Dom Zenildo Lima, dom Hudson e dom Vanthuy participam em Roma do Encontro de novos bispos

158 bispos chegados de todo o mundo participam em Roma, de 15 a 21 de setembro de 2024, do encontro dos novos bispos: “Pastores enraizados em Cristo a serviço de uma Igreja chamada a habitar o presente e guardar o futuro”. Do curso participam os bispos auxiliares de Manaus, dom Zenildo Lima e dom Hudson Ribeiro, e o bispo de São Gabriel da Cachoeira, dom Raimundo Vanthuy Neto. Também participa o bispo de São Félix do Araguaia (MT), dom Lúcio Nicoletto, que até ser nomeado bispo era missionário na diocese de Roraima.

Cada dia é marcado por uma temática: o serviço do bispo para a custódia e transmissão da fé; a Igreja no mundo em diálogo; o serviço do bispo para o desenvolvimento humano integral; reunião com Pedro; Igreja Identidade e missão. Um curso para refletir sobre a visão teológica geral do Papa Francisco sobre a transmissão da fé, a colegialidade e a sinodalidade; encontros com membros de diversos dicastérios; conhecer o relacionamento entre a Santa Sé e os diversos países; o diálogo inter-religioso e intercultural; o Sínodo dos Bispos e o Jubileu; a gestão pastoral das divisões e dos conflitos devidos a étnicos e/ou políticos, propondo itinerários de reconciliação e paz; o apostolado dos leigos; evangelização e missão; a unidade do ministério episcopal; os abusos na Igreja; o fenómeno da migração; Igreja e cultura digital; Igreja e Inteligência Artificial, dentre outros temas.

Segundo dom Zenildo Lima, “para nós que já participamos de um encontro formativo oferecido pela CNBB temos agora a expectativa de considerar a tarefa evangelizadora numa perspectiva mais ampla, considerando a universalidade da Igreja e da tarefa missionária”. O bispo auxiliar de Manaus destaca “a possibilidade de compartilhar com irmãos de outras realidades bem diversas como se tem vivido o início do ministério episcopal”. 

Durante o encontro, os bispos terão a possibilidade de se encontrar com o Papa Francisco na manhã da quinta-feira, que “para nós é sempre um reencontro com os caminhos traçados para a evangelização na Amazônia”, lembrando o Sínodo para a Amazônia, convocado pelo Papa Francisco, em vista de novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral, que em sua assembleia sinodal, realizada em outubro de 2019, contou com a participação como auditores de dom Zenildo e dom Vanthuy.

Lembrando da Assembleia do Regional Norte1, que está sendo realizada em Manaus de 16 a 19 de setembro, o bispo auxiliar de Manaus, disse que “nos sentimos em comunhão com nosso regional que apenas iniciou também sua Assembleia Regional, na busca de caminhos para uma ministerialidade que corresponda ao caminho sinodal de nossa Igreja da região”.

Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

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Letra e música do hino da Campanha da Fraternidade 2025 é apresentado pela CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta nesta terça-feira, 17 de setembro, a letra e a música do hino da Campanha da Fraternidade 2025, que tem como tema: “Fraternidade e Ecologia Integral” e o lema “Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31).

O processo de escolha da música e da letra da CF 2025 foi feito a partir de um concurso nacional, lançado em abril desse ano. Todos os inscritos participaram de uma formação on-line promovida pelo Setor de Música Litúrgica da CNBB em três etapas. A primeira etapa foi sobre o sentido da Campanha da Fraternidade em geral e especificamente sobre a próxima Campanha de 2025, com o padre Jean Poul, assessor do Setor de Campanhas da CNBB.

A segunda etapa foi sobre composição de letra, com Eurivaldo Ferreira, e a terceira etapa sobre composição de música, com Adenor Terra e frei Wanderson de Freitas, ambos pertencentes à Equipe de Reflexão de Música da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB.

Formação em música

Padre Jair Costa, assessor do Setor Música Litúrgica, salientou que “a formação foi uma experiência ímpar: na mesma sala de formação on-line estavam presentes compositores experientes, autores de hinos de outras CFs, intérpretes consagrados da música católica e compositores iniciantes, tendo acesso às mesmas ferramentas de composição. Foi uma riqueza encontrar tantas pessoas e partilhar das experiências e expectativas”. disse.

 O assessor do Setor Música Litúrgica explicou as etapas do concurso. “Aqueles que compõem em conjunto letra e música, enviaram na primeira etapa suas letras. Depois, puderam enviar suas melodias para a letra escolhida “, disse.

Padre Jair revelou que, entre os 246 inscritos, foram apresentadas 68 propostas de letra e 42 propostas de melodia. O processo de seleção da letra considerou a quantidade de sílabas em cada verso, a construção regular dos versos, e a possibilidade de se colocar uma música fácil para o povo cantar. Do ponto de vista teológico e pastoral, foi avaliada a sintonia com o tema da CF 2025, a capacidade de levantar esperança e provocar a conversão comunitária. E o processo de seleção da música buscou uma melodia que possa ser cantada por todos os grupos que vão refletir a CF: crianças, jovens e adultos; considerou também uma harmonia que possa ser executada com facilidade pelos instrumentistas das comunidades.

O autor da letra

A letra escolhida é de composição de Ismael Oliveira do Nascimento, natural de Iguatú (CE), pertencente à arquidiocese de Belo Horizonte (MG).

Por meio de um vídeo, Ismael relata que recebeu com muito entusiasmo e alegria a notícia de que sua letra foi escolhida para animar o hino da Campanha da Fraternidade de 2025. “Podemos dizer que o pano de fundo em toda a letra proposta é o magistério do Papa Francisco, que tem insistido bastante nesse diálogo com as mudanças climáticas”, disse.

Ismael Oliveira do Nascimento, autor da letra da CF 2025

“Nós que estamos percebendo hoje essas mudanças na pele, no ar, na respiração. O Brasil está praticamente tomado por incêndios florestais, muitas vezes incêndios propositais, porque como o Papa mesmo diz, há uma inclinação do ser humano, parece ser até uma sina de destruir, de impedir que a criação floresça, que a criação desabroche, mas aí vem Deus com a sua misericórdia e não cansa de criar, a gente diz que Deus não cansa de perdoar, mas também não cansa de criar, talvez isso esteja em todas as entrelinhas do hino, que está muito baseado no magistério da Igreja, naquilo que propõe o Papa Francisco, as discussões atuais sobre a Casa Comum, com a nossa morada, então fica a animação para que na Quaresma do ano que vem a gente celebre com alegria, com entusiasmo e penitência esse tempo tão importante para nós”.

Saiba mais:

https://youtube.com/watch?v=Bw6LpFyWlws%3Ffeature%3Doembed

O autor da música

Miguel Philippi, autor da música da CF 2025

Já o autor da música é o Miguel Philippi, regente de corais na arquidiocese de Florianópolis (SC). No vídeo ele aponta que é sempre um desafio compor uma nova melodia, mas que buscou atender os critérios que foram estabelecidos pela CNBB: uma música que fosse acessível para todos, bela, envolvente, e ao mesmo tempo que fosse original, buscando dar sentido à letra, com uma estrutura que valorize essa mensagem.

“As estrofes estão em tom menor. São um convite à reflexão, à oração, características tão próprias do tempo da Quaresma. O refrão está em tom maior, celebra a beleza da criação divina, inspirado também no cântico das criaturas de São Francisco, ao qual o próprio texto faz referência. Espero que esse hino possa nos ajudar a viver bem o tempo da Quaresma, e que seja instrumento de evangelização para a Igreja no Brasil”, finalizou.

Saiba mais:

https://youtube.com/watch?v=zB3wy9gdpJA%3Ffeature%3Doembed

Conheça o hino oficial da CF 2025:

https://youtube.com/watch?v=puXg_QBgzY4%3Ffeature%3Doembed
Por Larissa Carvalho
Reprodução: CNBB

Ministerialidade no Regional Norte 1: Modo de expressar a identidade como Igreja e responder aos sinais dos tempos

As assembleias, que em 2024 está sendo realizada de 16 a 19 de setembro na Maromba de Manaus, sempre são um momento marcante na caminhada da Igreja do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1). Em 2024, 80 representantes das nove igrejas locais e das pastorais participam da assembleia, mais uma expressão da profunda comunhão existente no Regional, que se concretiza em tantas iniciativas comuns que acontecem.

Um Igreja Regional iluminada pela metáfora do corpo e seus membros, que São Paulo usa na Carta aos Coríntios, passagem lida na Eucaristia do dia, presidida pelo bispo emérito de São Gabriel da Cachoeira, dom Edson Damian. Ele destacou que “a fonte de tudo está no batismo”, da diversidade que garante a unidade, lembrando que a assembleia tem como um dos seus objetivos “descobrir e reconhecer novos ministérios, tão necessários para as nossas comunidades”, insistindo em que as mulheres participem deles, que desde a primeira Igreja tem sido protagonistas na missão da Igreja, também na Igreja da Amazônia.

Dom Edson Damian disse que ao longo da história a Igreja foi discernindo a criação de novos ministérios para responder às necessidades que iam surgindo. Igualmente, em vista da Segunda Sessão da Assembleia Sinodal, o bispo emérito de São Gabriel da Cachoeira, disse que o cardeal Steiner, que irá participar como membro, “certamente levará em seu coração a caminhada da nossa Igreja, a nossa sinodalidade, e também as conclusões dessa nossa assembleia”. Além disso, os estigmas da Amazônia e dos povos que a habitam.

Igualmente, dom Edson Damian, comentando o Evangelho do dia, destacou três palavras do Papa Francisco que definem o jeito de agir de Deus: proximidade, misericórdia e ternura. Para isso o bispo pediu “que o Espírito Santo nos ensine, nos ajude, a ser semelhantes ao nosso amado irmão Jesus, agindo sempre com proximidade, misericórdia e ternura”.

A caminhada do Regional se concretiza de diversos modos ao longo do ano, algo que foi recolhido no Relatório da Presidência, apresentado pelo bispo de Alto Solimões e vice-presidente do Regional Norte1, dom Adolfo Zon, e a secretária executiva, Ir. Rose Bertoldo. São os passos dados em nível universal, continental, nacional e regional, que mostram a vida que palpita nas pastorais e nas igrejas locais.

Refletindo sobre a temática da assembleia, o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1, cardeal Leonardo Ulrich Steiner aprofundou a questão da “Igreja sinodal na Esperança, discípula missionária”. Ele partiu do conceito de evangelização, enfatizando que “o que nós anunciamos é o Reino de Deus”, afirmando que Jesus não pregou a Igreja, pregou o modo de ser, que é o Reino de Deus. O presidente do Regional disse que “nossas igrejas têm razão de ser porque existem comunidades que visibilizam o Reino de Deus e sua justiça”.

Falando sobre missionariedade, o cardeal refletiu sobre a importância de ser enviado, de entender que a missão é recebida. Em uma Igreja discípula, com comunidades discípulas, pois, recordando as palavras do Papa Bento XVI: “discipulado e missão os dois lados de uma mesma moeda”. Se faz necessário ardor missionário para ser instrumento do Espírito na Igreja, “os que mais desfrutam da vida são os que deixam a segurança de lado e se apaixonam pela missão de comunicar a vida aos demais”, segundo afirma Papa Francisco na Evangelii Gaudium.

Falando sobre o atual processo sinodal, em que o cardeal Steiner é membro da assembleia sinodal, ele destacou que “a sinodalidade está presente na Amazônia há décadas”, vendo no Encontro de Santarém 1972 um momento decisivo nesse caminhar juntos, enfatizando que “quanto mais a Igreja é sinodal mais a autoridade cresce”. Uma Igreja Povo de Deus, que “visibiliza o todos a caminho: todos a serviço, todos a celebrar, todos a buscar, todos a anunciar, todos na fé”.

Não podemos esquecer que “sinodalidade tem a ver com Povo de Deus, constituído por todos os batizados”, disse o cardeal. Ele citou Lumen Gentium, que chama a “serem casa espiritual, sacerdócio santo”, afirmando que a Sinodalidade não é uma questão restrita a organização ou funcionamento eclesial, mas pertence à própria natureza da Igreja. Uma Igreja sinodal tem que ser “lugar aberto, onde todos se sintam em casa e possam participar”, uma Igreja da proximidade, que leva em consideração os ministérios, carismas, serviços e dons do Povo de Deus.

Uma Igreja que tem que levar em consideração as comunidades, “é lá que acontece a vida da Igreja”, sublinhou o cardeal Steiner. Comunidades chamadas a ser “um lugar aberto, onde todos se sintam em casa e possam participar”, tendo como fundamento a encarnação e libertação, os povos originários, a casa comum, os sonhos do Papa Francisco na Querida Amazônia, as palavras do Papa Paulo Vi, Cristo aponta para a Amazônia, ressaltando de novo a importância das comunidades e de fortalecer nelas a ministerialidade, elemento que será refletido ao longo da assembleia na busca da encarnação e libertação.

ministerialidade é o tema a ser discutido durante a assembleia, com a assessoria da Ir. Sônia Matos, e os padres Elcivan Alencar e Raimundo Gordiano, que iniciaram sua fala mostrando como essa dinâmica foi marcando a vida das igrejas do Regional e sua vocação. O número 94 da Querida Amazônia afirma que “uma Igreja de rostos amazónicos requer a presença estável de responsáveis leigos, maduros e dotados de autoridade, que conheçam as línguas, as culturas, a experiência espiritual e o modo de viver em comunidade de cada lugar, ao mesmo tempo que deixem espaço à multiplicidade dos dons que o Espírito Santo semeia em todos”, palavras que fundamentam a ministerialidade, advogando por uma Igreja marcadamente laical.

Mesmo diante dos fundamentos teóricos, existem dificuldades para concretizar a ministerialidade, mas a Igreja do Regional continua caminhando, centrada naquilo que é essencial, que façam remar juntos, segundo os ventos do Espírito, para aportar no Reino, sendo a ministerialidade o modo para em sinodalidade caminharmos segundo o Espírito, é o Espírito que vai guiando as velas. Uma Igreja sustentada no batismo, que se entende como Povo de Deus, sendo os ministérios o modo de expressar a identidade e evangelizar, dando resposta aos sinais dos tempos: o grande serviço que a Igreja oferece é a evangelização, segundo afirma o Documento de Puebla, que apresenta critérios pastorais e perigos com relação aos ministérios: não clericalizar os leigos, que os pastores ratifiquem a vocação, variedade e diversidade segundo as necessidades da comunidade, dentre outros.

O perigo está quando o sacramento da ordem prevalece sobre o sacramento do batismo, que tem como consequência a sacramentalização, reações de poder e tensão, os leigos vistos como colaboradores e não como corresponsáveis, com tudo centrado na paróquia e na figura do pároco. Quando prevalece o sacramento do batismo, o sujeito eclesial é o discípulo/a missionário/a, ampliando o cuidado para o Corpo Cósmico de Cristo, com relações sinodais, promovendo o discernimento, em uma comunidade ministerial. Para isso se faz necessário formação sobre esse modo de ser Igreja.

A Igreja do Regional Norte1 é desafiada a olhar como ela vive a ministerialidade e se essa ministerialidade é por escolha ou por carência de ministros ordenados, que subordina os leigos e não lhes dá protagonismo. Algo que já era refletido na Assembleia Regional Norte1 de 1998, que insistia no serviço da unidade, da fé, da caridade, da justiça e do direito. Isso em vista de três necessidades: formação de lideranças, aprofundamento da visão da fé, incidência social, ministério litúrgico. São elementos que permitem avançar nos ministérios, pois o Espírito suscita carismas.

Uma dinâmica que demanda novos ministérios, como é o de cuidadores da casa comum, diante do grito da Amazônia, que demanda o cuidado da vida, o ministério da assessoria, da coordenação, da diaconia, destacando a ministerialidade da mulher, algo inspirado na Querida Amazônia, que afirma que na Amazónia, “durante séculos, as mulheres mantiveram a Igreja de pé nesses lugares com admirável dedicação e fé ardente”, pois “sem as mulheres, ela se desmorona, como teriam caído aos pedaços muitas comunidades da Amazónia se não estivessem lá as mulheres, sustentando-as, conservando-as e cuidando delas”. Daí a necessidade de as mulheres participar dos espaços de decisão, sendo reconhecido seu carisma e ministério, que não vai mudar o que as mulheres fazem, mas sim o que elas são. Para isso, “não tenhamos medo, não cortemos as asas do Espírito Santo” (QA 69).

Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Assembleia Regional Norte1: “Uma Igreja onde cada comunidade busca viver o Evangelho”

Leigos e leigas representando as diversas pastorais, a Vida Religiosa, presbíteros, diáconos e também os bispos estão reunidos na Maromba de Manaus para a Assembleia do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que reúne 80 participantes de 16 a 19 de setembro.

Um encontro que acontece sinodalmente, segundo sublinhou o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1, cardeal Leonardo Steiner, na Eucaristia de abertura. Ele quis trazer presente “os nossos bispos que estão em Roma, dom Zenildo, dom Hudson, dom Vanthuy, participando do encontro dos bispos novos, eles que tantas vezes nos ajudaram nas iluminações, nas discussões, nos ajudaram também na parte de síntese, nos ajudaram a encaminhar a nossa vida eclesial”. Ele pediu “que a nossa Igreja sinodal possa estar sempre a caminho na esperança”, enfatizando que “a busca de Jesus se dá na esperança de sermos salvos”.

Na homilia, o cardeal destacou que na primeira leitura do dia aparece como erão as comunidades cristãs no começo. Segundo o presidente do Regional, “ali onde existe a finitude humana, existe também a fraqueza humana”, ressaltando que o texto ajuda a descobrir “aquilo que é fundamental, alimentar-se de Jesus”, pois “a comunidade celebra porque busca viver de Jesus, da sua Palavra”.

O cardeal disse que “nós sabemos das fraquezas do nosso Regional, nós sabemos onde estamos, onde nos encontramos, mas sabemos mais, nós sabemos que desejamos ser uma Igreja sinodal que vive da Palavra e do Pão. Nós sabemos como Igreja que não nos reunimos em torno de nós mesmos, mas nos reunimos em torno de Jesus, que nos alimentamos de sua Palavra e dele que é pão”. É por isso, que ele pediu “que essa nossa assembleia possa expressar essa alegria de estarmos juntos porque vivemos de Jesus e de sua Palavra, e nos alimentamos da Palavra e do Pão”.

No texto do Evangelho, ele destacou que “é cheio de esperança”, mostrando “um pagão que busca em Jesus a salvação de quem está a servir”. Lembrando o tema da assembleia: “Igreja Sinodal que caminha na Esperança”, o arcebispo de Manaus afirmou que “caminha na esperança porque caminha no seguimento de Jesus, caminha na esperança porque procura fazer do caminho de Jesus a razão da sua vida, a razão da vida das nossas comunidades. Não é uma Igreja aérea, é uma Igreja de comunidades, é uma Igreja onde cada comunidade busca viver a sua fé, busca viver o Evangelho. A maioria das nossas comunidades vivendo da Palavra de Deus”.

Uma presença-palavra que cura, que transforma, que se ouve dizer, “mas se torna presença, uma presença transformativa, cheia de esperança para as nossas comunidades”, enfatizou o cardeal, se perguntando: “Se não tivéssemos a Palavra de Deus, o que seria das nossas comunidades?”.

No fato de que “na assembleia nos reunirmos em torno de Jesus e sermos uma Igreja sinodal”, está “a diversidade das vocações e dos ministérios que aqui se encontram, porque queremos ser cada vez mais uma Igreja missionária, sermos cada vez mais uma Igreja discípula, uma Igreja que vai aprendendo”. Desde 1972, lembrando o Encontro de Santarém, “uma Igreja que busca o caminho do discipulado e o caminho da missionariedade”, destacou o cardeal.

Segundo o presidente do Regional, “sabemos que estamos no bom caminho e que não erramos no caminho permanecendo fiéis ao discipulado e à missionariedade”. É por isso que o cardeal pediu que “permaneçamos fiéis nessa busca”. Falando sobre a temática da assembleia, ele sublinhou que “nós durante nossa assembleia, nós desejamos aprofundar na ministerialidade das nossas igrejas”, pedindo “que esta ministerialidade seja realmente refletida, aprofundada, para que as nossas comunidades, cada vez mais, em torno de Jesus, sejam sinais de esperança”.

O cardeal Steiner, lembrou sua viagem como presidente do Conselho Indigenista Missionário, na semana passada, ao Mato Grosso do Sul, onde os indígenas estão retomando as suas terras e o conflito é enorme, as mortes são muitas. Segundo o presidente do Regional, “eles desejam voltar à terra dos antepassados, porque é a terra da promessa, mas o agronegócio os recebe a bala”, ressaltando que “eles não perderam a esperança”.

Finalmente, o cardeal insistiu em que “nós como Igreja sejamos sinais de esperança neste mundo em que vivemos da nossa Amazônia, com tantos conflitos, com tantas queimadas, com tanta fumaça, nós não queremos perder a esperança. Que Deus nos dê essa graça, e possamos anunciar sempre o Reino novo que é o Reino da esperança”, concluiu.

Os trabalhos da assembleia iniciaram com a apresentação dos participantes, que representam as nove igrejas locais que fazem parte do Regional Norte1, e também dos representantes das pastorais. Posteriormente, a secretária executiva do Regional, Ir. Rose Bertoldo apresentou a programação da assembleia.

Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

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Conselho Diocesano de Evangelização discute temas cruciais para a Diocese de Roraima

No último sábado, 14 de setembro, o Conselho Diocesano de Evangelização (CDE) se reuniu para discutir assuntos importantes para a Diocese de Roraima. Entre os temas discutidos estavam a situação econômica da Diocese, a Comissão Diocesana para a Canonização do Beato José Allamano e um lembrete especial sobre a Romaria de Nossa Senhora Aparecida.

Assembleia do Regional Norte 1 contará com representantes da Diocese de Roraima e debaterá sobre ministerialidade

Entre os participantes estarão Dom Evaristo, Irmã Sofia, a ministra e catequista Deolinda, Erick e Vagna, que receberão o ministério de catequista durante o evento, que acontecerá de 16 a 19 de setembro.

A Maromba de Manaus será sede de 16 a 19 de setembro de 2024 da Assembleia do Regional Norte1, onde se espera a presença de mais de 80 representantes das nove igrejas locais e das diversas pastorais. Bispos, presbíteros, vida religiosa e laicato, reunidos sinodalmente para debater sobe o tema “Igreja sinodal que caminha na esperança”.

A Assembleia do Regional Norte1, que quer ser uma Igreja discípula missionária, tem como lema: “Recomendo-vos Febe, nossa irmã que está como diaconisa da Igreja, a fim de que a acolhais no Senhor, do modo digno dos santos” (Rm.16, 1-2). Uma Assembleia que seguirá o método ver-julgar-agir e tem por objetivo: “Identificar, estudar, consolidar os ministérios dos cristãos e cristãs leigas para contribuir na liderança das comunidades”.

celebração de abertura será presidida pela Presidência do Regional Norte1: o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner, presidente do Regional, o vice-presidente, o bispo de Alto Solimões, dom Adolfo Zon, e o bispo de Tefé e secretário do Regional, dom José Altevir da Silva. Uma primeira jornada em que serão apresentados os participantes, a pauta e os trabalhos a serem realizados ao longo da Assembleia.

O relatório da Presidência abrirá a pauta do segundo dia, que será iniciado com uma celebração eucarística. A reflexão sobre a Igreja discípula e missionária e a ministerialidade, a partir de três aspectos: o estudo, a experiência e como identificar os ministérios na vida das comunidades, será ponto central dos trabalhos, e contará com a assessoria da Ir. Sônia Matos e os padres Raimundo Gordiano e Elcivan Alencar.

A Assembleia Regional será oportunidade para a partilha das pastorais e organismos, buscando identificar os ministérios locais nas pastorais, organismo, igrejas locais, mostrado os ministérios presentes nas comunidades. Igualmente, partilhar os passos significativos, concretos, ministério da diaconia e serviços presentes nas comunidades. Foi pedido às pastorais e organismos ter presente a fundamentação do Documento Final do Sínodo para Amazônia, a Querida Amazônia e o Documento de Santarém 2022.

Os participantes da Assembleia conhecerão os passos dados na 6ª Semana Social Brasileira, e no Seminário das Pastorais Sociais. Igualmente, será apresentado como será vivenciado o Jubileu da Esperança.

As igrejas locais apresentarão os passos que estão sendo dados em relação à sinodalidade e a ministerialidade, na mesma perspectiva da apresentação das pastorais e organismos. Com o que será partilhado pelas igrejas locais, pastorais e organismos, serão recolhidos os aspectos significativos e luzes.

Na Assembleia será partilhado o acontecido no V Encontro da Igreja na Amazônia, realizado no mesmo local da Assembleia no mês de agosto de 2024, e os encaminhamentos para a COP30. Posteriormente, nas reservadas dos bispos, coordenadores de pastoral, coordenadores de pastorais e organismos e vida religiosa, será visto o que se reafirma e assume no caminhar juntos.

Na Eucaristia de encerramento será realizada a instituição dos catequistas, sendo abordado no último dia os encaminhamentos dos ministérios para as igrejas locais. Também será apresentado o Protocolo de Proteção de Crianças e Adolescentes e Pessoas Vulneráveis, sendo encerrada a Assembleia, que em diversos momentos terá comunicações de diversas entidades, com uma mística.

Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

🫵🏽🌎 A REPAM convida você a participar dessa celebração!

🥳🏹 Celebremos a primeira década da REPAM como uma fonte de vida e esperança para a humanidade, para que ela continue a nos encorajar em nosso compromisso com a justiça social, a ecologia integral e a defesa dos direitos nos territórios junto aos povos amazônicos.

🫵🏽🌎 A REPAM convida você a participar dessa celebração!

🄳🄰🅃🄰 quinta-feira 12 de setembro de 2024

🄷🄾🅁🄰
8:30 AM (Bogotá, Lima e Quito)
9:30 AM (Caracas, La Paz e Manaus)
10:30 AM (Brasilia e Caiena)

Acompanhe a transmissão através do facebook e youtube da REPAM.

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A Pastoral da Saúde teve uma participação ativa e significativa no III Encontro das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs)

A Pastoral da Saúde teve uma participação ativa e significativa no III Encontro das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), realizado nos dias 6, 7 e 9 de setembro de 2024. Durante este evento, nossa equipe se dedicou a oferecer atendimentos e orientações aos participantes, promovendo o bem-estar e a saúde integral.

Os voluntários da Pastoral realizaram diversos atendimentos, como Massoterapia, Acupuntura distal , Auriculoterapia, Reflexologia Podal, Fitoterapia, Florais de Bach, e orientacoes sobre cuidados com a saúde mental e física. A interação com os participantes foi enriquecedora, permitindo que muitos conhecessem as práticas holísticas e seus benefícios.

Além disso, criamos um espaço acolhedor onde os participantes puderam relaxar, refletir e renovar suas energias. A Pastoral da Saúde reafirmou seu compromisso em cuidar não apenas do corpo, mas também da mente e do espírito, alinhando-se perfeitamente ao espírito do encontro.

Agradecemos a todos agentes da Pastoral da Saúde.