Papa Francisco

Papa Francisco: Deus não se nega a ninguém nem se esquece de ninguém

Na sua homilia em São Pedro, na Solenidade da Epifania, Francisco destacou que a estrela nos fala do sonho de Deus: “que toda a humanidade, na riqueza das suas diferenças, chegue a formar uma só família e viva unida na prosperidade e na paz”.

Silvonei José – Vatican News

“‘Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo’: é este o testemunho que os Magos dão aos habitantes de Jerusalém, anunciando-lhes que nasceu o rei dos Judeus”: assim iniciou a sua homilia o Papa Francisco na Santa Missa na Solenidade da Epifania do Senhor celebrada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, neste dia 6 de janeiro. Em muitas Igrejas locais – como no Brasil – a Solenidade foi celebrada neste domingo (05/01).

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Francisco destacou nas suas palavras que os Magos testemunham que se puseram a caminho e realizaram uma mudança nas suas vidas, porque viram uma nova luz no céu. Enquanto celebramos a Epifania do Senhor no Jubileu da Esperança – disse o Santo Padre -, podemos deter-nos a refletir sobre esta imagem. Então destacou três caraterísticas da estrela de que nos fala o evangelista Mateus: é brilhantevisível para todos e indica um caminho.

Papa Francisco

Papa Francisco

Antes de mais, a estrela é brilhante. No tempo de Jesus, muitos governantes faziam-se chamar “estrelas” porque se sentiam importantes, poderosos e famosos. Não foi, porém, a sua luz – a de nenhum deles! – que revelou aos Magos o milagre do Natal.

Fê-lo um outro tipo de luz, simbolizada pela estrela, que ilumina e aquece, queimando e deixando-se consumir. A estrela fala-nos da única luz que pode indicar a todos o caminho da salvação e da felicidade: a do amor.

“Antes de mais, o amor de Deus, que se fez homem e se entregou a nós, sacrificando a sua vida. Depois, por repercussão, aquele [amor] com que também nós somos chamados a gastar-nos uns pelos outros, tornando-nos, com a sua ajuda, um sinal recíproco de esperança, mesmo nas noites escuras da vida”.

Como a estrela guiou, com o seu brilho, os Magos até Belém, assim também nós, com o nosso amor – enfatizou o Papa – podemos levar a Jesus as pessoas que encontramos, fazendo-as conhecer, no Filho de Deus feito homem, a beleza do rosto do Pai e o seu modo de amar, feito de proximidade, compaixão e ternura.

Solenidade da Epifania

Solenidade da Epifania

A caraterística da estrela: ela é visível para todos. Os Magos não seguem as indicações de um código secreto, mas uma estrela que veem resplandecer no firmamento. Eles reparam nela; outros, como Herodes e os escribas, nem sequer se apercebem da sua presença. Porém, a estrela está sempre lá, acessível a quem levante o olhar para o céu, em busca de um sinal de esperança.

“Também esta é uma mensagem importante: Deus não Se revela em círculos restritos ou a uns poucos privilegiados, mas oferece a sua companhia e orientação a quem O procure de coração sincero. Aliás, muitas vezes Ele antecipa as nossas demandas, vindo procurar-nos ainda antes de nós Lhe pedirmos”.

O Santo Padre então sublinhou que a estrela, que a todos no céu oferece a sua luz, recorda-nos que Deus, fazendo-se homem, vem ao mundo para encontrar todo o homem e mulher da terra, independentemente da etnia, língua ou povo a que pertença, e que nos confia a mesma missão universal.

“Isto é, chama-nos a banir todas as formas de discriminação, marginalização e descarte das pessoas, e a promover, em nós mesmos e nos ambientes em que vivemos, uma forte cultura do acolhimento, na qual às fechaduras do medo e da rejeição se prefiram espaços abertos de encontro, integração e partilha; lugares seguros onde todos possam encontrar aconchego e abrigo”.

É por isso que a estrela está no céu: não para permanecer distante e inacessível, antes pelo contrário, para que a sua luz seja visível a todos, para que chegue a todas as casas e ultrapasse qualquer barreira, levando a esperança aos cantos mais remotos e esquecidos do planeta.

Está no Céu para dizer a todos, com a sua luz generosa, que Deus não se nega a ninguém nem se esquece de ninguém.

Papa Francisco

Papa Francisco

Francisco destacou em seguida que a estrela nos fala do sonho de Deus: “que toda a humanidade, na riqueza das suas diferenças, chegue a formar uma só família e viva unida na prosperidade e na paz”.

E isto leva-nos à última caraterística da estrela: a de indicar um caminho. Também esta é uma importante pista de reflexão, especialmente no contexto do Ano Santo que estamos a celebrar, no qual um dos gestos distintivos é a peregrinação.

“A luz da estrela convida-nos a realizar um caminho interior que, como escreveu São João Paulo II para o Grande Jubileu do Ano 2000, liberta o nosso coração de tudo o que não é caridade, para “termos a possibilidade de nos encontrarmos plenamente com Cristo, confessando a nossa fé n’Ele e recebendo a abundância da sua misericórdia”.

Só assim, convertidos e perdoados, poderemos anunciar a todos, com entusiasmo missionário, “a proximidade do Reino de Deus”.

Nota de Solidariedade à Arquidiocese de Santa Maria-RS pelo falecimento do Pe. Éverton Pairé Pasche e Pe. Arnaldo Pivoto

Nota de Solidariedade à Arquidiocese de Santa Maria-RS pelo falecimento do Pe. Éverton Pairé Pasche

“Desfeita esta morada terrestre nos é dada uma habitação eterna no céu.” (Prefacio dos Defuntos 1)

A Diocese de Roraima dirige esta mensagem ao nosso querido irmão, Dom Leomar Antônio Brustolin, aos seus presbíteros, aos religiosos e religiosas, aos leigos e leigas da Arquidiocese de Santa Maria. Somos solidários a todos vocês neste momento de dor pelo falecimento de Padre ÉVERTON PAIRÉ PASCHE, no dia 26 de dezembro de 2024, Festa do martírio de Santo Estêvão, Protomártir da Igreja, e do Padre ARNALDO PIVOTO, no dia 27 de dezembro de 2024, Festa de São João Evangelista.

Temos uma profunda gratidão à Igreja de Santa Maria desde os tempos de Dom Ivo Lorscheiter e da chegada, hà décadas, do Padre Nilva Pase, em nossa Diocese. Recentemente, Dom Leomar aprofundou esses laços missionários com a sua visita e com o envio de um diácono, agora Padre Maicon Rodrigues Marion, e de um seminarista, agora Diácono Brune Grous da Silva.

Padre Éverton, um jovem presbitero, reconhecido pela alegria que irradiava junto aos que peregrinam na fé na esperança fez uma experiência pastoral-missionária aqui em Roraima. Muitos testemunham, ainda hoje, a sua alegria e entrega junto às comunidades que serviu em nossa Diocese. Entristece-nos que, no vigor e na força de seu ministério, sua vida tenha sido ceifada.

O mistério da vida e da morte nos impacta constantemente. Um dia após o falecimento de jovem Padre Éverton, fomos surpreendidos pela noticia da Páscoa do Padre Arnaldo, com seus 90 anos de idade e 58 anos de ministério. Uma vida entregue em favor da Igreja local de Santa Maria, testemunhando o Reino de Deus entre nós.

Suplicamos a Deus que, na sua infinita misericórdia, acolha o Padre Éverton Pairé Pasche e o Padre Arnaldo Pivoto no banquete da vida eterna. O Senhor da Messe os convida agora a participar da sua plenitude: “Parabéns, servo bom e fiel! Como te mostraste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da alegria do teu Senhor” (cf. Mt 25,23)

O Deus Menino, que assumiu a nossa carne, e a Virgem Maria, que deu o seu Sim ao chamada de Deus, conforte Dom Leomar Brustolin, nosso irmão no episcopado, os familiares dos Padres Éverton e Arnaldo e todos os nossos irmãos e irmãs enlutados na Arquidiocese de Santa Maria. Continuamos unidos em oração e rogamos que a fé na Ressurreição console todos os corações neste momento de saudade.

Oração pelo sumo pontífice

Assim como nos pede constantemente: “rezem por mim”unamo-nos em oração pelo nosso amado Sumo Pontífice, o Papa Francisco:

Oremos pelo nosso Sumo Pontífice, o Papa Francisco.

O Senhor o conserve e lhe dê longa vida.

O Senhor o faça feliz nesta Terra, e não permita
que ele venha a cair nas mãos dos seus inimigos.

“Tu és Pedro! E sobre esta Pedra
eu edificarei a minha Igreja”! (Mt 16,18).

Oremos:

Senhor Jesus, que sois o pastor e guia dos vossos fiéis,
dignai-vos olhar com benevolência para o vosso Servo,
o Papa Francisco, que colocastes à frente de vossa Igreja.

Que seus ensinamentos e exemplos nos sejam salutares,
e que ele possa chegar um dia à felicidade eterna
juntamente com o rebanho que lhe confiastes.

Amém.

Fonte: A12

Imagem: Foto: Eric Vandeville/ABACAPRESS.COM

Jubileu 2025: concessão da indulgência, tornar-se peregrinos de esperança

Jubileu, as normas para obter indulgências

A Penitenciaria Apostólica divulgou o documento que indica as modalidades, as práticas e os lugares sagrados, em Roma e no mundo inteiro, onde será possível obter esse dom de misericórdia durante os meses do Ano Santo, particularmente em peregrinações e com obras de caridade

Jubileu 2025: concessão da indulgência, tornar-se peregrinos de esperança

Jubileu 2025: concessão da indulgência, tornar-se peregrinos de esperança

“A indulgência é uma graça jubilar”, que “permite descobrir como é ilimitada a misericórdia de Deus”. A Penitenciaria Apostólica cita a Spes non confundit – a Bula com a qual o Papa proclamou o Jubileu de 2025 no dia 9 de maio – para explicar em um documento detalhado os lugares e as possibilidades que permitirão aos fiéis obter esse dom concedido pelo na ultima terça-feira dia 24 de dezembro, quando começa o Ano Santo, deu inicio

Indulgência e peregrinações

As “Normas sobre a concessão de Indulgências”, que levam a assinatura do cardeal penitencieiro-mor Angelo De Donatis e do regente dom Krzysztof Nykiel, esclarecem, em primeiro lugar, que “durante o Jubileu Ordinário de 2025 todas as outras concessões de Indulgência permanecem em vigor” e que, portanto, nas condições habituais, também será possível obtê-la e aplicá-la “às almas do Purgatório sob forma de sufrágio”. Mas certamente são as peregrinações que são particularmente enfatizadas pela Penitenciaria, tanto aquelas a Roma, em “pelo menos uma” das Basílicas Papais Maiores, quanto à Terra Santa, em pelo menos uma das Basílicas do Santo Sepulcro em Jerusalém, da Natividade em Belém e da Anunciação em Nazaré.

A indulgência também pode ser obtida, especifica o documento, participando da Missa, do Terço, da Via-Sacra e de outras celebrações em uma peregrinação “a qualquer local sagrado do Jubileu” ou “em outras circunscrições eclesiásticas”, catedrais e igrejas, de acordo com as disposições dos bispos locais. O documento também indica como destino outros lugares sagrados em Roma e no mundo inteiro – incluindo os grandes santuários e basílicas como Assis, Loreto, Pompéia e Pádua – e também destaca as modalidades para aqueles que “por motivos graves” (irmãs de clausura, doentes, prisioneiros, etc.) ainda poderão obter uma indulgência sem participar de peregrinações e celebrações.

Indulgência, obras de misericórdia e penitência

Na linha de Spes non confundit, onde Francisco afirma que, “no Ano Jubilar, seremos chamados a ser sinais palpáveis de esperança para muitos irmãos e irmãs que vivem em condições de dificuldade”, as Normas da Penitenciaria esclarecem que a indulgência está “também ligada às obras de misericórdia e penitência”. O convite aos fiéis é para redescobrir as obras de misericórdia corporais e espirituais, portanto, ao escolher visitar os doentes, os presos, os idosos em solidão, pessoas com alguma deficiência, será possível obter uma indulgência em cada visita, mesmo uma vez por dia.

A mesma possibilidade está ligada, continua o documento, a iniciativas “que implementem de forma concreta e generosa o espírito penitencial, que é como que a alma do Jubileu”, em particular redescobrindo “o valor penitencial das sextas-feiras” com a abstenção “ao menos por um dia” de distrações fúteis “reais, mas também virtuais”, como as induzidas pela mídia e pelas redes sociais), de “consumos supérfluos”, praticar o jejum conforme indicado pela Igreja, por exemplo, “devolvendo uma soma proporcional em dinheiro aos pobres” ou “apoiando obras de caráter religioso ou social”, em favor da defesa e da proteção da vida, das crianças abandonadas, dos jovens em dificuldade, dos idosos necessitados ou sós, dos migrantes, ou ainda “dedicando uma parte proporcional do tempo livre a atividades de voluntariado”.

Sacramento da Reconciliação

O Ano Santo, afirma a Penitenciaria na introdução das Normas, é um período especial para experimentar o perdão divino. Por isso, na parte conclusiva, é dado espaço a tudo o que facilita o acesso à Confissão, com uma série de faculdades concedidas aos bispos a esse respeito e com um convite a todos os sacerdotes para que ofereçam, “com generosa disponibilidade e dedicação a mais ampla possibilidade de os fiéis usufruírem dos meios da salvação”. Também são sugeridas indicações práticas, como a publicação de “horários para as confissões”, a exortação para que estejam “presentes no confessionário, programando celebrações penitenciais de forma fixa e frequente”, pedindo também a ajuda de sacerdotes idosos que não tenham tarefas pastorais definidas. Uma recomendação final aos bispos é que tenham “o cuidado de explicar claramente as disposições e os princípios” subjacentes à concessão de indulgências, “tendo em conta de modo particular as circunstâncias de lugar, cultura e tradições” de cada povo.

Decreto do Jubileu Ordinário de 2025 e do Jubileu dos 300 anos de Evangelização

DOM EVARISTO PASCOAL SPENGLER, OFM POR GRAÇA DE DEUS E MERCÊ DA SÉ APOSTÓLICA BISPO DIOCESANO DE RORAIMADECRETO DO JUBILEU ORDINÁRIO 2025 E DO JUBILEU DOS 300 ANOS DE EVANGELIZAÇÃO

Ao Povo de Deus: presbíteros, diáconos, consagrados(as), seminaristas, ministros(as), coordenadores (as) das pastorais e serviços, catequistas, leigos(as) desta querida Diocese de Roraima, Paz e Bem!

CONSIDERANDO:

Que a Diocese de Roraima, em 2025, celebra o Jubileu com o lema “300 anos de fidelidade e novos desafios numa Igreja Sinodal”;Que a Santa Igreja promove um Ano Santo a cada 25 anos, como tempo da graça do Senhor;

Que o Santo Padre, o Papa Francisco, mediante a Bula Spes non confundit – A esperança não decepciona (Rm 5,5), proclamou o Jubileu Ordinário de 2025, convidando-nos a renovar a Fé, a Esperança e a Caridade, vivendo a graça do Ano Santo como tempo privilegiado de conversão e misericórdia;

Que o início do Ano Santo será no dia 24 de Dezembro de 2024, quando o Papa Francisco abrirá a Porta Santa, na Basílica de São Pedro, em Roma;

Que este Jubileu será vivenciado ao longo do ano de 2025 em comunhão com toda a Igreja no mundo;

Que o Ano Santo será encerrado nas Igrejas locais no dia 28 de Dezembro de 2025, na Festa da Sagrada Família, e em Roma, aos 06 de janeiro de 2026, Solenidade da Epifania do Senhor, com o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro;

Que está previsto a abertura solene do Ano Jubilar em todas as Dioceses. O Papa Francisco diz na Bula: “Penso em todos os peregrinos da esperança, que, não podendo vir à Cidade dos apóstolos Pedro e Paulo, vão celebrá-lo nas Igrejas particulares.” (Spes non confundit, n. 1);

Que é importante “peregrinar com o coração aberto” (cf. Spes non confundit, n. 5) rumo às fontes da fé, experimentando o amor transformador de Deus;

“Que a vida cristã é um caminho, que precisa também de momentos fortes para nutrir e robustecer a esperança, insubstituível companheira que permite vislumbrar a meta: o encontro com o Senhor Jesus.” (Spes non confundit, n. 5);

“Que a peregrinação representa um elemento fundamental de todo o evento jubilar. Pôr-se a caminho é típico de quem anda à procura do sentido da vida. A peregrinação favorece muito a redescoberta do valor do silêncio, do esforço, da essencialidade. Também no próximo ano, os peregrinos da esperança não deixarão de percorrer caminhos antigos e novos para viver intensamente a experiência jubilar.” (Spes non confundit, n. 5);

Que, conforme determina o Decreto da Penitenciaria Apostólica, de 13 de maio de 2024, o bispo diocesano pode determinar os lugares de peregrinação;

Que a tradição jubilar faculta ao bispo indicar as igrejas onde se pode obter indulgências por meio da vivência sacramental, da prática da misericórdia e da oração.

DECRETAMOS

:1. Que a 12 de janeiro de 2025, Festa do Batismo do Senhor, se dará a Abertura do Jubileu na Diocese de Roraima, iniciando com a concentração às 17h00, na Comunidade Menino Jesus, na Avenida General Ataíde Teive 1148, Bairro Mecejana, Boa Vista. Ali se concentrarão as caravanas vindas das Paróquias, Áreas Missionárias e Missões Indígenas para participar dos ritos iniciais. Em seguida, a Peregrinação se dirigirá até a Igreja Matriz para os ritos de abertura do Jubileu com a Celebração Eucarística. Esta será presidida pelo Bispo e concelebrada pelos presbiteros que atuam na Diocese, com a participação das religiosas e religiosos, leigos e leigas das comunidades eclesiais. Na oportunidade, será entregue uma Placa Comemorativa e uma Vela para cada uma das Paróquias, Áreas Missionárias e Missões Indigenas.

2. Que de fevereiro a outubro de 2025, a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida vinda do Santuário Nacional, para o nosso Ano Jubilar, percorra todas as comunidades da Diocese de Roraima. Sob a proteção da Virgem Aparecida, nesta peregrinação, queremos celebrar e abraçar a proposta da edificação do Santuário dedicado à Mãe Aparecida em nossa Diocese, pois o “Senhor faz maravilhas entre nós” (cf. Lc 1,49). A Virgem Maria seja modelo para nossa caminhada, como Peregrinos da Esperança!

3. Que na Diocese de Roraima, as Igrejas Jubilares onde se pode obter a indulgência plenária, são a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo, sita à Rua Floriano Peixoto s/n, Centro, Boa Vista, a Catedral Cristo Redentor, sita à Praça do Centro Cívico 133, Centro, Boa Vista e a Reitoria Nossa Senhora Aparecida, sita à Rua Roberto Costa 519, Bairro Aparecida, Boa Vista.

4. Que o Povo de Deus se empenhe em participar dos diversos jubileus relacionados a temas específicos que acontecerão ao longo do Ano Santo. Já estão confirmados os dois primeiros:- Jubileu Diocesano da Vida Religiosa: dia 02 de fevereiro, Apresentação do Senhor.- Jubileu Diocesano dos Povos Indígenas, na Missão Surumu: dia 26 de abril.Os demais jubileus específicos serão referendados no Conselho Diocesano de Evangelização (CDE) do mês de março.

5. Que Membros da Coordenação Diocesana de Evangelização (CODE) peregrinem em todas as Paróquias, Áreas Missionárias e Missões Indígenas, neste Ano Santo, para aprofundar relações com os conselhos e coordenações paroquiais, como expressão da comunhão e da partilha.

6. Que os presbiteros anunciem aos fiéis, por meio de catequese apropriada a graça jubilar, com particular atenção à Indulgência na forma habitual da igreja, e a quanto foi decretado pela Penitenciaria Apostólica.

7. Que em nossa Diocese, para adquirir a indulgência plenária, o fiel poderá, durante o ano, peregrinar a uma das igrejas indulgenciárias, a saber, Matriz, Catedral e Reitoria de Nossa Senhora Aparecida, “fazer uma obra enriquecida de indulgência e preencher as três condições seguintes: 1) confissão sacramental; 2) comunhão eucarística e; 3) oração nas intenções do Sumo Pontífice.” (Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina, Paulo VI, norma n. 12.7).

8. Que em cada jubileu diocesano, serão concedidas indulgências. A forma será divulgada antes de cada um dos respectivos jubileus.

9. Que os presbíteros em suas paróquias, e especialmente nas Igrejas Jubilares, possam oferecer com generosidade osacramento da Reconciliação ao longo do Ano Jubilar. . Que os conselhos pastorais paroquiais organizem equipes, com a participação de leigos(as), religiosas(os) e

10 presbitero(s), promovam catequeses, retiros e momentos de formação que auxiliem o Povo de Deus a compreender e vivenciar os frutos do Jubileu.

11. Que no decorrer do Ano Jubilar as Paróquias, Áreas Missionárias e Missões Indigenas promovam processos em vista do fortalecimento da vocação batismal dos leigos e leigas, valorizando os diversos carismas e ministérios.

12. Que em toda a Diocese se promova uma cultura vocacional, saindo ao encontro dos jovens e animando-os arealizarem um discernimento, em vista da construção de um projeto de vida cristă, no seguimento de Jesus Cristo.

13. Que o Ano da Graça de 2025 seja ocasião propicia para uma renovada busca do Senhor, assinalada pela conversão pessoal, comunitária e socioambiental.Estabeleço, ainda, que este Decreto seja dado a conhecer aos fiéis de toda a Diocese nas missas do Quarto Domingo do Tempo do Advento, dia 22 de dezembro de 2024.

Dado e passado em nossa Cúria Diocesana, aos 20 de dezembro de 2024.

“Caminhamos com Maria, Mãe da Igreja”: Solenidade da Imaculada Conceição Reúne Fé e Esperança

Em clima de devoção, a Igreja Imaculada Conceição reuniu fiéis no bairro Buritis para celebrar Maria como exemplo de fé e obediência, enquanto vivemos o tempo do Advento.

Na tarde do último domingo, o bairro Buritis, em Boa Vista, foi cenário de uma celebração especial na Igreja Imaculada Conceição. Centenas de fiéis se reuniram para honrar a padroeira em uma missa emocionante, marcada por mensagens de fé, reflexão e alegria. A celebração trouxe à tona o papel único de Maria na história da salvação, destacando sua obediência e coragem diante do chamado de Deus.

A homilia do dia, inspirada no exemplo de Maria, convidou os presentes a refletirem sobre suas próprias vidas. “Hoje, na missa da Imaculada Conceição, meditamos sobre Maria, que, ao contrário de Adão e Eva, não teve medo de Deus. Enquanto eles fugiam e se acusavam mutuamente, Maria abriu seu coração e acolheu a mensagem do anjo Gabriel com o seu ‘sim’ generoso”, disse Dom Evaristo, o celebrante da missa.

O bispo enfatizou que Maria, preservada de todo pecado, é um modelo para a humanidade. “A vida divina já habitava nela, o céu já estava no seu coração. Assim como Maria, somos chamados a crescer na santidade e a dizer ‘sim’ ao plano de Deus em nossas vidas.”

Um Chamado à Preparação para o Advento

Em um clima de expectativa pelo Natal, a missa também trouxe uma mensagem poderosa sobre o tempo do Advento. Dom Evaristo alertou sobre a importância de não deixarmos que o consumismo ofusque o verdadeiro significado do Natal. “O Advento é o momento de preparar o coração para receber Jesus. Precisamos evitar o ‘aborto’ do Advento, isto é, impedir que o bem germine em nosso meio. É necessário acolher Jesus em nossas vidas, no trabalho, em nossas famílias e na sociedade.”

A celebração foi um convite à transformação pessoal, à abertura ao serviço de Deus e à vivência dos valores do Evangelho, especialmente em um mundo tão marcado por distrações e superficialidades.

Alegria e Comunhão na Festa da Imaculada

Após a missa, a comunidade se reuniu em um festejo animado, com diversas atrações que reforçaram o espírito de união e partilha. O ponto alto foi o sorteio de prêmios, incluindo um valor especial de R$ 3.000, que trouxe ainda mais entusiasmo para os participantes.

Fiéis de todas as idades aproveitaram o momento para confraternizar, saborear comidas típicas e fortalecer os laços comunitários. Muitos expressaram sua gratidão pela oportunidade de vivenciar uma tarde tão rica em espiritualidade e celebração.

Créditos: Lucas Rossetti e Pascom Paróquia São Jeronimo

A Luta dos Povos Indígenas em Roraima com o Apoio da Igreja Católica

Diocese de Roraima, a Igreja se coloca como defensora dos direitos indígenas .

Na Terra Indígena São Marcos, indígenas de diversos povos de Roraima estão acampados às margens da BR-174, em uma mobilização pacífica contra o Marco Temporal e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/2024.

Neste cenário de luta e desafios, a Igreja Católica tem se mostrado uma aliada essencial dos povos indígenas. Por meio de missionários e lideranças como Dom Evaristo Spengler, da Diocese de Roraima, a Igreja se coloca como defensora dos direitos indígenas e denunciadora de violações, como o desmatamento, as invasões de terra e a violência. Além disso, valoriza a cultura indígena, integrando línguas e tradições locais às práticas litúrgicas, promovendo um verdadeiro encontro de fé e identidade cultural. Recentemente, Dom Evaristo visitou a comunidade Sabiá, levando palavras de esperança e solidariedade aos moradores.

Juvêncio Luiz da Silva, da etnia Taurepangue e morador da comunidade São Miguel, compartilhou sua indignação com as injustiças históricas enfrentadas pelos povos indígenas. “Desde 1500, quando o Brasil foi invadido, vivemos sofrimentos contínuos. Mas, ao olhar para meus filhos, netos e bisnetos, vejo que nossa luta não foi em vão. Quero viver para brincar com eles e estar junto dessa juventude que carrega nossas memórias e esperanças”, disse ele emocionado.

Maciliana André da Silva, indígena da coordenação dos catequistas na região de Surumum, ressaltou a importância da fé e do apoio da Igreja Católica na caminhada do povo indígena. “Deus está conosco, e nossa Igreja nunca nos abandonou. Dom Evaristo nos trouxe palavras de verdade e coragem. Sou muito grata pelos missionários, que estão ao nosso lado, nos fortalecendo”, declarou.

A resistência indígena não se limita às questões políticas. Ela se manifesta na família, na comunidade e na fé que sustenta as tradições. As palavras de Juvêncio e Maciliana refletem o papel central da união familiar e do apoio espiritual como forças motrizes para enfrentar as adversidades.

 Em Roraima, em meio aos desafios climáticos e sociais, a resistência dos povos indígenas e o apoio da Igreja mostram que fé, família e comunidade são inabaláveis na construção de um futuro mais justo.

 FONTE/CRÉDITOS: Filipe Gustavo

A resistência na Terra Indígena São Marcos contra o Marco Temporal

O movimento, que já dura mais de 38 dias, é uma resposta pacífica, mas firme, contra o Marco Temporal.

Há mais de um mês, indígenas de diferentes povos de Roraima estão acampados na Terra Indígena São Marcos, nas proximidades da BR-174, em Pacaraima. O movimento, que já dura mais de 38 dias, é uma resposta pacífica, mas firme, contra o Marco Temporal e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/2024, de autoria do senador Hiran Gonçalves. Além disso, a mobilização celebra a vitória histórica da retirada definitiva da PEC 36, assinada pelo senador Mecias de Jesus, um marco na luta pelos direitos dos povos originários.

Ceifre Menandro, indígena envolvido na mobilização, destaca a importância do movimento:

“Tivemos que lutar pelo direito que já está garantido na Constituição. Queremos dizer também a outros povos que estamos aqui na luta em prol de todos. Não estamos lutando apenas por nós, mas por todos os povos, incluindo os não indígenas, que também dependem da natureza para sobreviver.”

Para Menandro, a luta vai além do território. É também uma batalha contra as mudanças climáticas e a devastação ambiental, questões que afetam a todos. Ele enfatiza que a proteção das terras indígenas é crucial para a manutenção da biodiversidade e da qualidade de vida.

A retirada da PEC 36

Ludernilda Miguel, da Comunidade Caraparu, Terra Indígena Raposa Serra do Sol, celebra a retirada da PEC 36 como uma conquista significativa, resultado da pressão constante dos povos indígenas:

“Foi com muito esforço e união que conseguimos essa vitória. A PEC 36 representava uma ameaça às nossas terras e à nossa forma de vida. Não queremos viver de arrendamento, mas sim continuar produzindo de forma sustentável, com alimentação saudável e sem contaminação. Apesar disso, a luta continua contra a PEC 48, que também nos prejudica.”

A retirada da PEC 36 não é apenas uma vitória política, mas um símbolo de resistência e da força coletiva dos povos indígenas.

Fortalecimento coletivo

Maxwel Sebastião dos Santos, do povo Wapichana, da Comunidade Indígena Pium, ressalta o papel do acampamento como espaço de aprendizado e fortalecimento:

“Aqui trocamos experiências com indígenas de outras comunidades, fortalecendo nossa união e nossa luta. Cada história compartilhada nos inspira e nos dá mais força para continuar.”

Essa interação entre os povos enriquece o movimento e reforça a importância da articulação coletiva na defesa dos direitos indígenas e da preservação do meio ambiente.

O acampamento na Terra Indígena São Marcos é mais do que um protesto; é um grito por justiça e um chamado à sociedade para apoiar a causa indígena. A mobilização destaca que os direitos originários são inegociáveis e que a luta pela terra é também uma luta pela vida e pelo futuro do planeta.

Enquanto o Congresso insiste em projetos como a PEC 48, os povos indígenas seguem firmes, exigindo respeito à Constituição e ao meio ambiente. A resistência em São Marcos é um exemplo poderoso de que a união e a perseverança podem mudar o curso da história.

 FONTE/CRÉDITOS: Filipe Gustavo

A Resistência nas Terras Indígenas: Três Gerações, Uma Só Luta

Apesar das diferenças de idade, todos compartilham o mesmo espírito de luta e esperança.

Na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, pulsa uma luta que atravessa gerações. A defesa dos territórios, das culturas e dos direitos dos povos originários ganha vida nas vozes e histórias de líderes como Luzete Moreira Viriato, Tatiane Messias e Ilan Lima, representantes de três diferentes gerações, mas unidos pelo mesmo espírito de resistência e esperança.

Com 70 anos, Luzete Moreira Viriato, da Comunidade Wuarapata, é um símbolo de resistência. Seu testemunho, carregado de emoção e firmeza, reflete décadas de enfrentamento contra as ameaças à terra e à cultura indígena.

“Eu estou envelhecendo, lutando, chorando pela nossa terra, que é sagrada. Onde antes vivíamos livres, agora enfrentamos destruição. Não queremos que acabem com nossos rios, nossa água, nossa mata. Lutamos por nossos netos, para que possam viver livres, sem medo. Deus disse que a terra é sagrada, e rezamos para que os brancos entendam e respeitem isso. Nossa luta é pelo futuro.”

A adolescente Tatiane Messias, da Comunidade São Miguel da Cachoeira, representa a energia e a determinação da nova geração indígena. Em protestos recentes na BR-174, ela destaca a importância de barrar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 48, que ameaça os direitos territoriais indígenas.

“Estamos aqui na BR-174 lutando pelo nosso futuro e pelo dos nossos filhos. Se tirarem a PEC 48, seremos livres. Não desistiremos, porque o povo indígena nunca desiste.”

Com 18 anos, Ilan Lima, da Comunidade Maturuca, simboliza o papel crucial dos jovens na preservação do território e no combate às legislações que ameaçam a sustentabilidade ambiental.

“Nós seguimos firmes pela defesa da nossa Terra-Mãe. Lutamos contra leis que trazem destruição, como a PEC 48. Queremos preservar nossas terras, rios e o equilíbrio ambiental, para que as próximas gerações respirem o mesmo ar puro. Nossa luta é pelo presente e pelo futuro.”

Essas vozes são ecos de uma resistência que transcende as barreiras do tempo. São histórias de coragem e amor à terra, que inspiram não apenas os povos indígenas, mas todos os que acreditam na justiça e na sustentabilidade.

 FONTE/CRÉDITOS: Filipe Gustavo