Beata Maria Romero, socorro dos pobres e marginalizados

Origem

Nasceu em 13 de janeiro de 1902 em Granada, na Nicarágua, e pertencia a uma família católica. Os pais, Félix e Ana, eram de classe média e tiveram treze filhos.

Recebeu formação religiosa e excelente instrução tradicional. Gostava de estudar música, desenho e pintura.

Consagrou-se a Deus e a Nossa Senhora 

Aos doze anos, entrou para a escola das Filhas de Maria Auxiliadora, recém-chegadas àquele país. Mas, por causa de uma grave doença, ainda noviça teve de voltar para casa. Com o consentimento do seu confessor, emitiu o voto particular de castidade.

Em 1923, consagrou-se a Deus e a Nossa Senhora, emitindo os votos religiosos.

Foi transferida para a missão na Costa Rica, em 1931, onde ensinava música, desenho e datilografia. Além disso, incluiu às suas atividades a catequese aos jovens da periferia da capital, São José.

Evangelização aos pobres 

Passados três anos, Maria Romero deu vida a outra maneira de evangelização: socorria as famílias pobres e marginalizadas.

Em 1961, iniciou uma série de cursos de qualificação profissional para os jovens carentes e também para os adultos.

Fundou um hospital de clínicas gerais, em 1966, destinado ao atendimento de toda a comunidade, mas beneficiando especialmente os pobres.

Já em 1973, conseguiu um terreno onde foram construídas casas para desabrigados das periferias. O local tornou-se a cidade de Santa Maria, em homenagem a sua fundadora.

Dom do conselho 

Outro dom que Maria Romero possuía era o do conselho, que ela não negava a ninguém.

Páscoa 

Faleceu, subitamente, dia 7 de julho de 1977, quando regressava de um descanso na Nicarágua.

Suas relíquias estão sepultadas na igreja de São José da Costa Rica.

Foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 2000.

A minha oração

“Beata Maria Romero, fostes o socorro dos pobres e desabrigados, amparo dos humildes e o conselho dos que pediram, intercedei por nós junto a Jesus, para que nosso coração seja tão bondoso e amável quanto o vosso. Amém!”

Beata Maria Romero, rogai por nós! 

Outros santos e beatos celebrados em 7 de julho:

  • São Panteno de Alexandria, homem de grande zelo apostólico e dotado de ciência e sabedoria, que pregou o Evangelho aos povos desconhecidos das regiões do Oriente. († s. III)
  • Na França, Santa Edilburga que foi filha de um rei dos Anglos orientais e deu glória a Deus com a sua severa penitência corporal e perpétua virgindade. († 695)
  • Em Winchester, na Inglaterra, Santo Heda, bispo dos saxões ocidentais, homem de eminente sabedoria. († 706)
  • Na Alemanha, São Vilibaldo, bispo ordenado por São Bonifácio, com quem colaborou na evangelização da Germânia e converteu muitos povos a Cristo. († 787)
  • Em Tamlacht, na Irlanda, São Mael Ruain, bispo e abade, que trabalhou arduamente para restaurar a celebração da sagrada liturgia, o culto dos Santos e a disciplina monástica. († 789)
  • Em Urgel, na Catalunha, região da Espanha, Santo Odão, bispo, que foi eleito por unânime aclamação do povo e defendeu sempre os mais humildes e se mostrou benévolo para com todos. († 1122)
  • Na Itália, o passamento do Beato Bento XI, Papa, da Ordem dos Pregadores,  que promoveu durante o seu breve pontificado a paz da Igreja, a renovação do ensino e o incremento da prática religiosa. († 1304)
  • Em Fossano, no Piemonte, também na Itália, o Beato Odino Barótti, presbítero e pároco pobre.  († 1400)
  • Em Wincester, na Inglaterra, os beatos Rogério Dickinson, presbítero, e Rodolfo Milner, agricultor e pai de família. Ambos foram presos e mortos por praticarem e propagarem a religião católica; com eles se comemora o Beato Lourenço Humphrey, um jovem que morreu enforcado no mesmo lugar em dia incerto por ter abraçado a fé católica. († 1591)
  • Na França, o Beato José Juge de Saint-Martin, presbítero e mártir, que foi preso durante a Revolução Francesa por ser sacerdote e morreu enquanto estava recluído num barco-prisão. († 1794)
  • Em Orange, também na França, a Beata Ifigénia de São Mateus (Francisca Gabriela Maria Suzana de Gaillard dela Valdène), virgem da Ordem de São Bento e mártir no tempo da Revolução Francesa. († 1794)
  • No Hunan, província da China, os santos Antonino Fantosáti, bispo, e José Maria Gambaro, presbítero da Ordem dos Menores. Eles foram mortos pelos sequazes dos “Yihetuan” quando foram ajudar os cristãos perseguidos. († 1900)
  • Em Hebei, também província da China, São Marcos Ji Tianxiang, mártir, que permaneceu trinta anos afastado da Eucaristia por não ter se privado do ópio, porém não cessou de orar e invocar uma santa morte. († 1900)
  • Também emHebei, Santa Maria Guo Lizhi, mártir, que exortou à firmeza de ânimo sete parentes seus que acompanhava ao lugar do suplício e pediu que também ela fosse morta depois deles. († 1900)
  • Em Le Mans, na França, o Beato Carlos Liviero, bispo de Città del Castello e fundador da Congregação das Pequenas Servas do Sagrado Coração.(† 1932)
  • Em Rakunai, ilha de Papua-Nova Guiné, na Melanésia, o Beato Pedro To Rot, que era catequista e pai de família. Durante a segunda guerra mundial, ele foi preso por perseverar no seu ministério e, injetado com veneno letal, consumou o seu martírio. († 1945)

Santa Maria Goretti, a santa da castidade

A Igreja, neste dia, celebra a virgem e mártir que encantou e continua enriquecendo os cristãos com seu testemunho de ‘sim’ a Deus e ‘não’ ao pecado.

Origem

Nasceu em Corinaldo, centro da Itália, no ano de 1890. Era de família pobre, numerosa e camponesa, mas muito temente a Deus. Com a morte do pai, Maria Goretti, com os seus, foram morar num local perto de Roma, sob o mesmo teto de uma família composta por um pai viúvo e dois filhos, sendo um deles Alessandro.

“É pecado!”

Aconteceu que este jovem, por várias vezes, tentou seduzir Goretti, que ficava em casa para cuidar dos irmãozinhos. E, por ser uma menina temente a Deus, sua resposta era cheia de maturidade: “Não, não, Deus não quer; é pecado!”

Martírio pela pureza

Santa Maria Goretti, certa vez, estava em casa e em oração, por isso, quando o jovem, que era de maior estatura e idade, tentou novamente seduzi-la, Goretti resistiu com mais um grande não.

A resposta de Alessandro foram 14 facadas, enquanto da parte de Goretti, percebemos a santidade na confidência à sua mãe: “Sim, o perdoo… Lá no céu, rogarei para que ele se arrependa… Quero que ele esteja junto comigo na glória eterna”.

Conversão

O martírio desta adolescente de apenas 12 anos foi a causa da conversão do jovem assassino, que, depois de sair da cadeia, esteve com as 400 mil pessoas, na Praça de São Pedro, na ocasião da canonização dessa santa, ao lado da mãe dela, que o perdoou também.

Santa Maria Goretti manteve-se pura e santa por causa do seu amor a Deus, por isso, reina na glória com Cristo.

Beatificação e canonização

Sua beatificação foi celebrada no dia 27 de abril de 1947, por Papa Pio XII. E em 24 de junho de 1950, o mesmo celebrou a canonização da santa. Sua festa é celebrada no dia 6 de julho. Santa Maria Goretti é tida como a santa da castidade, da juventude, das vítimas de estupro, da pureza de coração e do perdão. É representada segurando lírios, que simbolizam sua pureza, e com vestes brancas, sinal de sua virgindade.

A minha oração

“Santa Maria Goretti, interceda por mim junto a Deus para que eu possa ser também casta e pura, de corpo, mente e coração! Que eu não tema entregar a minha vida por amor a Deus! Amém!”

Santa Maria Goretti, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 6 de julho:

  • Em Nicomédia, hoje na Turquia, Santa Ciríaca, virgem e mártir. († s. III/IV)
  • Em Fiésole,  hoje na Toscana,  São Rómulo, diácono, que é considerado como o primeiro mártir celebrado desta cidade. († data inc)
  • No Egito, São Sisos o Grande, eremita, singularmente insigne no exercício da vida monástica. († c. 429)
  • Na Escócia, a comemoração de São Paládio, bispo, que, enviado da cidade de Roma à Irlanda, aí morreu no tempo em que São Germano de Auxerre combatia os erros de Pelágio entre os Bretões. († 432)
  • No território de Armagh, na Irlanda, Santa Monena, abadessa do mosteiro de Killeevy por ela fundado. († 517)
  • Junto ao rio Reno, na atual Alemanha, São Goar, presbítero, natural da Aquitânia, que fundou um hospício e um oratório para receber os peregrinos e ajudá-los na salvação das suas almas. († s. VI)
  • No território de Condat, junto ao maciço do Jura, na Borgonha, hoje na França, São Justo, monge. († data inc.)
  • Em Londres, na Inglaterra, São Tomás Moro, que é comemorado no dia 22 de Junho, juntamente com São João Fischer. († 1535)
  • Também em Londres, o Beato Tomás Alfield, presbítero e mártir, que, num primeiro momento, cedeu à tortura e abjurou da fé católica; mas depois de ter sido mandado para o exílio, arrependeu-se e voltou para a Inglaterra, por ter divulgado uma Apologia em defesa dos católicos, sofreu o suplício da forca em Tyburn. († 1585)
  • Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Agostinho José (Elias) Desgardin, monge da Ordem Cisterciense e mártir. († 1794)
  • Em Orange, também na França, a Beata Susana Águeda Deloye (Maria Rosa), virgem da Ordem de São Bento e mártir. († 1794)
  • Em Shuangzhong, no Hebei, província da China, São Pedro Wang Zuolong, mártir, que, durante a perseguição dos «Yihetuan», foi conduzido ao templo do ídolo e, porque se recusou a renegar a fé em Cristo, morreu enforcado num poste. († 1900)
  • Em Roma, a Beata Maria Teresa Ledochowska, que se dedicou totalmente aos africanos oprimidos pela escravidão e fundou o Sodalício de São Pedro Claver. († 1922)
  • Em Buenos Aires, na Argentina, a Beata Nazária de Santa Teresa (Nazária Inácia March Mesa), virgem, que, movida pelo zelo missionário se consagrou totalmente à evangelização dos pobres nas várias nações da América Latina e fundou o Instituto das Missionárias Cruzadas da Igreja. († 1943)

Santo Antônio Maria Zaccaria, pioneiro da Pastoral Familiar

Origem

Antônio Maria nasceu em Cremona, no norte da Itália, em 1502, na família Zaccaria, tradicional nobreza italiana. Ao perder o pai muito cedo, teve de sua mãe o grande gesto de amor que consistiu em dedicar-se somente para sua educação e formação.

Medicina

Com apenas dezoito anos, Antônio doou toda a sua herança para sua mãe e foi estudar medicina. Ele fez de sua profissão um apostolado, por isso, não cuidava só do corpo de seus pacientes, mas também de suas almas. Ele os tratava todos como irmãos.

Sacerdócio

Chamado por Cristo, ampliou seu apostolado ao ser ordenado sacerdote em 1528 e, dessa forma, pôde testemunhar Jesus e a unidade da Igreja num tempo em que as ciências pagãs e a decadência das ordens religiosas e do clero pediam não uma Reforma Protestante, mas sim uma santidade transformadora.

Fundador

Ele fundou a Congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo e, com a ajuda de uma condessa, a Congregação das Angélicas de São Paulo. Criou ainda o Grupo de Casais para os leigos.

Antônio viveu e comunicou vida num dos períodos mais difíceis da Igreja de Cristo.

Páscoa

Depois de muito propagar a devoção a Jesus Eucarístico, foi acometido por uma epidemia, e com 37 anos veio a “dormir” nos braços de sua mãe terrestre e acordar nos braços de sua Mãe Celestial.

Foi canonizado em 1897. É considerado o pioneiro da Pastoral Familiar na história da Igreja.

A minha oração

“Meu Deus, que pela intercessão de Santo Antônio Maria Zaccaria, o Senhor possa me conceder a mesma graça que ele recebeu: propagar a devoção a Tua Eucaristia e acordar, após viver uma vida entregue a Ti, nos braços da Virgem Maria! Amém.”

Santo Antônio Maria Zaccaria, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 5 de julho:

  •  Em Réggio Calábria, também na Itália, Santo Estêvão de Niceia, bispo e mártir. († c. 78)
  •  Em Cirene, na Líbia, Santa Ciprila, mártir, que, segundo a tradição, suportou muito tempo em sua mão carvões a arder com incenso, para evitar que, deitando fora as brasas, desse a impressão de que oferecia o incenso aos deuses; depois, crudelissimamente dilacerada, ornada com o próprio sangue partiu deste mundo ao encontro do Esposo († s. IV)
  • Comemoração de Santo Atanásio de Jerusalém, diácono da Igreja da Santa Ressurreição e mártir, assassinado pelo monge herético Teodósio, por ter censurado a sua impiedade e defender o santo Concílio de Calcedónia. († 451/452)
  • Comemoração de São Domécio o Médico, eremita no monte Kurós, na antiga Arménia. († s. V)
  • No monte Admirável, hoje Antakya, na Turquia, Santa Marta, mãe de São Simeão Estilita o Jovem. († 551)
  • No mosteiro de Santa Maria de Terreto, perto de Réggio Calábria, na Itália, São Tomás, abade. († 1000)
  • No Monte Athos, na Grécia, Santo Atanásio, hegúmeno, homem humilde e pacífico, que instituiu na Grande Laura uma forma de vida cenobítica. († c. 1004)
  • Em Wexford, na Irlanda, os beatos Mateus LambertRoberto MeylerEduardo Cheevers Patrício Cavanagh, mártires, que, por causa da sua fidelidade à Igreja Romana e do auxílio prestado aos católicos, foram enforcados e esquartejados. († 1581)
  • Em Oxford, na Inglaterra, os beatos mártires Jorge Nichols e Ricardo Yaxley, presbíteros, Tomás Belson, candidato ao sacerdócio, e Hunfredo Pritchard, que, condenados à morte no tempo da mesma rainha, uns porque eram sacerdotes que entraram na Inglaterra, outros porque lhes prestaram auxílio, sofreram todos o suplício do patíbulo. († 1589)
  • Perto de Huangeryin, província da China, as santas irmãs Teresa Chen Jinxie e Rosa Chen Aixie, virgens e mártires, que, d para salvaguardarem a honra da virgindade e a sua fé cristã, resistiram corajosamente às bárbaras depravações e à feroz crueldade dos perseguidores e foram trespassadas pelos golpes das lanças dos seus verdugos. († 1900)

Protomártires da Igreja de Roma

Depois da solenidade universal dos apóstolos São Pedro e Paulo, a liturgia nos apresenta a memória de outros cristãos que se tornaram os primeiros mártires da Igreja de Roma, por isso, protomártires.

Acusação de Nero

No ano de 64, o imperador Nero pôs fogo em Roma e acusou os cristãos. Naquela época, a comunidade cristã, vítima de preconceitos, era tida como seita e inimiga, pois não adorava o Imperador.

Qualquer coisa que acontecia de negativo, os cristãos eram acusados. Por isso, foram acusados de terem posto fogo em Roma e, a partir daí, no ano 64, começaram a ser perseguidos.

Atrocidades do martírio

Os escritos históricos em Roma narram que os cristãos eram lançados nas arenas para servirem de espetáculo ao povo junto às feras, cobertos de piches, como tochas humanas e muitos outros atos atrozes. E a resposta era sempre o perdão e a misericórdia.

Está descrito: “Prendem-se primeiro os que manifestam (seguir o Cristianismo), e depois, conforme as indicações que eles dão, prendem-se outros em massa, condenados menos pelo crime de incêndio do que pelo ódio que lhes tem o gênero humano. Aos tormentos juntam-se as mofas, homens envolvidos em peles de animais morrem despedaçados pelos cães, ou são presos a cruzes, ou destinados a ser abrasados e acendidos, à maneira de luz noturna, ao acabar o dia.”

A coroa e a glória do martírio

O Papa São Clemente I escreveu: “Nos encontramos na mesma arena e combatemos o mesmo combate. Deixemos as preocupações inúteis e os vãos cuidados e voltemo-nos para a gloriosa e venerável regra da nossa tradição: consideremos o que é belo, o que é bom e o que é agradável ao nosso criador”.

O testemunho dos mártires da nossa Igreja nos recorda o que é essencial para a vida, para o cristão, para sermos felizes em Deus, principalmente nos momentos mais difíceis que todos nós temos. Os mártires viveram tudo em Cristo.

A minha oração

“Senhor, concedei-me, pelo sangue dos protomártires da Igreja, um coração abrasado de amor por Vós, que não tema morrer para testemunhar que só Vós sois Senhor e Rei! Amém!”

Protomártires da Igreja de Roma, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 30 de junho:

  • Em Alexandria, no Egipto, São Basílides, que, converteu-se a Cristo e, após um breve combate, foi mártir glorioso. († c. 202)
  • Em Limoges, na Aquitânia, território da actual França, São Marcial, bispo. († c. 250)
  • Em Le Mans, hoje na França, São Bertrano ou Berticrano, bispo, pastor pacífico e dedicado aos pobres e aos monges. († c. 623)
  • Em Salzburgo, actualmente na Áustria, Santa Erentrudes, primeira abadessa do mosteiro de Nonnberg e sobrinha de São Ruperto, a quem ajudou na evangelização com obras e orações. († c. 718)
  • Em Salanigo, na Itália, São Teobaldo, presbítero e eremita, que, nascido dos condes de Champagne, por amor de Cristo renunciou às honras e riquezas e preferiu as peregrinações, a pobreza e a solidão. († 1066)
  • Em Nyitra, junto ao rio Vag, nos montes Cárpatos, na atual Eslováquia, o passamento de São Ladislau, rei da Hungria, que restabeleceu no seu reino as leis cristãs introduzidas por Santo Estêvão, reformando os costumes e dando ele próprio exemplo de grande virtude. († 1095)
  • Em Bamberg, na hodierna Alemanha, Santo Otão, bispo, que evangelizou com grande zelo os Pomeranos. († 1139)
  • Em Osnabrück, também na actual Alemanha, Santo Adolfo, bispo, que acolheu no mosteiro de Altencamp a observância cisterciense. († 1224)
  • Em Londres, na Inglaterra, o Beato Filipe Powell, presbítero da Ordem de São Bento e mártir, por ser sacerdote foi conduzido ao patíbulo de Tyburn. († 1646)
  • Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, o Beato Januário Maria Sarnélli, presbítero da Congregação do Santíssimo Redentor, que se dedicou ardorosamente à assistência de todo o género de necessitados. († 1744)
  • Em Hai Duong, hoje no Vietnam, São Vicente Do Yen, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que morreu degolado em ódio à fé cristã. († 1838)
  • No território de Chendun,  província da China, os santos Raimundo Li Quanzhen e Pedro Li Quanhui, mártires, que,  deram glorioso testemunho de Cristo: um deles, conduzido ao templo dos gentios, recusou prestar culto aos falsos deuses e morreu flagelado; o outro foi assassinado com semelhante crueldade. († 1900)
  • Na Ucrânia, a comemoração do Beato Zenão Kovalyk, presbítero da Congregação do Santíssimo Redentor e mártir. († 1941)
  • Em Winnipeg, no Canadá, o Beato Basílio Velyckovskyj, bispo da Igreja greco-católica da Ucrânia, foi cruelmente atormentado na sua pátria pelos perseguidores da fé e, associado ao sacrifício de Cristo, morreu no exílio. († 1973)

São Pedro e São Paulo, apóstolos e principais líderes da Igreja

Estes santos são considerados “os cabeças dos apóstolos” por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.

São Pedro, príncipe dos Apóstolos

Tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu o Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro.

Um homem simples e impulsivo. Falou, muitas vezes, em nome dos Apóstolos e não hesitou em pedir a Jesus explicações e esclarecimentos sobre sua pregação.

Foi o primeiro a responder ao Mestre: “Senhor, para quem iremos? Somente tu tens palavras de vida eterna; nós acreditamos e sabemos que és o Santo de Deus” (Jo 6,67-68), diante da pergunta que Cristo fez aos discípulos: “Também vocês querem ir embora?”.

Primeiro Papa da Igreja

Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade.

São Pedro é o apóstolo que Jesus Cristo escolheu e investiu da dignidade de ser o primeiro Papa da Igreja. “E eu te digo: Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus”.

São Pedro é o pastor do rebanho santo, é na sua pessoa e nos seus sucessores que temos o sinal visível da unidade e da comunhão na fé e na caridade.

Martírio

Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo. Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.

São Paulo

Saulo era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada “aos pés de Gamaliel”, um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.

De perseguidor cristão à conversão 

Converteu-se à fé cristã, enquanto perseguia os cristãos, no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado:  “Saulo, Saulo, por que você me persegue?”. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério.

Desde então, converteu-se e começou a pregar o Cristianismo, viajando pelo mundo, pregando o evangelho de Jesus Cristo e o mistério de sua paixão, morte e ressurreição.

Apóstolo das Gentes

Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades.

De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação. Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o “Apóstolo dos Gentios”.

A minha oração

“Senhor, hoje eu quero Te pedir por toda a Santa Igreja Católica. Que, pela intercessão de São Pedro e São Paulo, colunas da Igreja, possamos ser sempre fiéis à fé e à doutrina que o próprio Cristo nos deixou. Amém!”

São Pedro e São Paulo, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 29 de junho:

  • São Siro, em Génova, região da Itália, que é venerado como bispo. († c. 330)
  • São Cássio, bispo, em Nárni, também região da Itália,o qual, como narra o papa São Gregório Magno, oferecia todos os dias o sacrifício de expiação todo banhado em lágrimas e dava em esmolas tudo o que tinha. († 558)
  • Santa Ema, atualmente na Áustria, uma condessa que viveu viúva quarenta anos e deu generosamente muitos dos seus bens aos pobres e à Igreja. († c. 1045)
  • Beato Raimundo Lúlio, num braço de mar frente à ilha Maiorca, região da Espanha, o religioso da Ordem Terceira de São Francisco e mártir. († 1316)
  •  Os santos mártires Paulo Wu Juan e seu filho João Baptista Wu Mantang e seu sobrinho Paulo Wu Wanshu, no território de Xiaoluyi, província da China, que, durante a perseguição dos «Yihetuan», porque se declararam cristãos, mereceram todos ao mesmo tempo a coroa do martírio. († 1900)
  • As santas Maria Du Tianshi e sua filha Madalena Du Fengju, em Dujiadun, mártires, que, na mesma perseguição, retiradas de um canavial onde se tinham escondido, morreram pelo nome cristão, sendo a segunda encerrada no sepulcro ainda viva. († 1900)Fontes:
    • Martirológio Romano
    • cancaonova.com
    • Arquisp
    • Livro “Santos de cada ia II” – Maio – Agosto (4ª ed.) – José Leite, S.J. (Org.)

Solenidade do Nascimento de João Batista

Com muita alegria, a Igreja, solenemente, celebra o nascimento de São João Batista. Santo que, juntamente com a Santíssima Virgem Maria, é o único a ter o aniversário natalício recordado pela liturgia.

Nascimento e origens

São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho. Estudiosos mostram que, possivelmente, depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração.

Último profeta!

Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus: “João usava um traje de pelo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre”. O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor, com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência: “Voz do que clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, tornai retas as suas veredas’!”. Assim, João Batista definia a si mesmo e a sua missão.

Batismo de Jesus

Os Evangelhos nos revelam a inauguração da missão salvífica de Jesus, a partir do batismo recebido pelas mãos do precursor João e da manifestação da Trindade Santa. São João, ao reconhecer e apresentar Jesus como o Cristo, continuou a sua missão em sentido descendente, a fim de que somente o Messias aparecesse.

Após ter batizado o Salvador, afirmou: “Agora a minha alegria é completa. Ele deve crescer e eu, ao invés, diminuir”.

Como nos ensinam as Sagradas Escrituras: “Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo” (Mateus 3,11).

Cabeça de João Batista

Grande anunciador do Reino, denunciador dos pecados e protetor da Verdade, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes. Foi decapitado devido ao ódio de Herodíades, que fora esposa do seu irmão, com a qual  o rei vivia pecaminosamente.

O grande santo morreu na santidade e reconhecido pelo próprio Cristo: “Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João, o Batista” (Mateus 11,11).

A minha oração

“Senhor, que pela intercessão de São João Batista, o Teu precursor, eu possa também levar uma vida dedicada em fazer com que o Senhor cresça em mim e que eu diminua. Ajudai-me, Senhor, a ser um  sinal da Tua Vinda, da Tua Presença e da Tua Salvação. Amém!” 

São João Batista, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 24 de junho:

  • Os santos João e Festo, mártires, em Roma. († data inc.)
  • São Simplício, atualmente na França, que, pertencendo a uma família nobre e piedosa, viveu em perfeita castidade com sua virtuosíssima esposa e depois foi eleito para o episcopado. († 375)
  • O martírio dos santos Agoardo e Agilberto e outros muitos mártires, também na atual França. († s. V/VI)
  •  São Rumoldo, que é venerado como eremita e mártir, em Malinas, na actual Bélgica. († 775)
  • São Teodolfo, bispo e abade, em Lobbes, na Austrásia, atualmente também na Bélgica. († 776)
  • São Goardo, bispo e mártir, em Nantes,  hoje na França, que, celebrando a Missa com o povo na igreja catedral, quando cantava «Sursum corda» (“Corações ao alto”) foi trespassado com as setas de ímpios normandos e morreu com muitos fiéis. († 843)
  • São Teodgaro, na Dinamarca, presbítero, o missionário que construiu nesta região a primeira igreja de madeira. († c. 1065)
  • São José Yuan Zaide, presbítero e mártir, em Sichuan, província da China, estrangulado em ódio à fé cristã. († 1817)
  •  Santa Maria Guadalupe (Anastásia Guadalupe Garcia Zavala), em Guadalajara, no México, virgem, que colaborou muito ativamente na fundação da Congregação das Servas de Santa Margarida Maria e dos Pobres e se dedicou diligentemente às obras de caridade em favor dos pobres e dos enfermos. († 1963)

São José Cafasso, o “Santo da Forca”

Origens

Nascido em Castelnuovo d’Asti, na Itália, no ano de 1811, onde também nasceu o grande São João Bosco. José era filho de pais camponeses e foi o terceiro de quatro irmãos. Desde criança, sentiu-se chamado ao sacerdócio, que foi se tornando cada vez mais forte no decorrer de sua vida com Deus.

Vida sacerdotal

Entrou para a formação sacerdotal e se tornou padre aos 23 anos, em 1834, destacando-se no meio de tantos por seu amor aos pobres e zelo pela salvação das almas. Depois de comprovado e dedicado trabalho na Igreja de São Francisco em Turim, José assumiu, com toda sua bagagem de pregador, confessor e iluminado diretor espiritual, a função de reitor e formador de novos sacerdotes.

Bento XVI disse que este santo instituiu uma “escola de vida e de santidade sacerdotal”.

Dom Bosco

Dom Bosco foi um dos vocacionados que desfrutou das formações e aconselhamentos deste santo, pois como um sacerdote sintonizado ao coração do Cristo Pastor, sabia muito bem colocar sua cultura eclesiástica, dons e carismas a serviço da salvação do próximo. Foi ainda um grande apoiador e financiador nas obras de São João Bosco com os jovens.

“Padroeiro dos Encarcerados e dos Condenados à Pena Capital”

Dentre tantos ofícios assumidos por este homem incansável, despontou José Cafasso na evangelização dos condenados à forca, tanto assim que ficou conhecido como o “Santo da Forca”. A definição trata-se diretamente à sua obra ao lado dos condenados à morte nas prisões “Le Nuove” de Turim. O local foi transformado em um museu, memorial das condições humilhantes em que viviam os encarcerados. Padroeiro dos presos, José Cafasso sempre usava de imensa misericórdia, poderoso veículo do amor paterno e consolador de Deus.

Páscoa e Beatificação

São José faleceu em 1860, com 49 anos.

Trinta e cinco anos mais tarde, iniciou-se seu processo de beatificação no tribunal diocesano de Turim, e ele foi canonizado em 1947, juntamente com São João de Brito.

A minha oração

“Senhor, que a exemplo de São José Cafasso, eu possa também me entregar ao zelo aos irmãos e à salvação das almas. Peço, pela intercessão deste santo, por todos aqueles que hoje se encontram em situações de prisões: sejam elas físicas, espirituais ou psicológicas. Libertai-nos, Senhor. Amém!” 

São José Cafasso, rogai por nós! 

Outros santos e beatos celebrados em 23 de junho:

  •  Mártires de Nicomédia, hoje Izmit, na Turquia, que sofreram serenamente o martírio pelo nome de Cristo. († 303)
  • Santa Ediltrudes, abadessa, no mosteiro de Ely, na Inglaterra oriental, que, sendo filha de reis e ela própria rainha da Nortúmbria, depois de recusar duas vezes o matrimónio, recebeu do santo bispo Vilfredo o véu religioso no mosteiro por ela construído, no qual, com o seu exemplo e exortações, ela presidiu como mãe de muitas virgens. († 679)
  • São Bílio, bispo e mártir, atualmente na França, que, segundo a tradição, foi morto pelos Normandos quando saquearam a cidade. († c. 914)
  • Beato Lanfranco, na Lombardia bispo, homem pacífico, que sofreu muitas tribulações para promover a paz e concórdia na cidade. († 1194)
  • São Valério, atualmente na Bélgica, presbítero, que, segundo a tradição, foi morto a golpes de remo, quando atravessava o rio Mosa, por um presbítero, seu sobrinho, cuja vida viciosa censurava. († 1199)
  • Beata Maria, em território da atual França, a que, dotada de graças místicas, com o assentimento do seu esposo viveu reclusa numa cela, e depois fundou e dirigiu o instituto designado das «Beguinas». († 1213)
  • Beato Pedro Tiago de Pêsaro, hoje nas Marcas, região da Itália, o presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. († c. 1496)
  • São Tomás Garnet, em Londres, na Inglaterra, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que, ordenado sacerdote no Colégio dos Ingleses de Valladolid e tendo regressado à Inglaterra, foi duas vezes encarcerado e finalmente sofreu o patíbulo de Tyburn, no reinado de Jaime I. († 1608)
  •  Beata Maria Rafaela (Santina Cimátti), em Alátri, no Lácio, região da Itália, Virgem, das Irmãs da Misericórdia para os Enfermos. († 1945)

Santos João Fischer e Tomás More, decapitados por defenderem a sua fé

Defesa da fé e da verdade

Em 1935, Pio XI canonizou João Fischer e Tomás More no mesmo dia. Os santos são celebrados juntos: sofreram o martírio pela coragem com que defenderam a fé e são dois grandes exemplos de fidelidade a Jesus.

Opondo-se ao rei Henrique VIII, na controvérsia sobre o seu matrimónio e sobre o primado do Romano Pontífice, preferiram servir ao Rei Eterno. Defenderam os valores cristãos de indissolubilidade do matrimônio, o respeito pelo patrimônio jurídico e a liberdade da Igreja em relação ao Estado; e, assim, foram encarcerados na Torre de Londres.

São Tomás More [1478-1535]

Nascido em Chelsea, Londres, na Inglaterra, no ano de 1478, o santo foi, desde cedo, educado na fé cristã. Logo cedo, a sua inteligência brilhante o fez ser notado e ele foi enviado à Universidade de Oxford, onde com vinte e dois anos já era doutor e professor em direito.

Vida religiosa X Matrimônio

Tomás More pensou em tornar-se religioso, era um frequentador dos franciscanos e, por um período, dos cartuxos também. Porém, sentiu que não era esse o seu caminho e trilhou a vocação matrimonial, com grande entrega, presença e devoção aos seus.

Vocação cristã

Conhecido por uma personalidade muito simpática, pelo seu bom humor e por uma forte fé cristã, o santo tinha uma vocação específica nos meios da política, da literatura, do direito. Assumiu diversos cargos diplomáticos: foi juiz, conselheiro, secretário e, em tudo, sempre atuou em favor da defesa da fé cristã, principalmente no tempo da Reforma Protestante. Escreveu obras famosas, como: “O diálogo do conforto contra as tribulações”, um dos mais tradicionais e respeitados livros da literatura britânica. Outros livros famosos são “Utopia” e “Oração para o bom humor”. Um tempo depois, Tomás pediu demissão e um novo tempo iniciou em sua vida.

Tomás nunca se afastou dos pobres e necessitados, os quais visitava para melhor atender às suas reais necessidades. Sua casa sempre estava repleta de intelectuais e pessoas humildes.

São João Fischer, bispo de Rochester [1469-1535]

Nascido em Beverley, na cidade de Yorkshire, na Inglaterra, no ano de 1469. Órfão de pai ainda pequeno, aos quatorze anos era um aluno brilhante de inteligência extraordinária. Ingressou na famosa Universidade de Cambridge, onde recebeu o diploma de Teologia e foi ordenado sacerdote.

Sacerdócio e Bispado

Tornou-se confessor e capelão pessoal da condessa Margarida Beaufort, futura avó de Henrique VIII. Atuou como vice-chanceler e chanceler em obras de estudos das línguas da Bíblia, para aprofundamento nas Escrituras.

Foi eleito bispo de Rochester, com 35 anos. Distribuía esmolas com generosidade e as portas de sua casa estavam sempre abertas para os visitantes, peregrinos e necessitados. Ele levava uma vida tão austera como a de um monge. O bispo Fisher também combateu os erros da Reforma Protestante, escrevendo quatro livros, que o tornaram famoso em todo o mundo cristão.

Condenação dos santos

Em 1535, o rei Henrique VIII desejou divorciar-se de sua legítima esposa para casar-se com a cortesã Ana Bolena. O bispo João Fisher foi o primeiro a posicionar-se contra aquele escândalo. O rei Henrique VIII conseguiu que o Parlamento inglês o declarasse chefe supremo da Igreja na Inglaterra, em substituição ao Papa da Igreja Católica, com a aprovação de todos os que desejavam conservar seus altos postos no governo.

João Fisher declarou no Parlamento que: “Querer substituir o papa de Roma pelo rei da Inglaterra, como chefe de nossa religião, é como gritar um ‘morra’ à Igreja Católica”, e isso seria um erro absurdo.

Ainda estava preso quando foi nomeado cardeal pelo Papa Paulo III. Ao ser informado, o rei exclamou: “Enviaram-lhe o chapéu de cardeal, porém não poderá colocá-lo, porque eu lhe mandarei cortar a cabeça”. E assim o fez.

Da mesma forma, São Tomás Moro deixou registrada a sua irreverência àquela farsa real, por meio da declaração pública que pronunciou antes de morrer: “Sedes minhas testemunhas de que eu morro na fé e pela fé da Igreja de Roma e morro fiel servidor de Deus e do rei, mas primeiro de Deus. Rogai a Deus a fim de que ilumine o rei e o aconselhe”.

O Papa João Paulo II, no ano 2000, declarou são Tomás More Padroeiro dos Políticos.

O chanceler Tomás Moro e o bispo católico João Fisher eram as figuras mais influentes da corte. Os dois foram decapitados: o primeiro foi João, em 22 de junho de 1535, e duas semanas depois foi a vez de Tomás.

A minha oração

“Senhor, estes dois servos não tiveram medo ou receio em servir a Verdade. Conceda-me também a grande graça de defender a fé cristã em qualquer circunstância e de ser-lhe fiel até o fim. Amém!” 

Santos João Fischer e Tomás More, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 22 de junho:

  • São Paulino, bispo, que recebeu o baptismo em Bordéus, renunciou ao consulado e, sendo um homem nobre e rico, se fez pobre e humilde por amor de Cristo. († 431)
  • São Flávio Clemente, mártir, em Roma, que, foi condenado à morte pela fé de Cristo. († 96)
  • Santo Albano, mártir, território da atual Inglaterra, que, segundo a tradição, ainda não batizado se entregou em lugar de um clérigo que tinha recolhido em sua casa e do qual recebera os ensinamentos da fé cristã, trocando com ele as vestes. Por isso, foi flagelado, atrozmente atormentado e finalmente decapitado. († c. 287)
  • Os santos Júlio e Aarão, mártires, em Caerleon, na Bretanha Menor, região da atual França, que, durante a perseguição, sofreram o martírio depois de Santo Albano. († s. IV in.)
  • Santo Eusébio, bispo de Samosata, que morreu mártir com a cabeça partida com uma telha atirada contra ele por uma mulher ariana. († 379)
  • Comemoração de São Nicetas, bispo de Remesiana, que São Paulino de Nola louva com um eloquente poema, por ter anunciado o Evangelho aos bárbaros, transformando-os em ovelhas de Cristo conduzidas ao redil da paz. († c. 414)
  • Beato Inocêncio V, papa, em Roma, que depois de ter tomado o hábito da Ordem dos Pregadores e ensinado a sagrada teologia em Paris, aceitou com relutância a sede episcopal de Lião e orientou, juntamente com São Boaventura, o Concílio Ecuménico para a unidade entre os Latinos e os Gregos separados. († 1276)

São Luís Gonzaga, padroeiro dos jovens

Origens e nobreza

São Luís Gonzaga nasceu no ano de 1568 na Corte de Castiglione, Itália. Era o primogênito de Marta Tana di Sántena e de Ferrante Gonzaga. Pertencente à nobreza, recebeu, por parte de sua mãe, a formação cristã e, da parte de seu pai, a motivação a ser príncipe.

Sua família tinha muitas posses, mas, graças ao amor de Deus, Luís desde cedo deixou-se possuir por esse amor, nunca se deixando influenciar pelo luxo e o poder.

Consagração a Virgem Maria

Com dez anos de idade, na corte, frequentando aqueles meios, dava ali testemunho do Evangelho e se consagrou a Nossa Senhora. Descobriu seu chamado à vida religiosa e queria ser padre. Seu pai, ao saber disso, o levava para festas mundanas, na tentativa de fazê-lo desistir de sua vocação. E diante das zombarias e das incompreensões, ele dizia: “Busco a salvação! Busquem-na vocês também!”.

Jesuítas

Tinha 14 anos quando decidiu renunciar aos bens materiais e seguir os caminhos da fé. Entregando-se à caridade, ingressou no noviciado jesuíta. Após essa etapa, ele foi para Roma iniciar os estudos de Teologia. Entrou para a Companhia de Jesus onde viveu durante seis anos.

Epidemia e páscoa

Neste período, uma grande epidemia de várias doenças se espalhava por Roma, deixando muitas vítimas. Compadecido com os doentes, com apenas 23 anos, Luís adoeceu e acabou falecendo, antes mesmo de tornar-se padre, no dia 21 de junho de 1591.

Padroeiro

Foi canonizado pelo Papa Bento XIII em 1726, sendo proclamado “Patrono da Juventude”. Depois, foi nomeado protetor dos estudantes. São João Paulo II o nomeou, em 1991, padroeiro dos pacientes de AIDS. Suas relíquias estão na Igreja Santo Inácio, em Roma, e é venerado no dia de sua morte.

A minha oração

“Senhor, ensinai-me a também gastar a minha juventude em amor a Ti e a todos que necessitarem. Quero, como São Luís Gonzaga, ser capaz de renunciar a todos os amores terrenos e a me dedicar com grande fervor ao Teu chamado para a minha vida. Amém!”

São Luís Gonzaga, rogai por nós!

Outros beatos e santos celebrados em 21 de junho:

  • São Meveno ou Mévio, actualmente na França, abade, que, tendo nascido no País de Gales, se recolheu numa floresta da Bretanha, onde fundou um mosteiro. († s. VI)
  • São Leufredo, no território de Evreux, na Nêustria, também na actual França, abade, que fundou o mosteiro de La Croix-Saint-Ouen, ao qual presidiu durante cerca de quarenta e oito anos. († 738)
  • São Rodolfo, na atual França, bispo, que, pela sua grande solicitude pela vida sacerdotal, compôs, em colaboração com os presbíteros da sua Igreja, uma colectânea de capítulos dos Santos Padres e sentenças de cânones para uso pastoral. († 866)
  • São Raimundo, em Huesca, cidade de Aragão, região da Espanha, que era cónego regular quando foi nomeado bispo de Roda e de Barbastro e, porque não quis vencer os inimigos do nome cristão pela força das armas, foi três vezes expulso da sua sede. († 1126)
  • Beato Tomás Corsíni, religioso da Ordem dos Servos de Maria, em Orvieto, na Toscana, região da Itália. (1343)
  • São João Rigby, mártir, em Londres, na Inglaterra, que, detido e condenado à morte por se ter reconciliado com a Igreja católica no reinado de Isabel I, foi suspenso da forca em Southwark e esquartejado ainda vivo. († 1600)
  • Beato Tiago Morelle Dupas, presbítero e mártir, num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, que, sempre severo consigo e amável com os outros, durante a Revolução Francesa foi condenado à prisão por exercer o ministério paroquial no território de Poitiers e morreu de fome e inanição. († 1794)
  • Beata Liberata Ferrarons i Vives, virgem da Ordem Terceira Carmelita. († 1842)
  • São José Isabel Flores, em Zapotlanejo, localidade do México, presbítero e mártir no tempo da grande perseguição. († 1927)

Fontes:

  • Martirológio Romano – liturgia.pt
  • jesuitasbrasil.org
  • Vaticannews

Beatas Irmãs: Teresa, Mafalda e Sancha

Beatas

Teresa, Mafalda e Sancha, filhas de Dom Sancho I e da Rainha Dulce, eram portuguesas. Renunciaram ao mundo e aos seus bens para se consagrarem à religiosidade. Souberam usar suas virtudes cristãs para se tornarem exemplo para os povos.

Teresa, religiosa [† c. 1250]

A primogênita nasceu em 1176. Desde cedo, muito bem educada, sentiu o chamado à vida religiosa, mas, conforme o costume do tempo, acabou sendo dada em casamento com o Rei Afonso e tornou-se Rainha de Lion. Por diversos motivos, o casamento foi nulo. Ela voltou para casa e entrou para a vida religiosa. Afonso não gostou e armou uma guerra contra o pai de Teresa e contra Portugal. Ela, já no convento, consumiu-se na intercessão.

Um exemplo a seguir de despojamento e de busca da vontade de Deus.

Mafalda, virgem [† c. 1256]

Nasceu em 1195,teve momentos parecidos com o de Teresa. Casou-se com Henrique I de Castela, mas este faleceu; sem consumar o casamento, ela retornou para casa, despojando-se de seus bens e entrando para a vida religiosa.

Viveu a total dependência de Deus, preferindo o recolhimento e a vida do claustro.

Sancha, virgem [† c. 1229]

Nasceu em 1180 e foi a primeira das irmãs a renunciar aos bens. A jovem não se casou como acontecera com suas irmãs. Fundou um convento da Ordem Cisterciense em Coimbra, onde viveu as regras com fidelidade até sua morte.

Beatificação

A 13 de dezembro de 1705, Teresa foi beatificada pelo Papa Clemente XI através da bula Sollicitudo Pastoralis Offici, juntamente com a sua irmã Sancha. E a 27 de junho de 1793, foi beatificada pelo Papa Pio VI, Mafalda.

Que sigamos o exemplo dessas mulheres de oração que buscaram a vontade de Deus.

A minha oração

“Senhor, estas três irmãs tudo deram a Ti. Viveram santamente e devotamente a Tua Vontade, o Teu querer e o Teu amor. Conceda-me a mesma graça de tudo dispor para Ti e de entregar tudo o que sou e que tenho para a Tua honra e glória. Amém!”

Beatas Teresa, Mafalda e Sancha, rogai por nós!