Santo Irineu, bispo de Lião

Celebramos a memória do grande bispo e mártir Santo Irineu, que, pelos seus escritos, tornou-se o mais importante dos escritores cristãos do século II.

Origens

Nascido na Ásia Menor, foi discípulo de São Policarpo, que, por sua vez, conviveu diretamente com o Apóstolo São João, o Evangelista. Ao ser ordenado por São Policarpo, Irineu foi para a França e assumiu várias funções de serviço à Igreja de Cristo (que crescia em número de comunidades e necessidade de pastoreio).

Pacífico

Importante contribuição deu à Igreja do Oriente quando foi em missão de paz para um diálogo com o Papa Eleutério sobre a falta de unidade na data da celebração da Páscoa, pois o Oriente corria ao risco de excomunhão. Sendo fiel ao significado do seu próprio nome – portador da paz –, logrou êxito nessa missão, já que isso nada interferia na unidade da fé.

Bispo de Lião

Ao voltar da missão, deparou-se com a morte do bispo Potino, o qual o havia enviado para Roma e, sendo assim, foi ele o escolhido para sucessor do episcopado de Lião. Erudito, simples, orante e zeloso bispo, foi Santo Irineu quem escreveu contra os hereges, sobre a sucessão apostólica e muito dos dados que temos hoje sobre a história da Igreja do século II.

Ocupou-se da evangelização e combateu a heresia dos gnósticos e muitas outras que proliferavam nesses primeiros tempos.

Páscoa

Este grande bispo morreu mártir, no dia 28 de junho de 202, na perseguição do imperador Severo.

Sua festa litúrgica ocorre nesta mesma data.

A minha oração

“Meu Senhor e meu Deus, pela intercessão e fidelidade de Santo Irineu, concedei-me a graça de também ser um sinal de paz, de unidade e de defesa da fé. Amém!”

Santo Irineu, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 28 de junho:

  • Santos mártires PlutarcoSerenoHeráclides catecúmeno, Herão neófito, outro SerenoHeraides catecúmena, Potamiena e Marcela sua mãe, em Alexandria, no Egipto. († c. 202)
  • Em Roma, São Paulo I, papa, que, movido pelos seus sentimentos de bondade e grande misericórdia, visitava de noite em silêncio as celas dos enfermos e lhes prestava auxílio. A sua profunda devoção aos Santos levou-o a trasladar com cânticos e hinos os corpos dos mártires dos cemitérios em ruínas para igrejas e mosteiros da cidade de Roma e promoveu o seu culto. († 767)
  • Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, Santo Argimiro, mártir, que, sendo monge já de avançada idade, foi torturado no cavalete e por fim passado ao fio da espada. († 856)
  • Em Hasungen, no território de Hesse, na actual Alemanha, Santo Heimerado, presbítero e eremita, que, expulso do mosteiro e exposto ao desprezo e zombaria de muitos, viveu como peregrino ao longe e ao largo por Cristo. († 1019)
  • Em Londres, na Inglaterra, São João Southworth, presbítero e mártir, que, por exercer o sacerdócio na Inglaterra, sofreu várias vezes a prisão e o exílio; finalmente, condenado à morte no tempo de Oliver Cromwell, olhando para a forca preparada na praça de Tyburn, exclamou que o patíbulo era para ele como a cruz de Cristo. († 1654)
  • Em Lóvere, na Lombardia, região da Itália, Santa Vicenta Gerosa, virgem, que, juntamente com Santa Bartolomeia Capitânio fundou o Instituto das Irmãs da Caridade. († 1847)
  • Em Wanglajia, localidade próxima de Dongguangxian, no Hebei, província da China, as santas mártires Lúcia Wang ChengMaria Fan KunMaria Qi Yu e Maria Zheng Xu, que, tendo sido educadas num orfanato, durante a perseguição dos sequazes «Yihetuan» se dirigiram para a morte por decapitação, de mãos dadas e felizes como quem vai para as bodas. († 1900)
  • Em Jieshuiwang, junto da cidade de Shenxian, na mesma província da China, Santa Maria Du Zhaozhi, mártir e mãe dum sacerdote, que, desistindo da fuga, regressou por não querer trair a fé de Cristo e sujeitou a cabeça serenamente ao machado dos inimigos. († 1900)
  • Em Drohobych, na Ucrânia, os beatos Severiano Baranik e Joaquim Senkivskyj, presbíteros da Ordem de São Josafat e mártires, que, em tempo de perseguição contra a fé, através do martírio se tornaram participantes da vitória de Cristo. († 1941)
  • Em Roma, a Beata Maria Pia Mastena (Teresa Maria), virgem, fundadora do Instituto das Irmãs da Santa Face. († 1951)

🎉🐃 Celebrando o Dia Nacional do Bumba meu boi! 🐃🎉

Hoje 30 de Junho é um dia especial para enaltecer e festejar uma das mais belas manifestações culturais do nosso país: o Bumba meu boi! 🇧🇷✨
Neste dia, mergulhamos na riqueza e na diversidade das tradições folclóricas brasileiras, honrando a magia e a história desse espetáculo que encanta gerações. O Bumba meu boi é uma verdadeira celebração da cultura popular, uma festa de cores, ritmos e encantamento que nos envolve em sua energia contagiante.
Em cada região, o Bumba meu boi ganha características únicas, mas o amor pela tradição e a dedicação em mantê-la viva são os fios condutores que nos conectam. É um momento para celebrar a união, a alegria e a resiliência do povo brasileiro, que encontra na cultura popular uma forma de expressão e resistência.
Hoje, saudamos os mestres, as mestras, os brincantes e todos os artistas que dedicam suas vidas a preservar essa herança cultural. São eles que, com maestria e paixão, nos levam a vivenciar as histórias e lendas, através de personagens marcantes como o boi, o vaqueiro, o índio, a sinhazinha e tantos outros.
Que este dia seja uma oportunidade para reconhecermos e valorizarmos o patrimônio imaterial que o Bumba meu boi representa. Que possamos aplaudir, aprender e compartilhar essa tradição com todos, afinal, é através da cultura que construímos nossa identidade como povo.
Feliz Dia Nacional do Bumba meu boi! 🥳🎊
Reportagem: Libia Lopez

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Solenidade do Nascimento de João Batista

Com muita alegria, a Igreja, solenemente, celebra o nascimento de São João Batista. Santo que, juntamente com a Santíssima Virgem Maria, é o único a ter o aniversário natalício recordado pela liturgia.

Nascimento e origens

São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho. Estudiosos mostram que, possivelmente, depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração.

Último profeta!

Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus: “João usava um traje de pelo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre”. O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor, com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência: “Voz do que clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, tornai retas as suas veredas’!”. Assim, João Batista definia a si mesmo e a sua missão.

Batismo de Jesus

Os Evangelhos nos revelam a inauguração da missão salvífica de Jesus, a partir do batismo recebido pelas mãos do precursor João e da manifestação da Trindade Santa. São João, ao reconhecer e apresentar Jesus como o Cristo, continuou a sua missão em sentido descendente, a fim de que somente o Messias aparecesse.

Após ter batizado o Salvador, afirmou: “Agora a minha alegria é completa. Ele deve crescer e eu, ao invés, diminuir”.

Como nos ensinam as Sagradas Escrituras: “Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo” (Mateus 3,11).

Cabeça de João Batista

Grande anunciador do Reino, denunciador dos pecados e protetor da Verdade, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes. Foi decapitado devido ao ódio de Herodíades, que fora esposa do seu irmão, com a qual  o rei vivia pecaminosamente.

O grande santo morreu na santidade e reconhecido pelo próprio Cristo: “Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João, o Batista” (Mateus 11,11).

A minha oração

“Senhor, que pela intercessão de São João Batista, o Teu precursor, eu possa também levar uma vida dedicada em fazer com que o Senhor cresça em mim e que eu diminua. Ajudai-me, Senhor, a ser um  sinal da Tua Vinda, da Tua Presença e da Tua Salvação. Amém!” 

São João Batista, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 24 de junho:

  • Os santos João e Festo, mártires, em Roma. († data inc.)
  • São Simplício, atualmente na França, que, pertencendo a uma família nobre e piedosa, viveu em perfeita castidade com sua virtuosíssima esposa e depois foi eleito para o episcopado. († 375)
  • O martírio dos santos Agoardo e Agilberto e outros muitos mártires, também na atual França. († s. V/VI)
  •  São Rumoldo, que é venerado como eremita e mártir, em Malinas, na actual Bélgica. († 775)
  • São Teodolfo, bispo e abade, em Lobbes, na Austrásia, atualmente também na Bélgica. († 776)
  • São Goardo, bispo e mártir, em Nantes,  hoje na França, que, celebrando a Missa com o povo na igreja catedral, quando cantava «Sursum corda» (“Corações ao alto”) foi trespassado com as setas de ímpios normandos e morreu com muitos fiéis. († 843)
  • São Teodgaro, na Dinamarca, presbítero, o missionário que construiu nesta região a primeira igreja de madeira. († c. 1065)
  • São José Yuan Zaide, presbítero e mártir, em Sichuan, província da China, estrangulado em ódio à fé cristã. († 1817)
  •  Santa Maria Guadalupe (Anastásia Guadalupe Garcia Zavala), em Guadalajara, no México, virgem, que colaborou muito ativamente na fundação da Congregação das Servas de Santa Margarida Maria e dos Pobres e se dedicou diligentemente às obras de caridade em favor dos pobres e dos enfermos. († 1963)

São José Cafasso, o “Santo da Forca”

Origens

Nascido em Castelnuovo d’Asti, na Itália, no ano de 1811, onde também nasceu o grande São João Bosco. José era filho de pais camponeses e foi o terceiro de quatro irmãos. Desde criança, sentiu-se chamado ao sacerdócio, que foi se tornando cada vez mais forte no decorrer de sua vida com Deus.

Vida sacerdotal

Entrou para a formação sacerdotal e se tornou padre aos 23 anos, em 1834, destacando-se no meio de tantos por seu amor aos pobres e zelo pela salvação das almas. Depois de comprovado e dedicado trabalho na Igreja de São Francisco em Turim, José assumiu, com toda sua bagagem de pregador, confessor e iluminado diretor espiritual, a função de reitor e formador de novos sacerdotes.

Bento XVI disse que este santo instituiu uma “escola de vida e de santidade sacerdotal”.

Dom Bosco

Dom Bosco foi um dos vocacionados que desfrutou das formações e aconselhamentos deste santo, pois como um sacerdote sintonizado ao coração do Cristo Pastor, sabia muito bem colocar sua cultura eclesiástica, dons e carismas a serviço da salvação do próximo. Foi ainda um grande apoiador e financiador nas obras de São João Bosco com os jovens.

“Padroeiro dos Encarcerados e dos Condenados à Pena Capital”

Dentre tantos ofícios assumidos por este homem incansável, despontou José Cafasso na evangelização dos condenados à forca, tanto assim que ficou conhecido como o “Santo da Forca”. A definição trata-se diretamente à sua obra ao lado dos condenados à morte nas prisões “Le Nuove” de Turim. O local foi transformado em um museu, memorial das condições humilhantes em que viviam os encarcerados. Padroeiro dos presos, José Cafasso sempre usava de imensa misericórdia, poderoso veículo do amor paterno e consolador de Deus.

Páscoa e Beatificação

São José faleceu em 1860, com 49 anos.

Trinta e cinco anos mais tarde, iniciou-se seu processo de beatificação no tribunal diocesano de Turim, e ele foi canonizado em 1947, juntamente com São João de Brito.

A minha oração

“Senhor, que a exemplo de São José Cafasso, eu possa também me entregar ao zelo aos irmãos e à salvação das almas. Peço, pela intercessão deste santo, por todos aqueles que hoje se encontram em situações de prisões: sejam elas físicas, espirituais ou psicológicas. Libertai-nos, Senhor. Amém!” 

São José Cafasso, rogai por nós! 

Outros santos e beatos celebrados em 23 de junho:

  •  Mártires de Nicomédia, hoje Izmit, na Turquia, que sofreram serenamente o martírio pelo nome de Cristo. († 303)
  • Santa Ediltrudes, abadessa, no mosteiro de Ely, na Inglaterra oriental, que, sendo filha de reis e ela própria rainha da Nortúmbria, depois de recusar duas vezes o matrimónio, recebeu do santo bispo Vilfredo o véu religioso no mosteiro por ela construído, no qual, com o seu exemplo e exortações, ela presidiu como mãe de muitas virgens. († 679)
  • São Bílio, bispo e mártir, atualmente na França, que, segundo a tradição, foi morto pelos Normandos quando saquearam a cidade. († c. 914)
  • Beato Lanfranco, na Lombardia bispo, homem pacífico, que sofreu muitas tribulações para promover a paz e concórdia na cidade. († 1194)
  • São Valério, atualmente na Bélgica, presbítero, que, segundo a tradição, foi morto a golpes de remo, quando atravessava o rio Mosa, por um presbítero, seu sobrinho, cuja vida viciosa censurava. († 1199)
  • Beata Maria, em território da atual França, a que, dotada de graças místicas, com o assentimento do seu esposo viveu reclusa numa cela, e depois fundou e dirigiu o instituto designado das «Beguinas». († 1213)
  • Beato Pedro Tiago de Pêsaro, hoje nas Marcas, região da Itália, o presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. († c. 1496)
  • São Tomás Garnet, em Londres, na Inglaterra, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que, ordenado sacerdote no Colégio dos Ingleses de Valladolid e tendo regressado à Inglaterra, foi duas vezes encarcerado e finalmente sofreu o patíbulo de Tyburn, no reinado de Jaime I. († 1608)
  •  Beata Maria Rafaela (Santina Cimátti), em Alátri, no Lácio, região da Itália, Virgem, das Irmãs da Misericórdia para os Enfermos. († 1945)

Santos João Fischer e Tomás More, decapitados por defenderem a sua fé

Defesa da fé e da verdade

Em 1935, Pio XI canonizou João Fischer e Tomás More no mesmo dia. Os santos são celebrados juntos: sofreram o martírio pela coragem com que defenderam a fé e são dois grandes exemplos de fidelidade a Jesus.

Opondo-se ao rei Henrique VIII, na controvérsia sobre o seu matrimónio e sobre o primado do Romano Pontífice, preferiram servir ao Rei Eterno. Defenderam os valores cristãos de indissolubilidade do matrimônio, o respeito pelo patrimônio jurídico e a liberdade da Igreja em relação ao Estado; e, assim, foram encarcerados na Torre de Londres.

São Tomás More [1478-1535]

Nascido em Chelsea, Londres, na Inglaterra, no ano de 1478, o santo foi, desde cedo, educado na fé cristã. Logo cedo, a sua inteligência brilhante o fez ser notado e ele foi enviado à Universidade de Oxford, onde com vinte e dois anos já era doutor e professor em direito.

Vida religiosa X Matrimônio

Tomás More pensou em tornar-se religioso, era um frequentador dos franciscanos e, por um período, dos cartuxos também. Porém, sentiu que não era esse o seu caminho e trilhou a vocação matrimonial, com grande entrega, presença e devoção aos seus.

Vocação cristã

Conhecido por uma personalidade muito simpática, pelo seu bom humor e por uma forte fé cristã, o santo tinha uma vocação específica nos meios da política, da literatura, do direito. Assumiu diversos cargos diplomáticos: foi juiz, conselheiro, secretário e, em tudo, sempre atuou em favor da defesa da fé cristã, principalmente no tempo da Reforma Protestante. Escreveu obras famosas, como: “O diálogo do conforto contra as tribulações”, um dos mais tradicionais e respeitados livros da literatura britânica. Outros livros famosos são “Utopia” e “Oração para o bom humor”. Um tempo depois, Tomás pediu demissão e um novo tempo iniciou em sua vida.

Tomás nunca se afastou dos pobres e necessitados, os quais visitava para melhor atender às suas reais necessidades. Sua casa sempre estava repleta de intelectuais e pessoas humildes.

São João Fischer, bispo de Rochester [1469-1535]

Nascido em Beverley, na cidade de Yorkshire, na Inglaterra, no ano de 1469. Órfão de pai ainda pequeno, aos quatorze anos era um aluno brilhante de inteligência extraordinária. Ingressou na famosa Universidade de Cambridge, onde recebeu o diploma de Teologia e foi ordenado sacerdote.

Sacerdócio e Bispado

Tornou-se confessor e capelão pessoal da condessa Margarida Beaufort, futura avó de Henrique VIII. Atuou como vice-chanceler e chanceler em obras de estudos das línguas da Bíblia, para aprofundamento nas Escrituras.

Foi eleito bispo de Rochester, com 35 anos. Distribuía esmolas com generosidade e as portas de sua casa estavam sempre abertas para os visitantes, peregrinos e necessitados. Ele levava uma vida tão austera como a de um monge. O bispo Fisher também combateu os erros da Reforma Protestante, escrevendo quatro livros, que o tornaram famoso em todo o mundo cristão.

Condenação dos santos

Em 1535, o rei Henrique VIII desejou divorciar-se de sua legítima esposa para casar-se com a cortesã Ana Bolena. O bispo João Fisher foi o primeiro a posicionar-se contra aquele escândalo. O rei Henrique VIII conseguiu que o Parlamento inglês o declarasse chefe supremo da Igreja na Inglaterra, em substituição ao Papa da Igreja Católica, com a aprovação de todos os que desejavam conservar seus altos postos no governo.

João Fisher declarou no Parlamento que: “Querer substituir o papa de Roma pelo rei da Inglaterra, como chefe de nossa religião, é como gritar um ‘morra’ à Igreja Católica”, e isso seria um erro absurdo.

Ainda estava preso quando foi nomeado cardeal pelo Papa Paulo III. Ao ser informado, o rei exclamou: “Enviaram-lhe o chapéu de cardeal, porém não poderá colocá-lo, porque eu lhe mandarei cortar a cabeça”. E assim o fez.

Da mesma forma, São Tomás Moro deixou registrada a sua irreverência àquela farsa real, por meio da declaração pública que pronunciou antes de morrer: “Sedes minhas testemunhas de que eu morro na fé e pela fé da Igreja de Roma e morro fiel servidor de Deus e do rei, mas primeiro de Deus. Rogai a Deus a fim de que ilumine o rei e o aconselhe”.

O Papa João Paulo II, no ano 2000, declarou são Tomás More Padroeiro dos Políticos.

O chanceler Tomás Moro e o bispo católico João Fisher eram as figuras mais influentes da corte. Os dois foram decapitados: o primeiro foi João, em 22 de junho de 1535, e duas semanas depois foi a vez de Tomás.

A minha oração

“Senhor, estes dois servos não tiveram medo ou receio em servir a Verdade. Conceda-me também a grande graça de defender a fé cristã em qualquer circunstância e de ser-lhe fiel até o fim. Amém!” 

Santos João Fischer e Tomás More, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 22 de junho:

  • São Paulino, bispo, que recebeu o baptismo em Bordéus, renunciou ao consulado e, sendo um homem nobre e rico, se fez pobre e humilde por amor de Cristo. († 431)
  • São Flávio Clemente, mártir, em Roma, que, foi condenado à morte pela fé de Cristo. († 96)
  • Santo Albano, mártir, território da atual Inglaterra, que, segundo a tradição, ainda não batizado se entregou em lugar de um clérigo que tinha recolhido em sua casa e do qual recebera os ensinamentos da fé cristã, trocando com ele as vestes. Por isso, foi flagelado, atrozmente atormentado e finalmente decapitado. († c. 287)
  • Os santos Júlio e Aarão, mártires, em Caerleon, na Bretanha Menor, região da atual França, que, durante a perseguição, sofreram o martírio depois de Santo Albano. († s. IV in.)
  • Santo Eusébio, bispo de Samosata, que morreu mártir com a cabeça partida com uma telha atirada contra ele por uma mulher ariana. († 379)
  • Comemoração de São Nicetas, bispo de Remesiana, que São Paulino de Nola louva com um eloquente poema, por ter anunciado o Evangelho aos bárbaros, transformando-os em ovelhas de Cristo conduzidas ao redil da paz. († c. 414)
  • Beato Inocêncio V, papa, em Roma, que depois de ter tomado o hábito da Ordem dos Pregadores e ensinado a sagrada teologia em Paris, aceitou com relutância a sede episcopal de Lião e orientou, juntamente com São Boaventura, o Concílio Ecuménico para a unidade entre os Latinos e os Gregos separados. († 1276)

A Lei de Refugiados no Brasil


Sendo uma legislação fundamental que visa garantir a proteção e os direitos dos indivíduos que buscam refúgio em nosso país.

A lei brasileira de refúgio, baseada na Convenção de Genebra de 1951 e seu Protocolo de 1967, define refugiado como a pessoa que foge de seu país de origem devido a fundados temores de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas. Essa definição ampla assegura uma proteção abrangente aos refugiados que chegam ao Brasil.

O CONARE é um órgão colegiado que desempenha um papel central na implementação da lei de refugiados. É responsável pela análise dos pedidos de refúgio, decidindo sobre o reconhecimento da condição de refugiado e concedendo asilo. Além disso, o CONARE também coordena ações de assistência e integração dos refugiados no Brasil.

-Princípio de Não Devolução
-Documento de Identidade de Estrangeiro (DIE)
-Acesso à Assistência e Direitos Sociais
-Reagrupamento Familiar
-Integração e Acolhimento

Quando uma pessoa faz uma solicitação de REFUGIO entregam um protocolo que tem que renovar cada um (01) ano até que seja Reconhecido,tambem recebe uma Carteira de Registro Nacional Migratório CRNM. Mesmo assim tem que cumprir as leis do Brasil e não sair do pais sem antes notificar ao CONARE. Com esse documento o solicitante de refugio tem acceso a trabalho, educação, saúde, etc.
Para solicitar refugio no Brasil só precisa ter documento que demostre sua nacionalidade, os menores de idade tem que apressentar certidão de nascimento como minimo.

Reportagem e Fotos: Libia Lopes

São Luís Gonzaga, padroeiro dos jovens

Origens e nobreza

São Luís Gonzaga nasceu no ano de 1568 na Corte de Castiglione, Itália. Era o primogênito de Marta Tana di Sántena e de Ferrante Gonzaga. Pertencente à nobreza, recebeu, por parte de sua mãe, a formação cristã e, da parte de seu pai, a motivação a ser príncipe.

Sua família tinha muitas posses, mas, graças ao amor de Deus, Luís desde cedo deixou-se possuir por esse amor, nunca se deixando influenciar pelo luxo e o poder.

Consagração a Virgem Maria

Com dez anos de idade, na corte, frequentando aqueles meios, dava ali testemunho do Evangelho e se consagrou a Nossa Senhora. Descobriu seu chamado à vida religiosa e queria ser padre. Seu pai, ao saber disso, o levava para festas mundanas, na tentativa de fazê-lo desistir de sua vocação. E diante das zombarias e das incompreensões, ele dizia: “Busco a salvação! Busquem-na vocês também!”.

Jesuítas

Tinha 14 anos quando decidiu renunciar aos bens materiais e seguir os caminhos da fé. Entregando-se à caridade, ingressou no noviciado jesuíta. Após essa etapa, ele foi para Roma iniciar os estudos de Teologia. Entrou para a Companhia de Jesus onde viveu durante seis anos.

Epidemia e páscoa

Neste período, uma grande epidemia de várias doenças se espalhava por Roma, deixando muitas vítimas. Compadecido com os doentes, com apenas 23 anos, Luís adoeceu e acabou falecendo, antes mesmo de tornar-se padre, no dia 21 de junho de 1591.

Padroeiro

Foi canonizado pelo Papa Bento XIII em 1726, sendo proclamado “Patrono da Juventude”. Depois, foi nomeado protetor dos estudantes. São João Paulo II o nomeou, em 1991, padroeiro dos pacientes de AIDS. Suas relíquias estão na Igreja Santo Inácio, em Roma, e é venerado no dia de sua morte.

A minha oração

“Senhor, ensinai-me a também gastar a minha juventude em amor a Ti e a todos que necessitarem. Quero, como São Luís Gonzaga, ser capaz de renunciar a todos os amores terrenos e a me dedicar com grande fervor ao Teu chamado para a minha vida. Amém!”

São Luís Gonzaga, rogai por nós!

Outros beatos e santos celebrados em 21 de junho:

  • São Meveno ou Mévio, actualmente na França, abade, que, tendo nascido no País de Gales, se recolheu numa floresta da Bretanha, onde fundou um mosteiro. († s. VI)
  • São Leufredo, no território de Evreux, na Nêustria, também na actual França, abade, que fundou o mosteiro de La Croix-Saint-Ouen, ao qual presidiu durante cerca de quarenta e oito anos. († 738)
  • São Rodolfo, na atual França, bispo, que, pela sua grande solicitude pela vida sacerdotal, compôs, em colaboração com os presbíteros da sua Igreja, uma colectânea de capítulos dos Santos Padres e sentenças de cânones para uso pastoral. († 866)
  • São Raimundo, em Huesca, cidade de Aragão, região da Espanha, que era cónego regular quando foi nomeado bispo de Roda e de Barbastro e, porque não quis vencer os inimigos do nome cristão pela força das armas, foi três vezes expulso da sua sede. († 1126)
  • Beato Tomás Corsíni, religioso da Ordem dos Servos de Maria, em Orvieto, na Toscana, região da Itália. (1343)
  • São João Rigby, mártir, em Londres, na Inglaterra, que, detido e condenado à morte por se ter reconciliado com a Igreja católica no reinado de Isabel I, foi suspenso da forca em Southwark e esquartejado ainda vivo. († 1600)
  • Beato Tiago Morelle Dupas, presbítero e mártir, num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, que, sempre severo consigo e amável com os outros, durante a Revolução Francesa foi condenado à prisão por exercer o ministério paroquial no território de Poitiers e morreu de fome e inanição. († 1794)
  • Beata Liberata Ferrarons i Vives, virgem da Ordem Terceira Carmelita. († 1842)
  • São José Isabel Flores, em Zapotlanejo, localidade do México, presbítero e mártir no tempo da grande perseguição. († 1927)

Fontes:

  • Martirológio Romano – liturgia.pt
  • jesuitasbrasil.org
  • Vaticannews

Caminhando com Maria, a mãe dos imigrantes

Celebrando a Missa em honra aos migrantes: Caminhando com Maria, a mãe dos imigrantes
Olá, comunidade! Gostaria de compartilhar com vocês a bela celebração da Missa que ocorreu no dia 19 de junho em nossa comunidade, Nossa Senhora dos Migrantes. Foi uma ocasião especial, no marco da 38ª Semana do Migrante, com o tema “Migração e Soberania Alimentar”. Sob a orientação e liderança do nosso Bispo Dom Evaristo acompanhado pelo Padre Roberto, a cerimônia nos envolveu em um profundo senso de conexão com nossa Mãe a Virgem Maria em Deus e com a realidade dos migrantes.


A Missa foi um marco importante em nossa jornada de reflexão sobre a migração e sua relação com a soberania alimentar. Durante a liturgia, fomos lembrados da responsabilidade que temos como comunidade de acolher, apoiar e caminhar junto aos migrantes. Dom Evarist, Bispo de Roraima nos convidou a refletir sobre o valor da solidariedade e da justiça, especialmente no que diz respeito à alimentação e aos direitos dos migrantes.


A homilia proferida pelo Dom Evaristo, bispo de Roraima tocou profundamente nossos corações. Com sabedoria e compaixão, ele destacou o papel de Maria, a mãe dos imigrantes, como nossa guia e protetora nessa jornada. Padre Roberto nos encorajou a invocar a presença e a intercessão de Maria em nossas vidas, especialmente em nosso trabalho e missão de apoio aos migrantes.


A Missa foi enriquecida pelas orações e pelos cânticos que expressavam nossa gratidão a Deus pela presença dos migrantes em nossas vidas. Sentimos uma profunda conexão espiritual com os migrantes, compartilhando de suas lutas e esperanças. Ao receber o Corpo de Cristo na Eucaristia, experimentamos a comunhão com todos os irmãos e irmãs, reconhecendo que somos todos parte da família de Deus.


Reportagem Libia Lopez

Beatas Irmãs: Teresa, Mafalda e Sancha

Beatas

Teresa, Mafalda e Sancha, filhas de Dom Sancho I e da Rainha Dulce, eram portuguesas. Renunciaram ao mundo e aos seus bens para se consagrarem à religiosidade. Souberam usar suas virtudes cristãs para se tornarem exemplo para os povos.

Teresa, religiosa [† c. 1250]

A primogênita nasceu em 1176. Desde cedo, muito bem educada, sentiu o chamado à vida religiosa, mas, conforme o costume do tempo, acabou sendo dada em casamento com o Rei Afonso e tornou-se Rainha de Lion. Por diversos motivos, o casamento foi nulo. Ela voltou para casa e entrou para a vida religiosa. Afonso não gostou e armou uma guerra contra o pai de Teresa e contra Portugal. Ela, já no convento, consumiu-se na intercessão.

Um exemplo a seguir de despojamento e de busca da vontade de Deus.

Mafalda, virgem [† c. 1256]

Nasceu em 1195,teve momentos parecidos com o de Teresa. Casou-se com Henrique I de Castela, mas este faleceu; sem consumar o casamento, ela retornou para casa, despojando-se de seus bens e entrando para a vida religiosa.

Viveu a total dependência de Deus, preferindo o recolhimento e a vida do claustro.

Sancha, virgem [† c. 1229]

Nasceu em 1180 e foi a primeira das irmãs a renunciar aos bens. A jovem não se casou como acontecera com suas irmãs. Fundou um convento da Ordem Cisterciense em Coimbra, onde viveu as regras com fidelidade até sua morte.

Beatificação

A 13 de dezembro de 1705, Teresa foi beatificada pelo Papa Clemente XI através da bula Sollicitudo Pastoralis Offici, juntamente com a sua irmã Sancha. E a 27 de junho de 1793, foi beatificada pelo Papa Pio VI, Mafalda.

Que sigamos o exemplo dessas mulheres de oração que buscaram a vontade de Deus.

A minha oração

“Senhor, estas três irmãs tudo deram a Ti. Viveram santamente e devotamente a Tua Vontade, o Teu querer e o Teu amor. Conceda-me a mesma graça de tudo dispor para Ti e de entregar tudo o que sou e que tenho para a Tua honra e glória. Amém!”

Beatas Teresa, Mafalda e Sancha, rogai por nós!

Missa de Abertura da 38ª Semana do Migrante em Boa Vista: Acolhendo com Amor e Trabalhando em Prol dos Migrantes


Nesta manhã desse ultimo domingo(18), a Catedral Cristo Redentor, situada no coração de Boa Vista, foi palco da Missa de Abertura da 38ª Semana do Migrante. Com início das 9:30h, a cerimônia foi oficiada pelo Bispo Dom Evaristo Splenger, e contou com a participação de diversas sociedades civis, migrantes, representantes indígenas Warao, colaboradores, agentes pastorais e amigos.


Diante de um público diverso, as palavras do Bispo Dom Evaristo Splenger durante a homilia emocionaram a todos, trazendo à tona a importância de acolher os migrantes com amor e compaixão.
Dom Evaristo Splenger destacou que a migração é um fenômeno inerente à história da humanidade e que todos nós, enquanto sociedade, temos a responsabilidade de acolher aqueles que chegam em busca de uma vida melhor e que todos somos migrantes neste mundo. Ele ressaltou que a verdadeira essência do acolhimento está em tratar cada migrante com dignidade, respeito e solidariedade, reconhecendo que eles são portadores de sonhos, esperanças e contribuições valiosas para a sociedade.


Além disso, o Bispo enfatizou que a semana do migrante com o tema: Migração e soberania alimentar PARA O MIGRANTE, PATRIA A TERRA É QUE LHE DÁ O PÃO!; não é só falar de alimentação, e sim analisar o alimento cristão. Também falou sobre a importância de refletir sobre as políticas públicas no mundo inteiro.
Finalizando a missa, o grupo