Paz, Justiça e Verdade: As palavras de Leão XIV aos embaixadores

A figura do Papa vai além da Igreja católica. Ele é visto, inclusive entre aqueles que não se dizem católicos, como uma referência moral para a humanidade. Sua voz é escutada frequentemente, também por aqueles que governam os países. Daí a importância da audiência que aconteceu na manhã desta sexta-feira, 16 de maio, onde o Papa Leão XIV recebeu o Corpo Diplomático diante da Santa Sé.

Missão da Igreja: estar ao serviço da humanidade

O Papa iniciou seu discurso agradecendo o trabalho dos diplomatas, e “as numerosas mensagens de felicitações que se seguiram à minha eleição, bem como as de condolências pelo falecimento do Papa Francisco”, que ele vê como “um significativo atestado de estima, que favorece o aprofundamento das relações mútuas”.

Segundo Leão XIV, “a diplomacia pontifícia é realmente expressão da própria catolicidade da Igreja e, na sua ação diplomática, a Santa Sé é animada por uma urgência pastoral que a impele a intensificar a sua missão evangélica ao serviço da humanidade, e não a procurar privilégios”. Uma atitude que motiva o “combate toda a indiferença e chama continuamente a consciência, como o fez incansavelmente o meu venerado Predecessor, sempre atento ao grito dos pobres, dos necessitados e dos marginalizados, bem como aos desafios que marcam o nosso tempo, desde a salvaguarda da criação até à inteligência artificial.

O Santo Padre definiu a presença dos diplomatas como um dom, que permite “alcançar e abraçar a todos os povos e a cada pessoa desta terra, desejosas e necessitadas de verdade, de justiça e de paz!”. Ele fez, desde sua experiência vital, um convite a “atravessar fronteiras para encontrar pessoas e culturas diferentes”. Para isso, o Papa quer “consolidar o conhecimento mútuo e o diálogo convosco e com os vossos países”.

Paz

Ele apresentou três palavras-chave para o diálogo mútuo. A primeira a paz, que é mais do que ausência de conflito ou uma simples trégua, definindo-a como “o primeiro dom de Cristo”. Nessa perspectiva, ele disse que é um dom ativo e envolvente, que se constrói no coração. Ele destacou a importância do diálogo interreligioso para promover contexto de paz, o que exige “o pleno respeito pela liberdade religiosa em todos os países”. Igualmente, deve ser fomentado o diálogo e o encontro, a a diplomacia multilateral e o desarmamento.

Justiça

Em segundo lugar, ele falou de justiça, denunciando “os numerosos desequilíbrios e injustiças que conduzem, entre outras coisas, a condições indignas de trabalho e a sociedades cada vez mais fragmentadas e conflituosas”, o que tem a ver com a escolha de seu nome, seguindo o exemplo de Leão XIII. O Papa chamou a remediar as desigualdades globais, a construir sociedades civis harmoniosas e pacíficas. Para isso, ele pediu investir na família, proteger “a dignidade de cada pessoa é protegida, especialmente a das mais frágeis e indefesas, do nascituro ao idoso, do doente ao desempregado, seja ele cidadão ou imigrante”, lembrando ser descendente de imigrantes.

Verdade

A terceira palavra que o Papa lembrou foi a verdade. Ele refletiu sobre a necessidade de palavras autêntica, e na Igreja, sobre uma linguagem franca. Uma verdade que na perspectiva cristã, “não é a afirmação de princípios abstratos e desencarnados, mas o encontro com a própria pessoa de Cristo, que vive na comunidade dos crentes. Assim, a verdade não nos aliena, mas permite-nos enfrentar com maior vigor os desafios do nosso tempo”.

Finalmente, o Papa lembrou que “o meu ministério começa no coração de um ano jubilar, dedicado de modo especial à esperança. É um tempo de conversão e de renovação e, sobretudo, uma oportunidade para deixar para trás os conflitos e iniciar um novo caminho, animado pela esperança de poder construir, trabalhando juntos, cada um segundo as suas sensibilidades e responsabilidades, um mundo em que todos possam realizar a sua humanidade na verdade, na justiça e na paz”.

Fotos: @Vatican Media

Fonte: Luis Miguel Modino – CNBB REGIONAL NORTE 1

 

Presidente da CNBB e do CELAM, cardeal Jaime Spengler, é recebido pelo Papa Leão XIV

O arcebispo de Porto Alegre (RS), presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), cardeal Jaime Spengler, foi recebido pelo Papa Leão XIV em audiência na tarde desta quinta-feira, 15 de maio. Também participaram da audiência o bispo auxiliar de Cuzco e secretário-geral do Celam, dom Lizardo Estrada e outro convidado.

Dom Jaime disse que tratou-se de um momento “muito bonito”. “Ele nos acolheu com um gesto muito simples: um aperto de mão e um sorriso”, disse o presidente da CNBB.

No encontro, foram discutidas questões relativas à vida do Celam e também sobre o processo de organização da Conferência da Organização das Nações Unidas pelo Clima, a COP30, especificamente o que os Conselhos e Conferências episcopais, o Celam e também a CNBB e a Igreja no Brasil têm feito no conjunto de articulações “Igreja Rumo à COP30”.

Dom Jaime definiu a audiência como um momento de intensa fraternidade com Leão XIV, ocasião não qual pôde conversar com o novo Papa temas da vida da Igreja no continente. “Somos agradecidos ao Papa Leão XIV por nos ter acolhido de forma tão singela, tão bonita e tão fraterna nesta tarde de quinta-feira”, afirmou.

Encontro do presidente da CNBB e do Celam, cardeal Jaime Spengler, com Leão XIV. | Fotos: serviço de fotográfico do VaticanMedia.

70 anos da criação do CELAM

Outros temas também estiveram em pauta, como o caminho de acolhida do documento final do Sínodo, cuja versão popular recentemente publicada foi entregue ao Papa, assim como materiais elaborados sobre a sinodalidade, incluindo a última edição da Revista Medellín e uma coleção de cadernos temáticos.

Um assunto discutido foi a Assembleia Geral Ordinária do CELAM, que será realizada de 27 a 30 de maio, no Rio de Janeiro, e que recordará os 70 anos da Primeira Conferência do Episcopado Latino-Americano e da criação do CELAM.

Foi apresentado ao Papa o documento “A Inteligência Artificial: uma mirada pastoral desde a América Latina e o Caribe”, fruto do grupo de trabalho constituído em resposta à solicitação dos participantes da última assembleia do CELAM, realizada em 2023.

Os representantes do CELAM expressaram  ao Papa Leão XIV seu agradecimento pela abertura e disponibilidade pastoral em receber tão prontamente seus representantes e por acolher com escuta fraterna as iniciativas e esperanças da Igreja que peregrina na América Latina e no Caribe.

Fonte: Por Willian Bonfim com informações do VaticanNews

 

Seminário São José celebra 177 anos formando padres para a Amazônia

No dia 14 de maio, o Seminário Arquidiocesano São José celebrou, solenemente e com profundo espírito de gratidão, seus 177 anos de existência. A celebração eucarística foi presidida por Dom Hudson Ribeiro, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, e reuniu seminaristas, formadores e bispos convidados Dom Raimundo Vanthuy Neto, bispo da Diocese de São Gabriel da Cachoeira e Dom Adolfo Zon Pereira, bispo da Diocese do Alto solimões. Todos unidos para render graças a Deus por quase dois séculos de história vocacional na Amazônia.

É significativo celebrar 177 anos de história

Para o reitor do Seminário São José, Pe. Pedro Cavalcante, este foi momento importante para celebrar e recordar a trajetória de formação de padres para a Amazônia. Segundo ele, “hoje afirmamos quanto é significativo celebrar os 177 anos da fundação do Seminário São José. É bom recordar e identificar quem foi que no início acreditou e abriu no coração da Amazônia essa bela aventura pelas vocações sacerdotais diocesanas autóctones . Foi com Dom José Morais Torres , bispo da imensa Diocese do Pará que no dia 14 de maio de 1848 , na antiga Barra do Rio Negro começa a história deste seminário. Ele dizia : ‘será destinado à instrução e educação da mocidade…’ Palavras que conotam a esperança em se ter agentes formados, mas sobretudo um clero próprio e preparado para esta realidade amazônica”.

Pe. Pedro pontuou que o seminário percorreu inúmeros desafios que não impediram as graças de Deus sobre a Igreja na Amazônia, formando padres que chegaram ao episcopado e hoje são bispos no Regional Norte 1, como Dom Hudson Ribeiro e Dom Zenildo Lima, que são bispos auxiliares de Manaus; e Dom José Albuquerque, que ée bispo de Parintins.

Desafios e avanços

“Ao longo desta história, o Seminário enfrentou diversos períodos marcados por dificuldades e desafios , avanços e retrocessos, alegrias e incertezas, chegando a fechar duas vezes suas portas. Fatos estes que não foram capazes de impedir a graça de Deus em realizar os seus desígnios suscitando novos tempos e novos epíscopos e reitores, os quais retomaram com entusiasmo e determinação a abertura do processo formativo a partir de lugar e sede própria […] Olhando essa História com a lente da fé, podemos testemunhar que, o Seminário São José, nossa Casa de Formação, se consolida, torna-se uma realidade fundamental para a Evangelização da Amazônia. Aqui nossas Igrejas locais depositam a confiança. Esperam ver seus jovens seminaristas crescerem, maturarem e contribuírem para que O Evangelho , a Boa Nova seja transmitida e anunciada a partir de uma práxis autêntica e viva no meio das comunidades eclesiais , fruto da experiência com o Cristo Bom Pastor, que nos torna seus discípulos configurados a Ele como o enviado do Pai”, enfatizou Pe. Pedro.

Também pediu aos atuais seminaristas, que se preparam para trilhar a vocação do sacerdócio, que compreendam a importância do seminário e contribuam com esta história de evangelização e pastoreio nas igrejas que estão na Amazônia.

“Cabe a esta geração, a vocês, peregrinos da Esperança, escrever as novas páginas da história deste Seminário. Espero que este conhecimento histórico não seja estranho às vossas vidas. Ao contrário, que todos os anos, por volta desta data a celebremos e a façamos memória dentro não de um eterno retorno, mas de uma crescente e dinâmica espiral cheia da força transformadora do Espírito, pois somos protagonistas dessa nova etapa do Seminário São José”. Seminarista Francisco Jr

Fonte: Luis Miguel Modino – Regional Norte 1

 

COP30 divulga carta na qual assume a Encíclica Laudato Si como uma bússola ética para a mobilização global da Conferência

O presidente designado da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, André Aranha Corrêa do Lago, divulgou no último dia 8 de maio, uma a carta na qual propõe uma nova fase de mobilização global definido na publicação como “momento de passar da visão para a ação, conclamando a comunidade internacional a mobilizar-se diante da urgência climática”.

No documento, o presidente da organização da COP30 assume a Encíclica Laudato Si’, publicada pelo Papa Francisco, em 24 de maio de 2015, que trata sobre o conceito de ecologia integral e sobre o cuidado com a Casa Comum, como uma bússola ética e um guia pragmático para essa mobilização global.

A Articulação Igreja Rumo à COP30, composta por diversas organizações da Igreja Católica e do campo ecumênico, entre as quais a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, manifestou o seu entusiasmo e desejo de colaborar com esta nova fase de mobilização global a partir das reflexões e apontamentos que nascerão a partir do Círculo do Balanço Ético Global.

Sobre este reconhecimento, o bispo auxiliar de Belém (PA) e articulador local do Projeto Igreja Rumo à COP30, dom Paolo Andreolli (em pé na foto) disse que a fé impulsiona os católicos e cristãos ao cuidado da Casa Comum com compaixão e coragem. “É tempo de união, de compromisso ativo com a justiça climática e com os mais vulneráveis”, afirmou.

Dom Paolo no lançamento do E-book COP30 nas escolas em Belém (PA). | Fotos: ASCOM regional Norte 2 CNBB.

Círculos de liderança

Esse período de mobilização global se dará através de Círculos de Liderança: o “Círculo dos Presidentes das COP”, o “Círculo dos Povos”,  o “Círculo de Ministros da Fazenda” e o “Círculo do Balanço Ético Global”.

A Laudato Si’ foi assumida pela organização da COP30 como documento referencial para as discussões no âmbito do “Círculo do Balanço Ético Global” que tem por missão elevar a consciência global por meio de diálogos inclusivos em diversas regiões, reunindo líderes políticos, intelectuais, acadêmicos, culturais e religiosos, além de vozes de todos os setores da sociedade.

“O apelo da carta da Presidência da COP30 é claro: precisamos transformar esperança em ação concreta. E é isso que a Igreja tem buscado mobilizar, incentivar, impulsionar. Todos podem contribuir, ao seu modo e desde o seu território, com uma resposta efetivamente à altura da complexidade do que vivemos”, concluiu Eduardo Nischespois, do Movimento Laudato Si’ e  membro da coordenação da Articulação Igreja rumo à COP30.

Pré-COP Norte realizada em Belém de 25 a 26 de março. | Foto: Ascom regional Norte 2.

Acesse a íntegra do documento:

Carta do presidente designado da COP30, 8 de maio

Fonte: Por Willian Bonfim

 

 

A Diocese de Roraima divulga programação da Solenidade de Pentecostes

A Diocese de Roraima divulga programação da Solenidade de Pentecostes

A Diocese de Roraima divulga programação da Solenidade de PentecostesFoto: Lucas Rossetti – Rádio Monte Roraima fm

A Diocese de Roraima anunciou nesta segunda-feira (12), a programação da Solenidade de Pentecostes, que tem como tema — “recebereis o poder do espírito santo” (atos 1, 8).  Celebrada sempre 50 dias após a páscoa e uma semana após a Ascensão do Senhor Jesus aos céus.

A festa de Pentecostes acontecerá no dia 08 de junho, no forródromo do Parque Anauá, localizado na Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, no Bairro dos Estados. A programação tem início às 16h com confissões, seguida da celebração eucarística às 17h.  

Para a igreja, a Solenidade de pentecostes é a festa que marca a descida do espírito santo sobre os apóstolos que estavam reunidos no cenáculo, em Jerusalém. “Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2, 1-4).

“Desde agora, deixamos o convite para todos se prepararem, reservarem na sua agenda, para fazermos a grande festa da unidade cristã. O dia em que Jesus envia o Espírito Santo aos apóstolos, e, dali, saem a pregar o Evangelho a todo mundo” diz Padre Luis Botten, Reitor do Santuário de Aparecida.

Esse ano a diocese propõe um gesto concreto de solidariedade: a doação de alimentos não perecíveis, que serão destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa reforça o compromisso da igreja com a caridade e com os mais vulneráveis.

Haverá vendas de camisas no valor R$ 30,00 que podem ser adquiridas através do link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdLQ950odHRHSUpwRBr1Hwi-3JtR8seTed_ZH_bc24MSkcHNg/viewform?usp=header
Telefone para mais informações: (95) 99119-5990 / (95) 99971-6052

 FONTE: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa

 

João Paulo II: missa na Basílica de São Pedro em memória ao atentado

A presidir a liturgia eucarística o cardeal Stanislaw Dziwisz, que há 44 anos estava ao lado do Papa Wojtyła no momento em que ele foi atingido. Após a celebração na Basílica de São Pedro será realizada uma procissão ao túmulo do Pontífice polonês.

Em 13 de maio de 1981, ou seja, 44 anos atrás, João Paulo II foi vítima de um atentado na Praça São Pedro. Para recordar o ocorrido, ao final da tarde desta terça-feira (13/05), às 18h do horário local (13h no horário de Brasília), na Basílica Vaticana, o cardeal Stanislaw Dziwisz – na época secretário do Pontífice polonês – presidirá uma missa com participação aberta aos fiéis. Após a celebração litúrgica, será realizada uma procissão do altar da Cátedra de São Pedro até o túmulo de São João Paulo II.

A Praça São Pedro lotada no dia do atentado a JP II

A Praça São Pedro lotada no dia do atentado a JP II

Balas desviadas por uma mão providencial

Naquele dia de 1981, às 17h17, o Papa Wojtyła estava fazendo o giro na praça de papamóvel, antes da tradicional Audiência Geral de quarta-feira, quando de repente desmaiou, ferido por tiros disparados por Ali Agca. O Papa foi rapidamente transferido para o Hospital Gemelli, em Roma. Ele foi operado, lutou entre a vida e a morte e foi salvo. Ele sempre esteve convencido de que Nossa Senhora de Fátima, cuja memória litúrgica é celebrada em 13 de maio, havia “desviado as balas” e salvado a sua vida.

Uma cápsula das balas disparadas por Ali Agca

Uma cápsula das balas disparadas por Ali Agca

A ajuda da Mãe Celestial

Um ano após o atentado, João Paulo II visitou Fátima para agradecer à Virgem Maria. Aos fiéis que o ouviam, ele disse: “gostaria de lhes dizer em confidência que, quando ocorreu o atentado na Praça de São Pedro há um ano, quando recuperei a consciência, meus pensamentos imediatamente correram para este Santuário para agradecer ao Coração da Mãe Celestial. Em tudo o que aconteceu, eu vi – e repetirei isso várias e várias vezes – o cuidado maternal especial de Maria”.

 

Fonte:  Vatican News

 

 

Papa Leão XIV agradece aos jornalistas pelo “serviço à verdade”

“Dou-lhes as boas-vindas, representantes da mídia de todo o mundo. Agradeço o trabalho que realizaram e realizam neste tempo que, para a Igreja, é essencialmente um tempo de Graça”, disse o Papa Leão XIV durante o encontro com a imprensa mundial.

Mariangela Jaguraba – Vatican News

O Papa Leão XIV encontrou-se, nesta segunda-feira (12/05), na Sala Paulo VI, no Vaticano, com a imprensa mundial.

“Dou-lhes as boas-vindas, representantes da mídia de todo o mundo. Agradeço o trabalho que realizaram e realizam neste tempo que, para a Igreja, é essencialmente um tempo de Graça.”

Depois dessas palavras de boas-vindas no início de seu discurso, Leão XIV prosseguiu, citando o “Sermão da Montanha”, no Evangelho de Mateus, em que Jesus proclamou: “Felizes os que promovem a paz”.

Ouça e compartilhe

O modo como comunicamos é de fundamental importância

Segundo o Pontífice, esta é uma bem-aventurança que nos interpela a todos e chama quem trabalha nos meios de comunicação “ao compromisso de levar adiante uma forma de comunicação diferente, que não busque o consenso a todo custo, não se revista de palavras agressivas, não abrace o modelo da competição, não separe nunca a busca da verdade do amor com que devemos humildemente buscá-la”.

“A paz começa em cada um de nós: no modo como olhamos os outros, ouvimos os outros, falamos dos outros. Neste sentido, o modo como comunicamos é de fundamental importância: devemos dizer “não” à guerra das palavras e das imagens, devemos rejeitar o paradigma da guerra.”

A solidariedade da Igreja aos jornalistas presos

A seguir, Leão XIV reiterou “a solidariedade da Igreja aos jornalistas presos por terem buscado e relatado a verdade”, pedindo sua libertação.

“A Igreja reconhece nestas testemunhas, penso naqueles que relatam a guerra mesmo à custa da própria vida, a coragem de quem defende a dignidade, a justiça e o direito dos povos à informação, porque só os povos informados podem fazer escolhas livres. O sofrimento destes jornalistas presos interpela a consciência das Nações e da Comunidade internacional, chamando-nos a todos a salvaguardar o bem precioso da liberdade de expressão e de imprensa.”

Agradecimento pelo “serviço à verdade”

A seguir, Leão XIV agradeceu aos comunicadores pelo seu “serviço à verdade”.

“Vocês estiveram em Roma nestas semanas para contar a Igreja, a sua variedade e, ao mesmo tempo, a sua unidade. Vocês acompanharam os ritos da Semana Santa; depois, contaram a história da dor pela morte do Papa Francisco, que, no entanto, ocorreu à luz da Páscoa. Essa mesma fé pascal nos introduziu no espírito do Conclave, que os viu particularmente ocupados em dias cansativos; e, também nessa ocasião, vocês conseguiram narrar a beleza do amor de Cristo que nos une a todos e nos torna um só povo, guiados pelo Bom Pastor.”

Uma comunicação capaz de nos tirar da “Torre de Babel” 

Leão XIV recordou, em seu discurso, que “vivemos tempos difíceis de percorrer e contar, que são um desafio para todos nós e dos quais não devemos fugir. Pelo contrário, pedem a cada um de nós, em nossos diferentes papéis e serviços, para nunca ceder à mediocridade. A Igreja deve aceitar o desafio dos tempos e, da mesma forma, não pode haver comunicação e jornalismo fora do tempo e da história. Como nos lembra Santo Agostinho, que disse: «Vivamos bem e os tempos serão bons. Nós somos os tempos»”.

Segundo o Papa Leão XIV, “um dos desafios mais importantes hoje é promover uma comunicação capaz de nos tirar da “Torre de Babel” em que às vezes nos encontramos, da confusão de linguagens sem amor, muitas vezes ideológicas ou tendenciosas. Por isso, o seu serviço, com as palavras que vocês usam e o estilo que vocês adotam, é importante“.

Comunicação, criação de ambientes humanos e digitais

“A comunicação, de fato”, disse o Pontífice, “não é apenas a transmissão de informações, mas a criação de uma cultura, de ambientes humanos e digitais que se tornam espaços de diálogo e discussão”.

“Olhando para a evolução tecnológica, essa missão se torna ainda mais necessária. Penso, em particular, na inteligência artificial com seu imenso potencial, que exige, no entanto, responsabilidade e discernimento para orientar os instrumentos para o bem de todos, para que possam produzir benefícios para a humanidade. Essa responsabilidade diz respeito a todos, na proporção da idade e dos papéis sociais.”

“Queridos amigos, com o tempo aprenderemos a conhecer-nos melhor. Vivemos, podemos dizer juntos, dias realmente especiais”, partilhados “por todos os meios de comunicação: TV, rádio, internet, redes sociais”.

Desarmar a comunicação do ódio e do preconceito

“Gostaria que cada um de nós pudesse dizer deles que eles nos revelaram um pouco do mistério da nossa humanidade e que nos deixaram um desejo de amor e de paz”, disse o Papa Leão XIV, recordando o convite do Papa Francisco em sua última mensagem para o próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado em 1º de junho próximo:

“Desarmemos a comunicação de todo preconceito, rancor, fanatismo e ódio; purifiquemo-la da agressividade. Não precisamos de uma comunicação estrondosa e muscular, mas de uma comunicação capaz de ouvir, de acolher a voz dos frágeis que não têm voz. Desarmemos as palavras e ajudaremos a desarmar a Terra. Uma comunicação desarmada e desarmante permite-nos partilhar uma visão diferente do mundo e agir de modo coerente com a nossa dignidade humana.”

“Vocês estão na linha de frente narrando conflitos e esperanças de paz, situações de injustiça e pobreza, e o trabalho silencioso de muitos por um mundo melhor. Por isso, peço-lhes que escolham com consciência e coragem o caminho da comunicação da paz”, concluiu o Papa Leão XIV.

Fonte: Mariangela Jaguraba – Vatican News

 

 

 

Leão XIV remove os selos e reabre o apartamento papal do Palácio Apostólico

A reabertura, ao término da oração do Regina Caeli, contou com a presença do camerlengo Farrell, do secretário de Estado Parolin, do substituto Peña Parra, do secretário para as Relações com os Estados Gallagher e do regente da Casa Pontifícia Sapienza.

Ao final da oração do Regina Caeli, neste domingo, 11 de maio, o Papa Leão XIV reabriu o apartamento papal do Palácio Apostólico, removendo os selos colocados na tarde de 21 de abril, após a morte do Papa Francisco.

A reabertura ocorreu na presença do Camerlengo da Santa Igreja Romana, cardeal Kevin Joseph Farrell; do secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin; do substituto para os Assuntos Gerais, dom Edgar Peña Parra; do secretário para as Relações com os Estados e Organizações Internacionais, dom Paul Richard Gallagher; e do regente da Casa Pontifícia, monsenhor Leonardo Sapienza.

Fonte: Vatican News

 

 

Fumaça branca: novo papa é eleito no conclave

Fumaça branca: novo papa é eleito no conclave

Cardeais se reuniram na Capela Sistina para votar no sucessor de Francisco; ainda não se sabe o escolhido.

Fumaça branca: novo papa é eleito no conclave
Foto reprodução: (ANSA)/ Vatican News

Nesta quinta-feira, 08, um dia hitórico, a fumaça branca da chaminé da Capela Sistina acaba de anunciar aos fiéis e ao mundo que um novo bispo de Roma, Sucessor de Pedro, foi eleito. Mas o que aconteceu sob as abóbadas com afrescos de Michelangelo alguns minutos antes, e o que ocorrerá até o anúncio do nome do novo Papa, pronunciado após o “Habemus Papam” do Balcão das Bênçãos da Basílica de São Pedro pelo cardeal protodiácono, o francês Dominique Mamberti?

O rito de aceitação

De acordo com o que é estabelecido e regulamentado pelo Ordo rituum Conclavis e pela Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, um cardeal presente na Capela Sistina alcançou a maioria necessária, e a eleição ocorreu canonicamente. O primeiro dos cardeais por ordem e idade, ou, se fosse o eleito, o segundo, em nome de todo o Colégio de eleitores, pediu, em latim, o consentimento do eleito com as seguintes palavras: “Aceita sua eleição canônica como Sumo Pontífice? E assim que recebeu o consentimento, ele lhe fez a pergunta: “Como deseja ser chamado?”. Em seguida, o Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, atuando como notário e tendo dois mestres de cerimônias como testemunhas, redigiu um documento atestando a aceitação do novo Pontífice e o nome que ele escolheu.

Conclusão do Conclave

O Conclave, especifica a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, termina depois que o novo Papa dá seu consentimento à sua eleição, “a menos que ele disponha de outra forma”. Portanto, podem entrar na Capela Sistina o substituto da Secretaria de Estado, o Secretário para as Relações com os Estados e qualquer outra pessoa que deve tratar com o Pontífice eleito as coisas que são necessárias no momento.

A fumaça e a “Sala das lágrimas

Terminado o rito de aceitação, todas as cédulas e outras escrituras usadas para a eleição foram queimadas, e a fumaça branca atestou que um novo Pontífice havia sido eleito. Enquanto os fiéis na Praça São Pedro aplaudem e o mundo inteiro espera para saber o nome do novo Papa, o eleito deixa a Capela Sistina e entra na sacristia, a chamada “Sala das Lágrimas”. Ali, com a ajuda do mestre das Celebrações Litúrgicas, ele veste uma das três roupas papais prontas.

A primeira cerimônia, a homenagem e o ‘Te Deum”

Ao retornar à Capela Sistina, o recém-eleito Pontífice senta-se na cátedra e uma breve cerimônia é realizada, iniciada com uma saudação do primeiro cardeal da Ordem dos Bispos. O primeiro dos cardeais presbíteros lê então uma passagem do Evangelho, que pode ser “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” ou “Apascenta as minhas ovelhas”. Por fim, o cardeal protodiácono recita uma oração pelo recém-eleito Sucessor de Pedro. Em seguida, todos os cardeais eleitores presentes, de acordo com a ordem de precedência, desfilam em frente ao novo Pontífice para manifestar sua homenagem, seu obséquio e obediência. Em seguida, todos juntos cantam o hino do “Te Deum”, entoado pelo Papa recém-eleito.

Oração do novo Papa na Capela Paulina

O cardeal protodiácono Dominique Mamberti chega ao Balcão das Bênçãos e anuncia ao povo a eleição e o nome do novo Pontífice com a fórmula “Annuntio vobis gaudium magnum: habemus Papam!”. Enquanto isso, o Papa eleito, ao sair da Capela Sistina para ir ao Balcão, entra na Capela Paulina, onde se detém para rezar, em silêncio, diante do Santíssimo Sacramento, e depois retoma sua caminhada em direção ao Balcão, de onde dirige sua saudação e dá a primeira bênção apostólica “Urbi et Orbi”.

 FONTE/CRÉDITOS: Com informaçoes Vatican News

Com duas horas de atraso, fumaça preta após a primeira votação

Depois de uma longa espera, a fumaça deveria ter saído por volta das 19 horas de Roma e só saiu 21 horas, podemos dizer que na primeira votação ninguém alcançou os 89 votos que são necessários para se tornar o sucessor de Pedro, mas também o sucessor de Francisco, o primeiro Papa latino-americano.

133 eleitores, 89 votos necessários

Milhares de pessoas se juntaram em volta da Praça de São Pedro esperando o resultado de uma votação que iniciou depois do “extra omnes”, as palavras com as quais é exigido que saiam da Capela Sistina aqueles que não participam do Conclave. 133 eleitores, dentre eles sete brasileiros, participam de um momento singular da vida da Igreja.

Pessoas chegadas de todos os cantos do mundo ficaram na expectativa, ainda mais pela demora com que saiu a fumaça pela primeira vez. Pessoas que ainda lembram de Francisco com um sentimento de gratidão. Sua falta faz com que as pessoas desejem uma eleição que faça com que a cadeira de Pedro volte a ser ocupada.

Uma noite de reflexão

Como era esperado, depois desta primeira votação, a noite desta quarta-feira será uma oportunidade para refletir e assim buscar um maior consenso, que ajude a alcançar os votos dois terços dos cardeais eleitores. Mesmo com a demora, teria sido uma grande surpresa que alguém tivesse sido eleito neste primeiro dia de Conclave.

Na quinta-feira, o programa diz que, sempre que não seja eleito o novo Papa, os cardeais, que iniciam seus trabalhos com uma missa às 8 horas, realizarão quatro votações, duas na manhã e duas na tarde. A fumaça deve sair, se não houver atraso de novo, ao meio-dia de Roma e às 19 horas. Se o Papa fosse eleito na segunda votação do Conclave, haverá fumaça branca por volta das 10:30 da manhã. Se ele fosse eleito na quarta votação, a fumaça seria por volta das 17:30, sempre no horário de Roma.

Fonte: Luis Miguel Modino – Regional Norte 1