Santas Perpétua e Felicidade, mártires do século II, protetoras das grávidas

Origem
Muitas mulheres, jovens, mães, foram martirizadas no ano 203, em Cartago (norte da África, atual cidade de Túnis). Dentre elas, Perpétua, que tinha aproximadamente 22 anos. Era nobre de família rica, sendo seu pai o único da família a ser pagão. Quando foi levada para a prisão, tinha um filho recém-nascido. Felicidade era escrava de Perpétua e, quando foi para a prisão, estava com oito meses de gestação e deu à luz uma menina neste lugar.

O cárcere
Elas foram presas por causa de um decreto do imperador romano, Lúcio Septímo Severo, que condenaria à morte aqueles que se considerassem cristãos. Em seus escritos, Perpétua narra: “Nos jogaram no cárcere e eu fiquei consternada, porque nunca tinha estado em um lugar tão escuro. O calor era insuportável e éramos muitas pessoas em um subterrâneo muito estreito. Parecia que ia morrer de calor e de asfixia, e sofria por não poder ter, junto a mim, o meu filho, que era de tão poucos meses e necessitava muito de mim. O que eu mais pedia a Deus era a graça para ser capaz de sofrer e lutar por nossa santa religião”.

Entre os textos cristãos mais antigos
Foi na prisão também que as companheiras, pelo batismo, oficializaram a pertença delas a Deus. Ainda na prisão, Perpétua escreve, em um diário, as atrocidades que viveu naquele lugar, ressaltando a sua coragem e amor a Cristo. Esse diário é considerado um dos textos cristãos mais antigos, ele é conhecido hoje como: a Paixão das Santas Perpétua e Felicidade (em Latim: Passio sanctarum Perpetuae et Felicitatis).

Santas Perpétua e Felicidade: invocadas pelas mulheres grávidas

Martírio
As duas foram lançadas na arena juntamente com outros companheiros para serem pisoteadas por touros e vacas. Perpétua foi a primeira a ser atingida. Felicidade a ergueu do chão, ficando lado a lado, dando força uma a outra e demonstrando coragem, que é própria dos mártires. Perpétua animou o grupo com estas palavras: “Fiquem firmes na fé e amem-se uns aos outros, todos vocês! Não deixem que o martírio seja pedra de tropeço para vocês.”

Degolada
Felicidade foi a primeira a ser degolada. Em seguida, o soldado, que faria o mesmo com Perpétua, errou o local do golpe, fazendo com que ela lançasse um grito de dor, mas, com sua mão, ela indicou, ao seu algoz, o local a ser cortado pelo machado dele.

Oração
“Deus Todo-poderoso, que destes às mártires Santas Perpétua e Felicidade a graça de sofrer pelo Cristo, ajudai também a nossa fraqueza, para que possamos viver firmes em nossa fé, como elas não hesitaram em morrer por Vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!”

”Santas Perpétua e Felicidade, rogai por nós.”

Minha oração
“Sofrer e morrer com a convicção de que o céu está reservado para mim! Senhor, como as Santas Perpétua e Felicidade, dai-me a graça de viver assim. Pedimos, porque, se não for a sua graça, não conseguiremos. Assiste-nos!”

Santas Perpétua e Felicidade, rogai por nós!


Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 7 de março:

  • Santos SátiroSaturninoRevocato e Secundino, que morreram na mesma perseguição. O último morreu no cárcere; deram mutuamente o ósculo santo e sucumbiram degolados ao golpe da espada, em Cartago [† 203]
  • Santo Eubúlio, companheiro de Santo Adrião, que dois anos depois dele, foi despedaçado pelos leões e trespassado pela lança, na Cesareia da Palestina [† 309]
  • Santos bispos BasílioEugénioAgatodoroElpídioEtérioCapitão e Efrém, mártires, em Quersoneso, na atual Ucrânia [† c. s. IV]
  • São Paulo o Simples, discípulo de Santo Antão, na Tebaida, região do Egipto [† s. IV]
  • São Gaudioso, bispo, em Bréscia, região da Itália [† s. V]
  • Santo Ardão Smaragdo, presbítero, no mosteiro de Aniane, na Septimânia, atualmente na França [† 843]
  • São Paulo, bispo, que, por defender o culto das sagradas imagens, foi expulso da pátria e morreu no exílio, em Prusa, cidade da Bitínia, na atual Turquia [† 850]
  • Beatos mártires João Larke e João Ireland, presbíteros, e Germano Gardiner, que, pela sua fidelidade ao Romano Pontífice, morreram enforcados em Tyburn, durante o reinado de Henrique VIII [† 1544]
  • Santa Teresa Margarida Rédi, virgem, que, tendo entrado na Ordem das Carmelitas Descalças, percorreu um árduo caminho de perfeição e morreu ainda jovem, em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália [† 1770]
  • São João Baptista Nam Chong-sam, mártir, na Coreia [† 1866]
  • Santos mártires Simeão Berneux, bispo, Justo Ranfer de BretenièresLuís Beaulieu e Pedro Henrique Dorie, presbíteros da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris, decapitados por afirmarem audazmente que vieram à Coreia para salvar as almas no nome de Cristo, em Sai-Nam-Hte, na Coreia [† 1866]
  • Beato José Olallo Valdés, religioso da Ordem Hospitaleira de São João de Deus, em Camaguey, cidade de Cuba [† 1889]
  • Beato Leónidas Fedorov, bispo e mártir, que, exercendo o ministério como exarca apostólico dos católicos russos do Rito Bizantino, perante um regime hostil à religião, mereceu ser discípulo fiel de Cristo até à morte, Em Kirov, cidade da Rússia [† 1935]

Diocese de Roraima apresenta a Campanha da Fraternidade: “A mudança começa nas nossas comunidades”

  Foto: Rádio Monte Roraima

No início da quaresma, um tempo em que a Igreja “nos chama à conversão, à mudança de vida, a voltar ao evangelho, a voltar àquele projeto de Deus em nossa vida e na nossa sociedade”, segundo salientava dom Evaristo Spengler, a diocese de Roraima apresentou à imprensa a Campanha da Fraternidade 2025. O bispo ressaltou que “essa conversão não basta ser individual, é necessário também uma conversão comunitária, uma conversão social e que produza frutos.”  Nessa tessitura se coloca a Campanha da Fraternidade, que em 2025 tem como tema: “Fraternidade e Ecologia integral”, e como lema “Deus viu que tudo era muito bom”.

Diante disso, o bispo questionou: “como é que Deus está enxergando o mundo hoje, vendo tanta destruição, tanta contaminação, tanta pobreza, Deus ainda aplaudiria que tudo está muito bom?”, vendo a Campanha da Fraternidade como instrumento que quer fazer esse questionamento: “o que nós estamos fazendo com a criação que Deus nos delegou?

Ele insistiu na necessidade do ser humano cuidar da Criação, zelar por ela. Segundo o bispo, “a Criação não é só o ser humano, não é só o homem e a mulher”, recordando que a Campanha da Fraternidade deste ano está determinada pela realização da COP30 em Belém do Pará, os 10 anos do lançamento da encíclica Laudato Si e os 800 anos do Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis. Uma campanha que quer ajudar-nos a descobrir as causas da atual crise climática, que em grande parte vem da ação humana, relatando diversos exemplos disso na diocese de Roraima: desmatamento acelerado, criação extensiva de gado, monocultivo. Algo que prejudica claramente o lavrado, uma terra fraca para o cultivo, que acaba com a biodiversidade e pode desertificar a região. Igualmente refletiu sobre o garimpo e a ameaça de uma grande hidroelétrica.

O bispo denunciou a pressão do poder económico com relação à COP30, pedindo uma legislação que cada vez mais tem que se adequar à preservação e não à destruição. Junto com isso a necessidade de conscientização de cada cristão e cada cidadão, de evitar o consumo desenfreado, de uma mudança de mentalidade e de prática, de ação para no avançar caminho a um grande desastre.

A Campanha da Fraternidade tem como um dos seus instrumentos de reflexão o Texto Base, elaborado por uma equipe, da qual fez parte a professora da Universidade Federal de Roraima, Marcia de Oliveira, que foi perita no Sínodo para a Amazônia. Ela levou para a reflexão da equipe as questões centrais da Amazônia, destacando no Texto Base o chamado ao bem viver como proposta alternativa a esse modelo capitalista que tem causado essa crise climática sem precedência na história da humanidade. Nessa perspectiva, foram inseridas no texto diversas experiências exitosas que garantem que “as regiões ou os territórios ocupados pelos povos indígenas são territórios de grande preservação, são territórios de convivência, são territórios que estabelecem aqueles princípios da casa comum apresentados pelo Papa Francisco na encíclica Laudato Si e eles representam para nós um grande modelo de vida, um grande modelo de ecologia integral”, enfatizou a professora.

Marcia de Oliveira destacou a importância do tempo quaresmal como “um tempo de escuta, de reflexão, de conversão”, insistindo em que “eu não posso me converter se eu não reconheço onde é que eu estou falhando, onde é que eu estou interrompendo processos de participação e de vivência.” Nesse sentido, ela vê a necessidade de processos de revisão da nossa vida diante da questão ecológica, vendo a Campanha da Fraternidade como “um grande convite a revermos de forma muito profunda a nossa relação com a natureza e entrarmos num processo de conversão ecológica.”

Foto: Rádio Monte Roraima

Com relação à COP 30, a professora denunciou que as COPs têm sido convertido em espaços de negociação da natureza, mostrando a necessidade de levar adiante “uma proposta de mobilização de toda a igreja do Brasil para, durante o processo de preparação e realização da COP, como sociedade, como organizações da sociedade civil, a gente estabelecer outras reflexões e estabelecer outras alternativas, outros mundos possíveis.”

Por sua vez, o vigário episcopal para a Pastoral da diocese de Roraima, padre Celso dos Santos, insistiu em que a Campanha da Fraternidade está dentro do processo quaresmal, destacando o método do Texto Base, que parte da necessidade de olhar a realidade, da situação que se vive, marcada por uma crise civilizatória com muito impacto na questão ambiental. Desde aí procurar como Igreja parâmetros para nos orientar, a partir da fé, da Palavra de Deus, da Tradição da Igreja, tendo em conta que “a casa comum tem seus limites e nós já estamos quase que ultrapassando esses limites”, o que tem que nos levar a nos questionar: “Qual é a nossa responsabilidade de cristãos e de cristãs para com esta realidade?”, disse o padre Celso.

Uma reflexão que tem que nos levar a “um novo agir, um agir com responsabilidade”. Nesse sentido, o vigário de Pastoral destacou que “é importante que neste tempo de quaresma, onde todas as nossas comunidades se reúnem, celebram, possam de fato viver a sua fé no chão que estão inseridas. A mudança começa, claro, nas nossas comunidades. Mas isso também exige que nós lutemos por políticas que de fato mudem essa relação predatória com a terra, com o meio ambiente.”

Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Dom Evaristo Spengler: CF 2025, “recuperar neste mundo em que nós vivemos a harmonia com o nosso Criador”

O que estamos fazendo com a criação que recebemos de Deus, após ser criado?”. Essa é a pergunta que lança o bispo da diocese de Roraima, dom Evaristo Spengler, no vídeo difundido pelas redes sociais da diocese e da Rádio Monte Roraima, com motivo da Campanha da Fraternidade 2025, que tem como tema “Fraternidade e Ecologia Integral”. Uma questão que ele considera crucial.

O bispo lembra que “na Quarta Feira de Cinzas, a Igreja do Brasil lança a Campanha da Fraternidade, convidando todo mundo a reflexão sobre a ecologia integral.” Ele recordou o tema da CF 2025, e o lema que vai acompanhar a caminhada da Igreja do Brasil durante a próxima Quaresma: “Deus viu que tudo era muito bom.”

Segundo dom Evaristo Spengler, “a ecologia, para ser integral, pressupõe toda a criação, pressupõe que toda a criação está submetida a um mesmo processo sob as mãos de Deus. E a criação não se restringe só aos seres humanos, envolve a fauna, a flora, os animais, as florestas, os ecossistemas, as águas, o ar, as pedras, os rios, os mares, enfim, tudo.”

O bispo franciscano recordou a figura do seu fundador, enfatizando que “São Francisco de Assis, há 800 anos, viveu uma relação harmoniosa com toda a criação. Se relacionava com tudo como sendo seus irmãos e irmãs. Chamava de irmãos e irmãs o sol, a lua, a água, o vento, as estrelas.”

O bispo da diocese de Roraima, ainda recordou que “à Terra, Francisco deu o título de Irmã e Mãe Terra, porque dela vem os frutos do nosso sustento”, mostrando que esse é o motivo que faz com que o cartaz da Campanha da Fraternidade traz a imagem de São Francisco.

Finalmente, dom Evaristo Spengler pediu que São Francisco “nos inspire a recuperar neste mundo em que nós vivemos a harmonia com o nosso Criador, nosso Pai, e com todas as criaturas, nossos irmãos e irmãs.”

Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

Missa de Posse do Pe. Samuel Maciel Romão, missionário da Diocese de Jundiaí-SP, como pároco da Área Missionária de Santo Isidoro .

É com grande alegria, anunciamos a Missa de Posse do Pe. Samuel Maciel Romão, missionário da Diocese de Jundiaí-SP, como pároco da Área Missionária de Santo Isidoro .

🗓 Data: 25 de fevereiro de 2025 (terça-feira)
🕒 Horário: 19h30
📍 Local: Comunidade de Santo Isidoro — Caroebe

A Celebração Eucarística será presidida por Dom Evaristo Pascoal Spengler , Bispo da Diocese de Roraima. ✝️

Convidamos todos os fiéis a estarem presentes para juntos vivermos este momento especial de fé e missão. 🙏✨

#diocesederoraima #areamissionaria #PeSamuelRomão

Coordenações de Pastoral e das Pastorais do Regional se encontram em vista de movimentar a evangelização nas comunidades

Os coordenadores e coordenadoras de Pastoral das igrejas locais do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil encerraram seu encontro, realizado nos dias 18 e 19 de fevereiro em Manaus, com uma reunião com os coordenadores e coordenadoras das Pastorais Sociais em nível Regional, que contou com a presença do arcebispo de Manaus e presidente do Regional, cardeal Leonardo Ulrich Steiner, e do bispo auxiliar de Manaus, dom Zenildo Lima.

A secretária executiva do Regional Norte 1, Ir. Rose Bertoldo, apresentou brevemente os passos dados no encontro dos coordenadores e coordenadoras de Pastoral, que aconteceu em clima de sinodalidade, destacando a importância do encontro das coordenações de Pastoral das dioceses e prelazias e das Pastorais. Um momento que tem um caráter operativo, segundo salientou dom Zenildo Lima.

A coordenação entre as pastorais e as coordenações de pastoral das Igrejas locais é algo que “no fundo, vai movimentar a nossa Igreja, vão movimentar a evangelização”, segundo o presidente do Regional Norte 1. Daí a importância desse encontro, que “pode dar muito fruto”. O arcebispo de Manaus insistiu na importância da comunidade, o que faz com que “as coordenações estão sempre de olho voltado para a comunidade, comunidade que importa. A comunidade é que faz a Igreja ser”, reforçando que “se existe uma Igreja particular, se existe uma diocese, se existe uma prelazia, porque existem comunidades.”

O cardeal Steiner disse que “nessas comunidades é que nós vamos, devagarinho, sendo ajudados.” Ele vê as pastorais como aquelas que estão ajudando as comunidades a terem vida. É por isso, afirmou, a necessidade de “ter as pastorais que ajudem a comunidade a viver.” Nessa perspectiva, partindo da realidade da arquidiocese de Manaus, ele sublinhou que “nós percebemos que as pastorais são essenciais”, considerando as coordenações de pastoral como aqueles que “têm essa visão de saber que existe uma prelazia, existe uma diocese, existem comunidades”, e nessas comunidades existem as pastorais.

O presidente do Regional lembrou que “muitas vezes também são as pastorais que nos ajudam a movimentar, inclusive socialmente e politicamente, no sentido do bem-estar da comunidade.” Ele insistiu na necessidade de partilha entre as pastorais e as coordenações de Pastoral.

Na mesma perspectiva, dom Zenildo Lima destacou a importância das diretrizes para a evangelização do Regional Norte1, que o bispo auxiliar de Manaus considera horizontes de evangelização. Ele considera muito importante que sempre nessa perspectiva de sinodalidade, ir organizando o Regional e as pastorais, da partilha de uns com os outros, ajudando a conhecer as demandas, também pela presidência do Regional.

Uma partilha que foi realizada durante a reunião por parte dos coordenadores e coordenadoras das pastorais em nível regional e de Pastoral nas igrejas locais. Algo que pode ajudar a melhorar o diálogo em vista de um avançar nos processos evangelizadores. Um diálogo que ajuda a buscar caminhos e estratégias a seguir, sendo a partilha uma oportunidade de crescimento em vista de descobrir as pastorais como tentativa de seguir Jesus numa comunidade, sendo o Regional algo que existe para ajudar as dioceses e as pastorais. Todos somos enviados para anunciar a plenitude do Reino em Jesus, concluiu o cardeal Steiner.

Luis Miguel  Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

Protagonismo feminino: dar passos firmes para assumir essa dinâmica para sempre

O protagonismo feminino, a presença das mulheres em espaços de decisão, é um dos grandes debates na sociedade e na Igreja católica. Em todos os níveis de Igreja, vão se dando passos que devem ajudar a assumir uma prática que não deveria regredir, que deveria fazer parte da vida da Igreja católica para sempre.

O Papa Francisco tem ajudado a avançar nesse caminho com sua reflexão, mas também com suas decisões, colocando mulheres em cargos ocupados tradicionalmente por ministros ordenados. Até pouco tempo atrás era impensável que uma mulher fosse nomeada prefeita de um dicastério da Cúria ou governadora do Estado Vaticano, algo que tem se concretizado nos últimos messes.

Essa realidade está ajudando a dar passos nos diversos níveis que fazem parte da estrutura organizativa da Igreja católica. Na Igreja da Amazônia, o protagonismo feminino é algo que faz parte da vida das comunidades, áreas missionárias, paróquias, pastorais, movimentos e organismos. As mulheres assumem o comando das comunidades, inclusive de áreas missionárias e paróquias, mas também de espaços de maior responsabilidade.

A coordenação de Pastoral, um espaço de grande relevância na vida das igrejas locais, conta cada vez mais com rostos femininos. No Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que compreende nove igrejas locais dos estados de Amazonas e Roraima, as mulheres assumem esse serviço em cinco dessas igrejas. Junto com isso, a secretaria executiva do Regional e a articulação das Pastorais Sociais em nível regional é um serviço assumido por mulheres.

Na Igreja católica a vida pastoral, os processos de evangelização, a missão, podem ser considerados elementos decisivos. A presença das mulheres nesses espaços é um claro exemplo do avanço que as igrejas do Regional Norte 1 tem feito na concretude da sinodalidade, um modo de ser Igreja que nos leva a caminhar juntos, assumindo a diversidade como um elemento que enriquece a missionariedade da Igreja.

O encontro de coordenadores e coordenadoras de Pastoral do Regional Norte 1 realizado em Manaus nos dias 18 e 19 de fevereiro de 2025 é uma mostra disso. O modo de realizar os trabalhos, o fato de ser um espaço marcado pela liberdade para cada um, cada uma, expressar sua opinião na hora de construir o caminho coletivo, nos faz ver que isso vai se assumindo como algo que sempre deveria fazer parte da vida da Igreja. O desafio é que essa dinâmica possa se sedimentar para evitar uma volta atrás, algo que infelizmente algumas pessoas, inclusive algumas mulheres, demandam.

Se faz necessário continuar avançando, concretizando, dando passos, para fazer visível uma Igreja com diversidade de rostos, uma Igreja que conta com todos e todas. Uma Igreja que escuta a diversidade de vozes em vista de uma maior e melhor evangelização, sendo também testemunho para uma sociedade que continua relegando as mulheres.

Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1 – Editorial Rádio Rio Mar

Retiro do clero de Roraima: “Voltar para a missão rejuvenescidos, animados, mas convictos de uma caminhada sinodal”

O clero da diocese de Roraima realiza de 17 a 21 de fevereiro de 2025 seu retiro anual em Tepequém. O retiro, assessorado pelo bispo da diocese de Borba, dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, tem como tema central o seguimento de Jesus Cristo, sempre cultivando a espiritualidade presbiteral, e conta com 27 participantes.

O pregador tem refletido sobre três símbolos: a cruz, a luz e a unção, renovando assim a aliança e criando as perspectivas. Neste Ano Jubilar dom Zenildo destaca a importância da esperança, “para voltarem para a missão rejuvenescidos, animados, mas convictos de uma caminhada sinodal.” Na diocese de Roraima, ele destaca ser um clero muito animado, uma igreja extremamente missionária, dizendo ter se encantado com “a alegria entre os padres, na convivência, na comunhão, na preparação das atividades, mas, sobretudo, na convivência entre eles e entre nós.”

O retiro é sempre um tempo em que a gente se retira para oração, para reflexão, para aprofundar um pouco mais sobre a nossa missão com os presbíteros neste chão que é a Diocese de Roraima”, segundo o vigário episcopal para pastoral da Diocese de Roraima, padre Celso dos Santos, que vê o retiro como “um momento muito importante de refazer as forças, reanimar para a gente voltar à missão de acompanhar as comunidades, os trabalhos pastorais”.

Ele destacou que “dom Zenildo está nos ajudando a aprofundar, a meditar sobre esse momento que a gente precisa viver um pouquinho mais. Ele tem nos dito que esse é um momento de a gente buscar viver, melhorar a nossa missão, colocar a nossa vida a serviço, fundamentada no sacramento da reconciliação, na vivência da Eucaristia, na missão e tudo isso vai nos ajudando cada vez mais a reafirmar e a confirmar aquele sim que nós damos ao chamado que Deus nos fez para o ministério como presbíteros da Igreja.

O padre Jefferson Almeida destacou vê o retiro como oportunidade para “nos fortalecer espiritualmente, estreitar os laços de comunhão, de unidade, de convivência, de partilha.” Junto com isso, ele disse que “é um momento de nós descansarmos um pouco entre nós, na companhia de Nosso Senhor Jesus, na Eucaristia, na Palavra. Então, é um período muito propício para que assim a gente, de fato, redescubra a motivação, a animação, o entusiasmo de ser missionário nesta terra amazônida, no Estado de Roraima, terra de muitos desafios, de muitas dificuldades, mas também de muitas luzes, de muitos testemunhos, de muitas experiências proféticas.”

O missionário da diocese de Jundiaí, padre Raphael Casaca, chegado em Roraima no final de janeiro, disse que “o retiro tem sido muito bom, dom Zenildo tem tratado da nossa vida sacerdotal, configurada a Cristo, assumindo a nossa cruz de cada dia, abraçando a cruz e também sendo luz no meio do mundo. Tem sido um momento muito bom de renovação do ministério sacerdotal, um tempo de estar mais unido a Cristo, de estar mais perto de Deus, um tempo de aprofundamento de oração e também de crescimento na espiritualidade.”

Da mesma diocese de Jundiai, também chegado poucas semanas atrás, o padre Samuel Maciel Romão, que vai exercer seu pastorei no sul do Estado de Roraima, ele disse que “o retiro espiritual desse ano veio positivamente ao encontro dessa minha nova etapa no exercício do meu ministério.” Ele destacou que o pregador, “nos apresentou algumas pistas para o bom êxito na missão, tendo como referência espiritual o lema que escolhemos para nossa ordenação; no meu caso: “Quem quiser salvar sua vida vai perdê-la, e quem perder sua vida por causa de mim e do Evangelho vai ganha-la” (Mc 8,35).”

A partir daí, afirmou o padre Samuel, “pude fazer uma revisão de vida, apoiando-me espiritualmente na força propulsora do primeiro amor. Realmente hoje posso afirmar que de tudo o que pensava ter perdido, na verdade tem se multiplicado, amigos, famílias, irmãos… Nesses dias de oração, além do silêncio orante e da meditação contemplativa, pude enriquecer meu humano afetivo na presença paterna do nosso bispo dom Evaristo, assim como cultivar a amizade junto aos irmãos presbíteros numa convivência fraterna e muito rica de experiências.”

“Haja vista, o local escolhido também foi muito favorável, me fez contemplar a beleza e o amor de Deus através da natureza com sua diversidade de pássaros, árvores, animais e flores. O retiro espiritual realmente fez em mim maravilhas, é força necessária para recomeçar esse projeto de amor que Deus tem para comigo, de estar junto a seu povo como sinal vivo da sua presença. O retiro para os presbíteros não é um bem reservado aos padres, mas através dos padres um bem em favor de todo povo”, concluiu.

Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

Sacerdotes da Diocese de Roraima realizam Retiro Anual no Tepequém

Sacerdotes da Diocese de Roraima realizam Retiro Anual no Tepequém

O encontro iniciou em 17 e segue até esta sexta-feira, 21, na Estância Ecológica SESC, no Tepequém.

Sacerdotes da Diocese de Roraima realizam Retiro Anual no Tepequém
Imagem Diocese de Roraima.

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Entre os dias 17 e 21 de fevereiro, os sacerdotes da Diocese de Roraima participam do Retiro Anual, realizado na Estância Ecológica SESC, no Tepequém. O encontro foi conduzido por Dom Zenildo Lima da Silva, bispo da Diocese de Borba (AM), que orientou os padres em momentos de espiritualidade, reflexão e renovação da missão sacerdotal.

Durante os dias de recolhimento e oração, Dom Zenildo destacou a importância do retiro para fortalecer a comunhão e a unidade do clero. “É realmente uma oportunidade muito boa para celebrar a nossa comunhão e a nossa unidade. Estamos trabalhando a temática do seguimento de Jesus como sacerdotes, discípulos e missionários do Senhor”, afirmou o bispo.

A programação contou com momentos de meditação e aprofundamento espiritual, utilizando três símbolos representativos: a cruz, a luz e a unção. “O primeiro foi a cruz, que representa nosso encantamento e sinal de amor por Jesus, a Igreja e a missão. No segundo dia, refletimos sobre a luz do mundo, a missionariedade do Evangelho. No último dia, trabalhamos a unção, fortalecendo a oração e a missão sacerdotal”, explicou Dom Zenildo.

O bispo da Diocese de Roraima, Dom Evaristo Pascoal Spengler, também ressaltou a relevância do retiro como um tempo de encontro com Deus e com a comunidade presbiteral. “O retiro anual é um momento de encontro pessoal, mas também com o grupo de presbíteros e, sobretudo, com o Senhor, que nos chamou e nos envia em missão. Estamos colocando as intenções de todo o nosso povo, especialmente os migrantes que enfrentam dificuldades com o corte de verbas para projetos em Boa Vista e Pacaraima”, pontuou.

Dom Evaristo destacou ainda a importância da oração pelos sacerdotes e vocações na Diocese. “Pedimos que rezem pelos nossos padres, pelos seminaristas, para que nossa diocese seja sempre rica em vocações religiosas e missionárias. E que os leigos, que exercem um papel essencial na condução do povo de Deus, também sejam fortalecidos em sua missão”, concluiu.

O Retiro Anual do clero é uma tradição na Diocese de Roraima e representa um tempo de renovação e fortalecimento espiritual para os sacerdotes, que retornam às suas comunidades revigorados para a missão pastoral.

 FONTE/CRÉDITOS: Dennefer Costa

Coordenação de Pastoral: Ouvir as bases para construir uma ação pastoral coletiva e participativa

A coordenação de Pastoral nas nove igrejas que formam o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil é um serviço que expressa a sinodalidade presente na Igreja. Um serviço assumido por padres, religiosas, leigos e leigas, que desde diferentes carismas e ministérios acompanham o trabalho evangelizador nas igrejas locais.

A Ir. Mónica Cestari Nascimento é coordenadora de Pastoral na diocese de Roraima. A religiosa vê esse serviço como “um grande aprendizado. Estar com o povo, viver a comunhão para criar esse testemunho de fraternidade”, algo que ela afirma ser “muito forte na minha caminhada religiosa.” A religiosa destaca o testemunho da simplicidade, o testemunho de igualdade, que “me faz ficar sempre mais atenta aos apelos e aquilo que é próprio do meu carisma, que é servir como Cristo serve.”

Conciliar os trabalhos, os serviços da Congregação, com aquilo que é a necessidade real de um coordenador de pastoral diocesano é um desafio, segundo a religiosa. Junto com isso, a Ir. Mónica afirma ser um segundo desafio o fato de “criar o laço de comunhão com os agentes de pastoral, com os padres.”

“O coordenador de pastoral, além de animar toda a pastoral a nível diocesano, a importância é manter essa comunhão, essa unidade entre a ação pastoral, entre todas as paróquias e a nível diocesano”, afirma o coordenador de pastoral da diocese de Coari, padre Valdivino Araújo.

Entre os desafios, o padre destaca “essa escuta e também essa abertura a acolher a participação de todos dentro desse processo de construção da ação pastoral, especialmente a nível diocesano. É ouvir as bases e também fazer o discernimento disso para construir uma ação pastoral evangelizadora coletiva e participativa”, salientou.

Na diocese de Borba, a coordenação de Pastoral é assumida por uma leiga e um leigo, Ademir Jackson. Ele destaca que “essa dinâmica da sinodalidade nos ajuda a, junto como cristãos e como Igreja, poder dizer que nesse desafio todos nós precisamos assumir o nosso compromisso como batizado. E depois de entendermos esse chamado como missão de batizado, o cristão leigo assumir o seu compromisso também de protagonista, de poder também assumir os serviços, os ministérios que a Igreja tem como meio de evangelização, de levar a Palavra de Deus ao povo, de organizar as pastorais, as comunidades.”

“O Regional Norte 1 já tem uma prática, desde tempos idos, de reunir anualmente os coordenadores e coordenadoras de Pastoral”, lembrou a secretária executiva, Ir. Rose Bertoldo. Um encontro que tem como objetivo, a partir da caminhada, “traçar linhas comuns e alguns encaminhamentos que são importantes para uma caminhada nessa dinâmica da sinodalidade, da colegialidade e da comunhão, o que é muito próprio do Regional Norte 1”, ressaltou a religiosa.

A secretária executiva destacou a importância de acolher as coordenadoras e os coordenadores novos que chegam, e poder inseri-los nessa dinâmica do cuidado, da vida, da missão, da pastoral, em nível de cada diocese em particular, mas também dentro dessa dinâmica da caminhada coletiva das nove igrejas do Regional Norte 1.

O encontro de coordenadores e coordenadoras de Pastoral, que está sendo realizado em Manaus nos dias 18 e 19 de fevereiro de 2025, está ajudando a dar passos em vista dessa ação pastoral evangelizadora em comunhão, que é fundamento da sinodalidade, um modo de ser Igreja presente no Regional Norte 1.

Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

"Noite tranquila" para o Papa no Gemelli, Francisco descansa e lê jornais

Papa está com pneumonia bilateral e quadro requer novo tratamento

No boletim vespertino publicado esta terça-feira, 18 de fevereiro, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, deu mais detalhes acerca das condições de saúde do Santo Padre.

Vatican News

"Noite tranquila" para o Papa no Gemelli, Francisco descansa e lê jornais

“Os exames laboratoriais, a radiografia do tórax e a condição clínica do Santo Padre continuam a apresentar um quadro complexo.

A infecção polimicrobiana, que surgiu em um contexto de bronquiectasia e bronquite asmática, e que exigiu o uso de antibioticoterapia com cortisona, torna o tratamento terapêutico mais complexo.

A tomografia computadorizada no tórax a que o Santo Padre foi submetido nesta tarde, prescrita pela equipe de saúde do Vaticano e pela equipe médica da Fundação Policlínica “A. Gemelli”, mostrou o aparecimento de uma pneumonia bilateral que exigiu uma terapia farmacológica adicional.

Não obstante, o Papa Francisco está de bom humor.

Esta manhã, ele recebeu a Eucaristia e, durante o dia, alternou o repouso com a oração e a leitura de textos. Ele agradece a proximidade que sente neste momento e pede, com  coração agradecido, que se continue a rezar por ele.”