Com 442 bispos inicia 61ª Assembleia Geral da CNBB inspirada no atual caminho sinodal

COM 442 BISPOS INICIA 61ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB INSPIRADA NO ATUAL CAMINHO SINODAL

Iniciou nesta quarta-feira, 10 de abril,Com a celebração da Eucaristia, presidida por Dom Jaime Spengler, presidente da CNBB.

Com 442 bispos inicia 61ª Assembleia Geral da CNBB inspirada no atual caminho sinodal
CNBB

Com a celebração da Eucaristia no Santuário Nacional de Aparecida, presidida por Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), iniciou nesta quarta-feira, 10 de abril, a 61ª Assembleia Geral da CNBB, que até 19 de abril, reúne 442 dos 486 bispos do Brasil, dos quais 318 titulares e auxiliares e 168 eméritos.

 Na homilia, Dom Jaime Spengler destacou a força do amor, denunciando os que sabem mover-se somente nas trevas, afirmando que “a luz permite ver o que por vezes não se quer ver”, com sinais disso na vida social e eclesial, fazendo um chamado a ver “as diversas situações que caracterizam o cotidiano da vida do nosso povo com a luz de Deus”. O presidente da CNBB convidou a evitar o pragmatismo e ser “porta-vozes de um Deus que ama a todos, que acolhe a todos”, tendo como instrumentos a proximidade, amor e escuta.

 O arcebispo de Porto Alegre chamou a sair sem passar de largo, a tocar sem medo, lembrando que “a Campanha da Fraternidade deste ano convida a construir pontes, abater muros, acolher a diversidade, promover a cultura do encontro e do diálogo, educar para o perdão e a reconciliação, para o sentido de justiça, a rejeitar todo tipo de violência, a alimentar a coragem da paz”, aspectos relacionados com a sacralidade da vida. Igualmente destacou a necessidade de uma atenção particular aos jovens, “com suas potencialidades extraordinárias, criatividades, sonhos”, a fazer-se próximo.

 Igualmente destacou a importância de um laicato consciente, que contribui nos processos de desenvolvimento humano, na consolidação da democracia, na superação das estruturas de miséria e pobreza, na constituição de comunidades de fé vivas, no cuidado da casa comum. Dom Jaime Spengler fez um chamado a centrar-se nas urgências e a levar a termo com paixão o que for delineado na comunhão. Para isso pediu a intercessão da Mãe Aparecida em vista de desenvolver “aquilo que o tempo presente requer de nós como homens do Evangelho”.

Na abertura dos trabalhos, com a presença do Secretário de Estado Vaticano, cardeal Pietro Parolin, o nuncio apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquattro, da presidência da CNBB, o reitor do Santuário Nacional, o prefeito de Aparecida e outras autoridades, dom Orlando Brandes, arcebispo local, fez um chamado a que a 61ª Assembleia Geral da CNBB seja uma experiência de fraternidade, de sinodalidade, de amizade social, de peregrinos. Uma assembleia que, como foi feito na primeira sessão da Assembleia Sinodal do Sínodo sobre a Sinodalidade, seguirá a metodologia da conversação espiritual. Nesse primeiro momento foi apresentado o relatório dos bispos falecidos, bispos transferidos, e foram apresentados os bispos nomeados desde a última assembleia, dentre eles Dom Zenildo Lima e Dom Hudson Ribeiro, bispos auxiliares de Manaus, Dom Vanthuy Neto, bispo de São Gabriel da Cachoeira, e Mons. Lúcio Nicoletto, bispo eleito de São Félix do Araguaia.

Na coletiva de imprensa, o presidente da CNBB lembrou aos presentes o tema central da 61ª Assembleia, que será a elaboração das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, um caminho que não será concluído na presente assembleia, dadas as novidades que o Sínodo sobre a Sinodalidade, que terá a segunda sessão da assembleia no próximo mês de outubro, deve trazer para a Igreja do Brasil e que em sintonia com aquilo que a Igreja no mundo está refletindo, serão incluídas nas Diretrizes Gerais que estão sendo elaboradas, prestando atenção à realidade social, económica, política do Brasil, e também eclesial, enfatizou o arcebispo de Porto Alegre.

O cardeal Pietro Parolin foi invitado pela CNBB para orientar o retiro dos bispos, que acontece na tarde do dia 10 e no dia 11 de abril e terá como tema o caminho sinodal. Segundo ele, o caminho sinodal deve estar presente em todos os cristãos, todos são chamados à missão, ao testemunho missionário. Na chegada ao Brasil, ele se encontrou com o presidente Lula, algo que faz parte das relações diplomáticas entre os países, tratando temas comuns entre o Vaticano e o Brasil, destacando o tema da paz, e junto com isso o acordo Santa Sé-Brasil, como implementar esse acordo, o tema da pobreza e da evangelização.

O Secretário de Estado Vaticano, disse estar impressionado pelo número de bispos no Brasil e seu empenho na evangelização, um desafio diante da crescente secularização na América Latina, com um número crescente de pessoas que vivem como se Deus não existisse. Frente a isso ressaltou o papel destacado da religiosidade popular, considerando a coerência entre fé e vida como grande questão, o que mostra a importância do testemunho como um dos grandes temas da evangelização. Igualmente, o cardeal destacou que a dimensão social é uma parte fundamental da evangelização, considerando a transformação social como algo de fundamental importância, aspectos que fizeram parte da pauta da reunião com o presidente Lula.

O dinamismo evangelizador é muito forte no Brasil, segundo dom Jaime Spengler, que ressaltou o grande engajamento, com comunidades constituídas de gente empenhada, dedicada, que pauta a ação do cotidiano pelo Evangelho. Isso em um contexto social que nos desafia, com situações de violência, desemprego, falta de atenção com a saúde, sobretudo dos mais frágeis, que demanda a atenção da Igreja, inspirada no princípio evangélico: “eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância”.

O presidente da CNBB coloca como desafio da Igreja cuidar e promover a vida de todos e não só de alguns, insistindo em que a vida de fé acontece na comunidade. Em uma sociedade com mudanças culturais muito rápidas, ressaltou o desafio de propor o evangelho às novas gerações como desafio das diretrizes, dado a estrutura mental diferente nas novas gerações. Para isso se faz necessário que a Igreja se faça próxima e assim despertar nos jovens o desejo de compreender e participar da comunidade, sublinhou dom Jaime Spengler.

 FONTE/CRÉDITOS: Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Líder indígena pede ajuda do Papa para combater o garimpo ilegal

LÍDER INDÍGENA PEDE AJUDA DO PAPA PARA COMBATER O GARIMPO ILEGAL

O Papa recebeu nesta quarta-feira, 10 de abril, o líder Yanomami, Davi Kopenawa.

Líder indígena pede ajuda do Papa para combater o garimpo ilegal

Bianca Fraccalvieri e Thulio Fonseca – Vatican News

Davi Kopenawa, líder e porta-voz do povo Yanomami do Brasil, amplamente reconhecido pelo seu incansável trabalho na defesa dos direitos indígenas e na preservação da Floresta Amazônica e do meio ambiente, encontrou-se com o Papa Francisco no Vaticano nesta manhã de quarta-feira, 10 de abril, pouco antes da Audiência Geral. 

Nos últimos dias, o representante Yanomami percorreu diversas cidades italianas, empenhado em despertar a consciência para as realidades enfrentadas pelos povos indígenas e a urgente necessidade de preservação da natureza. Em entrevista à Rádio Vaticano / Vatican News, Kopenawa compartilhou sua experiência do encontro com o Pontífice e seu pedido de ajuda para os povos indígenas.

O Papa Francisco é um aliado dos povos indígenas

Davi conta com satisfação que o Papa o recebeu muito bem, e destaca: “Gostei muito quando ele abriu a porta para mim. Foi muito importante para o que eu queria. Eu tinha vontade de encontrá-lo, vontade de pegar na mão dele, como se fosse um amigo, amigo do povo indígena, do meu povo indígena yanomami-yakoana do Brasil. Foi muito ótimo.” Ao falar sobre sua passagem por Roma, o líder indígena afirma que veio para falar com o Papa sobre a situação do povo Yanomami, e acrescenta: “Pedi a ele que retirasse os garimpeiros ilegais das terras do meu povo este ano”.

O porta-voz dos Yanomamis também comentou sobre a realidade das crianças, das quais recentemente foram divulgadas fotos impressionantes, mostrando as mazelas da desnutrição e falta de condições básicas. Davi enfatiza que “as crianças yanomamis estão desnutridas por causa do garimpo, por causa das autoridades que deixaram entrar, invadir as terras yanomamis, e muitas doenças estão se espalhando por causa dessa realidade”.

Ao concluir, Kopenawa afirma que “o Papa é um aliado dos povos indígenas e muito comprometido com a preservação da floresta amazônica. Ele é um homem que valoriza o meio ambiente. Posso dizer que saí desse encontro com Francisco muito contente e animado”.

O líder Yanomami pediu ao Papa Francisco ajuda para combater o garimpo ilegal

O líder Yanomami pediu ao Papa Francisco ajuda para combater o garimpo ilegal

A atuação da Igreja Católica

O missionário da Consolata, irmão Carlo Zacquini, falou também à mídia vaticana e comentou sobre a presença da Igreja no território Yanomami:

“Nós temos uma missão muito grande e estamos ali há bastante tempo. Temos uma atitude de grande respeito e aprendemos muito. Uma realidade importante é termos também o apreço pela cultura e pelas histórias desses povos, para serem levadas em consideração, e infelizmente, muitas vezes não são.”

“A sabedoria deles”, explicou o religioso, “pode ser um presente para a Igreja e para todos os povos, porque é feita de espontaneidade, confiança profunda, senso de comunidade e capacidade de superar dificuldades, as quais não faltam”. Ao denunciar a realidade do garimpo ilegal, irmão Carlos reforça, juntamente com Davi Kopenawa, a luta contra essa situação que fere os povos indígenas e a natureza:

“São atividades ilegais, algo absolutamente absurdo, que está destruindo a floresta, contaminando a água e causando problemas enormes, inclusive de ordem social no mesmo território. A violência aumentou desde a chegada desses grupos de pessoas, alguns dos quais são verdadeiros bandidos.” 

O missionário, irmão Carlo Zacquini, durante o encontro com o Papa Francisco

O missionário, irmão Carlo Zacquini, durante o encontro com o Papa Francisco

 FONTE/CRÉDITOS: Bianca Fraccalvieri e Thulio Fonseca – Vatican News

Missa marca abertura da 61ª Assembleia dos Bispos em Aparecida

MISSA MARCA ABERTURA DA 61ª ASSEMBLEIA DOS BISPOS EM APARECIDA

Fiéis foram convidados a rezar pelo bom andamento do encontro.

Missa marca abertura da 61ª Assembleia dos Bispos em Aparecida
CNBB

Nesta quarta-feira, 10 de abril, se da abertura solene da 61ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Aparecida (SP),a maior conferência episcopal do mundo. O evento marca o inicio, com uma celebração eucarística presidida pelo arcebispo de Porto Alegre e presidente da CNBB, Dom Jaime Splenger, no Santuário Nacional.

Esta assembleia reúne representantes da Igreja Católica, incluindo cardeais, arcebispos, bispos diocesanos, auxiliares e coadjutores, bispos eméritos, administradores diocesanos e representantes de organismos e pastorais da Igreja. Dom Evaristo Spengler, bispo de Roraima também esta acompanhando esta assembleia em companhia do Monsenhor Lúcio Nicoletto.

É importante destacar a importancia de esta assembleia, atualmente a Igreja Católica no Brasil posui 279 circunscrições eclesiásticas, com um total de 486 bispos. Destes, 318 estão ativamente envolvidos no governo pastoral de igrejas particulares, enquanto os restantes 168 são bispos eméritos, que contribuem com sua sabedoria e experiência para a vida da Igreja.

O secretário-geral da CNBB, Dom Ricardo Hoepers, convidou os fiéis a participarem de um Dia de Oração pelo bom andamento da assembleia. Num ano dedicado à oração pelo Jubileu 2025, Dom Ricardo enfatizou a importância de os fiéis e comunidades se unirem em prece, pedindo pela sabedoria dos bispos reunidos e pelo progresso da assembleia.

A programação da assembleia foi organizada em quatro sessões diárias, totalizando 27 ao longo das duas semanas do encontro. O primeiro dia incluiu a presença do Núncio Apóstolico no Brasil, Dom Giambattista Diquattro, bem como os membros da presidência da CNBB, entre outros dignitários eclesiásticos e religiosos.

Os temas em destaque durante a assembleia abordaram a realidade da Igreja no Brasil e a atualização de suas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, juntamente com questões prioritárias como o Sínodo dos Bispos 2021-2024, o Jubileu 2025, relatórios da presidência e assuntos relacionados à juventude.

Além das sessões de trabalho, foram realizadas coletivas de imprensa pela manhã, proporcionando oportunidades para os membros da presidência da CNBB abordarem os temas em discussão. No primeiro dia, os assuntos em destaque foram detalhados e discutidos em uma coletiva especial.

O retiro espiritual dos bispos também teve início no primeiro dia da assembleia, com uma pregação proferida pelo secretário de Estado do Vaticano na época, cardeal Pietro Parolin, proporcionando um momento de reflexão e renovação espiritual para os líderes da Igreja.

No proximo sábado 13 de abril, em missa especial, serão instituídos catequistas de vários regionais do Brasil. Em representação do Regional Norte1 será instituída a catequista Deolinda Melchior da Silva, indígena do povo Macuxi, da diocese de Roraima.

 FONTE/CRÉDITOS: Libia López

Santa Madalena de Canossa exclamava: façam conhecer a Jesus Cristo!

Origens
Madalena Gabriela de Canossa nasceu em Verona, no dia 1° de março de 1774, de família nobre e rica, terceira de seis irmãos. Com apenas cinco anos, ficou órfã de pai; dois anos depois, foi abandonada pela mãe, que recasou com o marquês Zenetti de Mântua. A educação de Madalena de Canossa e de seus quatro irmãos foi confiada, nos anos seguintes, a uma governanta francesa, bastante severa, que não compreendendo o caráter da menina, a tratava com excessiva dureza.

Doença
Aos quinze anos, Madalena foi acometida por uma febre misteriosa, como também por uma dor isquiática violentíssima e uma grave forma de varíola. Essas doenças causaram-lhe asma crônica e uma dolorosa contração nos braços, que pioraram com o passar dos anos. Durante a convalescença, desabrochou nela a vocação religiosa e o desejo de entrar para o convento, porém não conseguia deixar o pensamento dos pobres e necessitados, que frequentavam o átrio do palácio paterno. Ela sustentava-os de muitas maneiras.

Discernimento vocacional
Aos 17 anos, seu confessor, o carmelita Estêvão do Sagrado Coração, aconselhou-a a fazer um período de experiência no mosteiro de Santa Teresa, em Verona e, depois, naquele das Carmelitas Descalças, em Conegliano. Após alguns meses, ambas as experiências concluíram-se com sua volta a casa, por não ser idônea à vida claustral. Porém, a Priora do Convento de Verona escreveu-lhe: “Deus manifestou, com clareza, a sua não idoneidade para a vida de religiosa Descalça; porém, isso não queria dizer que a recusava como Esposa”. Então, a Priora propôs-lhe outro diretor espiritual, Padre Luís Ribera, que a exortou a prestar um serviço de caridade na sua família e no mundo. Em 1799, Madalena de Canossa recolheu da rua duas jovens abandonadas e as colocou, provisoriamente, em um apartamento no bairro mal afamado de São Zeno.

Santa Madalena de Canossa e a Ordem Terceira das Filhas da Caridade

As filhas da caridade
Em 1804, hospedou, em seu palácio, Napoleão Bonaparte, de passagem por Verona. Napoleão teve a oportunidade de conhecer e admirar Madalena de Canossa e seu zelo apostólico; por isso, ofereceu-lhe um ex-Mosteiro das Agostinianas. Assim nasceu o primeiro Instituto das Filhas da Caridade, aprovado, em 1816, pelo Papa Pio VII. Ali, Madalena deu catecismo e assistência aos enfermos, mas, sobretudo, instituiu escolas para a educação e formação de moças. Muitas jovens foram atraídas pelo carisma de Madalena e das suas coirmãs.

Novos Institutos 
Com o passar do tempo, surgiram novos Institutos em Veneza, Milão, Bergamo e Trento. Na Congregação, era rejeitada toda forma de tristeza ou melancolia. A fundadora aconselhava, mais que um rigor excessivo, um sereno abandono a vontade de Deus. No Instituto de Bergamo, Madalena fundou o primeiro centro para professoras camponesas e, a seguir, a Ordem Terceira das Filhas da Caridade, aberto também às mulheres casadas ou viúvas, que se dedicavam, sobretudo, à formação das enfermeiras e professoras.

O Amor do Crucificado e as Filhas da Caridade

Campo de missão
O Amor do Crucificado Ressuscitado arde no coração de Madalena de Canossa que, com as companheiras, torna-se testemunha do mesmo Amor em cinco âmbitos específicos: a escola de caridade para a promoção integral da pessoa; a catequese a todas as categorias, privilegiando os distantes; a assistência voltada principalmente aos enfermos dos hospitais; os seminários residenciais para formar jovens professoras de áreas rurais e preciosas colaboradoras dos párocos nas atividades pastorais; cursos de exercícios espirituais anuais para as damas da alta nobreza, com o objetivo de incentivá-las espiritualmente e envolvê-las nas várias áreas caritativas.

Um amor estendido 
Em seguida, esta atividade se estende a todas as categorias de pessoas. “Sobretudo, façam conhecer Jesus Cristo! A grande paixão do coração de Madalena, é a grande herança que as Filhas, e os Filhos da Caridade são chamados a viver, uma disponibilidade radical, ‘dispostos pelo divino serviço a ir a qualquer país, até mesmo o mais remoto’” (MadalenaEp. II / I, p. 266).

Último suspiro
Nos últimos anos da sua existência, Madalena de Canossa começou a ter frequentes crises de asma e fortes dores nas pernas e nos braços. Na rude cela do seu convento, não havia nem um genuflexório: para rezar – dizia – eram suficientes os degraus diante da janela. Em 10 de abril de 1835, pediu à suas coirmãs para segurá-la em pé, a fim de rezar as três Ave-Marias a Nossa Senhora das Dores, à qual tinha uma devoção toda especial. Na terceira Ave-Maria – narram –, elevou os braços ao céu e, com um grito de alegria e de mãos postas, reclinou a cabeça no ombro de uma coirmã. Madalena Gabriela de Canossa foi beatificada, em 1941, por Pio XII e, em 1988, canonizada por João Paulo II.

Devoção a Santa Madalena de Canossa

Oração
Deus de amor e de bondade, que criastes o ser humano para a felicidade, ajudai-nos, pela intercessão de Santa Madalena de Canossa, a descobrir que a nossa alegria só e completa quando repartimos nosso tempo e nossos bens com aqueles os mais pobres. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Minha oração
“Querida santa, a tua lembrança nos ensina a alegria da caridade. Não podemos viver na tristeza e no egoísmo próprios do nosso tempo, por isso, ajuda-nos a viver a caridade para com os mais necessitados ao nosso lado e a descobrir aí a face de Cristo crucificado. Amém!”

Santa Madalena de Canossa, rogai por nós!


Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 10 de abril

  • Os santos TerêncioAfricanoMáximoPompeuAlexandreTeodoro e quarenta companheiros, mártires. († c. 250)
  • Santo Apolônio, presbítero e mártir em Alexandria, no Egipto. († data inc.)
  • São Paládio, bispo em Auxerre, cidade da Nêustria, na atual França. († 658)
  •  São Beda o Jovem, monge em Gavello, na Venécia, no atual Vêneto, região da Itália.(† c. 883)
  • São Macário, peregrino, em Gand, na Flandres, atualmente na Bélgica. († 1012)
  • São Fulberto, bispo em Chartres, na França. († 1029)
  • Beato António Neyrot, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir em Túnis, no litoral da África Setentrional. († 1460)
  • Beato Marcos de Bolonha Fantúzzi, presbítero da Ordem dos Menores em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália. († 1479)
  • São Miguel dos Santos, presbítero da Ordem da Santíssima Trindade em Valladolid, na Espanha. († 1625)
  • Beato Bonifácio Zukowski, presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártir no campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha. († 1942)

São Francisco de Paula, conhecido como “O Eremita da Caridade”

Origens

São Francisco de Paula realiza muitos milagres e é muito venerado na Calábria. Nasceu em Paola (Cosenza) em 1416 em uma família pobre. O casal de idosos quer um filho e reza para que São Francisco de Assis faça o milagre. É assim que acontece.

A promessa 

Após quinze anos de casamento, nasce um lindo menino que leva o nome do Pobre Homem de Assis, Francisco. Imediatamente depois, um dos olhos do menino fica doente. Os pais prometem manter a criança no convento por um ano e rezar a São Francisco. O apelo é ouvido: a criança se cura e a promessa é cumprida.

Convento
Quando entrou no convento, Francesco era um menino, mas já queria viver como um frade humilde: dormia no chão, comia pouco, rezava sempre. Ele então sente que quer se dedicar totalmente a Deus e se retira para uma caverna à beira-mar, perto de Paola, onde, durante cinco anos, vive na solidão comendo apenas grama.

Milagres

Ele realiza muitos milagres e se torna muito famoso. No convento acende a panela com as leguminosas com o sinal da cruz. Ele cura leprosos, cegos e paralíticos. Multiplique o pão e o vinho. Cidade livre de epidemias. O milagre mais conhecido é o de atravessar o Estreito de Messina com o manto, já que o santo não tem dinheiro para pagar ao barqueiro que o deverá transportar. O próprio barqueiro, presenciando o milagre, lamenta ter negado sua ajuda e pede perdão ao frade.

Ordem dos Eremitas

Muitos discípulos convergem em torno de Francisco. Assim nasceu a Ordem dos Eremitas (ou Mínimos) de São Francisco de Assis. O santo foi peregrino a Assis, Montecassino, Loreto e Roma. Em Roma, Francisco continua perturbado pela vida suntuosa levada por um cardeal, tanto que o repreende, lembrando-lhe a simplicidade evangélica.

Visita ao Rei da França

Os poderosos da época queriam conhecê-lo, ser aconselhados por ele, curados, como o muito doente rei da França Luís XI. O frade vai para França. Não cura o rei, mas lhe dá muita serenidade. A corte o ama e estima, tanto que ele permanece na França por vinte e cinco anos, tempo que Francisco aproveita para criar muitos outros conventos.

Protetor e Padroeiro

O humilde franciscano permanece pobre e simples durante toda a sua vida, defende os pobres e ataca os poderosos que levam uma vida confortável e mundana e molestam injustamente o povo. Francesco di Paola morreu em 1507, aos 91 anos, em Tours (França). Protetor dos eremitas, marinheiros, viajantes e peixeiros, é invocado por casais estéreis para ter um filho. Ele é o padroeiro da Calábria.

Minha oração

Deus, nosso Pai, São Francisco de Paula viveu a simplicidade e a pobreza evangélica. Também hoje nos chamais a dar testemunho da vossa bondade e da vossa misericórdia no meio dos homens. Libertai os nossos corações da insensatez e da lentidão para crer no que vosso Filho Jesus revelou: o mistério da sua Paixão, Morte e Ressurreição. Permanecei conosco, Senhor, conduzi-nos à fraternidade à reconciliação. Possamos exclamar jubilosos como os primeiros discípulos: É verdade! O Senhor ressuscitou e apareceu a Simão. E nós o reconhecemos na fração do pão! Amém.

São Francisco de Paula, rogai por nós!

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 2 de abril 

  • Em Cesareia da Palestina, Santo Anfiano ou Apiano, mártir, que, no tempo do imperador Maximino, quando os habitantes daquela terra eram obrigados a sacrificar publicamente aos deuses, se aproximou corajosamente do governador Urbano e, segurando-lhe a mão direita, obrigou-o a suspender o rito; imediatamente os soldados se arremessaram sobre ele e, envolvendo – lhe os pés num lençol embebido em óleo, atearam-lhe fogo e lançaram-no vivo ao mar.(† 306)
  •  Em Cesareia da Palestina, Santo Anfiano ou Apiano, mártir, que, no tempo do imperador Maximino, quando os habitantes daquela terra eram obrigados a sacrificar publicamente aos deuses, se aproximou corajosamente do governador Urbano e, segurando-lhe a mão direita, obrigou-o a suspender o rito; imediatamente os soldados se arremessaram sobre ele e, envolvendo – lhe os pés num lençol embebido em óleo, atearam-lhe fogo e lançaram-no vivo ao mar.(† 306)
  • Também em Cesareia da Palestina, a paixão de Santa Teodora, virgem de Tiro, que, na mesma perseguição, por saudar publicamente os confessores da fé que estavam perante o tribunal e rogar-lhes que se lembrassem dela quando chegassem à presença do Senhor, foi presa pelos soldados e conduzida ao prefeito, por ordem do qual sofreu cruéis suplícios e finalmente foi lançada ao mar.(† 307)
  • Em Como, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Abúndio, bispo, que, tendo sido enviado a Constantinopla pelo papa Leão Magno, aí defendeu firmemente a verdadeira fé.(† 468) 
  • Em Cápua, na Campânia, também região da Itália, São Vítor, bispo, célebre pela sua erudição e santidade.(† 554) 
  • Em Lião, na Gália, actualmente na França, São Nicécio, bispo, que foi sempre solícito para com os pobres e bondoso para com os humildes e ensinou esta Igreja a seguir uma norma na salmodia.(† 573)
  • No mosteiro de Luxeuill, na Borgonha, também na atual França, Santo Eustásio, abade, que foi discípulo de São Columbano e prelado de quase seiscentos monges.(† 629)
  • No Chelmsford, na Inglaterra, São João Paine, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, falsamente acusado de alta traição, sofreu o suplício da forca.(† 1582)
  • Em Tomhom, localidade da ilha de Guam, na Oceania, São Pedro Calungsod, catequista, e o Beato Diogo Luís de San Vítores, presbítero da Companhia de Jesus, que por causa da sua fé cristã foram cruelmente assassinados e lançados ao mar por apóstatas e alguns indígenas sequazes de superstições pagãs.(† 1672)
  • Em Spoleto, na Úmbria, região da Itália, o Beato Leopoldo de Gaiche, presbítero da Ordem dos Frades Menores, que organizou santos retiros em Monteluco.(† 1815)
  • Em Xuong Dien, no Tonquim, hoje no Vietnam, São Domingos Tuoc, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir na perseguição do imperador Minh Mang.(† 1839)
  • Em Pádua, no Véneto, região da Itália, a Beata Isabel Vendramini, virgem, que dedicou a sua vida aos pobres e, superando muitas adversidades, fundou o Instituto das Irmãs Isabelinas da Ordem Terceira de São Francisco.(† 1860)
  • Em Vich, cidade da Catalunha, na Espanha, São Francisco Coll y Guitart, presbítero da Ordem dos Pregadores, que, injustamente expulso do claustro, perseverou firmemente na sua vocação e anunciou por toda esta região o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.(† 1875)
  • Em Gyor, na Hungria, o Beato Guilherme Apor, bispo e mártir, que, durante a segunda guerra mundial, abriu as suas portas a cerca de trezentos refugiados e, espancado na tarde da Sexta-Feira da Paixão do Senhor por defender das mãos dos soldados algumas jovens indefesas, morreu três dias depois.(† 1945)
  • Em L’viv, na Ucrânia, o Beato Nicolau Carneckyj, bispo, que, exercendo a função de exarca apostólico em Volyn’ e Pidljashja, durante a perseguição contra a fé cristã, seguiu os passos de Cristo como pastor fiel e por sua graça alcançou o reino celeste.(† 1959)
  • Em Maracay, na Venezuela, a beata Maria de São José Alvarado (Laura Alvarado Cardozo), virgem, que fundou a Congregação das Agostinhas Recoletas do Sagrado Coração e assistiu sempre com suprema caridade as órfãs, os idosos e os pobres abandonados.(† 1967)
  • Em Roma, junto de São Pedro, o dia natal de São João Paulo II, papa, cuja memória se celebra no dia 22 de Outubro.(† 2005)
Renovação e Compromisso: Missa dos Santos Óleos na Diocese de Roraima

RENOVAÇÃO E COMPROMISSO: MISSA DOS SANTOS ÓLEOS NA DIOCESE DE RORAIMA

Cerimônia presidida pelo bispo Dom Evaristo Pascoal Spengler marca momento de renovação sacerdotal e bênção dos óleos sacramentais na Catedral Cristo

Renovação e Compromisso: Missa dos Santos Óleos na Diocese de Roraima
Lucas Rosetti – Foto

Na última terça-feira, dia 26 de março, a Diocese de Roraima testemunhou um evento profundamente significativo no povo diocesano: a realização da Missa dos Santos Óleos. Oficiada por, Dom Evaristo Pascoal Spengler bispo de Roraima, a cerimônia teve lugar na Igreja Catedral Cristo Redentor, localizada na Praça do Centro Cívico, Boa Vista, às 19h30.

Este evento anual representa um momento de renovação das promessas sacerdotais dos padres da arquidiocese, além de ser uma ocasião para a bênção dos três óleos sagrados fundamentais para os sacramentos: os óleos dos Catecúmenos, dos Enfermos e do Crisma.

A fala do Padre Mauro Maia durante a celebração ecoou com significado, destacando a importância da Missa dos Santos Óleos como um momento de retorno às responsabilidades sacerdotais e à missão de servir às comunidades em todo o estado de Roraima. “Voltamos para a nossa missão, cada um na sua paróquia, na sua área missionária, região aqui do estado de Roraima, procurando ser fiéis àquilo que foi respondido ao bispo diocesano, honrando os compromissos de fidelidade no Ministério na dispensa dos sacramentos, nos votos de pobreza, castidade, obediência, e fidelidade ao povo de Deus”, ressaltou o padre.

A Missa dos Santos Óleos, que tradicionalmente é celebrada na Quinta-feira Santa de acordo com os costumes da Igreja, foi realizada na terça-feira santa na Diocese de Roraima, precedida por dois dias de retiro espiritual para os missionários e missionárias que servem na diocese.

Jucineide Costa, Leiga da comunidade da Catedral Cristo Redentor, também expressou a importância do evento, destacando-o como um momento de renovação da vocação e união de todo o clero e religiosos em torno do bispo: ”, é um momento muito especial da nossa igreja, que reúne todo o clero, todos os sacerdotes religiosos, religiosos, em torno do bicho para essa renovação, da vocação.”
.Após a cerimônia, os padres retornaram às suas comunidades, levando consigo uma porção dos óleos abençoados para administrar os sacramentos aos fiéis. Essa missa marca o encerramento dos ritos litúrgicos antes do tríduo pascal, sendo uma celebração carregada de profundo significado espiritual e simbolismo

Produção ; Libia López

Programação da Semana Santa – Boa Vista -RR

Nesta terça-feira 26 de março de 2024, Missa da Unidade – Missa dos Santos óleos, na Igreja Catedral Cateral Cristo Redentor, missa presidida por Dom Evaristo Pascoal Spengler, com transmissão pelas redes sociais da Diocese de Roraima e Rádio Monte Roraima FM a partir das 19h30 horário local.

Diversas Áreas Missionárias e Paróquias preparam sua programação da Semana Santa, confira abaixo:

ÁREA MISSIONÁRIA SÃO RAIMUNDO NONATO

PARÓQUIA SÃO JERÔNIMO

ÁREA MISSIONÁRIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO DE SANT´ANNA GALVÃO

ÁREA MISSIONÁRIA SANTA ROSA DE LIMA:

ÁREA MISSIONARIA SÃO JOÃO BATISTA

PARÓQUIA SÃO MATEUS

PARÓQUIA CATEDRAL CRISTO REDENTOR

PARÓQUIA MATRIZ NOSSA SENHORA DO CARMO

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Celebração da Semana Santa na Área Missionária do Cantá: Comunidades se Reunim para Iniciar os Ritos Sagrados

Bispo Dom Evaristo Junta-se às Irmãs Franciscanas Bernardinas em Celebrações Marcantes

As Irmãs Franciscanas Bernardinas que atendem diretamente 13 comunidades da Área Missionária do Cantá/ Região Félix Pinto, celebraram junto ao povo neste final de semana dando início à Semana Santa. Dom Evaristo, bispo diocesano de Roraima, também celebrou junto às comunidades.

Iniciando com a celebração do Domingo de Ramos, celebramos com os ramos nas mãos seguindo os passos de Jesus na sua entrada triunfal em Jerusalém, junto ao povo de 8 comunidades da Área Missionária do Cantá, onde foram contempladas: Vila Aguiar (Santa Luzia), Monte Horeb (Sagrado Coração de Jesus), Vila São José Km20 (São José), Félix Pinto (Santo Antonino), Vila Itã (Nossa Senhora da Conceição), Arco Íris (Santa Luzia), Vicinal 29 (Nossa Senhora do Rosário) e Vila São José Km55 (São José).

Em suas palavras nas homilias, Dom Evaristo manifestou sua sensibilidade, afeto e cuidado com a fé do povo, fazendo- se próximo e irmão de todos.

Que possamos viver esta Semana Santa percorrendo com Jesus seus últimos passos entre as realidades que vivemos, e viver a alegria da Ressurreição.