Santo Afonso Rodrigues, padroeiro de Palma de Maiorca

Origens 

Natural de Segóvia, na Espanha, veio à luz aos 25 de julho de 1532. Pertencente a uma família cristã, teve de interromper seus estudos no primário, pois, com a morte do pai, assumiu os compromissos com o comércio. Casou-se com Maria Soares, que amou tanto quanto os dois filhos, mas infelizmente, todos, com o tempo, faleceram.

A Crise Espiritual 

Ao entrar em crise espiritual, Afonso entrega-se à oração, à penitência e, dirigido por um sacerdote, descobriu o seu chamado a ser Irmão religioso; e, assim, assumiu grandes dificuldades como a limitação dos estudos. 

Entrou para a Companhia de Jesus

No ano de 1571, aos 38 anos, iniciou seu noviciado. Vencendo tudo em Deus, Afonso foi recebido na Companhia de Jesus como Irmão. Sua vida foi uma esplêndida realização da vocação. Depois do noviciado, foi enviado para o Colégio de formação Monte de Sião em Palma de Maiorca. No colégio, desempenhou os ofícios de porteiro; e a todos prestava vários serviços e, dentre as virtudes heroicas que conquistou na graça e querendo ser firme na fé, a obediência foi a sua prova de verdadeira humildade.

Santo Afonso Rodrigues: Homem Simples 

Vontade de Deus 

Santo Afonso Rodrigues sabia ser simples, pois aceitava, com amor, toda ordem e desejo dos superiores, como expressão da vontade de Deus. Tinha como regra “Agradar somente a Deus, cumprir sempre e em toda parte a Vontade Divina”. Esse santo encantador, com sua espiritualidade, ajudou a muitos, principalmente São Pedro Claver, um de seus filhos espirituais mais notáveis, quanto ao futuro apostolado na Colômbia.

Alma que suplicava Deus 

Sua alma era sedenta de Deus: “A oração que tem é uma súplica a Deus e a Nossa Senhora de quatro amores: o amor de Deus; o amor de Jesus Cristo; o amor a Santíssima Virgem e o amor de uns para com os outros”. Em sua íntima relação com Deus, Maria sempre esteve presente. 

Páscoa

Passou o resto da sua vida como porteiro em um convento da Ilha de Maiorca, onde foi exemplo de humildade, obediência, constância e santidade. Místico de muitos carismas, Santo Afonso Rodrigues sofreu muito antes de morrer em 31 de outubro de 1617. Foi canonizado em 15 de janeiro de 1888, por Leão XIII. Ele é o santo padroeiro dos goleiros e lanterninhas, e padroeiro de Palma de Maiorca. 

Minha oração

“Santo Afonso, que, por sua obediência, conquistastes o Céu, dai-nos a graça de imitar essa virtude assim como o teu modelo de humildade. Ensina-nos a reconhecer Jesus nos trabalhos mais simples e desprezados. Amém!”

Santo Afonso Rodrigues , rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 31 de outubro 

  • Em Alexandria, no Egipto, Santo Epimáquio de Pelúsio, mártir. († c. 250)
  • EmVermand, hoje Saint-Quentin, na Gália, Bélgica, atualmente na França, São Quintino, mártir.(† s. III)
  • Em Fosses, no Brabante da Austrásia, no território da atual Bélgica, São Felano, presbítero e abade. († c. 655)
  • Em Milão, na Lombardia, região da Itália, Santo Antonino, bispo. († c. 661)
  • Em Ratisbona, na Baviera, actualmente na Alemanha, São Volfgango, bispo. († 994)
  • Em Cahors, na Aquitânia, região da França, o Beato Cristóvão de Romanha, presbítero da Ordem dos Menores. († 1272)
  • Em Riéti, na Sabina, território da Itália, o Beato Tomás de Florença Belláci, religioso da Ordem dos Menores. († 1447)
  • Em Youghal, perto de Cork, na Irlanda, o Beato Domingos Collins, religioso da Companhia de Jesus. († 1602)
  • Em Piotrkow Kujawski, localidade da Polónia, o Beato Leão Nowakowski, presbítero e mártir. († 1939)
  • Em Sevilha, na Espanha, Santa Maria da Imaculada Conceição, virgem, fundadora do Instituto das Irmãs da Companhia da Cruz. († 1998)

São Marcelo de Tânger, mártir

O que Igreja diz

Diz o Martirológio Romano neste dia: “Em Tânger, na Mauritânia, no atual Marrocos, a paixão de São Marcelo, centurião, que na festa do imperador, enquanto todos faziam sacrifícios aos deuses, jogou o cinto militar, as armas e a própria vida diante da insígnia, professando ser cristão e não poder mais obedecer adequadamente ao juramento militar, mas apenas a Jesus Cristo, sofrendo assim o martírio por decapitação.”

Transmissão de sua Páscoa

A paixão de Marcello chegou até nós em duas resenhas, transmitidas por textos dispersos nas bibliotecas de Roma, Bruxelas, Londres, Madrid, Leão, Bordéus etc. Foi publicado pela primeira vez por Ruinart, depois por Allard e recentemente por Delehaye (1923), por García Villada (1929), por J. González (1943), por B. De Gaiffier (1943) e R. Rodriguez (1948).

Registros históricos e estudos

A resenha original é reconhecida como autêntica e consiste em dois relatórios de interrogatórios em dois tribunais diferentes com intervalo de três meses, em dois locais diferentes. Depois, por volta do século XI, são acrescentadas algumas interpolações que fazem de Marcello, o marido de são Nonia, ser o pai de doze filhos: Cláudio, Lupercio, Victorico, Facondo, Primitivo, Emeterio, Celidonio, Servando, Germano, Fausto, Gennaro e Marziale. A origem e evolução desta lenda, profundamente enraizada na tradição cristã do povo leonino, foi cuidadosamente estudada por De Gaiffier.

Segundo a passio, portanto, a festa dos “augostos imperadores” foi celebrada em 21 de julho de 298 e, nessa data, Marcelo, um centurião comum, depôs as armas na presença das tropas reunidas e proclamou a sua renúncia ao serviço militar. para servir na milícia de Cristo. No dia 28 de julho, foi interrogado pelo diretor Fortunato, que diante da gravidade do crime decidiu devolvê-lo ao seu superior hierárquico, Aurelio Agricolano de Tânger. No dia 30 de outubro, Marcelo foi novamente interrogado, desta vez em Tânger, e condenado à morte.

Do estudo cuidadoso de De Gaifiier fica claro que Marcelo é um autêntico mártir africano e que só nas sucessivas interpolações da paixão, feitas pelos escritores espanhóis, foi transformado em cidadão de Leão, sobre o falso fundamento de que pertencia a legio Traiarti, suposto fundador daquela cidade. Após esta identificação, feita no sec. XVI, acreditava-se também que Leão poderia indicar a casa do mártir perto da Porta Cauriense, hoje transformada em capela dedicada ao Cristo da Vitória. Seguindo esta mesma tradição, uma igreja dedicada a Marcelo foi construída em Leão com o advento da paz Constantiniana.

O código 11 do Arquivo da catedral de Leão relata que Ramiro I (842-850) “restaurou a igreja de Sâo Marcello no subúrbio Legionense perto da Porta Cauriense, fora dos muros da cidade…”. Perto desta igreja, surgiu um mosteiro onde viveu o famoso teólogo legionense, são Martin, e no sec. XII um hospital com o mesmo nome.

Surgimento da devoção

A devoção que fez de Marcelo o principal patrono da cidade de Leão, no entanto, nasceu e desenvolveu-se a partir dos seus restos mortais que foram preservados em Tânger, de modo que, imediatamente após a libertação desta cidade pelo Rei de Portugal, Leão solicitou os restos mortais de seu mártir. As cidades de Jerez e Sevilha também disputaram a sua posse. Em 29 de março de 1493, porém, os restos mortais de Marcelo trazidos pelo próprio rei Fernando, o Católico, entraram em Leão e foram colocados na igreja a ele dedicada. Segundo documentos contemporâneos conservados no arquivo municipal, os restos mortais foram recebidos “como nunca houve melhor”.

Relíquias de Marcello 

As relíquias estão hoje guardadas em uma arca de prata no altar-mor; encontram-se também um pergaminho que narra a entrada na cidade e os milagres que a acompanharam, documentos relativos à doação de uma relíquia de M. à igreja de São Gil em Sevilha e algumas cartas do rei Henrique IV de Castela e de Isabel, a Católica, ao Papa Sisto IV sobre a transferência do corpo do mártir para Leão.

As relíquias foram transportadas em procissão juntamente com as de São Froilano, por ocasião de grandes calamidades públicas. Todos os anos, no dia 9 de outubro, data da festa, o capítulo da catedral e a câmara municipal da cidade vão em procissão ao templo de Marcelo para assistir à missa solene: os cónegos e os vereadores revezam-se para simbolizar o comum e igual direito de patrocínio que durante muitos séculos tiveram sobre a igreja de São Marcello e para a qual o prefeito guardou uma das chaves da arca que contém as relíquias do santo.

Minha oração

Deus eterno e todo poderoso, que destes a São Marcelo, a graça da fidelidade até a morte, concedei-nos, por sua intercessão, suportar, por Vosso amor, as adversidades, e correr ao encontro de Vós que sois a nossa vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso filho, na unidade do Espírito Santo. São Marcelo orai por nós e pela Santa Igreja! Amém!”

São Marcelo, rogai por nós!

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Jovens Religiosos presentes no Coração da Diocese de Roraima

Vindos de várias partes do país e de diferentes congregações, os jovens consolidam e se renova com o passar das gerações.

Em uma era em que a vida religiosa consagrada enfrenta desafios e transformações constantes, as novas gerações de religiosos jovens estão desempenhando um papel importante no serviço desse grupo. vivências e ações em prol do Reino de Deus.

A juventude religiosa consagrada se destaca por sua presença dinâmica e comprometida. Vindos de várias partes do país e de diferentes congregações, os jovens religiosos da Diocese de Roraima, têm se unido para consolidar uma vida religiosa que se renova com o passar das gerações.

Unindo Diversidade e Fé

A diversidade é uma das principais características desse grupo de animação da vida religiosa consagrada. Jovens vindos de diversas congregações e tradições religiosas compartilham suas histórias e experiências, o que enriquece o diálogo inter-religioso. Os orionitas, consolatas, irmãos e padres, franciscanas catequistas, missionárias de Nossa Senhora das Dores, franciscanas missionárias Mãe do Divino Pastor, pastorinhas e outros encontram, aqui, um espaço para aprender e crescer juntos.

Ação e Presença no Mundo

Além de compartilhar suas experiências, esses jovens religiosos também são reconhecidos por suas ações na diocese. Para eles, a vida religiosa é uma doação constante, um serviço abnegado em nome de Cristo e do Reino de Deus.

Construindo Pontes para o Futuro

Os jovens religiosos entendem a importância de construir pontes para o futuro. Eles não apenas carregam a chama da fé, mas também são mestres na arte de adaptar as tradições religiosas à era moderna. Sua presença e seu serviço inspiram outras gerações a seguir o mesmo caminho de dedicação e amor à humanidade.

O Testemunho de Uma Geração

O papel desempenhado por esses jovens religiosos na diocese é, sem dúvida, um testemunho vivo da fé em ação. Eles se comprometem não apenas a rezar, mas também a agir, a estender a mão aos mais necessitados, a promover a justiça social e a disseminar o amor de Deus aonde quer que vão.

O Futuro da Vida Religiosa Consagrada

Eles representam uma nova geração de líderes religiosos que estão dispostos a enfrentar os desafios do mundo atual com fé e determinação, mantendo viva a missão da igreja. Estão se destacando como um exemplo de renovação, diversidade e ação comprometida. Eles estão moldando o futuro da igreja e inspirando todos ao seu redor a viver uma vida de serviço e dedicação. Que seu testemunho continue a iluminar o caminho de todos nós, em direção a um mundo mais justo e cheio de amor.

São Simão e São Judas Tadeu, os apóstolos primos de Jesus

Origens 

São Simão e São Judas Tadeu, estes dois Apóstolos, menos conhecidos que os outros, paradoxalmente, são dois parentes mais estreitos de Jesus: eram dois de seus primos. No que se refere a Judas Tadeu, a tradição é bastante precisa; sabe-se pelas Escrituras que seu pai, Alfeu, era irmão de São José; enquanto sua mãe, Maria de Cléofas, era prima da Virgem Maria. Por outro lado, sobre a existência de Simão, a tradição é bastante vaga.

São Simão

Simão, palavra hebraica que significa “zeloso”, tinha o cognome de Cananeu, derivado de Caná, aldeia da Galileia. Praticava a obediência, cumprindo os preceitos e compadecendo-se dos aflitos e necessitados. Trabalhava fervorosamente pela salvação das almas. Nicéforo Calisto diz que Simão pregou na África e na Grã-Bretanha. 

São Judas Tadeu 

Judas, um dos doze, era chamado também Tadeu ou Lebeu, que São Jerônimo interpreta como homem de senso prudente. Seu nome significa “confessor” ou “glorioso”. Judas Tadeu foi quem, na Última Ceia, perguntou ao Senhor: “Senhor, como é possível que tenhas de te manifestar a nós e não ao mundo?” (Jo 14,22).

São Simão e São Judas Tadeu, irmão de Tiago 

Irmãos

Simão Cananeu e Judas Tadeu eram irmãos de Tiago, o Menor, e filhos de Maria de Cléofas, que foi casado com Alfeu. Logo após a ascensão do Senhor, Judas foi enviado por Tomé até Abgar, rei de Edessa. 

Relíquias 

São Fortunato, Bispo de Poitiers, no fim do século VI, indica estarem São Simão e São Judas Tadeu enterrados na Pérsia. Isso vem das histórias apócrifas dos apóstolos; segundo elas, foram martirizados em Suanir, na Pérsia, a mando de sacerdotes pagãos que instigaram as autoridades locais e o povo, tendo sido ambos decapitados. É o que rege o martirológio jeronimita.

Uma outra hipótese 

Outros dizem que Simão foi sepultado perto do Mar Negro; na Caucásia, foi elevada em sua honra uma igreja entre o VI e o VIII séculos. Beda, pelo ano de 735, colocou os dois santos no martirológio a 28 de outubro; assim ainda hoje os celebramos. Na antiga basílica de São Pedro do Vaticano havia uma capela dos dois santos, Simão e Judas, e nela se conservava o Santíssimo Sacramento.

Epístola 

Temos uma epístola de Judas “irmão de Tiago”, que foi classificada como uma das epístolas católicas. Parece ter em vista convertidos e combate seitas corrompidas na doutrina e nos costumes. Começa com estas palavras: “Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados e amados por Deus Pai, e conservados para Jesus Cristo: misericórdia, paz e amor vos sejam concedidos abundantemente”. Orígenes achava esta epístola “cheia de força e de graça do céu”.

São Judas Tadeu: Patrono dos Aflitos e Padroeiro das Causas Desesperadas

Maiores aflições 

Segundo São Jerônimo, Judas terá pregado em Osroene (região de Edessa), sendo rei Abgar. Terá evangelizado a Mesopotâmia, segundo Nicéforo Calisto. São Paulino de Nola tinha-o como apóstolo da Líbia. Conta-se que Nosso Senhor, em revelações particulares, teria declarado que atenderia os pedidos daqueles que, nas suas maiores aflições, recorrerem a São Judas Tadeu. 

Santa Brígida refere que Jesus lhe disse que recorresse a esse apóstolo, pois ele lhe valeria nas suas necessidades. Tantos e tão extraordinários são os favores que São Judas Tadeu concede aos seus devotos, que se tornou conhecido em todo o mundo com o título de Patrono dos aflitos e Padroeiro das causas desesperadas.

Minha oração

“Vós que conhecestes de perto o Salvador do mundo e dele puderam participar da mesma família, rogai para que nós também encontremos a salvação que necessitamos e nela sejamos somados ao corpo místico de Cristo pelo batismo. Amém.”

São Simão e São Judas Tadeu, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 28 de outubro 

  • Em Mogúncia, na Gália, Bélgica, atualmente na Alemanha, São Ferrúcio, mártir. († c. 300)
  • Em Como, na Gália Cisalpina, hoje na Itália, São Fiel, mártir. († c. s. IV)
  • Em Ávila, na Hispânia, a paixão dos santos VicenteSabina e Cristeta, mártires. († c. 305)
  • Em Thiers, na Aquitânia, hoje na França, São Gens ou Genésio, que passou deste mundo ao céu pelo martírio, quando levava ainda a veste branca do Batismo. († c. s. IV)
  • Em Amiens, na Nêustria da Gália, também na atual França, São Sálvio, bispo. († c. 625)
  • Em Meaux, na Nêustria, hoje na França, São Farão, bispo, que, sendo familiar do rei, exortado por sua irmã Santa Fara a dedicar-se ao serviço de Deus. († c. 670)
  • Em Annecy, na Savóia, também na França, a comemoração de São Germano, abade, que, fundou e dirigiu o priorato de Talloires. († s. XI)
  •  Em Fujian, província da China, os santos Francisco Serrano, bispo, e Joaquim RoyoJoão Alcober e Francisco Díaz del Rincon, presbíteros, todos da Ordem dos Pregadores e mártires. († 1748)
  • Em Cho-Ra, povoação do Tonquim, hoje no Vietnam, São João Dat, presbítero e mártir. († 1798)
  • Em Ejutla, localidade do México, São Rodrigo Aguilar, presbítero e mártir. († 1927)
  • Em Alcira, na província de Valência, na Espanha, o Beato Salvador Damião Enguix Garés, mártir, pai de família. († 1936)
  •  Em Gilet, na província de Valência, o Beato José Ruiz Bruixola, presbítero e mártir. (†1936)
  • Em Santander, na Espanha, os beatos Cláudio Julião Garcia San Roman e Leôncio Lope Garcia, presbíteros da Ordem de Santo Agostinho e mártires. († 1936)

Santo Evaristo, o quinto Papa da Igreja Católica

Origens 

Santo Evaristo, sucessor de São Clemente, segundo Santo Ireneu e Eusébio, foi, pelo ano 100, Papa – ou mais exatamente bispo de Roma (porque, nessa época, ao que parece, o termo Papa aplicava-se a qualquer prelado). Foi somente pelo século VI que o título de Papa começou a ser reservado só para o Pontífice Romano.

Papa da Antioquia 

Segundo o Liber Pontificalis, Santo Evaristo era grego de Antioquia, como o pai judeu, chamado Judas, nascido em Belém. Pela mesma fonte é declarado mártir, do mesmo modo que sete (ou nove) outros pontífices, sem que se veja a razão nestes diferentes.

Pontificado

No exercício de seu Pontificado, aparecem duas lendárias disposições tomadas por ele. A distribuição dos sacerdotes de Roma nos vinte e cinco títulos ou igrejas paroquiais da cidade, que teriam sido instituídas por São Cleto. 

Papa Evaristo: grande organizador da Igreja 

Organização da Igreja
São Pedro já havia estabelecido sete diáconos, Evaristo decidiu que os diáconos estivessem ao lado do bispo enquanto este pregava e proclamava o prefácio da Missa, para testemunhar (em caso de necessidade), a ortodoxia e também para conferir maior solenidade à celebração.

Páscoa

Santo Evaristo morreu em 105. Uma tradição muito antiga afirma que ele teria sido mártir da fé durante a perseguição imposta pelo imperador Trajano, e que depois seu corpo teria sido abandonado perto do túmulo do apóstolo Pedro. Embora a fonte não seja precisa, sua morte foi oficialmente registrada no Livro dos Papas, em Roma.

Relíquias 

Foi enterrado perto do corpo do bem-aventurado Pedro no Vaticano, no  6º das calendas de Novembro (27 de Outubro). Baronio preferiu colocá-lo no martirológio no dia 26.  Evaristo vem do grego euarestos, engraçado, agradável.

Minha oração

“Sucessor dos apóstolos, tu bebeste das fontes do Evangelho, conduzi os cristãos ao verdadeiro entendimento do cristianismo, derrubai as ideologias e más interpretações sobre Jesus e o Reino de Deus. Amém!”

Santo Evaristo, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 26 de outubro 

  • Em Nicomédia, na Bitínia, na Turquia, os santos Luciano e Marciano, mártires. († c. 250)
  • Em Cartago, na Tunísia, a comemoração de São Rogaciano, presbítero, a quem São Cipriano confiou a administração da Igreja de Cartago. († s. III)
  • Em Estrasburgo, na Germânia, atualmente na França, Santo Amando, o primeiro bispo desta cidade. († s. IV)
  • Em Narbona na atual França, São Rústico, bispo. († c. 461)
  • Em Angoulème, na Aquitânia, hoje na França, Santo Aptónio, bispo. († c. 567)
  • Em Lastingham, na Nortúmbria, região da Inglaterra, São Ceda foi ordenado bispo dos Saxões orientais por São Finano. († 664)
  • Em Hexham, na Nortúmbria, Santo Eata, bispo, que regeu vários cenóbios e Igrejas. († c. 616)
  • Em Metz, na Austrásia, atualmente na França, São Sigebaldo, bispo, fundador de vários mosteiros. († 741)
  • No mosteiro de Heresfeld, na Alemanha, o sepultamento de São Vita ou Albuíno, primeiro bispo de Bürberg. († c. 786)
  • Na Escócia, São Beano, bispo de Mortlach. († c. 1032)
  • Em Pavia, na Lombardia, região da Itália, São Fulco, bispo, natural da Escócia, homem de paz, zelo apostólico e insigne caridade. († 1229)
  • Em Réggio Emília, também na Itália, o Beato Damião Furchéri, presbítero da Ordem dos Pregadores, egrégio arauto do Evangelho. († 1484)
  • Em Ravello, próximo de Amálfi, na Campânia, região da Itália, o Beato Boaventura de Potenza,  presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais. († 1711)
  • Em Cracóvia, na Polônia, a Beata Celina Chludzindska Borzecka, religiosa, fundadora da Congregação das Irmãs da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. († 1913)
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Dia de São João Paulo II

Um Legado de Fé e Inspiração

O dia 22 de outubro é um momento especial no calendário católico, marcando a celebração do Dia de São João Paulo II, um dos papas mais influentes da história recente da Igreja Católica. Neste dia, fiéis em todo o mundo se reúnem para homenagear e recordar o legado de um homem que desempenhou um papel fundamental na promoção da fé, da justiça e do diálogo inter-religioso.

Nascido Karol Józef Wojtyła em 18 de maio de 1920, em Wadowice, Polônia, ele se tornou Papa João Paulo II em 16 de outubro de 1978. Seu papado, um dos mais longos da história, durou até sua morte em 2 de abril de 2005. Durante seu pontificado, São João Paulo II teve um impacto significativo, viajando extensivamente, promovendo a paz, condenando a violência e defendendo os direitos humanos.

O legado de São João Paulo II também inclui seu papel na queda do comunismo na Europa Oriental, particularmente em sua Polônia natal. Ele era um símbolo de resistência e esperança para muitos que lutavam por liberdade e democracia em um período de turbulência política.

São João Paulo II é lembrado por sua humanidade, compaixão e habilidade de tocar o coração de pessoas de todas as crenças. Seu compromisso com a paz, a justiça e a promoção da dignidade humana continua a inspirar milhões de pessoas em todo o mundo, tornando o Dia de São João Paulo II uma ocasião de reflexão e celebração da vida de um homem que deixou uma marca indelével na história religiosa e mundial.

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Padre Fred Opiyo Okumu Celebra 5 Anos de Dedicação e Serviço no Brasil

O Padre destacou a importância do acolhimento caloroso que encontrou em Roraima

Hoje, 20 de outubro, marca um marco significativo na vida do Padre Fred Opiyo Okumu, que comemora seu 5º aniversário desde sua ordenação sacerdotal. Sua jornada de fé o trouxe do Quênia para o Brasil, onde ele tem dedicado sua vida a servir a comunidade na Diocese de Roraima.

Padre Fred Opiyo Okumu ingressou no seminário em 2008, em sua terra natal, o Quênia. Sua formação religiosa e sacerdotal ocorreu ao longo de anos de estudo e reflexão em Nairobi, África. Após anos de dedicação, ele foi ordenado sacerdote em 2018 e começou sua missão na paróquia no Quênia, onde serviu por 9 meses.

No entanto, sua jornada o levou além das fronteiras de seu país natal. Em 2019, Padre Fred recebeu a missão de continuar seu trabalho no Brasil, especificamente na Diocese de Roraima. Desde setembro de 2019, ele tem servido com dedicação na Região Baixo Cotingo, Raposa do Sol, no município de Normandia, no estado de Roraima.

Em uma emocionante entrevista com a equipe de jornalismo da Radio Monte Roraima, Padre Fred compartilhou sua alegria e gratidão por seu serviço no Brasil. Ele declarou: “É uma grande alegria servir o povo como sacerdote, pois o povo aqui é bom e acolhedor. Sempre levo meu coração para onde quer que vá, servindo o povo de Deus.”

O Padre destacou a importância do acolhimento caloroso que encontrou em Roraima, bem como a dedicação da comunidade em sua missão religiosa. Seu serviço exemplar e compromisso com a fé têm deixado uma marca positiva nas vidas daqueles que ele toca, e a comunidade está imensamente grata por sua presença e orientação espiritual.

Neste 5º aniversário de ordenação, Padre Fred Opiyo Okumu é um testemunho inspirador de dedicação, amor e serviço à comunidade. Seu legado como sacerdote continua a crescer e prosperar, e seus ensinamentos e orientação espiritual continuam a iluminar o caminho daqueles que têm a sorte de conhecê-lo.

São Lucas, o Evangelista

Origens 

São Lucas Evangelista, que, segundo a tradição, nasceu em Antioquia de uma família pagã, era médico de profissão. Convertido à fé de Cristo, foi companheiro caríssimo do apóstolo São Paulo até a confissão (martírio) deste. Serviu irrepreensivelmente ao Senhor, jamais tomou mulher nem teve filhos. 

Características do Evangelho

É possível perceber a característica mais original do Evangelho de Lucas graças aos seis milagres e às dezoito parábolas, que não encontramos nos outros Evangelhos. Ele dedica atenção particular aos pobres e às vítimas das injustiças, aos pecadores arrependidos, acolhidos pelo perdão e a misericórdia de Deus.

São Lucas: o Evangelista da Misericórdia

Parábolas Narradas 

Ele narra a parábola do pobre Lázaro e o rico Epulão. Fala do Filho Pródigo e do pai misericordioso, que o acolhe de braços abertos. Descreve a ação da pecadora perdoada, que lava os pés de Jesus com as suas lágrimas e os enxuga com seus cabelos. Cita as palavras de Maria, no Magnificat, quando ela proclama que Deus “derruba do trono os poderosos e eleva os humildes; aos famintos enche de bens e despede os ricos de mãos vazias!” (Lc 1,52-53).

Padroeiro dos Médicos, Pintores e Vidraceiros 

Pintor

Os cristãos orientais atribuem ao “médico pintor”, Lucas, numerosos quadros representando a Virgem. Em seu Evangelho, escrito em grego fluente e límpido, Lucas traça a biografia da Virgem e fala da infância de Jesus. 

Conhecia os outros Evangelistas 

Lucas conhecia os Evangelhos de Mateus e Marcos quando começou a escrever o seu, antes do ano 70. Julgava que ao primeiro faltava uma certa ordem no desenvolvimento dos fatos e considerava o segundo por demais conciso.

Como diligente estudioso, Lucas, depois de ter documentado escrupulosamente as notícias da vida de Jesus ,“desde o início”, quis narrá-la novamente de forma ordenada, de modo que os fatos e ensinamentos progredirem pari passu como a realidade.

Deu prova da mesma agradável fluência narrativa também na redação dos Atos dos Apóstolos.

Maria é o foco do seu Evangelho

Evangelista dedicado a Maria 

A relação particular que Lucas tem com Maria é outra característica do seu Evangelho. Por meio dele e — podemos imaginar —, por meio da narração que Maria lhe fez pessoalmente, conhecemos as palavras da Anunciação, da Visita a Isabel e do Magnificat. 

Por seu intermédio, sabemos os particulares da Apresentação de Jesus ao Templo e a angústia de seus pais, Maria e José, por não poder encontrar seu filho de doze anos no Templo. Provavelmente, graças a esta sua sensibilidade narrativa e descritiva, que nasce a tradição de ser o primeiro iconógrafo, sabemos que Lucas era pintor.

Páscoa

As notícias concernentes à sua morte são incertas: algumas fontes falam do seu martírio; outras dizem que viveu até a idade avançada. A tradição mais antiga diz que morreu na Beócia, com 84 anos, depois de ter-se estabelecido na Grécia, onde escreveu seu Evangelho.

Três cidades se ufanam de conservar suas relíquias: Constantinopla, Pádua e Veneza.

Minha oração

“Poderoso Evangelista, inspirado pelo Espírito Santo ao relatar a vida de Jesus, cuidai dos escritores para que mostrem a verdade e dos comunicadores para que vivam segundo o que anunciam. Sede também um modelo de busca pelo Cristo. Amém.”

São Lucas, rogai por nós!

Santo Inácio de Antioquia, o bispo perseguido e jogado às feras

Origens 

Descendente de uma família pagã, não romana, Inácio converteu-se ao cristianismo em idade avançada, graças à pregação de São João Evangelista, que havia passado por aquelas terras. Santo Inácio foi o terceiro bispo de Antioquia, na Síria, cidade que foi a terceira metrópole do mundo antigo — depois de Roma e Alexandria, no Egito —, e da qual o próprio São Pedro foi o primeiro bispo.

Os seguidores da sua Igreja o definiam como um cristão “fogoso”, segundo a etimologia do seu nome. 

Santo Inácio de Antioquia era um Bispo forte, um pastor de zelo ardente

Perseguição do Imperador Trajano

Durante o seu episcopado, começou a terrível perseguição do imperador Trajano, da qual também o Bispo foi vítima por não querer negar sua fé em Cristo. Por isso, foi preso e transportado acorrentado para Roma. Assim, começou a sua longa viagem, rumo ao patíbulo, durante a qual foi torturado pelos guardas, até chegar ao seu destino final.

Páscoa 

Preso e condenado, Inácio foi conduzido acorrentado, de Antioquia à Roma, onde se organizavam festas em homenagem ao imperador; e os cristãos serviam de espetáculo, no circo. No Coliseu, seu corpo foi despedaçado pelas feras, durante as celebrações da vitória do imperador na Dácia, no ano 107.

Sete Cartas 

Durante sua viagem de Antioquia à Roma, Santo Inácio escreveu sete cartas. Nestas cartas, o Bispo enviado à morte recomendava aos fiéis que fugissem do pecado; para se proteger contra os erros dos gnósticos; sobretudo para manter a unidade da Igreja.

As sete lindas cartas que constituem um documento inimitável da vida da Igreja na época 

As Primeiras Cartas 

Ao chegar à Esmirna, escreveu as quatro primeiras cartas, três das quais dirigidas às comunidades da Ásia Menor: aos Efésios, Magnésios e Trálios. Nelas, ele expressa a sua gratidão pelas muitas demonstrações de carinho. 

Quarta Carta

A quarta carta, ao invés, foi dirigida à Igreja de Roma, na qual faz um apelo aos fiéis para não impedirem seu martírio, do qual se sentia honrado, pela possibilidade de percorrer o caminho e a Paixão de Jesus.

Três últimas cartas 

De passagem por Trôade, Inácio escreveu outras três cartas: à Igreja da Filadélfia, de Esmirna e ao seu Bispo, Policarpo. Em suas missivas, pedia a solidariedade espiritual dos fiéis com a Igreja de Antioquia, que passava pelas provações do eminente destino do seu pastor; ao Bispo Policarpo, ofereceu interessantes diretrizes de como cumprir a sua função episcopal.

Cartas que declararam o seu amor ao Cristo e à Sua Igreja

Ele escreveu também páginas de verdadeiras e próprias declarações de amor a Cristo e a Sua Igreja, que, pela primeira vez, foi chamada “católica”; testemunhos do conceito tripartido do ministério cristão entre Bispos, presbíteros e diáconos; e ainda diretrizes para combater a heresia do Docetismo, que acreditava na Encarnação do Filho apenas como aparência e não real.

Enfim, através das cartas de Inácio, percebemos seu desejo, quase como uma súplica ardorosa, de que os fiéis mantivessem a Igreja unida, contra tudo e contra todos.

Minha oração

“Querido Inácio, pela tua valentia, soubeste doar a tua vida em favor do Evangelho, reconhecendo que seu sangue seria semente de novos cristãos, zelai pela Igreja e seus representantes, para que tenham a mesma doação e coragem sua. Amém!”

Santo Inácio de Antioquia , rogai por nós!

Santa Margarida Maria Alacoque, Apóstola do Coração de Jesus

Origens

Santa Margarida Maria Alacoque nasceu em uma família rica da Borgonha, em 22 de julho de 1647. Seus pais eram católicos fervorosos, mas não o suficiente para permitir que uma de suas filhas se tornasse freira. No entanto, aos cinco anos, Margarida consagrou-se ao Senhor com um voto de castidade. Aos 24 anos, vencendo a resistência dos pais, pôde entrar na Ordem da Visitação fundada por São Francisco de Sales.

Zombada pelas irmãs

Margarida, ao fazer seus votos, acrescentou o nome de Maria por causa das visões que tinha. No entanto, rumores estão circulando, e muitas das freiras e suas superiores não acreditam nela ou até mesmo zombam dela, sugerindo que ela está doente ou louca. Entre as Visitandinas, porém, permanecerá por mais de vinte anos experimentando graças extraordinárias, mas também enormes penitências e mortificações que sempre enfrentará com um sorriso.

Um bom diretor espiritual

Caberá ao seu pai espiritual, o jesuíta Claude de la Colombière, reconhecer nela o carisma dos santos. Ele ordenar-lhe que relate suas experiências místicas no que será sua autobiografia, que chegou até nós. A princípio, ela resiste, depois, por obediência, ela concorda. Enquanto escrevia, continuava convencida de que estava fazendo isso apenas para si mesma, não percebeu o valor do que seria contando naquelas páginas.

“Meu coração se expandirá para espalhar abundantemente os frutos de seu amor sobre aqueles que me honram.”  (Santa Margarida Maria Alacoque)

O Sagrado Coração de Jesus

A partir de 1673, Santa Margarida Maria Alacoque começou a receber visitas de Jesus que lhe pedia uma devoção particular ao Seu Sagrado Coração, que lhe aparecia “radiante como um sol, com uma chaga adorável, rodeada de espinhos e encimado por uma cruz, deitado sobre uma trono de espinhos”. De sua história, emergirá a iconografia que conhecemos hoje. Pelo seu empenho à instituição da festa litúrgica do Sagrado Coração de Jesus, marcada para o oitavo dia depois do Corpus Christi, a freira também recebe uma grande promessa de Jesus: quem comungasse por nove meses consecutivos, na primeira sexta-feira do mês, receberia o dom da penitência final, ou seja, morrer recebendo os sacramentos e sem pecado. Jesus também pede que ela apele ao rei da França Luís XIV para consagrar o país ao Sagrado Coração, mas a santa não obtém resposta do soberano.

Páscoa

Jesus aparece a Santa Margarida Maria Alacoque por 17 anos, até o dia de sua morte, quando voltará a tomá-la pela mão. Ele a chama de “discípula amada”, comunica-lhe os segredos de seu coração e a torna participante da ciência do amor. Margarida Maria faleceu em 17 de outubro de 1690; graças a ela, no bairro de Montmartre, em Paris, entre 1875 e 1914, foi construído um santuário dedicado ao Sacre Coeur, consagrado em 1919. Beatificada por Pio IX, em 1864, foi canonizada por Bento XV em 1920.

Minha oração

“Assim como encontraste o coração de Jesus em tuas orações, dai a nós o mesmo privilégio e união com Ele, o mesmo amor que tivestes ao nosso redentor. Nesse Coração Santo, encontremos misericórdia e virtudes para nós, expiação dos pecados para os afastados de Deus. Amém!”

Santa Margarida Maria Alacoque, rogai por nós!