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29º Grito dos Excluídos na Diocese de Roraima

As vozes reunidas no Grito dos Excluídos clamaram por terra, tempo e trabalho, demandaram vida e vida plena para todos.

No dia 7 de setembro, na Diocese de Roraima, participou e reuniu uma multidão comprometida com a justiça social e a solidariedade. O 29º Grito dos Excluídos, sob o tema “Você tem fome e sede de quê?”, trouxe à tona uma reflexão profunda sobre as necessidades mais prementes da sociedade, mobilizando comunidades da sociedade civil, movimentos, paróquias e representantes das diversas áreas missionárias de Roraima.

O ponto de partida para essa manifestação de solidariedade foi a Igreja Coração Imaculado de Maria, local de concentração a partir das 16h. De lá, uma multidão animada e engajada seguiu pelas ruas da cidade, percorrendo a Avenida Sebastião Diniz, Rua Cecília Brasil e Rua Floriano Peixoto, até alcançar a Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo, às 18h. Durante todo o percurso, faixas, cartazes e cantos ecoaram pelas ruas, ecoando os clamores por justiça e dignidade.

Dom Evaristo Spengler Bispo de Roraima, destacou “A exemplo de Jesus no Evangelho, ‘Eu vim para que todos tenham vida’’. E ressaltou a participação de toda comunidade, movimentos e sociedade roraimense.  O Padre Lucio Nicoletto,  destacou a importância desse encontro: “Uma etapa fundamental, o nosso caminho de igreja, porque é dentro desse horizonte da evangelização que queremos inserir esse ato, esse momento em que a igreja precisa se colocar na escuta do grito do povo, sobretudo dos excluídos, dos humilhados, os que não têm pão para comer, os que não têm trabalho, os que não têm saúde, do povo que não tem nem voz, nem vez.”

A mensagem central do Grito dos Excluídos é clara: é preciso dar voz e visibilidade às demandas daqueles que frequentemente são ignorados e marginalizados pela sociedade. Os excluídos são muitos: os desempregados, os famintos, os sem-terra, os sem-teto, os doentes sem acesso à saúde adequada e tantos outros que clamam por justiça e dignidade.

Neste ano, o evento se alinhou com o convite do Papa Francisco, que enfatiza a necessidade de cuidar dos mais vulneráveis e promover a justiça social. As vozes reunidas no Grito dos Excluídos clamaram por terra, tempo e trabalho, demandaram vida e vida plena para todos. O evento também buscou envolver não apenas os cristãos, mas toda a sociedade em seus diversos segmentos, convocando todos a refletir sobre suas responsabilidades e ações em relação aos excluídos.

“Você tem fome e sede de quê?” Essa pergunta ressoou pelas ruas de Boa Vista e ecoou nos corações de todos os participantes. O Grito dos Excluídos é um chamado à reflexão e à ação, uma oportunidade de unir esforços em prol de uma sociedade mais justa e solidária.

Ao término do evento, ficou a sensação de que as vozes dos excluídos foram ouvidas e que a luta por um mundo mais justo e igualitário continuará. O 29º Grito dos Excluídos na Diocese de Roraima foi mais um capítulo nessa jornada de solidariedade e justiça, e suas vozes ecoarão muito além das ruas de Boa Vista, inspirando ações concretas em prol da transformação social.

Reportagem: Libia López

Fotos: Lucas Rosetti

virgen del valle

Celebrando o Dia da Virgem del Valle

Migrantes venezuelanos demostram sua devoção e Celebram este importante dia

No dia 8 de setembro, a comunidade católica de diversos lugares do mundo celebra com fervor e devoção o Dia da Virgem del Valle, uma das manifestações mais veneradas da Virgem Maria. Essa data é especialmente significativa em alguns países da América Latina, incluindo a Venezuela, onde a Virgem del Valle é a padroeira do Estado de Nueva Esparta.

As celebrações do Dia da Virgem del Valle começam muito cedo, com os fiéis participando de missas, procissões e outros rituais religiosos. Em Nueva Esparta, a cidade de El Valle del Espíritu Santo é o epicentro das festividades, atraindo milhares de peregrinos de toda a região e além.

A Virgem del Valle é venerada como a “Padroeira dos Pescadores”, devido à forte ligação da população local com o mar. Os pescadores depositam grande fé em sua proteção, acreditando que ela intercede por eles, garantindo boas pescas e segurança nas águas turbulentas.

A história da Virgem del Valle remonta ao século XVIII, quando um grupo de pescadores alega ter encontrado uma imagem da Virgem flutuando nas águas do Golfo de Cariaco. Esse evento milagroso rapidamente se espalhou e atraiu a devoção de muitos. Em 1910, a Virgem del Valle foi coroada e declarada padroeira da região.

Geralmente as celebrações incluem procissões marítimas, onde a imagem da Virgem é levada para o mar em embarcações decoradas com flores e velas. A devoção é palpável à medida que os fiéis expressam sua gratidão e devoção à Virgem. Para comemorar este dia a Pastoral dos Migrantes da Diocese de Roraima realiza uma missa e convida aos fieis a participar no dia 8 de setembro as 8:00h na Igreja Matrix no Centro de Boa Vista.

No entanto, o Dia da Virgem del Valle vai além da devoção religiosa. É uma oportunidade para as comunidades se unirem, fortalecerem laços familiares e culturais, e celebrarem a rica herança religiosa e cultural que a Virgem representa.

O Dia da Virgem del Valle é uma ocasião de profunda fé, amor e unidade. Ele une comunidades, fortalece tradições e reforça a devoção à Virgem Maria como um farol de esperança e proteção. É um dia de reflexão espiritual e celebração da fé que transcende fronteiras e enriquece a vida daqueles que participam dessas festividades especiais.

Reportagem: Libia López

Beato Vicente de Santo Antônio, missionário no Oriente

Origens 

Beato Vicente de Santo Antônio nasceu no Castelo de Albufeira em 1590. Seus pais, António Simões e Catarina Pereira, educaram-no na piedade e nos bons costumes; passada a infância, enviaram-no para Lisboa, onde, depois de ter revelado um talento multiforme ao longo da carreira eclesiástica, ordenou-se sacerdote aos 27 anos.

Vida Religiosa

Quatro anos depois, em 1621, já estava no México, onde entrou na Ordem de Santo Agostinho. Feita a profissão, cedo sentiu inflamar a alma dele para o fervor das missões, com aspirações ao martírio na perseguição religiosa do Japão; e para lá partiu em 1623.

Missão no Japão

Uma vez chegado, mudou de traje e de nome, fazendo-se caixeiro ambulante pelas ruas de Nagasaki, para poder entrar nas casas e introduzir-se nas famílias, onde converte os pagãos, consola e encoraja os cristãos perseguidos. E assim, infatigavelmente, durante alguns anos, trabalhou em contínuas catequeses, pregações e administração dos sacramentos.

Páscoa

Descoberto e preso em 1629, procuram fazê-lo renegar a sua fé cristã, religiosa e sacerdotal, sujeitando-o a cinco banhos sucessivos de água a ferver. Mas ele manteve-se invulnerável até ao derradeiro combate, a tormento do fogo.

Constância de mártir e perseverança de apóstolo foram os dois maiores clarões desta ascensão à glória, que ficaram ainda mais expressamente estampados nas fervorosas cartas dos seus últimos dias, como nos últimos discursos que, até ao momento do martírio, dirigia aos circunstantes, cristãos e infiéis.

Beatificação

Foi beatificado pelo Beato Pio IX, em 7 de julho de 1867, após a promulgação do decreto do martírio, em 26 de fevereiro de 1866. A beatificação ocorreu com outros 205 mártires vítimas da perseguição japonesa.

A causa foi denominada “Alfonso Navarrete Benito, Pietro d’Ávila, Carlo Spinola, Gioacchino Díaz Hirayama, Lucia De Freitas e 200 companheiros “. Desses, 33 anos da Companhia de Jesus; 23 entre religiosos e terciários agostinianos; 45 entre religiosos e terciários dominicanos; 28 entre Frades Menores e Terciários Franciscanos. 

Todos os outros filhos de fé leiga, todos os membros da Confraternita del Rosario, alguns assassinados juntamente com o cônjuge e os filhos.

Ao celebrar-se, em 1967, o primeiro centenário da beatificação dos martirizados no Japão, a vila de Albufeira quis comemorar, com um congresso a propósito, o valor, a santidade e a ação missionária do seu emérito filho, o Beato Vicente de Santo Antônio,

Festividade

As celebrações realizaram-se nos fins de Agosto e até 3 de Setembro, data do martírio do bem-aventurado sacerdote e missionário, ficando, desde esses dias, a atestar vida e ação gloriosa uma estátua na sua terra natal.

Minha oração

“Dai-nos um espírito missionário semelhante ao vosso, dedicado sempre à evangelização em nossa realidade, abertos às necessidades do nosso tempo, para que o nome de Jesus seja amado e adorado em todos os cantos da Terra. Amém!”

Beato Vicente de Santo Antônio, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 7 de setembro

  • Em Alésia, na Gália, hoje Alise-Sainte-Reine, na França, Santa Regina, mártir. († data inc.)
  • Em Pompeiópolis, na Cilícia, na hodierna Turquia, São Sozonte, mártir. († data inc.)
  • Em Benevento, na Campânia, região da Itália, os santos mártires Festo, diácono, e Desidério, leitor. († s. IV)
  • Em Orleães, na Gália Lionense, hoje na França, Santo Evúrcio, bispo. († s. IV)
  • Em Aosta, nos Alpes Graios, atualmente na Itália, São Grato, bispo. († s. V)
  • Em Breuil, no território de Troyes, na França, os santos Memório e companheiros, mártires, que, segundo a tradição, foram mortos por Átila, rei dos Hunos. († s. V)
  • Em Châlons-sur-Marne, na Gália Lionense, hoje na França, Santo Alpino, bispo, que foi discípulo de São Lopo de Troyes. († s. V)
  • Em Nogent-sur-Seine, no território de Paris, também na atual França, São Clodoaldo, presbítero, de família régia. († 560)
  • Em Albi, na Aquitânia, também na hodierna França, Santa Caríssima, virgem reclusa. († s. VI/VII)
  • Em Maubeuge, no território do Hainaut, na Austrásia, atualmente também na França, Santa Madelberta, abadessa, que sucedeu a sua irmã, Santa Adeltrudes. († c. 705)
  • Na Flandres, território da Austrásia, na atual Bélgica, a comemoração de Santo Hilduardo, bispo. († c. 760)
  • Em Toul, cidade da Lorena, na hodierna França, São Gauzelino, bispo, que promoveu a observância monástica. († 962)
  • Em Gúbbio, na Úmbria, região da Itália, São João de Lódi, bispo, que foi companheiro de São Pedro Damião nas suas missões pontifícias. († c. 1106)
  • Em Die, na França, Santo Estêvão de Châtillon, bispo. († 1208)
  • Em Kosice, nos montes Cárpatos, na hodierna Eslováquia, os santos mártires Marcos Crisino, presbítero de Esztergom, Estêvão Pongracz e Melchior Grodziecki, presbíteros da Companhia de Jesus. († 1619)
  • Em Nagasaki, no Japão, os beatos mártires Tomás Tsuji, presbítero da Companhia de Jesus, Luís Maki e seu filho João. († 1627)
  • Em Londres, na Inglaterra, os beatos Randolfo Corby, da Companhia de Jesus, e João Duckett, presbíteros e mártires. († 1644)
  • Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, os beatos Cláudio Barnabé Laurent de Mascloux Francisco d’Oudinot de la Boissière, presbíteros e mártires. († 1794)
  • Na ilha de Woodlark, na Oceania, o Beato João Baptista Mazzucóni, presbítero do Instituto para as Missões Estrangeiras de Milão e mártir. († 1855)
  • Em Parma, na Emília-Romanha, região da Itália, a Beata Eugênia Picco, virgem da Congregação das Pequenas Filhas dos Sagrados Corações de Jesus e Maria. († 1921)
  • Em Varsóvia, a Polônia, o Beato Inácio Klopotowski, presbítero da diocese de Lublin, fundador da Congregação de Nossa Senhora de Loreto. († 1931)
  • Em Gandia, cidade da região de Valência, na Espanha, a Beata Ascensão de São José de Calasanz (Ascensão Lloret Marco), virgem do Instituto das Irmãs Carmelitas da Caridade e mártir. († 1936)
  • Em Hueva, perto de Guadalajara, também na Espanha, o Beato Félix Gómez-Pinto Piñero, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. († 1936)
  • Em Barcelona, também na Espanha, os beatos mártires António Maria de Jesus (António Bonet Seró), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços, e Marcelo de Santa Ana (José Maria Masip Tamarit), religioso da mesma Ordem. ( † 1936)
  • Em Toledo, também na Espanha, o Beato Tirso de Jesus Maria (Gregório Sánchez Sancho), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir. ( † 1936)
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Festa de Santa Teresa de Calcutá

Celebrando o Legado da Santa dos Pobres

A Festa de Santa Teresa de Calcutá é um evento anual que celebra a vida e o legado da santa conhecida como “Mãe Teresa”. Esta festividade ocorre no dia 5 de setembro, data de seu falecimento em 1997, e reúne fiéis e devotos de todo o mundo em uma homenagem à mulher que dedicou sua vida aos menos favorecidos.

Santa Teresa de Calcutá, nascida como Anjezë Gonxhe Bojaxhiu, é um ícone da compaixão e da caridade. Ela fundou a congregação religiosa das Missionárias da Caridade, cuja missão é servir os “mais pobres entre os pobres”. Durante sua vida, Mãe Teresa cuidou dos doentes, dos famintos e dos marginalizados nas ruas de Calcutá, na Índia, e inspirou inúmeras pessoas ao redor do mundo a seguirem seu exemplo de amor incondicional pelo próximo.

A Festa de Santa Teresa de Calcutá é uma oportunidade para os fiéis e devotos se reunirem em oração, reflexão e serviço à comunidade. As celebrações incluem missas especiais, procissões, palestras sobre a vida de Mãe Teresa e atividades de voluntariado em abrigos e hospitais. É uma ocasião para recordar as palavras inspiradoras de Santa Teresa: “Não podemos fazer grandes coisas, apenas pequenas coisas com grande amor”. Convidamos aos fiéis a celebrar da Missa na Capela Santo Agostinho as 16h em Boa Vista.

O convite aos fiéis e devotos é simples: sigam o exemplo de Santa Teresa de Calcutá em suas vidas diárias. Seja um instrumento de compaixão, amor e serviço para aqueles que estão em necessidade. A festa não é apenas uma celebração, mas também um chamado à ação, para que o legado de Mãe Teresa continue a inspirar a humanidade a fazer o bem.

A Festa de Santa Teresa de Calcutá é uma oportunidade para celebrar a vida de uma mulher extraordinária e lembrar-nos de que cada um de nós tem o poder de fazer a diferença no mundo através do amor e da compaixão.

Reportagem: Libia López

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5 de setembro celebramos o Dia da Amazônia

Uma Celebração da Diversidade e Importância para o Brasil e o Mundo

No dia 5 de setembro, o Brasil e o mundo celebram o “Dia da Amazônia”, uma data que vai além de uma mera comemoração, sendo uma oportunidade para refletir sobre a imensurável riqueza e importância desse ecossistema vital para o planeta Terra.

A Amazônia é uma das maiores maravilhas naturais do mundo, cobrindo aproximadamente 5,5 milhões de quilômetros quadrados e abrigando uma diversidade inigualável de vida. Ela é o lar de inúmeras espécies de plantas, animais e povos indígenas, que desempenham um papel fundamental na manutenção do equilíbrio ecológico global.

Para o Brasil, a Amazônia é um tesouro de recursos naturais, fornecendo água, alimentos, medicamentos e matérias-primas essenciais para a economia. Além disso, a região desempenha um papel crucial no controle do clima, absorvendo grandes quantidades de dióxido de carbono e regulando o clima global.

No entanto, o Dia da Amazônia também serve como um lembrete das ameaças que esta floresta enfrenta. O desmatamento, a exploração ilegal de madeira, a mineração e as mudanças climáticas representam desafios significativos para a preservação desse ecossistema vital. O desmatamento, em particular, tem sido uma preocupação crescente, pois coloca em risco não apenas a biodiversidade, mas também os modos de vida das comunidades indígenas e a estabilidade climática.

Para o mundo inteiro, a Amazônia desempenha um papel fundamental na luta contra as mudanças climáticas. Sua capacidade de absorver carbono e regular o clima é essencial para a saúde do planeta. A perda contínua da floresta amazônica pode desencadear efeitos em cascata que afetariam todos os cantos do mundo, levando a mudanças climáticas mais drásticas e imprevisíveis.

Assim, o Dia da Amazônia é uma ocasião para renovar os esforços globais na proteção desse tesouro natural. É uma oportunidade para governos, organizações não governamentais e cidadãos se unirem em prol da preservação desse ecossistema vital. Isso inclui a implementação de políticas de conservação, a promoção do desenvolvimento sustentável e o respeito pelos direitos dos povos indígenas que há gerações cuidam da floresta.

Na Diocese de Roraima organizado por o CPT do SIME da Repam, o Comitê Roraima da Rede Eclesial Panamazônica, bem como as Pastorais Sociais, unem-se em prol desta celebração significativa. Mais do que um evento isolado, ela se encaixa no contexto mais amplo do Mês da Criação, alinhando-se perfeitamente com o espírito da semana em que o 29 Grito dos Excluídos será realizado. Convidamos a todos a se juntarem a esta celebração hoje 5 de setembro a partir das 18:30hs, na Casa CPT/CIMI, a Casa CPT/CIMI fica na Rua Fernão Dias Paes Leme 47 Calungá.

O Dia da Amazônia é um lembrete de que a responsabilidade de proteger esse patrimônio mundial recai sobre todos nós. Devemos agir com urgência para garantir que as futuras gerações possam continuar a desfrutar dos inestimáveis benefícios que a Amazônia oferece à humanidade e ao planeta como um todo.

Reportagem: Libia López

Santa Rosália, virgem que levou uma vida de penitência e alimentada pela Eucaristia

Origem da devoção

Na Sicília, existe um culto muito intenso a três jovens santas virgens, Lúcia de Siracusa; Ágata, padroeira de Catania; e Rosália, padroeira de Palermo. O seu culto estendeu-se a todos os países onde chegaram as hostes de emigrantes sicilianos, que trouxeram consigo a memória pungente da sua ilha natal e das suas tradições, juntamente com o culto sincero e profundo aos três santos sicilianos. Mas Lúcia de Siracusa († 304) e Santa Ágata de Catania († 250 ca.) foram martirizadas durante as perseguições contra os primeiros cristãos. Já santa Rosália é uma virgem não mártir, que viveu muitos séculos depois e se tornou a padroeira de Palermo, em 1666, com um culto oficial estendido a toda a Sicília.

No entanto, a “Santuzza”, como é carinhosamente chamada pelos palermitanos, estabeleceu-se como uma das santas mais conhecidas e veneradas no cristianismo siciliano e em particular no de Palermo; ainda hoje, em qualquer parte do mundo, os palermitanos se encontram, trocam a saudação “Viva Palermo e Santa Rosália!”.

Mesmo com lendas de seu passado, não há como negar a santidade

Infelizmente, há pouca informação sobre sua vida, em parte lendária, mas gostaria de considerar com o escritor florentino Piero Bargellini que: “É bem verdade que as lendas são como o vilucchio (trepadeira) em volta do caule da planta; a planta já estava lá antes que o vilucchio a envolvesse. Então, já existia a santidade antes que a lenda a cobrisse com suas flores fantásticas”.

E isso é verdade para todos os santos que em tantos séculos e lugares deram a vida, muitas vezes sofrendo o martírio, permaneceram ignorados, às vezes até por muito tempo, até que sua existência, seu sacrifício, suas virtudes heróicas fossem conhecidas pelo povo de Deus e da Igreja.

Suas origens

É o caso de Santa Rosália que nasceu em Palermo no século XII e, segundo os antigos livros litúrgicos, morreu em 4 de setembro de 1160 com a idade de 35 anos. Diz a lenda que era filha do duque Sinibaldo, senhor feudal, senhor de Quisquinia e Rose, localidades situadas entre Bivona e Frizzi, na zona de Palermo, e de Maria Guiscarda, prima do rei normando Rogério II; muito jovem, foi chamada ao Palazzo dei Normanni, à corte da rainha Margherita, esposa de Guilherme I da Sicília (1154-1166); sua beleza atraiu a admiração de nobres cavaleiros; segundo a tradição popular, o pretendente mais assíduo foi Balduíno, o futuro rei de Jerusalém.

Rosália viveu naquele feliz período de renovação cristã-católica que os reis normandos restabeleceram na Sicília, depois de expulsarem os árabes que a haviam tomado de 827 a 1072; favorecendo a expansão dos mosteiros basilianos na Sicília oriental e dos beneditinos na Sicília ocidental; apreciando também a obra religiosa e monástica dos cartuxos de São Bruno e o cisterciense de São Bernardo de Clairvaux.

Fervor e renovação religiosa

Nesta atmosfera de fervor e renovação religiosa, enraizou-se a vocação eremítica da jovem nobre Rosália; deve-se dizer que, naquela época, o eremita florescia naqueles séculos, tanto no campo masculino quanto no feminino.

A exemplo dos anacoretas, que abandonavam o seu conforto e a sua vida ativa, retiravam-se para uma gruta ou cela, geralmente nas imediações de uma igreja ou convento, para poderem participar nas funções litúrgicas e ao mesmo tempo ter uma vida religiosa e assistência de monges próximos; então Rosália retirou-se para uma gruta do feudo paterno de Quisquina a cerca de 90 km de distância de Palermo, nas montanhas Sicani, na província de Agrigento no território de Santo Stefano Quisquina, perto de um convento de monges basilianos.

Dali, a jovem eremita, após um período indefinido de penitência, mudou-se para uma caverna no Monte Pellegrino, um promontório estupendo em Palermo; ao lado de uma igreja bizantina pré-existente, em uma cela construída sobre o poço ainda existente.

Fama de santidade e Páscoa

Também aqui nas redondezas, os beneditinos tinham um convento e puderam acompanhar e ser testemunhas da vida eremita e contemplativa de Rosália, que vivia na oração, na solidão e na mortificação; muitos palermitanos subiram a montanha atraídos por sua reputação de santidade.

Segundo a tradição, ela morreu em 4 de setembro, presumivelmente no ano de 1160. Mais tarde, ela foi objeto de culto com a construção de igrejas a ela dedicadas em várias áreas da Sicília, bem como a capela já no Monte Pellegrino e reproduzida em imagens na catedral de Palermo e Monreale; uma igreja foi construída longe, em Rivello (Potenza) na diocese de Policastro.

Após sua morte

Mas, no início de 1600, seu culto havia expirado a tal ponto que ela não era mais invocada nas ladainhas dos santos padroeiros de Palermo; no entanto, isto não exclui um culto ininterrupto ainda que de tom menor, que se prolongou nos quatro séculos e meio, que vão desde a sua morte até 1600. Até ao início do século XVI, os chamados “eremitas de santa Rosalia” vivendo em algumas cavernas próximas àquela onde tradicionalmente viveu e morreu o jovem eremita.

Em meados do séc. XVI, o vice-rei Giovanni Medina mandou edificar, junto à gruta, um convento adaptado à igreja da “Ordem Franciscana Reformada de Santa Rosália e Monte Pellegrino”. Em todo caso, estudiosos hagiógrafos encontraram documentos que atestam, já em 1196, e nas décadas seguintes, que a eremita era chamada de “Santa Rosália”.

Uma recuperação por sua intercessão 

E chegamos a 26 de maio de 1624, quando uma mulher (Girolama Gatto) com uma doença terminal, viu em sonho uma menina vestida de branco, que prometia sua recuperação se ela jurasse subir ao Monte Pellegrino para agradecer-lhe.

A mulher subiu a montanha com duas amigas, estava novamente com febre quartã, mas assim que bebeu a água, na qual pinga da gruta, sentiu-se curada, caindo num torpor repousante e aqui a jovem vestida de branco reapareceu para ela, sendo reconhecida como Santa Rosália, que lhe mostrou o local onde estavam enterradas as suas relíquias.

Encontro de suas relíquias 

A coisa foi relatada aos frades franciscanos eremitas do convento próximo, que já no século XVI com seu superior Benedetto il Moro (1526-1589), havia tentado encontrar as relíquias (restos mortais) sem sucesso; então retomaram a busca, auxiliados por três fiéis, até que em 15 de julho de 1624, a uma profundidade de quatro metros, encontraram uma pedra de seis palmos de comprimento e três de largura, aos quais os ossos aderiram.

Por ordem do cardeal arcebispo de Palermo Giannettino Doria, a pedra foi transferida para a cidade em sua capela privada, onde foi examinada com os restos encontrados por teólogos e médicos; o resultado foi decepcionante, tendo-se acordado que os ossos poderiam pertencer a mais de um corpo e então nenhum dos três crânios encontrados parecia pertencer a uma mulher.

Prática da devoção a santa Rosália, apoiada pelo cardeal

O cardeal, não convencido, nomeou uma segunda comissão; enquanto isso Palermo foi atingido pela peste no verão de 1624, fazendo milhares de vítimas (a mesma epidemia que atingiu Milão e descrita por Manzoni em seu ‘Os Noivos’). O cardeal reuniu pessoas e autoridades na catedral e todos juntos pediram ajuda a Nossa Senhora, fazendo voto de defender o privilégio da Imaculada Conceição de Maria, argumento conflitante na Igreja da época e, ao mesmo tempo, declara Santa Rosália padroeira principal de Palermo, venerando suas relíquias quando seriam reconhecidas.

A tudo isso se acrescenta a descoberta de dois pedreiros de Palermo, que trabalhando no convento dominicano de São Stefano, encontraram em uma caverna em Quisquina, em 24 de agosto de 1624, uma inscrição latina desconhecida de todos, que se acredita ter sido gravada pela mesma Santa Rosália quando lá viveu e que disse: “Eu Rosália, filha de Sinibaldo, senhor de Quisquina e (del Monte) delle Rose, por amor de meu Senhor Jesus Cristo, decidi viver nesta gruta”, que confirmou a ermida anterior, seguida da do Monte Pellegrino.

Confirmação

Em 11 de fevereiro de 1625, a nova comissão estabeleceu que os ossos pertenciam a apenas uma pessoa claramente feminina, dos três crânios, descobriu-se que dois eram uma jarra de terracota e uma pedra, enquanto o terceiro, que parecia muito grande, foi ampliado por depósitos calcários, que ao serem removidos revelavam um crânio feminino; a primeira comissão também reexaminou os restos mortais e concordou com o resultado da segunda comissão.

A isso se somou a um prodígio. Um homem, tendo morrido de peste, e Vincenzo Bonelli, não tendo informado, fugiu para o Monte Pellegrino e lá, a “Santuzza” apareceu para ele, prevendo sua morte pela peste e ordenando-lhe, se ele queria a proteção para a sua alma, deveria dizer ao cardeal que não se duvida mais da autenticidade das relíquias e as carregasse em procissão pela cidade, só assim acabaria a peste.

Basílica com as relíquias e devoção

De volta à cidade, Vincenzo Bonelli realmente adoeceu com a peste e antes de morrer confessou o que lhe fora revelado. Em 9 de junho de 1625, a urna construída especialmente para as relíquias foi levada em procissão com a participação de toda a população e com grande solenidade; a peste começou a regredir, e, no dia 15 de julho, quando foi feita a peregrinação ao Monte Pellegrino, no aniversário da descoberta das relíquias, não apareceram mais casos de peste.

O cardeal mandou construir um magnífico altar na catedral, onde foi colocada a sumptuosa urna de prata maciça com as relíquias da santa, cujo nome foi tradicionalmente interpretado como um composto de ‘rosa’ e ‘lírios’, símbolos de pureza e união mística; por isso a ‘Santuzza’ é representada com a cabeça rodeada de rosas.

A partir desse ano de 1625, foi autorizado e reavivado pela Igreja de Palermo o culto à virgem eremita rezando e contemplando no Monte Pellegrino, como testemunho de uma ascese cristã excepcional, que, ao longo dos séculos, nunca foi esquecida pelo povo de Palermo. Há 350 anos, os peregrinos escalam a montanha, definida por Goethe em sua ‘Viagem à Itália’ como o promontório mais bonito do mundo.

Era difícil subir a pé, até que o Senado Palermitano mandou construir uma ousada estrada entre pinheiros e eucaliptos em 1725. Palermo sempre homenageou Santa Rosalia, de acordo com os dois feriados estabelecidos em 1630 pelo Papa Urbano VIII, que os incluiu no ‘Martirológio Romano’, ou seja, 15 de julho, aniversário da descoberta das relíquias; e 4 de setembro, dia da morte do ‘Santuzza ‘; as festividades sobretudo a de julho duram uma semana, com a participação de todo o povo e muitos emigrantes que regressam para a ocasião.

A estátua da ‘Santuzza’ cercada por outras estátuas, domina o topo da chamada ‘máquina’ que é uma carruagem em forma de navio, na qual também há uma banda musical, que é transportada pela cidade, toda chamada “U Fistinus”.

A segunda festa a 4 de setembro realiza-se em peregrinação ao santuário do Monte Pellegrino, onde incorporando a gruta se construiu um santuário, cuja pitoresca fachada remonta ao século XVII, no seu interior se acumularam muitas obras de arte dos vários séculos sucessivos; uma parte ainda está aberta ao céu, as paredes estão cobertas de ex-votos e lápides deixadas por visitantes ilustres.

Visitas a suas relíquias

Uma porta separa, esta primeira parte do santuário da gruta onde se encontram altares e singulares obras de arte, que recordam a presença do santo; em frente ao local onde foram encontradas as relíquias de ‘Santuzza’ ergue-se o estupendo altar coberto por um dossel, com um suntuoso sacrário encimado por uma estátua de prata do santo, doada pelo Senado de Palermo em 1667. Sob o altar é venerado a estátua de 1625, que representa santa Rosália no ato de exalar seu último suspiro e que foi coberta de ouro por ordem do rei Carlos III de Bourbon (1716-1788).

À gruta da montanha subiam, juntamente com os peregrinos anónimos, também muitos visitantes ilustres para venerar a santa eremita; autoridades eclesiásticas, príncipes, reis, imperadores, homens de letras, poetas, músicos, artistas.

As relíquias depositadas na artística e maciça urna de prata estão guardadas na Catedral de Palermo.

Santa Rosália, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 29 de junho:

  • Comemoração de São Moisés, profeta, que Deus escolheu para libertar o seu povo do Egipto e conduzi-lo à terra prometida; no monte Sinai revelou-lhe o seu nome, dizendo: «Eu sou o que sou», e deu-lhe a lei que devia reger a vida do povo eleito. Este servo de Deus morreu com avançada idade no monte Nebo, na terra de Moab, diante da terra da promessa.
  • Em Cabillonum, na Gália Lionense, hoje Chalon-sur-Saône, na França, São Marcelo, mártir. († s. III/IV)
  • Em Roma, no cemitério de Máximo, junto à Via Salária, o sepultamento de São Bonifácio I, papa, que conseguiu resolver muitas controvérsias sobre a disciplina eclesiástica. († 422)
  • Em Chartres, na Nêustria, atualmente na França, São Calétrico, bispo. († a. 573)
  • Em Heresfeld, na Saxónia, atualmente na Alemanha, Santa Ida, viúva do duque Egberto, insigne pela sua caridade para com os pobres e oração assídua. († 825)
  • Em Mende, na Aquitânia, atualmente na França, São Fredaldo, bispo e mártir. († c. s. IX)
  • Em Colónia, na Lotaríngia, hoje na Alemanha, Santa Irmgarda ou Irmengarda, condessa de Süchteln, que ofereceu todos os seus bens para a construção de igrejas. († c. 1089)
  • Em Caramagna, no Piemonte, também região da Itália, a Beata Catarina Mattei, virgem, religiosa das Irmãs da Penitência de São Domingos, que suportou com admirável caridade e grande virtude a longa enfermidade, as calúnias e todas as tentações. († 1547)
  • Em Thúsis, localidade da Récia, hoje na Suíça, o Beato Nicolau Rusca, presbítero e mártir, homem de profunda cultura e generosa dedicação pastoral, que morreu vítima dos conflitos politico-religiosos do seu tempo. († 1618)
  • Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Cipião Jerónimo Brigéat de Lambert, presbítero e mártir, cónego de Avranches, que, na perseguição religiosa durante a Revolução Francesa, por causa do sacerdócio foi aprisionado na galera em condições desumanas e aí morreu de fome e inanição. († 1794)
  • Em Sillery, cidade do Québec, província do Canadá, a Beata Maria de Santa Cecília Romana (Maria Dina Bélanger), virgem da Congregação das Religiosas de Jesus e Maria, que suportou durante vários anos uma grave enfermidade, confiando só em Deus. († 1929)
  • Em Oropesa, próximo de Castellón, no litoral da Espanha, o Beato José Pascoal Carda Saporta, presbítero da Irmandade de Sacerdotes Operários Diocesanos e mártir, que, durante a violenta perseguição contra a Igreja, em ódio à religião foi conduzido ao glorioso martírio. († 1936)
  • Em Teulada, povoação próxima de Alicante, também na Espanha, o Beato Francisco Sendra Ivars, presbítero e mártir, que padeceu o martírio na mesma perseguição contra a fé. († 1936)
  • Próximo de Genovés, povoação da província de Valência, também na Espanha, o Beato Bernardo de Lugar Nuevo de Fenollet (José Bleda Grau), religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir, que, na mesma perseguição, venceu gloriosamente o seu combate por Cristo. († 1936)
  • Em Villanueva del Arzobispo, perto de Jaén, também na Espanha, o Beato José de Jesus Maria (José Vicente Hormaechea y Apoitia), presbítero da Ordem da Santíssima Trindade e mártir. († 1936)
setembro amarelo

Aberta a Campanha do Setembro Amarelo

Um Mês de Valorização da Vida, de cuidados, de prevenção e de apoio.

Setembro é um mês de reflexão e conscientização, marcado pelo movimento global conhecido como “Setembro Amarelo”. Esta campanha tem como objetivo principal a valorização da vida e a prevenção do suicídio, abordando um tema delicado que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

O Setembro Amarelo busca criar um espaço seguro para discutir abertamente questões relacionadas à saúde mental, bem como para reduzir o estigma em torno do suicídio. A campanha promove a empatia, a compreensão e o apoio mútuo, lembrando a todos que é importante buscar ajuda quando necessário.

Ao longo deste mês, organizações, instituições de saúde, voluntários e indivíduos se unem para realizar uma série de atividades e eventos que visam aumentar a conscientização sobre a saúde mental e a prevenção ao suicídio. Entre as iniciativas mais comuns estão palestras, seminários, caminhadas, iluminação de monumentos e espaços públicos com luzes amarelas e campanhas de mídia social.

O tema deste ano para o Setembro Amarelo é “Cuide de quem cuida de você”, enfatizando a importância do apoio emocional e do reconhecimento daqueles que estão ao nosso redor, especialmente durante os momentos difíceis. A pandemia de COVID-19 trouxe desafios adicionais para a saúde mental de muitas pessoas, tornando o apoio emocional ainda mais essencial.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos em todo o mundo. No entanto, é importante destacar que a maioria dos casos de suicídio pode ser prevenida com o devido apoio, tratamento e conscientização.

Durante o Setembro Amarelo, é fundamental lembrar que não estamos sozinhos em nossas lutas. Conversar sobre questões de saúde mental é um ato corajoso que pode salvar vidas. É essencial oferecer apoio a amigos, familiares e colegas que estejam passando por momentos difíceis e encorajá-los a buscar ajuda profissional quando necessário.

A campanha do Setembro Amarelo nos lembra que a valorização da vida é uma responsabilidade de todos. Devemos construir uma sociedade mais empática, onde as pessoas se sintam à vontade para buscar ajuda e compartilhar suas preocupações. Juntos, podemos fazer a diferença e criar um mundo onde a saúde mental seja priorizada, e o suicídio seja prevenido.

Reportagem: Libia López

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Foi realizado o Primeiro Encontro Sobre a Iniciação da Vida Cristã (IVC)

Reúne Fiéis e Fortalece a Fé na Diocese de Roraima

No dia 2 de setembro, aconteceu o primeiro encontro dedicado ao projeto da Iniciação da Vida Cristã (IVC) na sua primeira fase, conhecida como Catequese Batismal, destinada às crianças de 0 a 7 anos de idade. O evento reuniu um grande número de participantes de todo Estado, com a esperança de envolver o maior número possível de agentes do batismo das áreas e paróquias da Diocese.

O padre Celso Puttkammer, apresentou um breve histórico da catequese, desde os primeiros apóstolos até a Catequese Renovada, que celebrou 40 anos de existência este ano. Sua palestra trouxe clareza e compreensão sobre a evolução da catequese ao longo dos séculos e seu impacto na formação da fé.

Os participantes compartilharam suas experiências e visões sobre a catequese batismal, destacando a importância deste momento esclarecedor. Este encontro chega em um momento crucial para a Diocese de Roraima, que celebra 300 anos de evangelização em suas terras. É um período de reflexão e renovação da fé, e a IVC se torna uma ferramenta valiosa para fortalecer a fé cristã na região.

O sucesso deste primeiro encontro impulsionou a marcação de futuros eventos, com a expectativa da Coordenação Diocesana de Catequese de uma maior participação dos agentes de batismo. Isso promete fortalecer ainda mais o compromisso da Diocese de Roraima em proporcionar uma formação sólida e significativa para as crianças que estão dando os primeiros passos na jornada da fé cristã.

À medida que a Diocese celebra 300 anos de evangelização, a IVC se destaca como um pilar essencial para garantir que a chama da fé continue acesa nas gerações futuras. Com a dedicação dos agentes de batismo, a Diocese de Roraima está mais determinada do que nunca a cumprir sua missão de disseminar a palavra de Deus em suas terras abençoadas.

Reportagem: Libia López

Fotos: Coordenação da Catequese

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Celebração da Bênção da Nova Casa Paroquial da Cáritas em Pacaraima

Um Marco para a Caridade e a Comunidade

No último dia 3 de setembro, foi realizada a Bênção da Nova Casa Paroquial da Cáritas foi celebrada em uma emocionante cerimônia eucarística presidida pelo Padre Lucio Nicoletto, marcando um momento de importância na história da igreja católica em Pacaraima.

A Cáritas, conhecida por seu compromisso inabalável com a caridade e a assistência aos mais necessitados, fez no mês de Julho a conformação da coordenaçao: Padre Mattias, Padre Edy, Irma graça, María, Ana, Richard e Yusmary. Esta casa vai desempenhar um papel vital não apenas junto aos migrantes refugiados, mas também entre todos os membros da comunidade local que buscam ajuda e apoio em momentos difíceis. É uma representação tangível do amor de Deus, transformado em atos concretos de compaixão e solidariedade em relação a todos os irmãos e irmãs.

A nova casa paroquial é um símbolo desse compromisso renovado com a caridade e a assistência à comunidade. Ela será o epicentro das atividades da Cáritas em Pacaraima, um local onde os necessitados encontrarão acolhimento, apoio e esperança. Com instalações modernas e funcionais, a nova casa paroquial permitirá uma maior eficiência na organização das ações de caridade e no atendimento às necessidades locais.

A celebração eucarística especial, conduzida pelo Padre Lucio Nicoletto, trouxe à luz a importância da fé e da caridade de Jesus Cristo, que servem de inspiração para todas as ações da Cáritas. A comunidade católica se reuniu em oração e gratidão, reconhecendo que a caridade é uma expressão do amor divino manifestada na terra.

Esta inauguração representa não apenas um marco físico, mas também um compromisso contínuo com a missão de ajudar os mais vulneráveis e necessitados. A Cáritas em Pacaraima está pronta para continuar sua obra de amor e solidariedade, estendendo a mão a todos aqueles que precisam.

A Bênção da Nova Casa Paroquial da Cáritas em Pacaraima e um testemunho do compromisso da Cáritas com a caridade e o amor ao próximo, em consonância com os ensinamentos de Jesus Cristo. Este novo espaço representa uma oportunidade de fortalecer ainda mais os laços de compaixão e solidariedade entre os membros da comunidade, independentemente de sua origem ou circunstâncias. A luz da fé e da caridade continua a brilhar em Pacaraima, iluminando o caminho da esperança para todos os necessitados.

Reportagem: Libia López

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Celebrando o Mês da Bíblia

Uma Jornada de Espiritualidade e Reflexão.

Setembro é um mês especial para milhões de pessoas em todo o mundo, pois é o Mês da Bíblia, um período dedicado à celebração e ao estudo das Sagradas Escrituras. Esta comemoração tem o propósito de destacar a importância da Bíblia e sua influência nas vidas das pessoas, proporcionando uma oportunidade para aprofundar a espiritualidade e a compreensão das escrituras sagradas.

A Bíblia é um tesouro de sabedoria espiritual e um guia para milhões de pessoas em todo o mundo. Ela contém ensinamentos, histórias inspiradoras e princípios morais que moldaram a ética e os valores de muitas culturas e religiões. O Mês da Bíblia é uma ocasião para reconhecer a riqueza desses textos e como eles continuam a ser relevantes em nossas vidas hoje.

Durante este mês, muitas igrejas e comunidades religiosas organizam eventos especiais, como estudos bíblicos, palestras e seminários, que permitem que os fiéis explorem as Escrituras de maneira mais profunda. É uma oportunidade para refletir sobre as mensagens de amor, compaixão, justiça e esperança que a Bíblia transmite.

Na Diocese de Roraima deu abertura ao Mês da Bíblia com a missa especial presidida por Dom Evaristo, Bispo de Roraima na comunidade São João Batista.

Além disso, o Mês da Bíblia é um convite à leitura regular das Escrituras. Muitas pessoas usam esse período para começar ou renovar o hábito da leitura diária da Bíblia, buscando orientação espiritual e inspiração em suas vidas cotidianas.

A celebração do Mês da Bíblia também destaca a importância da tolerância religiosa e do respeito às diversas crenças. A Bíblia é uma fonte de orientação espiritual para cristãos, mas também é um livro com significado cultural e histórico para muitas outras religiões e para a humanidade como um todo.

Em um mundo repleto de desafios e incertezas, o Mês da Bíblia oferece um refúgio de reflexão espiritual e inspiração. Ele nos lembra da necessidade de buscar valores e princípios que promovam a paz, a compaixão e a solidariedade em nossa sociedade.

É um momento de celebração da fé, da reflexão e do crescimento espiritual, que pode enriquecer nossas vidas e nossas comunidades.

Reportagem: Libia López