“Viver a nossa fé, especialmente durante este Ano do Jubileu, buscando a esperança, buscando ser nós mesmos testemunhas que oferecem a esperança ao mundo, um mundo que sofre tanto; tanta dor pelas guerras, a violência e a pobreza!”, afirmou o Papa do balcão central da Basílica de São João de Latrão.
Após tomar posse da cátedra da Basílica de São João de Latrão, o Papa Leão XIV foi até o balcão central para abençoar a cidade de Roma:
“A paz esteja convosco!”
O Pontífice repetiu a sua saudação feita aos fiéis na Praça São Pedro assim que foi eleito e agradeceu pelo apoio: “Viver a nossa fé, especialmente durante este Ano do Jubileu, buscando a esperança, buscando ser nós mesmos testemunhas que oferecem a esperança ao mundo, um mundo que sofre tanto; tanta dor pelas guerras, a violência e a pobreza!”.
A nós cristãos, prosseguiu o Santo Padre, o Senhor pede para ser este testemunho vivo: “Viver a nossa fé, sentir no nosso coração que Jesus Cristo está presente e saber que Ele nos acompanha sempre no nosso caminho”.
E concluiu com um agradecimento: “Obrigado a vocês por caminhar juntos! Caminhemos todos juntos! Contem sempre comigo, que com vocês sou cristão e por vocês, Bispo”.
Depois da bênção apostólica, Leão XIV ainda exortou os fiéis a viverem sempre com alegria.
Na Basílica de São João de Latrão, Leão XIV manifestou seu carinho por sua nova família diocesana, com o desejo de partilhar com ela alegrias e dores, cansaços e esperanças. “Também eu lhes ofereço o pouco que tenho e que sou”, afirmou, citando as palavras do Beato João Paulo I na mesma ocasião em 1978.
Na tarde deste domingo, 25 de maio, Leão XIV realizou um dos gestos mais característicos no início de pontificado de um Papa: a tomada de posse da Cátedra do Bispo de Roma na Basílica de São João de Latrão.
Logo no início da celebração eucarística, o vigário do Papa para a Diocese de Roma, card. Baldassare Reina, expressou a alegria da Igreja por este momento. O Santo Padre então sentou-se na cátedra e uma representação da Igreja romana prestou a ele obediência.
A “cátedra” é a sede fixa do bispo, na igreja mãe de uma diocese, daí o nome “catedral”. A palavra significa “cadeira”, símbolo da autoridade e doutrina evangélica que o bispo, como sucessor dos Apóstolos, é chamado a preservar e transmitir à comunidade cristã.
Roma é considerada sede da cátedra de Pedro porque foi nesta cidade que ele concluiu a sua vida terrena com o martírio. Mais que um trono, representa o serviço e a unidade da Igreja sob a condução do Sucessor de Pedro, o Papa. E foi exatamente este o aspecto ressaltado por Leão XIV no início da sua homilia:
“A Igreja de Roma é herdeira de uma grande história, enraizada no testemunho de Pedro, de Paulo e de inúmeros mártires, e tem uma única missão, muito bem expressa pelo que está escrito na fachada desta Catedral: ser Mater omnium Ecclesiarum, Mãe de todas as Igrejas.”
Na sequência, a referência foi o Papa Francisco, que com frequência convidava a meditar sobre a dimensão materna da Igreja e sobre as características que lhe são próprias: a ternura, a disponibilidade ao sacrifício e a capacidade de escuta que permite não só socorrer, mas muitas vezes prover às necessidades e às expectativas, antes mesmo que sejam manifestadas.
“Estes são traços que desejamos que cresçam em todo o povo de Deus, e também aqui, na nossa grande família diocesana: nos fiéis e nos pastores, a começar por mim”, expressou Leão XIV.
O Santo Padre se inspirou nas leituras da missa para afirmar que todo desafio no anúncio do Evangelho deve ser enfrentado com escuta da voz de Deus e diálogo; que a comunhão se constrói primeiramente “de joelhos”, na oração e num compromisso contínuo de conversão. Não estamos sós nas escolhas da vida, o Espírito nos sustenta e nos indica o caminho a seguir, até nos tornarmos “carta de Cristo” uns para os outros.
“E é exatamente assim: somos tanto mais capazes de anunciar o Evangelho quanto mais nos deixamos conquistar e transformar por ele, permitindo que a força do Espírito nos purifique no íntimo, torne simples as nossas palavras, honestos e transparentes os nossos desejos, generosas as nossas ações.”
Leão XIV manifestou apreço pelo exigente caminho que a Diocese de Roma está percorrendo nestes anos para acolher os seus desafios, dedicando-se sem reservas a projetos corajosos e assumindo riscos, mesmo perante cenários novos e desafiadores. Neste Jubileu, tem se esforçado para receber os peregrinos como “um lar de fé”.
“Quanto a mim, expresso o desejo e o compromisso de entrar neste vasto canteiro, colocando-me, na medida do possível, à escuta de todos, para aprender, compreender e decidir juntos: «para vós sou Bispo, convosco sou cristão», como dizia Santo Agostinho. Peço que me ajudem a fazê-lo num esforço comum de oração e caridade.”
Ao concluir, Leão XIV manifestou seu carinho por sua nova família diocesana, com o desejo de partilhar com ela alegrias e dores, cansaços e esperanças. “Também eu lhes ofereço ‘o pouco que tenho e que sou'”, afirmou, citando as palavras do Beato João Paulo I na mesma ocasião em 1978. E confiou todos à intercessão dos Santos Pedro e Paulo e “de tantos outros irmãos e irmãs, cuja santidade iluminou a história desta Igreja e as ruas desta cidade. Que a Virgem Maria nos acompanhe e interceda por nós”.
Entre os dias 21 e 23 de maio, a Prelazia acolheu o V Encontro das Áreas Missionárias e Paróquias para a formação das secretárias e secretários, com o objetivo aprimorar os conhecimentos nos diversos setores — financeiro, contábil, comunicação, entre outros. Foi um tempo precioso de aprendizado, partilha e comunhão fraterna.
Estiveram presentes no encontro:
• Ir. Raquel Neres dos Santos (Religiosa) – Área Missionária de Bonfim
• Diácono Djavan André Macuxi e Ir. Antônia Storti – Área Missionária Santa Rosa de Lima
• Ir. Eunice Grespan (Religiosa) e Maria Antônia Pereira de Oliveira (Voluntária) – Área Missionária Sagrado Coração de Jesus
• Débora Marques Lemos (Secretária) – Área Missionária São João Batista
• Ir. Edwiges Batista Ferreira (Religiosa) – Área Missionária de Rorainópolis – Nova Colina
O encontro reafirmou a importância da formação contínua e contribuí para o fortalecimento da evangelização com responsabilidade e organização. Seguimos unidos na missão, fortalecendo os vínculos que sustentam nossa caminhada evangelizadora.
A Diocese de Roraima se prepara para realizar o 2º Curso de Comunicação, que acontecerá nos dias 05 e 06 de julho de 2025, no Centro de Formação Prelazia.
Com o tema “A missão do agente da comunicação”, o curso será conduzido pelo Prof. Dr. Ricardo Alvarenga, com vasta experiência na área e na formação de agentes pastorais.
A formação é voltada para agentes da PASCOM, comunicadores, religiosos(as), organizações sociais e estudantes de comunicação, o curso busca fortalecer a atuação dos envolvidos na missão evangelizadora por meio da comunicação.
O investimento é de R$ 100,00, com almoço e lanche incluídos, e as inscrições já estão abertas por meio do formulário online:
Os veneráveis dom Mateus Makil, dom Alessandro Labaka Ugarte, e irmã Agnese Arango Velásquez
Na manhã deste 22 de maio, ao receber o cardeal Semeraro, Leão XIV autorizou os Decretos referentes a um bispo espanhol e uma religiosa colombiana mortos em 1987 por indígenas equatorianos e a um prelado fundador das Irmãs da Visitação da Bem-Aventurada Virgem Maria, falecido em 1914.
O Papa Leão XIV aprovou nesta quinta-feira, 22 de maio, durante a audiência concedida ao prefeito do Dicastério das Causas dos Santos, cardeal Marcello Semeraro, os decretos referentes a três novos veneráveis. Trata-se de uma religiosa e dois bispos. Uma mulher e dois homens de paz. Uma paz que exigiu para dois deles a oferta de suas vidas, uma morte violenta encontrada na floresta equatoriana enquanto tentavam, com grande coragem, defender os direitos dos povos indígenas.
Bispo com alma de missionário
Alessandro Labaka Ugarte, nascido em 1920, espanhol de Beizama, tinha a ideia de se tornar missionário. Assim, quando foi ordenado sacerdote em 1945, os superiores da Ordem dos Capuchinhos, na qual se consagrou, em 1937, com o nome de Irmão Manuel, o enviaram primeiro para a China e depois, uma vez expulso com outros missionários pelo regime maoísta, partiu para o Equador, onde foi pároco e desempenhou outros serviços, incluindo o de prefeito apostólico, envolvido na evangelização do povo indígena Huaorani. Em 1984, o Irmão Manuel foi consagrado bispo e continuou sendo missionário entre os indígenas, entrando também em contato com a etnia Tagaeri. Foi um período de grande tensão. As empresas petrolíferas agiam como predadoras, desmatando áreas de floresta em busca de bacias de ouro negro, e para dom Ugarte, estimado por suas capacidades de negociação e conciliação, salvar os direitos dos Tagaeri era uma prioridade. Aqui sua história se entrelaça com a da Irmã Agnese.
Uma religiosa entre os indígenas
Agnese Arango Velásquez tinha 40 anos quando, em 1977, participou da primeira expedição missionária das Irmãs Terciárias Capuchinhas da Sagrada Família, em Aguarico, Equador. De origem colombiana, nasceu em Medellín em 1937 e, em 1955, ingressou em sua congregação, onde completou sua formação. Após a profissão perpétua, dedicou-se, nos primeiros anos, ao ensino; uma vez em solo equatoriano, transitou entre diversas comunidades, também como superiora, dedicando-se à evangelização do povo indígena Huaorani, sob a orientação do Irmão Manuel. Irmã Agnese também tomou conhecimento da situação crítica dos indígenas Tagaeri, que acabaram na mira das empresas petrolíferas e madeireiras.
Mortos para defender os últimos
Irmão Manuel, em sua função de bispo, decidiu, portanto, que, para evitar um confronto sangrento com os trabalhadores mercenários das empresas, era necessário ir pessoalmente falar com os indígenas. Irmã Agnese se uniu a ele e os dois, apesar de saberem do risco de entrar em contato com uma tribo hostil aos estrangeiros, na manhã de 21 de julho de 1987, foram transportados de helicóptero para um local combinado. No dia seguinte, outro helicóptero retornou para buscá-los, mas durante o segundo sobrevoo da área, os corpos sem vida de ambos, crivados de lanças e flechas, foram avistados e recuperados. Para os dois, como apurou a investigação diocesana, foi uma oferta consciente da vida em nome da fidelidade à sua missão, também testemunhada pela carta que Irmã Agnese escreveu na noite anterior à partida contendo algumas instruções, quase como um testamento. Sua morte teve grande repercussão, desenvolvendo até hoje uma consistente fama de santidade acompanhada de alguns sinais.
Bispo e pacificador
Mais antiga e menos dramática, mas não menos intensa, é a história do novo venerável indiano Mateus Makil, bispo e fundador das Irmãs da Visitação da Bem-Aventurada Virgem Maria. Nascido em 1851, em Manjoor, numa rica família cristã, tornou-se sacerdote em 1865. Adquiriu experiência na paróquia até 1889, quando foi nomeado vigário-geral de Kottayam e, três anos depois, fundou a congregação religiosa cuja principal missão é a educação de meninas. Sua ação pastoral foi dinâmica e o levou, em 1896, ao cargo de vigário apostólico de Changanacherry. Promoveu a formação catequética, a educação escolar, o nascimento de organizações e associações religiosas, lutou contra a pobreza que afetava grande parte da sociedade da época e também incentivou a vida consagrada.
Ele não se deixou desanimar pelas disputas locais que eclodiram, mesmo violentamente, entre os chamados “nortistas” (que se consideravam descendentes da comunidade fundada pelo Apóstolo São Tomé) e os “sulistas” (que, em vez disso, se consideravam sucessores dos emigrantes da Mesopotâmia). Dom Makil tinha um lema episcopal que inspirava seus passos e atitudes: “Deus é minha esperança”. Com seu jeito sereno e conciliador, dedicou-se à paz entre as duas comunidades rivais, o que resultou, em 1911, no projeto apresentado à Santa Sé para dividir o Vicariato de Changanacherry em dois vicariatos específicos, um para os “sulistas” e outro para os “nortistas”. Pio X aceitou essa proposta e estabeleceu o Vicariato de Kottayam para os “sulistas”, confiando-o aos cuidados de seu próprio criador. Para dom Makil, esse foi o compromisso ao qual ele se dedicou até sua morte, em janeiro de 1914, após um breve período de doença.
Nos dias 23 e 24 de maio, na Casa da Caridade acontece a Assembleia Eletiva da Cáritas Diocesana, esse encontro reforça o compromisso da entidade com a ação social e a esperança. O evento contará com a presença de especialistas em direitos humanos e representantes da sociedade civil, promovendo reflexões sobre os desafios atuais sob a perspectiva da Igreja.
Na sexta-feira (23), a assembleia tem início às 18h, com credenciamento presencial ou através do link, a programação tem como destaque uma análise conjuntural sobre a realidade social, conduzida por especialistas, seguida de apresentações culturais à noite. No sábado (24), a assembleia tem início às 7h30, o foco será a caridade e a esperança, com momentos de partilha entre as Cáritas Paroquiais da diocese, que trocarão experiências e fortalecerão a rede de solidariedade. A Assembleia da Cáritas encerra às 16h, com a Santa Missa.
Entre os convidados estão Daniel Seidel, secretário-executivo da Comissão Justiça e Paz Nacional, e Márcia Miranda, articuladora regional da Cáritas, que trarão insights sobre justiça social e ações transformadoras.
A coordenadora da Pastoral dos Migrantes, Irmã Terezinha Santin, partilha sobre a missão da instituição:
“A Cáritas Diocesana é um espaço, uma instituição que, como disse o Papa Francisco e também os documentos sociais da Igreja, é o braço social da Igreja, atendendo às diferentes necessidades das pessoas. Mas, acima disso, ela é o elo de unidade e solidariedade, que faz acontecer nos espaços mais remotos, nos recônditos mais longínquos, onde poucas pessoas conseguem chegar.”
A Orilene Marques, atual coordenadora, compartilhou sua experiência à frente da Cáritas durantes esses dois anos:
“Estar na coordenação da Cáritas durante esse período foi uma das missões mais lindas que já vivi em nosso território. Tenho um coração cheio de gratidão por tudo o que vivenciei num espaço profundamente enriquecedor, tanto no aspecto pessoal quanto coletivo. Foi um tempo de aprendizado, escuta e serviço, onde acompanhei de perto a luta e a resistência das pessoas que a Cáritas atende e acolhe. Assumir esse papel significou também animar a prática da solidariedade, da justiça social e da defesa intransigente dos direitos humanos, mesmo diante de muitos desafios. Foi uma jornada de fé, compromisso e entrega.”
A Orilene Marques, deixa uma mensagem para a futura coordenação “Espero que a nova coordenação siga com o mesmo compromisso ético, político e evangélico que inspira a ação da Cáritas. Que mantenham o olhar atento aos mais empobrecidos, escutem as comunidades com humildade e fortaleçam os laços da rede. Que seja uma coordenação que caminhe com coragem, fraternidade, diálogo e espírito de missão, contribuindo para uma sociedade mais justa, equitativa, solidária e fraterna.”
O II Encontro Sinodal de Reitores de Universidades para o Cuidado da Casa Comum que acontece na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), conta com a presença de representantes de universidades de toda América, da Espanha, Portugal e Reino Unido. Entre os participantes está o diretor da Faculdade Católica do Amazonas, dom Hudson Ribeiro.
O melhor somos nós
Na reflexão em torno ao sonho cultural, o bispo auxiliar de Manaus, em vista da COP 30, contava que durante o mestrado na Universidade Católica de Milão, ele teve uma experiência no Benin, que tem como símbolo um pássaro chamado sankofa, que no desenho olha para trás e tem um ovo na boca. Sem saber o que significava, diante dos poucos recursos da comunidade, ele murmurou que lá não tinham nada. Diante disso, uma senhora irritada disse assim para ele: “você não vê, aqui nós temos o melhor e o melhor desse lugar somos nós”.
Um ensinamento que lhe levou a aprender a trabalhar com o que nós temos, o melhor somos nós. Uma realidade que o bispo auxiliar de Manaus disse ter encontrado também na Amazônia, “escutando as comunidades indígenas, escutando as comunidades ribeirinhas, que o elemento chave para facilitar o diálogo, preservar a cultura, seria a memória”. Segundo ele, “a memória está no centro daquilo que a gente professa como fé, como cristãos católicos”. Algo presente na Eucaristia e na Bíblia, dado que “quando o povo perdia a memória, a memória se retomava”. Nesse sentido, “a retomada da memória ela persegue a história da salvação”.
Ir se encontrando
Diante da mudança cultural que leva a olhar para frente, de progredir, isso faz com que “essa mudança epistemológica cultural tem os destroços, porque a gente não olha para trás”, segundo o bispo. Ele relatou o que acontece em Manaus com o encontro das águas do Rio Negro com o Rio Solimões. Rios que vem de longe, mas que ajudam a entender encontros como este, onde “a gente faz parte dos afluentes desses rios que vão se encontrando”. O encontro das águas, onde os dois rios caminham juntos por 14 quilómetros, é visto como expressão de um diálogo tão grande, que os leva a se juntar em um rio, a Amazonas, que se alarga.
Falando da tecnologia social, ele disse que aí, “nós trazemos presente a temática do fazer memória. E fazer memória é o que tem ajudado as nossas comunidades ribeirinhas, os povos indígenas, de fato, a sobreviver e a saber tirar da floresta, de fato, a preservação”. Dom Hudson Ribeiro referiu-se a diversos elementos que ajudam a resgatar a memória, questionando “quanto nós estamos valorizando a memória, ao nos aproximarmos das nossas pesquisas, do nosso ensino, estamos olhando para frente, quanto olhamos para trás, para aprendermos do que não é possível mais fazer, para manter aquilo que já era possível e viável para que a gente continue de fato caminhando lado a lado como dois rios até se encontrar e desaguar no mar ou no oceano, dando sequência à vida.
Necessidade de incidência política nas universidades
Ele também se posicionou sobre o cada vez menor espaço das mulheres. Diante disso, ele reclamou das universidades maior incidência política como caminho para obter resultados na COP 30, porque quem vai debater lá na COP são chefes de Estado. “Então, nós podemos pensar nessas provocações a partir de ocupações de espaços políticos de agenda pública”, ressaltou dom Hudson Ribeiro. Nesse sentido, ele disse que “sem isso, os nossos avanços serão bastante limitados”, mostrando que a Faculdade Católica do Amazonas começou a investir nas escolas de formação.
O bispo auxiliar de Manaus recordou, seguindo o pensamento de Papa Francisco, no Pacto Global pela Educação, a importância de “escutar as crianças, os adolescentes e os jovens, torná-los protagonistas. Não falar sobre, mas eles estarem conosco dizendo o que eles pensam, o que eles querem”. Nessa perspectiva, “essa nova formação de uma geração que possa ser escutada com possibilidade de incidência política, a gente precisa responder nas nossas instituições. Não dá para fazer isso dizendo que isso não é nosso. Isso é nosso. A gente precisa ocupar, voltar a ocupar os espaços que eram e que nós fomos perdendo”.
Na Assembleia Eletiva da CRB que aconteceu nos dias 19 e 20 de maio de 2025, religiosos e religiosas elegeram a nova coordenação que atuará no próximo biênio. O encontro contou com a presença da Irmã Gervis Monteiro, Coordenadora Regional da CRB Amazonas/Roraima.
A nova equipe de coordenação do Núcleo de Roraima é composta por:
• Irmã Ângela Maria Mabarzo Santana, fmmdp – Coordenadora
• Irmã Patrícia Santos, fcr – Secretária
• Irmã Antônia Storti, uscm – Tesoureira
• Pe. David Romero, sj – Conselheiro
• Irmã Lusete Morelli, fb – Conselheira
• Irmã Uezineire Ribeiro da Silva, ijbp – Conselheira
Foto: arquivo CRB Roraima
A nova coordenação assume a missão de animar, fortalecer e acompanhar a caminhada da Vida Religiosa Consagrada em Roraima pelos próximos dois anos.
Na sua primeira Audiência Geral, o Papa retomou o ciclo de catequeses proposto por Francisco para refletir sobre as parábolas. Leão XIV escolheu aquela do semeador e afirmou que “A Palavra de Jesus é para todos, mas atua de uma forma diferente em cada pessoa”, dependendo do solo encontrado, de quando estamos “mais superficiais e distraídos” ou “disponíveis e acolhedores”. Mas “Ele nos ama assim: não espera que nos tornemos o melhor solo, Ele nos dá sempre generosamente a Sua palavra”.
“Estou feliz em receber vocês nesta minha primeira Audiência Geral”, disse o Papa Leão XIV, logo no início da catequese, a sua primeira no encontro semanal e com cerca de 40 mil fiéis na Praça São Pedro. Também é a segunda do ciclo de catequeses jubilares, preparada pelo Papa Francisco e divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé em 16 de abril, durante o período de convalescença de Bergoglio que veio a falecer 5 dias depois e há exatamente um mês. Francisco tinha o desejo de “refletir sobre algumas parábolas” e Leão XIV retomou o tema “Jesus Cristo, nossa esperança”, escolhido por Bergoglio para este Ano Santo do Jubileu. Nesta quarta-feira (21/05), assim, o Papa meditou sobre a parábola do semeador (ver Mt 13,1-17), que fala da dinâmica e dos efeitos da Palavra de Deus, “e o que ela produz”, que é como semente deitada no terreno do nosso coração e no terreno do mundo.
As provocações e os questionamentos
“Cada parábola conta uma história retirada do quotidiano”, recordou Leão XIV, fazendo “nascer em nós perguntas” como: “onde estou eu nesta história? O que diz esta imagem à minha vida?”. De fato, continuou o Pontífice, “cada palavra do Evangelho é como uma semente lançada no solo da nossa vida”:
“No capítulo 13 do Evangelho de Mateus, a parábola do semeador introduz uma série de outras pequenas parábolas, algumas das quais falam precisamente do que acontece no solo: o trigo e o joio, o grão de mostarda, o tesouro escondido no campo. Então, o que é este solo? É o nosso coração, mas é também o mundo, a comunidade, a Igreja. A palavra de Deus, com efeito, fecunda e provoca toda a realidade.”
Deus, assim, espalha abundantemente a Palavra, ainda que ela nem sempre encontre terreno bom para produzir. “A Palavra de Jesus é para todos, mas atua de uma forma diferente em cada pessoa”, reforçou Leão XIV. “Estamos habituados a calcular as coisas – e às vezes é necessário – mas isso não vale no amor!”. E, apesar de atuar em nós de modo diverso, a Palavra conserva sempre o poder de fecundar as situações da vida de cada um, pois vem de Deus e Ele nunca desiste:
“Jesus nos diz que Deus lança a semente da sua Palavra em todo o tipo de solo, ou seja, em qualquer das nossas situações: ora somos mais superficiais e distraídos, ora deixamo-nos levar pelo entusiasmo, ora somos oprimidos pelas preocupações da vida, mas também há momentos em que estamos disponíveis e acolhedores. Deus está confiante e espera que mais cedo ou mais tarde a semente floresça. Ele nos ama assim: não espera que nos tornemos o melhor solo, Ele nos dá sempre generosamente a Sua Palavra.”
“Semeador no Pôr do Sol”, de Vincent van Gogh
Leão XIV então, convidou os peregrinos a analisar uma obra de Vincent van Gogh (1853-1890), a do Semeador no Pôr do Sol. O pintor holandês, mundialmente conhecido que chegou a produzir quase 900 telas em menos de 10 dias, pintou um agricultor, com o trigo já maduro e “sob o sol abrasador” que domina a cena de esperança, lembrando que é Deus “quem move a história, mesmo que por vezes pareça ausente ou distante. É o sol que aquece os torrões da terra e faz amadurecer a semente”. E o Papa deixou a sua mensagem final de reflexão:
“Queridos irmãos e irmãs, em que situação da vida nos chega hoje a Palavra de Deus? Peçamos ao Senhor a graça de acolher sempre esta semente que é a sua palavra. E se percebermos que não somos solo fértil, não desanimemos, mas peçamos-Lhe que trabalhe mais em nós para nos tornarmos um solo melhor.”
Nos dias 19 e 20 de maio, religiosos e religiosas se reúnem na Prelazia da Diocese de Roraima para a Assembleia Eletiva da CRB (Conferência dos Religiosos do Brasil). O evento teve como tema “Olhar o passado com gratidão, o presente com paixão e o futuro com esperança”, uma citação do Papa Francisco sobre a vida religiosa consagrada e contou com a presença da coordenadora regional da CRB AM|RR, Irmã Gervis Monteiro, da congregação das Irmãs Paulinas.
A assembleia tem como principal objetivo a eleição da nova coordenação da CRB em Roraima, além de proporcionar um espaço de partilha entre as comunidades religiosas. Participaram do encontro 25 das 27 congregações que atuam no estado. Um encontro de partilha e fraternidade.
A coordenadora regional da CRB AM|RR, Irmã Gervis Monteiro, destacou:
“Nós, vida religiosa, podemos encontrar caminhos para viver essa sinodalidade na missão. Sabemos que a missão é um desafio, mas, pela vocação que assumimos, e como somos congregações com carismas diferentes e estamos em lugares diferentes, há a necessidade de nos reunirmos para planejarmos, descobrir diretrizes e objetivos com a graça de Deus e a ação do Espírito Santo. A nossa missão é essa: estar na Igreja, somar com a Igreja e ser uma presença profética no meio das pessoas, junto às pessoas.”
A Irmã Josiane Horta, coordenadora da CRB Roraima, destacou a importância da troca de experiências que esses encontros proporcionam:
“Cada congregação trouxe um pouco das suas alegrias, seus desafios e sua esperança. É um encontro onde estamos vivenciando juntos, sabendo dos nossos desafios, que não estamos sozinhos, e também das nossas alegrias, fortalecendo aquilo que é bom e rezando juntos e juntas por aquilo que precisamos melhorar.”
Fonte: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa