Assembleia eletiva da Cáritas Diocesana de Roraima inicia nesta sexta-feira, 23

Nos dias 23 e 24 de maio, na Casa da Caridade acontece a Assembleia Eletiva da Cáritas Diocesana, esse encontro reforça o compromisso da entidade com a ação social e a esperança. O evento contará com a presença de especialistas em direitos humanos e representantes da sociedade civil, promovendo reflexões sobre os desafios atuais sob a perspectiva da Igreja.

Na sexta-feira (23), a assembleia tem início às 18h, com credenciamento presencial ou através do link, a programação tem como destaque uma análise conjuntural sobre a realidade social, conduzida por especialistas, seguida de apresentações culturais à noite. No sábado (24), a assembleia tem início às 7h30, o foco será a caridade e a esperança, com momentos de partilha entre as Cáritas Paroquiais da diocese, que trocarão experiências e fortalecerão a rede de solidariedade. A Assembleia da Cáritas encerra às 16h, com a Santa Missa.

Entre os convidados estão Daniel Seidel, secretário-executivo da Comissão Justiça e Paz Nacional, e Márcia Miranda, articuladora regional da Cáritas, que trarão insights sobre justiça social e ações transformadoras.

A coordenadora da Pastoral dos Migrantes, Irmã Terezinha Santin, partilha sobre a missão da instituição:

“A Cáritas Diocesana é um espaço, uma instituição que, como disse o Papa Francisco e também os documentos sociais da Igreja, é o braço social da Igreja, atendendo às diferentes necessidades das pessoas. Mas, acima disso, ela é o elo de unidade e solidariedade, que faz acontecer nos espaços mais remotos, nos recônditos mais longínquos, onde poucas pessoas conseguem chegar.”

A Orilene Marques, atual coordenadora, compartilhou sua experiência à frente da Cáritas durantes esses dois anos:

“Estar na coordenação da Cáritas durante esse período foi uma das missões mais lindas que já vivi em nosso território. Tenho um coração cheio de gratidão por tudo o que vivenciei num espaço profundamente enriquecedor, tanto no aspecto pessoal quanto coletivo. Foi um tempo de aprendizado, escuta e serviço, onde acompanhei de perto a luta e a resistência das pessoas que a Cáritas atende e acolhe. Assumir esse papel significou também animar a prática da solidariedade, da justiça social e da defesa intransigente dos direitos humanos, mesmo diante de muitos desafios. Foi uma jornada de fé, compromisso e entrega.”

A Orilene Marques, deixa uma mensagem para a futura coordenação “Espero que a nova coordenação siga com o mesmo compromisso ético, político e evangélico que inspira a ação da Cáritas. Que mantenham o olhar atento aos mais empobrecidos, escutem as comunidades com humildade e fortaleçam os laços da rede. Que seja uma coordenação que caminhe com coragem, fraternidade, diálogo e espírito de missão, contribuindo para uma sociedade mais justa, equitativa, solidária e fraterna.”

Faça sua inscrição através do link: 

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfNHd2EjMh38u6-b5-cLxX3zP5fXPUJr0GJGzz5u4OkLh1sng/viewform

Fonte: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa

Dom Hudson Ribeiro: Maior incidência política das universidades para obter resultados na COP 30

O II Encontro Sinodal de Reitores de Universidades para o Cuidado da Casa Comum que acontece na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), conta com a presença de representantes de universidades de toda América, da Espanha, Portugal e Reino Unido. Entre os participantes está o diretor da Faculdade Católica do Amazonas, dom Hudson Ribeiro.

O melhor somos nós

Na reflexão em torno ao sonho cultural, o bispo auxiliar de Manaus, em vista da COP 30, contava que durante o mestrado na Universidade Católica de Milão, ele teve uma experiência no Benin, que tem como símbolo um pássaro chamado sankofa, que no desenho olha para trás e tem um ovo na boca. Sem saber o que significava, diante dos poucos recursos da comunidade, ele murmurou que lá não tinham nada. Diante disso, uma senhora irritada disse assim para ele: “você não vê, aqui nós temos o melhor e o melhor desse lugar somos nós”.

Um ensinamento que lhe levou a aprender a trabalhar com o que nós temos, o melhor somos nós. Uma realidade que o bispo auxiliar de Manaus disse ter encontrado também na Amazônia, “escutando as comunidades indígenas, escutando as comunidades ribeirinhas, que o elemento chave para facilitar o diálogo, preservar a cultura, seria a memória”. Segundo ele, “a memória está no centro daquilo que a gente professa como fé, como cristãos católicos”. Algo presente na Eucaristia e na Bíblia, dado que “quando o povo perdia a memória, a memória se retomava”. Nesse sentido, “a retomada da memória ela persegue a história da salvação”.

Ir se encontrando

Diante da mudança cultural que leva a olhar para frente, de progredir, isso faz com que “essa mudança epistemológica cultural tem os destroços, porque a gente não olha para trás”, segundo o bispo. Ele relatou o que acontece em Manaus com o encontro das águas do Rio Negro com o Rio Solimões. Rios que vem de longe, mas que ajudam a entender encontros como este, onde “a gente faz parte dos afluentes desses rios que vão se encontrando”. O encontro das águas, onde os dois rios caminham juntos por 14 quilómetros, é visto como expressão de um diálogo tão grande, que os leva a se juntar em um rio, a Amazonas, que se alarga.

Falando da tecnologia social, ele disse que aí, “nós trazemos presente a temática do fazer memória. E fazer memória é o que tem ajudado as nossas comunidades ribeirinhas, os povos indígenas, de fato, a sobreviver e a saber tirar da floresta, de fato, a preservação”. Dom Hudson Ribeiro referiu-se a diversos elementos que ajudam a resgatar a memória, questionando “quanto nós estamos valorizando a memória, ao nos aproximarmos das nossas pesquisas, do nosso ensino, estamos olhando para frente, quanto olhamos para trás, para aprendermos do que não é possível mais fazer, para manter aquilo que já era possível e viável para que a gente continue de fato caminhando lado a lado como dois rios até se encontrar e desaguar no mar ou no oceano, dando sequência à vida.

Necessidade de incidência política nas universidades

Ele também se posicionou sobre o cada vez menor espaço das mulheres. Diante disso, ele reclamou das universidades maior incidência política como caminho para obter resultados na COP 30, porque quem vai debater lá na COP são chefes de Estado. “Então, nós podemos pensar nessas provocações a partir de ocupações de espaços políticos de agenda pública”, ressaltou dom Hudson Ribeiro. Nesse sentido, ele disse que “sem isso, os nossos avanços serão bastante limitados”, mostrando que a Faculdade Católica do Amazonas começou a investir nas escolas de formação.

O bispo auxiliar de Manaus recordou, seguindo o pensamento de Papa Francisco, no Pacto Global pela Educação, a importância de “escutar as crianças, os adolescentes e os jovens, torná-los protagonistas. Não falar sobre, mas eles estarem conosco dizendo o que eles pensam, o que eles querem”. Nessa perspectiva, “essa nova formação de uma geração que possa ser escutada com possibilidade de incidência política, a gente precisa responder nas nossas instituições. Não dá para fazer isso dizendo que isso não é nosso. Isso é nosso. A gente precisa ocupar, voltar a ocupar os espaços que eram e que nós fomos perdendo”.

Fonte:  Luis Miguel Modino – CNBB Regional Norte 1

Foi eleita a nova coordenação da CRB Roraima

Na Assembleia Eletiva da CRB que aconteceu nos dias 19 e 20 de maio de 2025, religiosos e religiosas elegeram a nova coordenação que atuará no próximo biênio. O encontro contou com a presença da Irmã Gervis Monteiro, Coordenadora Regional da CRB Amazonas/Roraima.

A nova equipe de coordenação do Núcleo de Roraima é composta por:

                •             Irmã Ângela Maria Mabarzo Santana, fmmdp – Coordenadora

                •             Irmã Patrícia Santos, fcr – Secretária

                •             Irmã Antônia Storti, uscm – Tesoureira

                •             Pe. David Romero, sj – Conselheiro

                •             Irmã Lusete Morelli, fb – Conselheira

                •             Irmã Uezineire Ribeiro da Silva, ijbp – Conselheira

              Foto: arquivo CRB Roraima

A nova coordenação assume a missão de animar, fortalecer e acompanhar a caminhada da Vida Religiosa Consagrada em Roraima pelos próximos dois anos.

 

Leão XIV na Audiência Geral: a Palavra de Deus é para todos, mas atua diferente em cada um

Na sua primeira Audiência Geral, o Papa retomou o ciclo de catequeses proposto por Francisco para refletir sobre as parábolas. Leão XIV escolheu aquela do semeador e afirmou que “A Palavra de Jesus é para todos, mas atua de uma forma diferente em cada pessoa”, dependendo do solo encontrado, de quando estamos “mais superficiais e distraídos” ou “disponíveis e acolhedores”. Mas “Ele nos ama assim: não espera que nos tornemos o melhor solo, Ele nos dá sempre generosamente a Sua palavra”.

“Estou feliz em receber vocês nesta minha primeira Audiência Geral”, disse o Papa Leão XIV, logo no início da catequese, a sua primeira no encontro semanal e com cerca de 40 mil fiéis na Praça São Pedro. Também é a segunda do ciclo de catequeses jubilares, preparada pelo Papa Francisco e divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé em 16 de abril, durante o período de convalescença de Bergoglio que veio a falecer 5 dias depois e há exatamente um mês. Francisco tinha o desejo de “refletir sobre algumas parábolas” e Leão XIV retomou o tema “Jesus Cristo, nossa esperança”, escolhido por Bergoglio para este Ano Santo do Jubileu. Nesta quarta-feira (21/05), assim, o Papa meditou sobre a parábola do semeador (ver Mt 13,1-17), que fala da dinâmica e dos efeitos da Palavra de Deus, “e o que ela produz”, que é como semente deitada no terreno do nosso coração e no terreno do mundo.

As provocações e os questionamentos

“Cada parábola conta uma história retirada do quotidiano”, recordou Leão XIV, fazendo “nascer em nós perguntas” como: “onde estou eu nesta história? O que diz esta imagem à minha vida?”. De fato, continuou o Pontífice, “cada palavra do Evangelho é como uma semente lançada no solo da nossa vida”:

“No capítulo 13 do Evangelho de Mateus, a parábola do semeador introduz uma série de outras pequenas parábolas, algumas das quais falam precisamente do que acontece no solo: o trigo e o joio, o grão de mostarda, o tesouro escondido no campo. Então, o que é este solo? É o nosso coração, mas é também o mundo, a comunidade, a Igreja. A palavra de Deus, com efeito, fecunda e provoca toda a realidade.”

Deus, assim, espalha abundantemente a Palavra, ainda que ela nem sempre encontre terreno bom para produzir. “A Palavra de Jesus é para todos, mas atua de uma forma diferente em cada pessoa”, reforçou Leão XIV. “Estamos habituados a calcular as coisas – e às vezes é necessário – mas isso não vale no amor!”. E, apesar de atuar em nós de modo diverso, a Palavra conserva sempre o poder de fecundar as situações da vida de cada um, pois vem de Deus e Ele nunca desiste:

“Jesus nos diz que Deus lança a semente da sua Palavra em todo o tipo de solo, ou seja, em qualquer das nossas situações: ora somos mais superficiais e distraídos, ora deixamo-nos levar pelo entusiasmo, ora somos oprimidos pelas preocupações da vida, mas também há momentos em que estamos disponíveis e acolhedores. Deus está confiante e espera que mais cedo ou mais tarde a semente floresça. Ele nos ama assim: não espera que nos tornemos o melhor solo, Ele nos dá sempre generosamente a Sua Palavra.”

"Semeador no Pôr do Sol", de Vincent van Gogh

“Semeador no Pôr do Sol”, de Vincent van Gogh

Leão XIV então, convidou os peregrinos a analisar uma obra de Vincent van Gogh (1853-1890), a do Semeador no Pôr do Sol. O pintor holandês, mundialmente conhecido que chegou a produzir quase 900 telas em menos de 10 dias, pintou um agricultor, com o trigo já maduro e “sob o sol abrasador” que domina a cena de esperança, lembrando que é Deus “quem move a história, mesmo que por vezes pareça ausente ou distante. É o sol que aquece os torrões da terra e faz amadurecer a semente”. E o Papa deixou a sua mensagem final de reflexão:

“Queridos irmãos e irmãs, em que situação da vida nos chega hoje a Palavra de Deus? Peçamos ao Senhor a graça de acolher sempre esta semente que é a sua palavra. E se percebermos que não somos solo fértil, não desanimemos, mas peçamos-Lhe que trabalhe mais em nós para nos tornarmos um solo melhor.”

 

Fonte: Andressa Collet – Vatican News

 

 

Religiosos e Religiosas da Diocese de Roraima se reúnem em Assembleia Eletiva para eleger uma nova coordenação.

Nos dias 19 e 20 de maio, religiosos e religiosas se reúnem na Prelazia da Diocese de Roraima para a Assembleia Eletiva da CRB (Conferência dos Religiosos do Brasil). O evento teve como tema “Olhar o passado com gratidão, o presente com paixão e o futuro com esperança”, uma citação do Papa Francisco sobre a vida religiosa consagrada e contou com a presença da coordenadora regional da CRB AM|RR, Irmã Gervis Monteiro, da congregação das Irmãs Paulinas.

A assembleia tem como principal objetivo a eleição da nova coordenação da CRB em Roraima, além de proporcionar um espaço de partilha entre as comunidades religiosas. Participaram do encontro 25 das 27 congregações que atuam no estado. Um encontro de partilha e fraternidade.

A coordenadora regional da CRB AM|RR, Irmã Gervis Monteiro, destacou:

“Nós, vida religiosa, podemos encontrar caminhos para viver essa sinodalidade na missão. Sabemos que a missão é um desafio, mas, pela vocação que assumimos, e como somos congregações com carismas diferentes e estamos em lugares diferentes, há a necessidade de nos reunirmos para planejarmos, descobrir diretrizes e objetivos com a graça de Deus e a ação do Espírito Santo. A nossa missão é essa: estar na Igreja, somar com a Igreja e ser uma presença profética no meio das pessoas, junto às pessoas.”

A Irmã Josiane Horta, coordenadora da CRB Roraima, destacou a importância da troca de experiências que esses encontros proporcionam:

“Cada congregação trouxe um pouco das suas alegrias, seus desafios e sua esperança. É um encontro onde estamos vivenciando juntos, sabendo dos nossos desafios, que não estamos sozinhos, e também das nossas alegrias, fortalecendo aquilo que é bom e rezando juntos e juntas por aquilo que precisamos melhorar.”

 

Fonte:  Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa

Paz, Justiça e Verdade: As palavras de Leão XIV aos embaixadores

A figura do Papa vai além da Igreja católica. Ele é visto, inclusive entre aqueles que não se dizem católicos, como uma referência moral para a humanidade. Sua voz é escutada frequentemente, também por aqueles que governam os países. Daí a importância da audiência que aconteceu na manhã desta sexta-feira, 16 de maio, onde o Papa Leão XIV recebeu o Corpo Diplomático diante da Santa Sé.

Missão da Igreja: estar ao serviço da humanidade

O Papa iniciou seu discurso agradecendo o trabalho dos diplomatas, e “as numerosas mensagens de felicitações que se seguiram à minha eleição, bem como as de condolências pelo falecimento do Papa Francisco”, que ele vê como “um significativo atestado de estima, que favorece o aprofundamento das relações mútuas”.

Segundo Leão XIV, “a diplomacia pontifícia é realmente expressão da própria catolicidade da Igreja e, na sua ação diplomática, a Santa Sé é animada por uma urgência pastoral que a impele a intensificar a sua missão evangélica ao serviço da humanidade, e não a procurar privilégios”. Uma atitude que motiva o “combate toda a indiferença e chama continuamente a consciência, como o fez incansavelmente o meu venerado Predecessor, sempre atento ao grito dos pobres, dos necessitados e dos marginalizados, bem como aos desafios que marcam o nosso tempo, desde a salvaguarda da criação até à inteligência artificial.

O Santo Padre definiu a presença dos diplomatas como um dom, que permite “alcançar e abraçar a todos os povos e a cada pessoa desta terra, desejosas e necessitadas de verdade, de justiça e de paz!”. Ele fez, desde sua experiência vital, um convite a “atravessar fronteiras para encontrar pessoas e culturas diferentes”. Para isso, o Papa quer “consolidar o conhecimento mútuo e o diálogo convosco e com os vossos países”.

Paz

Ele apresentou três palavras-chave para o diálogo mútuo. A primeira a paz, que é mais do que ausência de conflito ou uma simples trégua, definindo-a como “o primeiro dom de Cristo”. Nessa perspectiva, ele disse que é um dom ativo e envolvente, que se constrói no coração. Ele destacou a importância do diálogo interreligioso para promover contexto de paz, o que exige “o pleno respeito pela liberdade religiosa em todos os países”. Igualmente, deve ser fomentado o diálogo e o encontro, a a diplomacia multilateral e o desarmamento.

Justiça

Em segundo lugar, ele falou de justiça, denunciando “os numerosos desequilíbrios e injustiças que conduzem, entre outras coisas, a condições indignas de trabalho e a sociedades cada vez mais fragmentadas e conflituosas”, o que tem a ver com a escolha de seu nome, seguindo o exemplo de Leão XIII. O Papa chamou a remediar as desigualdades globais, a construir sociedades civis harmoniosas e pacíficas. Para isso, ele pediu investir na família, proteger “a dignidade de cada pessoa é protegida, especialmente a das mais frágeis e indefesas, do nascituro ao idoso, do doente ao desempregado, seja ele cidadão ou imigrante”, lembrando ser descendente de imigrantes.

Verdade

A terceira palavra que o Papa lembrou foi a verdade. Ele refletiu sobre a necessidade de palavras autêntica, e na Igreja, sobre uma linguagem franca. Uma verdade que na perspectiva cristã, “não é a afirmação de princípios abstratos e desencarnados, mas o encontro com a própria pessoa de Cristo, que vive na comunidade dos crentes. Assim, a verdade não nos aliena, mas permite-nos enfrentar com maior vigor os desafios do nosso tempo”.

Finalmente, o Papa lembrou que “o meu ministério começa no coração de um ano jubilar, dedicado de modo especial à esperança. É um tempo de conversão e de renovação e, sobretudo, uma oportunidade para deixar para trás os conflitos e iniciar um novo caminho, animado pela esperança de poder construir, trabalhando juntos, cada um segundo as suas sensibilidades e responsabilidades, um mundo em que todos possam realizar a sua humanidade na verdade, na justiça e na paz”.

Fotos: @Vatican Media

Fonte: Luis Miguel Modino – CNBB REGIONAL NORTE 1

 

Presidente da CNBB e do CELAM, cardeal Jaime Spengler, é recebido pelo Papa Leão XIV

O arcebispo de Porto Alegre (RS), presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), cardeal Jaime Spengler, foi recebido pelo Papa Leão XIV em audiência na tarde desta quinta-feira, 15 de maio. Também participaram da audiência o bispo auxiliar de Cuzco e secretário-geral do Celam, dom Lizardo Estrada e outro convidado.

Dom Jaime disse que tratou-se de um momento “muito bonito”. “Ele nos acolheu com um gesto muito simples: um aperto de mão e um sorriso”, disse o presidente da CNBB.

No encontro, foram discutidas questões relativas à vida do Celam e também sobre o processo de organização da Conferência da Organização das Nações Unidas pelo Clima, a COP30, especificamente o que os Conselhos e Conferências episcopais, o Celam e também a CNBB e a Igreja no Brasil têm feito no conjunto de articulações “Igreja Rumo à COP30”.

Dom Jaime definiu a audiência como um momento de intensa fraternidade com Leão XIV, ocasião não qual pôde conversar com o novo Papa temas da vida da Igreja no continente. “Somos agradecidos ao Papa Leão XIV por nos ter acolhido de forma tão singela, tão bonita e tão fraterna nesta tarde de quinta-feira”, afirmou.

Encontro do presidente da CNBB e do Celam, cardeal Jaime Spengler, com Leão XIV. | Fotos: serviço de fotográfico do VaticanMedia.

70 anos da criação do CELAM

Outros temas também estiveram em pauta, como o caminho de acolhida do documento final do Sínodo, cuja versão popular recentemente publicada foi entregue ao Papa, assim como materiais elaborados sobre a sinodalidade, incluindo a última edição da Revista Medellín e uma coleção de cadernos temáticos.

Um assunto discutido foi a Assembleia Geral Ordinária do CELAM, que será realizada de 27 a 30 de maio, no Rio de Janeiro, e que recordará os 70 anos da Primeira Conferência do Episcopado Latino-Americano e da criação do CELAM.

Foi apresentado ao Papa o documento “A Inteligência Artificial: uma mirada pastoral desde a América Latina e o Caribe”, fruto do grupo de trabalho constituído em resposta à solicitação dos participantes da última assembleia do CELAM, realizada em 2023.

Os representantes do CELAM expressaram  ao Papa Leão XIV seu agradecimento pela abertura e disponibilidade pastoral em receber tão prontamente seus representantes e por acolher com escuta fraterna as iniciativas e esperanças da Igreja que peregrina na América Latina e no Caribe.

Fonte: Por Willian Bonfim com informações do VaticanNews

 

Seminário São José celebra 177 anos formando padres para a Amazônia

No dia 14 de maio, o Seminário Arquidiocesano São José celebrou, solenemente e com profundo espírito de gratidão, seus 177 anos de existência. A celebração eucarística foi presidida por Dom Hudson Ribeiro, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, e reuniu seminaristas, formadores e bispos convidados Dom Raimundo Vanthuy Neto, bispo da Diocese de São Gabriel da Cachoeira e Dom Adolfo Zon Pereira, bispo da Diocese do Alto solimões. Todos unidos para render graças a Deus por quase dois séculos de história vocacional na Amazônia.

É significativo celebrar 177 anos de história

Para o reitor do Seminário São José, Pe. Pedro Cavalcante, este foi momento importante para celebrar e recordar a trajetória de formação de padres para a Amazônia. Segundo ele, “hoje afirmamos quanto é significativo celebrar os 177 anos da fundação do Seminário São José. É bom recordar e identificar quem foi que no início acreditou e abriu no coração da Amazônia essa bela aventura pelas vocações sacerdotais diocesanas autóctones . Foi com Dom José Morais Torres , bispo da imensa Diocese do Pará que no dia 14 de maio de 1848 , na antiga Barra do Rio Negro começa a história deste seminário. Ele dizia : ‘será destinado à instrução e educação da mocidade…’ Palavras que conotam a esperança em se ter agentes formados, mas sobretudo um clero próprio e preparado para esta realidade amazônica”.

Pe. Pedro pontuou que o seminário percorreu inúmeros desafios que não impediram as graças de Deus sobre a Igreja na Amazônia, formando padres que chegaram ao episcopado e hoje são bispos no Regional Norte 1, como Dom Hudson Ribeiro e Dom Zenildo Lima, que são bispos auxiliares de Manaus; e Dom José Albuquerque, que ée bispo de Parintins.

Desafios e avanços

“Ao longo desta história, o Seminário enfrentou diversos períodos marcados por dificuldades e desafios , avanços e retrocessos, alegrias e incertezas, chegando a fechar duas vezes suas portas. Fatos estes que não foram capazes de impedir a graça de Deus em realizar os seus desígnios suscitando novos tempos e novos epíscopos e reitores, os quais retomaram com entusiasmo e determinação a abertura do processo formativo a partir de lugar e sede própria […] Olhando essa História com a lente da fé, podemos testemunhar que, o Seminário São José, nossa Casa de Formação, se consolida, torna-se uma realidade fundamental para a Evangelização da Amazônia. Aqui nossas Igrejas locais depositam a confiança. Esperam ver seus jovens seminaristas crescerem, maturarem e contribuírem para que O Evangelho , a Boa Nova seja transmitida e anunciada a partir de uma práxis autêntica e viva no meio das comunidades eclesiais , fruto da experiência com o Cristo Bom Pastor, que nos torna seus discípulos configurados a Ele como o enviado do Pai”, enfatizou Pe. Pedro.

Também pediu aos atuais seminaristas, que se preparam para trilhar a vocação do sacerdócio, que compreendam a importância do seminário e contribuam com esta história de evangelização e pastoreio nas igrejas que estão na Amazônia.

“Cabe a esta geração, a vocês, peregrinos da Esperança, escrever as novas páginas da história deste Seminário. Espero que este conhecimento histórico não seja estranho às vossas vidas. Ao contrário, que todos os anos, por volta desta data a celebremos e a façamos memória dentro não de um eterno retorno, mas de uma crescente e dinâmica espiral cheia da força transformadora do Espírito, pois somos protagonistas dessa nova etapa do Seminário São José”. Seminarista Francisco Jr

Fonte: Luis Miguel Modino – Regional Norte 1

 

COP30 divulga carta na qual assume a Encíclica Laudato Si como uma bússola ética para a mobilização global da Conferência

O presidente designado da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, André Aranha Corrêa do Lago, divulgou no último dia 8 de maio, uma a carta na qual propõe uma nova fase de mobilização global definido na publicação como “momento de passar da visão para a ação, conclamando a comunidade internacional a mobilizar-se diante da urgência climática”.

No documento, o presidente da organização da COP30 assume a Encíclica Laudato Si’, publicada pelo Papa Francisco, em 24 de maio de 2015, que trata sobre o conceito de ecologia integral e sobre o cuidado com a Casa Comum, como uma bússola ética e um guia pragmático para essa mobilização global.

A Articulação Igreja Rumo à COP30, composta por diversas organizações da Igreja Católica e do campo ecumênico, entre as quais a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, manifestou o seu entusiasmo e desejo de colaborar com esta nova fase de mobilização global a partir das reflexões e apontamentos que nascerão a partir do Círculo do Balanço Ético Global.

Sobre este reconhecimento, o bispo auxiliar de Belém (PA) e articulador local do Projeto Igreja Rumo à COP30, dom Paolo Andreolli (em pé na foto) disse que a fé impulsiona os católicos e cristãos ao cuidado da Casa Comum com compaixão e coragem. “É tempo de união, de compromisso ativo com a justiça climática e com os mais vulneráveis”, afirmou.

Dom Paolo no lançamento do E-book COP30 nas escolas em Belém (PA). | Fotos: ASCOM regional Norte 2 CNBB.

Círculos de liderança

Esse período de mobilização global se dará através de Círculos de Liderança: o “Círculo dos Presidentes das COP”, o “Círculo dos Povos”,  o “Círculo de Ministros da Fazenda” e o “Círculo do Balanço Ético Global”.

A Laudato Si’ foi assumida pela organização da COP30 como documento referencial para as discussões no âmbito do “Círculo do Balanço Ético Global” que tem por missão elevar a consciência global por meio de diálogos inclusivos em diversas regiões, reunindo líderes políticos, intelectuais, acadêmicos, culturais e religiosos, além de vozes de todos os setores da sociedade.

“O apelo da carta da Presidência da COP30 é claro: precisamos transformar esperança em ação concreta. E é isso que a Igreja tem buscado mobilizar, incentivar, impulsionar. Todos podem contribuir, ao seu modo e desde o seu território, com uma resposta efetivamente à altura da complexidade do que vivemos”, concluiu Eduardo Nischespois, do Movimento Laudato Si’ e  membro da coordenação da Articulação Igreja rumo à COP30.

Pré-COP Norte realizada em Belém de 25 a 26 de março. | Foto: Ascom regional Norte 2.

Acesse a íntegra do documento:

Carta do presidente designado da COP30, 8 de maio

Fonte: Por Willian Bonfim

 

 

A Diocese de Roraima divulga programação da Solenidade de Pentecostes

A Diocese de Roraima divulga programação da Solenidade de Pentecostes

A Diocese de Roraima divulga programação da Solenidade de PentecostesFoto: Lucas Rossetti – Rádio Monte Roraima fm

A Diocese de Roraima anunciou nesta segunda-feira (12), a programação da Solenidade de Pentecostes, que tem como tema — “recebereis o poder do espírito santo” (atos 1, 8).  Celebrada sempre 50 dias após a páscoa e uma semana após a Ascensão do Senhor Jesus aos céus.

A festa de Pentecostes acontecerá no dia 08 de junho, no forródromo do Parque Anauá, localizado na Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, no Bairro dos Estados. A programação tem início às 16h com confissões, seguida da celebração eucarística às 17h.  

Para a igreja, a Solenidade de pentecostes é a festa que marca a descida do espírito santo sobre os apóstolos que estavam reunidos no cenáculo, em Jerusalém. “Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2, 1-4).

“Desde agora, deixamos o convite para todos se prepararem, reservarem na sua agenda, para fazermos a grande festa da unidade cristã. O dia em que Jesus envia o Espírito Santo aos apóstolos, e, dali, saem a pregar o Evangelho a todo mundo” diz Padre Luis Botten, Reitor do Santuário de Aparecida.

Esse ano a diocese propõe um gesto concreto de solidariedade: a doação de alimentos não perecíveis, que serão destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa reforça o compromisso da igreja com a caridade e com os mais vulneráveis.

Haverá vendas de camisas no valor R$ 30,00 que podem ser adquiridas através do link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdLQ950odHRHSUpwRBr1Hwi-3JtR8seTed_ZH_bc24MSkcHNg/viewform?usp=header
Telefone para mais informações: (95) 99119-5990 / (95) 99971-6052

 FONTE: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa