Santo Afonso Rodrigues, padroeiro de Palma de Maiorca

Origens 

Natural de Segóvia, na Espanha, veio à luz aos 25 de julho de 1532. Pertencente a uma família cristã, teve de interromper seus estudos no primário, pois, com a morte do pai, assumiu os compromissos com o comércio. Casou-se com Maria Soares, que amou tanto quanto os dois filhos, mas infelizmente, todos, com o tempo, faleceram.

A Crise Espiritual 

Ao entrar em crise espiritual, Afonso entrega-se à oração, à penitência e, dirigido por um sacerdote, descobriu o seu chamado a ser Irmão religioso; e, assim, assumiu grandes dificuldades como a limitação dos estudos. 

Entrou para a Companhia de Jesus

No ano de 1571, aos 38 anos, iniciou seu noviciado. Vencendo tudo em Deus, Afonso foi recebido na Companhia de Jesus como Irmão. Sua vida foi uma esplêndida realização da vocação. Depois do noviciado, foi enviado para o Colégio de formação Monte de Sião em Palma de Maiorca. No colégio, desempenhou os ofícios de porteiro; e a todos prestava vários serviços e, dentre as virtudes heroicas que conquistou na graça e querendo ser firme na fé, a obediência foi a sua prova de verdadeira humildade.

Santo Afonso Rodrigues: Homem Simples 

Vontade de Deus 

Santo Afonso Rodrigues sabia ser simples, pois aceitava, com amor, toda ordem e desejo dos superiores, como expressão da vontade de Deus. Tinha como regra “Agradar somente a Deus, cumprir sempre e em toda parte a Vontade Divina”. Esse santo encantador, com sua espiritualidade, ajudou a muitos, principalmente São Pedro Claver, um de seus filhos espirituais mais notáveis, quanto ao futuro apostolado na Colômbia.

Alma que suplicava Deus 

Sua alma era sedenta de Deus: “A oração que tem é uma súplica a Deus e a Nossa Senhora de quatro amores: o amor de Deus; o amor de Jesus Cristo; o amor a Santíssima Virgem e o amor de uns para com os outros”. Em sua íntima relação com Deus, Maria sempre esteve presente. 

Páscoa

Passou o resto da sua vida como porteiro em um convento da Ilha de Maiorca, onde foi exemplo de humildade, obediência, constância e santidade. Místico de muitos carismas, Santo Afonso Rodrigues sofreu muito antes de morrer em 31 de outubro de 1617. Foi canonizado em 15 de janeiro de 1888, por Leão XIII. Ele é o santo padroeiro dos goleiros e lanterninhas, e padroeiro de Palma de Maiorca. 

Minha oração

“Santo Afonso, que, por sua obediência, conquistastes o Céu, dai-nos a graça de imitar essa virtude assim como o teu modelo de humildade. Ensina-nos a reconhecer Jesus nos trabalhos mais simples e desprezados. Amém!”

Santo Afonso Rodrigues , rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 31 de outubro 

  • Em Alexandria, no Egipto, Santo Epimáquio de Pelúsio, mártir. († c. 250)
  • EmVermand, hoje Saint-Quentin, na Gália, Bélgica, atualmente na França, São Quintino, mártir.(† s. III)
  • Em Fosses, no Brabante da Austrásia, no território da atual Bélgica, São Felano, presbítero e abade. († c. 655)
  • Em Milão, na Lombardia, região da Itália, Santo Antonino, bispo. († c. 661)
  • Em Ratisbona, na Baviera, actualmente na Alemanha, São Volfgango, bispo. († 994)
  • Em Cahors, na Aquitânia, região da França, o Beato Cristóvão de Romanha, presbítero da Ordem dos Menores. († 1272)
  • Em Riéti, na Sabina, território da Itália, o Beato Tomás de Florença Belláci, religioso da Ordem dos Menores. († 1447)
  • Em Youghal, perto de Cork, na Irlanda, o Beato Domingos Collins, religioso da Companhia de Jesus. († 1602)
  • Em Piotrkow Kujawski, localidade da Polónia, o Beato Leão Nowakowski, presbítero e mártir. († 1939)
  • Em Sevilha, na Espanha, Santa Maria da Imaculada Conceição, virgem, fundadora do Instituto das Irmãs da Companhia da Cruz. († 1998)

São Marcelo de Tânger, mártir

O que Igreja diz

Diz o Martirológio Romano neste dia: “Em Tânger, na Mauritânia, no atual Marrocos, a paixão de São Marcelo, centurião, que na festa do imperador, enquanto todos faziam sacrifícios aos deuses, jogou o cinto militar, as armas e a própria vida diante da insígnia, professando ser cristão e não poder mais obedecer adequadamente ao juramento militar, mas apenas a Jesus Cristo, sofrendo assim o martírio por decapitação.”

Transmissão de sua Páscoa

A paixão de Marcello chegou até nós em duas resenhas, transmitidas por textos dispersos nas bibliotecas de Roma, Bruxelas, Londres, Madrid, Leão, Bordéus etc. Foi publicado pela primeira vez por Ruinart, depois por Allard e recentemente por Delehaye (1923), por García Villada (1929), por J. González (1943), por B. De Gaiffier (1943) e R. Rodriguez (1948).

Registros históricos e estudos

A resenha original é reconhecida como autêntica e consiste em dois relatórios de interrogatórios em dois tribunais diferentes com intervalo de três meses, em dois locais diferentes. Depois, por volta do século XI, são acrescentadas algumas interpolações que fazem de Marcello, o marido de são Nonia, ser o pai de doze filhos: Cláudio, Lupercio, Victorico, Facondo, Primitivo, Emeterio, Celidonio, Servando, Germano, Fausto, Gennaro e Marziale. A origem e evolução desta lenda, profundamente enraizada na tradição cristã do povo leonino, foi cuidadosamente estudada por De Gaiffier.

Segundo a passio, portanto, a festa dos “augostos imperadores” foi celebrada em 21 de julho de 298 e, nessa data, Marcelo, um centurião comum, depôs as armas na presença das tropas reunidas e proclamou a sua renúncia ao serviço militar. para servir na milícia de Cristo. No dia 28 de julho, foi interrogado pelo diretor Fortunato, que diante da gravidade do crime decidiu devolvê-lo ao seu superior hierárquico, Aurelio Agricolano de Tânger. No dia 30 de outubro, Marcelo foi novamente interrogado, desta vez em Tânger, e condenado à morte.

Do estudo cuidadoso de De Gaifiier fica claro que Marcelo é um autêntico mártir africano e que só nas sucessivas interpolações da paixão, feitas pelos escritores espanhóis, foi transformado em cidadão de Leão, sobre o falso fundamento de que pertencia a legio Traiarti, suposto fundador daquela cidade. Após esta identificação, feita no sec. XVI, acreditava-se também que Leão poderia indicar a casa do mártir perto da Porta Cauriense, hoje transformada em capela dedicada ao Cristo da Vitória. Seguindo esta mesma tradição, uma igreja dedicada a Marcelo foi construída em Leão com o advento da paz Constantiniana.

O código 11 do Arquivo da catedral de Leão relata que Ramiro I (842-850) “restaurou a igreja de Sâo Marcello no subúrbio Legionense perto da Porta Cauriense, fora dos muros da cidade…”. Perto desta igreja, surgiu um mosteiro onde viveu o famoso teólogo legionense, são Martin, e no sec. XII um hospital com o mesmo nome.

Surgimento da devoção

A devoção que fez de Marcelo o principal patrono da cidade de Leão, no entanto, nasceu e desenvolveu-se a partir dos seus restos mortais que foram preservados em Tânger, de modo que, imediatamente após a libertação desta cidade pelo Rei de Portugal, Leão solicitou os restos mortais de seu mártir. As cidades de Jerez e Sevilha também disputaram a sua posse. Em 29 de março de 1493, porém, os restos mortais de Marcelo trazidos pelo próprio rei Fernando, o Católico, entraram em Leão e foram colocados na igreja a ele dedicada. Segundo documentos contemporâneos conservados no arquivo municipal, os restos mortais foram recebidos “como nunca houve melhor”.

Relíquias de Marcello 

As relíquias estão hoje guardadas em uma arca de prata no altar-mor; encontram-se também um pergaminho que narra a entrada na cidade e os milagres que a acompanharam, documentos relativos à doação de uma relíquia de M. à igreja de São Gil em Sevilha e algumas cartas do rei Henrique IV de Castela e de Isabel, a Católica, ao Papa Sisto IV sobre a transferência do corpo do mártir para Leão.

As relíquias foram transportadas em procissão juntamente com as de São Froilano, por ocasião de grandes calamidades públicas. Todos os anos, no dia 9 de outubro, data da festa, o capítulo da catedral e a câmara municipal da cidade vão em procissão ao templo de Marcelo para assistir à missa solene: os cónegos e os vereadores revezam-se para simbolizar o comum e igual direito de patrocínio que durante muitos séculos tiveram sobre a igreja de São Marcello e para a qual o prefeito guardou uma das chaves da arca que contém as relíquias do santo.

Minha oração

Deus eterno e todo poderoso, que destes a São Marcelo, a graça da fidelidade até a morte, concedei-nos, por sua intercessão, suportar, por Vosso amor, as adversidades, e correr ao encontro de Vós que sois a nossa vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso filho, na unidade do Espírito Santo. São Marcelo orai por nós e pela Santa Igreja! Amém!”

São Marcelo, rogai por nós!

São Simão e São Judas Tadeu, os apóstolos primos de Jesus

Origens 

São Simão e São Judas Tadeu, estes dois Apóstolos, menos conhecidos que os outros, paradoxalmente, são dois parentes mais estreitos de Jesus: eram dois de seus primos. No que se refere a Judas Tadeu, a tradição é bastante precisa; sabe-se pelas Escrituras que seu pai, Alfeu, era irmão de São José; enquanto sua mãe, Maria de Cléofas, era prima da Virgem Maria. Por outro lado, sobre a existência de Simão, a tradição é bastante vaga.

São Simão

Simão, palavra hebraica que significa “zeloso”, tinha o cognome de Cananeu, derivado de Caná, aldeia da Galileia. Praticava a obediência, cumprindo os preceitos e compadecendo-se dos aflitos e necessitados. Trabalhava fervorosamente pela salvação das almas. Nicéforo Calisto diz que Simão pregou na África e na Grã-Bretanha. 

São Judas Tadeu 

Judas, um dos doze, era chamado também Tadeu ou Lebeu, que São Jerônimo interpreta como homem de senso prudente. Seu nome significa “confessor” ou “glorioso”. Judas Tadeu foi quem, na Última Ceia, perguntou ao Senhor: “Senhor, como é possível que tenhas de te manifestar a nós e não ao mundo?” (Jo 14,22).

São Simão e São Judas Tadeu, irmão de Tiago 

Irmãos

Simão Cananeu e Judas Tadeu eram irmãos de Tiago, o Menor, e filhos de Maria de Cléofas, que foi casado com Alfeu. Logo após a ascensão do Senhor, Judas foi enviado por Tomé até Abgar, rei de Edessa. 

Relíquias 

São Fortunato, Bispo de Poitiers, no fim do século VI, indica estarem São Simão e São Judas Tadeu enterrados na Pérsia. Isso vem das histórias apócrifas dos apóstolos; segundo elas, foram martirizados em Suanir, na Pérsia, a mando de sacerdotes pagãos que instigaram as autoridades locais e o povo, tendo sido ambos decapitados. É o que rege o martirológio jeronimita.

Uma outra hipótese 

Outros dizem que Simão foi sepultado perto do Mar Negro; na Caucásia, foi elevada em sua honra uma igreja entre o VI e o VIII séculos. Beda, pelo ano de 735, colocou os dois santos no martirológio a 28 de outubro; assim ainda hoje os celebramos. Na antiga basílica de São Pedro do Vaticano havia uma capela dos dois santos, Simão e Judas, e nela se conservava o Santíssimo Sacramento.

Epístola 

Temos uma epístola de Judas “irmão de Tiago”, que foi classificada como uma das epístolas católicas. Parece ter em vista convertidos e combate seitas corrompidas na doutrina e nos costumes. Começa com estas palavras: “Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados e amados por Deus Pai, e conservados para Jesus Cristo: misericórdia, paz e amor vos sejam concedidos abundantemente”. Orígenes achava esta epístola “cheia de força e de graça do céu”.

São Judas Tadeu: Patrono dos Aflitos e Padroeiro das Causas Desesperadas

Maiores aflições 

Segundo São Jerônimo, Judas terá pregado em Osroene (região de Edessa), sendo rei Abgar. Terá evangelizado a Mesopotâmia, segundo Nicéforo Calisto. São Paulino de Nola tinha-o como apóstolo da Líbia. Conta-se que Nosso Senhor, em revelações particulares, teria declarado que atenderia os pedidos daqueles que, nas suas maiores aflições, recorrerem a São Judas Tadeu. 

Santa Brígida refere que Jesus lhe disse que recorresse a esse apóstolo, pois ele lhe valeria nas suas necessidades. Tantos e tão extraordinários são os favores que São Judas Tadeu concede aos seus devotos, que se tornou conhecido em todo o mundo com o título de Patrono dos aflitos e Padroeiro das causas desesperadas.

Minha oração

“Vós que conhecestes de perto o Salvador do mundo e dele puderam participar da mesma família, rogai para que nós também encontremos a salvação que necessitamos e nela sejamos somados ao corpo místico de Cristo pelo batismo. Amém.”

São Simão e São Judas Tadeu, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 28 de outubro 

  • Em Mogúncia, na Gália, Bélgica, atualmente na Alemanha, São Ferrúcio, mártir. († c. 300)
  • Em Como, na Gália Cisalpina, hoje na Itália, São Fiel, mártir. († c. s. IV)
  • Em Ávila, na Hispânia, a paixão dos santos VicenteSabina e Cristeta, mártires. († c. 305)
  • Em Thiers, na Aquitânia, hoje na França, São Gens ou Genésio, que passou deste mundo ao céu pelo martírio, quando levava ainda a veste branca do Batismo. († c. s. IV)
  • Em Amiens, na Nêustria da Gália, também na atual França, São Sálvio, bispo. († c. 625)
  • Em Meaux, na Nêustria, hoje na França, São Farão, bispo, que, sendo familiar do rei, exortado por sua irmã Santa Fara a dedicar-se ao serviço de Deus. († c. 670)
  • Em Annecy, na Savóia, também na França, a comemoração de São Germano, abade, que, fundou e dirigiu o priorato de Talloires. († s. XI)
  •  Em Fujian, província da China, os santos Francisco Serrano, bispo, e Joaquim RoyoJoão Alcober e Francisco Díaz del Rincon, presbíteros, todos da Ordem dos Pregadores e mártires. († 1748)
  • Em Cho-Ra, povoação do Tonquim, hoje no Vietnam, São João Dat, presbítero e mártir. († 1798)
  • Em Ejutla, localidade do México, São Rodrigo Aguilar, presbítero e mártir. († 1927)
  • Em Alcira, na província de Valência, na Espanha, o Beato Salvador Damião Enguix Garés, mártir, pai de família. († 1936)
  •  Em Gilet, na província de Valência, o Beato José Ruiz Bruixola, presbítero e mártir. (†1936)
  • Em Santander, na Espanha, os beatos Cláudio Julião Garcia San Roman e Leôncio Lope Garcia, presbíteros da Ordem de Santo Agostinho e mártires. († 1936)

Santo Evaristo, o quinto Papa da Igreja Católica

Origens 

Santo Evaristo, sucessor de São Clemente, segundo Santo Ireneu e Eusébio, foi, pelo ano 100, Papa – ou mais exatamente bispo de Roma (porque, nessa época, ao que parece, o termo Papa aplicava-se a qualquer prelado). Foi somente pelo século VI que o título de Papa começou a ser reservado só para o Pontífice Romano.

Papa da Antioquia 

Segundo o Liber Pontificalis, Santo Evaristo era grego de Antioquia, como o pai judeu, chamado Judas, nascido em Belém. Pela mesma fonte é declarado mártir, do mesmo modo que sete (ou nove) outros pontífices, sem que se veja a razão nestes diferentes.

Pontificado

No exercício de seu Pontificado, aparecem duas lendárias disposições tomadas por ele. A distribuição dos sacerdotes de Roma nos vinte e cinco títulos ou igrejas paroquiais da cidade, que teriam sido instituídas por São Cleto. 

Papa Evaristo: grande organizador da Igreja 

Organização da Igreja
São Pedro já havia estabelecido sete diáconos, Evaristo decidiu que os diáconos estivessem ao lado do bispo enquanto este pregava e proclamava o prefácio da Missa, para testemunhar (em caso de necessidade), a ortodoxia e também para conferir maior solenidade à celebração.

Páscoa

Santo Evaristo morreu em 105. Uma tradição muito antiga afirma que ele teria sido mártir da fé durante a perseguição imposta pelo imperador Trajano, e que depois seu corpo teria sido abandonado perto do túmulo do apóstolo Pedro. Embora a fonte não seja precisa, sua morte foi oficialmente registrada no Livro dos Papas, em Roma.

Relíquias 

Foi enterrado perto do corpo do bem-aventurado Pedro no Vaticano, no  6º das calendas de Novembro (27 de Outubro). Baronio preferiu colocá-lo no martirológio no dia 26.  Evaristo vem do grego euarestos, engraçado, agradável.

Minha oração

“Sucessor dos apóstolos, tu bebeste das fontes do Evangelho, conduzi os cristãos ao verdadeiro entendimento do cristianismo, derrubai as ideologias e más interpretações sobre Jesus e o Reino de Deus. Amém!”

Santo Evaristo, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 26 de outubro 

  • Em Nicomédia, na Bitínia, na Turquia, os santos Luciano e Marciano, mártires. († c. 250)
  • Em Cartago, na Tunísia, a comemoração de São Rogaciano, presbítero, a quem São Cipriano confiou a administração da Igreja de Cartago. († s. III)
  • Em Estrasburgo, na Germânia, atualmente na França, Santo Amando, o primeiro bispo desta cidade. († s. IV)
  • Em Narbona na atual França, São Rústico, bispo. († c. 461)
  • Em Angoulème, na Aquitânia, hoje na França, Santo Aptónio, bispo. († c. 567)
  • Em Lastingham, na Nortúmbria, região da Inglaterra, São Ceda foi ordenado bispo dos Saxões orientais por São Finano. († 664)
  • Em Hexham, na Nortúmbria, Santo Eata, bispo, que regeu vários cenóbios e Igrejas. († c. 616)
  • Em Metz, na Austrásia, atualmente na França, São Sigebaldo, bispo, fundador de vários mosteiros. († 741)
  • No mosteiro de Heresfeld, na Alemanha, o sepultamento de São Vita ou Albuíno, primeiro bispo de Bürberg. († c. 786)
  • Na Escócia, São Beano, bispo de Mortlach. († c. 1032)
  • Em Pavia, na Lombardia, região da Itália, São Fulco, bispo, natural da Escócia, homem de paz, zelo apostólico e insigne caridade. († 1229)
  • Em Réggio Emília, também na Itália, o Beato Damião Furchéri, presbítero da Ordem dos Pregadores, egrégio arauto do Evangelho. († 1484)
  • Em Ravello, próximo de Amálfi, na Campânia, região da Itália, o Beato Boaventura de Potenza,  presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais. († 1711)
  • Em Cracóvia, na Polônia, a Beata Celina Chludzindska Borzecka, religiosa, fundadora da Congregação das Irmãs da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. († 1913)

São Lucas, o Evangelista

Origens 

São Lucas Evangelista, que, segundo a tradição, nasceu em Antioquia de uma família pagã, era médico de profissão. Convertido à fé de Cristo, foi companheiro caríssimo do apóstolo São Paulo até a confissão (martírio) deste. Serviu irrepreensivelmente ao Senhor, jamais tomou mulher nem teve filhos. 

Características do Evangelho

É possível perceber a característica mais original do Evangelho de Lucas graças aos seis milagres e às dezoito parábolas, que não encontramos nos outros Evangelhos. Ele dedica atenção particular aos pobres e às vítimas das injustiças, aos pecadores arrependidos, acolhidos pelo perdão e a misericórdia de Deus.

São Lucas: o Evangelista da Misericórdia

Parábolas Narradas 

Ele narra a parábola do pobre Lázaro e o rico Epulão. Fala do Filho Pródigo e do pai misericordioso, que o acolhe de braços abertos. Descreve a ação da pecadora perdoada, que lava os pés de Jesus com as suas lágrimas e os enxuga com seus cabelos. Cita as palavras de Maria, no Magnificat, quando ela proclama que Deus “derruba do trono os poderosos e eleva os humildes; aos famintos enche de bens e despede os ricos de mãos vazias!” (Lc 1,52-53).

Padroeiro dos Médicos, Pintores e Vidraceiros 

Pintor

Os cristãos orientais atribuem ao “médico pintor”, Lucas, numerosos quadros representando a Virgem. Em seu Evangelho, escrito em grego fluente e límpido, Lucas traça a biografia da Virgem e fala da infância de Jesus. 

Conhecia os outros Evangelistas 

Lucas conhecia os Evangelhos de Mateus e Marcos quando começou a escrever o seu, antes do ano 70. Julgava que ao primeiro faltava uma certa ordem no desenvolvimento dos fatos e considerava o segundo por demais conciso.

Como diligente estudioso, Lucas, depois de ter documentado escrupulosamente as notícias da vida de Jesus ,“desde o início”, quis narrá-la novamente de forma ordenada, de modo que os fatos e ensinamentos progredirem pari passu como a realidade.

Deu prova da mesma agradável fluência narrativa também na redação dos Atos dos Apóstolos.

Maria é o foco do seu Evangelho

Evangelista dedicado a Maria 

A relação particular que Lucas tem com Maria é outra característica do seu Evangelho. Por meio dele e — podemos imaginar —, por meio da narração que Maria lhe fez pessoalmente, conhecemos as palavras da Anunciação, da Visita a Isabel e do Magnificat. 

Por seu intermédio, sabemos os particulares da Apresentação de Jesus ao Templo e a angústia de seus pais, Maria e José, por não poder encontrar seu filho de doze anos no Templo. Provavelmente, graças a esta sua sensibilidade narrativa e descritiva, que nasce a tradição de ser o primeiro iconógrafo, sabemos que Lucas era pintor.

Páscoa

As notícias concernentes à sua morte são incertas: algumas fontes falam do seu martírio; outras dizem que viveu até a idade avançada. A tradição mais antiga diz que morreu na Beócia, com 84 anos, depois de ter-se estabelecido na Grécia, onde escreveu seu Evangelho.

Três cidades se ufanam de conservar suas relíquias: Constantinopla, Pádua e Veneza.

Minha oração

“Poderoso Evangelista, inspirado pelo Espírito Santo ao relatar a vida de Jesus, cuidai dos escritores para que mostrem a verdade e dos comunicadores para que vivam segundo o que anunciam. Sede também um modelo de busca pelo Cristo. Amém.”

São Lucas, rogai por nós!

Santo Inácio de Antioquia, o bispo perseguido e jogado às feras

Origens 

Descendente de uma família pagã, não romana, Inácio converteu-se ao cristianismo em idade avançada, graças à pregação de São João Evangelista, que havia passado por aquelas terras. Santo Inácio foi o terceiro bispo de Antioquia, na Síria, cidade que foi a terceira metrópole do mundo antigo — depois de Roma e Alexandria, no Egito —, e da qual o próprio São Pedro foi o primeiro bispo.

Os seguidores da sua Igreja o definiam como um cristão “fogoso”, segundo a etimologia do seu nome. 

Santo Inácio de Antioquia era um Bispo forte, um pastor de zelo ardente

Perseguição do Imperador Trajano

Durante o seu episcopado, começou a terrível perseguição do imperador Trajano, da qual também o Bispo foi vítima por não querer negar sua fé em Cristo. Por isso, foi preso e transportado acorrentado para Roma. Assim, começou a sua longa viagem, rumo ao patíbulo, durante a qual foi torturado pelos guardas, até chegar ao seu destino final.

Páscoa 

Preso e condenado, Inácio foi conduzido acorrentado, de Antioquia à Roma, onde se organizavam festas em homenagem ao imperador; e os cristãos serviam de espetáculo, no circo. No Coliseu, seu corpo foi despedaçado pelas feras, durante as celebrações da vitória do imperador na Dácia, no ano 107.

Sete Cartas 

Durante sua viagem de Antioquia à Roma, Santo Inácio escreveu sete cartas. Nestas cartas, o Bispo enviado à morte recomendava aos fiéis que fugissem do pecado; para se proteger contra os erros dos gnósticos; sobretudo para manter a unidade da Igreja.

As sete lindas cartas que constituem um documento inimitável da vida da Igreja na época 

As Primeiras Cartas 

Ao chegar à Esmirna, escreveu as quatro primeiras cartas, três das quais dirigidas às comunidades da Ásia Menor: aos Efésios, Magnésios e Trálios. Nelas, ele expressa a sua gratidão pelas muitas demonstrações de carinho. 

Quarta Carta

A quarta carta, ao invés, foi dirigida à Igreja de Roma, na qual faz um apelo aos fiéis para não impedirem seu martírio, do qual se sentia honrado, pela possibilidade de percorrer o caminho e a Paixão de Jesus.

Três últimas cartas 

De passagem por Trôade, Inácio escreveu outras três cartas: à Igreja da Filadélfia, de Esmirna e ao seu Bispo, Policarpo. Em suas missivas, pedia a solidariedade espiritual dos fiéis com a Igreja de Antioquia, que passava pelas provações do eminente destino do seu pastor; ao Bispo Policarpo, ofereceu interessantes diretrizes de como cumprir a sua função episcopal.

Cartas que declararam o seu amor ao Cristo e à Sua Igreja

Ele escreveu também páginas de verdadeiras e próprias declarações de amor a Cristo e a Sua Igreja, que, pela primeira vez, foi chamada “católica”; testemunhos do conceito tripartido do ministério cristão entre Bispos, presbíteros e diáconos; e ainda diretrizes para combater a heresia do Docetismo, que acreditava na Encarnação do Filho apenas como aparência e não real.

Enfim, através das cartas de Inácio, percebemos seu desejo, quase como uma súplica ardorosa, de que os fiéis mantivessem a Igreja unida, contra tudo e contra todos.

Minha oração

“Querido Inácio, pela tua valentia, soubeste doar a tua vida em favor do Evangelho, reconhecendo que seu sangue seria semente de novos cristãos, zelai pela Igreja e seus representantes, para que tenham a mesma doação e coragem sua. Amém!”

Santo Inácio de Antioquia , rogai por nós!

Santa Teresa d’Ávila, a grande doutora da oração

Origens

Segunda filha de um judeu convertido, Santa Teresa de Ávila (também conhecida como Santa Teresa de Jesus), Teresa Sánchez de Cepeda Dávila y Ahumada, nasceu em Ávila (Castela), em 28 de março de 1515. A infância feliz, passada junto com irmãos e primos, a deixa fascinada por romances de cavalaria. Após a morte, em batalha, de seu irmão mais velho, Giovanni, em 1524, e a perda de sua mãe, Beatrice, a jovem foi enviada para estudar no mosteiro agostiniano de Nossa Senhora da Graça. Ali, foi atingida por uma primeira crise existencial.

Fuga para o Carmelo

Após uma grave doença, regressa à casa do pai, onde assiste à partida do seu querido irmão Rodrigo para as colônias espanholas no ultramar. Em 1536, foi atingida pela chamada “grande crise” e amadureceu a firme decisão de entrar no mosteiro com os Carmelitas da Encarnação de Ávila. Mas o pai se recusa e Teresa foge de casa. Acolhida pelas freiras, chegou à profissão em 3 de novembro de 1537.

Embates na saúde

Sua saúde logo se deteriora novamente. Apesar do consequente retorno à família, o caso é julgado desesperador.  Santa Teresa D’Ávila é levada de volta ao convento onde as freiras começam a preparar seu funeral. Inexplicavelmente, porém, em poucos dias, a paciente volta à vida. Parcialmente liberta dos compromissos da vida de clausura, devido à convalescença.  

“Morro filha da Igreja”  (Santa Teresa D’Ávila) 

Mulher da mística

De carácter alegre, amante da música, da poesia, da leitura e da escrita, vai tecer uma densa rede de amizades, polarizando em torno de si várias pessoas desejosas de a conhecer. Mas em breve ela perceberá esses encontros como motivos de distração da tarefa principal da oração e experimentará sua “segunda conversão”: “Meus olhos caíram sobre uma imagem … Ela representava Nosso Senhor coberto de feridas. Assim que olhei para ela, me senti todo emocionado… Me joguei aos pés d’Ele em prantos e implorei que me desse forças para não mais ofendê-Lo”. 

As visões e êxtases representam o capítulo mais misterioso e interessante da vida de Santa Teresa de Ávila. Na Autobiografia (escrita por ordem do bispo) e em outros textos e cartas, descreve as várias etapas das manifestações divinas, visuais e auditivas. Ela é vista levitando, desmaiando e permanecendo morta (é assim que Bernini a retratará por volta de 1650, na estátua de S. Maria Della Vittoria em Roma). Essas manifestações correspondem a um grande crescimento espiritual, que Teresa, naturalmente trazida à escrita e à poesia, vai derramar em seus textos místicos, entre os mais claros, poderosos, poéticos já escritos.

Reforma do Carmelo

Não compreendida nesta sua intensa espiritualidade e considerada por alguns dos seus confessores até vítima de ilusões demoníacas, é apoiada pelo jesuíta Francesco Borgia e pelo frade franciscano Pietro d’Alcántara, que dissiparão as dúvidas dos seus acusadores. Teresa sente que deve refundar o Carmelo para remediar uma certa desorganização interna. Em 1566, o Superior Geral da Ordem autorizou-o a fundar vários mosteiros em Castela, incluindo dois conventos de Carmelitas Descalços. Assim, surgem os conventos em Medina, Malagon e Valladolid (1568); Toledo e Pastrana (1569); Salamanca (1570); Alba de Tormes (1571); Segóvia, Beas e Sevilha (1574); Sória (1581); Burgos (1582), entre outros.

Santa Teresa  D’ Ávila: Fundadora e Amiga de João da Cruz 

Amizade com João da Cruz

Decisivo, em 1567, foi o encontro entre Santa Teresa  D’ Ávila e um jovem estudante de Salamanca, recém ordenado sacerdote: com o nome de João da Cruz, o jovem assumiu a roupagem do Scalzi e acompanhou o fundador em suas viagens . Juntos, eles superaram vários eventos dolorosos, incluindo divisões dentro da ordem e até acusações de heresia. Eventualmente Santa Teresa  D’ Ávila prevalecerá com o nascimento da ordem reformada dos Carmelitas e Carmelitas Descalços.

Páscoa

A obra mais famosa de Teresa é certamente “O Castelo Interior”, um itinerário da alma em busca de Deus, por meio de sete passagens particulares de elevação, ladeadas pelo Caminho da Perfeição e pelos Fundamentos, bem como por muitas máximas, poemas e orações. Incansável apesar de sua saúde precária, Santa Teresa D’Ávila morreu em Alba de Tormes em 1582, durante uma de suas viagens.

Síntese

Virgem e doutora da Igreja: ingressou na Ordem Carmelita em Ávila na Espanha e tornou-se mãe e mestra de uma observância muito rigorosa, preparou em seu coração um caminho de aperfeiçoamento espiritual sob o aspecto de uma ascensão gradual da alma a Deus ; para a reforma de sua Ordem suportou muitas tribulações, que sempre superou com um espírito invencível; também escreveu livros imbuídos de elevada doutrina e carregados de sua profunda experiência.  Canonizada em 12 de março de 1622, pelo Papa Gregório XV.

Minha oração

“Ó doutora da oração, ensinai àqueles que te procuram uma vida verdadeiramente contemplativa que alcança a cada um em sua própria realidade. Convocai as almas para se entregarem verdadeiramente na intercessão, assim como novas vocações carmelitas. Que, através da oração, possamos encontrar a vontade de Deus. Amém.”

Santa Teresa de Jesus, rogai por nós!

São João XXIII, o Papa do supremo zelo pastoral

Origens 

Angelo Giuseppe Roncalli nasceu em 25 de novembro de 1881, em Sotto il Monte, Província de Bérgamo, Itália. Passou a infância na cidade natal, crescendo numa família rural de origens humildes. Em 1892, entrou no seminário de Bérgamo. Em 1895, começou a escrever as “notas espirituais”, que depois fariam parte do Giornale dell’anima. 

Sacerdócio 

Em 1900, foi enviado a Roma, onde se formou em teologia; em 1904, recebeu a ordenação sacerdotal. No ano seguinte, foi chamado pelo bispo Radini Tedeschi a voltar para Bérgamo, tornando-se o seu secretário, permanecendo ao seu lado até 1914, assimilando a sua vivacidade pastoral e o seu espírito reformador.

Diretor Espiritual

Depois da experiência da guerra, tornou-se diretor espiritual no seminário maior. Em 1921, transferiu-se para Roma a fim de desempenhar o cargo de presidente do conselho central da Obra da propagação da fé.

Patriarca de Veneza

A 3 de março de 1925, Pio XI nomeou-o visitador apostólico na Bulgária. Recebeu a ordenação episcopal a 19 de março sucessivo, escolhendo como lema “Oboedientia et pax”. No dia 17 de novembro de 1934, tornou-se delegado apostólico na Turquia e Grécia; e no dia 23, administrador apostólico do vicariato de Constantinopla. Depois, a 23 de dezembro de 1944, foi transferido para a França, onde foi núncio apostólico durante oito anos. Na conclusão do seu mandato, a 12 de janeiro de 1953, Pio XII criou-o cardeal e três dias depois nomeou-o patriarca de Veneza.

São João XXIII: o início do Pontificado 

Eleito Papa

Em 1958, após a morte do Papa Pacelli, participou no Conclave que teve início a 25 de outubro. Já com 77 anos, depois de onze escrutínios, foi eleito Papa na tarde do dia 28, com uma escolha que foi interpretada no sinal da “transição” no final do longo e difícil pontificado do Papa Pacelli. 

Atualização do Código Canônico

Três meses depois, no dia 25 de janeiro de 1959, na basílica de São Paulo fora dos Muros, surpreendeu todos anunciando a intenção de convocar “um concílio ecumênico para a Igreja universal”, manifestando também a vontade de proclamar um Sínodo diocesano para Roma e de atualizar o Codex iuris canonici. Foi uma decisão inesperada e clamorosa, que suscitou uma repercussão vastíssima na opinião pública e orientou de modo preeminente todo o seu pontificado. 

Pontificado

São João XXIII se mostrou profundamente radicado na dimensão pastoral e episcopal do serviço papal. Em cinco anos, multiplicaram-se as visitas e os encontros com os fiéis de Roma. Além disso, consolidou-se a internacionalização do colégio cardinalício e valorizou-se cada vez mais o papel dos episcopados locais. 

O Final do Pontificado 

A última Encíclica 

São João XXIII dedicou também à paz a sua oitava e última encíclica Pacem in terris, publicada em abril de 1963. Precisamente naqueles meses as suas condições de saúde agravaram-se repentinamente devido ao aumento do tumor que lhe tinha sido diagnosticado no outono precedente. 

Páscoa

Faleceu na noite de 3 de junho de 1963. No dia 18 de novembro de 1965, durante a última fase do concílio, o Papa Montini anunciou o início da causa de beatificação. Foi proclamado beato por João Paulo II a 3 de setembro de 2000.

Legado

São João XXIII, homem dotado de extraordinária humanidade, procurou derramar sobre todos, com sua vida, suas obras e seu supremo zelo pastoral, a abundância da caridade cristã e promover a união fraterna entre os povos; particularmente atento à eficácia da missão da Igreja de Cristo no mundo, convocou o Concílio Ecumênico Vaticano II.

Minha oração

“ Ao modelo do Bom Pastor, tu foste, à Tua semelhança, um papa bom. Cuidai do nosso atual pastor assim como dos bispos e líderes religiosos. Conduzi cada um deles à santidade e à bondade como eficácia pastoral. Amém.”

São João XXIII, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 11 de outubro 

  • Comemoração de São Filipe, um dos sete diáconos escolhidos pelos Apóstolos, que converteu a Samaria à fé de Cristo, batizou o eunuco da rainha Candace dos etíopes.
  • Em Anazarbo, na Cilícia, na hodierna Turquia, os santos TáracoProbo e Andrónico, mártires. († c. 304)
  • No território de Vexin, na Gália Lionense, na atual França, a comemoração dos santos NicásioQuirinoEscubículo e Piência, mártires. († data inc.)
  • Em Verdun, também na Gália, hoje na França, São Santino, bispo, que, segundo consta, foi o primeiro a pregar o Evangelho nesta região. († s. IV)
  • Comemoração de São Sármata, abade na Tebaida, no Egito, que foi discípulo de Santo Antão e morreu assassinado pelos Sarracenos. († 357)
  • Em Uzés, na Gália Narbonense, na hodierna França, São Firmino, bispo, discípulo de São Cesário de Arles. († d. 552)
  • Em Ossory, região da Irlanda, São Cánico, abade do mosteiro de Achad-bó, um dos muitos que fundou.(† 599)
  • Perto da fortaleza de Schemárin, nas montanhas do Cáucaso, na Geórgia, o dia natal de Santo Anastásio, presbítero, apocrisiário da Igreja Romana e companheiro de São Máximo Confessor. († 666)
  • Em Lier, no Brabante, actualmente na Bélgica, São Gumário, um soldado dedicado a Deus. († c. 775)
  • Em Colônia, na Lotaríngia, na Alemanha, São Bruno, bispo. († 965)
  • Em Gniezno, na Polónia, São Gaudêncio ou Radzim, bispo, irmão de Santo Adalberto, bispo de Praga. († c. 1011)
  • Em Riga, hoje na Letônia, junto ao mar Báltico, a comemoração de São Meinardo, bispo. († 1196)
  • Em Bolonha, na Emília-Romanha, região da Itália, o Beato Tiago de Ulm Griesinger, religioso da Ordem dos Pregadores. († 1491)
  • Em Calosso d’Ásti, na Lombardia, região da Itália, o falecimento de Santo Alexandre Sáuli, bispo de Aleria. († 1592)
  • Em Hanoi, no Tonquim, hoje no Vietnam, São Pedro  Tuy, presbítero e mártir. († 1833)
  • Em Madrid na Espanha, Santa Maria da Soledade, virgem, que fundou a Congregação das Servas de Maria, Ministras dos Enfermos. († 1887)
  • Em Barcelona, na Espanha, o Beato Ângelo Ramos Velázquez, religioso da Sociedade Salesiana. († 1936)
Sao-Daniel-Comboni

São Daniel Comboni, evangelizador e protetor do Continente Africano

Origens 

São Daniel Comboni nasceu em Limone (Itália) em 1831. Único sobrevivente de oito irmãos, aos dez anos ingressou num internato de Verona. Quando tinha dezessete anos, ouvindo contar as vicissitudes dos missionários na África, decidiu dedicar sua vida à evangelização dos africanos.

Em 1854, foi ordenado sacerdote aos 23 anos de idade. Depois de uma cuidadosa preparação, estudando árabe, medicina, música, partiu para África em 1857.

Os Escravos na África

Estando lá, impressionou-se com a terrível situação dos escravos. A prática do tráfico de escravos estava de tal maneira arraigada, que, no Egito e no Sudão, o único local onde os escravos encontravam asilo eram as missões de Daniel Comboni.

Regresso à Itália 

Após dois anos, teve de regressar à Itália. Porém, Comboni não desanima e idealiza um projeto que ele chamou “Plano para a regeneração da África”. A ideia central do projeto era salvar a África por meio dos próprios africanos. Propunha-se fundar escolas, hospitais e universidades ao longo de toda a costa africana. Nestes centros, se formariam os futuros cristãos, professores, enfermeiros, sacerdotes e religiosas, que depois penetrariam no interior, a fim de evangelizar as populações africanas e promover o seu desenvolvimento.

Fundador 

Fundou, em 1867, o Instituto para as Missões na África, que deu lugar ao que hoje são os Missionários Combonianos. As comunidades que fundou seguem o modelo das reduções jesuítas na América Latina.

Em 1877, foi ordenado Bispo da África Central e, logo a seguir, ordenou a sacerdote um antigo escravo, primeiro padre africano daquele lugar, quando, na Europa, alguns ainda negavam ao africano a evidência de ser pessoa.

São Daniel Comboni: Grande Missionário na África

Missão

Grande missionário, Comboni era capaz de atravessar o deserto para fundar um centro missionário no sul do Sudão, como também empenhava-se em falar para associações missionárias, Bispos, em Paris, Colônia (Alemanha), com o objetivo de arrecadar auxílio econômico e de pessoal, organizando grupos e equipes de missionários para a Missão na África Central.

Páscoa

Morreu aos 50 anos, a 10 de outubro de 1881, no meio desta gente que tanto amou. No momento da morte, abençoou os seus companheiros dizendo: “Não temais; eu morro, mas a minha obra não morrerá”. Beatificado por João Paulo II a 17 de março de 1996, São Daniel Comboni foi canonizado pelo mesmo Sumo Pontífice em 5 de outubro de 2003.

Minha oração

“Grande protetor da África, estendei o cristianismo em meio ao continente, cuidai dos povos e dos seus descendência para que se encontrem com Jesus. Atraí vocação para dar continuidade ao teu trabalho evangelizador. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.”

São Daniel Comboni, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 10 de outubro

  • Comemoração de São Pinito, bispo de Cnossos, na ilha de Creta, que, no tempo dos imperadores Marco Aurélio Vero e Lúcio Cómodo, se distinguiu pelos seus escritos sobre a fé. († c. 180)
  • Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, os santos Eulâmpio e sua irmã Eulâmpia, mártires. († s. IV)
  • Em Colônia, na Germânia, na atual Alemanha, os santos Gereão e companheiros, mártires. († s. IV)
  • Em Birten, também no território de Colônia, na atual Alemanha, os santos Vítor e Maloso, mártires. († c. s. IV)
  • Em Bonn, hoje também na Alemanha, os santos Cássio e Florêncio, mártires. († c. s. IV)
  • Em Nantes, na Gália Lionense, atualmente na França, São Claro, venerado como primeiro bispo desta cidade. († s. IV)
  • Em Populonia, na Etrúria, hoje na Toscana, Itália, São Cerbónio, bispo. († c. 575)
  • Perto de Ramerude, no território de Troyes, na Nêustria, atualmente na França, Santa Tanca, virgem e mártir. († s. VI/VII)
  • Em Rochester, na Inglaterra, o falecimento de São Paulino, bispo de York, que, sendo monge e discípulo do papa São Gregório Magno, foi por ele enviado com outros a pregar o Evangelho aos Anglos. († 644)
  • No mosteiro de Jouarre, França, Santa Telquilde, abadessa. († c. 670)
  • Em Ceuta, na Mauritânia Tingitana, a paixão dos sete mártires da Ordem dos Menores – DanielSamuelÂngeloLeãoNicolau e Hugolino, presbíteros, e Dono – que, enviados pelo irmão Elias a pregar o Evangelho aos Mouros. († 1227)
  • Em Bridlington, na Inglaterra, São João, presbítero, prior do mosteiro dos cónegos regrantes de Santo Agostinho. († 1379)
  • Em Cracóvia, na Polónia, a Beata Ângela Maria, virgem, fundou a Congregação Franciscana de São Félix Cantalício. († 1899)
  • Em Chamberi, bairro de Madrid, na Espanha, a Beata Maria Catarina Irigoyen Echegaray, religiosa do Instituto das Servas de Maria, Ministra dos Enfermos. († 1911)
  • Em Garraf, perto de Barcelona, na Espanha, o Beato Pedro Tomás de Nossa Senhora do Pilar, religioso da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir. († 1936)
  • Em Dzialdowo, povoação da Polónia, o Beato Leão Wetmanski, bispo auxiliar de Plock. († 1941)
  • Em Linz, na Áustria, o Beato Eduardo Detkens, mártir, morreu numa câmara de gás.(† 1942)

São Dionísio, o Apóstolo da Gália

Origem 

São Dionísio — de origem italiana —, era um jovem missionário enviado pelo Papa Fabiano para evangelizar a antiga Gália do norte em meados do ano 250, portanto no século III. 

Contra o imperador 

São Dionísio fundou a primeira comunidade católica em Lutécia, atual Paris, sendo eleito o seu primeiro bispo. O sucesso de sua missão, porém, começou a incomodar os magos gauleses e os romanos fiéis ao imperador Valeriano, que perseguia duramente os cristãos. Os gauleses acusaram-no de bruxaria e práticas maléficas, e os romanos prenderam-no porque São Dinis não reconhecia o imperador como um Deus. Forçado a negar a fé em Jesus Cristo, São Dinis preferiu a morte.

Epíscopo mártir em Paris

 Ao lado do bispo Dinis, o diácono Rústico e o sacerdote Eleutério, seus companheiros, também testemunharam sua fé cristã sendo decapitados. Logo depois, levou os restos mortais de seus companheiros para Paris onde também sofreu o martírio, sendo decapitado no local, hoje conhecido como Montmartre, isto é, “Colina do Mártir”. Santo Dionísio, popularmente conhecido como São Dinis de Paris e comemorado neste dia, foi venerado como único padroeiro da França durante muito tempo. 

São Dionísio: o Mártir Cefalóforo 

Páscoa

São Dionísio, ou Dinis, segue sendo aclamado pela mais antiga tradição cristã francesa, que o venera como um mártir cefalóforo, ou seja, carregador de cabeça. Esse nome se dá por causa do extraordinário acontecimento após sua decapitação. A tradição conta que ele se levantou, tomou sua cabeça nas mãos e saiu em direção a Montmartre, onde foi enterrado. Por outro lado, os corpos de seus companheiros haviam sido atirados no rio Sena, então foram resgatados e enterrados junto ao companheiro bispo. Sobre o túmulo em Montmartre, mais tarde, foi edificada uma basílica, junto à qual, no ano 630, o rei Dagoberto fundou uma abadia.

A Abadia e o império

A Abadia de Saint-Denis, em Paris, tornou-se tradicionalmente o local onde todos os reis da França, do séc. X ao XVIII, foram enterrados. Além disso, muitas rainhas escolheram ser coroadas nessa abadia. Nesse período medieval, a Igreja estava aliada com os francos, e por isso seus reis e rainhas buscavam lugares sagrados para serem enterrados ou coroados. Queriam encontrar, na intercessão do santo padroeiro da França, uma segurança para seu posto, patrocínio espiritual e honraria sagrada.

Devoção

Hoje, o “apóstolo da Gália” é invocado pelo povo cristão contra dores de cabeça e possessões demoníacas, além de ser homenageado como um dos primeiros pais da França. São Dionísio e seus companheiros demonstram a fidelidade a Cristo por meio do martírio, bem como esse espírito evangelizador que é capaz de desbravar e instalar a religião em novos lugares. Os trabalhos realizados naquele país geram frutos para as gerações futuras, deixando um testemunho para toda a França.

Minha oração

“Ao apóstolo da Gália, pedimos por aqueles que estão enfermos na mente, aqueles que tem grandes enxaquecas e diversas outras doenças. Rogamos com confiança sabendo que através do teu martírio podemos alcançar as graças de Jesus. Amém. ”

São Dionísio, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 9 de outubro

  • São João Leonardo, presbítero, que, na Itália, fundou a Ordem dos Clérigos Regrantes, mais tarde designada da Mãe de Deus. Também deu início ao Colégio de Propaganda Fídei em Roma. († 1609)
  • Comemoração de Santo Abraão, patriarca e pai de todos os crentes, que, chamado por Deus, saiu da sua pátria, a cidade de Ur dos Caldeus, e se pôs a caminho da terra prometida por Deus.
  • Em Laodiceia, hoje Litaquia, na Síria, a paixão dos santos DiodoroDiomedes e Dídimo. († data inc.)
  • Em Fidenza, na província de Parma, junto à Via Cláudia, na Itália, São Donino, mártir. († s. IV in.)
  • Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia, a comemoração de Santa Públia, que, depois da morte do esposo, entrou num mosteiro. († c. s. IV)
  • No território de Bigorre, nas encostas dos montes Pireneus, na hodierna França, São Sabino, eremita, que ilustrou a vida monástica na Aquitânia. († s. V)
  • Em Città di Castello, na Úmbria, região da Itália, São Donino, eremita. († 610)
  • No território do Hainaut, na Austrásia, na atual França, São Gisleno, que viveu como monge numa cela por ele mesmo construída. († c. 681-685)
  • No mosteiro de Montecassino, no Lácio, região da Itália, São Deusdédit ou Deusdado, abade. († 834)
  • No mosteiro de Brevnov, na Boémia, na Chéquia, o sepultamento de São Guntero, eremita. († 1045)
  • No mosteiro de Montsalvy, na França, São Bernardo de Rodez, abade dos Cónegos Regrantes deste cenóbio. († 1110)
  • Em Valência, na Espanha, São Luís Beltrão, presbítero da Ordem dos Pregadores. († 1581)
  • Em Birmigham, na Inglaterra, São João Henrique Newman, presbítero anglicano, depois da sua conversão, serviu como presbítero e posteriormente como Cardeal. († 1890)
  • Em Turon, localidade das Astúrias, região da Espanha, os santos mártires Inocêncio da Imaculada, presbítero da Congregação da Paixão, e oito companheiros, da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs. († 1934)