Coordenadores, missionários e famílias da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, de Boa Vista/RR, acolheram a Irmã M. Mariane Galina, do Secretariado da Campanha, de Atibaia/SP, entre os dias 28 e 29 de junho, para uma programação marcada por encontros pastorais, momentos de espiritualidade e partilhas.
Encontro com as famílias
No primeiro dia, Ir. M. Mariane se reuniu com o Bispo da Diocese, Dom Evaristo Pascoal Spengler, OFM, e o Pe. Luiz Botteon, Diretor Espiritual do Movimento Apostólico de Schoenstatt na capital, visitou a Rádio Monte Roraima 107.9, emissora da Diocese. Em seguida, conduziu o encontro de formação com as famílias da Campanha da Mãe Peregrina no Centro de Formação da Prelazia, encerrando com a Santa Missa no Santuário de Aparecida, que foi celebrada pelo Pe. Luiz.
Formação de missionários e coordenadores
No dia 28, a programação teve início com a Santa Missa na Igreja Santíssimo Sacramento, presidida pelo Pe. Deivith Zanioli, seguida pela oração do terço na Ermida dedicada à Mãe e Rainha.
Na parte da tarde, conduziu a formação de missionários e coordenadores da Campanha, na sede da Prelazia de Boa Vista, abordando temas ligados à missão e à espiritualidade da Campanha, entregando a “identidade missionária” aos presentes que acompanharam o encontro.
Momento de gratidão
Ao final, todos, participaram da procissão e Missa de São Pedro, celebrada pelo Pe. Josimar Lobo, com grande participação da comunidade.
A visita deixou marcas de fé e comunhão entre os participantes. Maria do Rosário, coordenadora da Campanha, expressou com carinho sua gratidão: “Estou feliz por todos os momentos vividos. Todos estão muito gratos por esse momento de formação. Que Deus abençoe sempre a caminhada da Ir. M. Mariane com a Mãe Peregrina.”
Os encontros de formação fortalecem os laços da missão e promovem momentos de partilha e unidade entre coordenadores, missionários e famílias da Mãe Peregrina. Seguindo os passos de João Pozzobon, promovendo além de escuta, a renovação da Campanha para toda comunidade.
Fonte: Secretariado da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt | Atibaia
O governo brasileiro já havia apresentado um convite oficial ao Santo Padre e que foi reforçado pelos cardeais brasileiros após o conclave. “Está aberta a possibilidade de acordo com a agenda do Papa. Ele tem sim consciência da importância e do lugar da palavra da Igreja nesse contexto de COP30. Vejamos qual será a resposta e a posição do Papado a partir do nosso convite”, afirma o cardeal
Em audiência conjunta, o Papa Leão XIV recebeu na manhã desta terça-feira, no Vaticano, o presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), card. Jaime Spengler, acompanhado do presidente da Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC), card. Filipe Neri António Sebastião do Rosário Ferrão, e do presidente do Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar (SECAM), card. Fridolin Ambongo Besungu, e do secretário-geral do CELAM, dom Lizardo Estrada Herrera.
Juntos, eles entregaram o documento “Um chamado por justiça climática e a casa comum: conversão ecológica, transformação e resistência às falsas soluções” em vista da COP30 de Belém do Pará, que será realizada em novembro. Sucessivamente, o texto foi apresentado aos jornalistas na Sala de Imprensa da Santa Sé.
Além das mudanças climáticas, foram levados ao Pontífice temas comuns a estes três continentes, como a “Praedicate Evangelium”, sobre a reforma da Cúria Romana, que traz implicâncias para todo o contexto eclesial, analisando como cooperar para a aplicação deste documento nas realidades locais. Também foram mencionados os grupos de trabalho criados a partir do último Sínodo sobre a sinodalidade.
“A audiência foi marcada por uma cordialidade muito boa. O Santo Padre demonstra uma capacidade de escuta interessada em cada um dos temas que nós trouxemos. Foi uma hora e quinze de uma conversa certamente rica e, oxalá, frutífera.”
Imagem da audiência com o Papa (@VATICAN MEDIA)
Participação na COP30
Quanto ao convite para participar da COP30, card. Spengler recorda que o governo brasileiro já havia apresentado um convite oficial ao Santo Padre e que, após o conclave, também os cardeais brasileiros sinalizaram sobre essa possibilidade.
“Agora, a partir do convite oficial do governo brasileiro, nós voltamos a este convite de uma forma mais incisiva. O que ele nos diz é: existe sim a agenda do Jubileu em Roma, que está concentrada na segunda quinzena de novembro. E ele possui também na agenda uma viagem em vista dos 1700 anos do Concílio de Niceia. Está aberta a possibilidade de acordo com a agenda do Papa. Ele tem sim consciência da importância e do lugar da palavra da Igreja nesse contexto de COP30. Vejamos qual será a resposta e a posição do Papado a partir do nosso convite.”
O Papa Leão XIV recebeu em audiência privada no dia 1º de julho o presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), o cardeal Jaime Spengler, o representante das Conferências Episcopais da África, o cardeal Fridolin Ambongo Besungu, e o representante das Conferências Episcopais da Ásia, cardeal Felipe Neri. No encontro foi entregue ao Santo Padre o documento: “Um chamado por justiça climática e a Casa Comum: conversão ecológica, transformação e resistência às falsas soluções”.
Um documento gerado no Sul Global
O texto (ler aqui na íntegra), fruto de um profundo discernimento coletivo das igrejas da América Latina, África, Ásia, expressa a visão e as propostas da Igreja Católica do Sul Global em relação à COP30, e contém os principais pontos de incidência política, propostas e denúncias da Igreja com respeito à crise climática e às pautas em debate no contexto da Conferência das Organizações Nações Unida (ONU) sobre o Clima que acontecerá no Brasil, em novembro de 2025.
Junto com o texto, o encontro com o Papa foi oportunidade para conversar sobre a Praedicate Evangelium, suas implicâncias para todo o contexto eclesial e como as conferências episcopais podem cooperar para a aplicação deste documento nas realidades locais, segundo o cardeal Spengler. O presidente do Celam disse que também foi abordado o tema das conferências episcopais e do serviço dos núncios, como representantes do Papa, nos diversos contextos eclesiais, seguindo o trabalho realizado nos grupos do Sínodo sobre a Sinodalidade.
Um texto que foi utilizado pela Igreja Católica como base para as discussões bilaterais na Conferência de Bonn, na Alemanha, realizada entre os dias 16 e 26 de junho deste ano, como uma etapa preparatória para a COP30. O documento será entregue no dia 2 de julho à ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Brasil, Marina Silva, reforçando o compromisso da Igreja Católica com o diálogo e a ação conjunta. No dia 3 de julho, o texto será apresentado em uma audiência pública na Câmara dos Deputados, buscando ampliar a discussão e engajar o poder legislativo nesta causa tão urgente.
A Igreja do Brasil pioneira em ecologia
No Brasil, “a Igreja católica poderia ser considerada uma das pioneiras para pautar o tema da ecologia”, segundo o arcebispo de Goiânia e vice-presidente primeiro da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ele lembrou na coletiva de imprensa realizada na sede da CNBB, que já em 1979 a Campanha da Fraternidade teve como tema “Preserve o que é de todos”. Ele insistiu em que “quando nós olhamos para a realidade dos problemas que envolvem o cuidado com a criação, aí também nós queremos ter uma presença a partir da nossa fé. O Evangelho também nos ilumina a cuidar da criação, dom de Deus”.
O vice-presidente primeiro da CNBB recordou que a Igreja do Brasil realiza o chamado ‘Junho Verde’, uma campanha dedicada à defesa da Casa Comum e à promoção da sustentabilidade. Com relação à COP30, dom João Justino, disse que “um evento desta natureza e desta significação não pode ficar restrito a governantes e cientistas. Ele precisa chegar a um número sempre maior de pessoas, mesmo porque os impactos da crise climática não vêm só para uns, vem para todos”.
Diante disso, “o objetivo é exatamente estimular a participação neste processo, envolvendo sempre mais ou sempre um número maior de pessoas”, segundo o arcebispo de Goiania. Isso levou a CNBB a organizar pre-COPs para aprofundar no estudo dessa temática com a participação de cientistas e das pessoas que lidam diretamente com esses impactos, sobretudo nos movimentos ambientalistas, também nas pastorais sociais e outras práticas que nascem da fé e do compromisso social.
Um documento profético
O documento apresentado ao Papa, segundo o bispo de Livramento de Nossa Senhora e presidente da Comissão para a Ecologia Integral e Mineração da CNBB, dom Vicente de Paula Ferreira, que participou de sua elaboração, “tem uma profecia muito grande”, que faz “um chamado por justiça climática e a casa comum, conversão ecológica, transformação e resistência às falsas soluções”.
O bispo destacou três elementos: um documento de denúncia das falsas soluções, inclusive ao chamado capitalismo verde, que coloca esse rótulo em projetos altamente destrutivos do meio ambiente, sustentados no modelo econômico do lucro, da exploração ilimitada das nossas fontes naturais, sendo o Sul Global quem paga o preço mais alto. O segundo elemento é o anúncio, porque o documento mostra que as soluções estão na proteção das comunidades, dos povos originários, nos pequenos agricultores, na defesa das florestas, dos rios, na defesa da biodiversidade. Finalmente, o engajamento das igrejas, sendo um documento que coloca a pauta ecológica, a ecologia integral, a crise climática, a partir de um ponto de vista teológico. “É uma leitura teológica, não é apenas uma questão de leitura política, é o que tem de fato a ver a nossa fé cristã”, enfatizou.
Um documento que “não vai se restringir às nossas sacristias, ele vai ganhar o mundo”, sublinhou dom Vicente Ferreira. Ele vê no documento um instrumento para o diálogo dentro da Igreja Católica e com a sociedade global, levando a proteger a proteger a casa comum, “porque somos seus guardiães.” Nessa perspectiva, as propostas concretas, elas nascem a partir da conscientização do povo, das comunidades eclesiais. Nesse sentido deve ser entendido quando o texto fala de sobriedade feliz, do encantamento, como elementos que devem passar pelos corações de toda pessoa, gerando menos consumo, menos exploração, mais respeito, mais encantamento, mais louvor das criaturas.
A importância da COP30
Junto com isso, a necessidade de incidência política diante de projetos de Lei que visam a flexibilização ainda maior das licenças ambientais, que seria um desastre para as comunidades. “A Igreja Católica está sendo profética ao denunciar, a não querer que isso vá à frente”, segundo dom Vicente Ferreira, que também falou dos muitos gestos concretos que transformam a realidade e das escutas que estão sendo realizadas em vista da COP30.
Dom João Justino de Medeiros insistiu na importância da oportunidade de participar dessa discussão que acontecerá no Brasil e que ele espera tenha uma ressonância mundial. É por isso que entregar o documento apresentado ao Papa à ministra do Meio Ambiente, na Câmara dos Deputados e no Senado, é um modo de apresentar as perspectivas da Igreja Católica e as experiências vividas na base com relação a essa temática e que podem aportar uma palavra interessante.
Nos dias 27, 28 e 29 de junho, ocorreu na Diocese de Roraima a 8ª edição do Jesus no Extremo Norte (JEN), promovida pelo Ministério Jovem da Renovação Carismática Católica (RCC). O evento acontece anualmente e reúne jovens de grupo de oração para três dias de missão, evangelização e oração.
Na sexta-feira, foi realizada uma formação para os missionários. No sábado, a programação contou com oração e visitas missionárias por instituições públicas, como o Hospital Geral de Roraima, Hospital da Criança e abrigo infantil.
Além disso, os jovens evangelizaram pelas ruas do bairro Pintolândia, com saída da igreja de Santa’Ana, na área missionária São Raimundo Nonato. À noite, aconteceu a “festa do céu”, momento em que os jovens se fantasiaram de santos ou de personagens bíblicos para uma noite cultural.
Mais de 55 jovens participaram da missão Jesus no Extremo Norte, o evento também contava com missionários que estavam nos serviços de apoio.
A coordenadora do ministério jovem, Wanda Peres, compartilha a experiência de encontrar o amor de Deus no próximo. “nós experimentamos do amor e da bondade de Deus. Visitamos abrigos, hospitais, casas, entregamos comida para as pessoas que não tem o que comer. E em todas as pessoas a qual nós encontramos, nós encontramos o amor de Deus, esse olhar de Deus. As pessoas que abriram as portas da sua casa, não abriram só da sua casa, mas também dos seus corações, para receberem esse anúncio, essa palavra de Deus.”
Raiana Castelo, coordenadora do ministério de comunicação social também partilha sobre esse amor de Deus. “muitos jovens falaram, que ao invés deles darem a palavra e evangelizar a pessoa, eles que saíram evangelizados, com as histórias, com as vivências que eles puderam experimentar em cada lugar. Então, essa evangelização pela manhã foi sobre ir ao encontro do outro e ser evangelizado pelo outro.”
A jovem Lorrane Dutra, membro do grupo de oração Sagrado Coração de Jesus, partilhou sua experiência participando pela primeira da missão. “tem sido uma experiência muito enriquecedora. Eu sei que o meu papel aqui é evangelizar os outros, a gente conhece histórias e evangeliza, mas a gente também é evangelizado. Eu estou gostando muito, é um momento em que os jovens sairão um pouco de sua realidade e foi ao encontro da realidade do outro.”
Fonte: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa
A procissão teve início no Mirante e seguiu até Porto Marina Meu Caso, pelas águas do Rio Branco
Foto: Pascom diocese
Neste domingo (29), fiéis participaram da tradicional procissão fluvial em honra a São Pedro. A procissão teve início no Mirante e seguiu até Porto Marina Meu Caso, pelas águas do Rio Branco.
A imagem de São Pedro navegou em frente à cidade de Boa Vista, abençoando a população roraimense. São Pedro é considerado o primeiro Papa da igreja católica e é conhecido como padroeiro dos pescadores.
O Vigário Geral, padre Josimar Lobo, destaca a presença significativas dos devotos. “muitos devotos estavam aguardando ansiosos, com alegria, com cantos, louvando e bem dizendo. Isso é muito bonito, ver o povo de Deus que mantém uma fé, mantém uma tradição, mantém uma cultura” afirmou o sacerdote.
A devota Cynara Freitas compartilhou o que a motiva a estar presente todos os anos nessa celebração. “é um movimento muito bonito, a gente se sente muito renovado de todos os anos participar e colaborar. Renova a nossa fé.”
Para Sebastião Magalhães, o momento é marcado pela espiritualidade. “uma fé individual, e também uma fé muito forte, é uma tradição da minha família. Então, posso usar essa palavra para representar esse momento, de vir todo ano comemorar a solenidade de São Pedro”
Esta tradição, de fato, é passada de geração em geração, como partilha, Jeana Paixão. “eu venho na procissão desde criança, é uma tradição que a gente traz de família e ela tem que continuar. É uma tradição familiar que ela deve ser mantida e cultivada para as próximas gerações”
Após a procissão fluvial, a programação seguiu com a procissão terrestre, que conduziu as imagens de São Pedro e São Paulo por algumas ruas do bairro são Pedro, em Boa Vista. Ao final da procissão, ocorreu a celebração eucarística, presidida pelo Vigário Episcopal, Padre Celso Putkammer, e concelebrada pelos padres Josimar Lobo, pároco da comunidade, e Giorgio Dal Bem. Celebrações como esta reforçam a identidade cultural e religiosa do povo roraimense, unindo fé e tradição.
FONTE/CRÉDITOS: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa
O Conselho Nacional dos Direitos Humanos divulgou as recomendações na terça-feira (24); na quinta (26), realizou uma audiência pública para debater sobre os impactos do projeto
O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) recomenda à Câmara Federal vetar as Emendas apresentadas pelo Senado Federal, ao Projeto de Lei nº 2159/2021, que trata do Licenciamento Ambiental, e à Presidência da República vetar integralmente o projeto. As recomendações foram divulgadas na última terça-feira (24), por entender que o PL representa risco grave ao meio ambiente e aos direitos humanos.
O Projeto de Lei (PL) 2159/2021 foi aprovado pelo Senado Federal no dia 21 de maio deste ano, por 54 votos a 13. Agora o projeto segue para apreciação da Câmara Federal. Claramente inconstitucional, o PL da Devastação, como tem sido chamado, viola a Constituição Federal brasileira e as legislações internacionais sobre meio ambiente.
“Constituição Federal garante o direito ao meio ambiente equilibrado e impõe deveres ao Estado e à coletividade para protegê-lo”
O Conselho destaca que a “Constituição Federal garante o direito ao meio ambiente equilibrado e impõe deveres ao Estado e à coletividade para protegê-lo”. O PL 2159 “flexibiliza excessivamente o processo de licenciamento ambiental”, e lista: permite o licenciamento por autodeclaração para pequenos e médios empreendimentos; dispensa o licenciamento para atividades agropecuárias; enfraquece órgãos ambientais como IBAMA, ICMBio e CONAMA; reduz proteção a territórios indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais ainda em processo de demarcação; e principalmente cria a Licença Ambiental Especial (LAE), que pode acelerar projetos estratégicos sem estudos adequados nem consulta pública.
As violações dos acordos e convenções internacionais, dos quais o Brasil é signatário, também foram destacados pelas recomendações do CNDH. A exemplo da “Convenção 169 da OIT”, que assegura aos povos indígenas e tradicionais o “direito à consulta prévia, livre e informada e consentimento dos povos indígenas e comunidades tradicionais”. Da Agenda 2030 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, da Organização das nações Unidas (ONU), do Acordo de Paris, Convenção da ONU sobre Clima; e “o reconhecimento do meio ambiente saudável como direito humano pela ONU (2021 e 2022)”, aponta o documento do CNDH.
“O projeto representa um retrocesso ambiental e fere compromissos climáticos e de direitos humanos assumidos pelo Brasil”
“O projeto representa um retrocesso ambiental e fere compromissos climáticos e de direitos humanos assumidos pelo Brasil”, aponta o Conselho Nacional dos Direitos Humanos. Para isso, é preciso que medidas sejam adotadas para garantir o “desenvolvimento sustentável, o meio ambiente saudável e equilibrado, com especial observância aos direitos dos povos indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais”.
A partir dos itens elencados Conselho Nacional dos Direitos Humanos faz recomendações especificas, à Câmara dos Federal “que se garanta o direito à participação social, através da promoção de consultas públicas, audiências públicas, e escuta de especialistas sobre o tema, anteriormente à votação das emendas ao PL nº 2159/2021”. E que rejeite as emendas aprovadas pelo Senado “que violam o direito fundamental a um meio ambiente equilibrado, e aos tratados internacionais que versam sobre proteção ambiental”.
“Vete integralmente o PL nº 2159/2021, assegurando a proteção ambiental de todas as comunidades impactadas pelo projeto”
Já à Presidência da República, o Conselho lista que “observe a comparabilidade com os compromissos internacionais assumidos pelo Estado Brasileiro”. Que avalie a compatibilidade do PL com os tratados internacionais e “vete integralmente o PL nº 2159/2021, assegurando a proteção ambiental de todas as comunidades impactadas pelo projeto”.
Com o objetivo é promover o debate com a sociedade civil e poder público sobre os impactos do Projeto de Lei 2159/2021, na temática de licenciamento ambiental e direitos humanos, o CNDH, por meio de sua Comissão Permanente dos Direitos dos Povos Indígenas, Quilombolas, dos Povos e Comunidades Tradicionais, de Populações Afetadas por Grandes Empreendimentos e dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Envolvidos em Conflitos Fundiários, realizou uma audiência pública virtual organizada na tarde desta quinta-feira (26). Participaram da audiência representantes de diversas organizações, entidades e parlamentares.
“O Congresso Nacional está trabalhando contra o bem da sociedade brasileira”
O presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e arcebispo de Manaus, Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, fez uma alerta, “o Congresso Nacional está trabalhando contra o bem da sociedade brasileira. O Estado cede lugar ao particular para que seja responsável pela exploração econômica e também pela fiscalização ambiental. O que é o nosso modo de ver é um absurdo”. E faz um chamado a sociedade brasileira e internacional: “é preciso barrar esse PL”.
Entre os dias 26 e 29 de junho, a Comunidade São Pedro e São Paulo Apóstolo, da Paróquia São Franscisco celebra a festa de seus padroeiros, com o tema: “Jubilosos com Pedro, chegamos aos 300 anos de evangelização”, em sintonia com o Jubileu dos 300 anos de evangelização.
São Pedro é considerado o primeiro Papa da igreja católica e é conhecido como padroeiro dos pescadores. Antes de ser chamando Pedro, seu nome era Simão, e ele viveu sua vida como pescador: “antes pescador de peixes, hoje pescador de homens”.
São Paulo antes da conversão, era conhecido com o nome de Saulo e era perseguidor daqueles que se denominavam cristãos. A conversão de Paulo foi um grande marco em sua vida. A partir da conversão, Paulo se torna apóstolo, ou seja, de perseguidor passa a ser seguidor da Igreja de Cristo. A Igreja celebra o martírio de São Paulo no dia 29 de junho, quando comemora a Solenidade de São Pedro e São Paulo apóstolos, como as duas colunas da Igreja.
Em nossa diocese, a programação conta com três dias de tríduo, de 26 a 28 de junho, e encerra no domingo, 29, com procissão fluvial às 16h30, saindo do Mirante até o Porto da Marina Meu Caso. Em seguida, haverá procissão terrestre, missa campal e arraial.
Durante o arraial, acontecerá o tradicional bingo de São Pedro, com premiação total de R$ 2.000,00 e prêmios surpresas. A cartela custa R$ 10,00, adquirira na secretaria paroquial. A comunidade fica localizada na Rua Miguel Lupi Martins, 380, Bairro São Pedro.
FONTE/CRÉDITOS: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa
O Santo Padre, Leão XIV, nomeou nesta terça-feira, 24 de junho, o arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Jaime Cardeal Spengler, como membro do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedade de Vida Apostólica da Santa Sé. Junto ao cardeal Jaime, um grupo de 19 pessoas, entre cardeais, bispos, padres, religiosas e religiosos, também foi nomeado para funções no Dicastério da Santa Sé. Dom Jaime também preside o Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho, o CELAM. A notícia foi divulgada nesta tarde pela Sala de Imprensa do Vaticano.
Biografia e trajetória eclesial
Jaime Spengler nasceu em 6 de setembro de 1960 em Gaspar (SC). Ingressou na Ordem dos Frades Menores em 20 de janeiro de 1982, pela admissão no Noviciado na cidade de Rodeio (SC). Cursou Filosofia no Instituto Filosófico São Boaventura, de Campo Largo (PR), e Teologia no Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis (RJ), concluindo-o no Instituto Teológico de Jerusalém em Israel.
Foi ordenado sacerdote em 17 de novembro de 1990, na sua cidade natal. Fez doutorado em Filosofia na Pontifícia Universidade Antonianum, em Roma, e atuou dentro da Ordem dos Frades Menores em diversas missões e cidades do país até 2010, quando foi nomeado pelo Papa Bento XVI como bispo auxiliar. A ordenação episcopal, presidida por Dom Lorenzo Baldisseri, Núncio Apostólico no Brasil, ocorreu dia 5 de fevereiro de 2011, na Paróquia São Pedro Apóstolo, em Gaspar.
Dom Jaime Spengler é arcebispo metropolitano de Porto Alegre desde 18 de setembro de 2013, quando foi nomeado pelo Papa Francisco, que concomitantemente recebeu o pedido de renúncia de Dom Dadeus Grings.
Na CNBB, no quadriênio de 2011 a 2015, foi membro da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenado e a Vida Consagrada da CNBB. Em 2015, foi eleito presidente desta comissão. Entre os destaques de sua atuação à frente do colegiado, consta a aprovação das novas Diretrizes para a Formação de Presbíteros da Igreja no Brasil, em 2018.
Em maio de 2019, foi eleito primeiro vice-presidente da CNBB. Também foi bispo referencial da CNBB para o Colégio Pio Brasileiro, em Roma. Exerceu ainda as funções de vice-presidente da Comissão Especial para o Acordo Brasil-Santa Sé da CNBB e bispo referencial CNBB – Regional Sul 3 para Vida Consagrada e Ministérios Ordenados.
Em maio de 2019 foi eleito 1º Vice-presidente da CNBB. Quatro anos depois, durante a 60ª Assembleia Geral da CNBB, no dia 24 de abril de 2023, foi eleito Presidente da CNBB, para o mandato de 2023 – 2027. E no dia 17 de maio para o CELAM. Nomeado ao cardinalato no dia 6 de outubro de 2024. No consistório para criação, no dia 7 de dezembro, em Roma foi criado Cardeal pelo Papa Francisco. Seu lema episcopal é “In Cruce Gloriari” Gloriar-se na Cruz (Cl 6, 14).
Programação reúne fiéis no município para celebrar o Jubileu dos Migrantes com peregrinação, celebração eucarística e apresentações culturais.
Foto: Lucas Rossetti – Rádio Monte Roraima fm
Neste domingo, (22), ocorreu em nossa diocese de Roraima o Jubileu dos Migrantes, celebrando os 300 anos de evangelização e a 40ª Semana do Migrante, com o tema “Migrantes peregrinos, missionários de esperança”.
A programação incluiu uma peregrinação, saindo da fronteira entre Brasil e Venezuela. O evento reuniu fiéis, representantes da Articulação dos Serviços Eclesiais de Roraima, religiosos, agentes pastorais, migrantes e membros da comunidade local.
Foto: Lucas Rossetti – Rádio Monte Roraima fm
Durante o jubileu, o bispo diocesano, Dom Evaristo Spengler, destacou o compromisso de uma Igreja aberta e acolhedora.
“Queremos ser uma Igreja cada vez mais sem fronteiras, uma Igreja que acolhe, uma Igreja samaritana que levanta o caído. Estamos aqui para selar essa comunhão entre as duas nações, Brasil e Venezuela, num caminho de seguir Jesus Cristo e de acolher todos aqueles que estão no caminho, de modo especial, os caídos à beira da estrada. Esse é o nosso compromisso.”
O evento também contou com a presença de Dom Gonzalo Ontiveros, bispo do Vicariato de Caroní, na Venezuela, que expressou a alegria pelo acolhimento oferecido em Roraima ao povo migrante.
“Nossa alegria é compartilhar deste júbilo, em que nossos irmãos do Brasil acolhem tantos imigrantes venezuelanos e de outras nacionalidades. Com este espírito de acompanhamento e fraternidade, bendigo a Deus por isso. Sentimo-nos felizes e unimos nossas vozes em agradecimento e solidariedade a todos vocês, por esta Igreja que está cumprindo sua missão.”
Foto: Lucas Rossetti – Rádio Monte Roraima fm
A coordenadora da Pastoral dos Migrantes, Irmã Teresinha Santin, ressaltou a importância da celebração.
“‘Migrantes peregrinos, missionários de esperança’, este é o nosso tema, esta é a nossa motivação. Estamos aqui, nesta fronteira, celebrando o jubileu da esperança. Muitos migrantes passaram por este lugar em condições diferentes das de hoje. Celebramos a vida, a esperança e o caminho, afirmando que os migrantes são protagonistas de suas histórias e têm a coragem de seguir adiante.”
O Padre Mattia Bezze, pároco de Pacaraima, destacou o jubileu como um sinal de acolhida.
“É uma alegria podermos nos encontrar na celebração do Jubileu da Esperança para os migrantes. Este jubileu é um sinal de acolhida e cuidado que a Igreja tem por todas as pessoas que deixaram seu país em busca de uma vida digna e melhor. Que seja um momento para celebrar a vida, para que todos encontrem braços abertos e, em sua caminhada, descubram a esperança que os conduz a um futuro melhor.”
Oswaldo Guilharte, leigo da comunidade Sagrado Coração de Jesus, em Pacaraima, ressaltou a importância do momento.
“Este Jubileu da Esperança nos traz reconciliação com os irmãos que compartilham esta caminhada conosco. Uma jornada de amar, acolher e, sobretudo, valorizar a vida das pessoas.”
Após a peregrinação, foi celebrada a Santa Missa na quadra de esporte, presidida por Dom Evaristo Spengler e Dom Gonzalo Ontiveros, e concelebrada pelos Padres Mattia Bezze, Jesus Lopes, Lorenzo Dall’Omo e Juan Carlos. Durante a tarde, a programação seguiu com apresentações culturais.
Foto: Lucas Rossetti – Rádio Monte Roraima fm
FONTE/CRÉDITOS: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa
O Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) realizou de 19 a 22 de junho em Aparecida (SP) o 8° Encontro Nacional do Laicato do Brasil e a 43ª Assembleia Nacional, onde foi eleita a nova presidência. Dentre os participantes, os representantes do Regional Norte 1 foram 13, chegados desde a arquidiocese de Manaus, as dioceses de Roraima e Parintins e a prelazia de Tefé.
O tema foi: “Cristãos Leigos e leigas, peregrinos da Esperança agindo na história a serviço do Reino”, tendo como lema: “Sei em quem depositei minha esperança” (2Tm 1, 12). O encontro foi momento celebrativo do Jubileu dos 50 anos do CNLB, fazendo memória de toda a caminhada do Conselho no Brasil em todos os seus regionais e organizações filiadas. Junto com isso, foi momento formativo e de comunhão, de alegria e participação e eleição da nova presidência do CNLB.
A reflexão teve como ponto central a sinodalidade, que foi abordada desde três dimensões: missionariedade, serviço aos pobres e formação laical. As eucaristias, momentos orantes e celebrativos estiveram foram momentos importantes ao longo do encontro sob a proteção e estímulo de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil
Segundo o coorrdenador do laicato no Regional Norte 1, Francisco Meirelles, os participants do Regional Norte 1 “estamos vivenciando esse tempo de graça, de alegria, de fraternidade”, sublinhando que “é um tempo de graça e é um tempo de vivenciar a Esperança.”
Segundo o coordenador do laicato no Regional Norte 1, “somos Peregrinos da Esperança, agindo na história a serviço do Reino. Esse serviço é um serviço de cristãos leigos e leigas que caminha na construção de um mundo mais justo, fraterno, de uma Igreja mais solidária, de uma Igreja mais irmã. E assim vivenciamos esse tempo durante esses quatro dias aqui em Aparecida.”
A presidência eleita para 2025-2028 está composta por Márcio José de Oliveira (Regional Sul 1) como presidente, Marlise Ritter (Sul 4) como vice-presidente, Patrícia Gil Cabral (Norte 1) como secretária-geral, Eder D’Artagnan (Maristas de Champagnat) como segundo secretário, Adriano Massariol Pacheco (Leste 2) como tesoureiro-geral e Kadira Dias (Nordeste 1) como segunda tesoureira.
A assembleia foi encerrada com a Romaria dos Cristãos Leigos e Leigas aos pés de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário Nacional, onde foi realizada uma grande celebração de envio para dar continuidade ao “tempo de graça, tempo de missão, como Cristãos Leigos e Leigas, agindo na história a serviço do Reino”, segundo Francisco Meirelles.