Um ano de Leão: viagens, apelos pela paz e a missão de pastorear o mundo

O Papa Leão XIV celebra o primeiro aniversário de sua eleição à Sé de Pedro em 8 de maio de 2026. Doze meses marcados por audiências, encontros, mensagens, grandes viagens ao Oriente Médio e à África, pelo Consistório com o Colégio Cardinalício, ajustes e renovações na Cúria Romana e por um compromisso com a paz expresso em vigorosos apelos e pelo trabalho diplomático nos bastidores.

O primeiro Habemus Papam, em 8 de maio de 2025, foi anunciado pela multidão reunida na Praça São Pedro ao ver o primeiro fio de fumaça branca que saiu da chaminé da Capela Sistina. Em seguida, veio o anúncio do Cardeal Protodiácono, às 19h12 locais: “Robertum Franciscum…” Por fim, a aparição do balcão central da Basílica Vaticana às 19h23 locais: vestindo uma murça vermelha, mãos unidas, um leve sorriso, olhos marejados de emoção. Robert Francisco Prévost é o 267º Sucessor de Pedro: Leão XIV.

“Que a paz esteja com todos vocês.”

Ao cair da tarde deste mesmo dia, doze meses atrás, a história bimilenar da Igreja iniciou um novo capítulo com a eleição de um novo Pontífice, escolhido num conclave rápido por 133 cardeais. O primeiro Papa oriundo dos Estados Unidos, nascido 69 anos atrás em Chicago, de espírito peruano depois de mais de 22 anos vividos naquele país latino-americano. Um “filho de Santo Agostinho”, proveniente da Ordem Agostiniana, da qual serviu dois mandatos como Prior Geral. Um Papa de origens mistas, especialista em matemática, línguas e Direito Canônico, pároco e bispo de Chulucanas, Trujillo e Chiclayo, e cardeal prefeito do Dicastério para os Bispos. Um Pontífice com uma formação multifacetada, que se dirigiu ao mundo em sua primeira aparição em italiano, espanhol e latim, lendo um texto de sua autoria, no qual a palavra “paz” apareceu dez vezes.

Esforços pela paz

Por esta paz — “desarmada e desarmante”, como ele a definiu em 8 de maio, com uma expressão que se tornou uma marca registrada de seu pontificado — o Papa Leão XIV fez apelos vigorosos ao longo deste ano: de o “Nunca mais a guerra!”, no primeiro Regina Caeli do balcão central da Basílica Vaticana, ao apontar o dedo para os senhores da guerra cujas mãos “pingam sangue”, durante a missa do Domingo de Ramos (29 de março), e ao denunciar quem é “escravo” da morte “para fazer de si mesmo e do próprio poder o ídolo mudo, cego e surdo ao qual sacrifica todos os valores e diante do qual pretende que o mundo inteiro se ajoelhe”, expresso na Vigília de Oração pela Paz na Basílica de São Pedro, em 11 de abril.

Pela paz, Leão encontrou-se com representantes do Hezbollah no Líbano, recebeu os presidentes da Palestina e de Israel, Abbas e Herzog, para reiterar a ambos a urgência do cessar-fogo em Gaza e da solução de dois Estados, e manteve conversas telefônicas com vários líderes de nações em guerra, incluindo o presidente russo Vladimir Putin, que durante o pontificado anterior do Papa Francisco não havia mostrado nenhum sinal de interlocução.

Apelos públicos e trabalho “nos bastidores”

Leão XIV promoveu o trabalho diplomático pela paz, talvez menos visível ao público em geral e aos holofotes da mídia, mas fundamental para a nobre causa do bem dos povos, objetivo primordial da Igreja. Esse trabalho acontece “nos bastidores”, como ele próprio confidenciou a jornalistas no voo de retorno do Líbano, destino de sua primeira viagem apostólica junto com a Turquia: “Nosso trabalho não é, primordialmente, algo público que declaramos nas ruas; é algo que acontece ‘nos bastidores'”. É algo que já fizemos e continuaremos a fazer, para tentar, digamos, convencer as partes a abandonarem as armas, a violência e a se reunirem à mesa de diálogo”.

Estas declarações do Papa são a chave para muitas iniciativas lançadas neste primeiro ano de pontificado, começando pela primeira disponibilidade, poucos dias após a sua eleição, de abrir as portas do Vaticano para acolher as negociações entre a Rússia e a Ucrânia. Esta proposta foi recebida com ceticismo por parte dos russos e entusiasmo por parte dos ucranianos, expresso pelo presidente Volodymyr Zelensky, com quem o Papa se encontrou três vezes. Duas dessas ocasiões foram em Castel Gandolfo, onde — após doze anos — Leão XIV retomou o retorno à residência de verão, deixando a Residência Papal como museu aberto ao público e passando a residir na Villa Barberini. Esta residência tornou-se familiar a muitos jornalistas que se encontram com o Papa todas as terças-feiras à noite, depois de ouvirem as suas declarações e observações sobre assuntos da atualidade. Ou apelos, mesmo que breves, mas sempre com o objetivo de instar os “grandes líderes mundiais” a “pôr fim à guerra” e trabalhar pela paz “não com armas”, mas “com diálogo”, ou a estimular a ação popular, como quando, após o ataque dos EUA ao Irã, ele exortou seus compatriotas estadunidenses a “encontrarem maneiras de se comunicar com os ‘membros do Congresso’, com as autoridades, para dizer que não queremos guerra, queremos paz!”. Essa ação sem precedentes provocou uma reação da administração dos Estados Unidos, com o presidente Donald Trump criticando duramente o Pontífice no mesmo dia em que ele embarcava para a Argélia, destino, juntamente com Camarões, Angola e Guiné Equatorial, de sua até então viagem apostólica mais longa (13 a 23 de abril). Solicitado por jornalistas no avião, o Papa não respondeu a essas críticas, mas sim recordou seu papel e missão: o de “pastor” e não o de “político”. Portanto, “nenhum debate” com Trump, nem “medo” de potenciais ataques daquela administração, mas apenas a missão de proclamar a “mensagem do Evangelho”, que infelizmente alguns hoje abusam. Palavras reiteradas recentemente em Castel Gandolfo: “A Igreja proclama o Evangelho, prega a paz. Se alguém quiser me criticar, que o faça com a verdade.”

 

Fonte: Salvatore Cernuzio – Vatican News

 

 

Encontro de Chanceleres do Regional Norte 1: o caminho sinodal para unidade

Encontro de Chanceleres do Regional Norte 1: o caminho sinodal para unidade

Entre os dias 4 e 5 de maio, o Centro de Formação Maromba (AM), sediou o 2º encontro presencial dos chanceleres do Regional Norte 1 da CNBB.

Encontro de Chanceleres do Regional Norte 1: o caminho sinodal para unidade

Entre os dias 4 e 5 de maio aconteceu o 2º encontro presencial dos chanceleres da Arquidiocese, Dioceses e Prelazias do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), no Centro de Formação Maromba, em Manaus. Além de fortalecer a caminhada sinodal de cada uma de nossas Igrejas Particulares, o encontro é uma oportunidade de oração e troca de experiências dos caminhos da Evangelização e do funcionamento das Cúrias com seus processos sacramentais e gestão dos registros de documentos.

O Código do Direito Canônico indica que o Chanceler é responsável por cuidar da redação dos documentos da cúria e do seu arquivamento (Código de Direito Canônico, c. 482, § 1). Nessa perspectiva, incentivados por Ir. Sofia Quintans, Chanceler da Diocese de Roraima, surgiu a necessidade de unificação dos processos das chancelarias do regional. A partir disso, o primeiro encontro de formações foi realizado em 2025, antecedendo a reunião da Comissão de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis do Regional Norte 1, da qual todos os chanceleres participam.

Ainda em 2025, Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar de Manaus, foi escolhido para assessorar a equipe. Entre as atividades realizadas, os membros participaram de um curso on-line intensivo com uma grade curricular sistemática, acadêmica e prática para todos que trabalham nesse setor das cúrias, inclusive leigos e leigos.

A particularidade de cada Igreja

No último domingo (4), cada Chanceler apresentou a Cúria e Chancelaria de sua Prelazia e Diocese, destacando os pontos importantes da realidade vivenciada com fotos, dados reais e processos de sua Chancelaria-Secretaria. O panorama da Arquidiocese de Manaus, das Dioceses de Borba, Coari, do Alto Solimões, de Parintins e Roraima e das Prelazias de Itacoatiara e Tefé permite compreender a particularidade que cada uma apresenta.

“Cada chanceler trouxe apresentações, em PowerPoint, sobre os processos vividos nas cúrias, apresentações um panorama e dinâmica vivido por toda Igreja local. Trouxeram dados como quantidades de padres, congregações, paróquias. Neste sentido, foi possível que cada um tenha ideia de como caminha cada Igreja Particular, sentindo as necessidades e luzes presentes no caminho sinodal”, explicou Juliana Martins, Chanceler da Prelazia de Tefé.

Unificação do Processo Sacramental

Além das apresentações das dinâmicas de atuação, o grupo também abordou o Processo sacramental matrimonial com os documentos e roteiro seguidos em cada Diocese ou Prelazia. A intenção é, dentro das possibilidades de cada realidade, unificar o processo canônico- documental em todo o regional. Essa alternativa busca um consenso para quais são os documentos, canonicamente, são necessários.

“A gente tem a curiosidade de saber como que cada um trabalha, como é que é o procedimento na sua diocese. Não é que a gente vai dizer que o certo é lá em Coari, o certo é lá em Manaus, não. Hoje nós vamos chegar ao denominador comum, como é que nós trabalhamos e como é que a gente poderia trabalhar juntos essa unidade”, enfatizou Pe. Flávio Gomes, chanceler da Arquidiocese de Manaus.

Sinodalidade e unidade

Pela manhã do dia 5, os chanceleres estiveram na Cúria Arquidiocesana, aprofundando o estudo sobre os documentos que não podem faltar no arquivo da Chancelaria, os livros de registros sacramentais e a organização de arquivos e documentos. A formação, ministrada por Abigail Antony, arquivista da Arquidiocese de Manaus, e por Pe. Flávio Gomes, destaca a importância dos documentos assinados pelos bispos e chanceleres, reforça a caminhada de unidade entre as Igrejas e qualifica o trabalho realizado em nossas Dioceses e Prelazias.

“Então, essa equipe a nível regional, a nível de Brasil, esse grupo chanceleres no Norte 1, apresenta para nós aquilo que o Papa Francisco já dizia, que a questão sinodal é a unidade. E é isso que nós estamos fazendo, caminhando junto, para que a gente possa dar essa qualificação maior para o nosso Regional Norte 1”, completou Pe. Flávio.

Durante a tarde, os participantes avaliaram os dias de formação, organizaram as novas programações, como as próximas reuniões de chanceleres, on-line. Também participaram os chanceleres Pe. Josinaldo Placido, da Diocese de Coari, Pe. Marcos Aurélio, da Diocese de Parintins, Pe. Danilo Monteiro, da Prelazia de Itacoatiara, Pe. Jair Vieira, da Diocese de Borba e Diác. João Souza, da Diocese do Alto Solimões.

FONTE/CRÉDITOS: Por Emmanuel Grieco – CNNB Norte 1

Dioceses de Roraima e Jundiaí celebram 10 anos de parceria missionária

Dioceses de Roraima e Jundiaí celebram 10 anos de parceria missionária

Programação ocorreu nos dias 3 e 4 de maio, com visitas e celebrações em Jundiaí, São Paulo.

Dioceses de Roraima e Jundiaí celebram 10 anos de parceria missionária

No último sábado (2), após participar da missa de posse de Dom Mário Antônio como novo arcebispo da Arquidiocese de Aparecida, o bispo diocesano de Roraima, Dom Evaristo Spengler, realizou visita à Diocese de Jundiaí (SP) para celebrar os 10 anos de parceria missionária entre as duas dioceses.

O bispo foi acolhido na residência episcopal de Dom Arnaldo Carvalheiro. A visita reuniu também o bispo emérito, Dom Vicente Costa e 16 padres que já atuaram em missão em Roraima.

Atualmente, a Diocese de Jundiaí mantém três padres em missão no estado. Eles atuam nos municípios de Caroebe, São João da Baliza e São Luiz do Anauá, com foco na evangelização e no fortalecimento das comunidades.

A programação foi realizada nos dias 03 e 4 de maio. As atividades incluíram celebrações na Catedral e no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Jundiaí. Dom Evaristo também visitou seminaristas e outras realidades da diocese, como o município de Várzea Paulista.

Durante a visita, o bispo destacou a importância da parceria missionária e agradeceu pelos frutos alcançados ao longo da dessa década.

Ao final, Dom Evaristo convidou bispos e padres da Diocese de Jundiaí para retornarem a Roraima no mês de julho. A Diocese realizará uma missa em ação de graças pelos 10 anos da missão.

Confira alguns registros:

A JMJ Seul 2027 anuncia seus cinco Santos Patronos

O Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Seul 2027 anuncia os cinco Santos Patronos da Jornada Mundial da Juventude 2027, que será realizada em Seul. Para cada Jornada Mundial da Juventude, santos padroeiros são escolhidos como modelos de fé para os jovens e como guias pelo testemunho de suas vidas e espiritualidade.

Para a JMJ Seul 2027, os santos foram selecionados à luz dos temas espirituais do evento: verdade, amor e paz. Os cinco Santos Patronos da JMJ Seul 2027 são:

– São João Paulo II (1920–2005) — fundador da Jornada Mundial da Juventude, lembrado por sua atenção aos jovens, à família e à dignidade da vida humana.
– Santo André Kim Taegon (1821–1846) e companheiros — o primeiro sacerdote católico coreano, um símbolo de fé e coragem, martirizado ainda jovem.
– Santa Francisca Xavier Cabrini (1850–1917) — missionária conhecida por seu cuidado com migrantes e pobres.
– Santa Josefina Bakhita (1869–1947) — ex-escrava que se tornou freira e testemunha de esperança, liberdade e fé transformadas pelo sofrimento.
– São Carlo Acutis (1991–2006) — um jovem santo da era digital cuja vida permanece um modelo de evangelização digital.

O processo de seleção teve início no final de 2024 e incluiu uma pesquisa nacional com jovens, líderes de jovens e educadores, seguida por uma análise dos candidatos e uma seleção final pela COL.

Após a seleção, um grupo de jovens voluntários passou dois meses estudando a vida e a espiritualidade dos cinco Santos Patronos. Por meio de oração, discussão e reflexão conjunta, eles prepararam uma oração específica e um símbolo representativo para cada santo, buscando expressar o testemunho singular que cada um oferece à juventude atual.

O cardeal Kevin Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, afirma que “os santos patronos desempenham um papel fundamental na preparação de cada Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Eles convidam os jovens, educadores e pastores a refletir sobre o dom do chamado de Deus sobre vocação batismal, sacerdotal, religiosa e matrimonial, encorajando-nos a responder a ela com generosidade e coragem, seguindo Cristo, que venceu o mundo, como nos redorda o tema da próxima JMJ.”

“Que o testemunho desses santos patronos – conclui Farrell – inspire os jovens de todo o mundo, especialmente em contextos marcados por dificuldades e perseguições, a perceberem que a santidade não é um ideal distante, a fixarem o olhar em Cristo e a responderem generosamente ao Seu chamado.”

O arcebispo Peter Soon-taick Chung de Seul, presidente do Comitê Organizador Local da JMJ Seul 2027, afirmou que “esses santos patronos transcendem continentes e gerações, e cada um oferece um caminho concreto para vivenciar sua fé nas realidades que os jovens enfrentam hoje. Espero que os jovens descubram nesses santos exemplos para suas próprias vidas e, por meio da jornada de preparação para a Jornada Mundial da Juventude, estabeleçam uma profunda conexão espiritual com eles.”

O Comitê Organizador Local continuará apresentando a vida e a espiritualidade dos santos patronos por meio do site oficial da JMJ Seul 2027 e das redes sociais, além de desenvolver conteúdo e programas adicionais para ajudar os jovens a se envolverem mais profundamente com seu testemunho.

Em concomitância com este anúncio, o Comitê Organizador Local está lançando um recurso interativo intitulado “Descubra seu Santo Padroeiro!”. Concebido no estilo de testes de personalidade e quizzes interativos muito populares entre os jovens atualmente, o recurso convida os usuários a responderem a uma série de perguntas de múltipla escolha para descobrir qual dos cinco santos padroeiros mais se assemelha à sua personalidade.

 

Fonte: Vatican News

Bispos aprovam novas Diretrizes que vão orientar a evangelização no Brasil pelos próximos seis anos

Os bispos do Brasil aprovaram, na manhã desta quarta-feira, 23 de abril, as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. O documento, que orientará a missão da Igreja no país nos próximos seis anos, foi aprovado por 294 bispos reunidos durante a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Desde o início da assembleia, em 15 de abril, o episcopado brasileiro se dedicou à leitura, escuta e aprimoramento do texto, elaborado por uma comissão específica. Ao longo desse processo, os bispos, organizados por regionais, apresentaram 656 emendas, das quais a grande maioria foi incorporada à versão final.

Caminho de comunhão e escuta

Antes da aprovação, o arcebispo de Santa Maria (RS) e presidente da comissão responsável, dom Leomar Antônio Brustolin, apresentou o texto final com as contribuições acolhidas. Segundo ele, cerca de 90% das sugestões foram integradas, sempre preservando a unidade e o horizonte comum da Igreja no Brasil.

“Fizemos o melhor possível para que esse texto seja a expressão real da nossa caminhada comum”, destacou.

A aprovação foi marcada por um gesto de reconhecimento coletivo: os bispos aplaudiram de pé o trabalho da comissão. O presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, ressaltou o caráter espiritual do processo:

“Creio que temos em mãos um verdadeiro Pentecostes. Isto é obra do Espírito, não nossa, é do Espírito de Deus”.

Leitura de bastidores e significado das novas diretrizes

Em reflexão sobre o processo, o vice-presidente da REPAM, dom Pedro Brito, destacou que as novas diretrizes chegam após um período de prorrogação das anteriores, inicialmente previstas para serem concluídas em 2023.

“As antigas diretrizes deveriam ter sido finalizadas em 2023, mas acabaram sendo prorrogadas por alguns fatores importantes, como a necessidade de incorporar as conclusões do Sínodo e também pela morte do Papa Francisco, que provocou o cancelamento da Assembleia do ano passado. Esses elementos fizeram com que o processo fosse estendido, gerando uma expectativa grande pela aprovação das novas diretrizes agora.”

Dom Pedro também chamou atenção para o clima vivido na assembleia no momento que antecedeu a votação final do texto.

“Eu nunca vi, em tantos anos de assembleia, uma reação como essa: toda a assembleia se levantou e aplaudiu a equipe antes mesmo da votação. Isso pode ser lido como um sinal de alívio, depois de um processo longo, mas também como reconhecimento de que as diretrizes trazem algo novo e importante para a Igreja.”

Avanços para a missão e cuidado da Casa Comum

O presidente da REPAM, dom Evaristo Pascoal Spengler, ressaltou o caráter sinodal do processo e destacou avanços importantes presentes nas novas diretrizes.

“A participação na Assembleia dos Bispos do Brasil foi uma experiência muito significativa de uma Igreja que caminha em sinodalidade. A redação das Diretrizes foi um processo de cerca de quatro anos, envolvendo todos os bispos, com muitas contribuições dos regionais e uma vivência profunda de escuta.”

Dom Evaristo apontou dois elementos centrais como novidades no documento.

“Destaco dois aspectos importantes: a criação, pela primeira vez, do Ministério do Cuidado da Casa Comum, que deve ser impulsionado onde já existe e criado onde ainda não está presente; e o reconhecimento dos povos indígenas como evangelizadores, dentro da perspectiva do povo de Deus em missão.”

Segundo ele, esses pontos refletem uma Igreja em diálogo com os territórios e com a realidade dos povos.

“A Igreja tem aprendido muito nesse encontro do Evangelho com os povos indígenas, especialmente pela sua experiência comunitária, pelo cuidado com a ecologia integral e pela vivência da partilha e da gratuidade. As sementes do Verbo estão presentes em suas culturas.”

Para o presidente da REPAM, esses avanços fortalecem o compromisso com uma Igreja cada vez mais aberta ao cuidado da vida e da Casa Comum.

Igreja em missão: próximos passos

As diretrizes, após ajustes finais, devem ser publicadas pelas Edições CNBB nas próximas semanas.

Durante a assembleia, também foram apresentados outros temas relevantes para a caminhada da Igreja no Brasil. Entre eles, o 19º Congresso Eucarístico Nacional, previsto para setembro de 2027, em Goiânia (GO), com o tema “Hóstias vivas, no mundo, para a glória do Pai”.

Outro destaque foi a apresentação das Edições CNBB, responsável pela publicação dos documentos oficiais da Igreja no país. Entre as novidades, está o desenvolvimento de um aplicativo com a Bíblia e a biblioteca digital da CNBB, que reunirá conteúdos oficiais com acesso facilitado e ferramentas de leitura, incluindo a prática da Lectio Divina. incluindo a prática da Lectio Divina.

Fonte: Repam 

Missa pelo Cuidado da Criação celebra 10 anos da Encíclica Laudato Si’ na 62ª AG da CNBB

Missa pelo Cuidado da Criação celebra 10 anos da Encíclica Laudato Si’ na 62ª AG da CNBB

“Tudo está interligado”: bispos reforçam cuidado com a criação em missa na CNBB

Missa pelo Cuidado da Criação celebra 10 anos da Encíclica Laudato Si’ na 62ª AG da CNBB

A Eucaristia foi presidida pelo arcebispo de São Luís do Maranhão, dom Gilberto Pastana de Oliveira e teve água dos principais rios do Brasil, terra das cinco regiões do país e sementes dos 19 regionais levadas ao presbitério.

Na terça-feira, 21 de abril, dia em que se recordou o primeiro ano de falecimento do Papa Francisco, os bispos do Brasil reunidos na 62ª Assembleia Geral da CNBB celebraram a Missa pelo Cuidado da Criação. Na celebração presidida pelo arcebispo de São Luís do Maranhão (MA), dom Gilberto Pastana de Oliveira, e presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, foi utilizado pela primeira vez o formulário litúrgico aprovado pelo episcopado brasileiro para este momento.

A Missa pelo Cuidado com a Criação celebrada no Santuário Nacional de Aparecida recordou os 10 anos da Encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco. Lançado em 2015, o documento trata do cuidado com a criação. Na procissão de entrada foram levados ao altar central porções da água dos principais rios do Brasil, terra das cinco regiões do país e sementes dos 19 regionais da CNBB.

Em sua homilia, dom Pastana recordou que a Igreja eleva sua oração e também trabalha pelo cuidado com a criação, mesmo diante da dureza do coração. “Quantas vezes, nos dias de hoje, nós resistimos: resistimos quando sabemos o que é certo, mas não mudamos; resistimos quando ouvimos o clamor da criação, mas seguimos indiferentes; resistimos quando Deus nos chama, mas preferimos seguir no mesmo caminho. A dureza do coração não fere apenas a fé, ela fere também a criação”.

Durante a reflexão, o arcebispo de São Luís do Maranhão lembrou dos rios poluídos, florestas devastadas e do clima em desequilíbrio. “Como nos recorda a Laudato Si’, tudo está interligado. Não existem duas crises separadas: uma ambiental e outra social. Existe uma e complexa crise socioambiental. Por isso, cuidar da criação não é algo secundário, não é moda, mas é evangélico, é justiça e fidelidade a Deus”, recordou dom Pastana.

Marilza Schuina, do Setor Ceb’s da Comissão do Laicato. | Fotos: Jaison Alves.

Crise socioambiental e necessidade de contemplar a criação

Ele ainda recordou as diferentes faces desta crise e concluiu que somente em Cristo é possível buscar soluções para o cuidado com a Casa Comum e com os mais pobres. “O mundo de hoje tem fome, mas não apenas fome de pão. Tem fome de sentido, de cuidado, de fraternidade, de Deus. E, muitas vezes, tentamos saciar esta fome com consumo, com acúmulo e com a lógica do descarte, mas nada disso preenche o coração humano. Somente Cristo sacia e quem se alimenta Dele aprende a viver de modo novo, aprende que viver não é possuir, mas cuidar”, concluiu.

Dom Pastana ainda lembrou que é necessário resgatar o exercício da contemplação. “Precisamos recuperar a capacidade de nos encantar com a criação, reconhecendo que tudo é dom de Deus, que tudo é graça Dele”. O presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia refletiu o caminho do Magistério do Papa Francisco e a caminhada do Papa Leão XIV na defesa dos mais necessitados e na construção da paz.

“Hoje o Senhor nos interpela com seriedade: ‘o que vocês estão fazendo com a minha criação’ e mais ainda: ‘o que vocês estão fazendo com os meus pobres?’ Que continuemos a ser uma Igreja que escuta o clamor da terra e dos pobres, uma Igreja que vive com responsabilidade e testemunha, com a própria vida, o amor de Deus”, concluiu dom Gilberto Pastana.

A Missa pelo Cuidado da Criação foi concluída com a consagração a Nossa Senhora Aparecida feita pelo arcebispo de Manaus e membro da Comissão Episcopal para a Amazônia, dom Leonardo Cardeal Steiner.

 FONTE/CRÉDITOS: Por Felipe Padilha – Comunicação 62ª AG CNBB.
Pontifícia Comissão de Tutela de Menores, CNBB e CRB firmam protocolo de intenções para a proteção de menores na Igreja no Brasil

Pontifícia Comissão de Tutela de Menores, CNBB e CRB firmam protocolo de intenções para a proteção de menores na Igreja no Brasil

O documento foi assinado durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB e reforça o compromisso da Igreja com a proteção de menores e pessoas vulneráveis.

Pontifícia Comissão de Tutela de Menores, CNBB e CRB firmam protocolo de intenções para a proteção de menores na Igreja no Brasil

O documento foi assinado durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB pelo presidente da Pontifícia Comissão de Tutela de Menores, dom Thibault Verny; o presidente da CNBB, dom Jaime Spengler; e a presidente da CRB, irmã Maria do Disterro Rocha Santos; com o objetivo de promover iniciativas conjuntas entre as instituições para o cuidado de menores e pessoas vulneráveis. O documento reconhece que promover ambientes seguros faz parte da missão evangelizadora e do cuidado pastoral da Igreja, por isso, defende a necessidade de construir uma cultura de prevenção, proteção e cuidados.

Pelo protocolo assinado, que está organizado em sete cláusulas, as conferências e a Pontifícia Comissão firmam o compromisso conjunto de, entre outras coisas, promover e fortalecer processos permanentes de informação pastoral, teológica e institucional nas diversas instâncias da Igreja; incentivar a cooperação entre dioceses, institutos, sociedades e organismos eclesiais, favorecendo a comunhão e a responsabilidade na missão; implementar boas práticas institucionais e pastorais que contribuam para o ambiente de relações saudáveis e promoção da cultura do cuidado da Igreja; e colaborar na promoção de ações preventivas e formativas de proteção de menores e pessoas vulneráveis em consonância com as orientações da Igreja.

Apresentação da Pontifícia Comissão

Antes da assinatura do protocolo, representantes da Pontifícia Comissão para a Tutela de Menores da Santa Sé falaram aos bispos sobre a política de proteção e cuidado nos espaços eclesiais. A Comissão, criada em 2014 pelo Papa Francisco, tem o objetivo de acompanhar dioceses, organismos e instituições eclesiais de todo mundo e propor iniciativas ao Papa de proteção de menores.

O presidente da Pontifícia Comissão, dom Thibault Verny, destacou aos bispos que tratar o assunto exige humildade e fraternidade. “Humildade pois não estamos aqui para dar lições com ar de superioridade sobre a prevenção e a situação de abuso. Devemos fazer o melhor possível, porque o assunto é crucial. Fraternidade porque desejamos caminhar com vocês, ombro a ombro, e ouvi-los”, falou o presidente da comissão.

Dom Thibault Verny | Foto: Jaison Alves – Comunicação 62ª AG CNBB.

Segundo ele, um dos principais obstáculos nessa luta é considerar-se perfeito. Reconhecer a verdade nem sempre é fácil, mas é o primeiro passo para se colocar no caminho. “Quando a Igreja realiza o trabalho com a verdade em auxílio às vítimas, anuncia a Boa Nova.”

Reforçando que a prevenção e cuidado com as pessoas vulneráveis é papel de todos, o presidente colocou a Pontifícia Comissão à disposição dos bispos, afirmando que a Igreja do Brasil tem papel profético nesse tema.

Em seguida, o secretário, dom Luis Manuel Ali Herrera, apresentou histórico e missão da Comissão. Destacou que ela não faz as vezes de Tribunal Eclesiástico ou de instituição acadêmica, mas expressa iniciativas de proteção com a proposta de acompanhar as dioceses na prevenção e no acompanhamento às vítimas. “A comissão trabalha junto às conferências que precisam de apoio.”

Visibilidade é ato de justiça

A oficial da Pontifícia Comissão de Tutela, Cláudia Giampietro, fez um apelo aos bispos, ressaltando que a contribuição que eles oferecem, como pastores, ninguém mais pode dar. “Vocês conhecem o Brasil, este Brasil que tem mais católicos do que qualquer outro país do mundo e o modo que ninguém em Roma pode conhecer.”

Em sua fala propositiva, Cláudia convidou os bispos ao diálogo e a pensarem o tema à luz da realidade que eles vivem, conhecem e pastoreiam em suas dioceses na Igreja do Brasil. “A pergunta que trago não é simplesmente para dizer como fazer, mas como tornar mais visível aquilo que já existe. A visibilidade, no caso da prevenção, não é uma questão primária, é um ato de justiça para quem eventualmente precisa encontrar uma porta aberta.”

Memória do Papa Francisco

Na assinatura do protocolo, o secretário geral da CNBB, dom Ricardo Hoeppers, recordou o ano de falecimento do Papa Francisco, que tanto trabalhou pela defesa dos mais vulneráveis. “Fazendo memória ao Papa Francisco e ao assinarmos o protocolo, que possamos firmar a esperança que deixou no coração de sermos Igreja para todos, todos, todos.”

Trabalho sobre as Diretrizes

Na segunda sessão do dia, os bispos deram novas sugestões ao texto das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora do Brasil, apresentado ontem já com as emendas da primeira discussão.

FONTE/CRÉDITOS: Por Juliana Mastelini – Comunicação 62ª AG CNBB.

Bispo de Roraima reforça comunhão com o Papa diante de críticas na 62ª Assembleia Geral da CNBB

Dom Evaristo: “Somos filhos desta Igreja e queremos viver em comunhão com o Papa”.

Foto: Redes socias da TV Aparecida em colab com a Diocese de Roraima

A 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada de 15 a 24 de abril, é marcada por manifestações de unidade e comunhão com o Papa Leão XVI, em meio a críticas e ataques ao Santo Padre. 

Durante o encontro, bispos reforçaram a importância da fidelidade ao Papa e da vivência de uma relação filial dentro da Igreja. O bispo de Roraima, Dom Evaristo Spengler, em entrevista à TV Aparecida, ressaltou a necessidade de unidade diante dos desafios atuais.

“Estamos enviando várias mensagens ao Papa Leão, que neste momento tem recebido muitas críticas e ataques. Manifestamos a ele a nossa comunhão. Somos filhos desta Igreja e queremos, cada vez mais, viver uma relação filial com o nosso Papa e com todos os bispos do Brasil, em comunhão fraterna”, disse o bispo.

A declaração reflete o clima da assembleia, que reúne o episcopado brasileiro para momentos de oração, reflexão e decisões pastorais. A unidade com o Papa aparece como ponto central e reforça a ligação entre a Igreja no Brasil e a missão universal da Igreja Católica. 

Os bispos também destacam a necessidade de testemunhar a fé com serenidade, mesmo diante de críticas. A proposta é fortalecer uma Igreja que dialogue, escute e permaneça firme em sua missão evangelizadora. 

A assembleia segue até sexta-feira (24), reunindo lideranças da Igreja no Brasil em busca de caminhos comuns para a ação pastoral.

Leão recorda Francisco: doou muito e foi um grande dom para a Igreja e o mundo

Leão recorda Francisco: doou muito e foi um grande dom para a Igreja e o mundo

Durante voo para Malabo, Papa relembra testemunho, palavras e gestos de Francisco no primeiro ano de sua morte.

Leão recorda Francisco: doou muito e foi um grande dom para a Igreja e o mundo
Papa Leão no túmulo de Francesco na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, em 3 de novembro de 2025

No voo de Angola para a Guiné Equatorial, última etapa da viagem apostólica, o Papa recorda com carinho o seu predecessor no primeiro ano da sua morte: “ele doou muito com a sua vida e a sua proximidade aos pobres. Pregou a mensagem da misericórdia. Rezemos para que esteja desfrutando da misericórdia do Senhor”.

“Gostaria de recordar, neste primeiro aniversário da sua morte, o Papa Francisco, que deixou e doou muito à Igreja com a sua vida, o seu testemunho, as suas palavras e os seus gestos. Pelo que fez, vivendo verdadeiramente a proximidade aos mais pobres, aos pequeninos, aos doentes, às crianças, aos idosos”. É o dia da viagem de Angola à Guiné Equatorial, última etapa da viagem apostólica pela África, mas é também um dia especial: o primeiro aniversário da morte do Papa Francisco, falecido na madrugada de 21 de abril de 2025. Uma data comemorada com grande participação nestas horas em todas as partes do mundo. E também o Papa, durante o voo para Malabo, não quis deixar de expressar seu pensamento pessoal pelo predecessor, compartilhado com os cerca de 70 jornalistas que o acompanhavam.

A promoção da fraternidade

Uma lembrança repleta de afeto e gratidão por um Pontífice que – disse ele – “deixou muito à Igreja com o seu testemunho e a sua palavra”. “Muitas coisas” poderiam ser lembradas de Jorge Mario Bergoglio, mas Leão XIV recorda, antes de tudo, a exortação incessante à “fraternidade universal”: Francisco procurou verdadeiramente “promover um respeito autêntico por todos os homens, todas as mulheres, promovendo um espírito de fraternidade, de sermos irmãos e irmãs, todos, de procurar como viver a mensagem que encontramos no Evangelho”.

A mensagem da misericórdia

A outra “mensagem” de Francisco que o Papa Leão recorda é a da “misericórdia”, expressa desde o primeiro Angelus no domingo após a eleição de 13 de março de 2013. “Naquela primeira vez no Angelus, mas também na Santa Missa que celebrou ainda antes da inauguração do pontificado, em 17 de março de 2013”, quando, na paróquia de Santa Ana, no Vaticano, “pregou sobre a mulher que foi encontrada em adultério” e “falou com o coração da misericórdia de Deus, falou com o coração desse grande amor, do perdão e da generosa expressão de misericórdia do Senhor”. Esse “espírito” Francisco quis compartilhá-lo “com toda a Igreja”, reiterou o Papa, lembrando também a “belíssima celebração de um Jubileu extraordinário da misericórdia”.

Presente para todos

“Rezemos para que ele já esteja desfrutando da misericórdia do Senhor”, concluiu Leão XIV, “agradecemos ao Senhor pelo grande dom que foi a vida de Francisco para toda a Igreja e para o mundo inteiro”.

 FONTE/CRÉDITOS: Salvatore Cernuzio – no voo de Luanda a Malabo

Papa:

Papa: “Os idosos guardam a sabedoria de um povo”

Nesta segunda-feira (20), o primeiro compromisso de Leão XIV foi na cidade de Saurimo, visitando um asilo.

Papa:

A manhã desta segunda-feira começou para o Santo Padre com mais um deslocamento em Angola. O Pontífice deixou Luanda em direção a Saurimo, capital da província de Lunda Sul, cidade a cerca de mil quilômetros ao leste da capital.

O primeiro compromisso foi uma visita a um centro de acolhimento para idosos. O local abriga 74 pessoas, das quais 42 mulheres, que têm entre 60 e 93 anos de idade. A maioria foi abandonada pela própria família. Após ouvir alguns testemunhos, iniciou sua saudação com as seguintes palavras: “Paz a esta casa e a quantos nela habitam!”.


A alegria estampada no rosto do Santo Padre   (@Vatican Media)
 

Leão XIV disse que ficou tocado ao saber que chamam este espaço de «lar», uma palavra que remete à família, recordando que Jesus também gostava de estar na casa dos seus amigos, como narram alguns episódios do Evangelho.

“Por isso mesmo, caríssimos, gosto de pensar que Jesus também habita aqui, neste lar. Sim, Ele habita no meio de vós sempre que procurais amar-vos e ajudar-vos mutuamente, como irmãos e irmãs. Sempre que, depois de um mal-entendido ou de uma pequena ofensa, sois capazes de vos perdoar e reconciliar. Sempre que, alguns de vós ou todos juntos, rezais com simplicidade e humildade.”

O Papa manifestou o seu apreço às Autoridades angolanas pelas iniciativas em favor dos idosos mais necessitados, bem como a todos os colaboradores e voluntários. O cuidado das pessoas mais frágeis, afirmou, é um sinal muito importante da qualidade da vida social de um país. “E não nos esqueçamos: os idosos não devem ser apenas assistidos, mas, em primeiro lugar, devem ser escutados, pois guardam a sabedoria de um povo. E temos de lhes ser gratos, pois enfrentaram grandes dificuldades pelo bem da comunidade.”

O Pontífice concluiu sua breve visita afirmando que levará no coração a recordação deste encontro e se despediu invocando a Virgem Maria para que vigie sempre sobre esta comunidade. “E que a minha bênção também vos acompanhe.”

 FONTE/CRÉDITOS: Bianca Fraccalvieri – Vatican News