Conclui-se em Bogotá o encontro da CEAMA

Conclui-se em Bogotá o encontro da CEAMA

Conclui-se em Bogotá o encontro da CEAMA
CEAMA reuniu em Bogotá mais de 90 bispos da Pan-Amazônia

Um encontro com um grande potencial sinalizador, disse o bispo auxiliar da arquidiocese de Manaus vice-presidente da Conferência Eclesial da Amazônia, dom Zenildo Lima. No final do encontro que reuniu em Bogotá mais de 90 bispos da Pan-Amazônia, de 17 a 20 de agosto, ele enfatizou o “cansaço histórico que nós vivemos nesses contextos tão violentos, tão intolerantes e que produzem, geram relações de descarte. Por isso mesmo, tão agressivas com a nossa região da Amazônia, com a ausência de experiências, espaços de convivências que sejam sadias e esperançosas”.


Dom Zenildo Lima.

Um caminho de construção de novas relações

Segundo o bispo auxiliar de Manaus, “já há alguns anos, a consciência de seu papel evangelizador, anunciador de Jesus Cristo, a nossa Igreja católica tem assumido esse caminho, caminho de aproximação, caminho de construção de novas relações. Caminho de vivência, de experiência de Igreja a partir de relações que estamos chamando de sinodalidade.” Ele recordou a importância do Sínodo para a Amazônia, em 2019, “como um grande sinal”, que provocou o surgimento de novos sinais, sendo a Conferência Eclesial como “a visibilização desse sinal de relações novas, de relações de cuidado, de experiência religiosa que seja esperançosa”.

Nessa perspectiva o bispo destacou como muito oportuno, perceber no encontro que as igrejas locais são “espaço por excelência da experiência da sinodalidade”, e que é aí que “estas experiências novas estão acontecendo”, o que faz da Igreja que está na Amazônia “um grande sinal da presença de Deus junto ao seu povo, tão machucado por essas relações violentas”.

Dom Zenildo Lima enfatizou que foi um encontro de igrejas, dado que “os bispos trouxeram consigo, de suas igrejas locais, o testemunho desta sinodalidade, o testemunho desta novidade.” Um encontro que tem ajudado a perceber que o Sínodo e a sinodalidade “é uma realidade viva, latente em nossas igrejas”, sendo o encontro uma oportunidade para perceber que “estamos avançando, estamos juntos, estamos fortes”.


Encontro CEAMA

Povos amazônicos condutores da história

O bispo ressaltou o saber e conhecimento dos povos amazônicos, assim como sua consciência muito clara das relações que se estabelecem, sendo assim “construtores e condutores de história.” Diante da reunião dos presidentes da região amazônica, o bispo disse que “muito além de correspondências formais que podem receber dentro de um protocolo, são muito bem conhecedores dos grandes processos, das grandes tensões, dos grandes desafios e das grandes responsabilidades que tem em mãos”.

Dos responsáveis pela governança, ele disse esperar “uma capacidade de escolha, de decisão política, a partir de suas consciências, pela vida, pelas relações, pelo bioma.” O bispo pediu decisões para o bem dos povos, dado que “as populações indígenas, os povos tradicionais, aqueles que são os grandes conhecedores das dinâmicas deste território, continuam nos conduzindo, continuam nos inspirando, continuam nos oferecendo os elementos para que o nosso discernimento se faça também segundo uma grande sabedoria que paira sobre esse nosso continente”.

Escutar, discernir e compartilhar a caminhada

Um encontro que voltou a evidenciar o compromisso da Igreja da Amazônia de levar “este anúncio do evangelho de Jesus para descobrir a grande riqueza das culturas indígenas, e também o grande desafio que temos diante dos efeitos das mudanças climáticas e do desmatamento”, como destacou o arcebispo emérito de Huancayo (Peru) e presidente da CEAMA, cardeal Pedro Barreto, que vê o encontro como um momento para assumir o compromisso de trabalhar juntos, além das fronteiras.

O cardeal peruano insistiu que encontro foi oportunidade para “escutar, discernir e compartilhar nossa caminhada juntos, como pastores das Igrejas Particulares que peregrinam na Amazônia.” Da mesma forma, ele afirmou que “a Igreja com rosto amazônico anuncia Jesus Cristo, crucificado e ressuscitado, a partir da Conferência Eclesial da Amazônia – CEAMA, acompanha e serve às Igrejas particulares em sua missão evangelizadora.” Isso porque “o anúncio, a organização e o compromisso eclesial devem ser acompanhados por um verdadeiro encontro”, chamando a não viver como ilhas, a não se fechar em si mesmo, mas a “amar e ser amado”, ser sinais da “ternura de Jesus, nosso Bom Pastor, que nos chama a participar de sua missão, não por nossos méritos nem pelo tempo que estamos em seu rebanho, mas por sua bondade e misericórdia”.

Cardeal Michael Czerny.

Momento de amadurecimento

Uma experiência de escuta que tem a ver com o bioma amazônico, nas palavras da vice-presidente da CEAMA, Patricia Gualinga, bem como com a realidade dos povos indígenas, as ameaças que sofrem e a evangelização a partir da inculturação. Uma dinâmica que levou à descoberta de que “todos estamos compartilhando realidades comuns”, segundo a indígena equatoriana, que insistiu na crise climática, que levou a Amazônia a um ponto sem volta, que tem a ver com muitas violações aos povos.

O prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral do Vaticano, cardeal Michael Czerny, felicitou a CEAMA pela iniciativa desta reunião dos bispos. Ele disse esperar que este encontro “seja um momento de amadurecimento, um novo começo”, que produzirá coisas novas e interessantes sobre “como a Igreja continua tentando acompanhar o povo de Deus e o grande dom de Deus que é a Amazônia”.

 FONTE/CRÉDITOS: Padre Modino – Bogotá
Papa convida fiéis a viver o dia 22 de agosto em jejum e oração pela paz

Papa convida fiéis a viver o dia 22 de agosto em jejum e oração pela paz

O Pontífice pediu orações pelo fim das guerras na Terra Santa, na Ucrânia e em tantas outras.

Papa convida fiéis a viver o dia 22 de agosto em jejum e oração pela paz
VATICAN MEDIA

Na conclusão da Audiência Geral desta quarta-feira, 20 de agosto, o Papa Leão XIV lançou um apelo aos fiéis, recordando a celebração litúrgica da memória da Bem-Aventurada Virgem Maria Rainha, que será comemorada na próxima sexta-feira, 22 de agosto:


“Maria é Mãe dos que acreditam aqui na terra e é invocada também como Rainha da Paz, enquanto a nossa terra continua a ser ferida por guerras na Terra Santa, na Ucrânia e em muitas outras regiões do mundo. Convido todos os fiéis a viverem o dia 22 de agosto em jejum e oração, suplicando ao Senhor que nos conceda paz e justiça, e que enxugue as lágrimas daqueles que sofrem por causa dos conflitos armados em curso. Maria, Rainha da Paz, interceda para que os povos encontrem o caminho da paz.”


Dirigindo-se aos fiéis de língua portuguesa, o Papa Leão, que dedicou sua catequese ao nobre gesto de perdoar, recordou o pressuposto fundamental da convivência pacífica entre os povos e entre as pessoas: “Sem perdão nunca haverá paz!”


Ao saudar os peregrinos poloneses presentes em Roma, bem como aqueles vindos do Santuário de Nossa Senhora de Jasna Góra, na Polônia, onde se conserva o ícone de Nossa Senhora de Częstochowa, pediu-lhes que “incluam em suas intenções a súplica pelo dom da paz – desarmada e desarmante – para todo o mundo, em particular para a Ucrânia e o Oriente Médio”.

Fonte: Vatican News

Papa conversa com um dos religiosos do Santuário de Mentorella

Leão XIV visita o Santuário de Nossa Senhora das Graças de Mentorella

Papa conversa com um dos religiosos do Santuário de Mentorella

Papa conversa com um dos religiosos do Santuário de Mentorella   (@Vatican Media)

Na manhã desta terça-feira, 19 de agosto, Leão XIV realizou uma visita privada ao Santuário de Nossa Senhora das Graças de Mentorella, na fração de Guadagnolo de Capranica, na diocese de Palestrina. Depois de ter rezado e visitado o Santuário, o Pontífice permaneceu com os religiosos Poloneses da Ressurreição, que animam este lugar, e em seguida retornou a Castel Gandolfo. Está previsto para esta noite o retorno do Papa ao Vaticano, após a permanência de seis dias na residência de verão.

O Santuário, localizado entre ásperas rochas, ergue-se ao longo do versante oriental dos Montes Prenestinos, sobre um rochedo no verdejante vale do Giovenzano. No cume do monte Guadagnolo, o ponto habitado mais elevado da região do Lácio (1.218 metros), ergue-se o Monumento ao Redentor, erguido no final do século XIX por Leão XIII, dominando a paisagem do vale do Tibre. Antigas tradições remontam a fundação do Santuário ao tempo do imperador Constantino. Foi também lugar de oração para São Bento — e ali ainda resta a gruta por ele habitada — e para São Gregório Magno.

Um momento da visita do Papa ao Santuário de Mentorella

Um momento da visita do Papa ao Santuário de Mentorella   (@Vatican Media)

Vários Pontífices visitaram o Santuário, entre eles São João Paulo II e o Papa Inocêncio XIII. Wojtyła, como cardeal e depois como Papa, visitou-o várias vezes, considerando-o um lugar de especial devoção. Em lembrança de sua presença frequente neste local, existe um caminho a ele dedicado. A Congregação dos Religiosos da Ressurreição, fundada para exercer obra de apostolado entre os numerosos exilados e refugiados poloneses que chegaram à França após o fracasso da insurreição de 1830-1831 contra o domínio russo, dedica-se hoje à pastoral paroquial e educativa. Presente em âmbito internacional, a Congregação estabeleceu precisamente no Santuário de Mentorella o centro espiritual da comunidade.

Primeiro dia do encontro dos bispos da Pan-Amazônia

Leão XIV: que Jesus seja anunciado com clareza e caridade na Amazônia

Primeiro dia do encontro dos bispos da Pan-Amazônia

Primeiro dia do encontro dos bispos da Pan-Amazônia 

“É necessário que Jesus Cristo, em quem se recapitulam todas as coisas, seja anunciado com clareza e imensa caridade entre os habitantes da Amazônia”, escreveu o Papa ao Encontro de Bispos da Pan-Amazônia que está sendo realizado em Bogotá, na Colômbia, até a próxima quarta-feira (20/08). Além da dimensão do anúncio do Evangelho, Leão XIV também analisou a missão da Igreja na região através do cuidado da casa comum, um “direito e dever” que “Deus Pai nos confiou como administradores solícitos”.

O Papa Leão XIV também se fez presente nas atividades do Encontro de Bispos da Pan-Amazônia através de um telegrama. A mensagem, assinada pelo secretário de Estado, o cardeal Pietro Parolin, foi enviada nesta segunda-feira (18/08), segundo dia do evento que termina na próxima quarta-feira, 20 de agosto, em Bogotá, na Colômbia, convocado pela Conferência Eclesial da Amazônia (Ceama).

Mais de 90 bispos de 76 jurisdições eclesiásticas nos 9 países amazônicos estão reunidos em espírito sinodal para discernir sobre os desafios pastorais e missionários da região, onde moram mais de 33 milhões de pessoas, entre elas, indígenas, ribeirinhos, camponeses e afrodescendentes. Esse é o primeiro grande encontro episcopal após o Sínodo para a Amazônia de 2019, o Documento Final e a Exortação Apostólica Querida Amazonia do Papa Francisco, um movimento em prol de novos caminhos de evangelização e cuidados do meio ambiente e dos pobres que deu força para a própria criação da Ceama, aprovada pelo Pontífice argentino em 2021.

 

O rosto da Igreja católica na Amazônia e o seu caminho sinodal


O telegrama de Leão XIV foi inclusive dirigido ao cardeal Pedro Ricardo Barreto Jimeno, presidente da Conferência Eclesial da Amazônia, uma organização que reúne além do episcopado, também leigos, agentes pastorais, mulheres e indígenas. É a primeira conferência de caráter “eclesial” na história recente da Igreja, tanto que o Papa reconhece e agradece os bispos pelo “esforço realizado para promover o maior bem da Igreja em favor dos fiéis do amado território amazônico e, tendo em conta o que se aprendeu no Sínodo sobre a escuta e participação de todas as vocações na Igreja, exorta-os a procurar, com base na unidade e na colegialidade própria de um ‘organismo episcopal’, como ajudar de forma concreta e eficaz os bispos diocesanos e os vigários apostólicos a levar a cabo a sua missão”.

Missa durante o primeiro dia do encontro dos bispos da Pan-Amazônia

Missa durante o primeiro dia do encontro dos bispos da Pan-Amazônia

Anunciar Jesus com clareza e caridade 

A esse respeito, continua o telegrama, Leão XIV convida todos os participantes do encontro que estão em Bogotá a refletir sobre “três dimensões que estão interconectadas na ação pastoral dessa região: a missão da Igreja de anunciar o Evangelho a todos os homens, o tratamento justo aos povos que ali habitam e o cuidado da casa comum”. E o Pontífice aprofundou o argumento:

“É necessário que Jesus Cristo, em quem se recapitulam todas as coisas, seja anunciado com clareza e imensa caridade entre os habitantes da Amazônia, de tal forma que temos de nos esforçar por lhes dar o pão fresco e límpido da Boa Nova e o alimento celeste da Eucaristia, único meio para ser verdadeiramente o povo de Deus e o corpo de Cristo. Nesta missão, move-nos a certeza, confirmada pela história da Igreja, de que ali onde se prega o nome de Cristo a injustiça retrocede proporcionalmente, pois, como assegura o Apóstolo Paulo, toda a exploração do homem pelo homem desaparece se somos capazes de nos recebermos uns aos outros como irmãos.”

A mensagem do Papa, assinada pelo cardeal Parolin, é finalizada com a bênção apostólica e uma referência a Santo Inácio de Loyola ao interpretar o caminho para a salvação, através do cuidado com a criação divina:

“No âmbito desta doutrina perene, não menos evidente é o direito e o dever de cuidar da ‘casa’ que Deus Pai nos confiou como administradores solícitos, de modo que ninguém destrua irresponsavelmente os bens naturais que falam da bondade e beleza do Criador, nem, muito menos, se submeta a eles como escravo ou adorador da natureza, pois as coisas nos foram dadas para alcançarmos o nosso objetivo de louvar a Deus e, assim, obter a salvação de nossas almas.”

 

Fonte: Andressa Collet – Vatican News

Irmã Lucimara Martins professa votos perpétuos na Comunidade Indígena da Barata

Irmã Lucimara Martins professa votos perpétuos na Comunidade Indígena da Barata

Irmã Lucimara Martins professa votos perpétuos na Comunidade Indígena da Barata
Foto: Lucas Rossetti – Rádio Monte Roraima fm

Neste sábado (16), na Diocese de Roraima, a religiosa indígena Wapichana, Irmã Lucimara Martins, professou seus votos perpétuos em celebração realizada na Comunidade Indígena da Barata, no Município de Alto Alegre.

A Chanceler da diocese, Irmã Sofia Quintans Bouzada, expressou sua alegria e destacou que esta celebração é sinal de aliança entre a diocese e os povos originários. “Para nós, como Diocese de Roraima, é uma grande alegria. Sentimos neste ano jubilar sinais da presença e do amor de Deus fiel em nós. Essa aliança com os povos indígenas se renova desde o chamado que Deus faz aos jovens das comunidades indígenas como Alto Alegre, Maturuca e Normandia. A resposta da Irmã Lucimara renova essa profecia, essa luta e esse compromisso da diocese com os povos indígenas, povos migrantes e todos os que habitam esta terra de Macunaíma.”

A programação começou pela manhã com apresentação cultural, incluindo a dança Parixana, com apresentações do Grupo de Dança Dona Ana, Grupo de Dança Dona Cacilda e da Associação Kaipó. Dentro da programação, ocorreram exposições dos carismas da vida religiosa consagrada que estavam presentes. Entre elas, Servas do Espírito Santo, Irmãs Scalabrinianas, Missionárias de Nossa Senhora das Dores, Franciscanas de Cristo Rei, Irmãs Mãe do Divino Pastor, Irmãs Franciscanas Bernardinas, Irmãos Combonianos, Irmãs Pastorinhas e Irmã Ursulinas.

Foto: Lucas Rossetti – Rádio Monte Roraima fm

A celebração eucarística dos votos ocorreu à tarde. A Santa Missa foi celebrada por Frei Armando Mariane e concelebrada pelos padres Mattia Bezze, Oscar Liofo, Frei João Carlos Karling, de Porto Alegre, e pelo Diácono Djavan André.

Frei Armando Mariane, que celebrou os votos perpétuos ressaltou o início da caminhada da jovem religiosa. Segundo ele, Lucimara é uma jovem que começou uma caminhada de forma muito simples, sem se manifestar, mas demonstrando uma grande atenção. Uma pessoa com uma atenção incrível aos outros. Ela foi, aos poucos, integrando os grupos de jovens e, mais tarde, também decidiu pela vida religiosa.

A celebração contou também com a presença de pessoas vindas de diferentes regiões, incluindo representantes das dioceses do Ceará e do Rio Grande do Sul. A Ministra Provincial das Irmãs Franciscanas Bernadinas, Irmã Gilbetânia de Andrade, destacou que participar desta celebração tem um grande significado cultural:

“Para nós, Irmãs Franciscanas Bernardinas, participar desta celebração foi como um banho de cultura. Desde de manhã, acompanhamos as apresentações dos povos Macuxi e Wapichana. Foi significativo presenciar esse momento que nos conecta aos nossos ancestrais.”

Foto: João Felipe – Pascom diocesana

A Irmã Lucimara Martins deixou uma mensagem aos jovens que sentem o desejo de seguir a vida religiosa:

“Não tenham medo. Deus nos chama para algo novo, e mesmo que a insegurança exista, Ele abre o caminho e se faz presente. Se você sente esse chamado, permita que ele ecoe no seu coração e dê o primeiro passo.”

 FONTE/CRÉDITOS: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa

Cardeal Steiner no encontro da CEAMA: “um momento muito importante para podermos todos juntos refletir e caminhar”

Mais de 80 bispos da Pan-amazônia, com a participação dos bispos do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), estão reunidos na sede do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), em Bogotá (Colômbia), de 17 a 20 de agosto de 2025. Um encontro de escuta para ajudar nos processos de construção de um Plano Sinodal para a Igrejas da Pan-Amazônia.

Um encontro para retomar o Sínodo

Uma dinâmica que tem sido ressaltada pelo arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da CNBB na missa de abertura, onde foi celebrada a Missa da Criação: “estamos aqui para retomar o Sínodo, nos colocarmos mais uma vez a caminho, tentando assim expressar também o sínodo nas nossas dioceses, nas nossas Igrejass particulares”, afirmou. Ele sublinhou que “é um momento muito importante para a Igrejas que se encontra na Pan-Amazônia, para podermos assim todos juntos refletir e caminhar”, vendo no texto do Evangelho do dia um elemento que “pode nos ajudar nesse caminho”.

No “vem e segue-me” de Jesus, o cardeal Steiner vê “uma atratividade de eternidade.” Ele citou as palavras de São João Crisóstomo, que disse que “não foi um ardor medíocre que o jovem revelou, estava como que apaixonado”, ressaltando que a diferença de outros, o jovem, “aproximou-se de Jesus para conversar da eternidade, a vida eterna”, dado que “o jovem viu em Jesus certamente um caminho, o caminho da bondade, da compaixão, da misericórdia, da transformação, da eternidade”.

A riqueza dos mandamentos

O arcebispo de Manaus refletiu sobre os mandamentos, que “às vezes soam como norma, como obrigação, como preceitos. Mas mandamentos são sinalizações, indicações, são iluminações, é o caminho que havia percorrido.” Mandamentos que cardeal definiu como “exercitar-se continuamente nessas tarefas do Espírito, sim, conhecer as riquezas, as transformações, as maturações que os mandamentos possibilitam, a possibilidade de desabrochar a vida, a possibilidade de chegar à maturidade da fé do povo de Deus”.

O presidente do Regional Norte 1 refletiu sobre as atitudes do jovem, mostrando os passos dados, mas “ele havia intuído que em Jesus havia algo mais. Em Jesus havia mais que bondade, havia mais do que caridade”, destacou o cardeal Steiner. Daí a resposta de Jesus: “só te falta uma coisa, vai e vende tudo que tens e dá aos pobres e terás um tesouro no céu. Vem e segue-me”, reconhecendo que “Jesus propõe um passo a mais. Tudo a partir de um grande amor. Um amor livre, gratuito. Um tesouro que dá sentido a tudo. Seguir, mas segui-lo na liberdade”.

Seguir Jesus é um grande tesouro

Isso porque “seguir tem a força, o vigor de uma ruptura. É um salto mortal, um salto existencial inigualável. É como que morrer para viver em Cristo, de Cristo, entrar no seu seguimento”, afirmou o arcebispo de Manaus. Ele reforçou: “seguir Jesus é um grande tesouro. Um movimento maravilhoso e transformador que é mais do que a abnegação cristã. É a liberdade do Crucificado Ressuscitado”.

Frente a isso a resposta do jovem, que mostra que “o terreno era fértil, mas esbarrou na gratuidade do seguimento, na pobreza do seguimento. Desapareceu a ligeireza, a prontidão, a disponibilidade, a busca. O que sobrou? A tristeza, a lentidão dos passos, não mais perguntas pela eternidade. E distanciou-se de Jesus com passos lentos, com ar de frustração. Tinha dado a impressão que era um homem livre, pronto, mas não era. Carregava demais, tinha amarras demais. Por isso saiu desiludido, não descobriu o tesouro do viver, a vida eterna, feita pobreza, feita gratuidade”.

Uma dinâmica que envolva as Igrejas da Pan-Amazônia

O evangelho de hoje, enfatizou o cardeal Steiner, “nos provoca ao seguimento, a razão de ser de uma dinâmica que envolva todas as nossas Igrejas particulares, todas as nossas Igrejas da Pan-Amazônia. É aquele convite de vender tudo e seguir, seguir para viver da grandeza, da bondade do Reino de Deus. As nossas Igrejas, as nossas comunidades serem sinal, visibilização do Reino de Deus, da sinodalidade”.

Para isso, ele pediu que “o convite do seguimento na gratuidade possa nos ajudar no caminho que iniciamos com o Sínodo para a Amazônia. A deixar-nos guiar pelos sonhos de Querida Amazônia.” O cardeal insistiu em que “não se trata de uma nova organização, mas de uma inspiração. Um espírito que renova e funda o modo de ser Igrejas.” Por isso, ele fez ver aos bispos reunidos que “fomos colocados à frente das nossas Igrejass, nas nossas Igrejass. Todas as nossas Igrejass despertadas pelo ‘Se tu queres ser perfeito, vai e vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás o tesouro do céu. Vem e segue-me’. As nossas Igrejass particulares no seguimento gratuito de Jesus.” Diante disso ele questionou: “Então, o que importa?”, respondendo que “o que dá razão a nossa vida, a nossa Igrejas, às nossas Igrejass é o seguimento de Jesus, que é o modo do reino de Deus”.

Fonte: Luis Miguel Modino – CNBB NORTE 1

Ceama

Encontro dos Bispos da Amazônia: Um Encontro para a História – Cardeal Pedro Barreto

Ceama

Com profundo sentido pastoral e em chave sinodal, a Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) anuncia com alegria a realização do Encontro de Bispos da Amazônia, que será realizado pela primeira vez,de 17 a 20 de agosto de 2025, na cidade de Bogotá, Colômbia.

Este encontro, convocado pela CEAMA, reunirá os bispos das jurisdições eclesiais amazônicas dos nove países (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela) que compartilham o bioma. Será uma ocasião privilegiada para fortalecer a colegialidade episcopale continuar a dar passos na construção de uma Igreja com face amazônica, sinodal, profético e comprometido com a vida dos povos e da Casa Comum.

Uma experiência inédita de comunhão e missão

El Cardeal Pedro Barreto, presidente da CEAMA, destacou o caráter histórico deste encontro:

“Nos encontraremos pela primeira vez na América Latina, todos nós que servimos ao Senhor como bispos e pastores da Igreja. O bispo preside a Igreja particular, mas também temos a responsabilidade de viver a colegialidade episcopal além das nossas próprias fronteiras. A língua amazônica não conhece fronteiras.”

O encontro acontece num ano particularmente significativo para a vida da Igreja. Em 2025, 60 anos do Concílio Vaticano II, um evento que promoveu o caminho da renovação eclesial numa perspectiva sinodal, e também recorda a cinco Conferências Gerais do Episcopado Latino-Americano, com especial destaque para a segunda, realizada em Medellín (1968), que concretizou as diretrizes conciliares para a nossa região.

Inspirado pelo Sínodo para a Amazônia e pelo pontificado de Francisco

O Cardeal Barreto também lembrou a proximidade constante do Papa Francisco com a Amazônia:

Desde o início do seu pontificado, o Papa tinha a Amazônia como foco. Em julho de 2013, no Rio de Janeiro, ele já nos dizia que precisávamos relançar o processo de evangelização nessa região.

O Encontro será também uma oportunidade para avaliar os frutos do Sínodo para a Amazônia (2019) e os cinco anos de existência da CEAMA como espaço sinodal de escuta, discernimento e ação eclesial no território.

Um espaço de diálogo entre gerações

O encontro contará com bispos com vasta experiência na região, além de novos pastores que se juntam com entusiasmo à jornada amazônica.

“Que alegria é estarmos reunidos, todos e cada um de nós: aqueles que já têm alguma experiência nesta jornada amazônica, e aqueles jovens bispos, pastores das Igrejas particulares, que juntos podem dar esse rosto amazônico à nossa Igreja”, disse o Cardeal Barreto.

Uma Igreja que caminha junta na vida do território

Com este apelo, a CEAMA reafirma o seu compromisso com uma Igreja que caminha ao ritmo do povo, que escuta os clamores da Amazônia, que cuida de sua biodiversidade e se deixa transformar por suas culturas.

Este Encontro não é apenas um encontro institucional, mas sim uma expressão concreta da sinodalidade missionária, onde os pastores poderão compartilhar seus desafios, experiências, aprendizados e propostas para continuar construindo juntos uma Igreja com o sabor, a cor e o coração da Amazônia.

“Que Deus nos abençoe e esperamos vocês com muito amor.”, conclui o Cardeal Barreto.

Fonte: CEAMA – CONFERÊNCIA ECLESIAL DA AMAZÔNIA

 

Na Assunção de Maria, Papa pede coragem para escolher a vida

Na Assunção de Maria, Papa pede coragem para escolher a vida

No dia da Solenidade da Assunção de Maria, Leão XIV celebrou a Missa na comunidade paroquial de Castel Gandolfo, em sua homilia, recordou que o “sim”

Na Assunção de Maria, Papa pede coragem para escolher a vida

VATICAN MEDIA

Nesta sexta-feira, 15 de agosto, a Igreja celebra a Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, festa litúrgica que no Brasil será comemorada no próximo domingo, 17/08. Por esta ocasião, o Papa Leão XIV presidiu a Santa Missa na Paróquia São Tomás de Villanova, em Castel Gandolfo, onde cumpre a segunda etapa do seu período de descanso. Esta foi a segunda vez que o Santo Padre celebrou na comunidade paroquial local.

Na homilia, o Pontífice recordou que “em Maria de Nazaré está a nossa história, está a história da Igreja imersa na humanidade comum. Tendo encarnado nela, o Deus da vida e da liberdade venceu a morte. Sim, hoje contemplamos como Deus vence a morte, sem nunca prescindir de nós”.

A fecundidade de Maria

 

Leão XIV sublinhou que o “sim” de Maria, unido ao de Cristo na cruz, continua vivo “nos mártires do nosso tempo, nas testemunhas da fé e da justiça, da mansidão e da paz”, e convidou cada fiel a escolher “como e para quem viver”.

Refletindo sobre o Evangelho da Visitação, proposto pela liturgia para esta Solenidade, o Papa destacou que, no encontro de Maria com Isabel, “a surpreendente fecundidade da estéril Isabel confirmou Maria na sua confiança: antecipou a fecundidade do seu ‘sim’, que se prolonga na fecundidade da Igreja e de toda a humanidade, quando a Palavra renovadora de Deus é acolhida”.

Para o Santo Padre, o cântico do Magnificat da Mãe de Deus fortalece a esperança dos humildes e famintos, lembrando que “parecem impossíveis as promessas de Deus, mas quando nascem os vínculos com os quais opomos o bem ao mal, a vida à morte, então vemos que ‘nada é impossível a Deus’ (Lc 1, 37)”.

O Papa alertou também contra a fé que “envelhece” nas comunidades dominadas pelo bem-estar material e pela acomodação, e afirmou que a Igreja “rejuvenesce graças ao Magnificat” dos pobres, perseguidos e construtores da paz. “Muitos deles são mulheres, como a idosa Isabel e a jovem Maria: mulheres pascais, apóstolas da Ressurreição. Deixemo-nos converter pelo seu testemunho!”, exortou.

Um chamado à confiança

Ao concluir a homilia, Leão XIV convidou os fiéis a verem na Assunção de Maria um sinal do destino que Deus deseja para todos: “Ela é-nos dada como sinal de que a Ressurreição de Jesus não foi um evento isolado, uma exceção”, e completou:

“Maria é aquele entrelaçamento de graça e liberdade que impele cada um de nós à confiança, à coragem, ao envolvimento na vida de um povo. […] Não tenhamos medo de escolher a vida! Pode parecer perigoso, imprudente. Quantas vozes estão sempre lá a sussurrar-nos: ‘Quem te obriga a fazer isso? Pensa nos teus interesses’. São vozes de morte. Em contrapartida, nós somos discípulos de Cristo. É o seu amor que nos impele, corpo e alma, no nosso tempo. Como indivíduos e como Igreja, já não vivemos para nós mesmos. É precisamente isto – e só isto – que difunde a vida e a faz prevalecer. A nossa vitória sobre a morte começa precisamente agora.”

 FONTE/CRÉDITOS: VATICAN NEWS

Jovem Indígena professa Votos Perpétuos neste sábado na Diocese de Roraima

Jovem Indígena professa Votos Perpétuos neste sábado na Diocese de Roraima

A Celebração Eucarística ocorre na comunidade indígena da Barata, e será marcada por uma programação cultural e religiosa

Jovem Indígena professa Votos Perpétuos neste sábado na Diocese de Roraima
Foto: Kayla Silva – Rádio FM Monte Roraima

Neste final de semana, a Igreja Católica celebra a Vocação Religiosa Consagrada. Na Diocese de Roraima, a celebração ocorre no dia 16 de agosto, com a Profissão Religiosa da Irmã Lucimara Martins Da Silva, jovem indígena do povo Wapichana, da Congregação das Irmãs Franciscanas Bernardinas. A programação começa pela manhã, às 8h, e segue durante o dia, encerrando-se com celebração eucarística, às 17h30, na quadra poliesportiva da Escola Estadual Indígena Hermenegildo Sampaio, na Comunidade Indígena da Barata, no Município de Alto Alegre.

Irmã Lucimara, de 30 anos, filha de Nely da Silva Martins e Aníbal Neves da Silva, se prepara para um momento decisivo em sua trajetória religiosa: a profissão dos votos perpétuos. Na vida consagrada, esses votos de pobreza, obediência e castidade, representam a entrega total a Deus e à missão da Igreja. Ao professá-los de forma perpétua, a religiosa assume de maneira definitiva sua pertença à congregação, reafirmando o compromisso de viver segundo suas regras e dedicar a vida integralmente ao serviço do Evangelho.

Para Irmã Lucimara Martins, esta vocação nasceu no seio de sua família e na vida em comunidade. “Minha família sempre teve essa experiência profunda, uma participação ativa na igreja. E a minha experiência no grupo de jovens, na catequese, tudo isso, influenciou nesse despertar vocacional. A minha família é bem religiosa, minha mãe e meu pai sempre participaram da igreja. Então, a minha vocação surgiu dessa experiência, ela teve essa base na comunidade, na vida de igreja e na vida da família”
 
Lucimara foi acompanhada por irmãs do Ceará, onde morou por anos, e também em Porto Velho, casa mãe da congregação. A Ministra Provincial, Irmã Gilbetânia de Andrade, que acompanhou o início da trajetória vocacional da religiosa destaca a missão da jovem:

“Percebi que a irmã Lucimara foi desde sempre uma jovem muito leve, muito livre, e isso é uma das qualidades muito boas para quem deseja ser franciscana.  Porque na espiritualidade franciscana, tendo como ideal de vida o nosso pai, São Francisco, temos que de fato ter uma vida mais leve, sem esse peso de estrutura, sem medo de ser feliz. Para Francisco, a regra de vida era o Evangelho, e se você tinha amor a Jesus Cristo e queria colocar em prática o Evangelho, então isso era a regra de vida. E São Francisco destaca ‘preguem com a vida. Se for necessário, usem as palavras’. Então, a Lucimara sempre essa jovem muito livre, muito humana, muito fraterna e muito amiga.”

A Irmã também ressaltou a alegria de acolher na congregação uma religiosa indígena:

“Saber que a congregação acolhe alguém que é indígena e se autodeclara, é de uma grande alegria nós, pois, nos desafia a nos abrirmos ao novo e a acolher coisas que podem ser diferentes e ao mesmo tempo original”.

Foto: Kayla Silva – Rádio FM Monte Roraima 

A mãe de Lucimara, Nely da Silva Martins, recorda que o sonho da filha nasceu ainda na infância:

“Desde criança ela tinha o sonho de ser freira. No início eu brigava muito com ela porque ela queria passar o dia na igreja, ela queria passar o dia cantando e orando. Só que eu não deixava muito, porque eu tinha muita coisa para ela me ajudar a fazer. Mas sempre foi desde criança. Ela cresceu, fez a primeira comunhão, fez a Crisma, e depois disso ela escolheu que queria morar em Alto Alegre com as irmãs”. Nely também destaca que Lucimara vai levar a cultura indígena ao Sul do Brasil, onde muitos irão conhecer a Amazônia através dela e conhecer também a comunidade da Barata.

Foto: Kayla Silva – Rádio FM Monte Roraima 

PROGRAMAÇÃO:

16 de agosto (sábado) – CENTRO CULTURAL MACUXANA

08h00 – Oração da manhã
08h20 – Recepção das lideranças convidadas
08h40 – Apresentação da dança parixara wapixana
(grupo de dança dona Ana)
09h00 – Apresentação da dança parixara macuxi
(grupo de dança dona Cacilda)
09h20 – Apresentação de músicas regionais
10h00 – Apresentação do grupo Cultural SAURIPÍ IPÌNÌNKÌTO
(Comunidade Sucuba)
10h20 – Apresentação do grupo de dança parixara ASSOCIAÇÃO KAIPÓ
10h40 – Exposições de artesanatos indígenas e grafismos – fundo musical com o grupo Kaipó
11h30 – Pausa para o almoço 

13h00 – Animação com os grupos musicais presentes
13h30 – Exposições dos carismas das congregações religiosas
15h00 – Apresentações dos missionários da diocese de Roraima, Ceará e Rio Grande do Sul

17h30 – Encerramento com a Celebração Eucarística dos votos da Irmã Lucimara
Local: Quadra Poliesportiva Hermenegildo Sampaio

 FONTE/CRÉDITOS: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa

 

Missa de abertura marca o início da Semana Nacional da Família na Diocese de Roraima

Missa de abertura marca o início da Semana Nacional da Família na Diocese de Roraima

A Celebração Eucarística será presidida por Dom Evaristo Spengler, às 8h30, na Comunidade N. Sra. do Perpétuo Socorro

Missa de abertura marca o início da Semana Nacional da Família na Diocese de Roraima
Foto: Pascom diocesana

A Semana Nacional da Família começa neste domingo,10 de agosto, com a Missa de Abertura na Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Paróquia Santos Arcanjos, às 8h30, presidida por Dom Evaristo Spengler, bispo da Diocese de Roraima, com o tema “É tempo de júbilo em nossa vida”.

A Programação integra as celebrações deste mês vocacional, em que a Igreja Católica dedica cada domingo a uma vocação. Neste segundo domingo, a igreja celebra-se a Vocação Matrimonial.

O assessor da Pastoral Familiar, Padre Jefferson de Almeida afirma que a vocação matrimonial é berço das vocações:

“O Matrimônio, junto com o sacramento da ordem, sacramento de missão. É uma vocação chamada a servir. Assim como o ministro ordenado serve a igreja, dispensando sacramentos para o povo de Deus, a vocação matrimonial serve a família, berço das vocações. É no seio familiar que surge todas as demais vocações.”

O padre também destaca que “a igreja traz essa importância fundamental para o sentido de ser família. Nosso Senhor Jesus nos ensina que todo aquele que ouve a palavra de Deus e a põe em prática se torna sua mãe, seu irmão e sua irmã. Também nós somos convidados, dentro da nossa família, a nos tornar a família de Jesus.”, conclui o sacerdote.

A coordenadora da Pastoral Familiar, Márcia Lima, enfatiza a missão de ser família:

“Está principalmente na educação, na fé dos nossos filhos, das nossas crianças, dos nossos jovens, que pertencem à nossa família. Essa educação familiar, pensando nos valores da fé cristã que brota do Evangelho de Jesus Cristo, os valores apresentados por cada família é realmente a principal função. Então, ser família hoje, que é a primeira vocação humana que aparece na Bíblia, é graça. É graça para o cristão e também é a nossa missão maior.”

No dia 16 de agosto, ocorre a III Caminhada das Famílias. Os fiéis sairão em peregrinação da Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo, localizada na Rua Bento Brasil com Floriano Peixoto, n° 1140, no Centro de Boa Vista, rumo ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, às 17h. Na chegada será celebrada a Missa de Encerramento.

 FONTE/CRÉDITOS: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa