Um tributo à sabedoria e ao amor dos avós na comunidade de Sant’Ana.
O Dia de São Joaquim e Sant’Ana, também conhecido como o Dia dos Avós, se aproxima, sendo comemorado no próximo 26 de julho. Esta data é de grande importância, pois celebra os avós de Jesus Cristo, figuras que possuem um papel vital na vida de uma família. Os avós são pessoas muito respeitadas, acumulando uma vasta sabedoria ao longo dos anos.
Quantas vezes recorremos aos nossos avós para ouvir um conselho ou simplesmente receber um abraço apertado e reconfortante, cheio de carinho? Neste dia especial, celebramos a memória de São Joaquim e Santa Ana, reforçando a importância e o valor dos avós em nossas vidas.
Anualmente a comunidade de Sant’Ana celebra esta importante data, neste ano o XXVIII festejo tem o tema “Buscamos a paz como fruto da fraternidade”. O tríduo de celebração começou no dia 23, às 19:30h, na Avenida Raimundo Rodrigues Coelho, 600, Bairro Dr. Silvio Botelho e no dia 24, é realizado o Rito de Entrega da Bíblia para os catequizandos, uma cerimônia significativa para os jovens da comunidade.
No próprio Dia dos Avós, proxima sexta feira 26 de julho, haverá uma missa em honra a Sant’Ana. E no sábado, 27 de julho, você não pode perder o arraial com comidas típicas e apresentações culturais, uma festa que promete alegrar e unir ainda mais a comunidade. Para encerrar as comemorações, no domingo, 28 de julho, será realizada uma procissão seguida de missa, a partir das 16:30h.
Venha e participe deste momento especial, celebrando a sabedoria e o amor dos avós, figuras essenciais em nossas vidas e na nossa fé.
O lançamento ocorrerá no dia 22 de julho de forma presencial na sede da CNBB, em Brasília, com início às 14h30; o evento terá transmissão ao vivo pelas redes do Cimi
POR ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) lança na próxima segunda-feira (22), às 14h30, o Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2023. O evento de lançamento da publicação anual do Cimi ocorrerá na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no St. de Embaixadas Sul Quadra 801 Conjunto B – Asa Sul, em Brasília (DF), e será transmitido ao vivo pelo canal de youtube do Cimi.
O Relatório, organizado em três capítulos e 19 categorias de análise, apresenta um retrato das diversas violências e violações praticadas contra os povos indígenas em todo o país. Para a produção do documento foram sistematizados dados obtidos através de informações dos regionais do Cimi, de comunidades indígenas e de veículos de comunicação, além de fontes públicas oriundas da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e de secretarias estaduais de saúde.
O levantamento reúne dados sobre violações contra os direitos territoriais indígenas, como conflitos, invasões, danos e morosidade na regularização dos territórios; violências contra a pessoa, como assassinatos e ameaças; e violações por omissão do poder público, como desassistência nas áreas da saúde e da educação, mortalidade na infância e suicídios.
O ano de 2023 deu início ao terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de quatro anos de uma gestão abertamente anti-indígena e que anunciava que não demarcaria “um centímetro de terras indígenas”, havia grande expectativa em relação à política indigenista do novo governo, anunciada desde a campanha eleitoral como um tema central e simbolizada pela criação do inédito Ministério dos Povos Indígenas (MPI).
Apesar da promessa de mudanças profundas no novo ciclo e da importante decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgou inconstitucional a tese do marco temporal, houve poucos avanços nas demarcações e o ano foi marcado por um contexto de ataque aos direitos indígenas, especialmente por parte do Congresso Nacional, com a promulgação da Lei 14.701/2023.
Este cenário se refletiu na continuidade de altos índices de violência contra indígenas e na ocorrência de muitos conflitos e de invasões aos territórios tradicionais. O relatório Violência Contra os Povos Indígenas do Brasil – dados de 2023 apresenta um retrato deste período, com a sistematização de dados atualizados sobre assassinatos, suicídios, mortalidade na infância e a atualização da lista de terras e demandas territoriais dos povos indígenas com pendências administrativas para sua regularização.
“Os povos indígenas do sul ao norte vivenciaram, no decorrer de 2023, dois momentos: o primeiro, o da esperança e euforia pelo novo governo que anunciava compromisso e respeito aos seus direitos; e o segundo, o da frustração diante de uma realidade praticamente inalterada, quando se percebeu que as maquinações políticas prevaleceram”, apontam Lucia Helena Rangel e Roberto Antonio Liebgott, coordenadores da publicação, na introdução do relatório.
No lançamento, estarão presentes lideranças indígenas e representantes do Cimi e organizações parceiras da causa. Dentre eles, Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, presidente do Cimi e arcebispo de Manaus (AM); Luis Ventura, secretário executivo do Cimi; Lucia Helena Rangel e Roberto Antonio Liebgott, organizadores do relatório; Ana Carolina Mira Porto, cineasta e antropóloga; Nailton Muniz, Pataxó Hã-Hã-Hãe, cacique na Terra Indígena (TI) Caramuru – Catarina Paraguassu, no sudoeste da Bahia; e Vilma Vera, liderança Avá-Guarani do tekoha Y’Hovy, na TI Tekoha Guasu Guavirá, no oeste do Paraná.
Em uma entrevista inspiradora, Ir. Sofia compartilha sua vocação, trajetória e trabalho na Diocese de Roraima.
No mundo da Igreja Católica, onde os papéis de liderança frequentemente são ocupados por homens, a nomeação de Ir. Sofia Bouzada como chanceler no Regional Norte no dia 04 de fevereiro de 2024, marca um momento histórico. Em uma entrevista especial com Rejane Silva no programa Manhã Viva, a Ir. Sofia, que também é secretária da Cúria da Diocese de Roraima, compartilhou sua jornada vocacional e sua experiência de trabalho na diocese.
O Papel de Chanceler
Ir. Sofia iniciou a entrevista esclarecendo a função do chanceler dentro da estrutura da Igreja Católica. “O Código de Direito Canônico determina que em cada cúria diocesana deve haver um chanceler, que atua como notário e secretário da cúria”, explicou. “A principal função do chanceler é garantir que os documentos da cúria sejam devidamente reduzidos a escrito e conservados em seu arquivo. É um cargo importante, pois ele é responsável pela gestão documental, emissão de documentos oficiais, coleta de dados e outras funções administrativas.”
Uma Jornada de Vocação e Serviço
Ir. Sofia Bouzada, uma franciscana missionária da Mãe do Divino Pastor, nasceu em Galícia, na Espanha. “Eu sou de Santiago de Compostela, terra de peregrinação, hospitalidade e acolhimento,” compartilhou com entusiasmo. “Venho de uma família cristã, muito amorosa e unida, com fortes raízes na espiritualidade franciscana.”
Ela descreveu sua vocação como uma jornada de busca e descoberta. “Sempre fui uma mulher peregrina, inquieta e aventureira,” disse. “Conheci as irmãs franciscanas desde criança e sempre me senti atraída pela missão, pela fraternidade e pelo serviço aos pobres.”
Ir. Sofia se formou em Pedagogia na Universidade de Salamanca e, durante esse período, fez um discernimento profundo sobre sua vocação. “Foi um tempo de muita aventura, conquistas e experiências de Deus,” lembrou. “Participei de voluntariado, representatividade cristã na universidade e, eventualmente, escolhi a vida consagrada.”
Desde então, Ir. Sofia tem servido em diversas partes do mundo, incluindo a Venezuela, onde trabalhou com refugiados colombianos, e a África, onde passou quase seis anos em missões no interior e na capital de Angola. “Na África, a vida é muito simples e junto ao povo,” disse. “Você vive sem água corrente, sem energia elétrica e aprende a fazer de tudo, desde ajudar em partos até consertar estradas.”
Em 2018, Ir. Sofia foi convidada a fundar uma presença missionária no Brasil. “Foi uma aventura nova, chegando sem conhecer nada nem ninguém,” contou. “Viemos três irmãs no início, e depois outras irmãs e voluntários foram se juntando a nós. Nossa missão sempre teve a marca da interculturalidade e do acolhimento.”
Desafios e Conquistas na Diocese de Roraima
Ir. Sofia falou sobre seu papel pioneiro como chanceler e secretária da Cúria da Diocese de Roraima. “Primeiro, vejo isso como um serviço, não como um cargo,” enfatizou. “A igreja deve ser desmasculinizada e desclericalizada, como chama o Papa Francisco, tornando-se uma igreja servidora e samaritana.”
Ela descreveu o momento em que foi chamada para assumir o papel de chanceler como um processo de discernimento profundo. “Foi uma fidelidade à igreja e um compromisso de transformação desde dentro,” explicou. “Vivo este serviço de maneira muito simples, como Francisco de Assis nos ensinou.”
A nomeação de Ir. Sofia como chanceler, teve uma grande repercussão. “Recebi mensagens de muitas partes do mundo, e fiquei surpresa com a repercussão,” disse. “O direito canônico permite que mulheres e leigos ocupem essa função, mas na prática, poucas mulheres têm essa oportunidade. No Brasil, somos menos de quatro, e na Espanha, talvez nem cinco.”
Ela ressaltou a necessidade de abrir mais portas para mulheres na igreja. “Devemos continuar abrindo essas portas e transformando a igreja para que seja verdadeiramente sinodal,” afirmou. “Precisamos de uma igreja mais justa e representativa.”
Inspirando Novas Gerações
Ir. Sofia também compartilhou sua visão para o futuro da igreja. “A igreja precisa ser uma presença viva no mundo, especialmente em áreas vulneráveis,” disse. “A minha experiência com migrantes e refugiados em Roraima tem sido transformadora. Nós, como igreja, devemos estar ao lado dos mais pobres e vulneráveis, oferecendo apoio e esperança.”
Ela encorajou as jovens a considerarem a vida consagrada como uma vocação cheia de propósito e significado. “Ser religiosa franciscana é uma aventura de fé, amor e serviço,” disse. “É uma vida de entrega total a Deus e aos outros, vivendo em fraternidade e simplicidade.”
A trajetória de Ir. Sofia Bouzada é um testemunho poderoso de dedicação, serviço e transformação dentro da Igreja Católica. Sua nomeação como chanceler no Regional Norte 1 não é apenas um marco histórico, mas também um chamado à igreja para abraçar a diversidade e a inclusão. Como ela mesma disse, “Estamos todos chamados a ser uma igreja sinodal, servidora e transformadora, onde todos têm um lugar e uma voz.”
A festa acontece nesta terça feira (16), na paróquia matriz Nossa Senhora do Carmo em Boa Vista.
Boa Vista homenageia a padroeira, na celebração da Nossa Senhora do Carmo, com o tema “Não Desprezeis as Nossas Súplicas, em Nossas Necessidades!“. As comemorações, que começaram no dia 7 de julho, se estendem até o dia 16 de julho, oferecendo uma especial programação de missas, tríduos, arraial e momentos de oração.
Padre Mauro, responsável pela paróquia de Nossa Senhora do Carmo, faz um convite especial a todos os fiéis. O Padre Mauro destaca a importância de participar desses momentos de fé. “Nossa Senhora do Carmo é um símbolo de amor e intercessão. Ao celebrarmos sua festa, renovamos nossa devoção e pedimos sua intercessão em nossas vidas. Não desprezemos suas súplicas, mas confiemos em seu amparo”, destaca o padre.
O ponto alto das celebrações será no dia 16 de julho, data em que a Igreja celebra oficialmente Nossa Senhora do Carmo. Este período é marcado por profunda espiritualidade e devoção, fortalecendo a fé e a união entre os fiéis.
Confirma a programação de hoje em Boa Vista.
Esses momentos de celebração são essenciais para a vida espiritual e comunitária. Participar das festividades de Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Boa Vista é uma oportunidade de renovar a fé, agradecer pelas bênçãos recebidas e pedir a intercessão divina em nossas necessidades. É um tempo de união, reflexão e alegria, onde a comunidade se fortalece e se une em torno de valores espirituais e culturais que transcendem o cotidiano.
300 anos de fidelidade e novos desafios, numa Igreja Sinodal
“Ele chamou a si os Doze e começou a enviá-los dois a dois” (Mc. 6, 7a). Aos presbíteros, Diáconos, Religiosas(os), Leigas(os), Seminaristas e a quem interessar possa. Comunico as seguintes nomeações para o Serviço Pastoral na Diocese de Roraima
Padres Lorenzo Dall’Olmo e Carlos Carrasco destacam a importância do amor e da missão durante celebração emotiva.
Nesta sexta-feira, 12 de julho, foi realizada uma missa de ação de graças para comemorar o quinto aniversário da Caritas Diocesana de Roraima, na Casa da Caridade Papa Francisco. A celebração foi oficiada pelos padres Lorenzo Dall’Olmo e Carlos Carrasco, que trouxeram palavras de encorajamento e esperança para todos os presentes.
O evento reuniu diversas autoridades e colaboradores, entre eles Irmã Terezinha Santin, presidenta da Caritas Diocesana, representantes da Fé e Alegria, Pastoral dos Migrantes e todos os que trabalham na Casa da Caridade. A missa foi marcada por cânticos, orações e momentos de profunda emoção, celebrando não apenas o aniversário da instituição, mas também a força e resiliência da comunidade.
Em sua homilia, o Padre Lorenzo Dall’Olmo enfatizou a importância do amor e da perseverança na missão da Caritas , mesmo diante das dificuldades. “Este aniversário nos lembra da importância de continuar a missão, pois Deus sempre acredita em nós, mesmo que, às vezes, nós não acreditemos nele. O amor é a base de tudo o que fazemos, e é através dele que superamos os desafios e seguimos em frente”, destacou o Padre Lorenzo.
Padre Carlos Carrasco da Diocese de Sevilla na Espanha e que está em Roraima há um mês, compartilhou sua experiência de mais de 17 anos de trabalho com a Caritas. Ele refletiu sobre a preciosa mistura cultural presente em Roraima e a importância desse momento de mudança. “Estamos vivenciando um período significativo de transformação, onde diferentes culturas se encontram e se enriquecem mutuamente. É essencial que aproveitemos essa diversidade para crescer e fortalecer nossa comunidade, sobre tudo aprender da força e o exemplo das comunidade indígenas”, afirmou o Padre Carlos.
A presença de Padre Carlos trouxe uma perspectiva internacional à celebração, ressaltando a conexão global da Caritas e a importância do apoio mútuo entre diferentes regiões. Suas palavras tão emotivas, foram recebidas com grande apreço pelos presentes, que sentiram a força de suas palavras e o comprometimento de sua missão.
A Irmã Terezinha Santin, agradeceu a todos os colaboradores e parceiros da Caritas, ressaltando o impacto positivo que a organização tem tido na vida de muitos. “A Cáritas é uma luz de esperança para muitos que enfrentam dificuldades. Juntos, somos mais fortes e podemos fazer a diferença na vida de muitos”, disse Irmã Terezinha.
A Casa da Caridade Papa Francisco, local do evento, estava repleta de alegria e gratidão. Os cânticos e as preces trouxeram um clima de gratidão, celebração e espiritualidade, envolvendo todos em um sentimento de união e fé. Ao final da celebração, os padres Lorenzo Dall’Olmo e Carlos Carrasco, abençoaram os presentes, renovando o compromisso de todos com a missão da Caritas . A celebração foi encerrada com uma oração conjunta, pedindo forças para continuar a caminhada e agradecer pelas bênçãos recebidas.
As palavras dos padres e a participação ativa da comunidade reforçaram a importância do amor, da perseverança e da união para superar desafios e continuar a missão de servir ao próximo. A celebração deixou a todos com um profundo senso de propósito e esperança para o futuro.
Evento, dirigido a cantores, instrumentistas, lideranças da liturgia, catequistas e músicos, aborda a importância da música na celebração eucarística e ocorre de 5 a 9 de julho.
A Diocese de Roraima recebe com alegría ao Padre Jair Oliveira Costa, da Diocese de Guarulhos, São Paulo, e assessor de música litúrgica da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Reconhecido por seu trabalho e dedicação à música litúrgica, Padre Jair estará conduzindo um curso que promete ser uma experiência enriquecedora para todos os participantes.
O curso, que acontece de 5 a 9 de julho na Prelazia, tem como objetivo principal capacitar cantores, instrumentistas, lideranças da liturgia, catequistas e músicos em geral da diocese para a importância da música na celebração eucarística. A música litúrgica é importante na vivência da fé, ajudando a congregar a comunidade, elevar o espírito e facilitar a reflexão sobre as mensagens do evangelho.
Padre Jair Oliveira Costa ressaltou a importância desse curso ao afirmar que a música, assim como em um filme, não é apenas para ser cantada, mas também para refletir sobre as emoções e compreender a palavra do evangelho. ”A questão da música litúrgica é sempre um desafio, porque não é simplesmente cantar músicas emocionantes, ou músicas católicas, ou músicas de evangelização. É de viver o mistério que está sendo celebrado junto com a comunidade, de modo que a comunidade se sinta tocada pelo mistério, também pelo canto, assim como a palavra toca, os sinais litúrgicos, os sinais sacramentais toca uma pessoa que toda a comunidade seja envolvida também pela música.”
Segundo ele, a música litúrgica deve ser vista como uma ferramenta poderosa que toca o coração dos fiéis e enriquece a experiência da celebração ”Por isso, o desafio da música litúrgica que eu percebo é ligar a assembleia que celebra, o rito que está sendo celebrado, com uma música adequada, que seja adequada ao rito, e adequada a assembleia também.”
Conteúdo Programático
O curso está estruturado para abordar diversos temas de relevância para a música litúrgica. Entre os tópicos a serem discutidos estão:
Canto litúrgico com fundamentação bíblica
Canto dos Salmos no Ofício da Missa
Celebração da palavra e sacramentos
Ano litúrgico e pastoral litúrgica
Ensaios de cantos e construção de repertório
Importância da Música na Liturgia
Padre Jair enfatiza que a música na liturgia não é apenas um complemento, mas uma parte integral da celebração. Ele compara a música litúrgica à trilha sonora de um filme, que não apenas acompanha a história, mas também a intensifica, ajudando o público a se conectar emocionalmente com o enredo. ”Quem acompanha filmes, já sabe que cada filme tem um estilo de música, tanto música cantada, como a trilha sonora, até como é feito os sonoros, é como se fosse um personagem a mais que convence a gente do argumento do filme no cinema. A música é muito trabalhada para conseguir captar, segurar a atenção de quem está assistindo. Mas na liturgia, se a gente trabalha a liturgia e a música, considerando o rito, o que o rito quer dizer, as leituras, o que as leituras que é de rica, aí isso potencializa a celebração de um tal jeito que envolve tudo mundo e as pessoas sessente assim tocadas por esse mistério.”
Padre Jair fez um convite especial a todas as comunidades, áreas e povo diocesano a participarem dessa integração da liturgia em suas comunidades. Ele enfatizou que a música litúrgica é um meio poderoso de vivenciar e transmitir a fé, e que a participação de todos é fundamental para fortalecer a vida espiritual da diocese.
A música litúrgica é uma expressão profunda de fé e devoção, e cursos como este são fundamentais para manter viva essa tradição. A Diocese de Roraima, ao receber o Padre Jair Oliveira Costa, está dando um passo importante para fortalecer a música litúrgica em suas celebrações, oferecendo aos seus membros uma oportunidade valiosa de aprendizado e crescimento.
Padre Jair concluiu com uma mensagem inspiradora: “A música é uma linguagem universal que tem o poder de unir, inspirar e transformar. Que este curso seja uma oportunidade para todos nós aprofundarmos nossa fé e nosso compromisso com a liturgia, fazendo com que nossas celebrações sejam verdadeiramente vivas e significativas. Que possamos juntos cantar e celebrar a nossa fé com todo o nosso coração e alma.”
Universidade Federal de Roraima e Pastoral dos Migrantes da Diocese de Roraima unem forças para capacitar migrantes venezuelanos
Nesta quinta feira, 04 de julho, a Casa Caridade Papa Francisco se encheu de emoção e alegria ao celebrar a formatura do curso de Português para migrantes, realizado em uma parceria entre a Universidade Federal de Roraima (UFRR), a Pastoral dos Migrantes da Diocese de Roraima e Caritas Diocesana. Este momento marcou a conclusão de três meses de dedicação e esforço de migrantes venezuelanos que se dedicaram em aprender a língua portuguesa, essencial para sua integração e oportunidades no Brasil.
O curso, iniciado há três meses, foi ministrado por alunos do curso de Relações Internacionais da UFRR, que, além de compartilhar conhecimentos, adquiriram uma experiência prática valiosa em ensino e interação multicultural. A formatura celebrou o sucesso dos novos formandos, destacando a importância da solidariedade e da cooperação entre instituições para acolher e apoiar os migrantes em situações de vulnerabilidade.
A parceria entre a UFRR e a Pastoral dos Migrantes da Diocese de Roraima é um passo importante para oferecer oportunidades educacionais e sociais aos migrantes, proporcionando-lhes as ferramentas necessárias para reconstruir suas vidas em um novo país. A cerimônia contou com a presença de: Irma Terezinha Santin coordenadora da Pastoral dos Migrantes e Presidenta da Caritas Diocesana; o Prof João Carlos Jarochinski Silva, coordenador da Cátedra Sérgio Vieira de Mello e professor da UFRR, professores das turmas de português, alumnos do curso de Relaciones Internacionais da UFRR, Agentes pastorais, familiares e amigos dos formandos, todos unidos em um espírito de celebração e esperança.
O Prof João Carlos Jarochinski Silva, destaca a importancia deste passo académico: ‘‘Um projeto de extensão muito rico, a gente alcançou os resultados que desejavamos, mostrando em terminos de conteúdo, em terminos de empatia, em relação a temática; conhecimentos sobre a realidade dos migrantes, na defesa do seus direitos. Agradecemos essa oportunidade de ofertar o curso de português, que traz uma nova perspectiva de integração dos migrantes aqui no Brasil.”
Os formandos receberam seus certificados com orgulho, conscientes de que dominar o português é um passo fundamental para alcançar seus sonhos e contribuir positivamente para a sociedade brasileira. A alegria nos rostos e os aplausos calorosos do público refletiram o impacto profundo deste projeto, que vai além da sala de aula, promovendo a inclusão, o respeito e a dignidade para todos os participantes.
Este evento memorável é um testemunho do poder transformador da educação e da importância de parcerias comunitárias que visam o bem-estar e a integração dos migrantes. A Casa Caridade Papa Francisco, como sempre, se destacou como um farol de esperança e apoio, reforçando seu compromisso com a caridade e a justiça social.
Enquanto os formandos se aventuram em novos desafios, a continuidade de iniciativas como esta se faz essencial para garantir que mais migrantes tenham acesso a oportunidades de aprendizado e crescimento, fortalecendo os laços de solidariedade e humanidade em Roraima.
A Comissão Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibiliza a versão atualizada da publicação* “Nas trilhas do enfrentamento ao tráfico de pessoas”* que pode ser acessada gratuitamente.
Na manhã desta sexta-feira, a comissão concedeu entrevista a imprensa, para falar sobre as ações e visitas que ocorreram em Bonfim e Pacaraima.
Lucas Rosseti
Acompanhar os migrantes é prioridade, não a única, mas uma das mais importantes, na diocese de Roraima. As Pastorais Sociais da diocese, que tem sua sede na Casa da Caridade Papa Francisco, se empenham de diversos modos em seu acompanhamento, mesmo diante da escassez de recursos e de pessoas para levar em frente essa missão. Muitas mãos que se juntam para construir um futuro melhor, para gerar vida, para tantas pessoas vulneráveis, buscando apaziguar seu sofrimento. Nesse sentido, são muitos os projetos sociais que mostram o rosto samaritano da Igreja de Roraima, até o ponto de o bispo afirmar que “Nossa Igreja não seria tão rica se não tivesse ficado do lado dos indígenas e do lado dos migrantes”.
Em coletiva de imprensa foi dado a conhecer aos meios de comunicação locais o trabalho da Comissão Episcopal Especial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que está em missão na diocese de Roraima de 17 a 23 de junho, com visitas na Guiana e na Venezuela. Uma comissão que segundo lembrou seu presidente, o bispo da diocese de Tubarão (SC), dom Adilson Pedro Busin, faz parte da Comissão para a Ação Sociotransformadora da CNBB e que, na estrutura da Cúria Vaticana, estaria dentro do guarda-chuva do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral.
O bispo ressaltou que a CNBB se preocupa sempre com a dimensão social, lembrando que a comissão, criada em 2016, formada por bispos, religiosos, religiosas, leigos e leigas, é um dos frutos da Campanha da Fraternidade de 2014, que teve como tema “Fraternidade e Tráfico Humano”. Dom Adilson Busin lembrou as palavras do Papa Francisco, que define o tráfico de pessoas como “uma chaga aberta que envergonha a humanidade”. A comissão já fez uma visita em Roraima em 2018, um estado com grande imigração fronteiriça.
O bispo lembrou que o tráfico humano faz parte da migração de forma velada e silenciada. Daí a importância de pisar o chão, escutar as pessoas, ver, para poder levar adiante a missão de vigiar e dar resposta como Igreja a essa problemática. Ele insistiu na importância de cutucar, de recordar à sociedade a realidade do tráfico de pessoas. Para isso, a comissão existe para ajudar a esclarecer, a manter as antenas atentas, para escutar as vítimas e descobrir em seus rostos o rosto do Senhor.
O bispo local, que também é membro da comissão, dom Evaristo Spengler, lembrou sua missão episcopal na Prelazia do Marajó (PA), uma região que desperta muita atenção da mídia com relação ao tráfico de pessoas, exploração sexual, trabalho escravo, afirmando com toda certeza que o que existe em Roraima é bem maior do que no Marajó. Numa região onde as fronteiras têm pouco controle migratório, o que possibilita o tráfico de pessoas, inclusive crianças, também de mercúrio para o garimpo ilegal. Diante disso o bispo denuncia a falta de atuação do poder público, diante de episódios de contrabando de todo tipo, de episódios de aliciamento, de exploração, de coiotes que se aproveitam da falta de conhecimento das pessoas.
Na realidade interna de Roraima, o bispo falou sobre o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, que acaba com a natureza, polui os rios, e apesar da Operação Desintrusão, a força do narco garimpo, financiado nacional e internacionalmente, onde existe tráfico de armas, de drogas, exploração sexual das indígenas, lembrando as palavras de Davi Kopenawa: “o branco vai lá, usa as nossas mulheres, as nossas meninas, como se fosse um prato descartável que jogam fora”, algo que define como realidades muito duras. Diante disso dom Evaristo Spengler denuncia: “O estado não tem assumido ainda o seu papel no enfrentamento ao tráfico de pessoas”.
Nessa perspectiva, a missão da comissão é ajudar a fazer um diagnóstico profundo e descobrir caminhos como Igreja, trabalhando em rede com a sociedade, e cobrar do poder público a sua ação. Isso porque o poder público está deixando a ação na mão da sociedade, das organizações humanitárias.
O aumento do tráfico humano na região de fronteira está relacionado ao aumento das migrações, é algo que aparece nas pesquisas realizadas pela Universidade Federal de Roraima. A professora dessa instituição, Márcia Maria de Oliveira, destacou que “o migrante é alvo especial da exploração das rotas do tráfico” falando sobre a existência de empresas especializadas no tráfico, no traslado com transportes clandestinos, que tem aumentado nos dois últimos anos em Roraima.
Esses migrantes são depois são destinados a trabalhos sem contrato, não pago, análogo à escravidão, em madeireiras, nos garimpos, em grandes fazendas. As mulheres são as vítimas principais, com aumento do abuso sexual de crianças, segundo a socióloga, que ressaltou que na região o tráfico de pessoas está estreitamente vinculado ao garimpo, que por sua vez está controlado pelo narcotráfico, falando do crescimento dos chamados “prostibares”. Existe um vínculo entre trabalho escravo, sendo os homens as vítimas principais, a exploração sexual, no caso das mulheres, e a exploração de crianças para cavar pequenos túneis nos garimpos.
A comissão, segundo sua secretária executiva, Alessandra Miranda, trabalha na metodologia de atuação e formação junto aos regionais da CNBB e as pastorais sociais. Para isso são elaborados materiais, que seguem o método ver, julgar, agir, ajudando no conhecimento dos protocolos internacionais, e no conhecimento das diversas modalidades do tráfico de pessoas.
Um dos problemas do Estado de Roraima, segundo o bispo local é a falta de interesse do poder público com relação ao tráfico de pessoas. Um exemplo disso foi a audiência pública na Assembleia Legislativa de Roraima em julho de 2023 sobre tráfico de pessoas, onde nenhum deputado participou, mesmo tendo sido todos convidados. Diante disso, dom Evaristo Spengler disse que “se naturalizou, aqui no estado, crimes que são bárbaros: a destruição da natureza, a venda de pessoas, a exploração sexual, parece que estão naturalizados”, denunciando a dificuldade de envolver o poder público do estado nessas causas.
O bispo de Roraima fez um chamado à sociedade roraimense a pensar em quem vota. Ele lembrou que o Papa Francisco tem dito que não podemos transformar o ser humano em mercadoria, comparando a realidade atual dos migrantes com a vivida pelos escravos trazidos da África séculos atrás. São causas a ser enfrentadas na sociedade roraimense e na Igreja, enfatizou dom Evaristo Spengler. Para isso a Igreja de Roraima está estreitando laços com as Igrejas da fronteira, a diocese de Guiana e o Vicariato de Caroní, um caminho comum que esta missão ajudar a avançar.
Se faz necessário de “desnaturalizar uma economia da morte, que foi estabelecida neste estado de Roraima”, enfatizou Márcia de Oliveira. Uma realidade vinculada com o garimpo, com inúmeros casos documentados de tráfico de pessoas, onde acontecem estupro, inclusive estupros coletivos e exploração de crianças. Nessa perspectiva, o relatório sobre a missão, que vai ser elaborado pela comissão, quer elaborar recomendações para o poder público em vista de uma melhor atuação na prevenção do tráfico de pessoas.
FONTE/CRÉDITOS: Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1