Programação na Diocese de Roraima começa neste domingo (9), com Santa Missa na Área Missionária São João Batista.
Com o lema “O amor jamais acabará”, a Igreja no Brasil celebra, de 9 a 15 de agosto, a Semana Nacional da Família 2026. Na Diocese de Roraima, a programação terá início neste domingo (9), com missa às 9h, na Comunidade São João Batista, da Área Missionária São João Batista, no bairro Caranã, em Boa Vista.
Neste ano, a Semana Nacional da Família tem como tema “Família, torna-te aquilo que és” e convida as famílias a renovarem sua vocação e fortalecerem os laços de comunhão, inspiradas na Palavra de Deus e na missão da Igreja.
O assessor eclesiástico da Pastoral Familiar da Diocese de Roraima, padre Jefferson de Almeida, destaca que a programação acontece em sintonia com o Mês Vocacional e representa um convite para que as famílias vivam sua vocação com mais intensidade.
“Agora, nesse mês de agosto, mês dedicado às vocações, a Pastoral Familiar Diocesana está promovendo a Hora da Família e a Semana Nacional da Família. São dois momentos que nos colocam justamente diante desta vocação que é ser família, e a Igreja convida você, meu irmão e minha irmã, na oração e na participação, a estar junto conosco nesse momento de comunhão familiar com todas as famílias do Brasil e do mundo”, disse o padre.
A edição de 2026 marca os 30 anos da Semana Nacional da Família e também celebra duas importantes datas para a pastoral familiar da Igreja: os 45 anos da exortação apostólica Familiaris Consortio, de São João Paulo II, e os 10 anos da Amoris Laetitia, do Papa Francisco. Esses documentos continuam sendo referência para a evangelização e o acompanhamento das famílias.
Segundo o padre Jefferson, a proposta é que as comunidades utilizem o subsídio Hora da Família, promovendo encontros de oração, formação e reflexão ao longo da semana.
“Ao longo da semana, a Igreja convida a utilizarmos os encontros da Hora da Família, que abordam justamente os 30 anos da Semana Nacional da Família, os 45 anos da Familiaris Consortio, de São João Paulo II, e os 10 anos da Amoris Laetitia, do Papa Francisco, dois documentos fundamentais que norteiam os rumos da Pastoral Familiar em nossa Igreja”, ressaltou.
Durante toda a semana, paróquias e comunidades da Diocese de Roraima promoverão celebrações, encontros formativos e momentos de espiritualidade voltados às famílias.
Programação da Semana Nacional da Família
Dia 09/08: Missa de abertura da Semana Nacional da Família, às 9h, na Comunidade São João Batista, na Área Missionária São João Batista, localizada na Rua Parimé Brasil, nº 730, bairro Caranã.
De 10 a 15/08: Atividades pastorais nas comunidades.
Dia 15/08: IV Caminhada das Famílias, às 17h, com saída da Comunidade Santa Catarina, na Rua Euclides Gomes da Silva, nº 276, bairro Alvorada, em direção à Comunidade Sagrada Família, na Rua Barnabé Antônio de Lima, nº 912, bairro Alvorada, onde será celebrada a missa de encerramento da Semana Nacional da Família, às 19h30.
O Papa Leão XIV nomeou quinze novos consultores para o Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica do Vaticano. Entre os escolhidos, está a presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional), irmã Maria do Disterro Rocha Santos. A informação foi divulgada no Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé, na manhã desta quinta-feira, 6 de agosto.
Como consultora, Ir. Maria do Disterro passará a colaborar com o Dicastério em estudos, reflexões e iniciativas voltadas à promoção e ao acompanhamento da Vida Consagrada em todo o mundo.
Natural de Picos (PI), irmã Maria do Disterro tem 66 anos e é membro da Congregação das Filhas do Coração Imaculado de Maria, as Irmãs Cordimarianas. Ela acumula um extenso histórico de serviço à Vida Religiosa.
Mestre em Teologia Espiritual, foi Superiora Geral de sua congregação por três mandatos, além de ter atuado como membro da Diretoria da CRB Nacional, da Coordenação da União das Superioras-Gerais de Congregações Brasileiras (USGCB) e na coordenação do Regional Ceará da CRB.
Em 2025, foi eleita presidente da CRB para o triênio 2025-2028. De acordo com a Conferência dos Religiosos, sua eleição representou “sinal da força da escuta atenta aos clamores dos mais necessitados e da mística do cuidado, tão necessárias à missão da CRB neste novo ciclo”.
Nas redes sociais, a CRB destacou o reconhecimento ao serviço que a presidente da CRB Nacional tem dedicado à Vida Religiosa Consagrada no Brasil, colocando sua experiência e seu compromisso a serviço da Igreja universal.
“A CRB Nacional acolhe essa nomeação com alegria e gratidão, reconhecendo-a como um sinal de confiança da Santa Sé e um incentivo à missão da Vida Religiosa Consagrada no Brasil”, lê-se no comunicado.
Dom Evaristo Spengler completa uma década de ministério episcopal marcado pela missão na Amazônia e proximidade com os mais vulneráveis.
Ordenação Episcopal de Dom Evaristo Spengler (Foto: Cruzeiro do vale)
O bispo diocesano de Roraima, dom Evaristo Spengler, OFM, celebra nesta quinta-feira (6) 10 anos de ordenação episcopal. Ordenado bispo em 2016 por dom Leonardo Ulrich Steiner, iniciou seu ministério episcopal na então Prelazia do Marajó, no Pará. Em 2023, foi nomeado pelo Papa Francisco para conduzir a Diocese de Roraima.
A vocação sacerdotal de dom Evaristo começou ainda na infância. Segundo a irmã do bispo, Angela Spengler, desde criança ele manifestava o desejo de ser padre, participava dos grupos vocacionais da paróquia em Gaspar (SC) e, aos 14 anos, ingressou no seminário.
Para a família, o compromisso com a missão sempre fez parte de sua trajetória. A irmã destaca que dom Evaristo manteve, ao longo dos anos, a dedicação aos mais vulneráveis e a coerência com os valores que o levaram ao sacerdócio.
“Ele tem uma caminhada muito bonita. Sempre foi muito íntegro naquilo que defende e nas lutas em favor dos menos favorecidos. É uma vocação muito bonita, que despertou ainda na infância e continua presente na pessoa, no padre e no bispo que ele se tornou. Para nossa família, é motivo de alegria saber que ele desenvolve um trabalho dedicado a quem mais precisa”, disse Angela Spengler.
O vigário episcopal da Diocese de Roraima, padre Celso Puttkamer, ressalta que, nesses dez anos de episcopado, dom Evaristo tem se destacado pela disponibilidade no serviço pastoral e pela proximidade com o povo.
“Ao longo desses dez anos, temos testemunhado a generosidade com que o senhor entrega a sua vida, sem medidas. Também temos visto um pastor que não se cansa de servir e que caminha conosco nas alegrias e nas dores. Acima de tudo, reconhecemos em seu coração a ternura e o acolhimento. Em seu olhar manso, encontramos o abraço de Deus Pai; em sua palavra, a força que nos anima e nos fortalece. Obrigado, Dom Evaristo, por ser, entre nós, o rosto visível do Bom Pastor”.
Ao recordar sua caminhada, dom Evaristo afirmou que guarda com carinho a experiência vivida no Marajó, onde iniciou o ministério episcopal, e destacou a acolhida recebida em Roraima.
“Conheci aqui um grande povo de Deus, que vive uma belíssima história e caminha na comunhão. Peço a bênção de Deus para que continuemos ouvindo o Espírito Santo e avancemos cada vez mais na missão da Igreja”, afirmou.
Atualmente, dom Evaristo conduz a Diocese de Roraima com foco na evangelização, na promoção de uma Igreja sinodal e na defesa dos povos indígenas, migrantes e demais populações em situação de vulnerabilidade.
De 6 a 17 de novembro de 2026, o Papa Leão XIV irá à América Latina e visitará o Uruguai, Argentina e Peru.
O Papa Leão XIV na Praça São Pedro (@Vatican Media)
A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou uma nota, nesta quarta-feira (05/08), anunciando a viagem apostólica do Papa Leão XIV à América Latina.
Segundo o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, Leão XIV visitará o “Uruguai, Argentina e Peru de 6 a 17 de novembro de 2026, aceitando o convite dos Chefes de Estado e das autoridades eclesiásticas desses países”.
O Santo Padre “visitará Montevidéu, Paysandú e Florida de 6 a 8 de novembro; Buenos Aires, Córdoba e Luján de 8 a 11 de novembro; e Lima, Chiclayo, Cusco e Pucallpa de 11 a 17 de novembro”.
De acordo com a nota, “o programa da viagem será divulgado mais adiante”.
Uruguai
O Santo Padre iniciará sua viagem pelo Uruguai, país visitado duas vezes pelo Papa João Paulo II, em 1987 e 1988. Trinta e oito anos após a última visita de um Sucessor de Pedro, o povo de Montevidéu terá a oportunidade de receber um Papa de volta à sua cidade. De 6 a 8 de novembro, o Pontífice visitará a capital uruguaia, bem como Paysandú, no leste do país, e Florida, localizada a 80 quilômetros ao norte de Montevidéu.
Argentina
O Pontífice seguirá então para a Argentina, terra natal do Papa Francisco, de 8 a 11 de novembro. A Argentina não recebe um Papa em seu território desde a Jornada Mundial da Juventude em Buenos Aires, em 1987. A capital argentina receberá Leão XIV em 8 de novembro. Depois, Leão XIV irá a Córdoba, na região centro-norte do país, e a Luján, onde se encontra o maior santuário mariano do país, localizado a 70 quilômetros a leste de Buenos Aires.
Em um ato realizado na Cúria Arquidiocesana de Aparecida, o arcebispo de Aparecida e presidente da Cáritas Brasileira, dom Mario Antonio da Silva, participou da destinação de R$ 1 milhão à Cáritas Venezuelana. O recurso, doado pelo Instituto Canopus, será integralmente empregado nas ações de assistência e reconstrução voltadas às famílias atingidas pelos fortes terremotos registrados na Venezuela no dia 24 de junho.
Promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pela Cáritas Brasileira e instituições parceiras, a campanha foi lançada em 1º de julho para mobilizar dioceses, paróquias, comunidades, movimentos e toda a sociedade em favor da população venezuelana. Os terremotos deixaram milhares de mortos, desaparecidos, desabrigados e comunidades inteiras destruídas, exigindo uma ampla resposta humanitária.
Durante sua mensagem, dom Mário recordou que a solidariedade é um compromisso próprio da vida cristã.
“A solidariedade faz parte da vida do cristão, assim nos ensina Jesus Cristo. E nós estamos hoje vivenciando a campanha da Igreja Católica para os irmãos e irmãs da Venezuela, sobretudo as famílias e pessoas acometidas pelos terremotos que aconteceram semanas atrás.”
Um gesto que convida toda a Igreja
O ato reuniu, além de representantes da Cáritas Brasileira, o casal Marcos Roberto Cruz e sua esposa, Edna Simone Cruz, representantes do Instituto Canopus, responsável pela doação. Ao agradecer a contribuição, dom Mário recordou que a campanha traduz o ensinamento de Jesus, no capítulo 25 do Evangelho de São Mateus, que convida os cristãos a reconhecerem e servirem Cristo na pessoa dos que sofrem.
Segundo o arcebispo, cada gesto de partilha fortalece essa missão da Igreja.
“Este é um gesto de solidariedade, de proximidade e de reconhecimento da necessidade das pessoas. Esse gesto também convoca todos nós a participarmos desta campanha de solidariedade.”
Na condição de presidente da Cáritas Brasileira, dom Mário também agradeceu às pessoas, empresas e instituições que já aderiram à mobilização.
Reconstruir vidas e devolver esperança
Durante o ato, em entrevista à TV Aparecida, dom Mário explicou que toda a arrecadação da campanha é destinada à Cáritas Venezuelana, responsável por acompanhar as famílias afetadas e aplicar os recursos nas necessidades mais urgentes.
“A arrecadação total será revertida integralmente em benefício dos irmãos e irmãs da Venezuela, na reconstrução de suas vidas, moradias e outras necessidades.”
Ele ressaltou que, passada a fase mais crítica da emergência, a prioridade agora é ajudar as famílias a retomarem suas vidas com dignidade.
“Eles têm recebido muita ajuda emergencial, mas nós precisamos pensar numa ajuda um pouco mais restauradora das vidas e das moradias, porque a gente pode imaginar quais são as necessidades de quem passa por um terremoto da grandeza que foi na Venezuela.”
Para ele, cada contribuição representa um gesto concreto de esperança para quem perdeu familiares, a casa e os meios de subsistência: “O seu gesto vai ajudar irmãos e irmãs a serem consolados e, ao mesmo tempo, fazer de suas necessidades algo com mais dignidade”, afirmou.
Dom Mario também lembrou que a solidariedade cristã se manifesta por diferentes caminhos.
“Além da nossa colaboração financeira, a nossa solidariedade, as nossas narrativas de amor, sem desprezo e sem preconceito, e também a nossa oração. É isso que nos une, é isso que nos faz mais cristãos.”
Antes da bênção final, dom Mário entregou aos representantes do Instituto Canopus uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira da Cáritas Brasileira, e outra de Santo Antônio de Sant’Ana Galvão (Frei Galvão), como sinal de gratidão pelo gesto de solidariedade. Na ocasião, pediu a intercessão dos santos pelas famílias atingidas pelos terremotos e por todos aqueles que colaboram com a campanha.
“Queremos pedir a intercessão de Nossa Senhora Aparecida e também de Frei Galvão, que abençoe todas as famílias e todos aqueles que participam com a sua doação nesta campanha de solidariedade.”
A campanha continua
A campanha SOS Venezuela – Solidariedade e Fraternidade permanece com arrecadações durante o mês de agosto. Ao encerrar sua mensagem, dom Mario renovou o convite para que mais brasileiros participem da iniciativa.
“Você que ainda não fez parte da doação, aproveite. Temos ainda este mês de agosto para participar desta campanha de solidariedade. Que Deus abençoe você. Participe com a sua doação, mas também participe com a sua oração em prol do Brasil, da Venezuela e de todos os necessitados do Brasil e do mundo.”
As doações podem ser realizadas diretamente à Cáritas Brasileira e serão destinadas às ações desenvolvidas pela Cáritas Venezuelana. Além da contribuição financeira, Dom Mario convida os fiéis a fortalecerem essa corrente de solidariedade por meio da oração pelas vítimas dos terremotos, por suas famílias e por todos aqueles que atuam na reconstrução das comunidades atingidas.
PIX: doe@caritas.org.br Banco do Brasil Agência: 452-9 Conta corrente: 53.377-7
Encontro reuniu representantes do Regional Norte 1 da CNBB e prepara a Igreja no Brasil para o 5º Congresso Vocacional, que será realizado em setembro
Fotos: SAV
O Serviço de Animação Vocacional da Diocese de Roraima (SAV) participou, entre os dias 10 e 12 de julho, do Pré-Congresso Vocacional 2026, realizado no Centro de Formação Maromba, em Manaus (AM). O encontro reuniu representantes das dioceses e prelazias do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como preparação para o 5º Congresso Vocacional do Brasil, que acontecerá de 4 a 6 de setembro, em Aparecida (SP).
Com o tema “Comunidades Vocacionais: encontro, testemunho e missão” e o lema “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46), o pré-congresso promoveu o estudo do Texto-Base do congresso nacional e momentos de formação, espiritualidade, convivência e partilha entre os participantes.
Para o bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, Dom Zenildo Lima, a animação vocacional deve estar profundamente ligada à vida das comunidades.
“Redescobrimos, a partir do Texto-Base do 5º Congresso Vocacional, a importância das nossas comunidades eclesiais. Não podemos distanciar a animação vocacional da missão das nossas comunidades. É nelas que acontecem o encontro, o testemunho e a missão”, afirmou.
A irmã Uezineire Ribeiro, membro do Serviço de Animação Vocacional (SAV), destacou que a participação no encontro fortalece o trabalho desenvolvido na diocese, especialmente no acompanhamento dos jovens e no fortalecimento do serviço vocacional.
Segundo ela, também é fundamental investir na iniciação à vida cristã desde a infância para despertar novas vocações e fortalecer o compromisso das comunidades com esse processo.
O encontro contou com a assessoria do padre Valmir de Costa (RCJ), que ressaltou que os participantes retornam às suas dioceses com a missão de multiplicar a experiência vivida durante o encontro.
“Cada participante é convidado a levar para sua diocese essa experiência comunitária vocacional, construída por meio da reflexão, da oração, da convivência e da partilha, para que toda a Igreja possa viver cada vez mais como uma comunidade vocacional”, disse.
Turma iniciou os estudos em 2024 e concluiu a formação após dois anos; nova turma já está com matrículas abertas.
Foto: Pascom Catedral
A Diocese de Roraima concluiu, neste domingo (12), o Curso de Teologia Pastoral com uma Missa em Ação de Graças, na Catedral Cristo Redentor, que marcou a formatura de 13 agentes. A turma iniciou a formação em 2024 e, ao longo de dois anos, participou de aulas realizadas aos sábados.
Durante o curso, os participantes estudaram disciplinas voltadas à formação pastoral e teológica, como Cristologia, Eclesiologia, Sagrada Escritura, Pneumatologia, Mariologia, História da Igreja, Antropologia, Psicologia e Liturgia. Os conhecimentos adquiridos servirão de base para a atuação dos formandos nas diversas pastorais e serviços da Igreja.
De acordo com o padre Deivith Zanioli, a formação busca preparar agentes pastorais para exercerem suas atividades com maior conhecimento da fé e da missão da Igreja.
Uma nova turma do Curso de Teologia Pastoral já teve início neste ano e segue com matrículas abertas. As aulas começam no dia 1º de agosto. Os interessados podem procurar a Cúria da Diocese de Roraima para obter informações sobre inscrições e participação.
Somos todos vocacionados a semear a Palavra. Foram as palavras do cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus, durante celebração Eucarística das 7h30, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição. Os mais de 70 congressistas do Pré-Congresso Vocacional Regional estiveram presentes na celebração que marcou o último dia do encontro. Em sua homilia o cardeal recordou que todos somos convidados a ser terra fértil que dá frutos, e nos leva à plenitude da vida.
Os bispos Dom Wilfried Theising, auxiliar da Diocese de Münster (Alemanha), em visita à Arquidiocese de Manaus e Dom José Albuquerque, da Diocese de Parintins e Referencial para o Serviço de Animação Vocacional Nacional (SAV) concelebraram a Eucaristia.
Além de Pe. Valmir Costa, coordenador do Departamento de Formação do Instituto Pastoral Vocacional (IPV), assessor do pré-congresso; os padres Leonardo dos Santos, assessor do SAV arquidiocesano e Pedro Cavalcante, Reitor do Seminário Arquidiocesano São José; Pe. Alex Mota, da Prelazia de Itacoatiara, os padres Marco Aurélio e Lyvio Costa, da Diocese de Parintins; Pe. Josinaldo da Silva, da Diocese de Coari e Pe. Pedro Cezar do Amaral, de Tabatinga, Diocese do Alto Solimões.
Você confere abaixo a homilia do cardeal Leonardo Steiner:
O semeador saiu a semear. A palavra que desde toda a eternidade está semeando. Desde toda a eternidade está semeando. Semeou, estrelas, semeou sóis, luas, plantas, águas, animais. Vemos a mão generosa que lança sementes e que os números não controlam, os cálculos enlouquecem. Não foi a Palavra que tudo criou, nos gerou? Semeou um povo que gerou o Filho de Deus, a filha de Sião, e semeou esperança, libertação, coragem, fidelidade, e continua a semear. E nós somos os receptadores, receptadoras da Palavra. A Palavra do amor, a Palavra da conversão, a Palavra da esperança, a Palavra da libertação, a Palavra do afeto.
Quantas sementes a quase enlouquecer o nosso coração. O semeador é esparramar palavras. Quase nos foi dado vir o cair das sementes pela abundância do semeador. Generoso, abundante, desmedido, a semear. Semeia à beira do caminho, semeia entre pedras, entre espinhos, até encontrar a terra boa. Semeia, semeia sempre. Teimosamente semeia. Não houve lugar onde as sementes não caíssem. E semeou, espalhou, espargiu como se desejasse que toda a terra recebesse o dom da semente. Não que distribuísse as sementes, pois era generoso demais em apenas entregar ou deixar cair.
Ao lançar com a mão semeadora, buscava espaços para que a semente pudesse germinar, mais, frutificar. Sementes irradiadoras não porque sobrassem, mas porque ele procura e busca o lugar para germinar e frutificar. Talvez possam crescer também à beira do caminho, talvez até entre pedras, talvez até entre espinhos. E na medida em que acompanhamos a palavra que é lançada em todas as direções, em todos os espaços, somos tomados de uma espécie de encanto, admiração pela abundância, a generosidade do semeador. Esperança de quem ao semear deseja germinação, frutificação. A sementeira foi feita pelos apóstolos e pelos profetas, mas é Jesus quem semeia, nos diz Santo Agostinho.
Semeando, pois, entre as nações, o que disse Cristo? Um semeador saiu a semear. No outro texto, os semeadores foram enviados para colher. Agora, o semeador sai para semear. Não se queixa, no entanto, do trabalho. Com efeito, que importa que o grão de trigo caia beiro do caminho sobre as pedras ou entre espinhos? Se ele se deixasse desencorajar por esses lugares ingratos, não avançaria e não chegaria até a terra boa. É de nós que fala o texto, nos diz Santo Agostinho.
Ele está a falar de cada um de nós. Seremos esse caminho, essas pedras, esses espinhos? Somos a terra boa? Dispomos o nosso coração para produzir 30 vezes, 60 vezes, 100 vezes, poderíamos dizer mil vezes. 30 vezes, mil vezes, sempre trigo, apenas trigo. A graça, a força da Palavra. Não sejamos mais esse caminho onde a semente é pisada por quem passa e onde o nosso inimigo agarra. Nem essas pedras onde a terra é pouco profunda faz germinar rapidamente um grão que não consegue resistir ao calor do sol. Nunca mais esses espinhos, as ambições deste mundo, esse hábito de fazer o mal. E conclui Santo Agostinho, com efeito, que coisa pior pode haver do que aplicar todos os esforços a uma vida que impede chegar à plenitude da vida? Que coisa mais infeliz que escolher a vida para perder a vida? Que coisa mais triste que temer a morte para sucumbir ao poder da morte? Arranquemos os espinhos, preparemos o terreno, recebamos a semente, aguentemos até a colheita, aspiremos por poder dar muito fruto.
Então, queridos irmãos, queridas irmãs, dispomos a nossa pessoa, o nosso ser, para sermos aqueles, aquelas que produzem 100 vezes mais, 60 vezes mais, 30 vezes mais. Não sejamos esse caminho onde a semente é pisada por quem passa, não sejamos as pedras com pouca umidade, não sejamos os espinhos que sufocam a graça da Palavra. Jesus é o semeador, mas ao mesmo tempo a semente.
A Palavra, a Palavra que saiu de Deus e veio semear, e semeia e continua a semear sempre, senão não estaríamos aqui, senão não faríamos um pré-congresso vocacional, se não tivéssemos recebido a graça da Palavra, a semente da Palavra de Deus. A generosidade e a gratuidade de quem semeia não está preocupado com o grão de trigo que cai à beira do caminho, sob as pedras ou entre os espinhos. Ele se deixa desencorajar por esses lugares ingratos? Não, porque senão não avançaria até a terra boa. Não importa o terreno, as dificuldades ou contrariedades, muito menos as perspectivas de sucesso da colheita. O que importa é semear, é espargir.
Como Deus, queridos irmãos e irmãs, é extraordinário, está insistentemente semeando em cada um de nós. Semeando em cada um de nós em todas as nossas situações existenciais em todos os nossos fechamentos e distrações em todas as nossas rejeições e afastamentos em todas as nossas recusas assim mesmo ele semeia não deixa de semear sejamos então terra boa.
A terra é boa, o semeador o mesmo e as sementes as mesmas, e, no entanto, como é que um deu 100, outro 60, outro 30? Aqui a diferença depende também de quem recebe, isto é, de cada um de nós. Porque mesmo sendo a terra boa, há muita diferença entre uma parcela do terreno e outra. Pois vê que a culpa não é do lavrador, nem da semente, mas da terra que recebe. Na transformação, queridos irmãos, queridas irmãs, somos enviados como semeadores e semeadoras.
Pré-Congresso Vocacional
O cardeal recordou a participção dos irmãos e irmãs que participaram do pré-Congresso Vocacional Regional. Ele foi uma preparação para o Congresso Vocacional Nacional, que terá como tema “Comunidades Vocacionais: Encontro, Testemunho e Missão” e acontecerá na cidade de Aparecida (SP), de 4 a 6 de setembro de 2026.
“Somos todos, por graça da semente, somos todos discípulos missionários, discípulas missionárias, somos todos vocacionados a semear a Palavra. Somos todos enviados para sermos testemunhas do Reino novo. O batismo nos vocacionou, nos vocacionou para o anúncio, para o testemunho. Todas as vocações na Igreja são enviadas para entregar e oferecer a semente da esperança. Da vida que possa desabrochar em plenitude, semear grãos de esperança, semear a paz que deixa resplandecer a liberdade. Semear energia e vitalidade para enfrentar as dificuldades da vida, semear consolo, semear ousadia e conforto para reerguer os caídos, semear amor e consolo com o bálsamo dos nossos pés cansados, abundância e generosidade, sim, semear sempre, abundantemente”, explicou o cardeal.
O arcebispo resgatou o ensinamento da primeira leitura, onde o profeta Isaías nos diz que a “Palavra que sai de minha boca não voltará vazia. Antes, realizará tudo que for da minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi ao enviá-la”. Segundo cardeal, essas palavras nos recordam que “somos enviados como semeadores e semeadoras para que a Palavra de Deus justifique em todos os corações”. Ele acrescentou que o Evangelho de hoje “nos incita a perceber que apesar do aparente fracasso, a Palavra, no entanto, frutifica. Recordemos, a Palavra de Deus não voltará sem produzir fruto, se formos um terreno bom e generoso”.
“Ó Jesus, a todos generosamente ofereceis vossa Palavra, vossa doutrina. Como não faz o semeador de extinção na terra que lavra, mas semeia simplesmente e generosamente em toda parte, assim também vós, na pregação, não distingues o rico do pobre. O douto do ignorante, o fervoroso do preguiçoso, o corajoso do covarde, mas a todos indistintamente entregais a semente da Palavra. A todos ofereceis a salvação”, finalizou o arcebispo com esta oração.
De 10 a 12 de julho de 2026, no Centro de Formação Maromba, em Manaus.
CNBB – NORTE 1
O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou o Pré-Congresso Vocacional. Com o tema “Comunidades Vocacionais: encontro, testemunho e missão” e lema “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46). De 10 a 12 de julho de 2026, no Centro de Formação Maromba, em Manaus. O encontro é uma preparação colaborativa para o 5º Congresso Vocacional do Brasil, promovido pela CNBB.
A primeira noite contou com uma apresentação do SAV Regional por Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins e referencial nacional do SAV e por Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus. Em sua fala, Dom Zenildo Lima recordou que desde a década de 70 os bispos pensavam em um formato de Igrejas Locais que correspondessem às realidades da Amazônia.
Embora existisse uma profunda gratidão à “forte da presença das congregações missionárias”, alguns nomes do episcopado da época desejam que se constituísse um Igreja com rostos pertencentes ao território amazônico. Nomes como Dom Adalberto Marzi, no Alto Solimões e Dom Gutemberg Regis, em Coari. Dom Jorge Marskell, em Itacoatiara, Dom Arcângelo Cerqua, em Parintins, e Dom João de Sousa Lima em Manaus tiveram a percepção do o sínodo hoje chama de “Igreja com rosto amazônico”.
“São lideranças que pensaram isso: A gente tem que levar para frente a vida dessa Igreja. Somos profundamente agradecidos aos missionários Ad Gentes que atravessaram o oceano para vir para cá, mas temos que ter o projeto de Igreja. Um dos mais lúcidos, nesse sentido, foi o bispo de Coari (Dom Gutembeg Regis) que pensou um projeto muito claro de agentes autóctones não somente clero, né?! Depois então começamos um caminho de pastoral vocacional”, explicou o bispo.
Caminho vocacional
Ao recordar o caminho vocacional do regional, Dom Zenildo lima destacou que inicialmente a animação da Pastoral Vocacional era feita por presbíteros. Nas décadas de 70 e 80, a pastoral procurava compreender o homem e a mulher amazônidas. Isto é, havia uma preocupação com a pessoa com a qual se trabalharia, nas palavras do bispo, “um peso antropológico”.
“Depois, num outro momento da nossa animação vocacional, sempre dentro desse projeto de Igreja, a gente pensou assim, precisamos diversificar a ministerialidade. Então, a preocupação de ter clero local sempre foi um desafio para as nossas dioceses e prelazias. Mas, sobretudo, a preocupação de uma Igreja que fosse servida além do ministro presbítero, outros ministros também. Nos últimos anos, a gente retomou muito esse discurso da ministerialidade”, recordou bispo.
Ao pensar sobre a ministerialidade, o bispo recordou que as últimas diretrizes do nosso regional “a comunidade aparece como um elemento muito significativo”. E relembrou que o cardeal Leonardo Steiner, tem insistido nos seus recentes discursos que “onde tem a comunidade, tem a igreja”. Uma abordagem a partir da comunidade que permite sua diversidade de sujeitos.
Homens e mulheres comprometidos
Inicialmente a animação vocacional envolvia os presbíteros. Depois, as mulheres da vida religiosa construíram um legado da animação. Também os cristãos leigos e leigas sempre estiveram presentes. A exemplo na Diocese de Parintins, que conta com da presença de casais, da vocação matrimonial dentro dessa perspectiva da animação vocacional”, afirmou Dom Zenildo Lima.
Ainda que a animação vocacional do regional transmita a sensação de constantes recomeços, o auxiliar enfatizou que eles nunca iniciam do zero. Esses recomeços são sempre construídos em cima daquilo que em algum momento da história já foi trabalhado. Por esse motivo, é capaz de formar discípulos missionários, comprometidos com a realidade e com o exercício de serviços ministeriais na Amazônia.
“Comprometidos com a realidade histórica dessa região, comprometidos com as questões socioambientais, comprometidos com a questão do cuidado com a casa comum. Comprometidos com algumas lutas que a gente trava, algumas questões que são permanentes para nós, como o combate à violência, o combate ao tráfico de pessoas, essas coisas que foram entrando na nossa pauta, mas não simplesmente como um ponto solto dentro da dinâmica pastoral”, disse Dom Zenildo Lima.
Frutos do trabalho missionário
Dom José Albuquerque destacou que a presença de rostos amazônicos no encontro é fruto do trabalho de missionários vindos de “diversas partes do Brasil e do mundo”. Eles contribuíram para que nos compreendêssemos como vocacionados. Com isso, a Igreja na Amazônia assumiu uma forte característica missionária. Com “o cheiro das ovelhas”, que pisa no chão, na lama, que anda de rabeta, de canoa, enfrenta temporais, que dorme em rede”.
“É uma igreja que é marcada por essa dimensão missionária, que isso é muito original. E é também uma igreja onde a força dos cristãos leigos e leigas é inegável. Principalmente das mulheres. As mulheres são protagonistas. Ai de nós bispos e padres, se não fossem as religiosas, as leigas, nos mais diversos serviços pastorais. A força da mulher aqui é algo muito bonito, que a gente precisa também saber valorizar. E as mulheres não estão assim como auxiliares, não são apenas assessoras, são protagonistas”, pontuou o bispo.
A expectativa do Congresso Nacional é fortalecer a consciência de que a comunidade eclesial é o ambiente fundamental para a animação, discernimento e vivência vocacional. Essa promoção de uma cultura vocacional, traz como novidade a perspectiva de uma nova linguagem para alcançar as novas realidades.
Com assessoria de Pe. Valmir de Costa, RCJ, Religioso Rogacionista. Doutor em Filosofia e Coordenador do Departamento de Formação do Instituto de Pastoral Vocacional. Os mais de 70 participantes enfatizam a missão como elemento constitutivo do Serviço de Animação Vocacional.
A celebração reuniu missionários das duas dioceses e integrou a programação pelos 10 anos do Projeto Igrejas Irmãs.
Foto: Kayla Silva
A celebração eucarística desta quinta-feira (9), na Prelazia da Diocese de Roraima, reuniu padres das dioceses de Roraima e Jundiaí (SP) como parte da programação da visitar pastoral que celebra os 10 anos do Projeto Igrejas Irmãs – Norte 1/Sul.
Durante a homilia, o bispo da diocese de Jundiaí, Dom Arnaldo Neto, destacou que a missão nasce do amor de Deus e lembrou que todo missionário é chamado, antes de tudo, a viver essa experiência.
“Antes de sermos chamados e enviados, somos todos amados por Deus”, disse.
Dom Arnaldo também ressaltou que o anúncio do Evangelho se manifesta na realidade amazônica, juntos aos povos indígenas e migrantes. Segundo ele, a missão compartilhada entre as duas dioceses é um testemunho do Reino de Deus e dos frutos gerados ao longo da última década.
Foto: Kayla Silva
Um dos pioneiros da missão, o padre José Roberto, que atuou em Roraima no inicio do projeto, em 2015, afirmou que a experiência marcou profundamente sua caminhada sacerdotal.
Para ele, os desafios pastorais enfrentados fortaleceram seu ministério e proporcionaram um grande aprendizado sobre a realidade da Igreja na Amazônia.
“Foi uma oportunidade muito boa, um aprendizado muito grande. Levo essa experiência para toda a minha vida sacerdotal”, contou.
Padre José Roberto também destacou a hospitalidade do povo roraimense e agradeceu o carinho recebido durante a missão.
Outro missionário pioneiro, padre Noberto Savietto, relembrou o impacto do primeiro contato com a Igreja na Amazônia. Apesar das diferenças culturais e das grandes distâncias, afirmou que a acolhida das comunidades tornou a experiência enriquecedora.
Já o padre Diego Araújo, que esteve no Sul de Roraima como seminarista em 2019 e retornou neste ano como sacerdote, destacou o crescimento das comunidades. Segundo ele, foi possível perceber o amadurecimento da vida pastoral e da participação dos fiéis em São Luiz, São João da Baliza e Caroebe