Consistório: Papa Leão XIV convida cardeais a oferecer os dons do Amor trinitário de Deus a serviço da Igreja

O Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da CNBB, está no Vaticano e participa do encontro

O Papa Leão XIV iniciou o primeiro Consistório extraordinário de seu pontificado, entre os dias 7 e 8 de janeiro de 2026, em Roma. A reunião do Colégio Cardinalício com o Papa busca ajudá-lo no governo da Igreja. Entre os quatro temas escolhidos, os 170 cardeais presentes optaram por aprofundar-se em dois: “Sínodo e sinodalidade” e “Evangelização e espírito missionário na Igreja à luz da Evangelli gaudium”.

Na homilia da manhã de hoje, 08 de janeiro, o pontífice destacou que a palavra consistório pode ser interpretada como um tempo de parada as atividades e renúncia a compromissos importantes. No entanto, recordou a necessidade de “nos reunirmos e discernirmos o que o Senhor nos pede para o bem do seu Povo”. Ele explicou o momento é para compreender-se como “comunidade de fé”, e assim vivenciar e oferecer os dons de cada um inspirado pelo amor “trinitário” e “relacional” de Deus.

“Nos deixamos moldar pelo Espírito: primeiro, na oração e no silêncio, mas também olhando-nos nos olhos, ouvindo-nos reciprocamente e dando voz, através da partilha, a todos aqueles que o Senhor confiou, nas mais diversas partes do mundo, aos nossos cuidados de Pastores. Um ato a ser vivido com coração humilde e generoso, na consciência de que é por graça que aqui estamos e que não há nada, do que trazemos, que não tenha sido recebido como dom e talento a não ser desperdiçado, mas a ser investido com perspicácia e coragem (cf. Mt 25, 14-30).”, disse o Papa.

Dinâmica sinodal

O Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, está no Vaticano e participa do encontro colaborando com um discernimento comum, apoio e conselhos ao Santo Padre no exercício da sua alta responsabilidade no governo da Igreja.

“Vamos abordar a Evangelii Gaudium. que é uma programação que o Papa Francisco havia colocado como uma verdadeira programação do seu ministério. E nós estamos sentindo que o Papa Leão quer levar, dar continuidade a esse propósito de Papa Francisco. Ele está presente nas nossas reuniões, sempre muito disponível, tem nos dado uma palavra de encorajamento, sempre uma palavra de comunhão, uma palavra de unidade”, disse o cardeal Steiner.

Foto: Pe. Luis Miguel Mondino

O contexto do consistório fortalece a comunhão entre o Bispo de Roma e os Cardeais que colaboram de maneira especial pelo bem da Igreja. O desejo de comunhão foi expresso pelo pontífice no discurso de abertura do consistório.

“Estou aqui para escutar. Somos um grupo muito variado, enriquecido múltiplas proveniências, culturas, tradições eclesiais e sociais, percursos formativos e acadêmicos, experiências pastorais e, naturalmente, feitios e traços pessoais. Somos chamados, em primeiro lugar, a conhecer-nos e a dialogar para podermos trabalhar juntos à serviço da Igreja. Espero que possamos crescer na comunhão para oferecer um modelo de colegialidade”, disse o Papa.

A dinâmica de trabalho escolhida pelo pontífice demostra um firme passo para levar adiante a comunhão da Igreja fundamentado horizontes da sinodalidade. A metodologia sinodal estruturou os grupos de trabalho onde os cardeais puderam falar da temática e escutar o que os demais tinham a contribuir. Ao final, o Papa Leão pode ouvir o de forma detalhada apenas uma parte das sínteses, devido curto tempo disponível.

Leia a Homilia do Papa Leão na íntegra no link abaixo:

HOMILIA DO PAPA LEÃO XIV 

Basílica de São Pedro

Quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/homilies/2026/documents/20260108-messa-concistoro.html

 

 FONTE/CRÉDITOS: Emmanuel Grieco – CNBB REGIONAL NORTE 1

 

Igreja Católica realiza Caminhada da Paz neste domingo (11) em Boa Vista

Foto: Pascom diocesana 

A Diocese de Roraima, por meio da Região Pastoral das Paróquias e Áreas Periféricas (PAP), realiza neste domingo, 11 de janeiro, a Caminhada da Paz 2026, a partir das 17h. A caminhada tem como tema “A paz se realiza no respeito à vida” e é inspirada no versículo bíblico de Mateus 5,9 “Bem-aventurados os que promovem a paz!”.

A concentração será na Comunidade Nossa Senhora Da Imaculada Conceição, localizada na rua Rua Raimundo Penafort, 446, no bairro Buritis. De lá, os fiéis seguem em caminhada até a Comunidade Sant’Ana, no Bairro Dr. Silvio Leite, onde acontecerá a missa campal.

A caminhada, que ocorre tradicionalmente no dia 1º de janeiro, em alusão ao Dia Mundial da Paz, foi adiada para o dia 11 neste ano, com o objetivo de facilitar a participação de todos. Em 2025, o evento não foi realizado em razão da abertura do Ano Jubilar na Diocese.

Como gesto concreto, os fiéis são convidados a levar 1 kg de alimento não perecível, que será destinado à Pastoral dos Migrantes.

A coordenadora da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) em Roraima, irmã Ângela Maria, destaca o objetivo da caminhada.

“A gente celebra essa caminhada para elevar as nossas vozes, para nos manifestar e tornar pública a nossa oração. É uma caminhada de alguns quilômetros, neste ano quase cinco, para rezar junto com o povo e expressar a nossa discordância diante das injustiças e da violência que acontecem com frequência.”, ressaltou.

A religiosa ainda destacou que a nossa oração precisa ir além das palavras. Segundo ela, não se trata apenas rezar, mas cantar, pedir, nos unir, e também agir e assumir o compromisso com a realidade.

Fonte:  Kayla Silva – Rádio Monte Roraima 

O Papa fecha a Porta Santa: é bom continuar a sermos peregrinos de esperança

A Porta Santa desta Basílica que, por último, hoje foi fechada, recebeu o fluxo de inúmeros homens e mulheres, peregrinos de esperança, a caminho da Cidade cujas portas estão sempre abertas, a nova Jerusalém. Na presença do Senhor nada permanece como antes. Este é o início da esperança. Foi o que disse Leão XIV na manhã desta terça-feira nesta solenidade da Epifania do Senhor, cuja celebração marcou o encerramento do Jubileu da Esperança, com o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro.

“Queridos irmãos e irmãs, é bom sermos peregrinos de esperança. E é bom continuar a sê-lo, juntos!”: foram palavras do Santo Padre na solenidade da Epifania do Senhor esta terça-feira, 6 de janeiro, cuja celebração marcou o encerramento do Jubileu da Esperança, com o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro, concluindo assim oficialmente o Ano Santo iniciado em 24 de dezembro de 2024.

Missa na Epifania do Senhor e fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro   (@VATICAN MEDIA)

Fechamento da Porta Santa da Basílica Vaticana

De fato, a celebração teve início com o rito de fechamento da Porta Santa da Basílica Vaticana, por onde passaram mais de 33 milhões de fiéis e peregrinos ao longo deste Ano jubilar. Na homilia da solene celebração, com a participação de 5.800 fiéis e peregrinos na Basílica e 10 mil que acompanharam a Missa dos telões na Praça São Pedro, Leão XIV destacou:

“A Porta Santa desta Basílica que, por último, hoje foi fechada, recebeu o fluxo de inúmeros homens e mulheres, peregrinos de esperança, a caminho da Cidade cujas portas estão sempre abertas, a nova Jerusalém. Quem foram eles e o que os motivava? No final do Ano Jubilar, questiona-nos com particular seriedade a busca espiritual dos nossos contemporâneos, muito mais rica do que talvez possamos compreender. Milhões deles atravessaram a soleira da Igreja. E o que encontraram? Que corações, que atenção, que acolhimento?”

Celebramos hoje a Epifania do Senhor, conscientes de que, na sua presença, nada permanece como antes. Este é o início da esperança, ressaltou o Pontífice, lembrando que somos vidas a caminho. Os lugares santos, como as catedrais, as basílicas, os santuários, que se tornaram destinos de peregrinação jubilar, devem difundir o perfume da vida, a impressão indelével de que um outro mundo começou. “Perguntemo-nos: há vida na nossa Igreja? Há espaço para o que está a nascer? Amamos e anunciamos um Deus que nos põe novamente a caminho?”

O Papa Leão XIV na Missa da Epifania do Senhor, encerramento do Jubileu   (@Vatican Media)

O Jubileu veio para nos lembrar que é possível recomeçar

Os Magos trazem a Jerusalém uma pergunta simples e essencial: “Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer?”, prosseguiu o Papa. Como é importante que quem atravessa a porta da Igreja sinta que o Messias acaba de nascer ali e que ali se reúne uma comunidade na qual surgiu a esperança e que ali está a acontecer uma história de vida!

“O Jubileu veio para nos lembrar que é possível recomeçar, ou melhor, que estamos ainda no início, que o Senhor deseja crescer no meio de nós, deseja ser o Deus-conosco. Sim, Deus põe em questão a ordem existente: tem sonhos que ainda hoje inspira nos seus profetas; está determinado a resgatar-nos de antigas e novas escravidões; envolve jovens e idosos, pobres e ricos, homens e mulheres, santos e pecadores nas suas obras de misericórdia, nas maravilhas da sua justiça. Não faz barulho, mas o seu Reino já está a germinar em todo o mundo.”

Quantas epifanias nos são concedidas ou estão prestes a ser concedidas! No entanto, elas devem ser desviadas das intenções de Herodes, dos medos sempre prontos a transformar-se em agressão. “Desde o tempo de João Baptista até agora, o Reino do Céu tem sido objeto de violência e os violentos apoderam-se dele à força”. Esta misteriosa expressão de Jesus, relatada no Evangelho de Mateus, disse o Santo Padre, não pode deixar de nos fazer pensar nos numerosos conflitos com os quais os homens podem resistir e até mesmo atingir o Novo que Deus reserva para todos. Amar a paz e procurá-la significa proteger o que é santo e, por isso mesmo, nascente: pequeno, delicado, frágil como uma criança. À nossa volta, uma economia distorcida tenta tirar proveito de tudo. Vemo-lo: o mercado transforma em negócios até mesmo a sede humana de procurar, viajar e recomeçar.

Maria, Estrela da Manhã, caminhará sempre à nossa frente

Perguntemo-nos: o Jubileu ensinou-nos a fugir desse tipo de eficiência que reduz tudo a um produto e o ser humano a um consumidor? Depois deste ano, estaremos mais capacitados para reconhecer no visitante um peregrino, no desconhecido um buscador, no distante um vizinho, no diferente um companheiro de viagem?

“O Menino que os Magos adoram é um Bem sem preço, nem medida. É a Epifania da gratuidade. Não nos aguarda em lugares prestigiados, mas nas realidades humildes”, frisou ainda o Pontífice.

O Santo Padre concluiu afirmando-nos que a fidelidade de Deus continuará a surpreender-nos. “Se não reduzirmos as nossas igrejas a monumentos, se as nossas comunidades forem casas, se resistirmos unidos às seduções dos poderosos, então seremos a geração da aurora”, disse, ressaltando por fim que “Maria, Estrela da Manhã, caminhará sempre à nossa frente!”

Fonte: Raimundo de Lima – Vatican News

Bispos venezuelanos: rezemos pelo bem do país, a unidade e a paz

Foto: Manifestantes em Caracas  (ANSA)

À luz dos acontecimentos no país, o episcopado dirige uma mensagem à população, invocando Deus para que conceda “a todos os venezuelanos serenidade, sabedoria e força” e expressando solidariedade aos “feridos” e às “famílias dos falecidos”. Os bispos convidam a população “a viver a esperança com mais intensidade” e a rezar pela paz.

“Perseveremos na oração pela unidade”: esta é a mensagem de apoio e proximidade que a Conferência Episcopal da Venezuela dirige ao povo de Deus por meio de suas redes sociais.

“Diante dos acontecimentos em nosso país, pedimos a Deus que conceda a todos os venezuelanos serenidade, sabedoria e força”, escreveram os bispos após o ataque dos EUA a Caracas, ordenado pelo presidente Donald Trump, para capturar o presidente Maduro e sua esposa e julgá-los por tráfico de drogas e terrorismo.

Rezar pela paz nos corações e na sociedade

Os bispos, que expressam sua solidariedade aos “feridos” e às “famílias dos falecidos”, convidam a população a “viver mais intensamente a esperança e a fervorosa oração pela paz” nos “corações e na sociedade”.

“Rejeitamos todas as formas de violência”, acrescentam os bispos, incentivando o “encontro” e o “apoio recíproco”, fazendo votos “que as decisões tomadas sejam sempre pelo bem” do povo. Por fim, invocam Nossa Senhora de Coromoto para que acompanhe o caminho de todos.

 

Irmã Joana da Silva é enviada para nova missão no Sul do Brasil

Foto: Irmã Joana e a apresentadora Rejane Silva 

Após cinco anos de missão em Roraima, a Irmã Joana da Silva, da Congregação das Irmãs Scalabrinianas, deixa o estado para assumir uma nova missão em Foz do Iguaçu (PR). A religiosa atuou na Pastoral dos Migrantes e apresentou o programa “30 minutos com a Pastoral dos Migrantes”, na Rádio Monte Roraima fm.

Durante sua atuação em Roraima, Irmã Joana trabalhou no atendimento a migrantes e refugiados que chegaram ao estado, desenvolvendo ações de acolhida e acompanhamento pastoral.

A religiosa afirmou que o seu serviço em Roraima foi um tempo de preparação e continuidade  dos trabalhos desenvolvidos.

“Eu acredito que foi um tempo de semear, de jogar a semente na terra, e agora cabe a cada um colher os frutos que Deus vai proporcionar”, disse.

Segundo Irmã Joana, aceitar a nova missão foi uma decisão pessoal e também uma resposta às necessidades da Congregação. Ela explicou que a comunidade de Foz do Iguaçu enfrenta a redução no número de religiosas, após a transferência de uma irmã para tratamento de saúde.

“O sim é Deus que chama e a gente vai dando essa resposta. Essa nova missão também acontece por uma necessidade da comunidade”, explicou.

Irmã Joana chegou a Roraima em 28 de janeiro de 2020, pouco antes do início da pandemia da Covid-19, período em que passou a conhecer as comunidades atendidas. Ela destacou que, embora a missão com migrantes faça parte do trabalho da Congregação, cada local apresenta características próprias.

A religiosa segue agora para a nova missão, dando continuidade ao trabalho da Congregação em Foz do Iguaçu (PR).

Ano Jubilar 2025 é encerrado na Diocese de Roraima

A missa de encerramento foi presidida por Dom Evaristo Spengler na Catedral Cristo Redentor, em Boa Vista

Foto: Pascom Catedral

Na manhã deste domingo, 28 de dezembro, Dom Evaristo Spengler, bispo de Roraima, presidiu a missa de encerramento do Ano Jubilar na Diocese de Roraima. A celebração ocorreu em comunhão com todas as dioceses do Brasil, durante a festa da Sagrada Família de Nazaré, e concedeu aos fiéis a Indulgência Plenária.

A Porta Santa na Diocese de Roraima foi aberta em janeiro de 2025 e, ao longo do ano, foi marcada por diversas celebrações jubilares. Em sua homilia, Dom Evaristo destacou momentos significativos vividos pela Igreja local.

“Tivemos momentos importantes, como a celebração do dia 19 de julho, quando comemoramos os 300 anos de evangelização nesta terra, além do Jubileu dos Povos Indígenas, o Jubileu da Família, o Jubileu dos Vocacionados e tantos outros que aconteceram ao longo deste ano”, afirmou.

O bispo também ressaltou as visitas pastorais realizadas durante o Ano Jubilar, quando percorreu as comunidades, paróquias, áreas missionárias e missões indígenas da diocese.

“Ao longo do ano, pude visitar todas as paróquias em visita pastoral, buscando caminhar na mesma direção, segundo a inspiração do Espírito Santo. Hoje, vivemos juntos o encerramento deste Ano Jubilar, que teve seu ponto culminante na peregrinação diocesana do dia 19 de julho, quando viemos a esta Catedral”, destacou.

Segundo Dom Evaristo, o momento central do Ano Jubilar ocorreu em julho, durante a celebração dos 300 anos de evangelização em Roraima, quando refletiu sobre a missão e a caminhada da Igreja no estado. Na celebração de encerramento, ele retomou três imagens utilizadas em sua homília na celebração dos 300 anos.

“Gostaria de retomar três imagens que usei na celebração dos 300 anos de evangelização: a semente, o rio e o óleo. Deus nos recorda o caminho percorrido nesses trezentos anos. Vocês semearam a boa semente do Evangelho, atravessaram rios difíceis, mas foram ungidos com o óleo da esperança. Agora, Deus nos diz: sigam em frente, porque a missão continua.”

O encerramento do Ano Jubilar foi celebrado juntamente com a festa da Sagrada Família de Nazaré. Em sua reflexão, Dom Evaristo destacou o significado dessa celebração para a vida das famílias cristãs.

“Hoje celebramos a festa da Sagrada Família: Jesus, Maria e José. Uma família simples, que enfrentou perseguições, conheceu o medo, a incerteza e o exílio. O sustento dessa família foi a confiança em Deus. Por isso, a Igreja a propõe como referência para todas as famílias cristãs”, concluiu.

Fechada a Porta Santa da Basílica de São Paulo. Harvey: a esperança não foge das crises do mundo

Em sua homilia durante a celebração eucarística na Basílica Papal, o cardeal arcipreste reafirmou o tema central do Jubileu: uma confiança capaz de atravessar a história sem ceder ao “otimismo ingênuo”.

A esperança cristã não foge das guerras, das crises, das injustiças e da desorientação que o mundo vive hoje. Foi o que disse o arcipreste da Basílica Papal de São Paulo Fora dos Muros, cardeal James Michael Harvey, em sua homilia durante a celebração eucarística com o rito de fechamento da Porta Santa, presidida na manhã deste domingo, 28 de dezembro. Evadir, fugir da realidade das próprias limitações e imperfeições, da história coletiva ferida de hoje, ou permanecer, acorrentado em suas próprias prisões internas, permitindo que a resignação se torne hábito e, depois, ferida. Dois movimentos opostos e complementares, como a abertura e o fechamento de uma Porta Santa. Contudo, nestes dois últimos, preservamos a memória de uma misericórdia que não se consome, de uma “salvação já doada” que, uma vez inserida na história, torna-se semente capaz de germinar sem murchar. Este é o horizonte de significado evocado pelo cardeal.

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Paz e a única esperança

O sol alto acima da estátua de São Paulo, no centro do quadripórtico da Basílica, aquece os fiéis reunidos, amenizando as temperaturas gélidas do inverno. A Porta Santa está situada à direita da fachada, sob cuja cruz encontra-se a inscrição “Spes unica”. E “a única esperança”, como o cardeal estadunidense lembrou na missa, reside na “Cruz de Cristo”: uma esperança pascal que brota da doação incondicional de si e “floresce na nova vida da ressurreição”. Em vez disso, a frase gravada na Porta Santa que acompanhou os peregrinos ao longo do ano — “Ad sacram Pauli cunctis venientibus aedem – sit pacis donum perpetuumque salus” — torna-se uma esperança constante de que o “dom da paz” possa realmente se espalhar em um mundo marcado por “guerras, crises, injustiças e confusão”.

O fechamento da Porta Santa

O rito de fechamento foi marcado por um silêncio contemplativo que acompanhou o cardeal Harvey em direção à Porta Santa, cujos três painéis recordam os três anos preparatórios para o Ano Santo de 2000, encomendados por São João Paulo II e dedicados ao Pai, rico em misericórdia, ao Espírito Santo, principal agente da evangelização, e ao Filho Redentor. O cardeal ajoelhou-se diante da Porta Santa e, após alguns momentos de reflexão em oração, a fechou.

Esperança em meio às “dificuldades da vida”

“A misericórdia de Deus permanece sempre aberta”, disse o cardeal em sua homilia. Ele convidou a prosseguir no caminho de “conversão e esperança” inspirado pelo Ano Santo. No lugar confiado à memória de São Paulo, as palavras da Carta aos Romanos ressoam com particular força: “a esperança não decepciona”, que acompanharam todo o Jubileu. Um “lema” que é muito mais do que isso: uma verdadeira “profissão de fé”. O Apóstolo dos Gentios, de fato, confia essas palavras à história consciente das “dificuldades da vida”, tendo experimentado a prisão, a perseguição e o “aparente fracasso”. Contudo, a esperança não desfalece, porque não se fundamenta em frágeis capacidades humanas, mas “no amor fiel de Deus”.

Entrar no espaço da misericórdia

A Porta Santa não é, portanto, um mero limiar material, mas um pórtico a ser atravessado, deixando para trás “o que pesa no coração” para entrar “no espaço da misericórdia”. Atravessá-la significa, acrescentou o cardeal arcipreste, renunciar a toda “pretensão de autossuficiência” e confiar-se humildemente “Naquele que pode dar sentido pleno às nossas vidas”. O pórtico também está ligado à caminhada penitencial, como um lugar “de reentrada na comunhão” e “um sinal do retorno à casa do Pai”. Um gesto que, ao longo dos anos, não perdeu sua força simbólica: “Deus nunca fecha a porta ao homem; é o homem que é chamado a atravessá-la”.

Aguardar a salvação já doada

A esperança, mas também a fé e a caridade, foram definidas pelo Papa Francisco como o “coração da vida cristã”. A virtude associada ao Jubileu de 2025, afirmou o cardeal Harvey, vai muito além do “otimismo ingênuo” e de qualquer “fuga da realidade”. Como ele mesmo recordou por ocasião da abertura da Porta Santa, em 5 de janeiro passado, não se trata de uma “palavra vazia” ou de um “vago desejo de que as coisas deem certo”. Esperar significa aguardar com confiança a “salvação já doada” e ainda a caminho para a sua realização. Uma realização que se desdobra na história da humanidade, a ser percorrida com o olhar “fixo em Cristo”, enfrentando a dor na certeza de que “a última palavra pertence à vida e à salvação”.

A coragem de descer na profundidade, livre das correntes

A esperança, portanto, está longe de ser abstrata, transmitida através da “conversão do coração” e da experiência libertadora do perdão vivida no sacramento da Reconciliação. O Papa Francisco insistiu nesse aspecto, e seu sucessor, Leão XIV, retomou-o, como lembrou Harvey, explicando que a esperança se alimenta da coragem de “descer na profundidade”, cavando “sob a superfície da realidade” e rompendo a “crosta da resignação”. Uma virtude frágil, mas com imenso potencial: o de “mudar o mundo”.

O cardeal evocou mais uma vez a figura de São Paulo, que, tendo experimentado a sua própria fraqueza, afirmou na Segunda Carta aos Coríntios que foi precisamente dela, através do seu encontro com Cristo, que tirou a sua força. As correntes das prisões em que esteve confinado — de Filipos a Jerusalém, de Cesareia a Roma — não sufocaram o seu anseio de confiança, consolação e esperança. “Nenhuma prisão pode extinguir a liberdade interior de quem vive em Cristo.”

A maior esperança

À esperança, recordou o cardeal Arcipreste, o Papa Bento XVI dedicou a Encíclica Spe Salvi, na qual enfatizou como o homem precisa de “muitas esperanças” para iluminar o seu caminho: pequenas e grandes, mas todas convergindo para a única grande esperança, o próprio Deus, na sua “face humana”, manifestada como uma “realidade viva e presente” que abraça toda a história da humanidade. Um amor que sustenta a perseverança na vida quotidiana, mesmo num mundo marcado pela “imperfeição e limitação”, porque garante a existência daquilo que o homem deseja em última instância: “A vida que é verdadeiramente vida”.

A responsabilidade do peregrino

Passar pela Porta Santa torna-se, assim, um convite a “voltar ao mundo”, testemunhando o dom recebido no ordinário. Um caminho tanto interior quanto concreto, que começa com o reconhecimento das próprias limitações e da “incompletude do olhar”, confiando-se à orientação do Senhor. Um processo passo a passo, como na oração, na confiança de que cada passo é suficiente. Cada peregrino, enfatizou Harvey, carrega consigo a responsabilidade de ser uma testemunha crível do que recebeu, um “sinal humilde, porém luminoso, da presença de Deus” num mundo marcado por “divisões e medo”.

As portas abertas do coração

Um fardo que os santos assumiram, permanecendo fiéis ao seu lugar na história e vivendo a esperança da vida cotidiana, como a Sagrada Família de Jesus, Maria e José, lembrada na liturgia de hoje: uma vida comum de trabalho silencioso, “cuidado recíproco” e escuta da vontade de Deus nas dobras da existência. Gestos repetidos com amor e, portanto, capazes de brilhar, sustentados por uma confiança que “persevera mesmo na escuridão”. “Com o fechamento da Porta Santa”, disse o cardeal, “que a porta da fé, da caridade e da esperança permaneça aberta em nossos corações. Que a porta da missão permaneça aberta, porque o mundo precisa de Cristo.”

A Porta Santa da Basílica de São Paulo Fora dos Muros foi a terceira basílica papal a ser fechada. A primeira foi a de Santa Maria Maior, no dia de Natal. Na manhã de sábado, 27 de dezembro, foi a vez de São João de Latrão. Leão XIV fechará a Porta Santa da Basílica de São Pedro em 6 de janeiro, Solenidade da Epifania do Senhor.

Fonte: Edoardo Giribaldi – Vatican News

Fechada a Porta Santa de São João de Latrão. Reina: proximidade, legado do Jubileu

O rito presidido foi presidido na manhã deste sábado pelo cardeal vigário, arcipreste da basílica.

“Hoje, ao fecharmos a Porta Santa, elevamos um hino de ação de graças ao Pai por todos os sinais do seu amor por nós, enquanto guardamos em nossos corações a certeza e a esperança de que o seu abraço de misericórdia e paz permanece aberto a todos os povos.” A oração do vigário do Papa para a Diocese de Roma, cardeal Baldassare Reina, ressoa no átrio da Basílica de São João de Latrão.

Na manhã deste sábado, 27 de dezembro, realizou-se solenemente o rito de fechamento da Porta Santa na “Mãe de Todas as Igrejas”. O cardeal aproximou-se em silêncio, ajoelhou-se no limiar da porta em oração. Em seguida, levantou-se e fechou a ampla porta, inclinando a cabeça em veneração. Depois dele, muitos fiéis aproximam-se e colocaram as mãos sobre ela em gesto de oração e recolhimento.

Levar o Senhor pelas ruas de Roma

Em 29 de dezembro de 2024 essa mesma Porta foi aberta. Naquela ocasião, era a festa da Sagrada Família. Neste sábado, a Igreja recorda São João Evangelista, “o discípulo que se tornou o amigo mais querido de Jesus”, enfatizou o cardeal durante a missa que se seguiu. João “caminhou com Jesus, ouviu a sua voz, mesmo a voz silenciosa, a do seu coração, encostando o ouvido no seu peito”, prosseguiu o purpurado. Seguindo o seu exemplo, portanto, os fiéis presentes, incluindo o prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, e o representante do Governo, Lamberto Giannini, foram convidados a serem “ministros da misericórdia de Deus”, permitindo que o Senhor “encontre a sua plenitude numa cidade onde muitos perderam a esperança”.

O peso da ausência

Não se pode — advertiu o cardeal arcipreste — professar a fé cristã sem se preocupar com aqueles que, “por causa dos fardos que devem carregar, da dor que sofrem, das injustiças que suportam”, conseguem perceber apenas a ausência. Essa ausência, que Reina descreveu em todas as suas facetas dramáticas, é uma falta de “solidariedade na lacuna entre a periferia e o centro; de atenção às dificuldades econômicas e existenciais; de fraternidade na qual nos resignamos, mesmo no presbitério, a permanecer sozinhos ou a sermos deixados sozinhos”. E ainda: “A ausência na qual as famílias se dispersam, os laços enfraquecem, as gerações se opõem umas às outras, os vícios se tornam correntes”; a falta de “justiça que não responde ao nobre chamado da política de remover os obstáculos para que todos possam encontrar oportunidades iguais para se realizarem, dar forma aos seus sonhos, consolidar sua dignidade, com trabalho e salários justos, ter um lar, ser protegidos e cuidados em sua fragilidade”.

Vencer a inércia para transfigurar a cidade

Os corações de muitos, continuou o cardeal, estão sobrecarregados pela privação “de visão e pensamento num tempo em que as paixões se tornaram tristes, os julgamentos se tornaram sumários, a informação perdeu o contato com a busca da verdade e a cultura não tem mais mestres críveis”. Sem mencionar “a ausência de paz num mundo onde prevalece a lógica do mais forte”. Toda essa falta de profecia “silencia Deus”, enfatizou o arcipreste, exortando os fiéis a se oporem a “toda inércia, para que possamos encontrar o Senhor” e transfigurar “nossa cidade”, em todos os seus espaços “sociais e existenciais”.

Reconhecer a todos como irmãos

Esta é “a esperança que moveu os muitos peregrinos que deixaram suas pegadas em nossas ruas, carregados pelos fardos que pesavam em seus corações”, e que imprimiram “seus carinhos” na Porta Santa, buscando a Deus e Sua misericórdia. Este é o ensinamento que o Jubileu deixa a cada fiel: “Um sacramento difundido pela proximidade do Deus das surpresas”. Porque, mesmo que a Porta Santa esteja agora fechada, “o Ressuscitado passa por ela e nunca se cansa de bater, para oferecer e encontrar misericórdia”. Além disso, recordou Reina, no fim dos tempos “seremos julgados pelo Amor”, por sermos capazes de reconhecer a todos como irmãos, inclusive “aqueles que consideramos inimigos”.

Que a Igreja de Roma seja um laboratório de sinodalidade

No “tempo novo” que agora se inicia para a Diocese de Roma, o purpurado convidou a unir “as orações e esforços para ser um lugar que revele a presença do Senhor, que testemunhe sua proximidade, tornando-se próximos uns dos outros, sem esquecer ninguém”. Somente assim — enfatizou Reina, citando Leão XIV e seu discurso de 19 de setembro à Diocese de Roma — a Igreja poderá se tornar um “laboratório de sinodalidade capaz de realizar o Evangelho”.

Que a chama da esperança permaneça acesa

Durante a oração dos fiéis, foi feita uma oração por uma Igreja “cada vez mais santa e fecunda”. No Ano Jubilar, rezamos ainda para que “a chama da esperança”, reacendida nos corações dos fiéis, “continue ardendo nas comunidades, sustentando os seus passos incertos e hesitantes, consolando os que estão na provação e torne cada um uma testemunha alegre do Evangelho”. Por fim, ofereceu-se uma intenção especial, pedindo ao Senhor que dissipe “as trevas do mal que ainda envolvem o mundo e guie os passos dos povos no caminho da paz”.

Caridade e hospitalidade

Antes de proferir a solene bênção final, o cardeal Reina expressou sua gratidão a todos os que trabalharam em 2025. Recordou a proximidade do Papa e saudou o arcebispo Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização e responsável pela organização do Jubileu, que estava presente na missa. Expressou gratidão às autoridades civis e militares que garantiram a segurança durante este Ano Santo. Agradeceu aos muitos voluntários e fiéis da diocese que praticaram a “caridade e a hospitalidade” para com os numerosos peregrinos. E, como anunciado nos últimos dias, convidou os jovens para o encontro com Leão XIV, marcado para 10 de janeiro na Sala Paulo VI. Por fim, fez votos de que o novo ano seja “rico da paz do Senhor e entre os povos”. A celebração encerrou-se com o tradicional cântico natalino “Tu desces das estrelas”, cantado pelo coro da Diocese de Roma, dirigido por monsenhor Marco Frisina.

A Porta Santa

Na história dos Jubileus, a Porta Santa da Basílica de São João de Latrão — localizada à direita do pórtico — foi a primeira a ser aberta, durante o Ano Santo de 1423. Foi o Papa Martinho V, sepultado diante do altar-mor, quem identificou na travessia da Porta o que se tornou, desde então, o símbolo essencial da peregrinação jubilar: passar pelo verdadeiro limiar, que é Cristo, para receber o dom de sua graça. A atual Porta Santa foi criada pelo escultor Floriano Bodini para o Jubileu do ano 2000. A obra retrata a Virgem com o Menino, Cristo Crucificado e o brasão de São João Paulo II. A mãe protege o Menino que estende a mão em direção à Cruz, afirmando sua Divindade eterna através do sacrifício.

Outros ritos de encerramento

A Porta Santa de São João de Latrão foi a segunda das Basílicas Papais a ser fechada. Na tarde de 25 de dezembro, Solenidade do Natal do Senhor, foi a vez de Santa Maria Maior, com o rito presidido pelo cardeal arcipreste Rolandas Makrickas. No domingo, 28 de dezembro, Festa da Sagrada Família, será a vez de São Paulo Fora dos Muros. O cardeal arcipreste James Michael Harvey presidirá a celebração. Por fim, em 6 de janeiro, Solenidade da Epifania do Senhor, Leão XIV fechará a Porta Santa da Basílica de São Pedro.

Fonte: Isabella Piro – Vatican News

Santa Maria Maior, fechada a Porta Santa. Makrickas: o coração de Deus permanece aberto

Na tarde deste dia 25 de dezembro, na Basílica Liberiana, o rito de fechamento da Porta Santa.

Foto: Fechamento da Porta Santa da Basílica papal de Santa Maria Maior.  (ANSA)

As badaladas da Sperduta, o antigo sino que remete ao sentido da peregrinação, acompanham o fechamento da Porta Santa da Basílica papal de Santa Maria Maior. No crepúsculo de 25 de dezembro, solenidade do Natal do Senhor, em uma Roma banhada por uma chuva contínua, muitos peregrinos assistem, dentro do templo mariano, ao antigo rito, presidido pelo cardeal arcipreste Rolandas Makrickas. “Ao fecharmos esta Porta Santa, acreditamos que o coração do Ressuscitado, fonte inesgotável de vida nova, permanece sempre aberto para aqueles que nele esperam”, afirma.

Um ritual antigo e solene

Então, em silêncio, o cardeal sobe os degraus que conduzem à Porta. E, sempre em silêncio, ajoelha-se na soleira, permanecendo ali em oração. Por fim, levanta-se e fecha as portas. Passou-se quase um ano desde a sua abertura, ocorrida em 1º de janeiro de 2025. A escolha de fechá-la em 25 de dezembro não é casual: em Santa Maria Maior, de fato, são guardadas as relíquias da Manjedoura onde foi colocado o Menino Jesus recém-nascido.

Tornar-se portas abertas para os outros

“O que se fecha não é a graça divina, mas um tempo especial da Igreja, e o que permanece aberto para sempre é o coração misericordioso de Deus”, sublinha o cardeal Makrickas durante a missa que segue o rito e que é animada pela Capela Musical Liberiana, que neste Ano Jubilar celebra o 480º aniversário de sua fundação formal.

“Hoje vimos a Porta Santa se fechar”, sublinha ainda o cardeal, “mas a porta que realmente importa continua sendo a do nosso coração: ela se abre quando escuta a Palavra de Deus, se dilata quando acolhe o irmão, se fortalece quando perdoa e pede perdão”. Daí o convite para lembrar que “atravessar a Porta Santa foi um dom e, a partir de hoje, tornar-nos portas abertas para os outros é a nossa missão para o futuro”. Um gesto simples e solene torna-se, assim, “memória grata e missão corajosa”.

Momento do fechamento da Porta Santa
Momento do fechamento da Porta Santa   (AFP)

Um Jubileu, dois Papas

Na homilia, o arcipreste destaca a particularidade do Jubileu da esperança que está prestes a terminar: um Ano Santo iniciado pelo Papa Francisco e depois continuado pelo Papa Leão. Um precedente semelhante só se encontra no Ano Santo de 1700, iniciado por Inocêncio XII e encerrado por Clemente XI. Mas hoje, como então, tratou-se de “uma passagem do testemunho e da liderança que nos entrega a imagem da vida da Igreja que nunca se interrompe”. Porque “o Senhor nunca abandona a Sua Igreja”.

A paz é possível

O Jubileu da Esperança, continua o cardeal, foi “um momento em que a Igreja anunciou, mais uma vez ao mundo inteiro, que Deus não está longe, que a paz é possível, que a misericórdia é mais forte do que o pecado”. E, seguindo os passos dos pontífices Bergoglio e Prevost, Makrickas lembra que a esperança não é ilusão, nem evasão, nem otimismo ingênuo, mas “força concreta que abre novos caminhos”, “decisão no sinal do amor”, “participação na vida do Verbo feito carne, luz que nenhuma noite pode apagar”.

A esperança nasce da acolhida

O ano jubilar, portanto, não é “um evento a ser arquivado ao seu término, mas um convite a permanecer à escuta do Filho, porque sem a escuta da Palavra, a esperança se apaga”. O exemplo a seguir, acrescenta o cardeal arcipreste, é o de Maria, que “ensinou a todos que a esperança nasce da acolhida: acolher Deus na vida, acolher o outro, acolher o futuro sem medo”. Só assim, ou seja, deixando Deus entrar no coração, é possível abrir a verdadeira Porta Santa, “a da misericórdia, da reconciliação, da fraternidade”.

Traduzir o Ano Santo em gestos concretos

Por fim, da Basílica que guarda o ícone mariano da Salus Populi Romani, bem como os restos mortais do Papa Francisco e de vários outros Pontífices, o cardeal Makrickas convida os fiéis a traduzir os momentos fortes do Jubileu em oração renovada, atenção concreta aos pobres, reconciliação nas famílias, compromisso criativo no trabalho, presença misericordiosa na comunidade. Só assim, de fato, será possível ter a coragem de ser “uma Igreja com o Evangelho nas mãos e o irmão no coração”.

Momento da celebração Eucarística   (@VATICAN MEDIA)

A oração pelos pobres

Durante a oração dos fiéis, intenções particulares são elevadas pela Igreja, para que seja sempre fiel à sua missão de anunciar a Boa Nova; pelos peregrinos que atravessaram a Porta Santa, para que, renovados na esperança, testemunhem o amor do Senhor; por aqueles que buscam a verdade, para que encontrem em Deus a luz, a Palavra e a força que vencem as trevas, a dúvida e o cansaço.

Reza-se então pela assembleia e pela sua vontade de uma “atenção renovada às necessidades dos pobres”. A missa termina com as notas do tradicional canto natalino Astro del ciel e com a bênção solene do cardeal arcipreste.

A Virgem Maria, Salus Populi Romani

Realizada pelo escultor Luigi Enzo Mattei e inaugurada por São João Paulo II em 8 de dezembro de 2001, a Porta Santa da Basílica Liberiana foi aberta pela primeira vez pelo Papa Francisco em 1º de janeiro de 2016, por ocasião do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Inspirada na imagem do homem do Sudário, ela representa Cristo aparecendo à Virgem Maria, Salus Populi Romani. No canto superior esquerdo, a Anunciação a Maria e, à direita, o Pentecostes. No canto inferior esquerdo, o Concílio de Éfeso, que decretou Maria Mãe de Deus, e, à direita, o Concílio Vaticano II, que a proclamou Mãe da Igreja.

O fechamento das outras Portas Santas

A Porta Santa da Basílica Liberiana foi a primeira, entre as basílicas papais, a ser fechada. Na manhã deste sábado, 27 de dezembro, será a vez de São João de Latrão, enquanto no dia seguinte, domingo, 28 de dezembro, festa da Sagrada Família, será a vez de São Paulo Fora dos Muros. Os ritos serão presididos pelos respectivos cardeais arciprestes, Baldassare Reina e James Michael Harvey. Leão XIV fechará a Porta Santa da Basílica do Vaticano no próximo dia 6 de janeiro, solenidade da Epifania do Senhor.

Fonte: Isabella Piro – Vatican News

Igrejas Católicas de Boa Vista celebram o Natal com programação especial de missas

Entre os locais de celebração estão a Catedral Cristo Redentor, o Santuário Nossa Senhora Aparecida, paróquias do centro e comunidades.

Em celebração ao Natal, as igrejas católicas de Boa Vista prepararam uma programação especial de missas para a Véspera de Natal, nesta quarta-feira (24), e para o Dia de Natal, na quinta-feira (25).  Entre os locais de celebração estão a Catedral Cristo Redentor, o Santuário Nossa Senhora Aparecida, paróquias do centro e comunidades localizadas em diversos bairros da cidade, oferecendo aos fiéis múltiplas oportunidades de comungar da fé e celebrar em família o nascimento de Jesus Cristo.

O bispo diocesano de Roraima, Dom Evaristo Pascoal Spengler, destacou o verdadeiro sentido do Natal como um convite à renovação da fé e ao encontro com Jesus Cristo.“Neste Natal, nós somos convidados a contemplar a verdade que ilumina a nossa fé: Jesus, a verdadeira luz que vem a este mundo. A luz que veio para nos salvar e nos fazer participantes da sua vida divina”, afirmou o bispo. Ele reforça que o Natal celebra “um Deus que não ficou distante, mas que armou a sua tenda entre nós, assumindo a nossa humanidade, as nossas lutas, os nossos medos, os nossos anseios”. Dom Evaristo finaliza sua mensagem desejando: “Que este Natal seja um encontro verdadeiro com Jesus. Que ele renove em nós a fé, a esperança e o amor. Feliz, santo e abençoado Natal”.

Programação das Missas de Natal:

MISSAS – VÉSPERA DE NATAL (24/12)

  • Paróquia São Mateus: 18h30 – Comunidade São Mateus (Rua Bacabeira, 664 – Caçari)

  • Paróquia São Francisco: 17h00 e 19h00 Paróquia São Francisco (Av. Capitão Júlio Bezerra, 775 – São Francisco)

  • Paróquia Santo Antônio de Sant’Anna Galvão:

  • 07h00 – Comunidade Bom Pastor (Av. São Joaquim, 424 – Dr. Silvio Leite)

  • 19h30 – Comunidade Santo Antônio (Rua Lambari, 425 – Santa Tereza)

  • 21h00 – Comunidade Bom Pastor (Av. São Joaquim, 424 – Dr. Silvio Leite)

  • Paróquia Santos Arcanjos:

  • 19h30 – Comunidade São Francisco (Rua Turquesa, 338 – Jóquei Clube)

  • Paróquia São Jerônimo:

  • 18h30 – Comunidade São Bento (Av. General Ataíde Teive, 2386 – Liberdade)

  • Catedral Cristo Redentor:

  • 18h00 – Matriz Nossa Senhora do Carmo (Rua Floriano Peixoto, S/N – Centro)

  • 19h30 – Catedral Cristo Redentor (Praça do Centro Cívico, 133)

  • 19h30 – Comunidade Menino Jesus (Rua Capitão Felipe Sturm, 242 – Mecejana)

  • Paróquia Nossa Senhora da Consolata:

  • 18h00 – Comunidade Santa Luzia (Rua Pedra Pintada, 117 – Treze de Setembro)

  • 19h00 – Paróquia Consolata (Rua Uraricoera, 671 – São Vicente)

  • Santuário Nossa Senhora Aparecida: 19h00 – Reitoria Nossa Sra. Aparecida (Rua Roberto Costa, 519 – Aparecida)

  • Área Missionária João Batista:

  • 18h00 – Comunidade São Frei Galvão (Rua Francisco Alvez Machado – Aeroporto)

  • 19h00 – Comunidade Santíssima Trindade (BR 174, Saída Salomão)

  • 19h00 – Comunidade João Batista (Av. Parimé Brasil, 730 – Caranã)

  • Área Missionária São Raimundo Nonato: 19h00 – Comunidade São Raimundo Nonato (Rua Sólon Rodrigues Pessoa, 1873 – Santa Luzia)

  • Área Missionária Santa Rosa de Lima: 19h00 – Comunidade São Sebastião (Rua Governador Berlamino Neves, 28 – Airton Rocha)

  • Área Missionária Sagrado Coração de Jesus: 18h30 – Comunidade Nossa Senhora da Piedade (Rua N, 360 – Cidade Satélite

MISSAS – DIA DE NATAL (25/12)

  • Paróquia São Mateus: 18h30 – Comunidade N. Sra. da Anunciação (Av. Lídia Bento, s/n – Parque Caçari)

  • Paróquia Nossa Senhora da Consolata: 18h00 – Paróquia Nossa Senhora da Consolata

  • Paróquia São Francisco: 9h30 e 19h00 – Paróquia São Francisco (Av. Capitão Júlio Bezerra, 775 – São Francisco)

  • Catedral Cristo Redentor: 19h30 – Catedral Cristo Redentor (Praça do Centro Cívico, 133)

  • Reitoria: 19h00 – Santuário Nossa Senhora Aparecida (Rua Roberto Costa, 519 – Aparecida)

  • Paróquia São Jerônimo: 18h30 – Comunidade Imaculada Conceição (Rua Raimundo Penafort, 446 – Buritis)

  • Paróquia Santos Arcanjos: 7h00 – Comunidade São Cristóvão (Rua Horácio Mardel de Magalhães, 302 – Asa Branca)

  • Paróquia Santo Antônio de Sant’Anna Galvão:

  • 7h00 – Comunidade N. Sra. dos Migrantes (Rua Capricórnio, 416 – Jardim Primavera)

  • 8h30 – Comunidade São José (Rua Jafete, 273 – Pintolândia)

  • 18h00 – Comunidade N. Sra. de Guadalupe (Rua Gideão, 655 – Nova Canaã)

  • 19h30 – Comunidade N. Sra. de Fátima (Rua 7, 289 – Jardim Tropical)

  • Área Missionária São Raimundo Nonato: 18h00 – Comunidade Santa Edwiges (Rua Luiz Reis Cristo, 1048 – Equatorial)

  • Área Missionária Santa Rosa de Lima:

  • 8h00 – Comunidade N. Sra. da Luz (Rua Universo, 1796 – Raiar do Sol)

  • 19h00 – Comunidade Santa Rosa (Rua Campo Grande, 337 – Nova Cidade)

  • Área Missionária Sagrado Coração de Jesus: 18h30 – Comunidade Santa Paulina (Rua J5, 113 – Cidade Satélite)

 FONTE/CRÉDITOS: Por Dennefer Costa