Pastoral dos Migrantes e Cáritas diocesana realiza 1ª Jornada de Saúde Sem Fronteiras em Boa Vista

Nesta sexta-feira (30), a Pastoral dos Migrantes e a Cáritas Diocesana, em parceria com a Fundação Fé e Alegria, e outras instituições humanitárias realizou a 1ª edição do projeto “Jornada de Saúde sem Fronteira”. A ação ocorreu na Casa da Caridade Papa Francisco, em Boa Vista.

A casa da caridade é um espaço que oferece serviços gratuitos à essas pessoas em situação de vulnerabilidade social. “É o espaço de acolhida, é o espaço da escuta, é o espaço da orientação. Nós atendemos todas as pessoas, especialmente as que estão em situação de maior vulnerabilidade social.” Afirmou, Teresinha Santin, coordenadora da pastoral dos migrantes.

Foram prestados serviços como clínico geral, médico ortopedista, psicólogo, além de exames para testes rápidos para IST. Foram ofertadas mais de cem vagas com atendimento personalizados e orientações.

Segundo Irmã Teresinha Santin e da coordenação, o desejo é que a Jornada de Saúde Sem Fronteira seja um projeto realizado a cada dois meses na instituição. De acordo com ela, a meta é contar com o apoio de outras pastorais da diocese, como a Pastoral da Saúde e Pastoral da Criança, o objetivo é trazer médicos pediatras para as jornadas.  

Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa

 

 

Diocese de Roraima celebra o Jubileu das Famílias neste sábado, 31

Neste sábado, 31 de maio, às 18h, no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, será realizada a celebração eucarística de abertura do Jubileu das Famílias. A santa missa será presidida por dom Evaristo Spengler, bispo da diocese.

Com este espírito de unidade, a Diocese de Roraima celebra o Jubileu das Famílias, que tem como tema “É tempo de júbilo”. Esta celebração tem objetivo de unir famílias, celebrar laços de unidade e renovar os valores familiares.

O jubileu das famílias é um compromisso de renovação e de esperança com as famílias do mundo. O Papa Franscisco (in memorian) na exortação apostólica amoris laetitia, afirmou “a alegria do amor que se vive nas famílias é também o júbilo da igreja”

Segundo o assessor da pastoral familiar, padre Jefferson de Almeida, este jubileu quer aproximar as famílias da comunidade “A Pastoral da Família está justamente buscando, através desse jubileu, engajar, de fato, nas paróquias, nas áreas missionárias, a Pastoral da Família, com essa iniciativa queremos trazer as famílias para a Igreja, para poderem estar participando na vida familiar de nossos paroquianos, de nossos comunitários, evangelizando, animando, incentivando, iluminando os desafios da família atualmente. E essa programação vem justamente também para abrir caminho para uma atividade mais intensa da Pastoral da Família na nossa diocese”

A Coordenadora Diocesana da Pastoral Familiar, Márcia Lima diz sobre a expectativa deste jubileu:
“Vai ser um momento de bênção das famílias, vai ser um momento onde a gente vai estar comemorando, confraternizando, celebrando a fé, renovando os laços e reafirmando o papel central da família na construção de uma sociedade melhor.”

Fonte: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa

 

 

 

 

Leão XIV: sem pressa e como o Bom Samaritano, ter compaixão e parar para ajudar o próximo

O Pontífice continuou o ciclo de catequeses sobre as parábolas do Evangelho e nesta quarta-feira (28/05), dia de Audiência Geral, refletiu sobre aquela do Bom Samaritano para nos lembrar das experiências diárias em que nós encontramos a fragilidade do outro e podemos decidir “crescer em humanidade” cuidando das feridas ou passar longe: “quando seremos capazes de parar a nossa viagem e ter compaixão?”, pois “aquele homem ferido na estrada representa cada um de nós” que Jesus sempre tem cuidado.

Mais um dia de sol e calor em Roma para colaborar com a participação dos peregrinos na Audiência Geral na Praça São Pedro. Nesta quarta-feira (28/05), cerca de 40 mil fiéis ouviram o Papa Leão XVI meditar mais uma vez sobre as parábolas do Evangelho, uma forma para “nos abrirmos à esperança. A falta de esperança, por vezes, deve-se ao fato de estarmos fixados numa certa forma rígida e fechada de ver as coisas, e as parábolas nos ajudam a vê-las de outro ponto de vista”, disse o Pontífice logo no início da sua reflexão.

Cerca de 40 mil pessoas estiveram na Praça São Pedro para a Audiência Geral   (@Vatican Media)

O Bom Samaritano

A parábola usada desta vez por Leão XVI foi uma das mais famosas de Jesus, aquela do Bom Samaritano (ver Lc 10,25-37), quando um doutor da Lei que, centrado em si mesmo e sem se preocupar com os outros, interroga Jesus sobre quem é o “próximo” a quem deve amar. O Senhor procura mudar a ótica contando a parábola que “é uma viagem para transformar a questão”: não se deve perguntar quem é o próximo, mas fazer-se próximo de todos os que necessitam.

O cenário da parábola é “o caminho percorrido por um homem que desce de Jerusalém, a cidade sobre o monte, para Jericó, a cidade abaixo do nível do mar”, um caminho “difícil e intransitável, como a vida”, comentou o Pontífice. Durante o percurso, aquele homem “é atacado, espancado, roubado e deixado meio morto”. Uma experiência vivida diariamente, quando nos encontramos com o outro, com a sua fragilidade, e podemos decidir cuidar das suas feridas ou passar longe:

“A vida é feita de encontros, e nesses encontros nos revelamos quem somos. Encontramo-nos perante o outro, perante a sua fragilidade e a sua fraqueza e podemos decidir o que fazer: cuidar dele ou fingir que nada acontece.”

A compaixão é uma questão de humanidade

Um sacerdote e um levita, que “vivem no espaço sagrado”, passam pelo mesmo caminho. No entanto, “a prática do culto não leva automaticamente à compaixão”, recordou Leão XVI, porque “antes de ser uma questão religiosa, a compaixão é uma questão de humanidade! Antes de sermos crentes, somos chamados a ser humanos”.

Muitas vezes a pressa, “tão presente nas nossas vidas”, também pode nos impedir de experimentar a compaixão, que deve ser expressa em gestos concretos. “Aquele que pensa que a sua própria viagem deve ter prioridade não está disposto a parar por um outro”, alertou o Pontífice, diversamente do samaritano que se fez próximo daquele que estava ferido.

“Este samaritano para simplesmente porque é um homem perante um outro homem que precisa de ajuda. A compaixão é expressa através de gestos concretos. O evangelista Lucas detém-se nas ações do samaritano, a quem chamamos ‘bom’, mas que no texto é simplesmente uma pessoa: o samaritano se aproxima, porque se se quer ajudar alguém não se consegue pensar em manter a distância, é preciso envolver-se, sujar-se, talvez contaminar.”

O Bom Samaritano toma conta dele, “porque realmente se ajuda quem está disposto a sentir o peso da dor do outro”, ressaltou Leão XIV, porque “o outro não é um pacote para ser entregue, mas alguém para cuidar”. Como Jesus faz conosco, assim devemos fazer com nossos irmãos necessitados de auxílio:

“Queridos irmãos e irmãs, quando é que nós também seremos capazes de parar a nossa viagem e ter compaixão? Quando compreendermos que aquele homem ferido na estrada representa cada um de nós. E então a recordação de todas as vezes que Jesus parou para cuidar de nós, vai nos tornar mais capazes de sentir compaixão. Rezemos, então, para que possamos crescer em humanidade, para que as nossas relações sejam mais verdadeiras e ricas em compaixão.”

Fonte: Andressa Collet – Vatican News

Conselheira Geral das Irmãs de Jesus Bom Pastor visita pela primeira vez a Diocese de Roraima

Na manhã desta segunda-feira (26), a Conselheira Geral das Irmãs de Jesus Bom Pastor, Irmã Lucia Piai, visitou a Rádio Monte Roraima e participou do Programa Manhã Viva, com Rejane Silva.

Irmã Lucia Piai é a conselheira geral das Irmãs de Jesus Bom Pastor, conhecidas como Irmãs Pastorinhas. A congregação está presente no estado há 10 anos e atualmente conta com três religiosas em missão na região: Irmã Lusleia Chefer Sbaur, Irmã Uezineire Ribeiro e Irmã Eunice Grespan. Ambas atuam na Área Missionária Sagrado Coração de Jesus, no Bairro Cidade Satélite, em Boa Vista.

A visita da conselheira geral faz parte da missão do grupo de animação geral da congregação, que tem como objetivo fortalecer e acompanhar as comunidades espalhadas por diferentes regiões. Irmã Lúcia Piai explicou o motivo dessa presença:

“A visita tem o sentido de anima-las, escutá-las, ver qual é a sua missão e tentar ver juntas como podemos nos sentir verdadeiramente um único corpo como congregação”

A Irmã Lucia Piai, também destacou o carisma da congregação:

“A nossa missão, em geral, é uma missão de estar no meio do povo: para suscitar colaborações, participação, ajudar o povo a ser mais Igreja e ajudá-los também a conhecer Jesus Cristo — não só externamente, mas interiormente.”

Sua visita em Roraima se estenderá até o dia 28 de maio, marcando um momento de escuta e partilha.

 

CNBB publica o Edital 2025 do Fundo Nacional de Solidariedade para apoio a projetos sociais e caritativos no Brasil

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publica nesta terça-feira, 6 de maio, o Edital 01/2025 do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) para apoio financeiro a projetos relativos à Campanha da Fraternidade 2025 cujo tema é “Fraternidade e Ecologia Integral” e o lema:”Deus viu que tudo era muito bom!” (Gn 1,31). O Fundo Nacional de Solidariedade foi criado pela CNBB em sua 36ª Assembleia Geral em 1998. Ele tem por objetivo promover a sustentação da ação sócio caritativa da Igreja no Brasil, através do auxílio financeiro a projetos sociais em todo o território brasileiro, de acordo com o tema da Campanha da Fraternidade.

O edital regulamenta o cadastro de projetos – na plataforma do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), no endereço eletrônico (fns.cnbb.org.br) – que pretendem concorrer ao auxílio financeiro proveniente da Coleta Nacional da Solidariedade, gesto concreto da Campanha da Fraternidade 2025, realizada nas comunidades cristãs católicas do Brasil no Domingo de Ramos, 13 de abril.

O objetivo geral do edital, inspirado no próprio objetivo da Campanha da Fraternidade deste ano, é “selecionar e apoiar projetos que contribuam para promover em espírito quaresmal e em tempos de urgente crise socioambiental, um processo de conversão integral, ouvindo o grito dos povos da terra”.

Eixos de apoio do Edital do FNS

O edital estabelece três eixos de apoio, inspirados também nos objetivos específicos da Campanha:
Eixo 1: Projetos de Apoio as vítimas de catástrofes e crimes ambientais e conservação e restauração ambiental em áreas degradadas
Eixo 2: Projetos de economia alternativa e transição energética
Eixo 3: Projetos de Formação para uma Ecologia Integral através da formação ambiental em vista de práticas sustentáveis

Prazos de inscrição e análise

5 de maio a 5 de junho de 2025 – A análise dos projetos inscritos neste período, e aptos conforme o Edital, se dará na 1ª reunião do Conselho Gestor do FNS  marcada para o dia 30 de junho de 2025.

1º de julho a 1º de agosto de 2025 – Análise dos projetos inscritos, e aptos conforme o Edital, se dará na 2ª reunião do Conselho Gestor do FNS marcada para 25 de agosto de 2025.

26 de agosto a 8 de setembro de 2025 – A análise dos projetos inscritos, e aptos conforme o Edital, se dará nas 3ª  reunião marcada para o dia 22 de setembro de 2025.

Uma quarta reunião, marcada para 17 de novembro de 2025, analisará os projetos remanescentes não analisados nas reuniões anteriores.

Quem pode se inscrever e critérios

O Edital prevê o apoio máximo de R$ 40 mil por projeto.  Podem se candidatar ao recursos, segundo o Guia de Cadastramento de Entidades qualquer arqui (diocese), paróquia, comunidade, pastoral, fundação, associação ou organização não governamental que tenha finalidade essencialmente humanitária e social, com atenção aos valores da defesa da vida, em especial dos mais vulneráveis, conforme os princípios cristãos defendidos e promovidos pela CNBB, pela CF e pelo FNS

Guia de Cadastramento de Projetos na Plataforma do FNS

O bispo auxiliar da CNBB,  secretário-geral da CNBB e presidente do FNS, dom Ricardo Hoepers, reforça no edital que antes da inscrição é importante que as entidades proponentes conheçam o Guia de Cadastramento de Entidades e Projetos na Plataforma do FNS.

O Guia de Cadastramento de Entidades e Projetos na Plataforma do Fundo Nacional de Solidariedade é um documento elaborado pelo Departamento Social da CNBB que esclarece questões sobre o que é o Fundo Nacional de Solidariedade, quem pode concorrer aos auxílios do Fundo, quantos projetos cada entidade pode submeter, quais os critérios para aprovação de um projeto, que tipo de documento a entidade precisa apresentar, como prestar contas do recurso recebido, entre outros.

Baixe o Guia aqui:
Guia de Cadastramento de Projetos na Plataforma do FNS

Fonte: CNBB Regional Norte 1

 

 

A bênção de Leão XIV à cidade de Roma

“Viver a nossa fé, especialmente durante este Ano do Jubileu, buscando a esperança, buscando ser nós mesmos testemunhas que oferecem a esperança ao mundo, um mundo que sofre tanto; tanta dor pelas guerras, a violência e a pobreza!”, afirmou o Papa do balcão central da Basílica de São João de Latrão.

Após tomar posse da cátedra da Basílica de São João de Latrão, o Papa Leão XIV foi até o balcão central para abençoar a cidade de Roma:

“A paz esteja convosco!”

O Pontífice repetiu a sua saudação feita aos fiéis na Praça São Pedro assim que foi eleito e agradeceu pelo apoio: “Viver a nossa fé, especialmente durante este Ano do Jubileu, buscando a esperança, buscando ser nós mesmos testemunhas que oferecem a esperança ao mundo, um mundo que sofre tanto; tanta dor pelas guerras, a violência e a pobreza!”.

A nós cristãos, prosseguiu o Santo Padre, o Senhor pede para ser este testemunho vivo: “Viver a nossa fé, sentir no nosso coração que Jesus Cristo está presente e saber que Ele nos acompanha sempre no nosso caminho”.

E concluiu com um agradecimento: “Obrigado a vocês por caminhar juntos! Caminhemos todos juntos! Contem sempre comigo, que com vocês sou cristão e por vocês, Bispo”.

Depois da bênção apostólica, Leão XIV ainda exortou os fiéis a viverem sempre com alegria.

Fonte: Vatican News

 

 

 

Leão XIV toma posse da cátedra do Bispo de Roma: “Ofereço o pouco que tenho e que sou”

Na Basílica de São João de Latrão, Leão XIV manifestou seu carinho por sua nova família diocesana, com o desejo de partilhar com ela alegrias e dores, cansaços e esperanças. “Também eu lhes ofereço o pouco que tenho e que sou”, afirmou, citando as palavras do Beato João Paulo I na mesma ocasião em 1978.

Na tarde deste domingo, 25 de maio, Leão XIV realizou um dos gestos mais característicos no início de pontificado de um Papa: a tomada de posse da Cátedra do Bispo de Roma na Basílica de São João de Latrão.

Logo no início da celebração eucarística, o vigário do Papa para a Diocese de Roma, card. Baldassare Reina, expressou a alegria da Igreja por este momento. O Santo Padre então sentou-se na cátedra e uma representação da Igreja romana prestou a ele obediência.

A “cátedra” é a sede fixa do bispo, na igreja mãe de uma diocese, daí o nome “catedral”. A palavra significa “cadeira”, símbolo da autoridade e doutrina evangélica que o bispo, como sucessor dos Apóstolos, é chamado a preservar e transmitir à comunidade cristã.

Roma é considerada sede da cátedra de Pedro porque foi nesta cidade que ele concluiu a sua vida terrena com o martírio. Mais que um trono, representa o serviço e a unidade da Igreja sob a condução do Sucessor de Pedro, o Papa. E foi exatamente este o aspecto ressaltado por Leão XIV no início da sua homilia:

“A Igreja de Roma é herdeira de uma grande história, enraizada no testemunho de Pedro, de Paulo e de inúmeros mártires, e tem uma única missão, muito bem expressa pelo que está escrito na fachada desta Catedral: ser Mater omnium Ecclesiarum, Mãe de todas as Igrejas.”

Na sequência, a referência foi o Papa Francisco, que com frequência convidava a meditar sobre a dimensão materna da Igreja e sobre as características que lhe são próprias: a ternura, a disponibilidade ao sacrifício e a capacidade de escuta que permite não só socorrer, mas muitas vezes prover às necessidades e às expectativas, antes mesmo que sejam manifestadas.

“Estes são traços que desejamos que cresçam em todo o povo de Deus, e também aqui, na nossa grande família diocesana: nos fiéis e nos pastores, a começar por mim”, expressou Leão XIV.

O Santo Padre se inspirou nas leituras da missa para afirmar que todo desafio no anúncio do Evangelho deve ser enfrentado com escuta da voz de Deus e diálogo; que a comunhão se constrói primeiramente “de joelhos”, na oração e num compromisso contínuo de conversão. Não estamos sós nas escolhas da vida, o Espírito nos sustenta e nos indica o caminho a seguir, até nos tornarmos “carta de Cristo” uns para os outros.

“E é exatamente assim: somos tanto mais capazes de anunciar o Evangelho quanto mais nos deixamos conquistar e transformar por ele, permitindo que a força do Espírito nos purifique no íntimo, torne simples as nossas palavras, honestos e transparentes os nossos desejos, generosas as nossas ações.”

Leão XIV manifestou apreço pelo exigente caminho que a Diocese de Roma está percorrendo nestes anos para acolher os seus desafios, dedicando-se sem reservas a projetos corajosos e assumindo riscos, mesmo perante cenários novos e desafiadores. Neste Jubileu, tem se esforçado para receber os peregrinos como “um lar de fé”.

“Quanto a mim, expresso o desejo e o compromisso de entrar neste vasto canteiro, colocando-me, na medida do possível, à escuta de todos, para aprender, compreender e decidir juntos: «para vós sou Bispo, convosco sou cristão», como dizia Santo Agostinho. Peço que me ajudem a fazê-lo num esforço comum de oração e caridade.”

Ao concluir, Leão XIV manifestou seu carinho por sua nova família diocesana, com o desejo de partilhar com ela alegrias e dores, cansaços e esperanças. “Também eu lhes ofereço ‘o pouco que tenho e que sou'”, afirmou, citando as palavras do Beato João Paulo I na mesma ocasião em 1978. E confiou todos à intercessão dos Santos Pedro e Paulo e “de tantos outros irmãos e irmãs, cuja santidade iluminou a história desta Igreja e as ruas desta cidade. Que a Virgem Maria nos acompanhe e interceda por nós”.

Fonte: Bianca Fraccalvieri – Vatican News

 

 

Diocese de Roraima realiza o V Encontro de Secretárias (os) das Áreas Missionárias e Paróquias

Entre os dias 21 e 23 de maio, a Prelazia acolheu o V Encontro das Áreas Missionárias e Paróquias para a formação das secretárias e secretários, com o objetivo aprimorar os conhecimentos nos diversos setores — financeiro, contábil, comunicação, entre outros. Foi um tempo precioso de aprendizado, partilha e comunhão fraterna.

Estiveram presentes no encontro:

•             Ir. Raquel Neres dos Santos (Religiosa) – Área Missionária de Bonfim

•             Diácono Djavan André Macuxi e Ir. Antônia Storti  – Área Missionária Santa Rosa de Lima

•             Ir. Eunice Grespan (Religiosa) e Maria Antônia Pereira de Oliveira (Voluntária) – Área Missionária Sagrado Coração de Jesus

•             Débora Marques Lemos (Secretária) – Área Missionária São João Batista

•             Ir. Edwiges Batista Ferreira (Religiosa) – Área Missionária de Rorainópolis – Nova Colina

•             Márcia Orsiel (Secretária) – Paróquia Santos Arcanjos

•             Pe. Pepe – Missão Serra da Lua

O encontro reafirmou a importância da formação contínua e contribuí para o fortalecimento da evangelização com responsabilidade e organização. Seguimos unidos na missão, fortalecendo os vínculos que sustentam nossa caminhada evangelizadora.

DIOCESE DE RORAIMA PROMOVE O 2º CURSO DE COMUNICAÇÃO

A Diocese de Roraima se prepara para realizar o 2º Curso de Comunicação, que acontecerá nos dias 05 e 06 de julho de 2025, no Centro de Formação Prelazia.

Com o tema “A missão do agente da comunicação”, o curso será conduzido pelo Prof. Dr. Ricardo Alvarenga, com vasta experiência na área e na formação de agentes pastorais.

A formação é voltada para agentes da PASCOM, comunicadores, religiosos(as), organizações sociais e estudantes de comunicação, o curso busca fortalecer a atuação dos envolvidos na missão evangelizadora por meio da comunicação.

O investimento é de R$ 100,00, com almoço e lanche incluídos, e as inscrições já estão abertas por meio do formulário online:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScLtv3pla1p-OutWEYuRpQFGm_w9hKD3MahrOMCxBm_KxLzWQ/viewform

Ao final do encontro, os participantes receberão certificação.

Mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp: (95) 99116-1603.

 

A Igreja tem três novos veneráveis, dois missionários no Equador e um bispo indiano

                          Os veneráveis dom Mateus Makil, dom Alessandro Labaka Ugarte, e irmã Agnese Arango Velásquez 

Na manhã deste 22 de maio, ao receber o cardeal Semeraro, Leão XIV autorizou os Decretos referentes a um bispo espanhol e uma religiosa colombiana mortos em 1987 por indígenas equatorianos e a um prelado fundador das Irmãs da Visitação da Bem-Aventurada Virgem Maria, falecido em 1914.

O Papa Leão XIV aprovou nesta quinta-feira, 22 de maio, durante a audiência concedida ao prefeito do Dicastério das Causas dos Santos, cardeal Marcello Semeraro, os decretos referentes a três novos veneráveis. Trata-se de uma religiosa e dois bispos. Uma mulher e dois homens de paz. Uma paz que exigiu para dois deles a oferta de suas vidas, uma morte violenta encontrada na floresta equatoriana enquanto tentavam, com grande coragem, defender os direitos dos povos indígenas.

Bispo com alma de missionário

Alessandro Labaka Ugarte, nascido em 1920, espanhol de Beizama, tinha a ideia de se tornar missionário. Assim, quando foi ordenado sacerdote em 1945, os superiores da Ordem dos Capuchinhos, na qual se consagrou, em 1937, com o nome de Irmão Manuel, o enviaram primeiro para a China e depois, uma vez expulso com outros missionários pelo regime maoísta, partiu para o Equador, onde foi pároco e desempenhou outros serviços, incluindo o de prefeito apostólico, envolvido na evangelização do povo indígena Huaorani. Em 1984, o Irmão Manuel foi consagrado bispo e continuou sendo missionário entre os indígenas, entrando também em contato com a etnia Tagaeri. Foi um período de grande tensão. As empresas petrolíferas agiam como predadoras, desmatando áreas de floresta em busca de bacias de ouro negro, e para dom Ugarte, estimado por suas capacidades de negociação e conciliação, salvar os direitos dos Tagaeri era uma prioridade. Aqui sua história se entrelaça com a da Irmã Agnese.

Uma religiosa entre os indígenas

Agnese Arango Velásquez tinha 40 anos quando, em 1977, participou da primeira expedição missionária das Irmãs Terciárias Capuchinhas da Sagrada Família, em Aguarico, Equador. De origem colombiana, nasceu em Medellín em 1937 e, em 1955, ingressou em sua congregação, onde completou sua formação. Após a profissão perpétua, dedicou-se, nos primeiros anos, ao ensino; uma vez em solo equatoriano, transitou entre diversas comunidades, também como superiora, dedicando-se à evangelização do povo indígena Huaorani, sob a orientação do Irmão Manuel. Irmã Agnese também tomou conhecimento da situação crítica dos indígenas Tagaeri, que acabaram na mira das empresas petrolíferas e madeireiras.

Mortos para defender os últimos

Irmão Manuel, em sua função de bispo, decidiu, portanto, que, para evitar um confronto sangrento com os trabalhadores mercenários das empresas, era necessário ir pessoalmente falar com os indígenas. Irmã Agnese se uniu a ele e os dois, apesar de saberem do risco de entrar em contato com uma tribo hostil aos estrangeiros, na manhã de 21 de julho de 1987, foram transportados de helicóptero para um local combinado. No dia seguinte, outro helicóptero retornou para buscá-los, mas durante o segundo sobrevoo da área, os corpos sem vida de ambos, crivados de lanças e flechas, foram avistados e recuperados. Para os dois, como apurou a investigação diocesana, foi uma oferta consciente da vida em nome da fidelidade à sua missão, também testemunhada pela carta que Irmã Agnese escreveu na noite anterior à partida contendo algumas instruções, quase como um testamento. Sua morte teve grande repercussão, desenvolvendo até hoje uma consistente fama de santidade acompanhada de alguns sinais.

Bispo e pacificador

Mais antiga e menos dramática, mas não menos intensa, é a história do novo venerável indiano Mateus Makil, bispo e fundador das Irmãs da Visitação da Bem-Aventurada Virgem Maria. Nascido em 1851, em Manjoor, numa rica família cristã, tornou-se sacerdote em 1865. Adquiriu experiência na paróquia até 1889, quando foi nomeado vigário-geral de Kottayam e, três anos depois, fundou a congregação religiosa cuja principal missão é a educação de meninas. Sua ação pastoral foi dinâmica e o levou, em 1896, ao cargo de vigário apostólico de Changanacherry. Promoveu a formação catequética, a educação escolar, o nascimento de organizações e associações religiosas, lutou contra a pobreza que afetava grande parte da sociedade da época e também incentivou a vida consagrada.

Ele não se deixou desanimar pelas disputas locais que eclodiram, mesmo violentamente, entre os chamados “nortistas” (que se consideravam descendentes da comunidade fundada pelo Apóstolo São Tomé) e os “sulistas” (que, em vez disso, se consideravam sucessores dos emigrantes da Mesopotâmia). Dom Makil tinha um lema episcopal que inspirava seus passos e atitudes: “Deus é minha esperança”. Com seu jeito sereno e conciliador, dedicou-se à paz entre as duas comunidades rivais, o que resultou, em 1911, no projeto apresentado à Santa Sé para dividir o Vicariato de Changanacherry em dois vicariatos específicos, um para os “sulistas” e outro para os “nortistas”. Pio X aceitou essa proposta e estabeleceu o Vicariato de Kottayam para os “sulistas”, confiando-o aos cuidados de seu próprio criador. Para dom Makil, esse foi o compromisso ao qual ele se dedicou até sua morte, em janeiro de 1914, após um breve período de doença.

Fonte: Alessandro De Carolis – Vatican News