Cáritas Diocesana arrecada mais de 500 quilos de alimentos com gesto concreto realizado na Solenidade de Pentecostes

No último domingo (08/06), na Solenidade de Pentecostes, foi realizado um gesto concreto de solidariedade. Os fiéis foram convidados a doar 1 kg de alimento não perecível como forma de viver o Ano Jubilar.

De acordo com a Cáritas Diocesana, foram arrecadados aproximadamente 560 quilos de alimentos. A partir deste gesto, foram montadas 40 cestas básicas, que serão destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade em Boa Vista.

A coordenadora da Pastoral dos Migrantes, Irmã Teresinha Santin, agradeceu a todos pela contribuição. “Somos muito agradecidos e agradecidas, enquanto Cáritas, pelo gesto solidário, concreto, caritativo que aconteceu na celebração de Pentecostes”. Afirmou.

Ela também destacou a fala de Dom Evaristo sobre a importância da caridade, conforme o Bispo da Diocese de Roraima “No ano jubilar, uma das ações mais importantes e fundamentais é a caridade, e este gesto foi a entrega de um quilo de alimento”.

A ação em Pentecostes mostrou a força que a o gesto caritativo de doação pode ajudar a amenizar a situação de pessoas em vulnerabilidade.

Dia 7 de setembro: Papa anuncia nova data da canonização de Acutis e Frassati

Em Consistório realizado nesta sexta-feira (13/06), o Papa Leão XIV anunciou que as canonizações de Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati ocorrerão em 7 de setembro de 2025. O Santo Padre também definiu para 19 de outubro a canonização de outros sete beatos.

Domingo, 7 de setembro de 2025: o Papa Leão XIV anunciou a nova data da canonização de Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (13/06) durante a realização do Consistório Ordinário Público.

Inicialmente, a canonização de Acutis estava marcada para o dia 27 de abril, no Jubileu dos Adolescentes, e Frassati em 3 de agosto, no Jubileu dos Jovens. Com a morte do Papa Francisco, as datas foram alteradas.

Consistório realizado nesta sexta-feira (13/06)

Consistório realizado nesta sexta-feira (13/06)   (@Vatican Media)

O Escritório para as Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice comunicou ainda que o Santo Padre definiu a data da canonização dos beatos Ignatius Choukrallah Maloyan, arcebispo armênio católico de Mardin e mártir; Peter To Rot, leigo e catequista, mártir; Vincenza Maria Poloni, fundadora do Instituto das Irmãs da Misericórdia de Verona; María del Monte Carmelo Rendiles Martínez, fundadora da Congregação das Servas de Jesus; Maria Troncatti, religiosa das Filhas de Maria Auxiliadora; José Gregorio Hernández Cisneros, leigo; e Bartolo Longo, também leigo. Leão XIV decretou que esses beatos serão oficialmente inscritos no Álbum dos Santos no domingo, 19 de outubro de 2025.

 

Fonte: Vatican News 

Bispo de Roraima agradece o trabalho dos Missionários da Consolata

Durante a Assembleia Regional, Dom Evaristo Splenger, agradeceu o trabalho contínuo dos missionários e missionárias da Consolata na Igreja e na Amazônia, refletindo sobre a coerência cristã e a necessidade de viver a mensagem do Evangelho de forma autêntica

No segundo dia da Assembleia Regional dos Missionários da Consolata, realizado simultaneamente em Boa Vista e São Paulo, o bispo de Roraima, Dom Evaristo Splenger OFM fez um agradecimento especial ao trabalho dos missionários e missionárias da Consolata, destacando a dedicação e contribuição vital da congregação à Amazônia e à Diocese de Roraima.

“Quero expressar minha profunda gratidão a todos os missionários e missionárias da Consolata por sua generosidade, doação de vida e fé. O trabalho realizado nas terras indígenas e nas diversas comunidades amazônicas é um testemunho de fidelidade ao Evangelho e um exemplo de serviço verdadeiro”, declarou o Bispo.

Grupo de Missionários da Consolata reunidos em Boa Vista com Dom Evaristo – Foto: Júlio Caldeira imc

Dom Evaristo também enfatizou a importância do compromisso missionário da Consolata, que tem sido essencial para a evangelização e o fortalecimento da Diocese, que celebra 300 anos de evangelização. Ele ressaltou que as missões da Consolata em Roraima não só promovem a fé, mas também garantem a dignidade e o respeito pelas comunidades locais, especialmente entre os povos indígenas.

Fé autêntica e coerente

Em sua reflexão, o Bispo fez uma profunda conexão entre o trabalho dos missionários e os ensinamentos cristãos. Ao citar a carta de São Paulo aos Coríntios (2Cor 1,18-22), Dom Evaristo falou sobre a necessidade de viver uma fé autêntica e coerente com os princípios do Evangelho.

“A vida missionária deve ser um reflexo fiel da Boa Nova que anunciamos, para que nossa mensagem não se torne um contratestemunho”, afirmou, ressaltando que a verdadeira missão cristã exige uma conduta de coerência entre o que se prega e o que se vive.

Missionários da Consolata reunidos em São Paulo – Foto: Cléber Pires/Revista Missões

Além disso, abordou o Evangelho de Mateus (5,13-16), onde Jesus usa o sal como símbolo de sabedoria e a luz como representação da vivência cristã no mundo. Ele lembrou que “vocês são o sal da terra, vocês são a luz do mundo”, encorajando todos a viverem o presente como uma expressão viva do Evangelho, sem se limitar ao passado.

“O cristão e a Igreja, ao encarnarem a boa nova, tornam-na luz para o mundo, assim como o sal que transforma e dá sabor. Mateus escreve para uma comunidade cansada, que esperava na promessa da vinda do Senhor e criado grandes expectativas. O que pode ajudar essa comunidade a voltar a ser luz é retomar seu amor inicial, vivendo no presente a expressão viva do Evangelho”.

Viver a santidade

Dom Evaristo também fez referência a uma camiseta criada para a canonização de São José Allamano, que dizia: “Primeiro santos, depois missionários”. O Bispo destacou que viver a santidade é essencial para um anúncio verdadeiro do Evangelho, com a Igreja e os cristãos sendo chamados a transbordar essa vivência para transformar a sociedade ao seu redor.

O Bispo concluiu seu discurso renovando a gratidão pela contribuição dos missionários e missionárias da Consolata, que continuam a fazer história e a tocar as vidas de muitas pessoas em Roraima. “Que o Espírito Santo ilumine os caminhos desta Assembleia, guiando todos nós na fidelidade ao Evangelho, para que possamos ser sal e luz em nossas comunidades”, finalizou.

Dom Evaristo Splenger OFM, bispo de Roraima – Foto: Júlio Caldeira imc

A Assembleia Regional dos Missionários da Consolata no Brasil está sendo realizado, de maneira simultânea em São Paulo e Boa Vista, de 9 a 13 de junho de 2025. Os missionários de diversas partes do país estão refletindo sobre a vida e missão da Congregação no Brasil e para eleger a nova Direção Regional.

Fonte: Por Julio Caldeira imc

 

 

 

Celebração de Pentecostes reúne milhares fiéis no Parque Anauá em Roraima

Milhares de fiéis de toda a Diocese de Roraima participaram, neste domingo (08), da grande celebração de Pentecostes no Forródromo do Parque Anauá, em Boa Vista. A solenidade marca a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos, cinquenta dias após a Páscoa, e foi um momento de intensa vivência comunitária, fé e esperança.

Com o tema “ Recebereis o poder do Espírito Santo” (At 1,8)”, a missa também teve caráter preparatório para o tricentenário da presença da Igreja Católica em Roraima, que será celebrado em 2025.

A programação começou com apresentações das comunidades da capital, do interior e das áreas indígenas, além de um grande ensaio de cantos litúrgicos. Em seguida, teve início a missa presidida por Dom Evaristo Spengler, bispo diocesano, e concelebrada pelos padres da Diocese. A celebração foi transmitida ao vivo pela Rádio Monte Roraima FM 107,9, pelo canal da Diocese no YouTube e nas redes sociais, garantindo que fiéis que não puderam comparecer presencialmente também participassem do momento.

Comunidades da Capital e do interior colocaram cartazes na parte central da missa. Foto: Kayla Silva

Celebração do Espírito e da Missão

O vigário episcopal, padre Celso Puttkammer, destacou a importância do Pentecostes como ápice do tempo pascal e missão dos cristãos. “A festa de Pentecostes é o ponto alto do tempo pascal, o momento em que Deus envia o Seu Espírito sobre a comunidade reunida. Somos formados como comunidade e, ao recebermos o Espírito, somos enviados para a missão. Pentecostes é isso: o chamado para, como cristãos e cristãs maduros, assumirmos o compromisso de anunciar e testemunhar o Evangelho.”

Já o vigário geral da Diocese, padre Josimar Lobo, ressaltou a dimensão comunitária da solenidade e o simbolismo da presença de Jesus. “A festa de Pentecostes é sempre uma alegria, pois é a festa das comunidades. Quando os discípulos estavam com as portas fechadas, com medo, Jesus apareceu no meio deles. Ele não está atrás, nem à frente, nem ao lado, mas no meio de nós, das nossas comunidades e famílias. Este ano, celebramos também dois jubileus: o Jubileu Peregrino da Esperança, proposto pelo Papa Francisco, e o Jubileu dos 300 anos da evangelização em Roraima, um tempo de festa e alegria.”

Apresentação dos futuros diáconos

Durante a celebração, a Escola Diaconal apresentou seus candidatos à comunidade. O diácono Jeovano Lopes expressou a emoção do momento: “Hoje é uma festa bonita, a Festa das Comunidades, do Espírito Santo, da Igreja. Nós, da Escola Diaconal, fomos apresentados à Igreja Local de Roraima. Estamos em um momento de expectativa e fé. Seremos um grande sinal para nossa Igreja, para servir mais perto do altar. Viva a Igreja de Roraima, viva o serviço, viva a missão!”

Igreja em saída, guiada pelo Espírito Santo

Dom Evaristo Spengler: Foto:Kayla Silva

Em sua homilia, Dom Evaristo Spengler destacou o caráter multicultural e missionário da Igreja em Roraima: “Esta festa tem um sabor especial porque reflete os 300 anos de evangelização. Pentecostes nos lembra que o Espírito Santo reúne pessoas de muitas línguas, nações e culturas em um mesmo caminho. Somos uma Igreja em movimento, guiada pelo Espírito. Em Roraima temos pessoas do Sul, do Nordeste, da Venezuela, padres da África e da Europa. Essa comunhão de dons, falando a mesma língua do Evangelho, que é o amor? É o grande dom do Espírito Santo para o nosso mundo de hoje.”

Gesto concreto de solidariedade

Como parte da programação, a Diocese incentivou os participantes a doarem alimentos não perecíveis, que foram recolhidos pela Cáritas Diocesana para distribuição a famílias em situação de vulnerabilidade. Também foi proposto que cada fiel levasse uma vela, que foi acesa durante a missa, simbolizando a luz do Espírito Santo no coração de cada um.

Foto: Pascom Diocese

Tradição e emoção

Para Fátima Souza, do Apostolado da Oração, Pentecostes é um momento de tradição familiar e espiritualidade profunda: “Essa solenidade é especial, porque a gente sente a presença do Espírito Santo no nosso coração. É uma festa que fortalece a fé, especialmente por aqueles que não puderam estar aqui, como os doentes. Eu participo desde criança, no colo da minha mãe. É uma tradição da minha família, dos meus avós, dos meus filhos. Pentecostes é festa de berço.”

A Festa de Pentecostes em Roraima segue como uma das maiores expressões da fé católica no estado, renovando o compromisso dos fiéis com a missão evangelizadora e preparando espiritualmente o caminho para os 300 anos da presença da Igreja no território.

EM ATUALIZAÇÃO

 FONTE/CRÉDITOS: Dennefer Costa – Rádio Monte Roraima

“Marcas da Fronteira”: documentário expõe a realidade da exploração sexual e o trabalho análogo à escravidão em Roraima

A Comissão Especial Episcopal para o Enfrentamento ao Tráfico Humano lança na próxima sexta-feira, 6 de junho, às 19h, o documentário “Marcas da Fronteira – O tráfico de pessoas existe e é visível”. O filme lança um olhar nas múltiplas facetas desta violência silenciosa em Roraima, conectando a crises humanitárias e socioambientais, como a migração e o avanço do garimpo ilegal.

Filmado durante uma missão da Comissão em Boa Vista, Bonfim, Pacaraima (RR), e nas cidades fronteiriças de Lethem (Guiana) e Santa Elena (Venezuela), o documentário expõe a dimensão do problema através de entrevistas e imagens que abordam a violação de direitos humanos, a exploração sexual e o trabalho análogo à escravidão, vulnerabilidades que afetam brasileiros, migrantes e os povos originários.

“Nosso objetivo não era apenas denunciar, mas dar visibilidade desta violência que existe em Roraima e em todo Brasil. A luta contra o tráfico de pessoas em Roraima, hoje é uma missão em defesa da vida, liderada pela Igreja Católica e por organismos parceiros”, afirma Cláudia Pereira, que assina a direcão e roteiro do filme. 

Um dos pontos  revelados pelo documentário é a fronteira de Bonfim (RR) com a Guiana, uma rota extremamente vulnerável e sem segurança no fluxo migratório. A região, de predominância do povo indígena Wapichana, são vulneráveis aos assédios de criminosos do tráfico de pessoas para o garimpo ilegal, exploração de mulheres e crianças além dos crimes ambientais.

O filme traz relatos sobre como o tráfico se disfarça:

“No geral, as mulheres vão com a promessa de ser cozinheira, mas sabemos que ‘cozinheira’ é um código do garimpo que significa que a pessoa está sendo explorada sexualmente. É uma forma de aliviar essa situação para a família encarar, sem problematizar e denunciar”, explica no documentário a professora e pesquisadora Márcia Maria de Oliveira.

Com um sentimento de esperança e indignação, “Marcas da Fronteira” se firma como um documento essencial para compreender a dinâmica atual do tráfico de pessoas na Amazônia e a relevância da atuação da sociedade civil organizada onde o Estado falha.

Alessandra Miranda, secretária executiva da Comissão Especial Episcopal para o Enfrentamento ao Tráfico Humano, convida o público a assistir ao documentário:

“O documentário traz as questões relacionadas sobre a ausência do Estado e do Poder Público, na dinâmica que gera trabalho escravo, a exploração de crianças e adolescentes e todas as outras violações que são consequências do tráfico de pessoas. É uma realidade que vai trazer Roraima para o centro, que vai trazer a Guiana inglesa e também a Venezuela, mas que se reflete de alguma maneira nas outras realidades do Brasil e do mundo”, comenta

O documentário será lançado dia 6 de junho, às 19h no canal do YouTube da Comissão para a Ação SocioTransformadora da CNBB. Assita o trailer:

https://youtu.be/GzIFi9vVokA

Ficha Técnica:

  • Realização: Comissão Especial Episcopal de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (CEETH-CNBB)
  • Produção, Reportagem e Imagens: Cláudia Pereira
  • Direção e Roteiro: Cláudia Pereira e Humberto Capucci
  • Edição e Finalização: Humberto Capucci
  • Trilha Sonora: André Luiz Sousa e Ewerton Oliveira
  • Música: Venezuela – Luis Silva
  • Apoio: Conferência Episcopal Italiana

Sobre a Comissão Especial Episcopal para o Enfrentamento ao Tráfico Humano

A Comissão Especial Episcopal para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEETH) é um organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dedicado a articular, promover e fortalecer ações da Igreja Católica e da sociedade no combate ao tráfico de pessoas em suas diversas formas, atuando na prevenção, assistência às vítimas e incidência política.

 

Fonte: CNBB – regional norte 1

A Violência contra os Povos Indígenas e a Urgente Defesa da Amazônia 


Por Dom Evaristo Spengler, Presidente da REPAM-Brasil 

A violência contra os povos indígenas no Brasil, especialmente na Amazônia, tomou uma nova forma. O que antes era a invasão pela força física, hoje se materializa em uma violência perpetrada pelas leis que, em nome da legalidade, despojam nossos irmãos e irmãs indígenas de seus direitos fundamentais. O que muitos chamam de “mar contemporâneo” é a violência que surge das esferas legislativas e administrativas, negando a nossos povos a terra que lhes foi tomada, e até hoje, com o aval da Constituição de 1988, se lhes quer negar o direito de viver nela. 

O termo “mar contemporâneo” é, na verdade, um eufemismo para uma injustiça histórica que continua a ser perpetrada. O indígena só tem direito à terra onde reside desde 1988, quando foi promulgada a Constituição. Mas esquecem que, antes disso, os povos indígenas foram expostos a expulsões violentas de suas terras, que agora, com a força da lei, são negadas a eles. Esta é a violência que devemos enfrentar e denunciar, pois ela atinge não apenas a dignidade dos povos indígenas, mas também o futuro de todo o país e do planeta. 

A Amazônia não é apenas uma questão para os que nela habitam. Ela é uma responsabilidade de todos nós, brasileiros, e do mundo inteiro. A floresta amazônica é um regulador vital para o clima, e sem ela, nosso futuro será ameaçado. Estamos caminhando perigosamente para o limite do “não retorno”, com consequências irreversíveis para os ecossistemas e as vidas que dependem da natureza. Quando as florestas, as águas e os povos indígenas são atacados, é o próprio equilíbrio do planeta que fica comprometido. 

Eu mesmo, ao viajar pela região, observei de perto a diferença que as terras indígenas fazem. De Manaus a Boa Vista, por exemplo, passei pela Reserva Indígena Waimiri do Atroari, onde vi claramente o contraste entre as áreas destruídas ao redor da reserva e a preservação dentro dela. As terras protegidas pelos povos indígenas permanecem conservadas, ao passo que as áreas adjacentes, sem essa proteção, estão arruinadas. 

É imperativo que todos nós compreendamos a interdependência entre os povos indígenas e a preservação do meio ambiente. Cientistas hoje sabem que árvores como a Samaúma, na Amazônia, são capazes de extrair até mil litros de água do solo por dia, contribuindo para a formação dos rios voadores que abastecem as chuvas em outras regiões do Brasil. Destruir a Amazônia não é apenas um crime contra os povos indígenas, mas um atentado contra a vida de todos os brasileiros e de toda a humanidade. 

A contaminação do meio ambiente, causada pela exploração ilegal de ouro, é um exemplo claro de como a destruição da Amazônia nos afeta. O mercúrio usado na mineração ilegal contamina as águas e, consequentemente, os peixes e as pessoas que deles dependem. Esse veneno se espalha pelas cadeias alimentares e chega até nós, provocando danos à saúde humana. Já somos todos afetados, de uma forma ou de outra, por essa contaminação invisível, mas fatal. 

A Amazônia é uma causa que nos pertence a todos. Para preservá-la, precisamos garantir que os povos indígenas, os verdadeiros guardiões dessa terra, sejam respeitados e seus direitos reconhecidos. Não podemos permitir que a violência contra eles, seja pela força das leis ou pela invasão de suas terras, continue. O futuro da Amazônia é o futuro de todos nós. Preservá-la é preservar a vida no planeta. Chegou a hora de todos se levantarem em defesa da vida, da justiça e da dignidade dos povos indígenas. A Amazônia não pode esperar.

 

 

O convite de Leão XIV aos jovens: arregacem as mangas para trabalhar na vinha do Senhor!

Na catequese desta quarta-feira, 4 de junho, o Papa dirigiu uma mensagem especial aos jovens, exortando-os a responderem com entusiamo ao chamado do Senhor, pois não ficarão desiludidos

 

Leão XIV se reuniu com cerca de 35 mil fiéis na Praça São Pedro para a Audiência Geral desta quarta-feira, 4 de junho.

Dando sequência às catequeses sobre as parábolas de Jesus, o Papa comentou hoje aquela narrada no capítulo 20 do Evangelho de Mateus, em que operários aguardam na praça do mercado à espera que alguém os contrate por um dia.

“A metáfora da praça do mercado é também muito adequada aos nossos tempos, porque o mercado é o local dos negócios, onde, infelizmente, o afeto e a dignidade também se compram e vendem, na tentativa de ganhar algo. E quando não nos sentimos apreciados, reconhecidos, corremos o risco de nos vendermos ao primeiro comprador. O Senhor recorda-nos, em vez disso, que a nossa vida tem valor, e o seu desejo é ajudar-nos a descobri-lo”, comentou o Santo Padre.

A atenção do Pontífice se concentra sobre proprietário de uma vinha, que sai pessoalmente à procura dos seus operários de três em três horas, mesmo no final do expediente, aparentemente sem necessidade.

Essa parábola nos dá esperança, disse ainda o Papa, porque mesmo quando parece que podemos fazer pouco na vida, vale sempre a pena. Há sempre alguém que acredita em nós e nos valoriza: “Há sempre a possibilidade de encontrar um sentido, porque Deus ama a nossa vida”.

A originalidade deste senhor se revela também no final do dia, na hora do pagamento. Ele conhece a dignidade dos operários, e, com base nela, quer pagá-los. E dá um denário a cada um, mesmo para aqueles que trabalharam menos. Para o senhor da vinha, isto é, para Deus, é justo que todos tenham o necessário para viver, explicou o Papa.

“Deus quer dar a todos o seu Reino, isto é, a vida plena, eterna e feliz. E assim Jesus faz conosco: não faz classificações, àqueles que lhe abrem o coração, entrega-se inteiramente.”

À luz dessa parábola, o cristão de hoje poderia ser tentado a pensar: “Por que começar a trabalhar cedo se a remuneração é a mesma?”

A esta dúvida, o Papa responde, especialmente aos jovens: “Não esperem, mas respondam com entusiasmo ao Senhor, que nos chama a trabalhar na sua vinha. Não demorem, arregacem as mangas, porque o Senhor é generoso e não ficarão desiludidos! Trabalhando na sua vinha, encontrarão a resposta para aquela pergunta profunda que trazem dentro de vocês: qual é o sentido da minha vida?

Queridos irmãos e irmãs, não desanimemos! Mesmo nos momentos sombrios da vida, quando o tempo passa sem nos dar as respostas que procuramos, peçamos ao Senhor que saia novamente e nos alcance onde o estejamos esperando. Ele é generoso e virá em breve

 

Fonte: Bianca Fraccalvieri – Vatican News

 

 

CNBB promove encontro nacional sobre proteção de crianças e pessoas vulneráveis

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza até quinta-feira, 5 de junho, um encontro formativo sobre a proteção de crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade. O evento ocorre na Casa Dom Luciano, em Brasília (DF), e reúne representantes das Pastorais da Criança e do Menor, secretários executivos dos regionais e coordenadores de pastoral de todo o país.

“Precisamos proteger os mais frágeis e conscientizar toda a Igreja e a sociedade sobre a importância desse tema”, afirmou o padre Jânison de Sá, secretário adjunto de Pastoral da CNBB. “Por isso, reunimos agentes de pastoral de todo o Brasil para refletir, aprofundar e buscar ações concretas pelo bem-estar das crianças, adolescentes e jovens.”

Padre Jânison de Sá

 Padre Jânison também reforçou que este é o primeiro encontro que reúne diretamente agentes que atuam nas dioceses e paróquias: “A CNBB já tem uma Comissão Nacional e participou de formações internacionais, mas agora damos um passo importante ao articular quem está na ponta, para que esse trabalho de proteção alcance todas as comunidades”, salientou.

Programação

Nesta terça-feira, 3 de junho, primeiro dia do encontro, os participantes discutiram documentos da Igreja que orientam a proteção de menores, como o Vox Estis Lux Mundi, que intitui normas para prevenir e combater os abusos sexuais contra menores e adultos vulneráveis. As palestras abordaram tanto a perspectiva eclesial da proteção, com dom José Aparecido Gonçalves de Almeida, presidente da Comissão Especial de Proteção da Criança e do Adolescente da CNBB, quanto a política de proteção na realidade brasileira.

Dom João Bergamasco

No segundo dia, quarta-feira, 4 de junho, o foco será a legislação civil. O tema será conduzido pelo Dr. Hugo José Sarubbi Cysneiros de Oliveira, assessor jurídico-civil da CNBB, e sua equipe. Também estão previstas discussões em grupos temáticos sobre a criação de políticas de proteção, protocolos de atendimento e acompanhamento das vítimas.

Dom João Bergamasco, membro da Comissão para a Ação Sociotransformadora, também presente no evento, resumiu o objetivo da formação: “É preparar quem está nas pastorais para garantir que nossas crianças sejam protegidas na Igreja e na sociedade. Trabalhamos pela vida desde a concepção até a juventude, para que ninguém perca a chance de sonhar com um futuro digno e realizado.”

Igreja como espaço seguro

Dom José Aparecido

Dom José Aparecido, bispo de Itumbiara (GO) e presidente da Comissão Especial de Proteção da Criança e do Adolescente da CNBB, destacou que a Igreja deve ser um espaço seguro.

“Com as orientações dos papas Bento XVI e Francisco estamos construindo protocolos e medidas preventivas. Quando há denúncias a atuação precisa ser firme: acolhimento às vítimas e punição conforme as normas da Igreja e da legislação civil.”

Irmã Fátima de Moraes

Já a irmã Fátima de Moraes, da Comissão para a Proteção de Menores da Arquidiocese de Brasília, ressaltou a importância do apoio psicológico.

“Precisamos acolher sem julgamentos e oferecer ajuda concreta para que essas pessoas possam retomar suas vidas e reencontrar sentido. O cuidado exige preparo técnico e sensibilidade humana.”

A irmã irá conduzir um grupo temático sobre o acompanhamento das vítimas no encontro:

“É um trabalho extremamente delicado, porém ele exige muito de nós, que nós estejamos cada vez mais preparados, que tenhamos pessoas também preparadas, para que em um primeiro momento possam acolher sem julgar, sem preconceito; e ajudar para que essas pessoas possam ter a vida delas novamente reintegradas e elas possam no dia a dia descobrir a beleza e o mistério que é a própria vida”, disse.

A programação segue até a próxima quinta-feira, 5 de junho.

Fonte: CNBB – Regional Norte 1

Conheça o projeto

Conheça o projeto “O Poço da Samaritana” que oferece oficinas semanais e geração de renda para pessoas em situação de vulnerabilidade social

Conheça o projeto
Fotos Dennefer – Jornalista da Rádio Monte Roraima fm

Na zona oeste de Boa Vista, onde os índices de desemprego e violência atingem níveis alarmantes, o projeto social “O Poço da Samaritana” vem escrevendo uma nova história de transformação e esperança. Desenvolvido pela Cáritas Paroquial São Martinho em parceria com os padres Fidei Donum e as Irmãs Ursulinas, a iniciativa atende mais de 100 famílias na Área Missionária Santa Rosa de Lima.

O “Poço da Samaritana” funciona em uma casa adaptada ao lado da Igreja Santa Rosa de Lima, localizada na Rua Campo Grande, 337 – Bairro Nova Cidade, e abre suas portas de segunda a sexta-feira, nos períodos da manhã 8h às11h30 e tarde pela das 14h às 18h. As atividades são divididas em três eixos principais:

  1. Oficinas “Mãos e Arte” – Crochê, bordado, costura, confecção de terços e tapetes Objetivo: Geração de renda e capacitação profissional
  2. “Brincando e Aprendendo” – Reforço escolar para crianças e adolescentes Aulas de violão, capoeira, inglês, italiano e português para migrantes
  3. “Semeando e Colhendo Amor” – Horta comunitária (cultivo de alimentos e educação ambiental)

O padre Lorenzo Dall’Olmo, coordenador do projeto, explica com emoção como tudo começou: “Nascemos há três anos da percepção de que as pessoas precisavam muito mais que ajuda material. Elas precisavam de acolhimento, de serem ouvidas, de recuperar sua dignidade”. O religioso destaca que muitos dos assistidos chegam ao projeto em situação de completo desespero, vítimas da violência doméstica, do desemprego ou da dependência química, e ali encontram não apenas apoio, mas também oportunidades concretas de recomeço.

 Padre Lorenzo Dall’Olmo, coordenador do projeto. Foto: Dennefer Costa –  Rádio Monte Roraima


O nome do projeto faz referência ao encontro bíblico entre Jesus e a Samaritana junto ao poço – um símbolo de acolhimento, escuta e esperança. E é justamente isso que o projeto busca oferecer: um espaço onde cada pessoa possa ser ouvida, compreendida e acompanhada em sua caminhada.

A voluntária Milena Bragança, que atua no reforço escolar, compartilha sua experiência emocionante: “Quando comecei a dar aulas para crianças de 8 a 14 anos, não imaginava o quanto essa experiência iria me transformar. Muitas delas chegavam com dificuldades graves de aprendizagem, algumas sem qualquer apoio familiar. Ver o brilho nos olhos quando compreendem um novo conceito, ver sua autoconfiança crescer a cada dia – isso não tem preço. Sou formada em biologia, mas aqui ensino português e matemática, e aprendo diariamente sobre resiliência e superação.”

Voluntária Milena Bragança, atua no reforço escolar – Foto: Dennefer Costa –  Rádio Monte Roraima

Euzilene Leal, instrutora do curso de corte e costura, revela como o projeto impacta vidas: “Quando criamos a oficina de costura, queríamos oferecer mais que uma habilidade profissional. Aqui, muitas mulheres encontram não apenas uma fonte de renda, mas um espaço de acolhimento e amizade. Lembro de uma aluna que chegou cabisbaixa, sem autoestima, e hoje produz peças lindas que vende na comunidade. O mais bonito é ver como elas passam a acreditar em si mesmas. Nossas aulas vão muito além dos pontos e costuras – são sobre reconstruir vidas.”

Euzilene Leal, instrutora do curso de corte e costura – Foto: Dennefer Costa –  Rádio Monte Roraima

Doações

Recentemente, o projeto ganhou um importante reforço através de parceria com a Paróquia de Aparecida, coordenada pelo padre Luiz Botteon. “Fomos convidados a apresentar nosso trabalho durante um encontro de catequese, e a resposta foi maravilhosa”, relata padre Lorenzo. As crianças e famílias da paróquia se mobilizaram em uma campanha que arrecadou roupas, calçados e outros itens essenciais, que serão destinados ao bazar solidário do projeto. Um encontro marcado para junho promete fortalecer ainda mais essa bonita rede de solidariedade.

O projeto, que já atende cerca de 400 pessoas mensalmente, continua precisando de apoio para ampliar seu impacto. Doações de roupas, alimentos não perecíveis e materiais escolares são sempre bem-vindas, assim como o trabalho de voluntários em diversas áreas. “Cada gesto de solidariedade, por menor que pareça, tem o poder de transformar vidas”, reforça padre Lorenzo. Aqueles que desejarem conhecer ou apoiar o trabalho podem entrar em contato pelos telefones (95) 99140-4440 (Irmã Mônica) ou (28) 99945-0123 (Padre Lorenzo), ou visitar a sede na Rua Campo Grande, 337, no bairro Nova Cidade.

 FONTE/CRÉDITOS: Dennefer Costa – Jornalista da Rádio Monte Roraima fm

 

Primeiro Concurso de Manto de Nossa Senhora de Nazaré ocorreu nesta quinta-feira, 30, na Diocese de Roraima

O 1° concurso do Manto de Nossa Senhora de Nazaré, ocorreu nesta quinta-feira (30), no pátio da comunidade Nossa Senhora de Nazaré, na Diocese de Roraima.  

O evento faz parte da comemoração do Jubileu de Diamante da comunidade que esse ano completa 60 anos. O Jubileu de diamante encerra-se no dia 25 de outubro, na festa da padroeira da Amazônia.

A programação teve momento de partilha, exposição dos antigos mantos e a apresentação dos novos modelos. A banca de avaliadores foi composta por pessoas ligadas a religião católica. O manto para esta edição é um projeto que vem sendo pensado a dois anos. Esse ano o projeto saiu do papel e a comunidade lançou em março deste ano o Concurso do Manto de Nossa Senhora.

O manto escolhido foi de produção da Elizabeth Albuquerque Meireles. A autora da produção combina elementos que representam a devoção mariana, simbolizando a fé, a cultura e a flora roraimense bem como cores e detalhes que valorizam a tradição do Círio.

Foto: Elizabeth Albuquerque Meireles, ganhadora do concurso

Todos os anos, o manto para a festa da comunidade de Nossa Senhora de Nazaré vem de Belém – PA, e esse ano a produção será feita em Boa Vista, com o objetivo de valorizar a cultura local. Segundo Rosa Bonates, membro da organização. “Esse ano a gente resolveu inovar, fazer a produção local, dar oportunidade os artistas locais, aos desenhistas e aos arquitetos.” Afirmou.

A meta é que todos os anos sejam realizados edições para a escolha do manto de Nossa Senhora de Nazaré, Rosa Bonates expressou este desejo:

“Eu espero que a gente continue valorizando e realizando aqui mesmo. Porque esses mantos não vestem só a nazinha mas, nós também vestimos, porque nossas camisas terão a mesma estampa. Então, a artista que fez o desenho do manto, vai ver projeto dela estampado também nas nossas camisas”

Descrição do Manto de Nossa Senhora

As sete folhas do buritizeiro, simbolizam o número sete, como a perfeição divina, unida à criação (fruto da flora roraimense) e à maternidade espiritual de Maria, que acolhe todos os peregrinos em plenitude.

Coração Misericordioso de Maria, centralizado, simboliza o amor materno e acolhedor. Os Ramos representam a vida e delicadeza da natureza, lembrando que Ela é “flor do campo” (Ct2:1) e refúgio para os filhos.

12 folhas, florescendo ao redor do coração, representam os 12 apóstolos e as 12 tribos de Israel. Simbolizam também a fé que floresce por meio da evangelização, guiado por Maria, “Mãe da Igreja”.

As 3 listras, da barra do manto, unem o Sagrado (Igreja – representando a fachada), a criação (Rio Branco e Buriti) e a graça (humanidade), lembrando que Maria leva os fiéis como “Terra Fértil” às águas da salvação!

O lírio que a envolve proclama sua pureza e missão única: como flor intacta, Maria nos aponta o caminho para Cristo, o verdadeiro Jardim da Salvação!

Ao fechar o manto, o lírio forma um “Véu sagrado”, lembrando que Maria é “a toda envolta em luz”, guardada pela graça divina.

O manto tem como base lantejoulas em azul celeste, garantindo um brilho sutil que realça os demais elementos, respeitando as cores tradicionais do Círio.

Os detalhes serão bordados com miçangas e canutilhos nas tonalidades apresentadas no projeto (3 tons de dourado, 1 tom de prateado, 1 tom de verde, 1 tom de vermelho, 3 tons de rosa, 1 tom de azul claro, 1 tom de azul escuro, e branco).

 

Fonte: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa