O evento está ocorrendo no Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol, reunindo fiéis indígenas e não indígenas.
Pablo Sérgio bezerra
Foi dado início nesta sexta-feira, 25 de abril, ao Jubileu dos Povos Indígenas em Roraima. A abertura foi marcada pelo seminário “Memória e compromisso da Igreja de Roraima com os povos indígenas”, realizado no Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol. O evento é um marco no calendário da Diocese de Roraima e reúne representantes de diversas etnias, missionários, religiosas e religiosas, lideranças tradicionais e convidados de várias regiões do Brasil.
Foto: Pablo Sérgio bezerra – Rádio Monte Roraima FM
Com o tema “Somos peregrinos e peregrinas da esperança”, o jubileu celebra os 300 anos de evangelização da Igreja no Brasil, mas com um olhar especial: a aliança histórica entre os povos indígenas e a Igreja Católica, construída ao longo de décadas por meio da resistência, da fé e da solidariedade.
Logo pela manhã, o bispo de Roraima e presidente da REPAM-Brasil, Dom Evaristo Spengler, deu as boas-vindas aos participantes, destacando a importância simbólica e espiritual da celebração.“Estamos muito felizes por celebrar esse jubileu. A aliança dos povos indígenas com a Igreja é uma aliança histórica que sempre produziu frutos, como a demarcação e a homologação de terras. Estamos lembrando aqui uma caminhada de fé que fortalece, une e nos dá força para continuar lutando pelos direitos dos povos indígenas”,disse.
O evento também contou com a presença de Padre Ronaldo, missionário vindo de São Paulo, e do Padre Pedro, reitor do Seminário Arquidiocesano de Manaus, que destacou o impacto espiritual da convivência com os povos originários “ Sinto aqui a grandeza da vida, da espiritualidade, da união e da fé desse povo. É algo bonito de se ver e de sentir”, completou Dom Evaristo.
Foto: Pablo Sérgio bezerra – Rádio Monte Roraima FM
A professora Márcia Maria, da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM Brasil), ressaltou o caráter inédito da celebração. “É uma alegria acompanhar esse momento tão importante. Me parece ser o único jubileu da Igreja em nível nacional que eleva os povos indígenas como protagonistas. A Diocese de Roraima historicamente assumiu a causa indígena como missão. Esse jubileu é um marco para toda a Igreja”, relatou.
Já o coordenador do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Amarildo Macuxi, destacou o simbolismo do mês de abril para os povos indígenas. “Abril é o mês da resistência. Estamos aqui celebrando esse jubileu com muita alegria, com a presença de várias comunidades e missionários. A história da evangelização em nossos territórios começou em 1915, e desde então formou-se uma aliança entre as lideranças indígenas e a Igreja”,disse.
O seminário se estende ao longo do dia com mesas-redondas e debates, preparando o espírito dos participantes para os demais dias do Jubileu, que segue com atividades litúrgicas, culturais e celebrações até o fim de semana.
A celebração conta ainda com a chegada de representantes da CRB Nacional (Conferência dos Religiosos do Brasil), da FUNAI e de outras instituições ligadas à causa indígena, confirmando o alcance e a relevância nacional do evento.
Este Jubileu não apenas recorda o passado, mas também lança esperança sobre o futuro. Um futuro onde a fé e a luta dos povos originários seguem caminhando juntas, alimentadas pela espiritualidade, pelo compromisso e pela justiça.
Local onde nasceram as primeiras assembleias indígenas de Roraima recebe encontro que resgata memória, e resistência dos povos da Raposa Serra do Sol.
Foto Lucas Rosseti – Rádio Monte Roraima fm
A Terra Indígena Raposa Serra do Sol, palco de uma das mais emblemáticas lutas pela demarcação de terras no Brasil, volta a ser centro de mobilização, memória e espiritualidade com a realização do Jubileu dos Povos Indígenas neste fim de semana. O evento ocorrerá na região do Surumu, onde a caminhada pela autonomia e pelos direitos dos povos originários de Roraima teve início ainda na década de 1970.
Mais que uma celebração, o Jubileu marca um reencontro com a história e com os princípios que nortearam as primeiras assembleias dos tuxauas, líderes tradicionais que, enfrentando violência e invasões, decidiram se unir para proteger suas terras, culturas e modos de vida. Foi justamente em uma dessas assembleias, realizada na comunidade Barro, em 1971, que germinou a semente de uma grande organização indígena.
Padre Giorgio Dal Bem, missionário italiano que chegou à Raposa Serra do Sol em 1972 e fundou a Missão Maturuca, destaca a profundidade histórica e espiritual deste momento:
“A partir da Palavra, passou-se a um projeto de Deus, e essa jornada foi muito frutífera. Em 1977, houve uma reunião histórica aqui chamada de ‘ou vai ou racha’, na qual algumas lideranças do povo decidiram abandonar a bebida e a desunião, buscando garantir a vida do povo indígena e da comunidade. Desde então, desenvolveram muitos projetos ao longo dessa história.”
Esse encontro, conhecido como a Assembleia do Vai ou Racha, ocorreu na comunidade indígena Maturuca, e representou um divisor de águas. Além de romper com o uso de bebidas alcoólicas, que fragilizavam as comunidades, as lideranças decidiram fortalecer a unidade entre as regiões. Dessa decisão nasceram os conselhos regionais — estruturas que permitiram maior articulação e resistência frente à exploração ilegal das terras por fazendeiros, garimpeiros e outros invasores.
O Conselho Indígena de Roraima (CIR), hoje referência na luta pelos direitos indígenas, teve suas raízes lançadas nesses encontros. A formalização do CIR ocorreu em 1990, logo após a transformação de Roraima em estado, mas a trajetória de organização coletiva vinha de duas décadas antes. Um dos primeiros conselheiros regionais foi o tuxaua Gabriel Macuxi, da região Raposa.
A terra Raposa Serra do Sol foi por décadas alvo de disputas e violência. A luta pelo reconhecimento e pela demarcação durou mais de 30 anos, com confrontos que deixaram marcas profundas nas comunidades. Muitos indígenas foram expulsos, outros assassinados, mas a resistência permaneceu firme. Em 2005, a terra foi finalmente homologada, tornando-se um marco jurídico e político para os direitos indígenas no Brasil.
Projetos como “Uma vaca para o índio”, lançado em 1980 para incentivar a criação comunitária de gado, também surgiram nesse contexto de reconstrução e fortalecimento das comunidades. O projeto permanece até hoje como símbolo da autonomia econômica indígena.
Além da luta pela terra, o Jubileu celebra também conquistas em áreas essenciais como saúde e educação. A criação do Instituto Insikiran de Formação Superior Indígena, a formação de professores e agentes de saúde indígena, e a implantação do Grupo de Proteção e Vigilância Territorial (GPVIT) são frutos desse longo percurso de resistência.
O evento deste fim de semana é uma continuidade do Jubileu de Ouro da Missão Maturuca, celebrado em 2023 com grandes momentos de espiritualidade, como a romaria com a Cruz Peregrina, a missa solene com Crisma e homenagens às lideranças e missionários que caminharam junto aos povos. Na ocasião, Dom Evaristo Pascoal Spengler destacou: “Essa missão é um testemunho de compromisso e transformação.”
FONTE/CRÉDITOS: Kayla Silva sob supervisão de Dennefer Honorato
Encontro marca 300 anos de evangelização com seminário, peregrinação e ordenação diaconal de jovem indígena.
Fotos: Lucas Rossetti – Rádio Monte Roraima Fm
Nos dias 25 e 26 de abril de 2025, a Diocese de Roraima realizará o Jubileu dos Povos Indígenas, no Centro Indígena de Formação e Cultura (Surumu), na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, território marcado pela resistência e pela história de luta dos povos originários.
O evento, que integra as comemorações pelos 300 anos de evangelização na região, também celebra o Jubileu da Esperança — convocado pelo Papa Francisco (In Memoriam) para 2025. Em meio à dor da perda do Pontífice, que dedicou seu pontificado aos pobres e marginalizados e à defesa dos povos indígenas, a Diocese optou por manter a programação como forma de honrar seu legado de esperança e compromisso com os mais vulneráveis.
Sob o tema “Somos peregrinos e peregrinas da esperança”, a programação inclui reflexões, testemunhos, celebrações culturais e uma grande peregrinação, culminando com a Ordenação Diaconal do seminarista indígena Djavan André da Silva, um jovem Macuxi, se tornará o primeiro diácono de sua etnia. O momento celebra a harmonia entre a fé católica e as culturas tradicionais
Fotos: Lucas Rossetti – Rádio Monte Roraima Fm
“Surumu é um lugar sagrado de luta e esperança. Aqui, reafirmamos nosso compromisso com os povos originários, especialmente diante das ameaças do garimpo ilegal e do Marco Temporal”, destacou o bispo de Roraima, dom Evaristo Pascoal Spengler.
Dom Leonardo Steiner, presidente do CIMI, dirigiu-se afetuosamente aos presentes, saudando especialmente os irmãos e irmãs indígenas. “Queridos irmãos e queridas irmãs, queridos irmãos indígenas, queridas irmãs indígenas, querido irmão Dom Evaristo. Quantas lutas, quantas mortes, quantas lutas e quantas conquistas, porque viveram da esperança. A esperança fortifica o coração de cada um, de cada uma, e que essa luta nós possamos fazer juntos, para que a dignidade, a cultura, a fé de cada um, de cada uma, de cada povo, possa ser levada em consideração e sejam respeitadas. Deus abençoe a cada um. Vamos viver esse ano jubilar na esperança”, finalizou.
Programação
25 de abril – Sexta-feira
08h às 17h – Seminário “Memória e compromisso da Igreja de Roraima com
os povos indígenas”
Um espaço de escuta, partilha e análise sobre a caminhada da Igreja junto aos povos indígenas, reconhecendo lutas, avanços e desafios, à luz do Evangelho e da missão eclesial na Amazônia.
26 de abril – Sábado
08h30 – Concentração no Aeroporto de Surumu
09h00 – Peregrinação rumo ao Centro Indígena de Formação
Celebração Eucarística com a Ordenação Diaconal de Djavan André da Silva
FONTE/CRÉDITOS: Dennefer Honorato – Rádio Monte Roraima fm
A programação oficial da Semana Santa 2025, que acontecerá de 12 a 20 de abril em todas as paróquias da capital e do interior do estado.
A Diocese de Roraima divulgou nesta semana a programação oficial da Semana Santa 2025, que acontecerá de 12 a 20 de abril em todas as paróquias da capital e do interior do estado. Neste ano, um fato raro marca o período: a coincidência das datas da Páscoa Cristã e da Páscoa Judaica (Pessach), que serão celebradas simultaneamente por cristãos e judeus, em virtude do alinhamento entre os calendários solar e lunar.
O bispo diocesano Dom Evaristo Pascoal Spengler, junto com os párocos e coordenadores de comunidades, convida os fiéis a vivenciarem intensamente os momentos da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A Semana Santa é considerada o tempo mais importante para os cristãos católicos, marcado por momentos de oração, silêncio, jejum, reflexão e esperança.
Em mensagem à comunidade, o padre Luiz Botteon destacou que “a liturgia da Semana Santa nos ajuda a compreender o amor incondicional de Deus por nós, revelado na entrega de Jesus. Cada rito, cada gesto, cada silêncio tem um profundo significado espiritual”.
A programação inclui as tradicionais celebrações do Domingo de Ramos, Missa dos Santos Óleos, Tríduo Pascal e Domingo da Ressurreição, com atividades em todas as regiões pastorais. Celebrações especiais também estão previstas nas áreas missionárias e comunidades do interior.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA DAS PARÓQUIAS E COMUNIDADES
PROGRAMAÇÃO COMPLETA DAS PARÓQUIAS E COMUNIDADES
PARÓQUIA SÃO JERÔNIMO – BOA VISTA/RR
Comunidades: Imaculada Conceição, Santa Clara, Nossa Senhora das Graças
Quinta-feira Santa (17/04): 19h30 – Missa da Ceia do Senhor com o rito do lava-pés
Sexta-feira Santa (18/04): 5h – Via-Sacra (saída da comunidade Santa Clara e chegada na comunidade N. Sra. das Graças)15h – Celebração da Paixão e Morte do Senhor (em todas as comunidades)
Sábado Santo (19/04): 19h – Vigília Pascal (em todas as comunidades)
Domingo de Páscoa (20/04): Missas nas três comunidades (horários definidos localmente)
ÁREA MISSIONÁRIA SANTA ROSA DE LIMA – BOA VISTA/RR
Comunidades: Santa Inês, São Sebastião, N. Sra. da Luz, Santa Rosa de Lima, São Lucas, N. Sra. de Fátima, Sagrado Coração de Jesus, São Lázaro
Domingo de Ramos (13/04): Missas com bênção dos ramos em todas as comunidades
Quinta-feira Santa (17/04): 19h – Missa da Ceia do Senhor com lava-pés
Sexta-feira Santa (18/04): 6h – Via-Sacra nas comunidades Sagrado Coração e N. Sra. de Fátima15h – Celebração da Paixão e Morte do Senhor
Sábado Santo (19/04): 20h – Vigília Pascal (comunidade São Sebastião)
Domingo de Páscoa (20/04): Missas nas comunidades (programação local)
ÁREA MISSIONÁRIA SÃO JOÃO BATISTA – DIOCESE DE RORAIMA
DOMINGO DE RAMOS (13/04) Nossa Senhora Auxiliadora – 08h30São João Batista – 09h00Santa Edwiges – 18h00Divino Espírito Santo – 19h30
QUINTA-FEIRA SANTA (17/04) São João Batista – 19h30Nossa Senhora da Saúde – 19h30
SEXTA-FEIRA SANTA (18/04) São João Batista – 15h00Nossa Senhora do Livramento – 15h00 Via-Sacra – 05h10
SABADO SANTO (19/04)Santíssima Trindade – 19h00São João Batista – 19h30
Locais: Catedral Cristo Redentor, Matriz N. Sra. do Carmo, Igreja Menino Jesus
Domingo de Ramos (13/04):
Missas: 7h30, 9h30, 11h15 e 19h30
Terça-feira Santa (15/04): 19h –
Missa dos Santos Óleos com todo o clero da Diocese (Catedral)
Quarta-feira (16/04):
18h30 – celebração penitencial e reconciliação ( Matriz n sª do Carmo)
19h30 – celebração penitencial e reconciliação (Catedral)
Quinta-feira Santa (17/04):
18h00 – Celebração do do lava-pés – (Matriz N.Sª do Carmo)19h30 – Celebração do do lava-pés – (Catedral)
Sexta-feira Santa (18/04):
5h30 – Via-Sacra 11h – Celebração da Paixão e Adoração da Cruz – (Matriz N.Sª do Carmo)
15h – Celebração da Paixão e Adoração da Cruz – (Catedral)
Sábado Santo (19/04):
18h00 – Vigília Pascal (Matriz N.Sª do Carmo)
19h30 – Vigília Pascal (Catedral)
Domingo de Páscoa (20/04):Missas em diversos horários nas três igrejas
SANTUÁRIO NOSSA SENHORA APARECIDA – BOA VISTA/RR
DIA 12/04 (SÁBADO) – DOMINGO DE RAMOS18h – Celebração de Ramos da Catequese
DIA 13/04 (DOMINGO DE RAMOS)09h – Missa com bênção de ramos
DIA 14/04 (SEGUNDA-FEIRA SANTA)18h30 – Terço dos Homens19h – Santa Missa
DIA 15/04 (TERÇA-FEIRA SANTA)19h – Missa dos Santos Óleos (Catedral) Não haverá missa no Santuário
DIA 16/04 (QUARTA-FEIRA SANTA)18h30 – Oração das Dores de Nossa Senhora19h – Santa Missa
DIA 17/04 (QUINTA-FEIRA SANTA)19h30 – Missa da Instituição da Eucaristia (Lava-pés) Até 22h – Adoração ao Santíssimo Sacramento
DIA 18/04 (SEXTA-FEIRA SANTA) 05h30 – Via-Sacra (da Matriz ao Santuário) 07h – Apresentação teatral (Palco do Santuário) 08h-12h – Confissões13h-18h – Confissões09h – Via-Sacra (Catequese e famílias)10h – Hora Santa Eucarística (Ministros)15h – Paixão do Senhor (Adoração da Cruz)18h – Procissão do Senhor Morto + Via-Sacra
DIA 19/04 (SÁBADO SANTO)Durante todo o dia – Confissões19h – Vigília Pascal – TRAZER: sal, água e vela para bênção
DIA 20/04 (DOMINGO DE PÁSCOA)09h – Missa Pascal (com catequizandos)18h – Missa Pascal
OUTRAS PARÓQUIAS E CIDADES DO INTERIOR
PARÓQUIA SÃO MATEUS – BOA VISTA/RR
SÁBADO (12/04)18h00 – Missa na Igreja São Mateus
DOMINGO DE RAMOS (13/04) 08h00 – Missa na Igreja Santíssimo Sacramento18h30 – Missa na Igreja São Mateus
QUINTA-FEIRA SANTA (17/04)05h30 – Missa do Lava-pés na Igreja Santíssimo Sacramento18h30 – Missa na Igreja São Mateus
SEXTA-FEIRA SANTA (18/04) 05h30 – Via-Sacra (saída da Matriz até o Santuário N. Sra. Aparecida)15h00 – Celebração da Paixão na Igreja N. Sra. da AnunciaçãoConfissões após a celebração
SÁBADO SANTO (19/04)18h30 – Vigília Pascal na Igreja São Mateus
DOMINGO DE PÁSCOA (20/04)08h00 – Missa na Igreja Santíssimo Sacramento10h30 – Missa na Igreja N. Sra. da Anunciação18h30 – Missa na Igreja São Mateus
PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONSOLATA – BOA VISTA/RR
Paróquia Nossa Senhora da Consolata
SÁBADO (12/04/2025) -17h00 – Comunidade Santo Expedito 18h00 – Comunidade São Vicente19h30 – Comunidade Santo Expedito
DOMINGO (13/04/2025) – Domingo de Ramos Celebrações em todas as comunidades da paróquia
QUINTA-FEIRA SANTA (17/04/2025) 18h00 – Santa Missa da Ceia do Senhor (com lava-pés)
SEXTA-FEIRA SANTA (18/04/2025)05h00 – Via Sacra15h00 – Celebração da Paixão de Cristo (com beijo da cruz)
SÁBADO SANTO (19/04/2025)18h00 – Santa Missa da Vigília Pascal
DOMINGO DE PÁSCOA (20/04/2025)
Santa Missa em todas as comunidades da paróquia
PARÓQUIA SÃO FRANCISCO – BOA VISTA/RR
DOMINGO DE RAMOS (13/04)Igreja São Francisco
7h | 9h30 | 19h30 Comunidade São Pedro
17h
SEGUNDA-FEIRA SANTA (14/04)Comunidade São Pedro
19h – Missa das Trevas
TERÇA-FEIRA SANTA (15/04)Novenas:
6h30 | 17h | 18h15Não haverá missa às 19h30 (Missa dos Santos Óleos na Catedral)
QUARTA-FEIRA SANTA (16/04)Comunidade São Paulo
19h – Missa do Perdão
QUINTA-FEIRA SANTA (17/04)Comunidade São Francisco
19h – Santa Ceia e Lava-pésAdoração ao Santíssimo até 00h
SEXTA-FEIRA SANTA (18/04) Comunidade São Francisco
15h – Celebração da Paixão (Beijo da Cruz)
SÁBADO SANTO (19/04)Comunidade Santo André
19h – Vigília Pascal
DOMINGO DE PÁSCOA (20/04) Igreja São Francisco
7h | 9h30 | 19h30
Comunidade São Pedro
17h
PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO – MUCAJAÍ/RR
DOMINGO DE RAMOS (13/04)17h00 – ProcissãoSaída: Capela Nossa Senhora Consolata Missa: Igreja São Francisco de Assis
QUARTA-FEIRA SANTA (16/04)19h30 – Missa PenitencialCelebrante: Dom Evaristo Pascoal Spengler (Bispo Diocesano)Local: Cenário Cenográfico da Paixão de Cristo
QUINTA-FEIRA SANTA (17/04)19h30 – Missa da Ceia do Senhor (com Lava-pés)Local: Igreja Matriz Nossa Senhora de Fátima
SEXTA-FEIRA SANTA (18/04)06h00 – Via Sacra 08h-15h – Adoração ao Santíssimo Sacramento15h00 – Celebração da Paixão e Morte do SenhorLocal: Igreja Matriz Nossa Senhora de Fátima
SÁBADO SANTO (19/04)19h30 – Solene Vigília PascalLocal: Igreja Matriz Nossa Senhora de Fátima
DOMINGO DE PÁSCOA (20/04)Missas da Ressurreição em todas as comunidades (horários locais)
PARÓQUIA SÃO JOSÉ OPERÁRIO – CARACARAÍ/RR
DOMINGO DE RAMOS (13/04)17h00 – Procissão SoleneSaída: Santuário Nossa Senhora do LivramentoMissa: Igreja São José Operário
QUINTA-FEIRA SANTA (17/04)20h00 – Missa da Ceia do Senhor (com Lava-pés) Local: Igreja São José OperárioÚnica celebração deste dia
SEXTA-FEIRA SANTA (18/04)15h00 – Celebração da Paixão do SenhorLocal: Igreja São José Operário
SÁBADO SANTO (19/04)
20h00 – Solenidade da Vigília Pascal
Local: Igreja São José Operário
DOMINGO DE PÁSCOA (20/04)
17h00 – Missa Pascal
Local: Santuário Nossa Senhora do Livramento
19h00 – Missa Pascal
Local: Igreja São José Operário
A Diocese orienta que os fiéis consultem as secretarias paroquiais para confirmar horários específicos de confissões e outras atividades locais. Cada comunidade também poderá adaptar a programação de acordo com suas realidades.
O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) tem como causa permanente em suas Diretrizes para a Ação Evangelizadora o enfrentamento ao abuso sexual e a exploração de crianças e adolescentes. Uma urgência que tem avançado com passos concretos que ajudam a ir adiante no caminho percorrido pelo Regional e pelas nove igrejas locais que fazem parte dele.
Formação e partilha dos passos dados
Nesse caminho, o encontro da Comissão Ampliada de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis do Regional Norte1, que está acontecendo em Manaus de 4 a 6 de abril de 2025, está sendo um momento de grande importância. Um espaço de formação, mas também um momento de partilha dos passos que estão sendo dados como Regional Norte 1 e como igrejas locais.
Esse caminho comum como Regional Norte 1 é algo muito presente no trabalho da comissão ampliada. Diante das dificuldades que existem na região, o trabalho como comissão é um modo de “nós como Igreja ajudar”, segundo o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, cardeal Leonardo Ulrich Steiner. Ele insistiu em que é “uma verdadeira pastoral, porque se trata do cuidado”, mostrando o grande esforço dos bispos das nove igrejas locais, dado que “nós queremos como Igreja trabalhar juntos.”
Aprender a cuidar, estar presentes, consolar
Com relação ao encontro, o presidente do Regional Norte 1 ressaltou sus importância, “para irmos devagarinho entrando na dinâmica que a Igreja pede e para trocar ideias que permitam ajudar às famílias.” Daí a necessidade de “aprender para podermos ser uma Igreja que cuida, uma Igreja que esteja presente, uma Igreja que sabe consolar”, e faz isso como Regional. Um aprendizado mútuo, dado que “às vezes a gente não sabe”, afirmou.
É por isso que “todos queremos aprender como podemos melhor servir, um serviço evangelizador porque é um serviço de escuta, é um serviço de cura”, seguindo o exemplo de Jesus, que cura primeiro o coração, a alma. O cardeal Steiner enfatiza que “podemos dar uma grande colaboração como Igreja, aos poucos isso vai entrando nas comunidades.” Nesse sentido, o arcebispo de Manaus relata situações de pessoas adultas que foram abusadas sendo crianças, “mas a ferida está aí”, o que demanda, segundo ele, “ver como dar uma resposta a essas pessoas.”
O presidente do Regional Norte 1 agradeceu explicitamente a participação de cada um e cada uma que faz parte da comissão ampliada, “numa iniciativa da Igreja do Regional para o cuidado”, que ele define como “disponibilidade de irmos aprendendo para melhor servir.” Essa é uma experiência única no Brasil, o trabalho conjunto como Regional no enfrentamento ao abuso e exploração de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis.
Um caminho que vai se concretizando
Um caminho que vai se concretizando de diversos modos nas igrejas locais do Regional Norte 1, que estão realizando formação em diversos níveis, algo que ajuda a perceber a seriedade dessa temática e dessa prática do combate ao abuso e exploração de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis. Um caminho que ajuda a aprender novos conceitos, daí a importância do “Decreto, Regulamento e Manual de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis”, elaborado pelo Regional Norte 1, e que é visto pelos membros da comissão ampliada como um norte no trabalho, não só para a Igreja católica como para a sociedade para trabalhar na linha da prevenção.
Nessa perspectiva, se faz necessário, como foi partilhado no encontro, a necessidade de cuidar e deixar se cuidar. Para isso, está sendo apresentado o Manual nas assembleias diocesanas, o que ajuda o povo a tomar consciência. Um trabalho que também está sendo realizado com os catequistas e outras pastorais e espaços eclesiais. Isso ajuda a, diante de um tema muito delicado, o povo ter esperança de que a Igreja está tendo cuidado, a Igreja está se interessando na prevenção, está aprendendo a caminhar.
Uma temática a ser conhecida pelas lideranças
Algo presente na realidade do Regional Norte 1, que também condiciona o trabalho da comissão, são as grandes distancias dentro das igrejas locais. Não pode ser esquecido que esse é um tema que precisa de conscientização, ainda mais diante da rejeição de algumas pessoas ao trabalho de prevenção. Se faz necessário aprofundar cada vez mais no conhecimento do Manual, que seu conteúdo seja levado ao conhecimento do povo. Um trabalho, que dada a realidade de algumas igrejas do Regional Norte 1 ultrapassa as fronteiras do Brasil.
Um encontro que pretende ajudar a perceber em que nível está cada Igreja local para diante da diversidade poder articular o trabalho em rede. Para isso, se pretende avançar na construção da Rede de Proteção, de um sistema de garantia de direito, a partir daquilo que já se tem no Regional e cada uma das nove igrejas locais, em vista de um melhor atendimento e acompanhamento, sempre em conexão, em rede.
Recordar a própria infância e adolescência é uma atitude que ajuda a se colocar no lugar dos outros, sobretudo no lugar daqueles que sofrem em consequência do abuso e exploração de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis. Essa recordação foi o ponto de partida do encontro da Comissão Ampliada de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que acontece em Manaus de 4 a 6 de abril de 2025, com a participação de quase 30 representantes das nove igrejas locais do Regional.
Capacitar para atuar de maneira eficaz
Um encontro para contribuir na capacitação da comissão ampliada, proporcionando-lhes o conhecimento e as habilidades necessárias para atuar de maneira eficaz e sensível na prevenção ao abuso, exploração sexual de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis.
O Papa Francisco insiste em que “cuidar é compartilhar paixão eclesial e competências com o compromisso de formar o maior número possível de agentes pastorais. Desta forma promove-se uma verdadeira mudança cultural que coloca os mais pequenos e mais vulneráveis no centro da Igreja e da sociedade”, um pano de fundo presente no encontro.
Cuidar para que exista uma cultura de proteção
A dívida com as crianças, adolescentes e adultos vulneráveis é muito grande, segundo o bispo auxiliar de Manaus e assessor da comissão dom Hudson Ribeiro, que insiste no apelo do Papa Francisco no Motu Próprio Vos Estis Lux Mundi de cuidar para exista uma cultura de proteção, algo que passa por uma consciência, por uma conversão ao respeito às crianças e adolescentes, que leve a promover os seus direitos.
O bispo auxiliar de Manaus lembrou o pedido de Jesus no Evangelho para se fazer criança como condição para entrar no Reino dos Céus. Nessa perspectiva, dom Hudson disse que “tudo isso nos leva a acreditar que a gente encontra nas palavras de Jesus, a força para que a gente possa contagiar pessoas pela causa da criança e do adolescente”, algo que as igrejas do Regional Norte 1 da CNBB estão assumindo por meio da comissão ampliada e das comissões nas dioceses e prelazias.
O objetivo é fazer com que as comissões tenham condições de receber informações, de refletir sobre a temática, de poder partilhar as experiências que já estão acontecendo nas dioceses e prelazias, lembra o bispo. Uma construção que ele define como sinodal, de escuta, de partilha de experiências, em vista de construir o que dom Hudson chama de mosaico da esperança, especialmente neste ano do Jubileu da Esperança, um tempo em que “a gente encontra pessoas disponíveis” para assumir essa causa, algo que ninguém pode abrir mão e que faz com que a cultura do cuidado passe do desejo, do sonho, para a realização.
Um olhar de sensibilidade
Para isso, o bispo ressalta que “o nosso olhar tem que ser um olhar de muita sensibilidade para ajudar a identificar quem já faz, quem já cuida, para poder otimizar essas ações, ajudar a dar uma forma mais organizada”, algo que tem criado um pouco mais de consistência, de continuidade, de construção de processos em continuidade. Igualmente, dom Hudson destaca o envolvimento cada vez maior de crianças na rede de proteção, que deve ajudar a criar uma nova cultura que surge a partir das crianças e adolescentes, que começam a se envolver nessas ações, o que ele define como maravilhoso.
Entre os passos concretos dados pela comissão, o bispo auxiliar destaca que as comissões foram instaladas em todas as dioceses e prelazias do Regional Norte 1. Isso tem ajudado, pois os casos de suposto abuso estão chegando, e existe uma comissão metropolitana que recebe esses casos para serem analisados e procura estudar os casos e dar resposta às pessoas. Existem canais onde as pessoas já podem acessar, existe um protocolo de proteção, que ele é parâmetro norteador para todas as comissões, sublinha o bispo.
Ele destaca que tem sido um trabalho realizado por muitas mãos, onde tem participado os bispos do Regional e muitas outras pessoas, seguindo a metodologia sinodal de escuta, de participação, de construção, de revisão, de se colocar humildemente, em um processo que não é concluído, mas que já vem dando frutos, que possibilitam avançar nesta dinâmica do cuidado com a vida, do cuidado com os mais vulneráveis. Tudo em vista de que “em qualquer suposto abuso, ele não deixe de encontrar um espaço de escuta. Criar espaço de acolhida e de escuta é um desafio, mas graças a Deus é uma realidade que está acontecendo”, concluiu dom Hudson.
Origens José Sebastião Pelczar nasceu em 17 de janeiro de 1842, na Polônia. Cresceu e viveu a sua infância impregnado da religiosidade popular da casa dos seus pais. Desde criança já apresentava uma sabedoria diferenciada. E, ainda estudante, decidiu dedicar a vida ao serviço de Deus, e isso o conduziu até o último dia de sua vida.
Trajetória Ingressou no Seminário Menor e, em 1860, iniciou os estudos teológicos no Seminário Maior de Przemysl, na Polônia. Em 1864, foi ordenado sacerdote. Nos inícios do seu ministério sacerdotal, estudou em Roma; e, em 1868, voltou à Polônia para lecionar no seminário de Przemysl. Em 1882 e 1883 foi reitor da Universidade de Almae Matris de Cracóvia, se destacando como professor e um homem culto. Em 1899, foi nomeado Bispo Auxiliar de Przemysl. Um ano depois, se tornou bispo titular da diocese. Morreu no dia 28 de março de 1924, deixando o exemplo de um homem que em tudo serviu a Deus, por isso, se consumiu.
Vocação Desde jovem apresentou o desejo de servir a Deus. E, certa vez, escreveu em seu diário: “Os ideais terrenos vão-se desvanecendo, vejo o ideal de vida no sacrifício e o ideal do sacrifício vejo-o no sacerdócio”. Com 22 anos, quando foi ordenado sacerdote, passou a dedicar a sua vida ao estudo e à caridade. Foi membro da Sociedade de São Vicente de Paulo e da Sociedade de Educação Popular. Usando da inteligência que possuía, fundou centenas de bibliotecas e organizou cursos gratuitos com a intenção de ajudar na formação religiosa e social da época.
São Sebastião Pelczar: fundador da Congregação das Servas do Sagrado Coração de Jesus
Fundador Em 1894, impulsionado por Deus e pelas necessidades da sociedade do seu tempo, fundou a Congregação das Servas do Sagrado Coração de Jesus, que tem como carisma a difusão do Reino de amor do Coração de Jesus. Conduziu as Irmãs da congregação a serem sinal e instrumento de amor para as jovens, para os doentes e a todos aqueles que estivessem necessitados.
Intelectual e caridoso Soube com a própria vida dar exemplo de comunhão entre intelectualidade e caridade. Com os seus conhecimentos acadêmicos, ajudou a muitos padres e fiéis da sua diocese, mas também não esqueceu do seu dever moral e social, ajudando-os no cultivo da piedade popular e nas necessidades sociais que possuíam. Cuidou dos pobres, criou jardins de infância, forneceu refeições para os pobres, casas para os desabrigados, escolas para os jovens e ensino gratuito no Seminário para os rapazes pobres. Durante o seu pastoreio, a diocese de Przemysl cresceu na construção de novas igrejas e capelas, a fim de conter a piedade popular do culto ao Sacratíssimo Coração de Jesus e de Nossa Senhora, suscitado por São Sebastião Pelczar.
Beatificação e Canonização Foi beatificado em 2 de junho de 1991, na Igreja do Sagrado Coração, em Rzeszów, por São João Paulo II, em ocasião da sua visita à Polônia. Aos 18 de maio de 2003, foi canonizado no Vaticano.
Oração Senhor, que chamastes São Sebastião Pelczar para ser fiel a tua voz e formar um povo para a santidade, ajuda-nos a, seguindo o seu exemplo, caminhar em direção à Tua vontade, sem nos esquecer de que somos os primeiros chamados a esta vida de santidade. Amém!
Minha oração “Senhor Jesus, como São Sebastião Pelczar, que eu saiba em tudo servir a Deus e por Ele me consumir. Amém.”
Origens Beata Madalena Caterina nasceu em Chieri, na região de Turim, Itália, no dia 15 de novembro de 1847. De uma família numerosa, é a sexta de oito filhos. Nos anos de 1855, seu pai faleceu quando já haviam falecido cinco de seus filhos, os irmãos de Madalena.
Juventude Madalena, no mesmo ano de falecimento de seu pai, com apenas oito anos de idade, começou a trabalhar com o tear. Aos dez anos, sentiu o desejo de ser professora. Seu sonho se tornou realidade depois de cinco anos. O pároco de Buttigliera d’Asti abriu uma creche, e Madalena, com menos de quinze anos, foi contratada como professora.
O Desejo de ser Freira Em 1877, Madalena confessou à mãe seu desejo de ser freira, mas, ao completar trinta anos, foi rejeitada tanto pelas Filhas da Caridade quanto pelos dominicanos. No ano seguinte, Dom Bosco a aceitou em sua Congregação, e, em 4 de setembro de 1879, emitiu a profissão religiosa das Filhas de Maria Auxiliadora.
“Pense como Jesus teria pensado. Ore como Jesus teria orado. Aja como Jesus teria agido” – Beata Madalena Caterina Morano
Grandes Obras Com grande vontade e carisma, Beata Madalena Caterina fez grandes ações nas Filhas de Maria Auxiliadora. Assumiu cargos de responsabilidade e depois foi transferida para a Sicília. Em 26 anos de trabalho, fundou 19 casas salesianas, 12 oratórios, 6 escolas, 5 jardins de infância, 4 internatos, 3 escolas religiosas.
Páscoa Beata Madalena Caterina Morano morreu em 26 de março de 1908. Ela foi beatificada, em 5 de novembro de 1994, pelo Papa João Paulo II.
Minha oração “ Beata amiga de Maria Auxiliadora e seguidora de Dom Bosco, com sua consagração foste fiel aos desígnios divinos, rogai por nós, nossas necessidades materiais e espirituais. Ensina-nos a amar e seguir Jesus como tu fizeste. Amém.”
Evento reuniu líderes da Diocese e novos missionários para refletir sobre a história e os desafios da evangelização em Roraima.
Lucas Rossetti Foto
Durante o evento realizado nesta quarta-feira (12), para os novos missionários e missionárias, a Doutora Ana Célia fez uma palestra que conduziu por uma viagem histórica sobre a Igreja em Roraima, destacando sua primeira presença em 1719, com os jesuítas na Bacia do Rio Branco. A história da Diocese de Roraima, que abrange mais de 225 mil km² e conta com uma população de mais de 650 mil habitantes, sendo 60 mil indígenas, reflete a força transformadora e evangelizadora da Igreja ao longo dos séculos. A Igreja continua desempenhando um papel central na vida social, cultural e religiosa da região, estabelecendo laços profundos com as comunidades locais e ajudando a preservar as tradições, ao mesmo tempo em que promove a integração das diversas culturas.
Na ocasião, também tivemos a honra de contar com a presença de Dom Evaristo Splenger, Bispo de Roraima, que compartilhou sua visão sobre o futuro da Diocese e reforçou a missão de evangelização e transformação social em Roraima. Dom Evaristo destacou a importância de continuar o trabalho com os novos missionários e missionárias, que chegam com o compromisso de construir um mundo mais justo e fraterno.
“A missão de evangelizar vai muito além da disseminação da palavra; é um trabalho de acolhimento, cuidado com os mais necessitados, de justiça e, acima de tudo, de respeito às culturas locais”, afirmou Dom Evaristo. Ele ressaltou ainda que, com as particularidades e os desafios enfrentados pela Diocese de Roraima, a chegada de novos missionários é fundamental para dar continuidade a esse trabalho transformador. Irmã Franciscana de Cristo Rei, Patrícia, missionária presente no evento, abordou a divisão das atividades missionárias no estado, destacando a distribuição dos esforços da Igreja entre diferentes grupos e regiões de Roraima, com especial atenção à população indígena e migrante. Ela sublinhou a complexidade dessa missão, que vai além da evangelização, englobando também ações de apoio social, saúde, educação e defesa dos direitos humanos.
“Neste primeiro momento, a equipe foi dividida, e fomos acolhidos de forma calorosa pelo Bispo Dom Evaristo. Vivemos um momento de muita alegria, com espiritualidade e mística, lembrando que o foco da missão é Jesus Cristo”, comentou Irmã Patrícia.
Ela também compartilhou suas expectativas quanto à sua missão em Roraima, afirmando que, apesar dos desafios, sente grande alegria em estar à frente de projetos que buscam integrar as comunidades. “A expectativa é conhecer essa nova realidade, à qual cheguei há um mês. Vou trabalhar no sul do estado, em São João da Baliza. Quero caminhar junto à Diocese durante esse Jubileu da Alegria”, disse.
A Igreja de Roraima tem se dedicado, sobretudo, à evangelização respeitando as culturas indígenas, além de manter um trabalho contínuo com os migrantes, especialmente em Boa Vista, porta de entrada para refugiados, com destaque para os venezuelanos. Em 2025, a missão segue se adaptando à crescente diversidade cultural do estado, buscando sempre formas solidárias, respeitosas e acolhedoras de integrar essas novas populações.
O trabalho missionário no estado não se limita à evangelização religiosa, mas também se reflete em ações de assistência social, educação e promoção da dignidade humana. Programas de saúde, alfabetização e apoio psicológico são essenciais para muitas comunidades, que enfrentam grandes desafios devido à falta de infraestrutura e ao isolamento geográfico. A presença da Igreja nessas áreas não só fortalece os laços de fé, mas também promove a transformação social que a região tanto necessita.
Além disso, as ações junto aos povos Yanomami, que, por muitos anos, resistiram à presença missionária, têm sido gradualmente mais respeitosas e eficazes, com o desenvolvimento de projetos de saúde, educação e capacitação de líderes locais. Missionários e missionárias estão comprometidos em respeitar a autonomia das comunidades, colaborando para que possam viver com dignidade, sem abrir mão de suas tradições e crenças.
O trabalho missionário da Diocese de Roraima, em 2025, continua a ser uma jornada de fé, solidariedade e respeito cultural, com o objetivo de promover uma evangelização inclusiva e de transformação social. Com a chegada de novos missionários, a Diocese renova seu compromisso de ser uma presença ativa e viva em todas as realidades do estado, enfrentando desafios e celebrando vitórias ao lado das comunidades que mais necessitam de apoio.
Nos dias 7, 8 e 9 de março, a Assembleia das Pastorais Sociais reuniu vozes e experiências de diferentes regiões de Roraima, com foco especial nos desafios enfrentados pela Amazônia. O encontro destacou que a disputa por terra é uma questão central, onde campo e cidade não estão isolados — tudo está interligado e afeta diretamente as populações locais.
Um dos pontos mais debatidos foi a crescente pressão internacional sobre a Amazônia. Países estrangeiros observam a região com interesse, sobretudo em relação ao crédito de carbono, uma tentativa de compensar a poluição em troca de investimentos em preservação ambiental. No entanto, foi levantada a crítica de que esse sistema tem causado divisão nas comunidades indígenas, uma vez que grandes empresas, ao se associarem a projetos verdes, acabam fragmentando o povo ao invés de fortalecê-lo.
Outro tema relevante foi o encarecimento das terras, que impacta diretamente o preço dos alimentos e a apropriação indevida de territórios, especialmente em estados como Roraima, onde a demarcação de novas terras indígenas está atrasada. A CPI das Terras de Roraima também foi mencionada como um instrumento para investigar as irregularidades fundiárias.
A pergunta que ecoou entre os participantes foi: Por que os recursos prometidos pelo governo para combater o desmatamento e apoiar comunidades não chegam ao destino final?
Além das questões ambientais, a Assembleia abordou a violência crescente contra mulheres, crianças e pessoas LGBTQIAP+. As pastorais questionaram: Será que há uma real valorização das mulheres em nossa sociedade, ou estamos apenas vivendo um modismo? A fala de uma das irmãs presentes destacou a importância de desconstruir visões ultrapassadas dentro da própria Igreja.
Para além das análises críticas, a palavra “resistência” foi a que mais ecoou durante o evento. As Pastorais Sociais reafirmaram seu compromisso em ser um espaço de luta e espiritualidade, com a certeza de que sua existência já é, por si só, um ato de resistência.