais marcarão esta data tão significativa. Pela manhã, a celebração será às 8h, na Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo, localizada na Rua Floriano Peixoto, 114, no Centro da capital. A missa será presidida pelo bispo da Diocese de Roraima, Dom Evaristo Spengler, e dedicada aos sócios-amigos e apoiadores culturais da Rádio Monte Roraima. A celebração será transmitida ao vivo pelo canal da rádio no YouTube e também pela frequência 107,9 FM.

Já à noite, a segunda missa será celebrada às 18h, também na Igreja Matriz, reunindo a comunidade para mais um momento de fé, devoção e gratidão à padroeira da cidade.

Neste ano em que a Diocese de Roraima celebra os 300 anos de evangelização no Estado, a festa da padroeira representa a continuidade de uma tradição marcada pela história, fé e devoção. O  Padre Mauro Sérgio, paróco da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, reforça a importância desta devoção:
“A devoção à Nossa Senhora continua sendo e sempre vai ser algo muito importante para a manutenção da fé do povo de Deus da Igreja Católica. A intercessão de Nossa Senhora é algo que sempre recorremos e buscamos para auxiliar nas questões da vida familiar, profissional, humana e na vida eclesial. Nossa Senhora é intercessora, aquela que intercede por todo o seu povo”.

História de Nossa Senhora do Carmo


A devoção a Nossa Senhora do Carmo tem raízes profundas. A origem dessa devoção remonta ao século XVII, quando um grupo de cruzados, buscando uma vida próxima do evangelho, se retirou para o Monte Carmelo, em Israel. 

Esses primeiro eméritas se inspiraram na vida do profeta Elias, e sob a sua influência, construíram uma pequena capela dedicada à Virgem Maria. Assim nasceu a ordem dos carmelitas. Uma tradição ligada à Virgem do Carmo é o escapulário, sinal de proteção e compromisso espiritual. Conta-se que em 1251, Nossa Senhora apareceu a São Simão Stock, entregando-lhe o escapulário e prometendo sua proteção especial a todos os que o usassem com fé.

Em 1725, os primeiros missionários chegam a Boa Vista. A primeira capela foi construída neste mesmo ano, pelos padres carmelitas, tornando-se a primeira igreja católica na região. Em 1856, foi construída uma capela maior e dois anos depois ela foi elevada oficialmente à condição de Matriz Nossa Senhora do Carmo.
“Nossa do Carmo carrega este nome porque esse é o nome da congregação dos missionários carmelitas. E desde então aquela comunidade começou a ser edificada de 1725 até hoje, passando pela responsabilidade de vários missionários, de várias congregações e carismas. Em seguida, numa fase mais moderna, vieram os padres missionários da Consolata, que deram uma continuidade àquela comunidade matriz, inclusive mudando as características da igreja, que depois foi restaurada na década de 2000 pelo Padre Vanthuy com as características originais de 1725”, destaca o padre.

Foto: Autor Desconhecido/Acervo/Maurício Zouein e Pascom diocesana

 FONTE/CRÉDITOS: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa

Mémoria religiosa: 300 anos de evangelização e o legado missionário em Roraima

Mémoria religiosa: 300 anos de evangelização e o legado missionário em Roraima

Esta é a terceira reportagem da Séria dos 300 anos de evangelização da Diocese de Roraima.

Mémoria religiosa: 300 anos de evangelização e o legado missionário em Roraima
Foto: Lucas Rosseti

Celebrar 300 anos de evangelização em Roraima é revisitar a memória  de uma presença missionária que moldou não apenas a fé católica no extremo norte do país, mas também a identidade cultural, social e política do povo roraimense. Desde a chegada dos primeiros carmelitas, no século XVIII, até os desafios contemporâneos de uma Igreja diocesana em território amazônico, a história da Igreja Católica em Roraima é também a história de resistência, diálogo e compromisso com os mais vulneráveis.

Em entrevista especial, o vigário-geral da Diocese de Roraima, padre Josimar Lobo, destacou a importância histórica das missões que deram origem ao processo de evangelização no então território do Rio Branco. “Nós somos frutos de uma história. Essa linha histórica continua. E esses 300 anos agora chegaram até nós. Somos parte, somos continuadores desse processo bonito desde a chegada dos carmelitas que aqui vieram para trazer a semente do Reino”, afirma.

Segundo o vigário-geral, a presença dos primeiros missionários foi marcada pelo encontro com os povos originários. “Eles não vieram para tomar o lugar de ninguém, mas para anunciar a Boa Nova de Jesus Cristo. E o fizeram aprendendo com aqueles que aqui já estavam, ouvindo com paciência, partilhando saberes, construindo juntos o que hoje chamamos de Igreja”, ressalta.

De missão a Diocese: um caminho de autonomia e compromisso

A presença católica em Roraima remonta à criação da Administração Apostólica do Rio Branco em 1934, que posteriormente se tornou Prelazia e, em 1979, foi elevada à condição de Diocese pelo Papa João Paulo II. Com isso, a Igreja em Roraima passou a caminhar com maior autonomia, ainda que em comunhão com a Província Eclesiástica de Manaus.

“A prelazia era ainda muito dependente de Roma. Quando nos tornamos diocese, passamos a ter sede própria, a caminhar com as próprias pernas, mesmo com poucos recursos. Isso significou um passo significativo na nossa organização pastoral e missionária”, explica padre Josimar.

A transição institucional permitiu à Diocese expandir sua presença nas áreas urbanas e nas comunidades mais distantes, sobretudo junto aos povos indígenas. “Hoje, podemos dizer que estamos presentes em todos os cantos de Roraima. Mesmo que de forma simples, pequena, ali está a presença do povo de Deus.”

Bispos e memórias: marcos de uma Igreja viva

Ao longo dessas décadas, diversos bispos passaram por Roraima, deixando marcas profundas na vida pastoral e social da Diocese. Padre Josimar recorda com reverência as figuras de Dom Aldo Mongiano, Dom Aparecido José Dias, Dom Roque Paloschi e Dom Mário Antônio, entre outros.

“Dom Aldo foi o primeiro bispo diocesano e fez uma clara opção pelos povos indígenas, mesmo enfrentando perseguição. Dom Aparecido teve uma atuação corajosa, mesmo com suas fragilidades físicas. Já Dom Roque enfrentou uma realidade urbana e social em transformação. E Dom Mário se deparou com a intensificação do fenômeno migratório e respondeu com presença e acolhimento”, detalha.

Marcos físicos da fé: memória viva em pedra e cimento

Os marcos históricos da evangelização em Roraima não estão apenas na memória oral, mas também nos prédios e igrejas espalhados por Boa Vista e pelo interior do estado. A Matriz de Nossa Senhora do Carmo, com sua arquitetura de inspiração germânica, é um dos principais ícones religiosos e turísticos da capital.

“Ali é o ponto principal da nossa memória. Mas há também a residência episcopal, a Casa João XXIII, a antiga Escola São José, o prédio da Prelazia, a igreja de São Sebastião e tantas outras construções ligadas diretamente à história missionária da nossa diocese”, destaca o vigário.

Mais do que construções físicas, padre Josimar lembra que o mais importante é a construção da consciência e da dignidade do povo. “Somos uma igreja que promove a vida e acredita que todos são amados por Deus. As obras são reflexo dessa missão.”

Desafios atuais: entre a tradição e a evangelização do futuro

Os 300 anos de evangelização também convidam a Igreja a olhar para frente. Em um mundo cada vez mais marcado pela secularização, novas tecnologias e transformações culturais, os desafios são complexos e exigem atualização sem perder a essência.

“O Papa Francisco nos convida a cuidar da Casa Comum e dialogar com a cultura e a juventude. A Igreja está nas redes sociais, nos meios de comunicação, na defesa do meio ambiente e na construção de pontes com outras tradições religiosas. Mas tudo isso sem abrir mão da fidelidade ao Evangelho”, afirma o padre.

Para ele, é fundamental que a Diocese continue sendo uma presença profética junto aos povos indígenas, migrantes, juventudes e famílias em vulnerabilidade. “A missão permanece: anunciar Jesus Cristo com coragem, simplicidade e compromisso com a vida.”

Convite à celebração: memória, gratidão e esperança

A culminância das celebrações dos 300 anos de evangelização em Roraima acontecerá no próximo dia 19 de julho, com uma caminhada e missa especial em Boa Vista. A concentração será às 17h em frente à Igreja Matriz, com caminhada até a Catedral Cristo Redentor, onde a missa será celebrada às 18h30.

“Fazer memória não é viver no passado. É agradecer a Deus pela história e renovar o compromisso com o presente e o futuro. Convido todo o povo roraimense, as famílias, os migrantes, os jovens, a celebrar conosco essa grande ação de graças. Quem conhece, compreende. Quem compreende, ama”, conclui padre Josimar.

Relembre os bispos de Roraima.

Ao longo de sua história, a Diocese de Roraima foi guiada por líderes religiosos que deixaram marcas profundas na vida pastoral, social e missionária da região:

  1. Dom Geraldo Van Caloen – primeiro bispo prelado (1906), iniciou a reconstrução da Igreja Matriz e a missão no Surumú.
  2. Dom Pedro Eggerath – segundo bispo (1921-1929), fundou escolas, hospital e estruturas pastorais.
  3. Dom Louzenço Zeller – nomeado em 1939, atuou até 1945.
  4. Dom José Nepote – missionário da Consolata, liderou de 1952 a 1964.
  5. Dom Servílio Conti – nomeado em 1968, iniciou missões indígenas em várias regiões.
  6. Dom Aldo Mongiano – de 1975 a 1995, foi o primeiro bispo diocesano após a elevação da Prelazia à Diocese. Fez opção clara pelos povos indígenas.
  7. Dom Aparecido José Dias – de 1996 a 2004, missionário do Verbo Divino, fundou a Rádio FM Roraima e o movimento “Nós Existimos”.
  8. Dom Roque Paloschi – de 2005 a 2016, forte atuação no Cimi e com os povos originários.
  9. Dom Mário Antônio – de 2016 a 2021, enfrentou os desafios da migração venezuelana.
  10. Dom Evaristo Spengler – atual bispo, franciscano, continua a missão com forte presença junto aos pobres, indígenas e migrantes.

 FONTE/CRÉDITOS: Dennefer Costa

Pastorais sociais ampliam missão evangelizadora da Diocese de Roraima

Pastorais sociais ampliam missão evangelizadora da Diocese de Roraima

Pastorais sociais da Diocese de Roraima mantêm a missão da Igreja junto aos pobres, indígenas, migrantes e populações esquecidas.

Pastorais sociais ampliam missão evangelizadora da Diocese de Roraima
Foto Youtube: Lucas Rosseti

Em continuidade à série especial pelos 300 anos de evangelização em Roraima, a reportagem de hoje lança luz sobre uma das frentes mais dinâmicas e comprometidas da Igreja no estado: as pastorais sociais. Presentes nas periferias urbanas, comunidades indígenas, vicinais e até dentro das unidades prisionais, elas são expressão concreta da missão evangélica de cuidar dos mais vulneráveis.

Criadas para dar resposta cristã a contextos de exclusão e desigualdade, as pastorais sociais atuam na defesa dos direitos humanos, no acompanhamento de populações em risco e na promoção da dignidade da pessoa humana. Entre elas estão a Pastoral Indigenista, Pastoral da Criança, Pastoral da Saúde, Pastoral Carcerária, Pastoral dos Migrantes, Pastoral da Juventude e muitas outras.

“A Igreja tem duas dimensões fundamentais: a de se organizar internamente, mas também a de agir no mundo. As pastorais sociais são os instrumentos que ajudam a transformar a realidade a partir de uma experiência de fé”, explica o padre Celso dos Santos, Vigário-episcopal da Diocese de Roraima.

Na história da Diocese, o engajamento social da Igreja foi se expandindo de forma orgânica, à medida que novas necessidades surgiam. A Pastoral Indigenista, por exemplo, nasceu como resposta à histórica marginalização dos povos originários e ao processo contínuo de luta por território, identidade e direitos básicos.

“A ação da Igreja junto aos povos indígenas é uma marca da nossa história. Não é uma atuação ‘por eles’, mas com eles, ajudando a formar consciência de seus direitos e a protagonizarem sua própria caminhada”, explica padre Celso.

Outra frente essencial tem sido o acolhimento a migrantes e refugiados, especialmente com o agravamento da crise humanitária na Venezuela. Através de uma rede composta pela Cáritas Diocesana, o Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM) e o Fé e Alegria, mais de meio milhão de refeições já foram distribuídas, além de serviços como emissão de documentos, banheiros públicos e apoio jurídico.

Pandemia, migração e populações invisibilizadas

Durante a pandemia de Covid-19, as pastorais também estiveram na linha de frente. A Cáritas, por exemplo, investiu mais de R$ 1 milhão em ações emergenciais para atender famílias afetadas, tanto brasileiras quanto migrantes.

Em Boa Vista, um dos maiores desafios atuais é o crescimento da população em situação de rua. “Segundo o Observatório Nacional de Políticas Públicas, já somos a sexta capital do Brasil com maior número de pessoas vivendo nas ruas, atrás apenas de metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro”, alerta o padre.

Na foto estão: Pe. Celso dos Santos, Vigário-episcopal da Diocese de Roraima e 
Vagna Gomes, coordenadora da Catequese da Diocese.

Ele ressalta que a Igreja deve olhar com atenção para essas novas realidades: “Essas pessoas não geram lucro, não aparecem nas campanhas eleitorais. Mas para a Igreja, são rostos do próprio Cristo crucificado.”

Juventude e novos rostos da missão

A formação de novas lideranças, especialmente entre os jovens, também é prioridade das pastorais sociais. Segundo Vagna Gomes, coordenadora da Catequese da Diocese, o processo começa com a escuta e o acolhimento.

“A Pastoral da Juventude, por exemplo, trabalha com escuta ativa, planejamento coletivo e protagonismo. Os jovens precisam ser ouvidos e convidados a participar da construção de um mundo mais justo”, afirma.

Ela destaca que catequese e espiritualidade caminham juntas no fortalecimento da missão social: “A iniciação cristã precisa formar para o serviço. O jovem que vive uma espiritualidade verdadeira é chamado ao compromisso com o outro, com a comunidade, com a justiça.”

Desafios e esperanças para os próximos anos

Para os próximos anos, o grande desafio das pastorais sociais é permanecer sensível às transformações da realidade local e global. Isso significa ampliar ações com populações encarceradas, migrantes, indígenas e pessoas em situação de rua, mas também aprofundar a espiritualidade que sustenta esse trabalho.

“O Papa Francisco nos convida ao caminho da escuta, do discernimento e do serviço. Precisamos perguntar sempre: o que Deus está pedindo da Igreja neste tempo?”, reflete padre Celso.

Ele conclui com uma mensagem de fé e esperança: “A Diocese de Roraima nasceu como presença viva da Igreja antes mesmo do Estado brasileiro existir nesta região. Hoje, 300 anos depois, continua sendo força de transformação, de esperança e de anúncio do Evangelho entre os mais esquecidos.”

 FONTE/CRÉDITOS: Dennefer Costa – Rádio Monte Roraima fm

Rádio Monte Roraima realiza o 2° curso de comunicação para agentes da Pascom da Diocese

Rádio Monte Roraima realiza o 2° curso de comunicação para agentes da Pascom da Diocese

Rádio Monte Roraima realiza o 2° curso de comunicação para agentes da Pascom da Diocese
Foto: João Felipe – Pascom diocesana

A Rádio Monte Roraima realizou, nos dias 5 e 6 de julho, o 2° Curso de Comunicação, no Centro de Formação da Prelazia. A formação foi conduzida pelo professor e doutor Ricardo Alvarenga, autor da Editora Paulinas, doutor em comunicação social, professor da Universidade Federal do Maranhão e Membro do Grupo de Reflexão em Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil pelo assessor Ricardo Alvarenga, membro do Grupo de Reflexão em Comunicação da CNBB. O encontro teve como tema “A missão do agente da comunicação”, com o objetivo de formar comunicadores para uma comunicação mais assertiva.

No sábado, 05, os participantes refletiram sobre as orientações do Papa Francisco para a comunicação. Também foram apresentados a estrutura da Pastoral da Comunicação (Pascom), seus eixos de atuação e sua aplicação nas comunidades. Já no domingo, a formação abordou elementos da estrutura do texto jornalístico e orientações sobre a produção de conteúdo para as redes sociais das paróquias e áreas missionárias.

Mais de 50 agentes da Pascom da Diocese de Roraima participaram da formação. O encontro reuniu comunicadores de diversas paróquias da cidade e também do interior do estado. Entre os participantes estava Lene Laynandra, agente da Pascom da Comunidade Santo Isidoro, no município de Caroebe.

Para ela, a formação representa um marco em sua caminhada. “O curso vai abrir as nossas mentes, vai nos preparar e proporcionar um conhecimento que não tínhamos. Aqui estamos tendo a oportunidade de melhorar ainda mais aquilo que estamos oferecendo dentro das nossas comunidades. A comunicação não é uma pastoral qualquer. Ela chega aos doentes, chega dentro de uma casa, dentro de um quarto, para aquela pessoa que está precisando ouvir a Palavra.”

Ricardo Alvarenga, avaliou positivamente a participação da Pascom de Roraima. “Foi uma experiência muito rica, muito gratificante. Tivemos um grupo significativo de comunicadores atentos, participativos, que compartilharam suas experiências e trouxeram questionamentos. Isso, sem dúvida, é o que torna um evento um verdadeiro sucesso”, afirmou.

A coordenadora da Pascom diocesana, Angélica Alves, celebrou o sucesso da formação. “Esse encontro superou as nossas expectativas. Tivemos a presença de mais de 50 pessoas, entre agentes de comunicação, voluntários de instituições humanitárias ligadas à Diocese, além de representantes de pastorais e movimentos. Foram dois dias de muitas conversas, partilhas e esclarecimentos”, relatou.

Angélica também agradeceu a todos aqueles que fazem parte desta pastoral: “Queremos agradecer a todos que fazem comunicação na Diocese de Roraima e dizer que estamos programando outras atividades formativas. Nosso objetivo é comunicar melhor e levar a mensagem do Evangelho a todas as pessoas.”

 FONTE/CRÉDITOS: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa

Encontro da Mãe Peregrina em Boa Vista/RR: Momentos de partilha e unidade

Coordenadores, missionários e famílias da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, de Boa Vista/RR, acolheram a Irmã M. Mariane Galina, do Secretariado da Campanha, de Atibaia/SP, entre os dias 28 e 29 de junho, para uma programação marcada por encontros pastorais, momentos de espiritualidade e partilhas.

Encontro com as famílias

No primeiro dia, Ir. M. Mariane se reuniu com o Bispo da Diocese, Dom Evaristo Pascoal Spengler, OFM, e o Pe. Luiz Botteon, Diretor Espiritual do Movimento Apostólico de Schoenstatt na capital, visitou a Rádio Monte Roraima 107.9, emissora da Diocese. Em seguida, conduziu o encontro de formação com as famílias da Campanha da Mãe Peregrina no Centro de Formação da Prelazia, encerrando com a Santa Missa no Santuário de Aparecida, que foi celebrada pelo Pe. Luiz.

Formação de missionários e coordenadores

No dia 28, a programação teve início com a Santa Missa na Igreja Santíssimo Sacramento, presidida pelo Pe. Deivith Zanioli, seguida pela oração do terço na Ermida dedicada à Mãe e Rainha.

Na parte da tarde, conduziu a formação de missionários e coordenadores da Campanha, na sede da Prelazia de Boa Vista, abordando temas ligados à missão e à espiritualidade da Campanha, entregando a “identidade missionária” aos presentes que acompanharam o encontro.

Momento de gratidão

Ao final, todos, participaram da procissão e Missa de São Pedro, celebrada pelo Pe. Josimar Lobo, com grande participação da comunidade.

A visita deixou marcas de fé e comunhão entre os participantes. Maria do Rosário, coordenadora da Campanha, expressou com carinho sua gratidão: “Estou feliz por todos os momentos vividos. Todos estão muito gratos por esse momento de formação. Que Deus abençoe sempre a caminhada da Ir. M. Mariane com a Mãe Peregrina.”

Os encontros de formação fortalecem os laços da missão e promovem momentos de partilha e unidade entre coordenadores, missionários e famílias da Mãe Peregrina. Seguindo os passos de João Pozzobon, promovendo além de escuta, a renovação da Campanha para toda comunidade.

Fonte: Secretariado da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt | Atibaia