Conheça o projeto

Conheça o projeto “O Poço da Samaritana” que oferece oficinas semanais e geração de renda para pessoas em situação de vulnerabilidade social

Conheça o projeto
Fotos Dennefer – Jornalista da Rádio Monte Roraima fm

Na zona oeste de Boa Vista, onde os índices de desemprego e violência atingem níveis alarmantes, o projeto social “O Poço da Samaritana” vem escrevendo uma nova história de transformação e esperança. Desenvolvido pela Cáritas Paroquial São Martinho em parceria com os padres Fidei Donum e as Irmãs Ursulinas, a iniciativa atende mais de 100 famílias na Área Missionária Santa Rosa de Lima.

O “Poço da Samaritana” funciona em uma casa adaptada ao lado da Igreja Santa Rosa de Lima, localizada na Rua Campo Grande, 337 – Bairro Nova Cidade, e abre suas portas de segunda a sexta-feira, nos períodos da manhã 8h às11h30 e tarde pela das 14h às 18h. As atividades são divididas em três eixos principais:

  1. Oficinas “Mãos e Arte” – Crochê, bordado, costura, confecção de terços e tapetes Objetivo: Geração de renda e capacitação profissional
  2. “Brincando e Aprendendo” – Reforço escolar para crianças e adolescentes Aulas de violão, capoeira, inglês, italiano e português para migrantes
  3. “Semeando e Colhendo Amor” – Horta comunitária (cultivo de alimentos e educação ambiental)

O padre Lorenzo Dall’Olmo, coordenador do projeto, explica com emoção como tudo começou: “Nascemos há três anos da percepção de que as pessoas precisavam muito mais que ajuda material. Elas precisavam de acolhimento, de serem ouvidas, de recuperar sua dignidade”. O religioso destaca que muitos dos assistidos chegam ao projeto em situação de completo desespero, vítimas da violência doméstica, do desemprego ou da dependência química, e ali encontram não apenas apoio, mas também oportunidades concretas de recomeço.

 Padre Lorenzo Dall’Olmo, coordenador do projeto. Foto: Dennefer Costa –  Rádio Monte Roraima


O nome do projeto faz referência ao encontro bíblico entre Jesus e a Samaritana junto ao poço – um símbolo de acolhimento, escuta e esperança. E é justamente isso que o projeto busca oferecer: um espaço onde cada pessoa possa ser ouvida, compreendida e acompanhada em sua caminhada.

A voluntária Milena Bragança, que atua no reforço escolar, compartilha sua experiência emocionante: “Quando comecei a dar aulas para crianças de 8 a 14 anos, não imaginava o quanto essa experiência iria me transformar. Muitas delas chegavam com dificuldades graves de aprendizagem, algumas sem qualquer apoio familiar. Ver o brilho nos olhos quando compreendem um novo conceito, ver sua autoconfiança crescer a cada dia – isso não tem preço. Sou formada em biologia, mas aqui ensino português e matemática, e aprendo diariamente sobre resiliência e superação.”

Voluntária Milena Bragança, atua no reforço escolar – Foto: Dennefer Costa –  Rádio Monte Roraima

Euzilene Leal, instrutora do curso de corte e costura, revela como o projeto impacta vidas: “Quando criamos a oficina de costura, queríamos oferecer mais que uma habilidade profissional. Aqui, muitas mulheres encontram não apenas uma fonte de renda, mas um espaço de acolhimento e amizade. Lembro de uma aluna que chegou cabisbaixa, sem autoestima, e hoje produz peças lindas que vende na comunidade. O mais bonito é ver como elas passam a acreditar em si mesmas. Nossas aulas vão muito além dos pontos e costuras – são sobre reconstruir vidas.”

Euzilene Leal, instrutora do curso de corte e costura – Foto: Dennefer Costa –  Rádio Monte Roraima

Doações

Recentemente, o projeto ganhou um importante reforço através de parceria com a Paróquia de Aparecida, coordenada pelo padre Luiz Botteon. “Fomos convidados a apresentar nosso trabalho durante um encontro de catequese, e a resposta foi maravilhosa”, relata padre Lorenzo. As crianças e famílias da paróquia se mobilizaram em uma campanha que arrecadou roupas, calçados e outros itens essenciais, que serão destinados ao bazar solidário do projeto. Um encontro marcado para junho promete fortalecer ainda mais essa bonita rede de solidariedade.

O projeto, que já atende cerca de 400 pessoas mensalmente, continua precisando de apoio para ampliar seu impacto. Doações de roupas, alimentos não perecíveis e materiais escolares são sempre bem-vindas, assim como o trabalho de voluntários em diversas áreas. “Cada gesto de solidariedade, por menor que pareça, tem o poder de transformar vidas”, reforça padre Lorenzo. Aqueles que desejarem conhecer ou apoiar o trabalho podem entrar em contato pelos telefones (95) 99140-4440 (Irmã Mônica) ou (28) 99945-0123 (Padre Lorenzo), ou visitar a sede na Rua Campo Grande, 337, no bairro Nova Cidade.

 FONTE/CRÉDITOS: Dennefer Costa – Jornalista da Rádio Monte Roraima fm

 

Primeiro Concurso de Manto de Nossa Senhora de Nazaré ocorreu nesta quinta-feira, 30, na Diocese de Roraima

O 1° concurso do Manto de Nossa Senhora de Nazaré, ocorreu nesta quinta-feira (30), no pátio da comunidade Nossa Senhora de Nazaré, na Diocese de Roraima.  

O evento faz parte da comemoração do Jubileu de Diamante da comunidade que esse ano completa 60 anos. O Jubileu de diamante encerra-se no dia 25 de outubro, na festa da padroeira da Amazônia.

A programação teve momento de partilha, exposição dos antigos mantos e a apresentação dos novos modelos. A banca de avaliadores foi composta por pessoas ligadas a religião católica. O manto para esta edição é um projeto que vem sendo pensado a dois anos. Esse ano o projeto saiu do papel e a comunidade lançou em março deste ano o Concurso do Manto de Nossa Senhora.

O manto escolhido foi de produção da Elizabeth Albuquerque Meireles. A autora da produção combina elementos que representam a devoção mariana, simbolizando a fé, a cultura e a flora roraimense bem como cores e detalhes que valorizam a tradição do Círio.

Foto: Elizabeth Albuquerque Meireles, ganhadora do concurso

Todos os anos, o manto para a festa da comunidade de Nossa Senhora de Nazaré vem de Belém – PA, e esse ano a produção será feita em Boa Vista, com o objetivo de valorizar a cultura local. Segundo Rosa Bonates, membro da organização. “Esse ano a gente resolveu inovar, fazer a produção local, dar oportunidade os artistas locais, aos desenhistas e aos arquitetos.” Afirmou.

A meta é que todos os anos sejam realizados edições para a escolha do manto de Nossa Senhora de Nazaré, Rosa Bonates expressou este desejo:

“Eu espero que a gente continue valorizando e realizando aqui mesmo. Porque esses mantos não vestem só a nazinha mas, nós também vestimos, porque nossas camisas terão a mesma estampa. Então, a artista que fez o desenho do manto, vai ver projeto dela estampado também nas nossas camisas”

Descrição do Manto de Nossa Senhora

As sete folhas do buritizeiro, simbolizam o número sete, como a perfeição divina, unida à criação (fruto da flora roraimense) e à maternidade espiritual de Maria, que acolhe todos os peregrinos em plenitude.

Coração Misericordioso de Maria, centralizado, simboliza o amor materno e acolhedor. Os Ramos representam a vida e delicadeza da natureza, lembrando que Ela é “flor do campo” (Ct2:1) e refúgio para os filhos.

12 folhas, florescendo ao redor do coração, representam os 12 apóstolos e as 12 tribos de Israel. Simbolizam também a fé que floresce por meio da evangelização, guiado por Maria, “Mãe da Igreja”.

As 3 listras, da barra do manto, unem o Sagrado (Igreja – representando a fachada), a criação (Rio Branco e Buriti) e a graça (humanidade), lembrando que Maria leva os fiéis como “Terra Fértil” às águas da salvação!

O lírio que a envolve proclama sua pureza e missão única: como flor intacta, Maria nos aponta o caminho para Cristo, o verdadeiro Jardim da Salvação!

Ao fechar o manto, o lírio forma um “Véu sagrado”, lembrando que Maria é “a toda envolta em luz”, guardada pela graça divina.

O manto tem como base lantejoulas em azul celeste, garantindo um brilho sutil que realça os demais elementos, respeitando as cores tradicionais do Círio.

Os detalhes serão bordados com miçangas e canutilhos nas tonalidades apresentadas no projeto (3 tons de dourado, 1 tom de prateado, 1 tom de verde, 1 tom de vermelho, 3 tons de rosa, 1 tom de azul claro, 1 tom de azul escuro, e branco).

 

Fonte: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pastoral dos Migrantes e Cáritas diocesana realiza 1ª Jornada de Saúde Sem Fronteiras em Boa Vista

Nesta sexta-feira (30), a Pastoral dos Migrantes e a Cáritas Diocesana, em parceria com a Fundação Fé e Alegria, e outras instituições humanitárias realizou a 1ª edição do projeto “Jornada de Saúde sem Fronteira”. A ação ocorreu na Casa da Caridade Papa Francisco, em Boa Vista.

A casa da caridade é um espaço que oferece serviços gratuitos à essas pessoas em situação de vulnerabilidade social. “É o espaço de acolhida, é o espaço da escuta, é o espaço da orientação. Nós atendemos todas as pessoas, especialmente as que estão em situação de maior vulnerabilidade social.” Afirmou, Teresinha Santin, coordenadora da pastoral dos migrantes.

Foram prestados serviços como clínico geral, médico ortopedista, psicólogo, além de exames para testes rápidos para IST. Foram ofertadas mais de cem vagas com atendimento personalizados e orientações.

Segundo Irmã Teresinha Santin e da coordenação, o desejo é que a Jornada de Saúde Sem Fronteira seja um projeto realizado a cada dois meses na instituição. De acordo com ela, a meta é contar com o apoio de outras pastorais da diocese, como a Pastoral da Saúde e Pastoral da Criança, o objetivo é trazer médicos pediatras para as jornadas.  

Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa

 

 

Diocese de Roraima celebra o Jubileu das Famílias neste sábado, 31

Neste sábado, 31 de maio, às 18h, no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, será realizada a celebração eucarística de abertura do Jubileu das Famílias. A santa missa será presidida por dom Evaristo Spengler, bispo da diocese.

Com este espírito de unidade, a Diocese de Roraima celebra o Jubileu das Famílias, que tem como tema “É tempo de júbilo”. Esta celebração tem objetivo de unir famílias, celebrar laços de unidade e renovar os valores familiares.

O jubileu das famílias é um compromisso de renovação e de esperança com as famílias do mundo. O Papa Franscisco (in memorian) na exortação apostólica amoris laetitia, afirmou “a alegria do amor que se vive nas famílias é também o júbilo da igreja”

Segundo o assessor da pastoral familiar, padre Jefferson de Almeida, este jubileu quer aproximar as famílias da comunidade “A Pastoral da Família está justamente buscando, através desse jubileu, engajar, de fato, nas paróquias, nas áreas missionárias, a Pastoral da Família, com essa iniciativa queremos trazer as famílias para a Igreja, para poderem estar participando na vida familiar de nossos paroquianos, de nossos comunitários, evangelizando, animando, incentivando, iluminando os desafios da família atualmente. E essa programação vem justamente também para abrir caminho para uma atividade mais intensa da Pastoral da Família na nossa diocese”

A Coordenadora Diocesana da Pastoral Familiar, Márcia Lima diz sobre a expectativa deste jubileu:
“Vai ser um momento de bênção das famílias, vai ser um momento onde a gente vai estar comemorando, confraternizando, celebrando a fé, renovando os laços e reafirmando o papel central da família na construção de uma sociedade melhor.”

Fonte: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa

 

 

 

 

Leão XIV: sem pressa e como o Bom Samaritano, ter compaixão e parar para ajudar o próximo

O Pontífice continuou o ciclo de catequeses sobre as parábolas do Evangelho e nesta quarta-feira (28/05), dia de Audiência Geral, refletiu sobre aquela do Bom Samaritano para nos lembrar das experiências diárias em que nós encontramos a fragilidade do outro e podemos decidir “crescer em humanidade” cuidando das feridas ou passar longe: “quando seremos capazes de parar a nossa viagem e ter compaixão?”, pois “aquele homem ferido na estrada representa cada um de nós” que Jesus sempre tem cuidado.

Mais um dia de sol e calor em Roma para colaborar com a participação dos peregrinos na Audiência Geral na Praça São Pedro. Nesta quarta-feira (28/05), cerca de 40 mil fiéis ouviram o Papa Leão XVI meditar mais uma vez sobre as parábolas do Evangelho, uma forma para “nos abrirmos à esperança. A falta de esperança, por vezes, deve-se ao fato de estarmos fixados numa certa forma rígida e fechada de ver as coisas, e as parábolas nos ajudam a vê-las de outro ponto de vista”, disse o Pontífice logo no início da sua reflexão.

Cerca de 40 mil pessoas estiveram na Praça São Pedro para a Audiência Geral   (@Vatican Media)

O Bom Samaritano

A parábola usada desta vez por Leão XVI foi uma das mais famosas de Jesus, aquela do Bom Samaritano (ver Lc 10,25-37), quando um doutor da Lei que, centrado em si mesmo e sem se preocupar com os outros, interroga Jesus sobre quem é o “próximo” a quem deve amar. O Senhor procura mudar a ótica contando a parábola que “é uma viagem para transformar a questão”: não se deve perguntar quem é o próximo, mas fazer-se próximo de todos os que necessitam.

O cenário da parábola é “o caminho percorrido por um homem que desce de Jerusalém, a cidade sobre o monte, para Jericó, a cidade abaixo do nível do mar”, um caminho “difícil e intransitável, como a vida”, comentou o Pontífice. Durante o percurso, aquele homem “é atacado, espancado, roubado e deixado meio morto”. Uma experiência vivida diariamente, quando nos encontramos com o outro, com a sua fragilidade, e podemos decidir cuidar das suas feridas ou passar longe:

“A vida é feita de encontros, e nesses encontros nos revelamos quem somos. Encontramo-nos perante o outro, perante a sua fragilidade e a sua fraqueza e podemos decidir o que fazer: cuidar dele ou fingir que nada acontece.”

A compaixão é uma questão de humanidade

Um sacerdote e um levita, que “vivem no espaço sagrado”, passam pelo mesmo caminho. No entanto, “a prática do culto não leva automaticamente à compaixão”, recordou Leão XVI, porque “antes de ser uma questão religiosa, a compaixão é uma questão de humanidade! Antes de sermos crentes, somos chamados a ser humanos”.

Muitas vezes a pressa, “tão presente nas nossas vidas”, também pode nos impedir de experimentar a compaixão, que deve ser expressa em gestos concretos. “Aquele que pensa que a sua própria viagem deve ter prioridade não está disposto a parar por um outro”, alertou o Pontífice, diversamente do samaritano que se fez próximo daquele que estava ferido.

“Este samaritano para simplesmente porque é um homem perante um outro homem que precisa de ajuda. A compaixão é expressa através de gestos concretos. O evangelista Lucas detém-se nas ações do samaritano, a quem chamamos ‘bom’, mas que no texto é simplesmente uma pessoa: o samaritano se aproxima, porque se se quer ajudar alguém não se consegue pensar em manter a distância, é preciso envolver-se, sujar-se, talvez contaminar.”

O Bom Samaritano toma conta dele, “porque realmente se ajuda quem está disposto a sentir o peso da dor do outro”, ressaltou Leão XIV, porque “o outro não é um pacote para ser entregue, mas alguém para cuidar”. Como Jesus faz conosco, assim devemos fazer com nossos irmãos necessitados de auxílio:

“Queridos irmãos e irmãs, quando é que nós também seremos capazes de parar a nossa viagem e ter compaixão? Quando compreendermos que aquele homem ferido na estrada representa cada um de nós. E então a recordação de todas as vezes que Jesus parou para cuidar de nós, vai nos tornar mais capazes de sentir compaixão. Rezemos, então, para que possamos crescer em humanidade, para que as nossas relações sejam mais verdadeiras e ricas em compaixão.”

Fonte: Andressa Collet – Vatican News

REPAM-Brasil e CNBB alertam para riscos do

REPAM-Brasil e CNBB alertam para riscos do “PL da Devastação”: flexibilização do licenciamento ambiental ameaça biomas e povos tradicionais

Igreja e ambientalistas veem PL como risco à Amazônia e aos povos tradicionais; texto pode acelerar desmatamento e conflitos por terra.

 

REPAM-Brasil e CNBB alertam para riscos do
Nota-licenciamento-ambiental- Foto reprodução: CNBB

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A Rede Eclesial Pan-Amazônica no Brasil (REPAM-Brasil) somou-se à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para denunciar os graves impactos do Projeto de Lei 2.159/2021, aprovado pelo Senado no último dia 21 e apelidado de “PL da Devastação” por ambientalistas. O texto, que flexibiliza as regras de licenciamento ambiental, agora retorna à Câmara dos Deputados e, se aprovado, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em nota pública divulgada nesta segunda-feira (26), a CNBB classificou a proposta como “um grave retrocesso” que “institucionaliza a flexibilização dos mecanismos de proteção da vida, das águas, das florestas e dos povos originários”. A REPAM-Brasil, inspirada pela encíclica Laudato Si’ e pelo conceito de Ecologia Integral, endossou o posicionamento, alertando para os riscos à Amazônia e a outros biomas.

O que está em jogo?

O PL 2.159/2021, aprovado por 54 votos a 13 no Senado, altera radicalmente o licenciamento ambiental no país. Entre as principais mudanças criticadas por especialistas e entidades religiosas estão:

  1. Licença por Autodeclaração: Cria a Licença por Adesão e Compromisso (LAC), permitindo que empreendimentos de médio impacto obtenham licenças automáticas sem análise técnica prévia, apenas com um formulário preenchido pelo próprio empreendedor.
  2. Fragilização da Fiscalização: Reduz a atuação de órgãos como o Ibama e o ICMBio, dispensando a obrigatoriedade de consulta a comunidades afetadas e a análises de impacto em unidades de conservação.
  3. Ameaça a Territórios Tradicionais: Retira proteções de terras indígenas e quilombolas ainda em processo de demarcação, beneficiando setores como agronegócio e mineração.
  4. Benefícios a Grandes Projetos: Inclui a Licença Ambiental Especial (LAE), que acelera licenças para obras consideradas “estratégicas” pelo governo, como exploração de petróleo na foz do Amazonas.

Igreja e Sociedade Civil em Alerta

A CNBB destacou que o PL desmonta “instrumentos de prevenção de danos socioambientais” e lembra tragédias como Mariana e Brumadinho. “Não há justiça social sem justiça ambiental”, afirmou a entidade, citando o Papa Leão XIV: “Trabalhem por uma justiça ecológica, social e ambiental”.

A REPAM-Brasil reforçou o chamado à resistência: “É urgente rejeitar iniciativas que colocam o lucro acima da vida”, declarou, em referência aos riscos à Amazônia e aos povos que a habitam.

Reações e Próximos Passos

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) já se posicionou contra o projeto, classificando-o como “inconstitucional” e um risco à segurança ambiental. Organizações como o Observatório do Clima e o Instituto Socioambiental (ISA) alertam que a proposta pode multiplicar crimes ambientais.

Enquanto o PL segue para análise da Câmara, a CNBB e a REPAM-Brasil convocam fiéis e a sociedade a pressionar parlamentares. “Neste ano em que celebramos os 10 anos da Laudato Si’ e nos preparamos para a COP30 no Brasil, não podemos aceitar retrocessos”, concluiu a nota.

Leia mais:

 FONTE/CRÉDITOS: Da redação, Dennefer Costa – com informações da CNBB, REPAM-Brasil e Observatório do Clima)

Conselheira Geral das Irmãs de Jesus Bom Pastor visita pela primeira vez a Diocese de Roraima

Na manhã desta segunda-feira (26), a Conselheira Geral das Irmãs de Jesus Bom Pastor, Irmã Lucia Piai, visitou a Rádio Monte Roraima e participou do Programa Manhã Viva, com Rejane Silva.

Irmã Lucia Piai é a conselheira geral das Irmãs de Jesus Bom Pastor, conhecidas como Irmãs Pastorinhas. A congregação está presente no estado há 10 anos e atualmente conta com três religiosas em missão na região: Irmã Lusleia Chefer Sbaur, Irmã Uezineire Ribeiro e Irmã Eunice Grespan. Ambas atuam na Área Missionária Sagrado Coração de Jesus, no Bairro Cidade Satélite, em Boa Vista.

A visita da conselheira geral faz parte da missão do grupo de animação geral da congregação, que tem como objetivo fortalecer e acompanhar as comunidades espalhadas por diferentes regiões. Irmã Lúcia Piai explicou o motivo dessa presença:

“A visita tem o sentido de anima-las, escutá-las, ver qual é a sua missão e tentar ver juntas como podemos nos sentir verdadeiramente um único corpo como congregação”

A Irmã Lucia Piai, também destacou o carisma da congregação:

“A nossa missão, em geral, é uma missão de estar no meio do povo: para suscitar colaborações, participação, ajudar o povo a ser mais Igreja e ajudá-los também a conhecer Jesus Cristo — não só externamente, mas interiormente.”

Sua visita em Roraima se estenderá até o dia 28 de maio, marcando um momento de escuta e partilha.

 

CNBB publica o Edital 2025 do Fundo Nacional de Solidariedade para apoio a projetos sociais e caritativos no Brasil

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publica nesta terça-feira, 6 de maio, o Edital 01/2025 do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) para apoio financeiro a projetos relativos à Campanha da Fraternidade 2025 cujo tema é “Fraternidade e Ecologia Integral” e o lema:”Deus viu que tudo era muito bom!” (Gn 1,31). O Fundo Nacional de Solidariedade foi criado pela CNBB em sua 36ª Assembleia Geral em 1998. Ele tem por objetivo promover a sustentação da ação sócio caritativa da Igreja no Brasil, através do auxílio financeiro a projetos sociais em todo o território brasileiro, de acordo com o tema da Campanha da Fraternidade.

O edital regulamenta o cadastro de projetos – na plataforma do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), no endereço eletrônico (fns.cnbb.org.br) – que pretendem concorrer ao auxílio financeiro proveniente da Coleta Nacional da Solidariedade, gesto concreto da Campanha da Fraternidade 2025, realizada nas comunidades cristãs católicas do Brasil no Domingo de Ramos, 13 de abril.

O objetivo geral do edital, inspirado no próprio objetivo da Campanha da Fraternidade deste ano, é “selecionar e apoiar projetos que contribuam para promover em espírito quaresmal e em tempos de urgente crise socioambiental, um processo de conversão integral, ouvindo o grito dos povos da terra”.

Eixos de apoio do Edital do FNS

O edital estabelece três eixos de apoio, inspirados também nos objetivos específicos da Campanha:
Eixo 1: Projetos de Apoio as vítimas de catástrofes e crimes ambientais e conservação e restauração ambiental em áreas degradadas
Eixo 2: Projetos de economia alternativa e transição energética
Eixo 3: Projetos de Formação para uma Ecologia Integral através da formação ambiental em vista de práticas sustentáveis

Prazos de inscrição e análise

5 de maio a 5 de junho de 2025 – A análise dos projetos inscritos neste período, e aptos conforme o Edital, se dará na 1ª reunião do Conselho Gestor do FNS  marcada para o dia 30 de junho de 2025.

1º de julho a 1º de agosto de 2025 – Análise dos projetos inscritos, e aptos conforme o Edital, se dará na 2ª reunião do Conselho Gestor do FNS marcada para 25 de agosto de 2025.

26 de agosto a 8 de setembro de 2025 – A análise dos projetos inscritos, e aptos conforme o Edital, se dará nas 3ª  reunião marcada para o dia 22 de setembro de 2025.

Uma quarta reunião, marcada para 17 de novembro de 2025, analisará os projetos remanescentes não analisados nas reuniões anteriores.

Quem pode se inscrever e critérios

O Edital prevê o apoio máximo de R$ 40 mil por projeto.  Podem se candidatar ao recursos, segundo o Guia de Cadastramento de Entidades qualquer arqui (diocese), paróquia, comunidade, pastoral, fundação, associação ou organização não governamental que tenha finalidade essencialmente humanitária e social, com atenção aos valores da defesa da vida, em especial dos mais vulneráveis, conforme os princípios cristãos defendidos e promovidos pela CNBB, pela CF e pelo FNS

Guia de Cadastramento de Projetos na Plataforma do FNS

O bispo auxiliar da CNBB,  secretário-geral da CNBB e presidente do FNS, dom Ricardo Hoepers, reforça no edital que antes da inscrição é importante que as entidades proponentes conheçam o Guia de Cadastramento de Entidades e Projetos na Plataforma do FNS.

O Guia de Cadastramento de Entidades e Projetos na Plataforma do Fundo Nacional de Solidariedade é um documento elaborado pelo Departamento Social da CNBB que esclarece questões sobre o que é o Fundo Nacional de Solidariedade, quem pode concorrer aos auxílios do Fundo, quantos projetos cada entidade pode submeter, quais os critérios para aprovação de um projeto, que tipo de documento a entidade precisa apresentar, como prestar contas do recurso recebido, entre outros.

Baixe o Guia aqui:
Guia de Cadastramento de Projetos na Plataforma do FNS

Fonte: CNBB Regional Norte 1

 

 

A bênção de Leão XIV à cidade de Roma

“Viver a nossa fé, especialmente durante este Ano do Jubileu, buscando a esperança, buscando ser nós mesmos testemunhas que oferecem a esperança ao mundo, um mundo que sofre tanto; tanta dor pelas guerras, a violência e a pobreza!”, afirmou o Papa do balcão central da Basílica de São João de Latrão.

Após tomar posse da cátedra da Basílica de São João de Latrão, o Papa Leão XIV foi até o balcão central para abençoar a cidade de Roma:

“A paz esteja convosco!”

O Pontífice repetiu a sua saudação feita aos fiéis na Praça São Pedro assim que foi eleito e agradeceu pelo apoio: “Viver a nossa fé, especialmente durante este Ano do Jubileu, buscando a esperança, buscando ser nós mesmos testemunhas que oferecem a esperança ao mundo, um mundo que sofre tanto; tanta dor pelas guerras, a violência e a pobreza!”.

A nós cristãos, prosseguiu o Santo Padre, o Senhor pede para ser este testemunho vivo: “Viver a nossa fé, sentir no nosso coração que Jesus Cristo está presente e saber que Ele nos acompanha sempre no nosso caminho”.

E concluiu com um agradecimento: “Obrigado a vocês por caminhar juntos! Caminhemos todos juntos! Contem sempre comigo, que com vocês sou cristão e por vocês, Bispo”.

Depois da bênção apostólica, Leão XIV ainda exortou os fiéis a viverem sempre com alegria.

Fonte: Vatican News

 

 

 

Leão XIV toma posse da cátedra do Bispo de Roma: “Ofereço o pouco que tenho e que sou”

Na Basílica de São João de Latrão, Leão XIV manifestou seu carinho por sua nova família diocesana, com o desejo de partilhar com ela alegrias e dores, cansaços e esperanças. “Também eu lhes ofereço o pouco que tenho e que sou”, afirmou, citando as palavras do Beato João Paulo I na mesma ocasião em 1978.

Na tarde deste domingo, 25 de maio, Leão XIV realizou um dos gestos mais característicos no início de pontificado de um Papa: a tomada de posse da Cátedra do Bispo de Roma na Basílica de São João de Latrão.

Logo no início da celebração eucarística, o vigário do Papa para a Diocese de Roma, card. Baldassare Reina, expressou a alegria da Igreja por este momento. O Santo Padre então sentou-se na cátedra e uma representação da Igreja romana prestou a ele obediência.

A “cátedra” é a sede fixa do bispo, na igreja mãe de uma diocese, daí o nome “catedral”. A palavra significa “cadeira”, símbolo da autoridade e doutrina evangélica que o bispo, como sucessor dos Apóstolos, é chamado a preservar e transmitir à comunidade cristã.

Roma é considerada sede da cátedra de Pedro porque foi nesta cidade que ele concluiu a sua vida terrena com o martírio. Mais que um trono, representa o serviço e a unidade da Igreja sob a condução do Sucessor de Pedro, o Papa. E foi exatamente este o aspecto ressaltado por Leão XIV no início da sua homilia:

“A Igreja de Roma é herdeira de uma grande história, enraizada no testemunho de Pedro, de Paulo e de inúmeros mártires, e tem uma única missão, muito bem expressa pelo que está escrito na fachada desta Catedral: ser Mater omnium Ecclesiarum, Mãe de todas as Igrejas.”

Na sequência, a referência foi o Papa Francisco, que com frequência convidava a meditar sobre a dimensão materna da Igreja e sobre as características que lhe são próprias: a ternura, a disponibilidade ao sacrifício e a capacidade de escuta que permite não só socorrer, mas muitas vezes prover às necessidades e às expectativas, antes mesmo que sejam manifestadas.

“Estes são traços que desejamos que cresçam em todo o povo de Deus, e também aqui, na nossa grande família diocesana: nos fiéis e nos pastores, a começar por mim”, expressou Leão XIV.

O Santo Padre se inspirou nas leituras da missa para afirmar que todo desafio no anúncio do Evangelho deve ser enfrentado com escuta da voz de Deus e diálogo; que a comunhão se constrói primeiramente “de joelhos”, na oração e num compromisso contínuo de conversão. Não estamos sós nas escolhas da vida, o Espírito nos sustenta e nos indica o caminho a seguir, até nos tornarmos “carta de Cristo” uns para os outros.

“E é exatamente assim: somos tanto mais capazes de anunciar o Evangelho quanto mais nos deixamos conquistar e transformar por ele, permitindo que a força do Espírito nos purifique no íntimo, torne simples as nossas palavras, honestos e transparentes os nossos desejos, generosas as nossas ações.”

Leão XIV manifestou apreço pelo exigente caminho que a Diocese de Roma está percorrendo nestes anos para acolher os seus desafios, dedicando-se sem reservas a projetos corajosos e assumindo riscos, mesmo perante cenários novos e desafiadores. Neste Jubileu, tem se esforçado para receber os peregrinos como “um lar de fé”.

“Quanto a mim, expresso o desejo e o compromisso de entrar neste vasto canteiro, colocando-me, na medida do possível, à escuta de todos, para aprender, compreender e decidir juntos: «para vós sou Bispo, convosco sou cristão», como dizia Santo Agostinho. Peço que me ajudem a fazê-lo num esforço comum de oração e caridade.”

Ao concluir, Leão XIV manifestou seu carinho por sua nova família diocesana, com o desejo de partilhar com ela alegrias e dores, cansaços e esperanças. “Também eu lhes ofereço ‘o pouco que tenho e que sou'”, afirmou, citando as palavras do Beato João Paulo I na mesma ocasião em 1978. E confiou todos à intercessão dos Santos Pedro e Paulo e “de tantos outros irmãos e irmãs, cuja santidade iluminou a história desta Igreja e as ruas desta cidade. Que a Virgem Maria nos acompanhe e interceda por nós”.

Fonte: Bianca Fraccalvieri – Vatican News