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Será realizada a Assembleia Eletiva da Vida Religiosa Consagrada em Roraima: Um Novo Capítulo Começa

Religiosos e religiosas de diferentes congregações e ordens religiosas se reunirão para eleger uma nova coordenação.

Nos dias 5 e 6 de outubro, a Prelazia de Roraima será cenário de um momento significativo: a Assembleia Eletiva da CRV (Coordenação da Vida Religiosa Consagrada) do núcleo de Roraima.

Nesta assembleia, religiosos e religiosas de diferentes congregações e ordens religiosas se reunirão para eleger uma nova coordenação que liderará e representará a comunidade religiosa em Roraima no próximo periodo.

A Vida Religiosa Consagrada desempenha um papel crucial na Diocese de Roraima, dedicando-se à oração, ao serviço e ao testemunho do Evangelho. Através do compromisso com a fé e a solidariedade, eles têm desempenhado um papel fundamental na construção de uma sociedade mais justa e compassiva.

Nesta Assembleia Eletiva, os participantes terão a oportunidade de escolher líderes que irão orientar e inspirar a comunidade religiosa, promovendo a união, a espiritualidade e o compromisso com a missão da Igreja.

É importante lembrar que o processo eleitoral é um ato de responsabilidade e discernimento, guiado pelo Espírito Santo. Cada voto representa não apenas uma escolha pessoal, mas a vontade coletiva de fortalecer e direcionar a Vida Religiosa Consagrada em Roraima.

Nossas orações estão com todos os participantes desta Assembleia Eletiva. Que o discernimento seja claro, que a unidade seja fortalecida e que o futuro da Vida Religiosa Consagrada na Diocese de Roraima seja repleto de bênçãos e realizações.

Que esta assembleia seja um lembrete da importância da comunhão e do compromisso de todos os religiosos e religiosas em servir a Deus e ao próximo com amor e dedicação.

Reportagem: Libia López

São Vicente de Paulo, padroeiro das Associações de Caridade

Origens 

São Vicente de Paulo nasceu em 1581, em cidade da Gasconha, região da França, no seio de uma família de camponeses. Embora tenha passado a sua adolescência no campo, a sua perspicácia foi percebida por um benfeitor, que lhe ofereceu a oportunidade de estudar.

Vida Sacerdotal  

Em 1600, com apenas 19 anos, foi ordenado sacerdote, mas obteve o diploma em teologia somente em 1604. Abriu uma escola particular, mas teve muitos gastos. Além disso, durante uma viagem marítima de Marselha a Narbonne, seu navio foi atacado por piratas: Vicente foi preso e vendido como escravo em Túnis. Ao receber sua alforria, dois anos depois, voltou para França, graças ao seu terceiro patrão, que, no entanto, se converteu ao cristianismo.

Catequista

Em 1612, tornou-se pároco de uma igreja em Clichy, na periferia de Paris. No entanto, conheceu o Cardeal Pierre de Bérulle, que foi seu diretor espiritual, por muito tempo. Desta forma, começou suas atividades como catequista. 

A Desigualdade

Em 1613, foi encarregado da formação dos filhos dos Marqueses de Gondi, onde permaneceu quatro anos. Ali, percebeu o enorme abismo entre ricos e pobres, não só do ponto de vista material e social, mas também cultural e moral. 

Sua preocupação com a pobreza foi compartilhada pela Marquesa Gondi, que colocou uma grande quantidade de dinheiro à sua disposição, para que fosse instituída uma obra de pregação quinquenal entre os camponeses das suas terras. São Vicente de Paulo deixou temporariamente o castelo para ir trabalhar em uma pequena paróquia na periferia de Châtillon-le-Dombez.

Primeira Célula da Caridade Vicentina 

A primeira coisa que Vicente fez como pároco foi cuidar de uma família doente, que não tinha o que comer, porém, percebeu que, quando o dinheiro acabasse, a família voltaria à sua indigência de antes. Buscou outro meio, mais eficiente e em longo prazo, para ajudar. Em 20 de agosto de 1617, nasceu a primeira célula da Caridade Vicentina, que foi confiada, segundo os ditames da sociedade, às mulheres, que foram chamadas “Servas dos Pobres”. A instituição cresceu de modo extraordinário, obtendo, em tempo recorde, a aprovação do Bispo de Lyon. 

Filhas da Caridade

São Vicente de Paulo voltou ao castelo de Gondi, mas para tratar da promoção humana e material dos camponeses. Depois, transferiu-se para Paris, porque é nas grandes metrópoles que as diferenças sociais, entre quem tem tudo e quem não tem nada, são maiores: sentiu que era ali que devia intervir. 

Na capital, muitas senhoras nobres, ansiosas de fazer beneficência, quiseram contribuir financeiramente para as obras de “Monsieur Vincent”: assim, em 1617, nasceram as Damas da Caridade.

 A obra mais importante que realizaram foi a abertura de um hospital municipal. Porém, as senhoras não conseguiam atender às necessidades mais humildes. 

Por isso, em 1633, Vicente fundou uma Congregação feminina, inovadora para a época: as Filhas da Caridade, que não seriam “monjas”, distantes do mundo e dedicadas à contemplação, mas “freiras”, irmãs dos últimos, que vivem ao lado deles no mundo e deles cuidam diariamente. Ainda hoje, as Filhas da Caridade são a maior família religiosa feminina da Igreja.

Congregação da Missão

A obra incessante de São Vicente de Paulo não se limitou apenas à comunidade das Irmãs. Começou a pregar a Palavra de Deus nas aldeias, onde muitos sacerdotes se uniram a ele. Assim, nasceu uma nova comunidade, que contava com a ajuda financeira da família Gondi: a Congregação da Missão, mais tarde conhecida como Lazaristas, cuja sede foi o convento de São Lázaro. 

Páscoa

São Vicente de Paulo faleceu em Paris, em 27 de setembro de 1660, com a idade de 79 anos. Não deixou nenhuma obra escrita, a sua única obra ou a sua obra-prima foi a Caridade. Morreu como exemplo de caridade, do verdadeiro amor, que não fazia distinção entre o de Deus e o ao próximo. 

Legado

A espiritualidade vicentina foi fundada na dupla descoberta de Cristo e dos pobres. Acreditam na igualdade entre a oração e ação, no compromisso com o mundo e para o mundo. Concretiza-se com a evangelização e a promoção humana. Seus filhos religiosos se inspiram apenas nas “Regulae”, que encarnam as características do espírito vicentino: simplicidade, humildade, mansidão, mortificação e zelo pela salvação das almas.

Via de Santificação

A beatificação de São Vicente de Paulo ocorreu no dia 21 de agosto de 1729 pelo Papa Bento XIII. A celebração de canonização foi realizada em 16 de junho de 1737, pelo Papa Clemente XII, na Basílica do Vaticano. Em 1885, o Papa Leão XIII o proclamou padroeiro de todas as Associações católicas de caridade.

Minha oração

“Vós, que fostes admiravelmente dedicado aos pobres, ensinai-nos a sermos atentos para com essas realidades. Os nossos irmãos mais fragilizados, dê a eles a graça da salvação e do encontro com Cristo. Dai força aos grupos vicentinos que dão continuidade a vossa obra. Amém!”

São Vicente de Paulo, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 27 de setembro

  • Comemoração de São Josué, filho de Nun, servo do Senhor.
  • Em Reims, na Gália, Bélgica, atualmente na França, São Sisto, que é considerado o primeiro bispo desta cidade. († s. III)
  • Em Cápua, junto à Via Aquária, na Campânia, região da Itália, São Prisco, mártir. († s. IV)
  • Em Tódi, na Úmbria, também região da Itália, São Terenciano, bispo. († c. s. IV)
  • Em Zurzach, junto do rio Reno, no território de Zurique da Germânia, atualmente na Suíça, Santa Verena, virgem. († s. IV)
  • Em Le Mans, na Gália Lionense, hoje na França, São Vitório, recordado por São Gregório de Tours. (†490)
  • Em Aquino, no Lácio, região da Itália, São Constâncio, bispo cujo dom de profecia é louvado pelo Papa São Gregório Magno. († 570)
  • No território de Nimes, na Gália Narbonense, na hodierna França, São Gil ou Egídio. VI/VII)
  • Em Sens, na Nêustria, também na atual França, São Lopo, bispo. († c. 623)
  • Em Veneza, cidade do atual Vêneto, região da Itália, a Beata Juliana de Collalto, abadessa da Ordem de São Bento. († 1262)
  • Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, também região da Itália, a Beata Joana, virgem da Ordem Terceira das Servas de Maria. († 1367)
  • Em Madrid, na Espanha, os beatos Cristino (Miguel Roca Huguet), presbítero, e onze companheiros, mártires, todos da Ordem de São João de Deus. († 1936)
  • Em Paterna, cidade da província de Valência, também na Espanha, o Beato Afonso Sebastião Viñals, presbítero e mártir. († 1936)
  • Em Barcelona, também na Espanha, os beatos mártires Pedro de Alcântara, presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais, Maria do Carmo Moreno Benítez Maria do Amparo Carbonell Muñoz, virgens do Instituto de Maria Auxiliadora. (†1936)
  • Em Barcelona, em dia incerto de Setembro, o Beato Bento Clemente (Félix España Ortiz), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. († 1936)
  • Em Sotillo, localidade da Cantábria, no litoral da Espanha, em dia incerto de Setembro, o Beato Eugénio Andrés Amo, religioso da Ordem dos Pregadores e mártir. († 1936)
  • Em Mataró, na Catalunha, também na região da Espanha, o Beato José Samsó i Elias, presbítero da diocese de Barcelona e mártir. († 1936)

São Cosme e São Damião, os irmãos gêmeos médicos

Origens 

São Cosme e São Damião, nascidos na Arábia, se dedicaram ao cuidado dos enfermos, o que foi a alavanca principal da vida dos dois irmãos, que viveram no século III, no tempo da perseguição contra os cristãos. Eles cuidavam dos doentes, sem aceitar remuneração. Por isso, receberam o apelido de “anárgiros”, palavra grega que significa “sem prata”. A sua fama de homens corajosos e distintos benfeitores espalhou-se, rapidamente, por toda a região.

Cuidadores de Almas 

A atividade desses santos gêmeos não se limitou apenas aos cuidados do corpo enfermo. Na sua prática profissional, visavam também o bem das almas, com o exemplo e a palavra. De fato, converteram muitos pagãos ao cristianismo.

É famoso o episódio da cura de uma mulher hemorroíssa, chamada Paládia, que, por gratidão, deu três ovos aos dois irmãos. Porém, por não aceitarem, ela implorou a Damião que os aceitasse, em nome de Cristo, aquela pequena oferta. Para não ofender a mulher, Damião aceitou os ovos. Este seu gesto provocou a reação de Cosme, que pediu, publicamente, após a sua morte, para não ser enterrado com seu irmão.

Isso despertou a ira do imperador Diocleciano, implacável perseguidor do povo cristão. Na Ásia Menor, o governador deu ordens imediatas para que os dois médicos cristãos fossem presos, acusados de feitiçaria e de usarem meios diabólicos em suas curas.

Páscoa

O suplício dos dois irmãos é narrado pela Lenda Áurea, segundo a qual foram primeiro jogados no fogo, de onde saíram ilesos. Depois, foram condenados à lapidação, mas as pedras voltavam contra os atiradores. E, ainda, as flechas lançadas pelos arqueiros feriram seus algozes. Por fim, foram decapitados. O ano não pode ser confirmado, mas com certeza foi no século IV.

Igreja 

Quando o imperador Justiniano, por volta do ano 530, ficou gravemente enfermo, deu ordens para que se construísse, em Constantinopla, uma grandiosa igreja em honra dos seus protetores, São Cosme e São Damião. Mas a fama dos dois correu rápida no Ocidente também, a partir de Roma, com a basílica dedicada a eles, construída, a pedido do Papa Félix IV, entre 526 e 530. Tal solenidade ocorreu no dia 26 de setembro; assim, passaram a ser festejados nesta data.

Protetores e Padroeiros 

São Cosme e São Damião são padroeiros dos médicos, dos cirurgiões, farmacêuticos, parteiras e das faculdades de medicina.

Minha oração

“Reconhecidos como grandes médicos, curai as doenças da nossa alma, assim como as mazelas do nosso corpo. Pedimos aos irmãos a graça da fraternidade familiar, da paz e amizade entre os irmãos. Amém!”

São Cosme e São Damião, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 26 de setembro 

  • Comemoração de São Gedeão, da tribo de Manassés, que foi juiz em Israel.
  • Em Albano, no Lácio, região da Itália, São Senador, mártir. († s. III/IV)
  • Em Bolonha, cidade da atual Emília-Romanha, na Itália, a comemoração de Santo Eusébio, bispo. († s. IV)
  • Em Gaeta, no Lácio, também na Itália, Santo Estêvão de Rossano, monge, companheiro de São Nilo o Jovem. († 1001)
  • Na zona de Túsculo, próximo de Roma, São Nilo o Jovem, abade, que, fundou o mosteiro de Grottaferrata segundo a observância dos Padres Orientais. († 1004/1005)
  • Em Salerno, na Campânia, região da Itália, a Beata Lúcia de Caltagirone, virgem da Ordem Terceira Regular de São Francisco. († 1400)
  • Em Seul, na Coreia, a paixão dos santos Sebastião Nam I-gwan e oito companheiros, mártires. Comemoram-se também as santas mártires Luzia KimCatarina Yi, viúva, e sua filha Madalena Cho, virgem. († 1839)
  • Em Lião, na França, Santa Teresa (Maria Vitória Couderc), virgem, que, fundou a Companhia de Nossa Senhora do Cenáculo, junto ao túmulo de São João Francisco de Régis. († 1885)
  • Em Gars, povoação próxima de Munique, na Alemanha, o Beato Gaspar Stanggassinger, presbítero da Congregação do Santíssimo Redentor. († 1899)
  • Em Los Reyes, cidade do Perú, o Beato Luís Tezza, presbítero da Ordem dos Clérigos Regrantes Ministros dos Enfermos. († 1923)
  • Em Valência, na Espanha, as Beatas Maria do Amparo e Maria do Calvário, virgens da Congregação da Doutrina Cristã e mártires. († 1936)
  • Também em Valência, o Beato Rafael Pardo Molina, religioso da Ordem dos Pregadores e mártir e o beato mártir José Maria Vidal Segú, presbítero da mesma Ordem. († 1936)
  • Em Puerto de Canals, localidade da mesma província de Valência, a Beata Crescência Valls Espi, virgem e mártir. († 1936)
  • Em Benifairó de Valldigna, povoação da mesma província de Valência, a Beata Maria del Olvido Noguera Albelda, virgem e mártir. († 1936)
  • Em Gilet, também na província de Valência, o Beato Boaventura de Puzol (Júlio Esteve Flors), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir. († 1936)
  • Em Benifallin, na província de Alicante, também na Espanha, a Beata Maria Jordá Botella, virgem e mártir. († 1936)
  • Em Madrid,na Espanha, o Beato Leão Maria de Alacuás (Manuel Légua Marti), presbítero da Congregação dos Terciários de Nossa Senhora das Dores e mártir. († 1936)
  • Em Bilbau, na Espanha, o Beato António Cid Rodríguez, religioso da Sociedade Salesiana e mártir. († 1936)

Fonte:

São Firmino de Amiens, o bispo espanhol decapitado

Origens

São Firmino de Amiens era originário de uma família nobre de Pamplona na Espanha. Seus pais Fermo e Eugenia eram pagãos, mas, depois, se converteram na época do episcopado de seu filho. Firmino, que era o filho mais velho, foi confiado aos cuidados do padre Onesto, que o batizou e o instruiu na fé cristã.

O primeiro bispo 

Mais tarde, foi ordenado sacerdote pelo bispo de Toulouse Onorato e, depois de alguns anos, bispo. São Firmino permaneceu em sua cidade natal de Pamplona, onde uma tradição local o considera o primeiro bispo da cidade. Depois, passou a evangelizar algumas regiões da França como Aquitânia, Auvergne, Anjou e outras no nordeste. Apesar da oposição dos sacerdotes pagãos, os resultados de seu trabalho foram sensacionais. 

Desafios apostólicos

Os “Atos” dizem que ele também foi preso por ordem do governador romano Valério, açoitado e, depois, libertado. Em seus itinerários, acabou parando em Amiens (a antiga Samobriva Ambianorum) onde foi bispo com grande sucesso por muitos anos. Sabe-se que ele converteu muitos nobres incluindo o senador Faustiniano, de cujos descendentes o outro bispo confessor  São Firmino de Amiens (celebrado em outra data). 

Páscoa

Pelos diligentes magistrados Longulo e Sebastiano, foi novamente preso no início do século IV e convidado a abjurar, mas São Firmino de Amiens recusou, mantendo-se firme em sua fé. Então, os magistrados, para evitar uma reação popular, mandaram decapitá-lo na prisão em 25 de setembro de um ano não especificado entre 290 e 303.

Suas relíquias

No século VII, não se sabia onde estava o túmulo do santo bispo e mártir, mas, por uma visão milagrosa, o bispo de Amiens São Salvio o encontrou. Suas relíquias estão espalhadas em várias igrejas da França, pois o culto a São Firmino de Amiens teve uma ampla difusão, tanto na França como na Espanha. Em Pamplona, em particular, é muito solene, documentado pela primeira vez em 1186, quando o bispo da cidade Pedro II recebeu algumas relíquias de São Firmino Amiens. Em 1217, na catedral havia um altar dedicado a ele e a festa foi celebrada com uma oitava.  

Devoção atual

Atualmente, na cidade de origem, existem duas capelas dedicadas a ele, uma na catedral e outra na igreja de São Lorenzo, construídas segundo a tradição no local da casa natal de São Firmino de Amiens. A festa em Pamplona ficou muito conhecida no mundo, pela corrida de touros, o famoso “encierro”, que acontece nas ruas da cidade por cerca de 850 metros, com touros livres correndo junto com homens bastante ousados, com a participação de uma grande multidão e numerosos turistas, e terminando na arena. Em Amiens, na França, o nome de São Firmino foi incluído nas ladainhas medievais dos santos, e, na antiguidade, havia cinco celebrações em sua homenagem durante o ano, incluindo 25 de setembro, dia do martírio e data em que ele é inserido no ‘Martyrologium Romanum’. 

Padroeiro e representações artísticas 

Na Idade Média foi invocado como protetor dos tanoeiros, mercadores de vinho, padeiros e contra as doenças. Na arte figurativa, as obras confundem-se em Amiens, precisamente pelos dois bispos homónimos da mesma diocese, mas os de Firmino bispo e mártir são mais facilmente identificáveis, ​​devido ao seu martírio, que o tornou mais famoso; de fato, tendo sido decapitado, em algumas obras ele é retratado com a cabeça na mão ou olhando para a cabeça decepada no chão. Os ‘Atos’ que falam dele datam do século V ou VI, tendo motivos de decorações escultóricas na própria catedral de Amiens.

Minha oração

“Pelo teu sangue, fizeste frutificar a fé do povo, intercedei por aqueles que lhe rogam e pelo povo no qual viveu o seu bispado. Que teu exemplo seja fortaleza e consolo para os europeus, assim como para nós. Amém!”

São Firmino, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 25 de setembro

  • Comemoração de São Cléofas, discípulo do Senhor, que, seguindo em viagem com outro discípulo, sentiu arder-lhe o coração quando Cristo, na tarde da Páscoa, lhes apareceu no caminho e lhes explicava as Escrituras e depois, na povoação de Emaús, reconheceu o Salvador na fracção do pão.
  • Em Damasco, na Síria, os santos mártires Paulo e Tata, esposos, e seus filhos SabinianoMáximoRufo e Eugénio. († c. s. IV)
  • Em Chartres, na Gália Lionense, na hodierna França, São Solene, bispo. († a. 511)
  • Em Soissons, na Gália Bélgica, também na atual França, São Princípio, bispo, irmão de São Remígio. († s. VI)
  • Em Cork, na Mormónia, província da Irlanda, São Finbarro, bispo. († s. VI)
  • Em Auxerre, na Nêustria, atualmente na França, Santo Anacário ou Aunacário, bispo. († 605)
  • Em Cusance, no território de Besançon, na Nêustria, também na atual França, Santo Ermenfredo, abade. († c. 670)
  • No mosteiro da Santíssima Trindade, na região de Moscovo, na Rússia, São Sérgio de Radonez, que, depois de viver como eremita na aspereza da floresta. († 1392)
  • Na serra de Alpujarras, próximo de Granada, na Andaluzia, região da Espanha, o Beato Marcos Criado, presbítero da Ordem da Santíssima Trindade dos Cativos e mártir. († 1569)
  • Em Carrión de Calatrava, povoação próxima de Ciudad Real, também na Espanha, os beatos mártires João Pedro de Santo António , presbítero, e Paulo Maria de São José, religioso da Congregação da Paixão, e Jesus Hita Miranda, religioso da Companhia de Maria. († 1936)
  • Em Madrid, na Espanha, os beatos João Codera Marquês e Tomás Gil de la Cal, religiosos da Sociedade Salesiana e mártires. († 1936)
  • Em Urda, próximo de Toledo, na Espanha, o Beato Félix das Cinco Chagas (Félix Ugalde Irurzun), religioso da Congregação da Paixão.(† 1936)

São Maurício e companheiros mártires, soldados de Deus

Origens 

Maurício, Exupério, Cândido, Vitor, Inocêncio, Vital e outros eram oficiais e soldados do exército que foi encarregado, em 287, de reprimir a revolta dos Bagaudas (Bagauda vem da palavra céltica bagad, que significa multidão). Tratava-se, com efeito, de uma multidão de aldeões, pastores e escravos, que se revoltaram contra os seus senhores em certas partes da Gália, ameaçando a dominação romana. 

A Ordem

Foi Maximiano Hércules quem recebeu ordens de Diocleciano para sufocar esta insurreição. Depois de atravessar os Alpes, interrompeu a marcha na Suíça, a fim de dar descanso de três dias às tropas. A guarda avançada acampou em Agaunum, a cerca de quinze milhas do Lago de Genebra. Era a esta guarda que pertenciam Maurício e os companheiros. Formavam um destacamento constituído inteiramente por cristãos, tirados, ao que parece, dos exércitos egípcios que guardavam habitualmente as fronteiras meridionais da Tebaida, daí o nome, que lhes deram, de Legião Tebana.

Páscoa

Antes de entrar em combate, Maximiano Hércules deu ordens para que todas as tropas se concentrassem em Octodure, a fim de sacrificarem aos deuses e prestarem juramento. Com a Legião Tebana, se recusou a tomar parte nessa cerimônia: “Somos seus soldados, mas também servos de Deus”, eles disseram.

Eles foram dizimados por ordem do comandante. Não tendo este castigo alterado as posições dos soldados, Maximiano mandou dizimá-los pela segunda vez. Os sobreviventes, porém, não deram mostras de se quererem acomodar aos desejos do comandante e, por isso, foram todos passados pelas armas.

Igreja e Relíquias 

O campo ficou forrado de sangue e cadáveres. Naquele lugar e naquela época, foi erguida uma igreja em honra e culto a esses santos mártires do cristianismo, encontrada somente por volta do ano 1893. A maioria das relíquias dos corpos dos soldados cristãos da legião tebáica, atualmente, é venerada no Convento de São Maurício de Agaunum, na região do Valese, atual Suíça. Especialmente no dia 22 de setembro, determinado pelo calendário oficial da Igreja de Roma.

Minha oração

“Ao pelotão de soldados que deram testemunho da verdade e da verdadeira luta, sede auxílio no tempo de guerra e de combate da fé. Intercedei para que, se necessário, saibamos dar a nossa vida em favor de Cristo e da Igreja, fiel à vontade Divina. Amém!”

São Maurício e companheiros mártires, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 22 de setembro

  • Em Roma, no cemitério de Comodila, junto à Via Ostiense, a comemoração de Santa Emérita, mártir. († data inc.)
  • Em Roma, junto à Via Salária Antiga, o sepultamento de Santa Basila, mártir, no tempo dos imperadores Diocleciano e Maximiano. († 304)
  • Em Levroux, localidade do território de Bourges, na Aquitânia, atualmente na França, São Silvano, eremita. († c. s. V)
  • No monte Glonna, junto ao rio Loire, no território de Poitiers, na Gália, também na atual França, São Florêncio, presbítero. († c. s. VI)
  • No território de Coutances, também na hodierna França, São Lauto ou Laudo, bispo. († d. 549)
  • Em Laon, na Nêustria, também na atual França, Santa Salaberga, abadessa. († c. 664)
  • Em Ratisbona, cidade da Baviera, na Alemanha, Santo Emeramo, bispo, que sofreu o martírio pela fé em Cristo. († c. 690)
  • No mosteiro cisterciense de Morimond, na França, o passamento do Beato Otão, bispo de Freising, que morreu com o hábito monástico, que nunca deixou durante o episcopado. († 1158)
  • Em Turim, no Piemonte, região da Itália, Santo Inácio de Santhiá, presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. († 1770)
  • Ao largo de Rochefort, na França, o Beato José Marchandon, presbítero e mártir. († 1794)
  • Em Seul, na Coreia, a paixão dos santos Paulo Chong Ha-sang e Agostinho Yu Chin-gil, mártires. († 1839)
  • Em Monserrat, na província de Valência, na Espanha, o Beato Carlos Navarro Miguel, presbítero da Ordem dos Clérigos das Escolas Pias e mártir. († 1936)
  • No mesmo lugar, o Beato Germano Gonçalvo Andréu, presbítero e mártir. († 1936)
  • Em Alcira, na província de Valência, os beatos mártires Vicente Pelufo Corts, presbítero, e Josefina Moscardó Montalvá, virgem. († 1936)
  • Em Bolbaite, também na província de Valência, o Beato Vicente Sicluna Hernández, presbítero e mártir. († 1936)
  • Em Corbera, localidade próxima de Valência, também na Espanha, a Beata Maria da Purificação Vidal Pastor, virgem e mártir.(† 1936)
  • Em Madrid, na Espanha, os beatos Estêvão Cobo Sanz e Frederico Cobo Sanz, religiosos da Sociedade Salesiana e mártires. († 1936)
  • Em Azuaga, perto de Badajoz, também na Espanha, os beatos Félix Echevarría Gorostiaga, presbítero da Ordem dos Frades Menores e companheiros mártires.(† 1936)

São Mateus, apóstolo e evangelista

Origens 

São Mateus era pecador, um cobrador de impostos, deixou tudo e seguiu Jesus, tornando-se um dos Doze Apóstolos. Os evangelistas Lucas e Marcos também o chamam de Levi, o nome dado pelo seus pais – ele mudou o nome como uma forma, típica da época, de indicar a mudança de vida. O nome Mateus, algumas vezes, foi citado nos Atos dos Apóstolos. O anúncio de Cristo foi a sua missão.

Mateus, o cobrador de impostos

São Mateus é identificado com o apelido de “publicano”, termo carregado de consequências negativas e socialmente relevantes. O desprezo pelos cobradores de impostos, no tempo de Jesus, estava muito enraizado: eram cobradores de impostos, e não se odeia alguém só porque trabalha no que hoje chamamos de finanças. Mas os judeus, na época, não pagavam impostos ao seu estado soberano e livre, mas aos ocupantes romanos; na prática, tratava-se de financiar aqueles que os oprimiam. E consideravam o cobrador de impostos um colaborador detestável. São Mateus faz esse trabalho em Cafarnaum da Galileia. Com seu banco ali, ao ar livre. Jesus o vê pouco depois de curar um paralítico. Ele o chama. Matheus se levanta de repente, deixa tudo e segue Jesus. A partir desse momento, os impostos, as finanças, os romanos deixam de existir. Deixa tudo por aquela palavra de Jesus: “Siga-me”.

Autor do Primeiro Evangelho

São Mateus é autor do primeiro Evangelho, escrito não em grego, mas em aramaico. Os destinatários do Evangelho de Mateus são os cristãos de origem judaica: no texto, ele coloca em realce o fato de que Jesus é o Messias, que cumpre as promessas do Antigo Testamento.

Evangelizador no Oriente Médio

Depois da morte e ressurreição de Jesus, os apóstolos espalharam-se pelo mundo; e Mateus foi para a Arábia e Pérsia para evangelizar aqueles povos. Porém, foi vítima de uma grande perseguição por parte dos sacerdotes locais, que mandaram arrancar-lhe os olhos e o encarceraram para, depois, ser sacrificado aos deuses. Mas Deus não o abandonou e mandou um anjo que curou seus olhos e o libertou. Mateus seguiu, então, para a Etiópia, onde, mais uma vez, foi perseguido por feiticeiros que se opunham à evangelização. Porém, o príncipe herdeiro morreu e Mateus foi chamado ao palácio. Por uma graça divina, fez o filho da rainha Candece ressuscitar, causando grande espanto e admiração entre os presentes. Com esse ato, Mateus conseguiu converter grande parte da população. Na época, a Igreja da Etiópia passou a ser uma das mais ativas e florescentes dos tempos apostólicos.

Páscoa

Segundo algumas fontes, Mateus teria morrido por causas naturais; no entanto, segundo algumas tradições, consideradas pouco críveis, a sua existência terminou na Etiópia.

Relíquias 

As suas relíquias encontram-se na cripta da Catedral de Salerno. Ali, o Santo é festejado, em 21 de setembro, com uma solene procissão.

Padroeiro

São Mateus é considerado o santo padroeiro dos banqueiros, bancárias, alfandegários, da Guardia di Finanza (na Itália), cambistas, contadores, consultores tributários, contabilista e cobradores de dívidas. O documento papal, atestando o patrocínio reconhecido, é datado de 10 de abril de 1934 e é assinado pelo Cardeal Eugenio Pacelli, futuro Papa Pio XII. O Papa que acolheu o pedido do Comandante Geral e apoiado pelo Ordinário Militar da época foi Pio XI. O “Pontifício Breve”, ao declarar São Mateus Patrono da Guardia di Finanza, espera que todos os membros do Corpo possam, seguindo o seu exemplo, unir o fiel exercício do dever para com o Estado com o fiel seguimento de Cristo.

Minha oração

“Tu que conhecestes Jesus de modo tão profundo, e a partir disso soube relatar seus mistérios. Que o sentido da nossa vida seja conhecer o Cristo e testemunhá-lo, assim como tu fizeste. Que sejamos fiéis seguidores e adoradores do Senhor. Amém!”

São Mateus, apóstolo e evangelista, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 21 de setembro

  • Comemoração de São Jonas, profeta, filho de Amitai, cujo nome foi dado a um livro do Antigo Testamento.
  • Na Grécia, a comemoração de São Quadrato, discípulo dos Apóstolos. († s. II)
  • Em Roma, junto à Via Salária Antiga, São Pânfilo, mártir. († data inc.)
  • Em Valle del Baccano, na Via Cássia, a vinte milhas da cidade de Roma, Santo Alexandre, mártir. († data inc)
  • Em Gaza, na Palestina, os santos EusébioNéstabo e Zenão, mártires, três irmãos. Com eles padeceu também São Nestor. († 362)
  • Em Apt, na Provença, atualmente na França, São Castor, bispo. († c. 426)
  • No mosteiro de Llancarfan, no País de Gales, São Cadoc, abade, em cujo nome foram fundados muitos mosteiros também na Cornualha, região da Inglaterra, e na Bretanha Menor, região da França. († s. VI)
  • No mosteiro de Ettenheim, na região de Baden, na Alemanha, São Landelino, monge, natural da Irlanda. († s. VII)
  • Em Tronchiennes, na Flandres, região da Austrásia, atualmente na Bélgica, São Gerulfo, mártir, adolescente. n(† c.750)
  • Em Troyes, na Gália, hoje na França, Santa Maura, virgem, célebre pela sua piedade e obras de caridade. († c. 850)
  • Em Pêsaro, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, o Beato Marcos de Módena Scalabríni, presbítero da Ordem dos Pregadores. († 1498)
  • Junto à fortaleza de Quang-Tri, no Anam, atualmente no Vietnam, os santos Francisco Jaccard, presbítero da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris, e Tomé Tran Van Thien, mártires. († 1838)
  • Em Sai-Nam-Hte, na Coreia, a paixão dos santos mártires Lourenço Imbert, bispo, Pedro Maubant e Tiago Chastan, presbíteros da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris. († 1839)
  • Em Benisoda, povoação da província de Valência, na Espanha, os beatos mártires Vicente Gálbis Gironês, pai de família, e Manuel Torró Garcia, que, configurados à paixão de Cristo na sua vida, O imitaram no triunfo do martírio. († 1936)
  • Em Málaga, também na Espanha, o Beato Diogo Hompanera Paris, religioso da Ordem de Santo Agostinho e mártir, assassinado em ódio à fé. († 1936)
  • Em Cuenca, também na Espanha, os beatos Nicolau de Mier Francisco, presbítero, e Jacinto Martínez Ayuela, religioso, ambos da Ordem de Santo Agostinho e mártires. († 1936)
  • Em Azuaga, perto de Badajoz, também na Espanha, o Beato José Maria (José Mariano Azurmendi de Larrinaga Mugarza), presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. († 1936)

Fonte:Canção Nova

Santo André Kim e companheiros mártires da Coreia

Origens 

A Igreja coreana foi fundada por leigos: eis a peculiaridade que a distingue das demais Igrejas. Segundo o Missal Romano, o Espírito sopra onde quer. Por isso, naquela estreita península, na extremidade oriental do mundo, o mesmo Espírito inspirou o coração de alguns homens, que abriram suas almas à nova fé, transmitida pelas delegações eclesiásticas chinesas, que visitavam a Coreia, anualmente, desde o início do século XVII.

Chegada de Sacerdotes à Coreia 

Com o passar do tempo, os sacerdotes iam à Coreia e levavam consigo escritos religiosos e livros para aprofundar a fé. No entanto, a comunidade nascente, cada vez mais fecunda e prometedora, começou a pedir a Pequim para mandar mais missionários às suas terras e foi atendida. O Padre Chu-mun-mo chegou à Coreia e, assim, tiveram início as celebrações litúrgicas.

A Perseguição 

Entretanto, a prosperidade da fé da nova comunidade não passou despercebida. O governo coreano não via com bons olhos o novo culto, que levou ao país novos ritos, bem diferentes dos tradicionais. Assim, em 1802, foi promulgado um édito estatal, que não proibia apenas a crença cristã, mas também mandava exterminar os cristãos. 

O primeiro a ser assassinado foi o único sacerdote chinês. Contudo, em 1837, chegaram mais dois, acompanhados por um Bispo, pertencentes às Missões Estrangeiras de Paris, embora houvesse ainda perseguições.

André Kim Taegon, primeiro sacerdote da Coreia

André foi um dos primeiros sacerdotes coreanos, nascidos e criados no país. Nasceu em 1821, em uma família convertida e muito fervorosa, tanto que seu pai transformou sua casa em igreja doméstica, onde se reuniam muitos fiéis para ser batizados.

André Kim respirava a fé, desde criança, e conheceu de perto o martírio precoce com a morte do seu pai, assassinado aos 44 anos. Tais episódios, porém, fortaleceram ainda mais a sua fé, a ponto de ir a Macau para receber a ordenação sacerdotal. Ao regressar à Coreia como diácono, em 1844, favoreceu, às ocultas, a entrada no país do Bispo Ferréol. Juntos, trabalharam como missionários, sempre em segredo, apesar do eterno clima de perseguição. 

André, de modo particular, conhecendo os costumes e a mentalidade locais, obteve resultados extraordinários em seu apostolado. Contudo, foi descoberto e preso, por tentar enviar documentações e testemunhos para a Europa. Padre André Kim Taegon foi martirizado em 16 de setembro de 1846.

Companheiros Mártires

Foram dez mil mártires. Desses, a Igreja canonizou muitos que foram agrupados para uma só festa, liderados por André Kim Taegon. Neste dia, veneram-se na mesma celebração todos os cento e três mártires que na Coreia deram testemunho da fé cristã. Todos estes atletas de Cristo – entre os quais três bispos, oito presbíteros e todos os outros leigos: homens e mulheres, casados ou não, anciãos, jovens e crianças – suportando o suplício, consagraram com o seu precioso sangue os primórdios da Igreja na Coreia.

Paulo Chong Hasang, catequista peregrino

A história de Paulo é a de um herói da fé, pois, ainda jovem, presenciou ao martírio de metade da sua família. Paulo Chong, natural de Mahyan, nasceu em 1795; foi preso, com sua mãe e irmã, e privado de todos os seus bens. Ao readquirir a sua liberdade, sua fé ficou mais forte do que nunca; transferiu-se para Seul, onde se uniu à comunidade cristã local, com a qual trabalhou muito, obtendo novas conversões. Sozinho e a pé, apesar das enormes dificuldades, fez pelo menos 15 peregrinações à China, comprometendo-se para levar sacerdotes e missionários às terras coreanas de Pequim. Hospedado na casa do Bispo francês de Imbert, que ajudou a entrar na Coreia, recebeu o convite para ser sacerdote. Porém, Paulo foi preso, durante as perseguições anticristãs, e martirizado em 22 de setembro de 1839.

Via de Santificação

A canonização ocorreu em 06 de maio de 1984, pelo Papa João Paulo II. Determinando o dia 20 de setembro para a celebração litúrgica.

Minha oração

“Pedimos a intercessão dos mártires pelo povo coreano e seus descendentes, pedimos pelo país e seus governantes, para que sejam conforme os valores cristãos e a fé possa florescer nessa região através desse testemunho. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém!”

Santo André Kim e companheiros mártires, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 20 de setembro

  • Em Sínada, na Frígia, hoje Cifitkasaba, na Turquia, São Dorimedonte, mártir. († s. III)
  • Em Roma, a comemoração de Santo Eustáquio, mártir, cujo nome é celebrado numa antiga diaconia da cidade.(† data inc.)
  • Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, os santos mártires Hipácio, e Asiano, bispos, e André, presbítero. († c. 740)
  • Perto da cidade de Arco, no Trentino, região da Itália, o Beato Adelpreto, bispo. († c. 1172)
  • Em Londres, na Inglaterra, o Beato Tomás Johnson, presbítero da Cartuxa desta cidade e mártir. († 1537)
  • Em Córdova, na Espanha, o Beato Francisco de Posadas, presbítero da Ordem dos Pregadores. († 1713)
  • Na fortaleza de Son-Tay, no Tonquim, agora no Vietnam, São João Carlos Cornay, presbítero da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris e mártir. († 1837)
  • Em Seul, na Coreia, os santos Lourenço Han I-hyong, catequista, e seis companheiros, mártires, que morreram por Cristo, enforcados em diversos cárceres.  († 1837)
  • Em Puebla, no México, São José Maria de Yermo y Parres, presbítero, que fundou a Congregação das Servas do Coração de Jesus e dos Pobres, para socorrer os indigentes nas necessidades da alma e do corpo. († 1904)
  • Em Pozoblanco, perto de Córdova, também na Espanha, a Beata Teresa Cejudo Redondo, mãe de família, cooperadora salesiana e mártir.  († 1936)
  • Em Sittard, na Holanda, a Beata María Teresa de São José (Anna Maria Tauscher van den Bosch), virgem, fundadora da Congregação das Irmãs Carmelitas do Divino Coração de Jesus. († 1938)

São Januário, o milagre do sangue que se liquefaz

Origens 

São Januário nasceu em Nápoles, na segunda metade do século III, e foi eleito bispo de Benevento, onde exerceu seu apostolado, amado pela comunidade cristã e respeitado também pelos pagãos. 

A Visão

O episódio, que levou Januário ao martírio, aconteceu no início do século IV, com a retomada das perseguições contra os cristãos. Há algum tempo, Januário era muito amigo de Sóssio, diácono da cidade de Miseno. Certo dia, enquanto lia o Evangelho na igreja, teve uma visão: apareceu uma chama sobre a sua cabeça. Reconhecendo nela o símbolo do seu futuro martírio, Januário deu graças ao Senhor e pediu para que aquele fosse o seu destino. 

Páscoa 

Reconhecendo o seu destino, o Bispo convidou Sóssio a participar da visita pastoral, que se realizaria em Pozzuoli, para falar sobre a fé. O diácono pôs-se a caminho, mas, durante a viagem, foi preso pelos guardas, enviados por Dragôncio, governador da Campânia. 

Na prisão, recebeu a visita de Januário, acompanhado pelo diácono Festo e o leitor Desidério: os três tentaram interceder, junto a Sóssio, pela sua libertação. Mas, em resposta, todos foram condenados a serem dilacerados publicamente pelos ursos. No entanto, a notícia da sua condenação à morte não foi bem vista pelo povo. Por isso, temendo uma revolta, o governador mudou a sentença para uma decapitação discreta, longe dos olhos do povo. Foram martirizados também Próculo, diácono da igreja de Pozzuoli, e os fiéis Eutíquio e Acúcio, por terem criticado a execução publicamente.

Outra versão do seu martírio

Nem todas as fontes, tão antigas, concordavam com o martírio de São Januário e, por isso, há outra hipótese do que, provavelmente, poderia ter acontecido: enquanto Januário se encaminhava para Nola, o pérfido juiz, Timóteo, o prendeu com a acusação de proselitismo, que violava os decretos imperiais. No entanto, as torturas perpetradas contra o Santo não afetaram seu corpo ou sua fé. 

Por isso, Timóteo o jogou em uma fornalha da qual, mais uma vez, Januário saiu ileso. Enfim, foi condenado à decapitação em um lugar perto da chamada Solfatara. Durante a sua transferência, encontrou um mendigo, que lhe pede um pedaço do seu manto para guardar como relíquia: o Santo respondeu que podia ficar com todo o lenço, que estava amarrado em seu pescoço, antes da execução. Antes de morrer, Januário colocou um dedo na garganta, que também foi decepado pela lâmina, junto com o lenço, depois conservados como relíquia.

O Milagre do Sangue 

Segundo o costume, por ocasião da execução dos mártires, uma mulher, Eusébia, chegou ao lugar da morte de Januário e recolheu, em duas ampolas, o sangue derramado pelo Bispo, já em odor de santidade. Ela as entregou ao Bispo de Nápoles, que mandou construir duas capelas em homenagem ao sagrado traslado: São Januarinho em Vômero e São Januário em Antignano. Seu corpo, ao invés, sepultado na zona rural de Marciano, teve uma primeira translação, no século V, quando o culto ao Santo já era bem difundido. São Januário foi canonizado por Sisto V, em 1586. 

Relíquia

Quanto à relíquia do seu sangue, foi exposta, pela primeira vez, em 1305. Porém, o milagre do seu sangue, que parece quase ferver e voltar ao estado líquido, permanecendo até a oitava seguinte, ocorreu, pela primeira vez, em 17 de agosto de 1389, após uma grande escassez. Hoje, o milagre se repete três vezes ao ano: no primeiro sábado de maio, em memória da primeira translação; em 19 de setembro, memória litúrgica do Santo e data do seu martírio; e em 16 de dezembro, para comemorar a desastrosa erupção do Vesúvio, em 1631, bloqueada por intercessão do Santo. As duas ampolas estão conservadas em uma teca de prata, por desejo de Roberto d’Angiò, na Capela do Tesouro de São Januário, na Catedral de Nápoles.

Via de Santificação 

São Januário é venerado desde o século V, mas sua confirmação canônica veio somente por meio do Papa Sisto V em 1586.

Minha oração

“Querido bispo, levai o teu povo ao mais profundo mistério dos milagres. Curai os doentes e socorrei os necessitados, assim como Cristo deseja realizar em nós. Que através das tuas relíquias aconteçam grandes conversões. Amém!”

São Januário, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 19 de setembro

  • Em Sínada, na Frígia, hoje Cifitkasaba, na Turquia, São Trófimo, mártir. († data inc.)
  • Na Palestina, os santos mártires Peleu e Nilo, bispos no Egipto, Elias, presbítero, e Patermúcio. († 310)
  • Em Tours, na Gália Lionense, atualmente na França, Santo Eustóquio, bispo. († 461)
  • No mosteiro de Sisteron, no território de Langres, também na Gália, hoje na França, São Sena, presbítero e abade. († s. VI)
  • No território de Bourges, na Aquitânia, também na hodierna França, São Mariano, eremita. († s. VI)
  • Em Metz, na Austrásia, na atual França, São Goerico ou Abão, bispo, que sucedeu a Santo Arnolfo, cujo corpo trasladou solenemente para esta cidade. († c. 642)
  • Em Cantuária, na Inglaterra, São Teodoro, bispo, que, sendo monge procedente de Tarso, foi ordenado bispo pelo papa São Vitaliano e enviado quase septuagenário para a Inglaterra. († 690)
  • Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, Santa Pomposa, virgem e mártir. († 853)
  • Em Freising, na Baviera, região da Alemanha, São Lamberto, bispo. († 957)
  • Em Buonvicino, próximo de Cosenza, na Calábria, região da Itália, São Ciríaco, abade. († 1030)
  • Em Gap, na Provença, região da França, Santo Arnolfo, bispo. († c. 1075)
  • Em Barcelona, na Catalunha, região da Espanha, Santa Maria de Cervelló, virgem da Ordem de Nossa Senhora das Mercês. († 1290)
  • Em Madrid, também na Espanha, Santo Afonso de Orozco, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho . († 1591)
  • Em Seul, na Coreia, a paixão de São Carlos Hyon Song-mun, mártir. († 1846)
  • Em Villefranche-de-Rouergue, no território de Rodez, na França, Santa Maria Gulhermina Emília de Rodat, virgem. († 1852)
  • Em Ciempozuelos, povoação próxima de Madrid, na Espanha, o Beato Jacinto Hoyuelos González, religioso da Ordem de São João de Deus e mártir. († 1936)
  • Em Benifayó, localidade da província de Valença, também na Espanha, a Beata Francisca Cualladó Baixauli, virgem e mártir. († 1936)
  • Em Madrid, também na Espanha, as beatas Maria de Jesus de la Iglesia y de VaroMaria das Dores Aguiar-Mella y Díaz e Consolação Aguiar-Mella y Díaz, virgens do Instituto das Filhas de Maria das Escolas Pias e mártires. († 1936)

São José de Cupertino, o padroeiro dos estudantes

Origens

Quando José Maria Desa nasceu, em 17 de junho de 1603, na cidadezinha de Cupertino, na província italiana de Lecce, sua família não levava uma vida fácil. Seu pai, Félix, foi envolvido na falência financeira de um conhecido, a quem havia emprestado dinheiro, acabando na miséria. Por isso, José veio ao mundo em uma estrebaria, como Jesus, e, desde criança, teve de arregaçar as mangas para contribuir com as despesas de casa, trabalhando em uma venda. 

São José de Cupertino até começou a ir à escola, mas foi acometido por uma úlcera gangrenosa, que o obrigou a deixar os estudos por cinco anos. Sua mãe, Francisca Panaca, mulher forte e vigorosa, tentou dar-lhe uma formação básica, mediante a narração da vida dos Santos, como a de São Francisco. Assim, amadureceu em José o desejo de seguir e imitar a vida do “Pobrezinho de Assis”.

Franciscanos

Aos 16 anos, pediu para entrar na Ordem dos Frades Franciscanos Conventuais, no convento da “Grottella”. Entretanto, a sua pouca formação escolar não o ajudou, sendo obrigado a voltar à sua vida de antes. Com o tempo, São José de Cupertino dirigiu-se aos Franciscanos Reformados e, depois, aos Capuchinhos de Martina Franca, mas a resposta era sempre a mesma: pouca instrução, além das suas primeiras manifestações de êxtase, durante as quais deixava cair tudo das mãos, que o tornaram inadequado para a vida comunitária. 

Neste ínterim, o Supremo Tribunal de Nápoles estabeleceu que, ao se tornar maior de idade, José devia trabalhar, sem remuneração, até pagar toda a dívida do pai, já falecido. Diante de tal sentença, que na verdade era uma verdadeira escravidão, o jovem voltou a pedir para entrar no convento de “Grottella”. Os Frades levaram a sério a sua situação e o ajudaram a fazer um verdadeiro percurso de estudos. 

Sacerdócio milagroso

Entre milhares de dificuldades, mas graças à sua grande força de vontade, chegou a hora de enfrentar o exame para o Diaconato. Ali, realizou-se um prodígio: José conhecia a fundo apenas uma passagem do Evangelho, precisamente aquela que, por acaso, o Bispo examinador lhe pediu para comentar. Um acontecimento extraordinário semelhante deu-se, novamente, três anos depois, durante o exame para o Sacerdócio: o Bispo interrogou alguns candidatos e, achando-os particularmente preparados, estendeu a admissão ao Sacerdócio a todos os outros candidatos. Enfim, em 1628, José foi ordenado sacerdote.

“Irmão burro” e dom de ciência infusa

A humildade de São José de Cupertino, porém, permaneceu proverbial: ciente das suas limitações culturais, nunca renunciava aos trabalhos manuais mais simples, chegando até a se apelidar “Irmão burro”; no entanto, dedicava-se ao serviço dos mais pobres. José viveu seu amor à Igreja de forma incondicional: colocou Cristo ao centro da sua vida e tinha uma profunda devoção a Maria, Mãe de Deus. Contudo, quem o ouvia falar reconhecia nele a luz de uma teologia madura, com a qual fazia debates profundos: era o dom da ciência infundida (Deus que revela o conhecimento ao homem), que o tornou um grande sábio.

Êxtases e levitações

No entanto, se acentuavam em José os fenômenos de êxtases e levitações, sobretudo quando pronunciava os nomes de Jesus e Maria. Tais episódios não passaram despercebidos à Inquisição de Nápoles, que o convocou para saber se o jovem de Cupertino estivesse abusando ou não da credulidade popular. E, precisamente, diante dos Juízes, reunidos no Mosteiro de São Gregório Armênio, José teve uma levitação. Por isso, foi absolvido de todas as acusações, mas o Santo Ofício o obrigou ao isolamento, longe das multidões.

O ponto mais alto: a Eucaristia 

Desta forma, o futuro Santo passou de um convento ao outro – Roma, Assis, Pietrarubbia, Fossombrone – até chegar a Ósimo, perto de Ancona. Finalmente, ao chegar ali, em 1656, por ordem do Papa Alexandre VII, encontrou a paz. De fato, ali permaneceu sempre até a morte, levando sempre uma vida humilde, ao serviço do próximo e em colóquio pessoal com Deus, que culminava na celebração Eucarística.

Páscoa

São José de Cupertino faleceu, em 18 de setembro de 1663, aos 60 anos. Bento XIV o beatificou, em 1753, e Clemente XIII o canonizou em 16 de julho de 1767. Hoje, seus restos mortais descansam em uma urna de bronze dourado, na cripta da igreja de Ósimo, a ele dedicada. Foi construído também um Santuário, em sua homenagem, em Cupertino, sobre a estrebaria onde o Santo nasceu.

Padroeiro dos Estudantes

“Capacidade de voar, com a mente e com o corpo”: eis a chave estilística, que caracterizava a vida de São José de Cupertino. No entanto, apesar das suas dificuldades nos estudos, recebeu o dom da ciência infundida e momentos de êxtase com levitações. Isso tornou-o padroeiro dos estudantes e universitários. 

Minha oração

“Tu, que alcançastes as mais altas ciências, não pela via intelectual, mas sim pelas vias místicas, ajudai-nos nos nossos estudos e no desejo mais sincero de conhecer a Deus. Ensinai-nos a descobrir em Jesus o caminho da sabedoria. Amém!”

São José de Cupertino, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 18 de setembro

  • Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmir, na Turquia, Santo Oceano, mártir. († data inc.)
  • Em Prymnesso, na Frígia, também na atual Turquia, Santa Ariadna, mártir. († data inc.)
  • No território da Gália Vienense, hoje na França, São Ferréolo, mártir. († s. III)
  • Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Eustórgio, bispo. († a. 355)
  • Em Avranches, no litoral da Bretanha Menor, atualmente na França, São Senário, bispo. († s. VI)
  • Em Limoges, na Aquitânia, também na atual França, São Ferréolo, bispo. († s. VI f.)
  • Em Gortina, na ilha de Creta, Santo Eumênio, bispo. († c. s. VII)
  • Em Andlau, na Alsácia da Lotaríngia, na atual Alemanha, Santa Ricarda, que era rainha, mas, renunciando ao reino terreno, serviu a Deus num mosteiro por ela fundado. († c. 895)
  • Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, hoje no Vietnã, São Domingos Trach, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir,. († 1840)
  • Em Paimol, localidade próxima da missão de Kalongo, no Uganda, os beatos David Okelo e Gildo Irwa, catequistas e mártires. († 1918)
  • Em Ciudad Real, na Espanha, o Beato Carlos Eraña Guruceta, religioso da Companhia de Maria e mártir. († 1936)
  • Próximo da cidade de Gandia, na província de Valência, também na Espanha, os beatos Fernando Garcia Sendra e José Garcia Más, presbíteros e mártires. († 1936)
  • Em Monserrat, na mesma província de Valência, os beatos Ambrósio e Valentim , presbíteros, e FranciscoRecaredo e Modesto, todos eles religiosos da Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores. († 1936)
  • Em Paracuellos del Jarama, na Espanha, o Beato Salvador Fernández Pérez, presbítero da Sociedade Salesiana e mártir. († 1936)
  • No campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, na Baviera, região da Alemanha, o Beato José Kut, presbítero e mártir. († 1942)
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Festejo de Nossa Senhora do Livramento Ilumina Caracaraí com Fé e Devoção

Neste festejo ocorreu durante a emocionante cerimônia de iluminação e bênção do Rio Branco.

No município de Caracaraí, em Roraima, a devoção e a fé estão em alta, e isso se deve ao Festejo de Nossa Senhora do Livramento, que teve início no dia 15 de setembro e promete encantar a todos até o dia 24 do mesmo mês. O evento foi inaugurado com uma missa especial, celebrada por Dom Evaristo, Bispo de Roraima, que reuniu tanto a comunidade local quanto migrantes em uma demonstração vibrante de fé e devoção à Virgem Maria.

O ponto alto do festejo ocorreu durante a emocionante cerimônia de iluminação e bênção do Rio Branco, um momento mágico que envolveu a participação fervorosa dos fiéis. A beira do rio foi tomada por pessoas que, em um gesto de unidade e fé, se reuniram para honrar Nossa Senhora do Livramento. Após um momento de intensa oração, as luminárias que rodeavam o rio foram acesas, criando uma atmosfera de luz e bênçãos que se refletiu nas águas do Rio Branco.

Este festejo não é apenas um evento religioso; é também uma celebração da comunidade e uma oportunidade para unir pessoas de diferentes origens em torno da devoção comum. A presença de migrantes na celebração demonstra a capacidade dessa tradição de unir corações e almas, independentemente das fronteiras geográficas.

Todos estão convidados a se juntar a este importante festejo, que não apenas reforça a fé e a devoção a Nossa Senhora do Livramento, mas também promove a união e a solidariedade entre as pessoas. Além das celebrações religiosas, o evento também oferece oportunidades para a diversão e o entretenimento, com atividades que abrangem desde apresentações culturais até feiras de comida e artesanato.

O Festejo de Nossa Senhora do Livramento é uma manifestação notável de amor, fé e devoção que ilumina os corações daqueles que participam. Ele continua a desempenhar um papel significativo na vida da comunidade de Caracaraí, unindo as pessoas em torno de valores essenciais e fortalecendo os laços que as unem. É um testemunho da riqueza da cultura religiosa e da capacidade de celebrar a espiritualidade em harmonia com a diversidade.

Reportagem: Libia López