Comunidade Católica Celebra Pentecostes com Grande Festa no Parque Anauá

COMUNIDADE CATÓLICA CELEBRA PENTECOSTES COM GRANDE FESTA NO PARQUE ANAUÁ

A celebração ocorreu neste domingo,19, e reuniu milhares de fiéis.

Comunidade Católica Celebra Pentecostes com Grande Festa no Parque Anauá
Lucas Rosseti e Angélica Alves

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Neste domingo (19), milhares de fiéis se reuniram no Forródromo do Parque Anauá, em Roraima, para celebrar a festa de Pentecostes. O evento, organizado pela Diocese de Roraima, marcou a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos, 50 dias após a Páscoa, e foi uma preparação para o tricentenário da evangelização católica no estado, que será comemorado em 2025.

A celebração, cujo tema foi “Guiados pelo Espírito Santo, somos igreja em missão a caminho dos 300 anos de Evangelização”, contou com a presença de diversas comunidades urbanas e rurais, incluindo representantes das comunidades indígenas. O bispo diocesano, Dom Evaristo Splenger, presidiu a missa, acompanhado por diversos padres da Diocese. “Nesse dia nós aguardamos aqui e vamos celebrar com as comunidades da nossa Diocese, são mais de quatrocentas e quarenta comunidades. Todo o povo de Deus vem celebrar a alegria do envio para a missão. A igreja nasce missionária e nós somos continuadores dessa missão até o fim dos tempos”, afirmou Dom Evaristo em sua homilia.

Foto: Lucas Rossetti

Um dos pontos altos do evento foi o gesto concreto de solidariedade, com a coleta de alimentos não perecíveis para ajudar famílias em situação de insegurança alimentar. Terezinha Santin, coordenadora da Pastoral dos Migrantes em Roraima, destacou a importância desse ato: “A celebração de Pentecostes já diz a celebração da comunidade, os apóstolos se reuniam e colocavam tudo em comum para contribuir com a ajuda aos que tinham mais necessidades econômicas. Então a solidariedade ao recolher alimentos está dizendo nosso gesto concreto de solidariedade com as pessoas que necessitam do alimento físico, além do espiritual. É a extensão do amor de Deus de um irmão para com o outro irmão”.

Participação e Fé

A programação do evento começou com apresentações das comunidades, incluindo ensaios de cantos e demonstrações culturais. A missa foi um momento de profunda espiritualidade, com a participação ativa dos fiéis, que trouxeram velas para serem acesas durante a celebração, simbolizando a luz do Espírito Santo.

Entre os participantes, Lúcia, uma administradora de 60 anos, expressou como a celebração fortaleceu sua fé: “Pentecostes é o plano do Espírito Santo descer sobre os apóstolos. Então, a gente busca exatamente esse corpo de Jesus que Ele deu para os apóstolos e para nós também. Todos nós temos um dom, então que Ele possa reforçar esse dom e que a gente se sinta mais fortalecida”.

Transmissão e Inclusão

Para aqueles que não puderam comparecer presencialmente, a Diocese de Roraima garantiu a transmissão ao vivo da celebração pela rádio FM Monte Roraima 107,9, pelo canal da Diocese no YouTube e pelas redes sociais, permitindo que todos os fiéis participassem, mesmo à distância.

Preparação para 2025

A celebração de Pentecostes deste ano foi especialmente significativa, pois também marcou o início da contagem regressiva para os 300 anos de evangelização em Roraima. Dom Evaristo Splenger refletiu sobre a longa história da Igreja na região e os desafios futuros: “Eu sinto um povo muito animado. A nossa igreja tem uma longa história, com muitas congregações, muitas ordens religiosas, padres diocesanos, vindos de vários países e estados do Brasil. Nosso povo hoje é herdeiro dessa grande herança de fé vivenciada e testemunhada aqui. Estamos em preparação para 2025, quando vamos celebrar os 300 anos da evangelização em Roraima, guiados pelo Espírito Santo para a missão”.

Um Futuro de Esperança

A celebração de Pentecostes não só fortaleceu a fé dos participantes, mas também destacou a importância da solidariedade e da preparação contínua para os desafios futuros. “O maior desafio nesse momento certamente é a missão da vida cristã, seja transmitindo a fé às novas gerações, educando para a vida em comunidade. Hoje, somos uma igreja que se aproxima cada vez mais dos jovens, que são o presente e o futuro da nossa igreja”, concluiu Dom Evaristo.

Comunidades participantes

  • Missão Murupu Baixo e medio e São Marcos
  • Paróquia Nossa Senhora Consolata
  • Missão Baixo Contigo –  Camará
  • Área Missionária de Rorainópolis
  • Área Missionária de Bonfim
  • Missão Raposa
  • Área Missionária Sagrado Coração de Jesus
  • Missão Catrimani
  • Missão Serra da Lua
  • Paróquia Nossa Senhora de Nazaré
  • Normandia
  • Área Missionária São João Batista
  • Área Missionária de Cantá
  • Paróquia São Mateus
  • Paróquia Catedral Cristo Redentor
  • Paróquia Santo Antônio de Santana Galvão

 FONTE/CRÉDITOS: Dennefer

Hoje celebramos Quarenta Anos de Sacerdócio de Dom Evaristo Spengler, Bispo da Diocese de Roraima

Uma Jornada de Fé e Compromisso com os Direitos Humanos.

Neste 19 de maio de 2024, Dom Evaristo Spengler, atual Bispo da Diocese de Roraima, celebra 40 anos de sacerdócio. Este marco é um testemunho de sua dedicação inabalável à fé, ao serviço pastoral e à defesa dos direitos humanos. Ao longo de quatro décadas, Dom Evaristo tem sido uma voz corajosa e compassiva em favor dos mas necessitados e um guía comprometido com a justiça social e a dignidade humana.

A Jornada de Dom Evaristo Spengler

Dom Evaristo Spengler nasceu em 10 de outubro de 1959, em Gaspar, Santa Catarina. Sua vocação religiosa floresceu desde jovem, levando-o a ingressar no seminário e a ser ordenado sacerdote em 8 de dezembro de 1984. ”Crecí numa família católica religiosa, meus pais eram frequentadores da igreja, toda a família, nós nunca faltávamos a missa, nenhum domingo, a família inteira, pai e a mãe, isso era sagrado. E também todos os dias não deixavamos de rezar em família, todas as noites,a minha mãe dizia agora, é hora de desligar televisão e rezar, todos os dias se ajoelhava em casa e a rezávamos juntos.” Lembra Dom Evaristo de seus inicios cristãos.

Desde então, sua trajetória tem sido marcada por um profundo compromisso com a missão pastoral e a defesa dos direitos dos pobres e oprimidos.

Primeiros Anos e Compromisso com a Missão

Nos primeiros anos de seu sacerdócio, Dom Evaristo se destacou pelo trabalho com comunidades carentes, especialmente nas periferias urbanas e nas zonas rurais. Seu ministério sempre esteve pautado na proximidade com o povo, na escuta atenta das necessidades dos fiéis e na promoção da dignidade humana.

Dom Evaristo relata uma das maiores alegrias em seus 4 décadas de sacerdocio: ”São muitas alegrias. E de modo especial, a gente se alegra quando tem doação ao próximo. Talvez nesse sentido, os momentos mais felizes a minha vida e mais difíceis, foi o tempo que eu fui em missionário por dez anos em Angola. Eu cheguei lá ainda no tempo da guerra civil, muita fome, o povo arrasado, não podia nem ficar sosegado na sua comunidade, porque constantemente eram atacados. Foi muito difícil, porque nós não podíamos chegar até as comunidades mais distantes, mas sempre procuravam-nos esse apoio incluido da Caritas, com alimentação e alimentar a esperança do povo que a guerra iria terminar. Todos os dias se rezava na missa. Graças a Deus, um ano depois que eu estive lá, guerra terminou. E a igreja foi convidada a construir escolas, por meio da UNICEF. Hoje tem lá várias escolas que ajudei construir, onde irmãs estão coordenando, com um ensino diferenciado, humanista e com os valores de cristãos.”

A Missão em Roraima

Em 2023, Dom Evaristo foi nomeado Bispo da Diocese de Roraima, uma região marcada por grandes desafios sociais e humanitários. Roraima tem sido um ponto crucial para a crise migratória venezuelana, com milhares de migrantes buscando refúgio no Brasil. Dom Evaristo é uma figura comprometida no acolhimento e apoio a esses migrantes, trabalhando em parceria com organizações humanitárias.

Sob sua liderança, a Diocese de Roraima intensificou seus esforços na defesa dos direitos dos povos indígenas, frequentemente ameaçados por conflitos de terra e violações de direitos humanos. Dom Evaristo tem sido uma voz forte contra a exploração ilegal e a degradação ambiental nas terras indígenas, defendendo a demarcação e a proteção desses territórios.

Um Bispo Comprometido com os Direitos Humanos

Dom Evaristo Spengler é conhecido por seu compromisso inabalável com os direitos humanos. Em todas as fases de seu ministério, ele tem promovido a justiça social e a dignidade humana, seguindo os ensinamentos do Evangelio.

Parabens Dom Evaristo! Que Deus siga abençoando sua caminhada.

18 de maio, Dia Nacional de combate à violência contra crianças e adolescentes

Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é momento para debater as modalidades do tráfico de pessoas

O painel de dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), de 2023, aponta 39.357 denúncias de abuso e exploração sexual, com 42.031 violações existentes. A organização Childhood Brasil que realiza trabalho de proteção, revela que a cada 15 minutos uma criança é vítima de espancamento ou violência sexual no país. A Organização Mundial da Saúde (OMS), indicou que somente 7 em cada 100 casos de exploração sexual são denunciados no Brasil. Os números são alarmantes e têm aumentado em razão das denúncias. A denúncia continua sendo uma das formas de enfrentar essa violência silenciosa que deixa sequelas graves.
Todos os anos 18 de maio é o dia de enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes. Debater essa temática com a sociedade e alertar os organismos públicos deve ser uma ação permanente. A Comissão Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEETH), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, pauta a temática para enfrentar esse tipo de modalidade do tráfico que viola de forma grave os direitos humanos.
É importante reforçar que o tráfico de crianças e adolescentes acontece muitas vezes através de adoção ilegal, com finalidades para trabalho análogo a escravidão e exploração sexual comercial. O trabalho escravo é identificado quando o adolescente é forçado ou vive formas de coação, trabalha sem benefícios e em condições desumanas. Já a exploração sexual comercial, o aliciamento acontece presencial ou pela internet para fins da prática de pornografia, turismo com fins sexuais, prostituição convencional e o tráfico para fins sexual.
Em janeiro deste ano uma nova lei foi sancionada tornando crime sequestro, cárcere privado ou tráfico de pessoas quando praticados contra crianças ou adolescentes. Entre os artigos da Lei 14.811/24, prevê a garantia de atendimento especializado em rede para crianças e adolescentes e famílias em situações de exploração sexual; a lei prevê também política nacional de prevenção.
O Artigo 227 da Constituição Federal descreve que: É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. O artigo que desenha de forma bonita as linhas do direito, está longe da realidade de crianças e adolescentes que sofrem violências diariamente no Brasil e são vítimas de uma das modalidades do Tráfico de Pessoas.
lei 14.432/22 institui a campanha Maio Laranja. Uma conquista para o enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, a lei que tem como objetivo promover ações de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, sancionada no ano de 2022, colabora para fomentar ações de políticas públicas.
A Comissão Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEETH), mais uma vez se une à campanha coletiva FAÇA BONITO.  O Dia 18 de Maio – “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, realizou ações de incidência na Câmara dos deputados e nos próximos dias irá reforçar as iniciativas para despertar a sociedade para pauta em defesa da vida das crianças e adolescentes. No 24º ano de mobilização a Campanha Faça Bonito, alcançou praticamente todo país. Em todos esses anos a campanha pautou ações estratégicas através dos eixos da técnica, política e a mobilização social. Este ano o objetivo é expandir o debate sobre os entraves e os desafios que envolvem a linha da Atenção/Atendimento Integral às crianças, adolescentes e suas famílias.
Acesse o site da campanha e saiba mais como fortalecer esta luta.  www.facabonito.org

Por Cláudia Pereira | CEETH

Foi realizada Missa em Ação de Graças pelos 75 Anos das Irmãs Missionárias da Consolata na Diocese de Roraima

Celebração marca sete décadas e meia de amor e dedicação missionária em terras roraimenses.

No dia 12 de maio, às 9h30, na Igreja Catedral Cristo Redentor em Boa Vista foi realizada uma emocionante missa em ação de graças pelos 75 anos das Irmãs Missionárias da Consolata na Diocese de Roraima. Uma jornada marcada por amor e dedicação missionária desde o seu início, em 12 de maio de 1949.

A celebração reuniu não apenas membros da congregação, mas também fiéis da comunidade local, que se uniram para celebrar essa data tão especial. Entre as presentes, estava Irmã Leda Botta, que compartilhou suas memórias e emoções sobre essa jornada de 75 anos. “A minha alegria hoje é que eu tenho 82 anos. Eu sonhava em ver esse período onde me sinto em casa, como quando era criança. Quem me deu uma vocação foi ver uma missionária partir para as missões. Eu só tinha 4 anos, mas lembro-me que saiu de manhã cedo. O meu sonho era dizer aos outros a grande coisa que procurei a vida inteira. O que sonhava aconteceu, estou no Brasil, nasci na Itália, então, me enche de riqueza por tudo que vivemos.”

Irmã Elisa Pagnani, também presente na celebração, compartilhou suas experiências dos últimos 25 anos de missão em Roraima. “Sou Irma Elisa Pagnani, missionária da Consolata, italiana. Um trabalho muito bonito que tivemos com nossos primeiros venezuelanos, recebendo-os e salvando-os, tentando, do outro lado. É um pouco que, nestas situações, ouvia Jesus Cristo me chamando para servir.”

A missa não apenas celebrou o passado e o presente das Irmãs Missionárias da Consolata, mas também inspirou esperança e renovação para os próximos anos de serviço e dedicação à comunidade de Roraima. Que essas mulheres continuem a ser luzes de amor e compaixão, guiadas pelo chamado de Jesus Cristo para servir aos mais necessitados.

Fortalecendo Laços e Vocações: Diocese de Roraima marca presença no Congresso da Pastoral Familiar em Parintins

Realizado desde 3 até 5 de maio na cidade de Parintins, este Encontro destaca a Família como Fonte de Vocações

O I Congresso da Pastoral Familiar no Regional Norte 1, com o tema “Família, Fonte de Vocações”, marcou três dias de intensas reflexões e trocas de experiências na cidade de Parintins, no estado do Amazonas, de 3 a 5 de maio. Com mais de 350 participantes representando todas as paróquias da diocese de Parintins, o evento contou com a presença de Ronildo Viana e Rosé Ferreira, representantes da Pastoral Familiar da diocese de Roraima, além do casal coordenador da Pastoral Familiar Nacional, Alisson e Solange.

O primeiro dia foi marcado por uma série de participações significativas, com destaque para a presença de Dom José Albuquerque, Bispo da diocese de Parintins. Dom José trouxe contribuições importantes, especialmente em relação à 5ª conferência, abordando o tema “A Família e a Amizade Social”. Em sua fala, ele destacou a importância de discutir a atual situação da família, promovendo momentos de partilha entre os presentes.

Falando sobre o evento, Dom José Albuquerque expressou sua satisfação com a participação maciça e o engajamento dos envolvidos nos bastidores. “Estamos muito contentes. A participação está sendo espetacular”, disse o bispo. Ele enfatizou o papel crucial do Congresso em fortalecer a pastoral familiar na Diocese, além de promover a comunhão e a troca de experiências entre os diversos agentes pastorais envolvidos.

Durante o Congresso, foram abordados temas como as diferentes equipes de pós-matrimoniais, pré-matrimoniais e casos especiais, que tiveram a oportunidade de discutir sobre a importância de anunciar o evangelho da família e promover o amor no matrimônio. Dom José ressaltou a necessidade de ajudar as famílias a serem as “igrejas domésticas”, destacando a importância do sacramento do matrimônio e seu papel na formação de vocações para o matrimônio, vida consagrada e ministérios da igreja.

Com uma programação rica em palestras, mesas-redondas e momentos de espiritualidade, o Congresso marcou um momento histórico para a Pastoral Familiar na região Norte 1, promovendo o fortalecimento das famílias e o discernimento vocacional em um contexto desafiador. O legado desse encontro certamente continuará a gerar frutos na evangelização e no cuidado com as famílias, fortalecendo ainda mais o tecido eclesial na região amazônica.

Igreja Católica do Brasil marca presença no tema das políticas públicas sobre migrantes, refugiados e apátridas.

A eleição dos delegados foi feita no Estado de Roraima rumo a II COMIGRAR no mês de novembro de 2024.

Em um clima de colaboração e comprometimento, foi realizada a seleção de delegados que representarão o Estado de Roraima na 2ª Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia, que ocorrerá em novembro deste ano. Este evento, realizado nos dias 19 e 20 de abril, foi promovido pelo governo federal através da Setrabes (Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social), em colaboração com o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados no Brasil), a Força-Tarefa Humanitária – Operação Acolhida, a OIM (Organização Internacional para as Migrações) e a Sociedade Civil, busca abordar temas cruciais relacionados à migração, refúgio e apatridia no Brasil.

É importante ressaltar que o estado de Roraima, que faz fronteira com a Guiana Inglesa e a Venezuela, é porta de entrada para migrantes que vêm do Haiti, Cuba, Venezuela, Colômbia e outros países. O maior número corresponde aos migrantes venezuelanos, e apenas em 2023 chegaram 192.021 pessoas ao Brasil, um aumento de 18% em relação a 2022. Como principal ponto de entrada de migrantes no país, Roraima conta atualmente com oito abrigos e três alojamentos que atendem à população que sai da Venezuela em busca de melhores condições de vida.

Em números reais, no passado ingressaram no Brasil 30.646 venezuelanos a mais do que os 161.375 de 2022. Atualmente, o fluxo diário de entrada no Brasil pela fronteira, em Pacaraima, é de até 400 pessoas. Desde 2017, quando o governo federal começou a monitorar o fluxo migratório, 1.028.634 venezuelanos entraram no país – destes, 53% permaneceram em solo brasileiro. Este motivo é suficiente para alertar o governo federal sobre a necessidade de modificar algumas políticas em relação à regularização de migrantes, refugiados e apátridas.

Durante dois dias intensos de propostas e discussões, cinco delegados foram escolhidos entre um grupo de participantes de diversas áreas e comunidades de todo el el Estado de Roraima. Entre eles, destacamos a presença do Padre Juan Carlos Greco, de nacionalidade argentina e parte da Diocese de Roraima, que será o único representante religioso neste grupo de delegados. A presença da Igreja Católica nas propostas discutidas destaca a importância de sua participação na formulação de políticas públicas relacionadas a migrantes e refugiados.

Em uma entrevista com o Padre Juan Carlos Greco com Libia López jornalista da Radio Monte Roraima FM, destacou-se a importância desta conferência em um momento de mudanças significativas no país, especialmente no que diz respeito à migração. O Padre expressou seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e a promoção de políticas inclusivas que garantam a proteção e o bem-estar dos migrantes, refugiados e apátridas no Brasil. “Todos os delegados selecionados terão a importante responsabilidade de levar as propostas discutidas na conferência estadual de Roraima para o nível nacional, buscando influenciar a formulação de políticas a nível federal que abordem as necessidades e desafios específicos da região. Entre as propostas discutidas, destacam-se a os dereitos dos indígenas, a validação de títulos para profissionais migrantes, a promoção do multilinguismo em zonas fronteiriças como Roraima e a criação de empregos dignos que respeitem os direitos trabalhistas dos migrantes e refugiados”, ressaltou o Padre Greco.

O Padre Juan Carlos Greco enfatizou que ser delegado representa uma grande responsabilidade, tanto para a Igreja Católica quanto para a comunidade migrante de Roraima. “É muito importante trabalhar em colaboração com outras comunidades religiosas e organizações não governamentais para abordar os desafios comuns e promover uma sociedade mais inclusiva e solidária”.

Roraima é um estado importante no tema da migração por ser fronteira com a Venezuela e a Guiana. E no tema da migração também é importante ressaltar que Roraima é o estado que abriga uma importante comunidade indígena, com 12% da população total do país e aproximadamente 10.000 indígenas venezuelanos em todo o território nacional, dos quais quase 3.500 estão neste estado fronteiriço, segundo o Padre Greco. E é precisamente essa diversidade étnica e cultural que apresenta desafios adicionais que devem ser considerados nas políticas e programas voltados para migrantes e refugiados na região.

Os delegados eleitos foram:

Victor Hugo Ruiz Hernandez;
Juan Carlos Greco
Alba Marina González Andrade;
Hennis Marielis Maraleda Borja;
Omar Wilfredo Pérez Lezama.

Esta eleição de delegados para representar Roraima na 2ª Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia no proximo mês de novembro, marca um passo importante no compromisso do estado e do país em abordar os desafios e oportunidades relacionados à migração e ao refúgio. Com a participação ativa de líderes religiosos, indígenas, representantes governamentais, da sociedade civil e migrantes, espera-se que esta conferência contribua para a formulação de políticas mais inclusivas e eficazes para garantir a proteção e o bem-estar dos migrantes e refugiados no Brasil.

Reportagem Libia López

Santa Catarina de Sena, voz de Deus e doutora da Igreja

Origens
Catarina nasceu em Siena, Itália, em 25 de março de 1347. Ela foi a 24ª filha de um tintureiro chamado Giacomo de Benincasa. Desde pequena, dedicou a sua infância a Deus. Fez parte da Ordem Terceira de São Domingos.

Chamado de Deus
Aos 7 anos, consagrou a Deus a sua virgindade, juntamente a presença espiritual da Virgem Maria. Nessa época, ela já relatava visões nos seus momentos de oração. Por volta dos 15 anos, por meio de um sonho, São Domingos apareceu-lhe, resultando na sua entrada para a Ordem Terceira Dominicana. A partir disso, ela intensificou as suas orações, além da prática de jejuns e mortificações corporais constantes.

Atuando nos caminhos da Igreja
Por ser de uma família simples, Catarina aprendeu a ler e escrever já adulta, ainda assim com dificuldades. Não obstante, seus ensinamentos são encontrados na obra “O diálogo”, no qual é tratado a busca de Deus e do conhecimento da Verdade.

Cartas
Ademais, escreveu mais de 380 cartas destinadas aos anônimos, reis e papas, evangelizando por todo o território romano. Naquele momento, havia o cisma católico e, com isso, a Igreja era influenciada pela política francesa. Graças a essas cartas, ela conseguiu que o verdadeiro Papa, Urbano VI, assumisse o governo da Igreja e regressasse à Roma.

Santa Catarina de Sena é padroeira da Itália e da Europa

Amparo na Peste Negra
Nesse período, a Peste Negra assolou a Europa, fazendo um terço da população desse continente como vítimas. Diante dessa situação, Catarina saiu de sua clausura e se dedicou a cuidar dos doentes, também por meio de orações. Seu exemplo gerou a conversão de várias pessoas.

Páscoa
Ao final de sua vida, ela teve a graça de receber os estigmas de Cristo, ela uniu-se inteiramente a Ele. Seus últimos dias contaram com diversas provações. Instantes antes de sua morte falou: “Partindo do corpo eu, na verdade, consumi e entreguei a minha vida na Igreja e pela Igreja, que é para mim uma graça extremamente singular”. Catarina morreu em 29 de abril de 1380.

Devoção a Santa Catarina de Sena

Oração oficial
“Ó notável maravilha da Igreja, serva virgem, que, por causa de suas extraordinárias virtudes e pelo que conseguistes para a Igreja e a Sociedade, fostes aclamada e abençoada por todos, volte teu bondoso olhar para mim, que confiante na tua poderosa proteção pede, com todo o ardor da afeição e suplica a ti, que obtenha pelas tuas preces o favor que ardentemente desejo (dizer aqui a graça desejada).

Com a tua imensa caridade, recebestes de Deus os mais estupendos milagres e tornou-se a alegria e a esperança de todos nós, que oramos a ti e rogamos ao teu coração tu recebestes do Divino Redentor.

Serva e virgem, demonstre de novo o seu poder e da sua caridade; e o seu nome será novamente exaltado e abençoado; e consiga para nós a graça suplicada, com a eficácia de sua intercessão junto a Jesus, e ainda a graça especial de que um dia estejamos juntos no Paraíso em eterna alegria e felicidade. Amém.”

Minha oração
Santa Catarina de Sena, vós que fostes instrumento de Deus para a Igreja e o povo, sendo admirada e um exemplo de vida dedicada a Deus, dai-nos a graça de nos mantermos perseverantes na fé transmitida pela Igreja e a buscar uma maior intimidade diária com nosso Amado, a fim de que, um dia, possamos contemplar a face Divina. Amém.”

Santa Catarina de Sena, rogai por nós!

Santa Zita, virgem e padroeira das empregadas domésticas

Origens
Nasceu em 1218, no povoado de Monsagrati, perto da cidade de Lucca (Itália). Era de uma família pobre, numerosa e camponesa, mas recebeu a riqueza da vida em Deus em seus ensinamentos.

Serva desde a infância
Aos 12 anos, Zita foi trabalhar em uma casa de família para não se tornar um peso, visto que era de uma família pobre e numerosa. Ela não teria um salário, mas, em troca de seu trabalho, receberia comida, roupas e o necessário para seu sustento. Ela foi servir a uma família que não costumava tratar bem os seus criados. Sofreu muito, mas aguentou tudo seguindo uma vida de oração e humildade, rezando e praticando a caridade. O Papa Pio XII a proclamou padroeira das empregadas domésticas.

Intensa na caridade cristã
Costumava dividir tudo o que recebia e tinha (dinheiro, comida e roupa) com o próximo. Era uma criada de um coração tão bom que, aos poucos, foi conquistando a confiança e admiração dos seus patrões. Em contrapartida, os funcionários que conviviam com ela tinham inveja e ainda zombavam muito de suas atitudes, a ponto de acusa-la.

Santa Zita e a dedicação total aos pobres, doentes e necessitados

Chuva de rosas
Certa vez, foi surpreendida pela patroa, após ser acusada de estar tirando os alimentos da despensa e dando aos pobres. Na ocasião, a patroa perguntou o que ela estava escondendo no avental, e ela respondeu que eram flores. E, ao levantar o avental, uma chuva de flores caiu e cobriu seus pés.

Manto do anjo
Em outra situação, na véspera de Natal, ela encontrou um homem na rua com frio, na entrada da Igreja de São Frediano. Para aquecê-lo, pegou um manto caro emprestado do seu patrão. No dia seguinte, foi recriminada por tal ato, mas, nesse mesmo dia, um idoso desconhecido chegou no povoado e devolveu o manto. Todos os cidadãos acharam que essa atitude foi tomada por um anjo. A partir daí, a porta da famosa igreja ficou conhecida como “Porta do Anjo”.

Vida de doação
A sua vida sempre foi marcada por sua obra de dedicação total aos pobres, doentes e necessitados. Até hoje, a santa intercede em favor do próximo. O local de seu túmulo se tornou um local de graças e de muitos milagres comprovados.

Santa Zita: dedicada ao trabalho e oração

Espiritualidade
Ela se dedicou com toda sua força ao trabalho e se mantinha firme na vida de oração, participando das missas pela manhã na comunidade e se consagrando a Deus. Ela sempre buscava questionar a Deus se a sua atitude estava correta ou não.

Morte e canonização
Santa Zita faleceu no dia 27 de abril de 1278 e, rapidamente, a sua fama de santidade se espalhou por toda a Itália, chegando até a Inglaterra. Seus restos mortais repousam na capela de Santa Zita da Igreja de São Frediano, em Lucca (Itália). Em 1652, foi feita exumação do corpo e constatado que repousa intacto. Esse acontecimento serviu para confirmar sua canonização em 1696, pelo Papa Inocêncio XII.

Devoção a Santa Zita

Oração a Santa Zita
“Ó Santa Zita, que, no humilde trabalho doméstico, soube ser solícita como foi Marta, quando servia Jesus, ajudai-me a suportar com ânimo e paciência todos os sacrifícios que me impõe os meus trabalhos domésticos. Peço ainda, que os suporte com amor, zelo e fidelidade a família que sirvo.”

Minha oração
“Ó Deus, recebei o meu trabalho, o meu cansaço e as minhas tribulações; e, pela intercessão de Santa Zita, dai-me forças para cumprir sempre meus deveres, Santa Zita, ajudai-me. Amém.”

Santa Zita, rogai por nós!


Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 27 de abril

  • São Simeão, bispo e mártir, ordenado bispo de Jerusalém como sucessor de Tiago, em Jerusalém. († 107)
  • São Polião, leitor e mártir, que, preso na perseguição, foi lançado às chamas e queimado fora dos muros da cidade, na Croácia. († c. 303)
  • São Teodoro, abade, que foi discípulo de São Pacômio e pai da «Congregação» de mosteiros nesta região, no Egito. († s. IV)
  • São Liberal, eremita, na Itália. († c. 400)
  • São Magão ou Magaldo, bispo, aureolado com a fama de grande santidade. († s. VI)
  • São João, hegúmeno, que, no tempo do imperador Leão o Arménio, combateu tenazmente a favor do culto das sagradas imagens, na Turquia. († s. IX)
  • São Pedro Ermengol, da Ordem de Nossa Senhora das Mercês, na Espanha. († 1304)
  • Beato Tiago de Ládere Varinger, religioso da Ordem dos Menores, na Itália. († c. 1485)
  •   Beata Catarina, virgem, que, batizada na Igreja Ortodoxa, ingressou na Ordem da Penitência de São Domingos, tomando o nome de Hossana, e viveu em clausura cinquenta e um anos, dedicada à contemplação divina e à piedosa súplica pelo povo cristão durante a invasão dos Turcos. (1565)
  • Beato Nicolau Roland, presbítero, que, solícito pela formação cristã das crianças, construiu escolas para as meninas pobres, e fundou a Congregação das Irmãs do Menino Jesus, na França. (1678)
  • São Lourenço Nguyen Van Huong, presbítero e mártir, que foi preso numa noite em que visitava um moribundo e, porque recusou calcar a cruz, foi flagelado e depois degolado no tempo do imperador Tu Duc, no Vietnam. (1856)
  • Beata Maria Antónia Bandrés y Elósegui, virgem da Congregação das Filhas de Jesus, que seguiu com paciente serenidade, mesmo na desolação, a sua vida consagrada a Deus, que em breve tempo foi consumada, na Espanha. († 1919)

BISPOS DIVULGAM A CARTA AOS CRISTÃOS CATÓLICOS DO BRASIL ELABORADA PELO EPISCOPADO BRASILEIRO DURANTE A 61ª AG CNBB

Seguindo a tradição das Assembleias Gerais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, quatro cardeais brasileiros durante a coletiva da quinta-feira, 17 de abril.

Se tornaram conhecidos o processo de construção e o conteúdo das quatro mensagens aprovadas pelo episcopado brasileiro: ao Papa Francisco, ao prefeito do Dicastério para os Bispos, cardeal Robert Francis Prevost, ao povo brasileiro e aos cristãos católicos. Esta última, uma das novidades desta edição da assembleia. A carta ao Santo Padre e ao Dicastério para os bispos foram encamninhadas pela coordenação da Assembleia.

Segundo o arcebispo de Brasília (DF), cardeal Paulo Cezar Costa, na carta ao Papa Francisco o episcopado brasileiro manifesta a comunhão com o Santo Padre, apresentou os temas gerais da assembleia e um agradecimento pela riqueza de seu pontificado, aquilo que ele propõe à Igreja nesse momento: a paz, a justiça, as migrações e das pessoas que morrem no mar.

Mensagem aos Cristãos Católicos do Brasil

Pela primeira vez se faz uma mensagem da Assembleia às comunidades católicas, enfatizou o arcebispo de São Paulo, cardeal Pedro Odilo Scherer, que trata da vida das comunidades. A mensagem inicia agradecendo “por tudo aquilo que de bom e belo existe para a missão”, por tudo o que é vivido e realizado nas comunidades. Igualmente o texto ressalta a santidade, com um número de “processos de beatificação e canonização como nunca houve antes”.

A carta dirige uma palavra de encorajamento sobre algumas questões, tendo como pano de fundo a sinodalidade: o diálogo, o respeito pelos outros, saber divergir sem brigar, insistindo em que “nossa fé não deve dividir, mas deve ser um elemento que ajuda a criar comunidade”.

A mensagem ressalta a necessária comunhão com o Papa e com os bispos e faz um convite a não desanimar diante das dificuldades presentes e à participação ativa na vida das comunidades e da sociedade. Finalmente, um chamado à preparação ao Jubileu 2025. De acordo com dom Odilo, trata-se de uma carta que pretende “encorajar, orientar, apoiar, respaldar a nosso povo católico”.

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Carta ao Dicastério para os Bispos

Sobre a carta ao prefeito do Dicastério para os Bispos, o arcebispo de Rio de Janeiro, cardeal Orani Tempesta, disse que é reservada ao cardeal Prevost e trata sobre o que está sendo feito na 61ª Assembleia Geral da CNBB. A mensagem “coloca os problemas que nós estamos enfrentando enquanto Igreja no Brasil, coloca as soluções que a nossa assembleia está propondo e agradece ao prefeito pelas indicações ao Santo Padre para as 20 nomeações episcopais para a Igreja do Brasil desde a última assembleia”, enfatizou dom Orani.

Mensagem ao Povo Brasileiro

A Mensagem ao Povo Brasileiro, “um texto em certo sentido longo”, segundo o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner, dada “a necessidade de abordarmos alguns elementos importantes”, pretende ser uma mensagem de esperança, de futuro, da realidade política e climática, que aborda as eleições que se aproximam, lembrando os 60 anos de início da Ditadura e incentivando a cuidar da Democracia e combater a violência no país e as guerras.

Dom Leonardo pediu a ajuda dos meios de comunicação para que essas mensagem cheguem e ajudem diante da situação de tensão, de conflitos e de muita violência que a sociedade brasileira vive, provocada pelas drogas, as facções e pelas as palavras. Trata, segundo dom Leonardo, de uma mensagem que faz um chamado à paz, também na floresta, para os povos indígenas, ameaçados pelo Marco Temporal.

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Festejo em Honra a Santo Expedito: Tradição e Devoção na Comunidade

Tríduo Religioso e Procissão Marcarão as Celebrações em Homenagem ao Santo Padroeiro

A comunidade da Paróquia Nossa Senhora da Consolata começou as celebrações em honra a Santo Expedito, seu padroeiro. Com um tríduo religioso que se iniciou no dia 17 até 19 de abril, às 19:00 horas, na igreja localizada na rua Jósimo de Alencar Macêdo, n° 163, bairro Calungá, seguido de uma emocionante procissão e encerramento com uma missa campal e arraial, no dia 20 de abril.

No dia 20 de abril, a comunidade se reunirá em uma emocionante procissão, partindo da Comunidade e seguindo até o campo da casa dos padres missionários da Consolata, localizado no final da av. Surumú, bairro Calungá. Lá, será celebrada uma missa campal, seguida de um animado arraial, onde os fiéis poderão desfrutar de comidas típicas, apresentações culturais e momentos de confraternização.

A organização do evento aproveita para estender o convite a todos da comunidade para participarem desse momento especial de fé e celebração. “Convidamos a todos a se juntarem a nós nestes dias de oração e devoção a Santo Expedito. Será uma oportunidade única de fortalecermos nossa fé e de celebrarmos juntos as tradições religiosas e culturais de nossa comunidade”, declara Bernadete Sousa Galvão, coordenadora do evento.

A presença de todos é fundamental para o sucesso deste festejo tão significativo para a comunidade da Paróquia Nossa Senhora da Consolata. Que a devoção a Santo Expedito inspire e fortaleça os corações de todos os participantes, renovando a esperança e a fé em dias melhores.

Esteja presente e faça parte desta bela manifestação de fé e cultura.