Nova Coordenação das Pastorais Sociais da Diocese de Roraima

Durante os dias 07 a 09 de março, ocorreu a 1ª Assembleia das Pastorais Sociais da Diocese de Roraima, o encontro aconteceu na no Centro de Ciências Humanas da Universidade Federal de Roraima (UFRR).

Durante o encontro, o foco foi fortalecer a sinodalidade, promover a escuta mútua e planejar as ações pastorais para o próximo ano, reafirmando o compromisso da Igreja com as comunidades mais vulneráveis e com a construção de um futuro mais justo e solidário.

A luz do Evangelho e dos documentos da Igreja, foram eleitas três prioridades para os próximos 03 anos:

  • Formação Sócio Transformadora;
  • Artes, Culturas e Incidência Política;
  • Juventudes e Políticas Públicas.

Ao final da assembleia foi eleita a nova Coordenação das Pastorais Sociais:

  • Rosenida (Rosé) – Pastoral Familiar
  • Ângela Schardong
  • Francisca
  • Leonardo – Pastoral da Juventude
  • Irmã Teresinha

Em mensagem para a Quaresma 2025, o Papa Francisco afirma que caminhar juntos é vocação da Igreja

Foi divulgada, nesta terça-feira (25/02), a mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2025 intitulada “Caminhemos juntos na esperança”. Na mensagem para a Quaresma deste ano intitulada “Caminhemos juntos na esperança”, Francisco recorda que “caminhar juntos, ser sinodal, é esta a vocação da Igreja. Os cristãos são chamados a percorrer o caminho em conjunto, jamais como viajantes solitários. O Espírito Santo impele-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro de Deus e dos nossos irmãos, e nunca a fechar-nos em nós mesmos”.

Com o sinal penitencial das cinzas sobre as nossas cabeças, iniciamos na fé e na esperança a peregrinação anual da Santa Quaresma”, escreve Francisco, reiterando o convite da Igreja, mãe e mestra, a “preparar os nossos corações e a abrir-nos à graça de Deus para podermos celebrar com grande alegria o triunfo pascal de Cristo, o Senhor, sobre o pecado e a morte”. “Jesus Cristo, morto e ressuscitado, é o centro da nossa fé e a garantia da nossa esperança na grande promessa do Pai, já realizada n’Ele, Seu Filho amado: a vida eterna”.

Acesse o texto da mensagem na íntegra (aqui)

Quaresma e a graça do Ano Jubilar

“Nesta Quaresma, enriquecida pela graça do Ano Jubilar”, o Papa oferece algumas reflexões sobre “o que significa caminhar juntos na esperança” e evidencia “os apelos à conversão que a misericórdia de Deus dirige a todos nós, enquanto indivíduos e comunidades”.

Em primeiro lugar, caminhar. “O lema do Jubileu – “Peregrinos de Esperança” – traz à mente a longa travessia do povo de Israel em direção à Terra Prometida, narrada no livro do Êxodo: a difícil passagem da escravidão para a liberdade, desejada e guiada pelo Senhor, que ama o seu povo e sempre lhe é fiel. Não podemos recordar o êxodo bíblico sem pensar em tantos irmãos e irmãs que, hoje, fogem de situações de miséria e violência e vão à procura de uma vida melhor para si e para seus entes queridos”.

De acordo com Francisco, “aqui, surge um primeiro apelo à conversão, porque todos nós somos peregrinos na vida, mas cada um pode perguntar-se: como me deixo interpelar por esta condição? Estou realmente a caminho ou estou paralisado, estático, com medo e sem esperança, acomodado na minha zona de conforto? Busco caminhos de libertação das situações de pecado e falta de dignidade? Seria um bom exercício quaresmal confrontar-nos com a realidade concreta de algum migrante ou peregrino e deixar que ela nos interpele, a fim de descobrir o que Deus pede de nós para sermos melhores viajantes rumo à casa do Pai. Esse é um bom “exame” para o viandante”.

Caminhar juntos é esta a vocação da Igreja

“Em segundo lugar, façamos esta viagem juntos. Caminhar juntos, ser sinodal, é esta a vocação da Igreja. Os cristãos são chamados a percorrer o caminho em conjunto, jamais como viajantes solitários. O Espírito Santo impele-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro de Deus e dos nossos irmãos, e nunca a fechar-nos em nós mesmos”, ressalta o Pontífice. “Caminhar juntos significa ser tecelões de unidade, partindo da nossa dignidade comum de filhos de Deus; significa caminhar lado a lado, sem pisar ou subjugar o outro, sem alimentar invejas ou hipocrisias, sem deixar que ninguém fique para trás ou se sinta excluído. Sigamos na mesma direção, rumo a uma única meta, ouvindo-nos uns aos outros com amor e paciência”, escreve o Papa no texto.

De acordo com Francisco, “nesta Quaresma, Deus nos pede que verifiquemos se nas nossas vidas e famílias, nos locais onde trabalhamos, nas comunidades paroquiais ou religiosas, somos capazes de caminhar com os outros, de ouvir, de vencer a tentação de nos entrincheirarmos na nossa autorreferencialidade e de olharmos apenas para as nossas próprias necessidades”.

O Papa nos convida a perguntar “diante do Senhor se somos capazes de trabalhar juntos a serviço do Reino de Deus, como bispos, sacerdotes, pessoas consagradas e leigos; se, com gestos concretos, temos uma atitude acolhedora em relação àqueles que se aproximam de nós e a quantos se encontram distantes; se fazemos com que as pessoas se sintam parte da comunidade ou se as mantemos à margem. Este é o segundo apelo: a conversão à sinodalidade”.

Rumo à vitória pascal

Em terceiro lugar, Francisco nos convida a fazer “este caminho juntos na esperança de uma promessa. A esperança que não engana, mensagem central do Jubileu, seja para nós o horizonte do caminho quaresmal rumo à vitória pascal. Como o Papa Bento XVI nos ensinou na Encíclica Spe salvi, «o ser humano necessita do amor incondicionado. Precisa daquela certeza que o faz exclamar: “Nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”». Jesus, nosso amor e nossa esperança, ressuscitou e, vivo, reina glorioso. A morte foi transformada em vitória e aqui reside a fé e a grande esperança dos cristãos: na ressurreição de Cristo!”

“Eis o terceiro apelo à conversão: o da esperança, da confiança em Deus e na sua grande promessa, a vida eterna”, escreve o Papa, convidando a nos perguntar: “Estou convicto de que Deus me perdoa os pecados? Ou comporto-me como se me pudesse salvar sozinho? Aspiro à salvação e peço a ajuda de Deus para a receber? Vivo concretamente a esperança que me ajuda a ler os acontecimentos da história e me impele a um compromisso com a justiça, a fraternidade, o cuidado da casa comum, garantindo que ninguém seja deixado para trás?”

Francisco conclui a mensagem, afirmando que “graças ao amor de Deus em Jesus Cristo, somos conservados na esperança que não engana. A esperança é “a âncora da alma”, inabalável e segura. Nela, a Igreja reza para que «todos os homens sejam salvos» e anseia estar na glória do céu, unida a Cristo, seu esposo. Que a Virgem Maria, Mãe da Esperança, interceda por nós e nos acompanhe no caminho quaresmal”.

Com informações VaticanNews

Diocese de Roraima realizará coletiva de imprensa sobre a Campanha da Fraternidade 2025

A coletiva inicia às 9h, no auditório da Rádio Monte Roraima, com o bispo diocesano, Dom Evaristo Spengler e a professora Doutora, Márcia Maria.

Na próxima quinta-feira, 6 de março, a Diocese de Roraima promoverá uma coletiva de imprensa para marcar o início da Campanha da Fraternidade 2025, que terá como tema “Fraternidade e Ecologia Integral” e o lema “Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31).  A mesa de entrevista ocorrerá às 9h, no auditório da Rádio Monte Roraima, e contará com a presença do bispo diocesano, Dom Evaristo Pascoal Spengler, e da Professora Doutora Márcia Maria de Oliveira, do Curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Roraima (UFRR).

A Campanha da Fraternidade, lançada oficialmente na Quarta-feira de Cinzas, 5 de março, convida os cristãos a refletirem sobre a relação entre fé e cuidado com o planeta. Em sua fala, Dom Evaristo destacou a importância do tema: “O que estamos fazendo com a criação que recebemos de Deus? A ecologia, para ser integral, pressupõe toda a criação: fauna, flora, animais, florestas, ecossistemas, águas, ar, pedras, rios, mares. Tudo está submetido a um mesmo processo sob as mãos de Deus”.

O bispo também lembrou o exemplo de São Francisco de Assis, que há 800 anos viveu uma relação harmoniosa com a criação, chamando de irmãos e irmãs o Sol, a Lua, a Água, o Vento e as Estrelas. “Só a Terra, Francisco deu o título de Irmã e Mãe Terra, porque dela vem os frutos do nosso sustento”, ressaltou Dom Evaristo. A imagem de São Francisco estampa o cartaz da Campanha, inspirando os fiéis a recuperar a harmonia com o Criador e com todas as criaturas.

Contexto e relevância da Campanha

A Campanha da Fraternidade 2025 ganha ainda mais relevância ao coincidir com a celebração dos 800 anos do Cântico das Criaturas, de São Francisco de Assis, e dos 10 anos da Encíclica Laudato Si’, documento no qual o Papa Francisco aborda a necessidade de cuidar da “casa comum”. Além disso, a campanha ocorre em um momento de urgência ambiental, marcado pela recente publicação da Exortação Apostólica Laudate Deum e pela realização da COP 30, que acontecerá em 2025 em Belém do Pará, na Amazônia.

A escolha do tema reforça o compromisso da Igreja com a ecologia integral, que envolve não apenas o cuidado com o meio ambiente, mas também a promoção da justiça social e da fraternidade. A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), criada há 10 anos, também será lembrada como uma iniciativa que fortalece a atuação da Igreja na defesa da Amazônia e dos povos que nela habitam.

Participação especial na coletiva

A Professora Doutora Márcia Maria de Oliveira, convidada para compor a mesa na coletiva, traz uma trajetória de destaque no acompanhamento das questões amazônicas. Em 2019, ela foi nomeada pelo Papa Francisco como perita para participar da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônica, realizada em Roma. Sua expertise em estudos sobre Sociedade e Cultura na Amazônia contribuirá para enriquecer o debate sobre o tema da Campanha.

Um convite à conversão ecológica e espiritual

A Campanha da Fraternidade 2025 propõe uma conversão ecológica e espiritual, convidando os fiéis a repensarem seu papel na preservação da criação e no cuidado com os mais vulneráveis. Dom Evaristo reforçou que a fé cristã não se resume a práticas externas, mas exige uma transformação interior e um compromisso real com a fraternidade e a justiça.

A coletiva de imprensa será uma oportunidade para aprofundar o diálogo sobre esses desafios e apresentar as ações que a Diocese de Roraima promoverá ao longo do ano. A Igreja convida todos a se unirem nessa jornada de reflexão e ação, inspirando-se no exemplo de São Francisco de Assis e no chamado do Papa Francisco para cuidar da “casa comum”.

Serviço: Coletiva de Imprensa – Campanha da Fraternidade 2025

Data: 6 de março de 2025

Horário: 9h

Local: Auditório da Rádio Monte Roraima

FONTE/CRÉDITOS: Dennefer Costa -Rádio Monte Roraima FM