Bispo de São Gabriel da Cachoeira realiza visita à Diocese de Roraima

Bispo de São Gabriel da Cachoeira realiza visita à Diocese de Roraima

Dom Vanthuy Neto retorna a Boa Vista para visita jubilar e para formação aos candidatos ao diaconato

Bispo de São Gabriel da Cachoeira realiza visita à Diocese de Roraima
Lucas Rossetti – Rádio Monte Roraima fm

Entre os dias 08 e 11 de setembro, a Escola Diaconal da Diocese de Roraima recebe uma formação com o bispo de São Gabriel da Cachoeira (AM), Dom Vanthuy Neto, com o tema: “História do Cristianismo”. A formação é destinada aos candidatos ao diaconato permanente da diocese e também está aberta à participação de leigos e leigas interessados. O encontro ocorre no Centro de Formação da Diocese, às 19hrs.

O bispo relatou o motivo de sua missão à diocese:

“Primeiramente, o Ano Santo nos faz lembrar que a igreja nos convida a peregrinar aos lugares onde experimentamos a graça de Deus. E um dos lugares onde a graça de Deus foi muito abundante, e continua ser, é a igreja de Roraima”

Dom Vanthuy Neto foi ordenado Diácono em 11 de julho de 1999 e, posteriormente, Presbítero em 3 de junho de 2001, por Dom Aparecido José Dias. Recebeu a ordenação episcopal no dia 04 de fevereiro e 2024 e iniciou sua missão como bispo da diocese de São Gabriel da Cachoeira no dia 11 de fevereiro.

Em sua missão como bispo de São Gabriel, surgiram diversas dificuldades ao longo do seu caminho, entre elas, a geográfica e a de conhecimento linguístico. “Primeiro é um desafio enorme de conhecimento, um conhecer que é mais pelo olhar e pelo coração, porque a Diocese de São Gabriel tem 24 povos indígenas e tem 18 línguas indígenas. […] Eu chego em comunidades onde pouquíssimas pessoas falam português. Há ainda várias cachoeiras para enfrentar. Esse é mais um desafio: o desafio geográfico, o ecológico, o desafio de ter diante de você apenas águas e florestas por horas.

O bispo também deixou uma mensagem expressando sua alegria de ter sido escolhido pelo Papa Francisco. “Quem de nós não traz no coração a imagem de Papa Francisco? Eu, por exemplo, sinto muito orgulho, porque ele me chamou para o ministério episcopal e para servir a igreja. Foi ele, digamos assim, quem me escolheu para ser bispo lá de São Gabriel. Fico muito contente.”

Carlo Acutis é canonizado e se torna o primeiro santo da era digital

Carlo Acutis é canonizado e se torna o primeiro santo da era digital

Adolescente italiano morto em 2006 é proclamado santo pelo Papa Leão XIV e entra para a história como o primeiro santo millennial da Igreja Católica.

Carlo Acutis é canonizado e se torna o primeiro santo da era digital
Reprodução/Vatican News

Em uma celebração marcada por emoção, juventude e simbolismo, o Papa Leão XIV canonizou no último domingo (7) o jovem italiano Carlo Acutis, de apenas 15 anos, que se tornou o primeiro santo da geração millennial e o primeiro com forte vínculo com o universo digital. A cerimônia foi realizada na Praça de São Pedro e atraiu milhares de fiéis de diversas partes do mundo, sobretudo jovens que se inspiram na espiritualidade moderna e acessível do novo santo.

Carlo é conhecido por ter unido fé e tecnologia como poucos. Ainda criança, desenvolveu habilidades em programação e, aos 11 anos, criou um site dedicado a documentar milagres eucarísticos reconhecidos pela Igreja. Seu projeto digital continua online e é visitado até hoje por milhões de pessoas em todo o mundo.

Uma vida breve, mas cheia de propósito

Nascido em 1991, em Londres, e criado em Milão, Carlo viveu uma infância simples, mas marcada por uma fé intensa. Desde pequeno, demonstrava uma ligação profunda com a Eucaristia e uma espiritualidade madura. Participava da missa todos os dias, rezava o terço com devoção e se envolvia em iniciativas solidárias voltadas aos pobres e marginalizados.

Aos 15 anos, foi diagnosticado com leucemia mieloide aguda. Sabendo da gravidade da doença, ofereceu seus sofrimentos “pela Igreja e pelo Papa”, como relatado por sua mãe, Antonia Salzano. Morreu em 12 de outubro de 2006, deixando um testemunho de fé serena, esperança inabalável e amor incondicional.

O reconhecimento oficial da santidade de Carlo veio após a confirmação de dois milagres atribuídos à sua intercessão: o primeiro, em 2020, envolveu a cura inexplicável de uma criança brasileira com uma malformação rara no pâncreas. O segundo, recentemente aprovado pelo Vaticano, diz respeito à recuperação de uma jovem na Costa Rica, que sobreviveu a uma grave lesão cerebral sem sequelas médicas.

Com esses dois milagres reconhecidos, a canonização foi autorizada, e Carlo passou a integrar o catálogo oficial dos santos da Igreja Católica. A celebração, realizada no coração do Vaticano, foi transmitida ao vivo para mais de 50 países e acompanhada online por milhões de fiéis.

Um santo para os tempos modernos

Mais do que um novo nome nos altares, Carlo Acutis representa uma nova linguagem de santidade. Ele viveu sua fé em meio aos desafios do século XXI, sem abrir mão da cultura digital, dos videogames e da internet, mas sempre com um olhar voltado para Deus.

“Todos nascem como originais, mas muitos morrem como cópias”, dizia Carlo, em uma de suas frases mais conhecidas.

Para muitos especialistas, a canonização de um jovem tão próximo da realidade dos adolescentes e jovens adultos pode ser um divisor de águas para a evangelização contemporânea.

A presença massiva de jovens na cerimônia de canonização chamou atenção. Muitos usavam camisetas com a imagem de Carlo e exibiam cartazes com sua frase emblemática. Nas redes sociais, hashtags como #SantoCarloAcutis e #SantoMillennial dominaram os trending topics ao longo do fim de semana.

Carlo é frequentemente chamado de “influencer de Deus”, por ter usado os meios digitais como instrumentos de evangelização. Seu site, www.miracolieucaristici.org, continua disponível em vários idiomas e já foi tema de exposições internacionais.

Data litúrgica e devoção crescente

A data oficial da memória litúrgica de São Carlo Acutis será mantida em 12 de outubro, mesma data em que faleceu, e que coincide com a celebração de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Não por acaso, o país se tornou um dos principais polos de devoção ao novo santo.

Embora a Igreja ainda não tenha oficializado, há um movimento crescente para que ele seja declarado padroeiro da internet e dos jovens digitais, devido à sua atuação pioneira nesse campo.

A canonização de Carlo Acutis não é apenas a elevação de um jovem aos altares. É também o reconhecimento de que a santidade pode e deve dialogar com o presente, com as ferramentas e linguagens do nosso tempo.

Em um momento em que a Igreja busca se aproximar das novas gerações, a vida de Carlo mostra que é possível viver o Evangelho de forma autêntica, mesmo em meio à conectividade constante.

Sua história é um convite a não apenas consumir conteúdo, mas também a produzir e testemunhar a fé no ambiente digital, com responsabilidade, criatividade e espiritualidade.

FONTE: Luana de Oliveira – Rádio Monte Roraima Fm

31° Grito do excluídos reúne pastorais e movimentos socias da Diocese de Roraima em defesa dos mais vulneráveis

31° Grito do excluídos reúne pastorais e movimentos socias da Diocese de Roraima em defesa dos mais vulneráveis

O movimento ocorre anualmente no dia 07 de setembro para dar voz aos mais esquecidos pela sociedade

31° Grito do excluídos reúne pastorais e movimentos socias da Diocese de Roraima em defesa dos mais vulneráveis
Agatha Christiny – Pascom diocesana

O Grito dos Excluídos 2025 chega à sua 31ª edição. A manifestação ocorreu neste domingo (07), no palco Aderval da Rocha Ferreira, no bairro Pintolândia, e reuniu padres, religiosos e religiosas, além de pastorais, como: Cáritas Diocesana, Pastoral dos Migrantes, Pastoral da Saúde, Pastoral da Pessoa Idosa, Pastoral da Juventude, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e outros grupos e movimentos da Diocese. O Ato é realizado anualmente desse 1995 e, neste ano, teve como tema: “A vida em primeiro lugar! Cuidar da casa comum e da democracia é luta de todo dia”.

Em Roraima, manifestantes levaram cartazes e faixas com pedidos pela proteção ambiental e pela garantia de direitos socias. Entres as pautas levantadas estão o preconceito, desemprego, a violência, os ataques aos povos indígenas e à floresta amazônica, além da ausência de políticas públicas nas áreas de saúde, educação e assistência social.

Foto: Agatha Christiny – Pascom diocesana

Os dois principais eixos defendidos no Grito do Excluídos são: cuidar da casa comum e defender a democracia. O bispo da Diocese de Roraima, Dom Evaristo Pascoal Spengler ressaltou a luta da igreja por questões sociais e ambientais.

“A casa comum vem sendo muito agredida, e a Igreja faz essa defesa porque percebe e tem a consciência de que tudo é criatura de Deus. Deus criou o mundo e viu que tudo era muito bom. […] Defender a democracia não significa apenas defender um regime político. Nós pensamos muito mais do que isso: uma democracia que envolva a economia, uma democracia que seja participativa, onde exista a voz daqueles que hoje são silenciados. Que todos possam ter o direito de decidir sobre o presente e sobre o futuro do Brasil e da nossa humanidade”, destacou o bispo.

 

FONTE/CRÉDITOS: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa

Diocese de Roraima recebe visita de missionários da Diocese de São Mateus (ES)

Foto: Kayla Silva – Rádio Monte Roraima fm

Entre os dias 25 de agosto e 11 de setembro, a Diocese de Roraima recebe o coordenador do Conselho Missionário Diocesano, padre João Batista, e o coordenador do Regional Leste 3 da Infância e Adolescência Missionária (IAM), o leigo Francisco Malacarne, da Diocese de São Mateus (ES), para uma experiência missionária com o objetivo de conhecer a realidade local.

Em 2019, a Diocese de São Mateus realizou uma Assembleia Geral. Entre as propostas aprovadas estava em prioridade “Missão e Comunhão na Igreja Diocesana”, que busca promover a animação e a cooperação missionária por meio do fortalecimento dos Conselhos Missionários Paroquiais. A missão já está acontecendo nas comunidades e paróquias, mas para um avanço ainda maior, a Diocese de Roraima foi escolhida para dar continuidade à essa missão.

O padre João Batista ressaltou o motivo desta visita:

“A nossa visita em Roraima tem como finalidade dar continuidade ao processo de discernimento iniciado em sua diocese. Por meio de escuta, aproximação e diálogo com a Igreja local.”

O Padre João também destacou que a cooperação missionária pode ocorrer de três formas: espiritual, por meio da oração; material, através de apoio financeiro ou projetos; e pessoal, com o envio de missionários. A possibilidade de estabelecer essa cooperação será discutida entre os bispos das duas dioceses.

 

Bispos da Pan-Amazônia enviam ao Papa Leão XIV a “cruz amazônica” e a “pombinha da paz”

Gesto simbólico desde o encontro de Bogotá reafirma o compromisso com a defesa da vida, dos povos e da Casa Comum

No marco do Encontro de Bispos da Pan-Amazônia, realizado em Bogotá de 17 a 20 de agosto, os participantes enviaram ao Papa Leão XIV dois significativos presentes: a cruz amazônica e a pombinha mensageira da paz, símbolos de comunhão, esperança e compromisso com a defesa da Casa Comum e da paz.

No marco do Encontro de Bispos da Pan-Amazônia, realizado em Bogotá de 17 a 20 de agosto, os participantes enviaram ao Papa Leão XIV dois significativos presentes: a cruz amazônica e a pombinha mensageira da paz, símbolos de comunhão, esperança e compromisso com a defesa da Casa Comum e da paz.

A cruz amazônica: vida que brota da dor

Os bispos receberam durante o encontro cruzes amazônicas elaboradas pelo artesão boliviano José Dorado, de San Miguel de Velasco. São 130 peças confeccionadas com madeira proveniente de árvores queimadas na Chiquitania, região boliviana duramente atingida pelos incêndios florestais.

Abençoadas por Dom Robert Flock, bispo de San Ignacio de Velasco, as cruzes representam a dor da terra ferida e, ao mesmo tempo, a esperança de que do sofrimento possa renascer a vida. Este gesto busca manter viva a memória dos 2,8 milhões de hectares devastados em 2024, o pior ano de incêndios em duas décadas na Amazônia.

A pombinha mensageira da paz

O segundo presente, a “pombinha da paz”, foi trazido do Peru por Carmen de los Ríos e está envolto em tecido da comunidade nativa amazônica Ashaninka. Confeccionada por povos andinos, simboliza o desejo de que “da Amazônia rezamos pela paz”. Símbolo universal da paz, a pombinha, na tradição católica, representa o Espírito Santo, sinal de pureza, paz e presença divina.

O cardeal Pedro Barreto, presidente da CEAMA, destacou que este sinal nos convida a ser instrumentos do Espírito Santo, a fortalecer o serviço missionário e a reconhecer os povos originários como guardiões da Casa Comum.

Envio ao Papa Leão XIV

Ambos os presentes foram entregues ao cardeal Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral e representante do Vaticano no encontro. Durante a Eucaristia de encerramento, na Catedral Primaz de Bogotá, em 20 de agosto, Czerny recebeu a cruz e a pombinha em nome dos bispos, comprometendo-se a levá-los pessoalmente ao Papa Leão XIV.

Com este gesto, os bispos da Pan-Amazônia reafirmam sua missão de ser construtores da paz e guardiões da criação, em comunhão com toda a Igreja universal.

Encontro de bispos da Amazônia

Durante quatro dias, 90 bispos de 75 jurisdições amazônicas, convocados pela Conferência Eclesial da Amazônia – CEAMA, juntamente com representantes de organismos como o CELAM, a CLAR, a Cáritas ALC, a REPAM, o Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral e várias conferências episcopais, participaram do encontro realizado em Bogotá, na sede do Conselho Episcopal Latino-americano – CELAM. As jornadas foram marcadas por espaços de escuta, oração e diálogo, nos quais foram compartilhados avanços, desafios e resistências do processo sinodal.

Segundo os organizadores, o objetivo foi apresentar propostas concretas que permitissem consolidar a missão da CEAMA como organismo eclesial capaz de acompanhar de maneira mais próxima as comunidades da região.

Nesse contexto, o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, ofereceu uma mensagem que animou os participantes a redescobrirem a força do seguimento de Jesus como motor do compromisso pastoral e da missão da Igreja na Amazônia. “Não se tratou de uma nova organização, mas de um espírito que renova e dá sentido à nossa forma de ser Igreja”, afirmou, sublinhando a dimensão espiritual que deu identidade ao encontro.

 

 FONTE/CRÉDITOS: Julio Caldeira imc

 

Conclui-se em Bogotá o encontro da CEAMA

Conclui-se em Bogotá o encontro da CEAMA

Conclui-se em Bogotá o encontro da CEAMA
CEAMA reuniu em Bogotá mais de 90 bispos da Pan-Amazônia

Um encontro com um grande potencial sinalizador, disse o bispo auxiliar da arquidiocese de Manaus vice-presidente da Conferência Eclesial da Amazônia, dom Zenildo Lima. No final do encontro que reuniu em Bogotá mais de 90 bispos da Pan-Amazônia, de 17 a 20 de agosto, ele enfatizou o “cansaço histórico que nós vivemos nesses contextos tão violentos, tão intolerantes e que produzem, geram relações de descarte. Por isso mesmo, tão agressivas com a nossa região da Amazônia, com a ausência de experiências, espaços de convivências que sejam sadias e esperançosas”.


Dom Zenildo Lima.

Um caminho de construção de novas relações

Segundo o bispo auxiliar de Manaus, “já há alguns anos, a consciência de seu papel evangelizador, anunciador de Jesus Cristo, a nossa Igreja católica tem assumido esse caminho, caminho de aproximação, caminho de construção de novas relações. Caminho de vivência, de experiência de Igreja a partir de relações que estamos chamando de sinodalidade.” Ele recordou a importância do Sínodo para a Amazônia, em 2019, “como um grande sinal”, que provocou o surgimento de novos sinais, sendo a Conferência Eclesial como “a visibilização desse sinal de relações novas, de relações de cuidado, de experiência religiosa que seja esperançosa”.

Nessa perspectiva o bispo destacou como muito oportuno, perceber no encontro que as igrejas locais são “espaço por excelência da experiência da sinodalidade”, e que é aí que “estas experiências novas estão acontecendo”, o que faz da Igreja que está na Amazônia “um grande sinal da presença de Deus junto ao seu povo, tão machucado por essas relações violentas”.

Dom Zenildo Lima enfatizou que foi um encontro de igrejas, dado que “os bispos trouxeram consigo, de suas igrejas locais, o testemunho desta sinodalidade, o testemunho desta novidade.” Um encontro que tem ajudado a perceber que o Sínodo e a sinodalidade “é uma realidade viva, latente em nossas igrejas”, sendo o encontro uma oportunidade para perceber que “estamos avançando, estamos juntos, estamos fortes”.


Encontro CEAMA

Povos amazônicos condutores da história

O bispo ressaltou o saber e conhecimento dos povos amazônicos, assim como sua consciência muito clara das relações que se estabelecem, sendo assim “construtores e condutores de história.” Diante da reunião dos presidentes da região amazônica, o bispo disse que “muito além de correspondências formais que podem receber dentro de um protocolo, são muito bem conhecedores dos grandes processos, das grandes tensões, dos grandes desafios e das grandes responsabilidades que tem em mãos”.

Dos responsáveis pela governança, ele disse esperar “uma capacidade de escolha, de decisão política, a partir de suas consciências, pela vida, pelas relações, pelo bioma.” O bispo pediu decisões para o bem dos povos, dado que “as populações indígenas, os povos tradicionais, aqueles que são os grandes conhecedores das dinâmicas deste território, continuam nos conduzindo, continuam nos inspirando, continuam nos oferecendo os elementos para que o nosso discernimento se faça também segundo uma grande sabedoria que paira sobre esse nosso continente”.

Escutar, discernir e compartilhar a caminhada

Um encontro que voltou a evidenciar o compromisso da Igreja da Amazônia de levar “este anúncio do evangelho de Jesus para descobrir a grande riqueza das culturas indígenas, e também o grande desafio que temos diante dos efeitos das mudanças climáticas e do desmatamento”, como destacou o arcebispo emérito de Huancayo (Peru) e presidente da CEAMA, cardeal Pedro Barreto, que vê o encontro como um momento para assumir o compromisso de trabalhar juntos, além das fronteiras.

O cardeal peruano insistiu que encontro foi oportunidade para “escutar, discernir e compartilhar nossa caminhada juntos, como pastores das Igrejas Particulares que peregrinam na Amazônia.” Da mesma forma, ele afirmou que “a Igreja com rosto amazônico anuncia Jesus Cristo, crucificado e ressuscitado, a partir da Conferência Eclesial da Amazônia – CEAMA, acompanha e serve às Igrejas particulares em sua missão evangelizadora.” Isso porque “o anúncio, a organização e o compromisso eclesial devem ser acompanhados por um verdadeiro encontro”, chamando a não viver como ilhas, a não se fechar em si mesmo, mas a “amar e ser amado”, ser sinais da “ternura de Jesus, nosso Bom Pastor, que nos chama a participar de sua missão, não por nossos méritos nem pelo tempo que estamos em seu rebanho, mas por sua bondade e misericórdia”.

Cardeal Michael Czerny.

Momento de amadurecimento

Uma experiência de escuta que tem a ver com o bioma amazônico, nas palavras da vice-presidente da CEAMA, Patricia Gualinga, bem como com a realidade dos povos indígenas, as ameaças que sofrem e a evangelização a partir da inculturação. Uma dinâmica que levou à descoberta de que “todos estamos compartilhando realidades comuns”, segundo a indígena equatoriana, que insistiu na crise climática, que levou a Amazônia a um ponto sem volta, que tem a ver com muitas violações aos povos.

O prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral do Vaticano, cardeal Michael Czerny, felicitou a CEAMA pela iniciativa desta reunião dos bispos. Ele disse esperar que este encontro “seja um momento de amadurecimento, um novo começo”, que produzirá coisas novas e interessantes sobre “como a Igreja continua tentando acompanhar o povo de Deus e o grande dom de Deus que é a Amazônia”.

 FONTE/CRÉDITOS: Padre Modino – Bogotá
Papa convida fiéis a viver o dia 22 de agosto em jejum e oração pela paz

Papa convida fiéis a viver o dia 22 de agosto em jejum e oração pela paz

O Pontífice pediu orações pelo fim das guerras na Terra Santa, na Ucrânia e em tantas outras.

Papa convida fiéis a viver o dia 22 de agosto em jejum e oração pela paz
VATICAN MEDIA

Na conclusão da Audiência Geral desta quarta-feira, 20 de agosto, o Papa Leão XIV lançou um apelo aos fiéis, recordando a celebração litúrgica da memória da Bem-Aventurada Virgem Maria Rainha, que será comemorada na próxima sexta-feira, 22 de agosto:


“Maria é Mãe dos que acreditam aqui na terra e é invocada também como Rainha da Paz, enquanto a nossa terra continua a ser ferida por guerras na Terra Santa, na Ucrânia e em muitas outras regiões do mundo. Convido todos os fiéis a viverem o dia 22 de agosto em jejum e oração, suplicando ao Senhor que nos conceda paz e justiça, e que enxugue as lágrimas daqueles que sofrem por causa dos conflitos armados em curso. Maria, Rainha da Paz, interceda para que os povos encontrem o caminho da paz.”


Dirigindo-se aos fiéis de língua portuguesa, o Papa Leão, que dedicou sua catequese ao nobre gesto de perdoar, recordou o pressuposto fundamental da convivência pacífica entre os povos e entre as pessoas: “Sem perdão nunca haverá paz!”


Ao saudar os peregrinos poloneses presentes em Roma, bem como aqueles vindos do Santuário de Nossa Senhora de Jasna Góra, na Polônia, onde se conserva o ícone de Nossa Senhora de Częstochowa, pediu-lhes que “incluam em suas intenções a súplica pelo dom da paz – desarmada e desarmante – para todo o mundo, em particular para a Ucrânia e o Oriente Médio”.

Fonte: Vatican News

Papa conversa com um dos religiosos do Santuário de Mentorella

Leão XIV visita o Santuário de Nossa Senhora das Graças de Mentorella

Papa conversa com um dos religiosos do Santuário de Mentorella

Papa conversa com um dos religiosos do Santuário de Mentorella   (@Vatican Media)

Na manhã desta terça-feira, 19 de agosto, Leão XIV realizou uma visita privada ao Santuário de Nossa Senhora das Graças de Mentorella, na fração de Guadagnolo de Capranica, na diocese de Palestrina. Depois de ter rezado e visitado o Santuário, o Pontífice permaneceu com os religiosos Poloneses da Ressurreição, que animam este lugar, e em seguida retornou a Castel Gandolfo. Está previsto para esta noite o retorno do Papa ao Vaticano, após a permanência de seis dias na residência de verão.

O Santuário, localizado entre ásperas rochas, ergue-se ao longo do versante oriental dos Montes Prenestinos, sobre um rochedo no verdejante vale do Giovenzano. No cume do monte Guadagnolo, o ponto habitado mais elevado da região do Lácio (1.218 metros), ergue-se o Monumento ao Redentor, erguido no final do século XIX por Leão XIII, dominando a paisagem do vale do Tibre. Antigas tradições remontam a fundação do Santuário ao tempo do imperador Constantino. Foi também lugar de oração para São Bento — e ali ainda resta a gruta por ele habitada — e para São Gregório Magno.

Um momento da visita do Papa ao Santuário de Mentorella

Um momento da visita do Papa ao Santuário de Mentorella   (@Vatican Media)

Vários Pontífices visitaram o Santuário, entre eles São João Paulo II e o Papa Inocêncio XIII. Wojtyła, como cardeal e depois como Papa, visitou-o várias vezes, considerando-o um lugar de especial devoção. Em lembrança de sua presença frequente neste local, existe um caminho a ele dedicado. A Congregação dos Religiosos da Ressurreição, fundada para exercer obra de apostolado entre os numerosos exilados e refugiados poloneses que chegaram à França após o fracasso da insurreição de 1830-1831 contra o domínio russo, dedica-se hoje à pastoral paroquial e educativa. Presente em âmbito internacional, a Congregação estabeleceu precisamente no Santuário de Mentorella o centro espiritual da comunidade.

Primeiro dia do encontro dos bispos da Pan-Amazônia

Leão XIV: que Jesus seja anunciado com clareza e caridade na Amazônia

Primeiro dia do encontro dos bispos da Pan-Amazônia

Primeiro dia do encontro dos bispos da Pan-Amazônia 

“É necessário que Jesus Cristo, em quem se recapitulam todas as coisas, seja anunciado com clareza e imensa caridade entre os habitantes da Amazônia”, escreveu o Papa ao Encontro de Bispos da Pan-Amazônia que está sendo realizado em Bogotá, na Colômbia, até a próxima quarta-feira (20/08). Além da dimensão do anúncio do Evangelho, Leão XIV também analisou a missão da Igreja na região através do cuidado da casa comum, um “direito e dever” que “Deus Pai nos confiou como administradores solícitos”.

O Papa Leão XIV também se fez presente nas atividades do Encontro de Bispos da Pan-Amazônia através de um telegrama. A mensagem, assinada pelo secretário de Estado, o cardeal Pietro Parolin, foi enviada nesta segunda-feira (18/08), segundo dia do evento que termina na próxima quarta-feira, 20 de agosto, em Bogotá, na Colômbia, convocado pela Conferência Eclesial da Amazônia (Ceama).

Mais de 90 bispos de 76 jurisdições eclesiásticas nos 9 países amazônicos estão reunidos em espírito sinodal para discernir sobre os desafios pastorais e missionários da região, onde moram mais de 33 milhões de pessoas, entre elas, indígenas, ribeirinhos, camponeses e afrodescendentes. Esse é o primeiro grande encontro episcopal após o Sínodo para a Amazônia de 2019, o Documento Final e a Exortação Apostólica Querida Amazonia do Papa Francisco, um movimento em prol de novos caminhos de evangelização e cuidados do meio ambiente e dos pobres que deu força para a própria criação da Ceama, aprovada pelo Pontífice argentino em 2021.

 

O rosto da Igreja católica na Amazônia e o seu caminho sinodal


O telegrama de Leão XIV foi inclusive dirigido ao cardeal Pedro Ricardo Barreto Jimeno, presidente da Conferência Eclesial da Amazônia, uma organização que reúne além do episcopado, também leigos, agentes pastorais, mulheres e indígenas. É a primeira conferência de caráter “eclesial” na história recente da Igreja, tanto que o Papa reconhece e agradece os bispos pelo “esforço realizado para promover o maior bem da Igreja em favor dos fiéis do amado território amazônico e, tendo em conta o que se aprendeu no Sínodo sobre a escuta e participação de todas as vocações na Igreja, exorta-os a procurar, com base na unidade e na colegialidade própria de um ‘organismo episcopal’, como ajudar de forma concreta e eficaz os bispos diocesanos e os vigários apostólicos a levar a cabo a sua missão”.

Missa durante o primeiro dia do encontro dos bispos da Pan-Amazônia

Missa durante o primeiro dia do encontro dos bispos da Pan-Amazônia

Anunciar Jesus com clareza e caridade 

A esse respeito, continua o telegrama, Leão XIV convida todos os participantes do encontro que estão em Bogotá a refletir sobre “três dimensões que estão interconectadas na ação pastoral dessa região: a missão da Igreja de anunciar o Evangelho a todos os homens, o tratamento justo aos povos que ali habitam e o cuidado da casa comum”. E o Pontífice aprofundou o argumento:

“É necessário que Jesus Cristo, em quem se recapitulam todas as coisas, seja anunciado com clareza e imensa caridade entre os habitantes da Amazônia, de tal forma que temos de nos esforçar por lhes dar o pão fresco e límpido da Boa Nova e o alimento celeste da Eucaristia, único meio para ser verdadeiramente o povo de Deus e o corpo de Cristo. Nesta missão, move-nos a certeza, confirmada pela história da Igreja, de que ali onde se prega o nome de Cristo a injustiça retrocede proporcionalmente, pois, como assegura o Apóstolo Paulo, toda a exploração do homem pelo homem desaparece se somos capazes de nos recebermos uns aos outros como irmãos.”

A mensagem do Papa, assinada pelo cardeal Parolin, é finalizada com a bênção apostólica e uma referência a Santo Inácio de Loyola ao interpretar o caminho para a salvação, através do cuidado com a criação divina:

“No âmbito desta doutrina perene, não menos evidente é o direito e o dever de cuidar da ‘casa’ que Deus Pai nos confiou como administradores solícitos, de modo que ninguém destrua irresponsavelmente os bens naturais que falam da bondade e beleza do Criador, nem, muito menos, se submeta a eles como escravo ou adorador da natureza, pois as coisas nos foram dadas para alcançarmos o nosso objetivo de louvar a Deus e, assim, obter a salvação de nossas almas.”

 

Fonte: Andressa Collet – Vatican News

Irmã Lucimara Martins professa votos perpétuos na Comunidade Indígena da Barata

Irmã Lucimara Martins professa votos perpétuos na Comunidade Indígena da Barata

Irmã Lucimara Martins professa votos perpétuos na Comunidade Indígena da Barata
Foto: Lucas Rossetti – Rádio Monte Roraima fm

Neste sábado (16), na Diocese de Roraima, a religiosa indígena Wapichana, Irmã Lucimara Martins, professou seus votos perpétuos em celebração realizada na Comunidade Indígena da Barata, no Município de Alto Alegre.

A Chanceler da diocese, Irmã Sofia Quintans Bouzada, expressou sua alegria e destacou que esta celebração é sinal de aliança entre a diocese e os povos originários. “Para nós, como Diocese de Roraima, é uma grande alegria. Sentimos neste ano jubilar sinais da presença e do amor de Deus fiel em nós. Essa aliança com os povos indígenas se renova desde o chamado que Deus faz aos jovens das comunidades indígenas como Alto Alegre, Maturuca e Normandia. A resposta da Irmã Lucimara renova essa profecia, essa luta e esse compromisso da diocese com os povos indígenas, povos migrantes e todos os que habitam esta terra de Macunaíma.”

A programação começou pela manhã com apresentação cultural, incluindo a dança Parixana, com apresentações do Grupo de Dança Dona Ana, Grupo de Dança Dona Cacilda e da Associação Kaipó. Dentro da programação, ocorreram exposições dos carismas da vida religiosa consagrada que estavam presentes. Entre elas, Servas do Espírito Santo, Irmãs Scalabrinianas, Missionárias de Nossa Senhora das Dores, Franciscanas de Cristo Rei, Irmãs Mãe do Divino Pastor, Irmãs Franciscanas Bernardinas, Irmãos Combonianos, Irmãs Pastorinhas e Irmã Ursulinas.

Foto: Lucas Rossetti – Rádio Monte Roraima fm

A celebração eucarística dos votos ocorreu à tarde. A Santa Missa foi celebrada por Frei Armando Mariane e concelebrada pelos padres Mattia Bezze, Oscar Liofo, Frei João Carlos Karling, de Porto Alegre, e pelo Diácono Djavan André.

Frei Armando Mariane, que celebrou os votos perpétuos ressaltou o início da caminhada da jovem religiosa. Segundo ele, Lucimara é uma jovem que começou uma caminhada de forma muito simples, sem se manifestar, mas demonstrando uma grande atenção. Uma pessoa com uma atenção incrível aos outros. Ela foi, aos poucos, integrando os grupos de jovens e, mais tarde, também decidiu pela vida religiosa.

A celebração contou também com a presença de pessoas vindas de diferentes regiões, incluindo representantes das dioceses do Ceará e do Rio Grande do Sul. A Ministra Provincial das Irmãs Franciscanas Bernadinas, Irmã Gilbetânia de Andrade, destacou que participar desta celebração tem um grande significado cultural:

“Para nós, Irmãs Franciscanas Bernardinas, participar desta celebração foi como um banho de cultura. Desde de manhã, acompanhamos as apresentações dos povos Macuxi e Wapichana. Foi significativo presenciar esse momento que nos conecta aos nossos ancestrais.”

Foto: João Felipe – Pascom diocesana

A Irmã Lucimara Martins deixou uma mensagem aos jovens que sentem o desejo de seguir a vida religiosa:

“Não tenham medo. Deus nos chama para algo novo, e mesmo que a insegurança exista, Ele abre o caminho e se faz presente. Se você sente esse chamado, permita que ele ecoe no seu coração e dê o primeiro passo.”

 FONTE/CRÉDITOS: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa