São Cosme e São Damião, os irmãos gêmeos médicos

Origens 

São Cosme e São Damião, nascidos na Arábia, se dedicaram ao cuidado dos enfermos, o que foi a alavanca principal da vida dos dois irmãos, que viveram no século III, no tempo da perseguição contra os cristãos. Eles cuidavam dos doentes, sem aceitar remuneração. Por isso, receberam o apelido de “anárgiros”, palavra grega que significa “sem prata”. A sua fama de homens corajosos e distintos benfeitores espalhou-se, rapidamente, por toda a região.

Cuidadores de Almas 

A atividade desses santos gêmeos não se limitou apenas aos cuidados do corpo enfermo. Na sua prática profissional, visavam também o bem das almas, com o exemplo e a palavra. De fato, converteram muitos pagãos ao cristianismo.

É famoso o episódio da cura de uma mulher hemorroíssa, chamada Paládia, que, por gratidão, deu três ovos aos dois irmãos. Porém, por não aceitarem, ela implorou a Damião que os aceitasse, em nome de Cristo, aquela pequena oferta. Para não ofender a mulher, Damião aceitou os ovos. Este seu gesto provocou a reação de Cosme, que pediu, publicamente, após a sua morte, para não ser enterrado com seu irmão.

Isso despertou a ira do imperador Diocleciano, implacável perseguidor do povo cristão. Na Ásia Menor, o governador deu ordens imediatas para que os dois médicos cristãos fossem presos, acusados de feitiçaria e de usarem meios diabólicos em suas curas.

Páscoa

O suplício dos dois irmãos é narrado pela Lenda Áurea, segundo a qual foram primeiro jogados no fogo, de onde saíram ilesos. Depois, foram condenados à lapidação, mas as pedras voltavam contra os atiradores. E, ainda, as flechas lançadas pelos arqueiros feriram seus algozes. Por fim, foram decapitados. O ano não pode ser confirmado, mas com certeza foi no século IV.

Igreja 

Quando o imperador Justiniano, por volta do ano 530, ficou gravemente enfermo, deu ordens para que se construísse, em Constantinopla, uma grandiosa igreja em honra dos seus protetores, São Cosme e São Damião. Mas a fama dos dois correu rápida no Ocidente também, a partir de Roma, com a basílica dedicada a eles, construída, a pedido do Papa Félix IV, entre 526 e 530. Tal solenidade ocorreu no dia 26 de setembro; assim, passaram a ser festejados nesta data.

Protetores e Padroeiros 

São Cosme e São Damião são padroeiros dos médicos, dos cirurgiões, farmacêuticos, parteiras e das faculdades de medicina.

Minha oração

“Reconhecidos como grandes médicos, curai as doenças da nossa alma, assim como as mazelas do nosso corpo. Pedimos aos irmãos a graça da fraternidade familiar, da paz e amizade entre os irmãos. Amém!”

São Cosme e São Damião, rogai por nós!

Portas Santas serão abertas apenas em Basílicas Papais de Roma

Dicastério da Evangelização publica nota respondendo às dúvidas sobre abertura de Portas Santas nas catedrais e santuários

Foto: Reprodução Vatican Media

O Dicastério para a Evangelização, responsável pela organização do Jubileu Ordinário 2025, reiterou que as Portas Santas serão abertas apenas nas quatro Basílicas Papais de Roma: São Pedro no Vaticano, São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo Fora dos Muros. Conforme especificado pelo Papa Francisco na Bula de Proclamação Spes non confundit.

A única exceção, por vontade pessoal do Santo Padre, será uma Porta Santa numa prisão, que será por ele mesmo aberta, “para oferecer aos presos um sinal concreto de proximidade”. Ainda não foi divulgada informações sobre data e presídio escolhido.

Na nota divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé, o dicastério explica que “foi levantada a questão de se poder prever a abertura de uma Porta Santa nas Igrejas Catedrais, nos Santuários internacionais e nacionais, bem como noutros lugares de culto particularmente significativos”.

“A este propósito, embora na mais sensível consideração das motivações pastorais e devocionais que possam ter sugerido tão louvável aspiração, julga-se todavia necessário recordar as precisas indicações estabelecidas pelo Santo Padre na Bula Spes non confundit, de Proclamação do Jubileu 2025″, enfatiza a nota.

Além disso, o dicastério quis recordar que “o sinal peculiar e identificador do Ano Jubilar, tal como foi transmitido desde o primeiro Jubileu no ano 1300, é a indulgência que ‘pretende exprimir a plenitude do perdão de Deus que não conhece fronteiras’ através do Sacramento da Penitência e dos sinais da caridade e da esperança”.

Por isso, “para viver plenamente este momento de graça, recomenda-se a consideração dos lugares particulares e das diversas modalidades indicadas pelo Decreto da Penitenciária Apostólica de 13 de maio de 2024“.

Tema para o próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais buscará “purificar a comunicação da agressão”

O tema escolhido para 2025, inspirado em 1 Pd 3,15-16, chama a atenção para o fato de que hoje a comunicação é muitas vezes violenta, visando atacar e não estabelecer as condições para o diálogo. É, então, necessário desarmar a comunicação, purificá-la da agressão.
Vatican News

“Partilhai com mansidão a esperança que está nos vossos corações” (cf. 1 Pd 3, 15-16) é o tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Socia, como divulgado nesta terça-feira, 24 de setembro, pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

Tema que chama a atenção para o fato de que hoje a comunicação é muitas vezes violenta, visando atacar e não estabelecer as condições para o diálogo. É, então, necessário desarmar a comunicação, purificá-la da agressão.

Dos talk shows televisivos às guerras verbais nas redes sociais, o paradigma que corre o risco de prevalecer é o da competição, da oposição e do desejo de dominar.

“Para nós, cristãos – chama a atenção o comunicado – a esperança é uma pessoa e é Cristo. E está sempre ligada a um projeto comunitário; quando falamos de esperança cristã não podemos ignorar uma comunidade que vive a mensagem de Jesus de forma credível, ao ponto de dar um vislumbre da esperança que ela traz consigo, e é capaz de comunicar ainda hoje a esperança de Cristo com as obras e as palavras.”

Mensagem do Papa para a 39ª Jornada Mundial da Juventude: percorrer o caminho com alegria e esperança

A Santa Sé divulgou a Mensagem do Papa Francisco para a 39ª Jornada Mundial da Juventude, a ser celebrada no dia 24 de novembro, em âmbito diocesano. Assim como no ano passado, o texto está relacionado ao Jubileu 2025, com a motivação a percorrer o caminho da esperança.

O tema escolhido pelo Papa é “Aqueles que esperam no Senhor, caminham sem se cansar” (cf. Is 40,31), expressão retirada do chamado Livro da Consolação (Is 40-55), que anuncia o fim do exílio de Israel na Babilônia e o início de uma nova fase de esperança e de renascimento para o povo de Deus, que pôde regressar à sua pátria graças a um novo “caminho” que, na história, o Senhor abriu aos seus filhos (cf. Is 40, 3).

No contexto atual, Francisco recorda as situações dramáticas que geram desespero e impedem olhar para o futuro com espírito sereno: a tragédia da guerra, as injustiças sociais, as desigualdades, a fome, a exploração do ser humano e da criação. E os jovens, muitas vezes, pagam o preço mais alto dessas situações ao sentirem a incerteza do futuro e não vislumbrarem perspectivas seguras para seus sonhos, “correndo assim o risco de viver sem esperança, prisioneiros do tédio e da melancolia, por vezes arrastados para a ilusão da transgressão e das realidades destrutivas”.

Na peregrinação da vida, podem se apresentar o cansaço, a ansiedade, a tristeza e o tédio. O Papa ressalta a esperança como força que “vence todo o cansaço, toda a crise e toda a ansiedade, dando-nos uma forte motivação para avançar, porque é um dom que recebemos do próprio Deus: Ele enche o nosso tempo de sentido, ilumina-nos o caminho, indica-nos a direção e a meta da vida”.

“A esperança é precisamente uma força nova, que Deus infunde em nós, que nos permite perseverar na corrida, que nos dá uma ‘visão de longo alcance’, que ultrapassa as dificuldades do presente e nos orienta para uma meta concreta: a comunhão com Deus e a plenitude da vida eterna. Se há uma bela meta, se a vida não se dirige para o vazio, se nada daquilo que sonho, projeto e realizo se perde, então vale a pena caminhar e suar, suportar os obstáculos e enfrentar o cansaço, porque a recompensa final é maravilhosa!”, disse o Papa.

O Papa compara os desafios da pegrinação da vida com os momentos de crise enfrentados. Esses momentos, ressalta, “não são tempos perdidos ou inúteis, mas podem revelar-se importantes oportunidades de crescimento. São tempos de purificação da esperança!”.

E, durante as crises, as esperanças falsas são desfeitas e cada um pode perguntar-se em que esperanças a vida está baseada, se são verdadeiras ou são ilusões.

“Nestes momentos, o Senhor não nos abandona; aproxima-se com a sua paternidade e dá-nos sempre o pão que revigora as nossas forças e nos põe de novo a caminho”, disse o Papa, convidando a redescobrir “o grande dom da Eucaristia”.

Outro convite do Papa é descansar como Jesus e em Jesus “nos inevitáveis momentos de cansaço da nossa peregrinação neste mundo”.

“Quando o cansaço do caminho vos pesar, voltai para Jesus, aprendei a descansar n’Ele e a permanecer n’Ele, pois “aqueles que esperam no Senhor […] caminham sem se cansar” (Is 40,31)”.

De turistas a peregrinos

No caminho, os jovens são convidados ainda a descobrir a vida, nas pegadas do amor, em busca do rosto de Deus. E a recomendação é não partir como meros turistas, mas como peregrinos.

“Que a vossa caminhada não seja apenas uma passagem pelos lugares da vida de forma superficial, sem captar a beleza do que encontrais, sem descobrir o sentido dos caminhos percorridos, captando só breves momentos, experiências fugazes registradas numa selfie. O turista faz isso. O peregrino, pelo contrário, mergulha de alma e coração nos lugares que encontra, fá-los falar, torna-os parte da sua busca de felicidade. A peregrinação jubilar quer, portanto, tornar-se o sinal do caminho interior que todos somos chamados a fazer para chegar ao destino final”.

Peregrinar no Ano Jubilar

No contexto do Jubileu da Esperança, o Papa Francisco diz que espera que seja possível a muitos jovens ir até Roma em peregrinação para atravessar as Portas Santas, sendo “um momento de encontro vivo e pessoal com o Senhor Jesus, ‘porta’ de salvação”. Essa proposta tem a orientação de ser vivida com três atitudes fundamentais: a ação de graças, a procura e o arrependimento.

“Neste próximo Ano Santo da Esperança, convido-vos a todos a experimentar o abraço do Deus misericordioso, a experimentar o seu perdão, a remissão de todas as nossas ‘dívidas interiores’, como era tradição nos jubileus bíblicos. E assim, acolhidos por Deus e renascidos n’Ele, também vós vos tornais braços abertos para tantos dos vossos amigos e colegas que precisam de sentir, através do vosso acolhimento, o amor de Deus Pai”, motiva Francisco nos trechos finais de sua mensagem.

São Firmino de Amiens, o bispo espanhol decapitado

Origens

São Firmino de Amiens era originário de uma família nobre de Pamplona na Espanha. Seus pais Fermo e Eugenia eram pagãos, mas, depois, se converteram na época do episcopado de seu filho. Firmino, que era o filho mais velho, foi confiado aos cuidados do padre Onesto, que o batizou e o instruiu na fé cristã.

O primeiro bispo 

Mais tarde, foi ordenado sacerdote pelo bispo de Toulouse Onorato e, depois de alguns anos, bispo. São Firmino permaneceu em sua cidade natal de Pamplona, onde uma tradição local o considera o primeiro bispo da cidade. Depois, passou a evangelizar algumas regiões da França como Aquitânia, Auvergne, Anjou e outras no nordeste. Apesar da oposição dos sacerdotes pagãos, os resultados de seu trabalho foram sensacionais. 

Desafios apostólicos

Os “Atos” dizem que ele também foi preso por ordem do governador romano Valério, açoitado e, depois, libertado. Em seus itinerários, acabou parando em Amiens (a antiga Samobriva Ambianorum) onde foi bispo com grande sucesso por muitos anos. Sabe-se que ele converteu muitos nobres incluindo o senador Faustiniano, de cujos descendentes o outro bispo confessor  São Firmino de Amiens (celebrado em outra data). 

Páscoa

Pelos diligentes magistrados Longulo e Sebastiano, foi novamente preso no início do século IV e convidado a abjurar, mas São Firmino de Amiens recusou, mantendo-se firme em sua fé. Então, os magistrados, para evitar uma reação popular, mandaram decapitá-lo na prisão em 25 de setembro de um ano não especificado entre 290 e 303.

Suas relíquias

No século VII, não se sabia onde estava o túmulo do santo bispo e mártir, mas, por uma visão milagrosa, o bispo de Amiens São Salvio o encontrou. Suas relíquias estão espalhadas em várias igrejas da França, pois o culto a São Firmino de Amiens teve uma ampla difusão, tanto na França como na Espanha. Em Pamplona, em particular, é muito solene, documentado pela primeira vez em 1186, quando o bispo da cidade Pedro II recebeu algumas relíquias de São Firmino Amiens. Em 1217, na catedral havia um altar dedicado a ele e a festa foi celebrada com uma oitava.  

Devoção atual

Atualmente, na cidade de origem, existem duas capelas dedicadas a ele, uma na catedral e outra na igreja de São Lorenzo, construídas segundo a tradição no local da casa natal de São Firmino de Amiens. A festa em Pamplona ficou muito conhecida no mundo, pela corrida de touros, o famoso “encierro”, que acontece nas ruas da cidade por cerca de 850 metros, com touros livres correndo junto com homens bastante ousados, com a participação de uma grande multidão e numerosos turistas, e terminando na arena. Em Amiens, na França, o nome de São Firmino foi incluído nas ladainhas medievais dos santos, e, na antiguidade, havia cinco celebrações em sua homenagem durante o ano, incluindo 25 de setembro, dia do martírio e data em que ele é inserido no ‘Martyrologium Romanum’. 

Padroeiro e representações artísticas 

Na Idade Média foi invocado como protetor dos tanoeiros, mercadores de vinho, padeiros e contra as doenças. Na arte figurativa, as obras confundem-se em Amiens, precisamente pelos dois bispos homónimos da mesma diocese, mas os de Firmino bispo e mártir são mais facilmente identificáveis, ​​devido ao seu martírio, que o tornou mais famoso; de fato, tendo sido decapitado, em algumas obras ele é retratado com a cabeça na mão ou olhando para a cabeça decepada no chão. Os ‘Atos’ que falam dele datam do século V ou VI, tendo motivos de decorações escultóricas na própria catedral de Amiens.

Minha oração

“Pelo teu sangue, fizeste frutificar a fé do povo, intercedei por aqueles que lhe rogam e pelo povo no qual viveu o seu bispado. Que teu exemplo seja fortaleza e consolo para os europeus, assim como para nós. Amém!”

São Firmino, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 25 de setembro

Divulgado o tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais

O tema escolhido para 2025, inspirado em 1 Pd 3,15-16, chama a atenção para o fato de que hoje a comunicação é muitas vezes violenta, visando atacar e não estabelecer as condições para o diálogo. É, então, necessário desarmar a comunicação, purificá-la da agressão.

Vatican News

“Partilhai com mansidão a esperança que está nos vossos corações” (cf. 1 Pd 3, 15-16) é o tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Socia, como divulgado nesta terça-feira, 24 de setembro, pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

Tema que chama a atenção para o fato de que hoje a comunicação é muitas vezes violenta, visando atacar e não estabelecer as condições para o diálogo. É, então, necessário desarmar a comunicação, purificá-la da agressão.

Dos talk shows televisivos às guerras verbais nas redes sociais, o paradigma que corre o risco de prevalecer é o da competição, da oposição e do desejo de dominar.

“Para nós, cristãos – chama a atenção o comunicado – a esperança é uma pessoa e é Cristo. E está sempre ligada a um projeto comunitário; quando falamos de esperança cristã não podemos ignorar uma comunidade que vive a mensagem de Jesus de forma credível, ao ponto de dar um vislumbre da esperança que ela traz consigo, e é capaz de comunicar ainda hoje a esperança de Cristo com as obras e as palavras.”

COMIRE Norte1 realiza sua assembleia em Manaus

Mais ou menos 20 representantes das igrejas locais do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil se reuniram na Maromba de Manaus, de 20 a 22 de setembro de 2024, para participar da Assembleia do Conselho Missionário Regional (COMIRE), que deu início com uma mística de abertura, a apresentação das atividades e uma escuta das igrejas locais, organismos, instituições e Pontifícias Obras Missionárias (POM).

Os participantes partilharam os ecos do Congresso Missionário Nacional, realizado em Manaus em novembro de 2023, refletindo sobre o tema da Campanha Missionária 2024, “Ide, convidai a todos para o banquete”. Igualmente, a assessora da Comissão Episcopal para Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Ir. Eliane Santana, apresentou o Programa Missionário Nacional.

Foi estudado o Regulamento do COMIRE e indicada a Equipe de Coordenação, que será apresentada à Presidência e os bispos do Regional Norte1 da CNBB para sua aprovação. Está formada por Helen Prestes, padre Gutemberg Gonçalves Pinto, Aparecida Severo da Silva, Jussara Goes Fonseca, Ângelo Prestes Marques, irmã Valéria Opreni. A assembleia foi encerrada com a Missa de envio.

Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

São Gerardo Sagredo, apóstolo e padroeiro da Hungria

Origens

Na Panônia, no território da atual Hungria, São Gerardo Sagredo, bispo de Csanad e mártir, foi professor de São Emérico, príncipe adolescente, filho do rei Santo Estêvão. Morreu apedrejado no Danúbio, na revolta de alguns pagãos locais. O santo bispo une vários países europeus em sua vida, desde as suas origens até sua morte. Ele é Patrono da Hungria.

Raízes 

Nasceu em Veneza, em um ano não especificado, por volta de 980, em 23 de abril. Em seu batismo foi dado o nome de Giorgio. De uma família da Dalmácia, segundo a tradição do século XVI, descendia da linhagem de Sagredo. Giorgio, aos cinco anos, foi acometido por uma febre forte e seus pais pediram a intercessão de São Giorgio. Uma vez curado e atingido uma idade adequada, ele entrou no mosteiro beneditino de São Giorgio Maior, na Isola Maggiore em Veneza. No mosteiro, em memória de seu pai recentemente falecido, ele assumiu o nome de Gerardo.

Peregrino

Depois de alguns anos, tornou-se prior do mosteiro. Mais tarde, São Gerardo Sagredo tornou-se abade, mas, depois de um tempo, desistiu de seu cargo porque queria sair para uma peregrinação a Belém na Palestina. Partindo com um navio, chegou a Zadar, de onde, em vez de seguir para a Terra Santa, partiu para a Hungria, onde se estabeleceu.

A condução de Deus, bispado

Foi-lhe dado o cargo de “magister” (professor) do príncipe Emeric, filho do rei Estevão I,  primeiro rei da Hungria. Depois, retirou-se para Bakonybél, para viver como eremita. Um tempo depois, o rei Estêvão I o chamou de volta do eremitério e lhe confiou o bispado de Csanád.  São Gerardo Sagredo participou ativamente da obra de evangelização do povo húngaro, fortemente desejada pelo rei Estêvão ‘o santo’, tanto que ganhou o título de apóstolo da Hungria.

Páscoa

Parece que ele escreveu várias obras com sua própria mão, mas, atualmente, apenas o “Comentário sobre Daniel” é conhecido. São Gerardo Sagredo morreu em 24 de setembro de 1046, no portão de Pest, na margem direita do Danúbio, pela mão de um grupo de pagãos, que o empurrou para baixo do monte Kelen. O monte levou seu nome,  chamando monte Gerardo. Apóstolo da Hungria, a antiga Panônia, o santo bispo e mártir teve um culto oficial a partir de 1083 com a aprovação do Papa Gregório VII. Nos séculos seguintes houve uma vasta produção biográfica a seu respeito.

Minha oração

“Tu que se tornaste bispo pela vontade divina, ajudai-nos a reconhecer os caminhos de Deus em nossa vida e a ter a força de segui-los com toda a dedicação. Que nos tornemos apóstolos do Evangelho onde estivermos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém!”

São Gerardo Sagredo, rogai por nós!

O Papa: prevenir os riscos de usos manipuladores da Inteligência Artificial

No discurso entregue à Pontifícia Academia das Ciências, Francisco expressa preocupação pelo forte impacto da humanidade na natureza e nos ecossistemas e nos convida a considerar os benefícios e as graves implicações negativas da Inteligência Artificial, que pode “moldar a opinião pública, influenciar as escolhas de consumo e interferir nos processos eleitorais”. O Pontífice recomenda considerar as “dimensões imutavelmente humanas e éticas de todo o progresso científico e tecnológico”.

Mariangela Jaguraba – Vatican News

“Todos nós estamos cada vez mais preocupados com o forte impacto da humanidade sobre a natureza e os ecossistemas.” É o que escreve o Papa Francisco no discurso entregue aos participantes da assembleia plenária da Pontifícia Academia das Ciências, nesta segunda-feira (23/09).

No texto, o Papa agradece ao presidente da Pontifícia Academia das Ciências, Joachim von Braun, e ao chanceler, cardeal Peter Turkson, e aos acadêmicos por terem escolhido os temas do Antropoceno e da Inteligência Artificial para estudo e debate na Assembleia Plenária deste ano.

Segundo Francisco, alguns membros desta Academia “foram os primeiros a identificar o impacto crescente das atividades humanas sobre a criação, estudando os riscos e problemas relacionados a ele. O Antropoceno está de fato revelando suas consequências cada vez mais dramáticas para a natureza e para os seres humanos, especialmente na crise climática e na perda de biodiversidade”.

O Papa agradece a Pontifícia Academia das Ciências por “continuar concentrar-se em questões como estas, com particular atenção às suas implicações para os pobres e marginalizados. As ciências, na sua busca de conhecimento e compreensão do mundo físico, nunca devem perder de vista a importância de utilizar esse conhecimento para servir e promover a dignidade das pessoas e da humanidade como um todo”.

“Como o mundo enfrenta sérios desafios sociais, políticos e ambientais, vemos claramente a urgência de um contexto mais amplo, em que o discurso público inclusivo não seja apenas informado por diferentes disciplinas científicas, mas também pela participação de todos os componentes sociais”, escreve Francisco, elogiando a intenção da Academia, em suas várias Conferências, de prestar atenção, em seus debates, às pessoas marginalizadas e pobres, incluindo os povos indígenas e sua sabedoria.

A propósito de Inteligência Artificial, o Papa recorda que ela pode ser benéfica para a humanidade, “ao promover inovações nos campos da medicina e da saúde, além de ajudar a proteger o ambiente natural e possibilitar o uso sustentável de recursos à luz das mudanças climáticas. Entretanto, como vemos, ela também pode ter sérias implicações negativas para a população, especialmente para crianças e adultos vulneráveis. Além disso, é necessário reconhecer e prevenir os riscos de usos manipuladores da Inteligência Artificial para moldar a opinião pública, influenciar as escolhas de consumo e interferir nos processos eleitorais”.

Segundo Francisco, “esses desafios nos lembram as dimensões imutavelmente humanas e éticas de todo o progresso científico e tecnológico”. O Papa reitera “a convicção da Igreja de que «a dignidade intrínseca de cada pessoa e a fraternidade que nos une como membros da única família humana devem estar na base do desenvolvimento das novas tecnologias […]. Os desenvolvimentos tecnológicos que não levam a uma melhoria da qualidade de vida de toda a humanidade, mas, pelo contrário, aumentam as desigualdades e os conflitos, nunca podem ser considerados um verdadeiro progresso»”.

“Neste sentido, o impacto das formas de Inteligência Artificial em cada população e na Comunidade internacional requer maior atenção e estudo. Apraz-me saber que a Pontifícia Academia das Ciências está trabalhando, por sua vez, para propor regras adequadas para prevenir riscos e promover benefícios neste campo complexo”, escreve ainda o Pontífice.

“Num momento em que as crises, as guerras e as ameaças à segurança mundial parecem prevalecer, as contribuições” da Pontifícia Academia das Ciências “para o progresso do conhecimento a serviço da família humana são ainda mais importantes para a causa da paz mundial e da cooperação internacional”, conclui o Papa.