A celebração teve como intenção homenagear os sócios amigos, apoiadores culturais e as mães neste mês dedicado a elas.
Lucas Rossetti – Rádio Monte Roraima
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Nesta sexta-feira (09), foi celebrada a Santa Missa na Capela do Comunicador, na Rádio Monte Roraima. A celebração teve como intenção homenagear os sócios amigos, apoiadores culturais e de forma especial, todas as mães neste mês dedicado a elas.
“Todos os meses, a Rádio Monte Roraima FM realiza a missa em homenagem aos sócios amigos e esse mês de maio foi em intenção ao Dia das Mães, e aos apoiadores que contribuem diretamente com a evangelização, eles fazem as suas doações que possibilitam a nossa rádio ir a lugares mais distantes” Angélica Alves, colaborada da Rádio Monte Roraima.
A celebração foi presidida pelo Padre Luiz Botteon, que em sua homilia destacou a importância de consolar as mães e seguir o exemplo da Mãe de Jesus. “Porque você é mãe como ela, e as mães, como sempre, precisam consolar. A mãe é aquela que consola todos, mas nem sempre todos consolam a mãe. Então, que Maria seja a consoladora de todas as mães. E que, como um prêmio a Maria neste ano, possamos ser consoladores das mães, para que elas tenham coragem, determinação em sua vida, e nos ensinem o valor do sacramento da Eucaristia. Que cada mãe encontre sua maior consolação ao receber o pão e o vinho, o Corpo e Sangue de Jesus”, disse o padre.
O Padre Luis Botteon também rezou em intenção pelo Papa Leão XIV, para que Deus o abençoe, e o guarde nesse ministério da igreja, e para que todos nós esteja em comunhão com ele. Ao final da celebração o padre deu uma benção especial aos apoiadores e a todas a Mães.
A Rádio Monte Roraima celebra a Missa dos Sócios Amigos sempre na primeira sexta-feira de cada mês. Essa celebração reforça o vínculo com a comunidade e reconhece a importância daqueles que contribuem para sua missão evangelizadora.
Seja você também um apoiador e um sócio amigo: Entre em contato através do número (95) 9116-1603 e contribua com a evangelização
Bispo de Roraima, Dom Evaristo Pascoal Spengler, comenta eleição e destaca unidade da Igreja.
Dennefer Costa e Lucas Rosseti – Radio Monte Roraima
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A Diocese de Roraima se manifestou oficialmente nesta sexta-feira (13) sobre a eleição do novo líder da Igreja Católica. Em coletiva de imprensa conduzida pelo bispo Diocesano, Dom Evaristo Pascoal Spengler, a Igreja de Roraima expressou alegria, esperança e compromisso com o novo pontificado de Leão XIV, nome escolhido pelo cardeal norte-americano Robert Francis Prevost, eleito Papa em um dos conclaves mais breves da história recente da Igreja.
Durante a coletiva, Dom Evaristo destacou que a eleição rápida — com fumaça branca no segundo dia — reflete a unidade entre os cardeais e uma forte ação do Espírito Santo. “Alguns pensam que há polaridade na Igreja, mas essa eleição mostra unidade. Os cardeais votaram não por preferências pessoais, mas com discernimento espiritual”, afirmou.
O bispo de Roraima ressaltou também a trajetória de Leão XIV, que tem raízes missionárias profundas, especialmente na América Latina. “Ele é agostiniano, foi missionário no Peru por 12 anos, e isso demonstra seu conhecimento da nossa realidade e sua sintonia com o legado do Papa Francisco”, disse Dom Evaristo.
Dom Evaristo em coletiva de imprensa sobre a eleição do novo papa. Foto: Lucas Rosseti
Ao comentar a escolha do nome papal, o bispo explicou que Leão XIV remete a Leão XIII, Papa do fim do século XIX que iniciou uma nova fase na doutrina social da Igreja com a encíclica Rerum Novarum. “Ao escolher esse nome, Leão XIV indica que continuará o diálogo com os desafios sociais do mundo moderno, como a fome, a pobreza e a guerra, sempre iluminados pela fé em Jesus Cristo”, completou.
O novo Papa já ocupava funções de grande relevância na Cúria Romana, como prefeito do Dicastério para os Bispos e presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina — cargos que evidenciam a confiança depositada nele por Francisco. Para a Diocese de Roraima, sua eleição é motivo de esperança e renovação. “Reafirmamos nossa comunhão com o sucessor de Pedro e rezamos para que ele confirme os irmãos na fé e conduza a Igreja pelo caminho da unidade e da misericórdia”, diz trecho do comunicado oficial lido pelo bispo.
A eleição de Leão XIV marca uma nova etapa na caminhada da Igreja, reforçando o espírito missionário, o compromisso com a justiça social e a abertura ao diálogo com os mais diversos setores da sociedade global. Para a comunidade católica em Roraima, é tempo de acolher, com fé e entusiasmo, o novo pastor da Igreja Universal.
Questionado sobre a possibilidade de um Papa brasileiro, Dom Evaristo disse: “Estava na expectativa de um italiano ou até um asiático, mas acolhemos com fé a escolha do Espírito Santo”.
Com a eleição de Leão XIV, a Igreja inicia um novo capítulo, reforçando seu compromisso com a justiça social e a unidade global.
Confira o comunicado da Diocese de Roraima na íntegra
A todo o Povo de Deus da Diocese de Roraima: Presbíteros, Diáconos, Religiosos e Religiosas, Seminaristas, Leigos e Leigas. “O vento sopra onde quer” (Jo 3,8) Com alegria no coração e esperança renovada, anunciamos a toda a Igreja em Roraima a eleição do novo Sucessor de Pedro, o cardeal Robert Francis Prevost Martinez que assume o nome de Papa Leão XIV. A brevidade na sua eleição confirma uma profunda unidade na Igreja Católica, iluminada pelo Espírito Santo em tudo o que faz. Logo após ser eleito, em suas primeiras palavras o novo Papa desejou a Paz para o mundo inteiro. Homenageou o Papa Francisco dizendo que gostaria de prosseguir “com a mesma bênção”, ou seja de dar continuidade ao seu legado. Reforçou a necessidade da Igreja ser Missionária: “Precisamos tentar juntos ser uma Igreja Missionária, uma Igreja que constrói pontes e diálogo, sempre aberta a receber como nesta Praça, com os braços abertos todos aqueles que precisam da nossa caridade e da nossa presença”. O Papa Francisco, antes da sua morte dava muitos sinais de que tinha grande confiança no cardeal agora eleito Papa. Foi com o Papa Francisco que ele foi nomeado bispo, criado cardeal e recebeu importantes funções no Vaticano. O nome do novo Papa nos apresenta um programa para o seu pontificado. Leão XIII é considerado um Papa inovador para a sua época. Buscou conciliar a tradição da Igreja com os desafios do mundo moderno. Destacou-se com a preocupação social, publicando a encíclica que foi o marco para a origem da Doutrina Social da Igreja, a Rerum Novarum. Ele promoveu o diálogo com o mundo moderno. O novo Papa, Leão XIV, aponta que no seu pontificado continuará o diálogo com os desafios atuais, iluminando os dramas sociais com a fé em Jesus Cristo. Leão XIV é filho de Santo Agostinho, nasceu nos Estados Unidos, foi missionário no Peru por 12 anos. Exerceu a função de superior Geral da Ordem de Santo Agostinho, e tendo retornado como missionário ao Peru, em 2015, foi nomeado bispo de Chiclayo. Em 2023, nomeado cardeal, recebe uma importante missão no Vaticano, de Prefeito do Dicastério para os Bispos. Também exercia a função de Presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina. O novo Papa é tido como uma pessoa discreta, mas corajosa, assumindo as consequências das decisões que toma. Nossa Diocese de Roraima acolhe com alegria o novo pastor universal da Igreja e reza para que o Espírito Santo o ilumine. Que ele, como Pedro, confirme seus irmãos na fé (Lc 22,32) e nos guie pelos caminhos da misericórdia, da unidade e da esperança. Dom Evaristo Pascoal Spengler, OFM Bispo Diocesano de Roraima
Leão XIII destacou-se por sua intensa produção de documentos eclesiásticos, abordando temas diversos, entre eles o pensamento social da Igreja.
CNBB
No dia 2 de março de 1810 nascia na Itália Vincenzo Gioacchino Raffaele Luigi Pecci, que mais tarde se tornaria o Papa Leão XIII, uma das figuras mais influentes da história da Igreja Católica. Ordenado sacerdote aos 27 anos e nomeado arcebispo aos 33, foi eleito Papa em 1878, permanecendo no cargo até sua morte, em 1903, aos 93 anos.
Durante seus 25 anos de pontificado, Leão XIII destacou-se por sua intensa produção de documentos eclesiásticos, abordando temas diversos, entre eles o pensamento social da Igreja. Seu nome ficou marcado especialmente pela Encíclica Rerum Novarum, de 1891, que lançou as bases da Doutrina Social da Igreja e ainda hoje é referência em debates sobre justiça social e direitos dos trabalhadores.
Contudo, outro aspecto marcante de seu pontificado foi a ênfase na devoção ao Espírito Santo. Atendendo aos insistentes apelos de Elena Guerra — conhecida como “Apóstola do Espírito Santo” —, o Papa escreveu em 1897 a Encíclica Divinum Illud Munus, a primeira da Igreja dedicada exclusivamente à pessoa e missão do Espírito Santo. O documento instituiu oficialmente a novena de preparação para a Festa de Pentecostes, encorajando a oração, o culto e a reflexão sobre a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.
Leão XIII também foi responsável por divulgar a Ladainha do Espírito Santo, ainda recitada por fiéis em todo o mundo. Outras de suas contribuições sobre o tema, como a breve Provida Matris Charitate e a carta apostólica Ad fovendum in christiano populo, ajudaram a impulsionar o que estudiosos chamam hoje de um “retorno ao Espírito Santo” na espiritualidade católica contemporânea.
Um dos gestos mais simbólicos de seu pontificado ocorreu na noite de 31 de dezembro de 1899, na passagem do século XIX para o XX. Durante uma solene celebração eucarística, Leão XIII entoou o hino Veni Creator Spiritus e consagrou o século XX ao Espírito Santo — um ato profético que, para muitos, antecipou eventos decisivos na vida da Igreja, como o Concílio Vaticano II e o surgimento da Renovação Carismática Católica.
Mais de um século após sua morte, o legado espiritual e pastoral de Leão XIII continua a ecoar entre os fiéis. Com sabedoria pastoral e sensibilidade às inspirações divinas, ele deixou marcas profundas na vida da Igreja, especialmente ao incentivar uma relação mais íntima com o Espírito Santo.
Em suas palavras na encíclica Divinum Illud Munus, Leão XIII expressou o desejo que continua a ressoar: “Resulte disso, como é nosso desejo ardente, que nas almas se reavive e se vigore a fé no augusto mistério da Trindade, e especialmente cresça a devoção ao divino Espírito, a quem de muito são devedores todos quanto seguem o caminho da verdade e da justiça.”
A Igreja Católica tem um novo Papa. Depois de cuatro votações, o sucessor de Pedro foi anunciado, mas poderíamos dizer que, nesse caso, o sucessor de Francisco foi anunciado. O primeiro Papa latino-americano tem continuidade em alguém que cresceu em sua vocação e experiência eclesial na América Latina, especificamente no Peru.
Missionário e bispo no Peru
Nascido em Chicago (Estados Unidos), como jovem agostiniano escolheu o Peru para ser missionário em uma terra onde se tornou bispo da diocese de Chiclayo. Anteriormente, durante 12 anos, havia sido Superior Geral da Ordem de Santo Agostinho, período em que morou bem próximo à Praça de São Pedro, de onde uma rua separa a sede da Casa Geral dos Agostinianos.
O novo papa pode ser considerado um construtor de pontes entre o Norte e o Sul, dado seu local de nascimento e missão. Mas ele também é alguém que realizou essa tarefa em nível global, já que os agostinianos realizam sua missão em todo o mundo. Essa é a função do bispo de Roma, ser um pontífice, um construtor de pontes.
A secretária da Pontifícia Comissão para a América Latina, a teóloga argentina Emilce Cuda, que trabalhou com o cardeal Prevost desde que ele foi nomeado prefeito do Dicastério para os Bispos, um dos mais importantes da Cúria do Vaticano, tem se dedicado a construir pontes entre o Norte e o Sul desde que chegou ao Vaticano.
A escolha de Francisco
Cuda não hesita em afirmar que o novo Papa “foi o escolhido de Francisco”, com quem se encontrava todos os sábados em Santa Marta. A teóloga enfatiza que “Francisco deu muitos sinais de que depositava sua confiança nele”, uma afirmação que deriva de sua proximidade com o último pontífice, com quem trabalhou diretamente. De fato, diz ela, Francisco “o colocou em um dos lugares-chave da Cúria Romana, que é o dicastério dos bispos”. Além disso, ele foi nomeado cardeal bispo, o que o fez crescer exponencialmente no Colégio de Cardeais.
A secretária da Pontifícia Comissão para a América Latina insiste na sensatez da escolha, pois considera o novo Papa, seu superior direto até a morte de Francisco, “uma pessoa de grande capacidade de decisão, o que não é fácil de encontrar”. Cuda o define como alguém “de poucas palavras e talvez também não muito expressivo, como todos os norte-americanos. Mas há uma distinção entre latino-americanos e norte-americanos, os primeiros falam e outros agem. Acho que o Cardeal Prevost tem a virtude de ser capaz de apoiar com ambos”, enfatiza.
Carisma é a capacidade de mobilizar
Sobre esse ponto, ela afirma que “embora alguns digam que ele não tem carisma, o carisma não é apenas a capacidade de fazer um show. Carisma é a capacidade de mobilizar as pessoas em uma direção e em uma ação, sem pressão, mas sim para conseguir essa conversão, para ir junto”. Para a teóloga, ter essas características “é o que nos dá a certeza de que ele pode ir adiante com o processo que Francisco iniciou”. Isso porque “o Papa disse que tínhamos que falar sobre processos, tínhamos que iniciar processos”.
A teóloga argentina recorda os quatro princípios bergoglianos. “Quando Francisco disse que o tempo é superior ao espaço, esse tempo é um processo. Não se trata de ganhar esse espaço, mas de levar adiante um processo, que não termina em uma geração. É por isso que ele fala de um povo, porque é um povo que leva esse processo adiante. Acho que o Cardeal Prevost tem a capacidade de levar esse processo adiante. Não apenas por causa do desejo de continuar, mas também porque é preciso ter a mesma virtude de ser capaz de tomar a decisão certa no momento certo, como fez Francisco”.
Uma pessoa corajosa
Entre as capacidades do novo Papa, Cuda destaca que “ele é uma pessoa corajosa”, algo que ele diz ter visto em várias ocasiões, “onde ele não tinha medo de tomar essas decisões e assumir a responsabilidade pelas consequências que poderiam surgir”. Além disso, ela o define como “uma pessoa sensível, mas, ao mesmo tempo, carinhosa, risonha e, quando você diz a ele algo irônico, ele logo começa a rir. Quando o conheci, não achei que ele pudesse ser o Papa, mas fiquei impressionada com o frescor com que ele ri espontaneamente da ironia, das piadas. E isso fala de uma pessoa espontânea, uma pessoa natural. Ele sempre tem um sorriso no rosto”.
Cuda diz que não é possível, nem se pretende, “fazer um culto à figura de Francisco, como foi feito com outros pontífices, é seguir o processo, o que também implica uma mudança. Há continuidade no processo, mas a situação histórica muda e esse processo deve ser flexível o suficiente para se adaptar a essa mudança histórica”. Por essa razão, ele não hesita em dizer que “o Cardeal Prevost não é um daqueles que vai fazer um culto a Francisco, mas vai seguir o processo, tendo a capacidade de tomar decisões para fazer as mudanças ou modificações necessárias exigidas pelo conflito histórico em um determinado momento”.
Um americano para uma nova lógica global
Analisando alguns dos papados recentes, a Secretária da Pontifícia Comissão para a América Latina considera que “Paulo VI foi a pessoa certa em um momento em que o socialismo passou pelo voto e a Igreja tinha alguém com capacidade de dialogar com aquele momento político histórico. João Paulo II vem da Polônia, um país comunista, e travou a batalha naquele momento histórico. O Papa Francisco vem da América Latina, o berço do populismo, e teve a capacidade de lidar com essas categorias e dialogar com o populismo”.
Seguindo essa lógica de análise, ela afirma que “hoje o mundo está claramente distribuído de uma forma geopolítica diferente, e acredito que quem tem a capacidade de dialogar com os Estados Unidos, com sua nova fase – alguns podem chamá-la de imperial, eu a chamo de neofeudalismo – será um norte-americano que possa falar e entender essa lógica”. É por isso que Cuda conclui que “ele é a pessoa certa para este momento da história”.
“Habemus Papam”, a frase mais esperada nos últimos dias, foi pronunciada pelo protodiácono, Cardeal Dominique Mamberti. Depois de cinco votações, o Cardeal Robert Prevost, que de agora em diante será conhecido como Leão XIVpareceu na Loggia Central da Basílica de São Pedro.
Um norte-americano peruano
Com sua eleição, podemos dizer que o papado continua na América, em toda a América, pois o agostiniano nascido em Chicago (EUA) cresceu como religioso no Peru, país onde se tornou bispo da diocese de Chiclayo entre 2015 e 2023. Uma diocese aparentemente de pouca importância, mas que agora entrará para a história como a única em que o novo Papa foi bispo. Foi lá que Francisco o procurou para assumir o Dicastério dos Bispos, um dos mais importantes da Cúria Vaticana.
Antes de retornar ao Peru como bispo, onde viveu por 12 anos, em 1985 e 1986 e de 1988 a 1998, o novo Papa foi geral da Ordem de Santo Agostinho de 2001 a 2013, período em que viveu bem próximo à Praça de São Pedro, de onde uma rua separa a sede da Casa Geral dos Agostinianos. Esse aspecto destaca sua capacidade de governar por um longo período uma das maiores ordens religiosas.
Um cardeal próximo a Francisco
Estamos diante de um pontífice, um autêntico construtor de pontes, a quem o Colégio de Cardeais, sob a inspiração do Espírito Santo, confia para ser o sucessor de Pedro e de Francisco, com quem, nos últimos anos, ele se reuniu todos os sábados durante duas horas em Santa Marta.
Encontros nos quais Francisco e o Prefeito do Dicastério dos Bispos procuraram concretizar, neste momento da história, como tornar realidade um processo que agora continua de maneira diferente, mas com o mesmo objetivo: avançar na Igreja proposta pelo Concílio Vaticano II, uma Igreja povo de Deus, uma Igreja de todos, todos, todos.
O sinal foi dado às 16h horario de Brasília e (20h) em Roma, confirmando que o processo para a escolha do novo papa continua.
Fumaça preta sai no primeiro dia do conclave para a escolha do novo papa, no Vaticano Crédito: VaticanNews/Reprodução
A tradicional fumaça preta saiu da chaminé da Capela Sistina nesta quarta-feira (7), sinalizando que os cardeais reunidos em conclave não chegaram a um consenso sobre o novo líder da Igreja Católica. A fumaça escura representa o resultado da primeira votação do conclave, que também foi a única realizada neste primeiro dia de deliberações.
Para que um novo papa seja eleito, é necessário que um dos cardeais receba pelo menos dois terços dos votos dos eleitores. Somente nesse caso, será emitida a famosa fumaça branca, que anuncia ao mundo a escolha do sucessor de São Pedro.
A partir desta quinta-feira (8), o conclave poderá realizar até quatro votações por dia, nos seguintes horários (horário de Brasília):
5h30 – Fim da votação; só haverá fumaça se um papa for eleito
7h00 – Caso não haja eleição, sairá fumaça preta
12h30 – Nova votação com possibilidade de fumaça branca, se houver consenso
14h00 – Caso não haja eleição, sairá novamente fumaça preta
Caso nenhum candidato alcance os dois terços necessários, o conclave continuará nos dias seguintes com o mesmo ritmo de votações até que se chegue a uma decisão.
A Capela Sistina, no Vaticano, segue isolada para garantir o sigilo do processo, que é um dos mais antigos e solenes da tradição católica.
FONTE/CRÉDITOS: Da redação Dennefer Costa – com informações do Vaticam News
Oração, escuta, diálogo, discernimento para caminhar juntos. Esse será o caminho, a missão que o povo de Deus espera que seja assumida pelos cardeais até 7 de maio, data que marca o início do Conclave em que será eleito o sucessor de Francisco.
Um caminho de quase 2000 anos
Nas próximas seis congregações gerais, o Colégio Cardinalício, mas especialmente os 134 cardeais que se espera entrem dentro da Capela Sistina no dia 7 de maio, são desafiados a colocar em prática a sinodalidade, a caminhar juntos. Em definitiva a ser Igreja, a superar as divisões, polarizações, enfrentamentos de todo tipo, para poder em comunhão escolher aquele que irá dar continuidade a um caminho iniciado quase 2000 anos atrás.
Estamos diante do Conclave mais diverso na história da Igreja. Dado o alto número de participantes, que demanda 89 votos para ser eleito, e a diversidade de procedências, não deve ser tarefa simples encontrar aquele que irá ocupar a Cátedra de Pedro. Daí a importância das congregações gerais, sempre necessárias, mas que podemos dizer são imprescindíveis neste momento prévio ao início do 267º Papado.
Desafio: conhecer todos os cardeais
Muitos dos cardeais não se conhecem. Dificilmente algum dos cardeais eleitores saberia reconhecer olhando as fotos, os nomes e o serviço desempenhado para cada um dos 134 participantes do Conclave. O conhecimento de cada um dos eleitores, uma tarefa que deve ser realizada até dia 6 de maio, poderá facilitar o propósito que quer ser alcançado na Capella Sistina: escolher o pontífice.
Cada um de nós, evidentemente também os cardeais eleitores, tem o retrato robô daquele que deve ser o próximo Papa. O desafio é superar aquilo que cada um espera, pois na primeira votação tudo indica, como é tradição na história dos conclaves, a diversidade de cardeais votados aponta a ser elevada. Para isso, se faz necessário, inclusive uma obrigação, escutar.
Gerar unidade na Igreja e no mundo
Escutar a Deus, escutar os outros cardeais eleitores e escutar o povo de Deus. Escutar para descobrir aquilo que a catolicidade, mas também a humanidade como um todo, espera do próximo pontífice. Um Papa que possa gerar unidade na Igreja, incentivar a comunhão, a sinodalidade, o caminhar junto. Mas também um Papa que ajude o mundo a superar a guerra em pedaços que estamos vivendo, a polarização cada vez mais presente na vida do dia a dia.
São elementos que devem ajudar no processo de discernimento, e assim descobrir o que Deus através de seu Espírito está querendo desses 134 cardeais, mas sobretudo o que Ele espera da Igreja. Uma Igreja profética, misericordiosa, samaritana, mais preocupada em curar as feridas dos descartados que seu próprio bem-estar.
O Conclave que irá eleger o sucessor de Francisco já tem data marcada. Será na tarde de dia 7 de maio, depois de celebrar a Missa Pro Elegendo Pontífice na manhã da próxima quarta-feira. Isso foi decidido na Congregação Geral realizada nesta segunda-feira, 28 de maio, na Sala do Sínodo, no Vaticano.
Primeira Congregação Geral para o cardeal Steiner
Estavam presentes 180 cardeais, dentre eles mais de 100 eleitores. Dessas congregações, a quinta realizada desde seu início na terça-feira 22 de abril, um dia depois do falecimento de Papa Francisco, participou pela primeira vez o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos de Brasil (CNBB Norte 1), cardeal Leonardo Ulrich Steiner.
Segundo informações vaticanas, na quinta congregação teve perto de 20 intervenções, sendo refletido sobre a situação da Igreja nos dias de hoje, sua relação com o mundo, os desafios a serem enfrentados e as qualidades que devem estar presentes no próximo Papa.
Na congregação geral desta segunda-feira foram eleitos os três cardeais que irão ajudar o camarlengo, cardeal Kevin Joseph Farrell, na gestão das coisas ordinárias em preparação ao Conclave. Serão o arcebispo de Munique e Freising (Alemanha), cardeal Reinhard Marx, o pro-prefeito do Dicastério para a Evangelização, cardeal Luis Antônio Tagle, e o prefeito do Supremo Tribunal da Sinatura Apostólica, cardeal Dominique Mamberti.
Tempo de diálogo e escuta
O fato da data de início do Conclave para dia 7 de maio, poderia ter sido escolhida uma data entre 5 e 10 de maio, pode ser visto como sinal do desejo dos cardeais de ter mais tempo de diálogo e escuta, em vista de poder escolher um Papa que irá assumir o Papado número 267 na história da Igreja católica. Amanhã, 9 horas, será realizada uma nova congregação geral, que iniciará com uma pregação do abade da Basílica de São Paulo Fora dos Muros, dom Donato Ogliari.
As congregações gerais serão encerradas na terça-feira, 6 de maio, exceto 1º de maio e domingo dia 4. Os trabalhos iniciam 9 horas da manhã e encerram 13 horas da tarde, no horário de Roma, seis horas a menos em Manaus.
Uma mistura de sentimentos está presente no coração passando diante do corpo daquele que tem sido uma luz para a humanidade e para a grande maioria dos 1,4 bilhão de católicos do mundo nos últimos 12 anos, embora a multidão de pessoas presentes exija que isso seja feito rapidamente.
Reconhecimento de todo o mundo
O velório de Papa Francisco, que será sepultado neste sábado na Basílica de Santa Maria Maggiore, após o funeral na Praça de São Pedro, é um sinal de reconhecimento por parte das pessoas de todo o mundo. Mas também pelas mais de 200 delegações oficiais que viajaram a Roma para mostrar suas condolências.
De uma dessas periferias veio o arcebispo de Manaus, o cardeal Leonardo Ulrich Steiner. A Amazônia sempre ocupou um lugar especial no coração do último pontífice. Lembro-me da última vez que tive a oportunidade de cumprimentá-lo brevemente, quando lhe contei que minha missão era ser pároco na Área Missionária de San José do Rio Negro, na arquidiocese de Manaus, composta por 26 comunidades indígenas e ribeirinhas. Francisco respondeu: “Que missão linda!”
Muito a agradecer a Papa Francisco
Um carinho que também está presente naqueles que vivem nessas e em tantas outras comunidades Amazônia afora, que pediram nesses dias que eu também levasse suas vidas para o velório do Papa. Um sentimento de gratidão que o Cardeal Steiner trouxe para Roma. Logo após rezar diante do caixão de Francisco, instalado na Basílica de São Pedro, o presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) ressaltou que “nós da Amazônia temos muito a agradecer a Papa Francisco por de novo trazer a Amazônia para a discussão, mas especialmente nos despertar para com o cuidado para com a Amazônia”.
O arcebispo de Manaus ressaltou que “não só a região amazônica, mas os povos que ali vivem, as culturas”. Segundo o Cardeal Steiner, “tudo isso nós somos muito gratos ao Papa Francisco por nos ter ajudado a repensar e ajudar a incentivar as nossas comunidades a viverem a sua fé nessa realidade da Amazônia”, concluindo suas breves palavras com um “muito obrigado, Papa Francisco”.
O Cardeal Steiner é alguém profundamente alinhado com o Magistério do Papa Francisco, tendo promovido de várias maneiras a sinodalidade, o cuidado com os pobres, especialmente a população em situação de rua, o cuidado com a casa comum, o protagonismo das mulheres e a defesa dos povos indígenas. Soma-se a isso sua grande devoção, como franciscano, a Francisco de Assis, incentivando constantemente a descoberta da presença de Deus em todas as criaturas, sentimento presente no conceito de ecologia integral, promovido pelo Papa argentino.
Gratidão do povo brasileiro
Esse sentimento de gratidão a Francisco também está muito presente nos dias de hoje entre o povo brasileiro. Ele é um Papa muito querido no Brasil, a ponto de, em uma ocasião, um cardeal brasileiro ter dito a Papa Francisco que ele havia conseguido realizar um milagre durante sua vida, que os brasileiros gostassem de um argentino, fazendo o Papa dar uma gargalhada.
Uma grande delegação do governo brasileiro prestou suas condolências diante do caixão do Papa, encabeçada pelo presidente Lula, um admirador declarado do pontífice, sua esposa Janja, os presidentes do Congresso, do Senado, do Supremo Tribunal Federal, ministros, parlamentares e a ex-presidente Dilma, que admitiu, como também era visível em Lula, que estava abalada com a morte de Francisco.
O evento segue até este sábado, na Raposa Serra do Sol.
Pablo Sérgio bezerra – Rádio Monte Roraima
Diocese de Roraima realiza, pela primeira vez, o Jubileu dos Povos Indígenas. A celebração, que acontece em meio às comunidades originárias do estado, propõe um ano de renovação da fé, denúncia das injustiças e valorização da caminhada histórica dos povos indígenas ao lado da Igreja Católica.
Segundo o padre Mattia, da Pastoral Indigenista, o Jubileu é um tempo de graça que convida à reflexão e à ação. “Não é possível pedir perdão a Deus sem sentir as dores do mundo. E entre essas dores, está a negação dos direitos dos povos originários, que há séculos lutam pelo respeito à sua vida e à sua terra”, destacou.
Para ele, o Jubileu é um sinal de esperança, que deve acender o olhar da sociedade para as feridas abertas pelas desigualdades. “O marco temporal é só um dos muitos desafios enfrentados. Também há carência de saúde, educação e oportunidades para a juventude e as mulheres indígenas. O Jubileu é como um refletor que a Diocese acende sobre essa realidade, reafirmando o compromisso com a vida e os direitos fundamentais.”
A celebração também é um gesto de proximidade da Igreja com os povos indígenas, como reforça o missionário padre Joseph Mugerwa, que atua há oito anos na região do Surumu, Raposa Serra do Sol. “Para as comunidades, o Jubileu não é apenas uma festa da Igreja, é a festa dos povos indígenas. É um momento de lembrar que Deus sempre esteve ao lado deles, e que a Igreja nunca os abandonou nessa caminhada.”
Padre Joseph destaca a expectativa e a mobilização nas diferentes regiões do estado: “Amajari, Serra da Lua, São Marcos, Tabaio, Boa Vista… todas estão se organizando com muito entusiasmo. É um marco histórico, especialmente porque também teremos a ordenação de um diácono indígena. Para o povo, isso representa uma grande conquista, ver um deles assumindo um papel dentro da Igreja.”
Na foto estão: De azul, o missionário padre Joseph Mugerwa, que atua há oito anos na região do Surumu e padre Paulo da Conceição Fernando Mzé, Superior Regional dos Missionários da Consolata no Brasil, e a jornalista Dennefer Costa.
O padre Paulo da Conceição Fernando Mzé, Superior Regional dos Missionários da Consolata no Brasil, também veio de São Paulo para participar do Jubileu. Ele acompanha de perto o trabalho dos missionários na Amazônia, onde a congregação atua há 76 anos. “A nossa presença missionária sempre teve como prioridade os povos indígenas. Celebrar esse Jubileu é reconhecer a importância desse povo para a história do Brasil e da Igreja.”
O Superior reforça que sua visita é também uma forma de animação e escuta dos missionários e das comunidades. “Estamos aqui para afirmar que a missão da Igreja precisa ser feita com e para os povos indígenas. Esse Jubileu é um testemunho da fé viva dessas comunidades, da resistência e da esperança que brota do coração da Amazônia.”
Gilmara Barbosa, representante do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), destacou a importância simbólica e pastoral desse momento: “Celebrar os 300 anos de evangelização com o protagonismo indígena é reconhecer a história viva e a fé encarnada nos povos originários. É uma resposta concreta aos apelos do Papa Francisco por uma Igreja com rosto amazônico, indígena e comprometida com a justiça e a vida.”
O Jubileu, que vem da palavra hebraica “Yobel” — um instrumento antigo que anunciava um tempo de libertação e graça —, é, segundo os missionários, um convite à conversão da sociedade diante das feridas causadas pela omissão e pela violência histórica contra os povos originários.
A expectativa é que o evento fortaleça os laços entre a Igreja e os povos indígenas, e ecoe uma mensagem clara: a vida, a cultura e os direitos dos povos indígenas devem ser respeitados e celebrados.
FONTE/CRÉDITOS: Dennefer Costa – Rádio Monte Roraima